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LUYZA VITÓRIA MATOS - 4° PERÍODO DE MEDICINA 
VULVOVAGINITES 
 
 
 
Dentre as infecções do trato reprodutivo, destacam-se as vulvovaginites e vaginoses, processos nos quais 
o meio ambiente vaginal fisiológico, composto primordialmente por Lactobacillus, encontra-se alterado, 
assim, possibilitando a proliferação de outros microrganismos e podendo estar associado a processo 
inflamatório (vaginites) ou sem evidências de inflamação (vaginoses) 
 
corresponde a 40% das queixas ginecológicas ambulatoriais 
 
SECREÇÃO VAGINAL FISIOLÓGICA: 
● não necessita de tratamento, pois não é uma doença → 
deve-se orientar a paciente, e acolhe-la 
● quantidade discreta ou pequena quantidade 
● aspecto fluido ou eventualmente amarelada 
● odor característico ou ausente 
○ 💡 se a paciente estiver apenas com uma candidíase 
não terá odor 
● sem sinais inflamatórios 
● consistência viscosa ou não 
● aspecto homogêneo ou discretamente turvo com elementos 
grumosos 
● poucas células inflamatórias → Ausência quase completa de 
leucócitos 
● pH menor do que 4,5;(N=3,8 a 4,2) 
SECREÇÃO VAGINAL ALTERADA: 
● quantidade pequena ou grande 
● amarelada, acinzentada, esbranquiçada 
● odor pode ser desagradável 
● prurido pode estar presente 
● sinais inflamatórios presentes 
● pode ter aumento de células inflamatórias 
 
 
 
LUYZA VITÓRIA MATOS - 4° PERÍODO DE MEDICINA 
CORRIMENTO VAGINAL: 
● costumam ter odor, prurido, ardência, disúria, dispareunia (dor durante a relação sexual) 
○ a candidíase não costuma ter odor 
● VAGINOSE BACTERIANA: 
○ 💡 é o corrimento vaginal mais 
frequente nas mulheres 
○ ocasionada pela bactéria 
Gardnerella vaginalis 
■ é uma bactéria 
anaeróbia facultativa 
associada à vaginose 
bacteriana, que ocorre 
pela diminuição dos 
lactobacilos na flora 
vaginal 
○ ETIOLOGIA: 
■ estado de desequilíbrio da flora vaginal caracterizado pela substituição da flora 
microbiana dominada por Lactobacillus por bactérias anaeróbias e facultativas. 
○ FISIOPATOLOGIA: 
■ as bactérias associadas à VB alteram a resposta imune local, o que torna o meio 
vaginal imunossuprimido → portanto, mais suscetível a outros agentes infecciosos, 
como papilomavírus humano (HPV) e HIV 
■ Relaciona-se a diversos distúrbios do trato reprodutivo: maior prevalência em 
mulheres inférteis do que férteis, está associada a risco de abortamento após 
fertilização in vitro, infecções pelo HPV e neoplasias intraepiteliais cervicais, infecções 
após cirurgias ginecológicas, aumento da taxa de infecção pelo HIV, aumento da 
possibilidade de aquisição de agentes sexualmente transmissíveis, aumento do risco 
de infertilidade tubária; alguns estudos apontam associações com prematuridade, 
abortamento espontâneo, baixo peso ao nascer e endometrite pós-parto 
○ essa bactéria pode estar presente na normalidade, mas em casos de sua proliferação 
causa a vaginose bacteriana 
○ é um corrimento que apresenta odor fétido (peixe podre, amoniacal) 
○ EXAME FÍSICO ESPECULAR: 
■ é a principal etapa do exame físico 
■ observa-se corrimento variável, branco, acinzentado ou amarelado e homogêneo 
○ 💡 é um corrimento que tende a piorar na menstruação e após o ato sexual 
○ Ph vaginal maior que 4,5 
○ Clue cells → é um critério diagnóstico 
 
 
LUYZA VITÓRIA MATOS - 4° PERÍODO DE MEDICINA 
○ TRATAMENTO: restabelecer a flora 
■ antibioticoterapia → Metronidazol; Clindamicina; Tinidazol 
● CANDIDÍASE: 
○ ETIOLOGIA: 
■ processo inflamatório vaginal causado pela 
proliferação de fungos no meio vaginal que 
levam ao aparecimento de sintomas 
(corrimento, prurido, disúria, dispareunia) 
○ infecção ocasionada pelo fungo candida sp → mais 
comum é a candida albicans (90% dos casos) 
○ paciente que tem mais de 4 vezes por ano → 
candidíase recorrente/de repetição 
○ FISIOPATOLOGIA: 
■ Candida albicans pode fazer parte da flora 
normal em baixas concentrações 
■ Por fatores ainda pouco conhecidos, todavia, 
passa do estado de saprófita para o estado 
infeccioso, então, ocorrendo invasão das 
camadas do epitélio vaginal, resposta 
inflamatória e aparecimento de sintomas 
■ São produzidas enzimas com atividade 
proteolítica (proteinases) que favorecem a 
aderência e o dano às células epiteliais, o 
que favorece a invasão. Possuem, ainda, a 
capacidade de formação de biofilmes, o que 
facilita as recidivas 
○ prurido (sinal marcante), disúria, dispareunia 
○ corrimento esbranquiçado ou amarelado 
■ 💡 fica aderido às paredes vaginais → é um corrimento grumoso/grosso 
■ a quantidade pode ser variável 
○ TRATAMENTO: derivados de imidazólicos, fluconazol, fenticonazol 
● TRICOMONÍASE: 
○ menos frequente que os anteriores 
○ é mais grave → protozoário invade e destrói o 
epitélio vaginal 
○ causado por um protozoário → Trichomonas 
vaginalis - IST 
○ FISIOPATOLOGIA: 
■ após penetrar na vagina, o Trichomonas 
vaginalis adere fortemente às células 
epiteliais, ligando uma proteína de sua 
superfície (lipofosfoglicano) à membrana 
das células 
■ Para sua sobrevivência, o parasita adquire nutrientes do meio externo, fagocitando 
bactérias, fungos e células do hospedeiro. 
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■ Eritrócitos incorporam sua membrana 
celular para adquirir o ferro, que utiliza para 
seu metabolismo e aumento de virulência. 
■ Provoca resposta inflamatória e facilita a 
aquisição de outras infecções, inclusive a 
do HIV. 
■ A tricomoníase tem sido associada a 
complicações durante o ciclo gravídico 
puerperal 
○ 💡 a sintomatologia do paciente é mais acentuada → paciente se queixa de dor e ardência 
intensa 
○ corrimento amarelo ou esverdeado 
■ aderência genital 
■ corrimento bolhoso 
■ odor fétido 
○ EXAME ESPECULAR: bolhas, hiperemia, colpitis macularis, ph maior que 4,5 
■ 💡 colpitis macularis: também chamada de “sinal de morango” ou “cérvix em 
framboesa” 
● São pequenas manchas vermelhas puntiformes na mucosa vaginal e/ou no 
colo uterino. 
● Ocorrem devido a pequenos focos hemorrágicos causados pela ação 
irritativa e inflamatória do protozoário Trichomonas vaginalis. 
○ TRATAMENTO: 
■ metronidazol, tinidazol 
■ tratar o parceiro 
● VAGINOSE CITOLÍTICA: 
○ ETIOLOGIA: 
■ é causada pela excessiva proliferação de 
Lactobacillus, pela redução do pH vaginal e 
pela citólise, levando ao aparecimento de 
sintomas. 
■ Os fatores desencadeantes são 
desconhecidos 
○ FISIOPATOLOGIA: 
■ Discute-se se o pH mais ácido facilitaria o 
desenvolvimento dos Lactobacillus ou se 
ocorreria o inverso. 
■ De qualquer maneira, o excesso lactobacilar aumenta o processo citolítico, cujos 
produtos são responsáveis pelo aparecimento de sintomas 
○ corrimento esbranquiçado e prurido que piora na menstruação 
○ TRATAMENTO: Alcalinizar meio 
■ Vaginal – Bicarbonato de sódio 
 
 
 
LUYZA VITÓRIA MATOS - 4° PERÍODO DE MEDICINA 
● VAGINITE INFLAMATÓRIA DESCAMATIVA: 
○ ETIOLOGIA: 
■ é uma forma pouco frequente, mas severa, de vaginite purulenta crônica. 
■ A etiologia é desconhecida; em alguns casos, têm sido identificados Streptococcus 
do grupo B e Escherichia coli, e o processo inflamatório é intenso. 
■ Existe a hipótese de que fatores imunológicos e de ciência de estrogênios 
contribuam para a afecção 
○ Forma purulenta desconhecida (imunologia; E. coli, S. grupo B) 
○ Profuso, desconforto acentuado 
○ Dispareunia, ardência 
○ EXAME ESPECULAR: petéquias e equimoses 
○ TRATAMENTO: clindamicina, hidrocortisona, tinidazol 
● VAGINITE AERÓBICA: 
○ ETIOLOGIA: 
■ é um estado de alteração do meio vaginal caracterizado por micro ora contendo 
bactérias aeróbicas entéricas (sendo as mais frequentes Enterococcus faecalis, 
Escherichia coli, Staphylococcus aureus, Staphylococcus epidermidis, Streptococcus 
do grupo B), redução ou ausência de Lactobacillus e processo inflamatório de 
diferentes intensidades. 
■ Existem questionamentos a respeito de se a ora aeróbia seria a causa da vaginite 
aeróbica ou secundária a alterações imunológicas 
○ corrimento profuso, com desconfortoacentuado, dispareunia, ardência 
■ Purulento e fétido 
○ Disúria e dispareunia 
○ 💡 seria uma variação da vaginite inflamatória descamativa 
○ TRATAMENTO: restabelecer a flora, clindamicina, 
hidrocortisona