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AULAS DE 1 A 10 - Contabilidade Tributária(1)

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construções de alvenaria e outras congêneres, quer de serviços de utilidade pública, tanto de estudos como de construções;
Exploração de obras artísticas, didáticas, científicas, urbanísticas, projetos técnicos de construção, instalações ou equipamentos, salvo quando não explorados diretamente pelo autor ou criador do bem ou da obra.
Prestação ou exploração individual de serviços ocorre quando um médico, engenheiro, contador, etc. presta um serviço. A tributação dos rendimentos apurados deve ser efetuada na pessoa física do prestador, mesmo que ele esteja inscrito no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica. O serviço é personalíssimo. O mesmo não acontece quando uma clínica médica, ou um escritório de contabilidade (ou qualquer outra empresa de profissão regulamentada) é contratado para prestar o serviço. Neste caso, quem presta o serviço é uma empresa e não uma pessoa física. Quando uma pessoa física contrata um profissional de mesma qualificação que a sua para prestar um serviço (um contador contratando um outro contador, por exemplo), ocorre a caracterização da pessoa jurídica, pois nesse caso o serviço não é pessoal, ele pode ser prestado por qualquer outro profissional, desde que tenha qualificações técnicas para tanto.
Um outro exemplo bastante comum é quando o proprietário de um caminhão ou de um táxi contrata um motorista para prestar o serviço. Neste caso ocorre a equiparação da pessoa física à pessoa jurídica, pois não está ocorrendo a prestação pessoal do serviço pelo proprietário, está ocorrendo a exploração do serviço. É irrelevante que a atividade esteja organizada sob a natureza jurídica de firma individual ou prestada na qualidade de serviço autônomo.
Importante ressaltar que a contratação de auxiliares não tem influência na caracterização, para fins tributários, como pessoa jurídica ou como pessoa física. Considera-se auxiliar aquele que tenha uma qualificação profissional diferente do contratante.
IMUNIDADES
A imunidade é restrita aos resultados relacionados com as finalidades essenciais das entidades, não excluindo a atribuição, por lei, às entidades nela referidas, como responsáveis pelo imposto que lhes caiba reter na fonte e não as dispensa da prática de atos, previstos em lei, assecuratórios do cumprimento de obrigações tributárias por terceiros.
Entidades Imunes
São imunes:
Os templos de qualquer culto;
As instituições de educação;
As instituições de assistência social;
Os partidos políticos e suas fundações, sem fins lucrativos;
As entidades sindicais de trabalhadores, sem fins lucrativos;
As autarquias e fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público no que se refere ao patrimônio, à renda e aos serviços, vinculados às suas finalidades essenciais ou às delas decorrentes;
Condições para o Gozo da Imunidade das Instituições de Educação e Assistência Social
É imune a instituição de educação ou de assistência social, sem fins lucrativos, que atender aos seguintes requisitos:
Prestar os serviços para os quais houver sido instituída e os coloque à disposição da população em geral, em caráter complementar às atividades do Estado, sem fins lucrativos;
Não remunerar, por qualquer forma, seus dirigentes pelos serviços prestados.
Aplicar integralmente seus recursos na manutenção e desenvolvimento dos seus objetivos sociais.
Manter escrituração completa de suas receitas e despesas em livros revestidos das formalidades que assegurem a respectiva exatidão.
Conservar em boa ordem, pelo prazo de cinco anos, contado da data da emissão, os documentos que comprovem a origem de suas receitas e a efetivação de suas despesas, bem assim a realização de quaisquer outros atos ou operações que venham a modificar sua situação patrimonial.
Apresentar, anualmente, Declaração de Rendimentos, em conformidade com o disposto em ato da Secretariada Receita Federal;
Recolher os tributos retidos sobre os rendimentos por elas pagos ou creditados e a contribuição para a seguridade social relativa aos empregados, bem assim cumprir as obrigações acessórias daí decorrentes (esta condição está suspensa pela concessão de medida liminar na Ação Direta de Inconstitucionalidade - ADIN – nº. 1.802-3).
Assegurar a destinação de seu patrimônio a outra instituição que atenda às condições para gozo da imunidade, no caso de incorporação, fusão, cisão ou de encerramento de suas atividades, ou a órgão público;
Outros requisitos, estabelecidos em lei específica, relacionados com o funcionamento das entidades a que se refere este item;
Considera-se entidade sem fins lucrativos a que não apresente superávit em suas contas ou, caso o apresente em determinado exercício, destine referido resultado integralmente ao incremento de suas atividades.
Não estão abrangidos pela imunidade os rendimentos e ganhos de capital, auferidos em aplicações financeiras de renda fixa ou de renda variável (condição também suspensa pela concessão de medida liminar na ADIN nº. 1.802-3).
ISENÇÕES
Consideram-se isentas do imposto de renda as instituições de caráter filantrópico, recreativo, cultural e científico e as associações civis que prestem os serviços para os quais houverem sido instituídas e os coloquem à disposição do grupo de pessoas a que se destinem, sem fins lucrativos, desde que atendam os seguintes requisitos:
Não remunerar, por qualquer forma, seus dirigentes pelos serviços prestados; Esta proibição não alcança a remuneração de dirigente, em decorrência de vínculo empregatício, pelas Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), qualificadas segundo a Lei nº. 9.790, de 23 de março de 1999, e pelas Organizações Sociais (OS), qualificadas consoante a Lei nº. 9.637, de 15 de maio de 1998;
Aplicar integralmente seus recursos na manutenção e desenvolvimento dos seus objetivos sociais;
Manter escrituração completa de suas receitas e despesas em livros revestidos das formalidades que assegurem a respectiva exatidão;
Conservar em boa ordem, pelo prazo de cinco anos, contado da data da emissão, os documentos que comprovem a origem de suas receitas e a efetivação de suas despesas, bem assim a realização de quaisquer outros atos ou operações que venham a modificar sua situação patrimonial;
Apresentar, anualmente, Declaração de Rendimentos, em conformidade com o disposto em ato da Secretaria da Receita Federal;
Recolher os tributos retidos sobre os rendimentos por elas pagos ou creditados e a contribuição para a seguridade social relativa aos empregados, bem assim cumprir as obrigações acessórias daí decorrentes;
As instituições de caráter filantrópico, recreativo, cultural e científico deverão assegurar a destinação de seu patrimônio a outra instituição que atenda às condições para gozo da isenção, no caso de incorporação, fusão, cisão ou de encerramento de suas atividades, ou a órgão público.
Não estão abrangidos pela isenção do imposto de renda os rendimentos e ganhos de capital, auferidos em aplicações financeiras de renda fixa ou de renda variável.
Considera-se entidade sem fins lucrativos a que não apresente superávit em suas contas ou, caso o apresente em determinado exercício, destine referido resultado integralmente ao incremento de suas atividades.
Ainda são isentas do imposto de renda as seguintes entidades:
As de previdência privada fechadas e as sem fins lucrativos;
As empresas estrangeiras de transportes;
As Associações de Poupança e Empréstimo e as Bolsas de Mercadorias e Valores;
As sociedades de investimento;
A binacional ITAIPU;
O Fundo Garantidor de Crédito - FGC.
As empresas de transporte referidas na letra "b" alcançam as companhias estrangeiras de transporte terrestre, bem como as companhias estrangeiras de navegação marítima e aérea se, no país de sua nacionalidade, as companhias brasileiras de igual objetivo gozarem da mesma prerrogativa. A pessoa jurídica deverá efetuar, com clareza e exatidão, o registro contábil das operações e dos resultados correspondentes

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