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LUYZA VITÓRIA MATOS - 4° PERÍODO DE MEDICINA 
SANGRAMENTO UTERINO ANORMAL 
 
 
É um distúrbio em que um ou mais dos parâmetros do sangramento uterino normal está alterado: 
quantidade, duração ou frequência 
● também definido como perda menstrual excessiva, com repercussões físicas, emocionais, sociais 
e materiais na qualidade de vida da mulher, que podem ocorrer isoladamente ou em combinação 
com outros sintomas 
● SOBRE A TABELA: o sangramento uterino considerado normal pela FIGO é aquele que acontece a 
cada 24 a 38 dias, dura até 8 dias, apresenta pouca variação de ciclo para ciclo (até 7 a 9 dias) e 
tem um volume considerado leve a moderado pela paciente 
 
É uma condição comum que afeta até 40% das mulheres no mundo, impacta negativamente sobre a 
qualidade de vida das mulheres, sendo a vida social e os relacionamentos prejudicados em quase dois 
terços dos casos 
● corresponde a ⅓ das queixas ginecológicas 
● corresponde a ⅔ das indicações de histerectomia 
● ocasiona muitas vezes anemia ferropriva na mulher 
● afeta a vida reprodutiva 
 
Pode ser dividida em agudo ou crônico: 
● AGUDO: quando a paciente chega no pronto atendimento com sacramento excessivo e o 
tratamento deve ser feito de forma imediata 
● CRÔNICO: é aquele sangramento que persiste por 6 meses ou mais 
 
CAUSAS/ETIOLOGIAS: 
● Em 2011, a FIGO criou uma sigla para organizar melhor as causas de SUA, facilitando a comunicação 
entre médicos, pesquisas e diagnósticos 
● PALM (causas estruturais – visíveis em exame de imagem ou cirurgia): 
○ P: Pólipo endometrial → muito comuns em mulheres na peri e pós-menopausa; causam 
sangramento irregular 
LUYZA VITÓRIA MATOS - 4° PERÍODO DE MEDICINA 
■ é o crescimento anormal de células no endométrio 
■ é benigno 
■ o pólipo é uma estrutura sólida e vascularizada, por isso, ocasionalmente ele pode 
sangrar 
 
○ A: Adenomiose → útero aumentado, dor pélvica, fluxo menstrual intenso e prolongado 
■ 💡 tecido endometrial no miométrio 
■ SOBRE A IMAGEM ACIMA: é uma imagem de ultrassom que mostra um útero 
heterogêneo 
● observa-se faixas hiperecogênicas 
● difícil distinção entre endométrio e miométrio → pois o tecido endometrial 
está infiltrando o miométrio 
○ L: Leiomioma (mioma) → sintomas dependem da localização; os submucosos são os que 
mais causam SUA 
■ são benignos 
■ os miomas podem estar 
localizados em quaisquer regiões 
uterinas 
● mais externos = 
subserosos → mais 
comuns 
● dentro do miométrio = 
intramural 
LUYZA VITÓRIA MATOS - 4° PERÍODO DE MEDICINA 
● contato com o endométrio (contato pode ser parcial) = submucoso 
 
○ M: Malignidade e hiperplasia do endométrio → risco aumenta após a menopausa 
■ fatores de risco: obesidade, nuliparidade, menopausa tardia, anovulação crônica 
● COEIN (causas não estruturais – funcionais, relacionadas a processos do organismo): 
○ C: Coagulopatias → defeitos da coagulação (ex.: doença de von Willebrand, hemofilia, 
plaquetopatias) 
■ SOAP, obesidade 
○ O: Disfunção ovulatória → comum nos extremos da vida reprodutiva (adolescência e 
pré-menopausa) 
○ E: Alterações endometriais (hemostasia local) → inflamação ou alterações locais na 
regulação da hemostasia (ex.: doença inflamatória pélvica) 
○ I: Iatrogênicas → causadas por medicamentos (anticoncepcionais, anticoagulantes, 
corticóides, antidepressivos, etc.) ou DIU 
○ N: Não classificadas (condições raras ou malformações) 
 
DIAGNÓSTICO: 
● a primeira ação e muito necessária é detalhar o padrão menstrual da paciente 
● perguntar sobre os medicamentos 
● se realizou algum procedimento cirúrgico ginecológico 
● questionar sobre o impacto do sangramento na vida 
● buscar por traços de anemia, pois é muito comum 
● ATENDIMENTO A UMA MULHER NO MENACME (fase reprodutiva da vida): 
○ os exames que pode ser solicitados são: beta-HCG (pode ser uma síndrome hemorrágica 
da gestação), hemograma (para buscar sinais de anemia), TSH, USG transvaginal, 
histerossalpingografia (avaliação das tubas uterinas, exame com contraste), histeroscopia 
(com uma câmera na cavidade uterina), biópsia do endométrio (é necessário fazer em 
casos de espessamento do endométrio) 
 
 
LUYZA VITÓRIA MATOS - 4° PERÍODO DE MEDICINA 
TRATAMENTO: 
● para fazer o tratamento correto é necessário avaliar a causa do sangramento 
● EX: se a causa for um pólipo, o tratamento é a partir de polipectomia 
● então o tratamento varia de acordo com a causa, e pode ser feito de forma hormonal, por SIU 
(sistema intra uterino, como o DIU), antifibrinolíticos, miomectomia, histerectomia…