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AULAS DE 1 A 10 - Contabilidade Tributária(1)

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o controle da compensação de prejuízos, vejamos o seguinte exemplo:
	CONTA
	R$
	1. Prejuízos Fiscais Acumulados anteriores a 31/12/X3 
	300.000,00
	2. Prejuízo Fiscal apurado em 31/12/X4 
	200.000,00
	3. Lucro Contábil apurado em X5 
	600.000,00
	4. Despesas não-dedutíveis contabilizadas em X5 
	100.000,00
	5. Receitas não-tributáveis contabilizadas em X5 
	80.000,00
	6. Lucro Real antes da compensação de X5 (600.000,00 + 100.000,00 - 80.000,00)
	620.000,00
	7. Prejuízo compensável em X5 (30% x 620.000,00) 
	186.000,00
	8. Lucro Real de X5 (620.000,00 - 186.000,00) 
	434.000,00
	9. Imposto de Renda devido em X5 
	84.500,00
	10. Prejuízos Fiscais a compensar nos exercícios seguintes 
	314.000,00
Apuração do Imposto de Renda pelo Lucro Real
O imposto de renda, na sistemática do lucro real, é apurado trimestralmente, ou anualmente, com as exceções das situações especiais, como a fusão, a cisão, a incorporação e o encerramento de atividades.
A lei que regula a questão da incidência do IR é bastante abrangente. Diz ela que, a partir de 1995, o imposto de renda das pessoas jurídicas, inclusive das equiparadas, das sociedades civis em geral e das sociedades cooperativas em relação aos resultados obtidos nas operações ou atividades estranhas à sua finalidade, será devido à medida que os rendimentos, ganhos e lucros forem sendo auferidos (Lei nº. 8.981/95, art. 25, e Lei nº. 9.430/96, arts. 1º e 55).
Período de apuração
O imposto de renda com base no lucro real, presumido ou arbitrado será determinado por períodos de apuração trimestrais, encerrados nos dias 31 de março, 30 de junho, 30 de setembro e 31 de dezembro de cada ano-calendário.
Alternativamente à apuração trimestral, o contribuinte poderá optar pela apuração anual do imposto de renda, encerrando o resultado em 31 de dezembro de cada ano-calendário. Esta opção não significa pagar o tributo apenas no final do exercício, pois, neste caso, fará uma antecipação mensal, denominada de apuração por estimativa.
Nos casos de incorporação, fusão ou cisão, a apuração da base de cálculo e do imposto devido será efetuada na data do evento. Na extinção da pessoa jurídica, pelo encerramento da liquidação, a apuração da base de cálculo e do imposto devido será efetuada na data desse evento.
Alíquotas e Adicionais
Uma vez determinada a base de cálculo, seja pelo lucro real, presumido ou arbitrado, aplica-se sobre esta a alíquota básica, mais o adicional quando for o caso, nos percentuais a seguir especificados.
Alíquota Geral
A pessoa jurídica, seja comercial ou civil o seu objeto, pagará o imposto à alíquota de 15% (quinze por cento) sobre o lucro real apurado trimestralmente ou anualmente.
Adicional
A parcela do lucro real que exceder ao valor resultante da multiplicação de R$20.000,00 (vinte mil reais) pelo número de meses do respectivo período de apuração, sujeita-se à incidência de adicional de imposto à alíquota de 10% (dez por cento).
O adicional aplica-se, inclusive, nos casos de incorporação, fusão ou cisão e de Extinção da pessoa jurídica pelo encerramento da liquidação.
A apuração por estimativa sobre a receita bruta e acréscimos ou com base em balanços de suspensão ou redução, exigida das empresas tributadas pelo lucro real, optantes pela apuração definitiva anual, também está sujeita ao adicional.
O adicional de que trata este item será pago juntamente com o imposto de renda apurado pela aplicação da alíquota geral de 15%.
O valor do adicional será recolhido integralmente como receita da União, não sendo permitidas quaisquer deduções a título de incentivos fiscais.
Regime Anual do Lucro Real - Estimativa
A lei permite que, alternativamente à apuração trimestral, as empresas tributadas pelo lucro real possam optar pela apuração anual, obrigando-se, entretanto, ao recolhimento mensal por estimativa.
Assim, a pessoa jurídica que optar pelo pagamento do imposto com apuração anual deverá apurar o lucro real, obrigatoriamente, em 31 de dezembro de cada ano. A forma de apuração anual do lucro real não difere, na sua essência, da apuração trimestral.
O recolhimento mensal por estimativa pressupõe pagamento do imposto. Desta forma uma empresa pode estar pagando um tributo mesmo não tendo lucro. Por este motivo, a legislação do imposto de renda prevê a possibilidade do pagamento do imposto ser suspenso ou reduzido, desde que o contribuinte comprove, com base em balanço ou balancete, que o valor acumulado já pago excede o valor do imposto, inclusive adicional, calculado com base no lucro real do período em curso. Nesta situação a empresa deve levantar um balanço ou balancete compreendendo o início do período de apuração e a data em que se está efetuando a apuração do resultado intermediário. Sempre que a pessoa jurídica quiser suspender ou reduzir o pagamento do imposto deverá levantar este resultado acumulado, ou seja, do início do período até o mês em curso. Ressalta-se ainda que, as antecipações do imposto com base em estimativas não existem se a apuração for trimestral.
A opção pela apuração anual é manifestada com o recolhimento do imposto (estimado sobre a receita bruta e acréscimos ou com base em balanço ou balancete de suspensão ou redução) relativo ao mês de janeiro, ou seja, com vencimento em fevereiro. O lucro real efetivo é apurado em 31 de dezembro de cada ano. O imposto anual, mesmo que já parcialmente ou integralmente pago, é contabilizado a crédito de conta do passivo circulante e a débito da conta Resultados do Exercício.
Este passivo é extinto mediante transferência da conta do ativo circulante, que registra o imposto a compensar. Caso persista saldo credor, este deve ser quitado até o último dia útil do mês de março do ano subseqüente ao do período base. Se as antecipações superarem o imposto anual devido, ou quando este último inexistir, o valor recolhido em excesso por estimativa pode ser compensado com os recolhimentos de imposto de renda a partir do mês de janeiro do ano subseqüente, assegurada a alternativa de requerer, após a entrega da declaração de rendimentos, a restituição do montante pago a maior.
Pagamento Antecipado do Imposto
A pessoa jurídica optante pela tributação com base no lucro real anual deverá efetuar o pagamento do imposto e adicional, em cada mês, determinado sobre base de cálculo estimada ou com base em balanço ou balancete apurado. A estimativa é apurada a partir da receita bruta, sendo acrescida pelos demais resultados. Porém, a empresa tem como suspender ou reduzir os recolhimentos por estimativa em qualquer mês, desde que demonstre que o imposto já recolhido é suficiente para cobrir o devido até aquela data.
Uma vez identificada a base de cálculo, adotando-se uma das formas apresentadas no parágrafo precedente, aplicar-se-á sobre esta a alíquota de 15% (quinze por cento). Ainda, se a base de cálculo exceder ao valor resultante da multiplicação de R$ 20.000,00 (vinte mil reais) pelo número de meses do respectivo período de apuração, o excesso sujeita-se à incidência de adicional de imposto à alíquota de 10% (dez por cento).
A opção pela apuração do IR anual será manifestada com o pagamento do imposto estimado correspondente ao mês de janeiro ou de início de atividade.
Conforme já comentado, todas as empresas tributadas pelo lucro real, por obrigação ou por opção, podem adotar a sistemática de apuração anual. Porém, isto não significa que o imposto também possa ser pago anualmente. Estas empresas obrigam-se a apurar um lucro e o respectivo imposto, mensalmente, de forma provisória, para, no final do exercício, apurarem o Lucro real com base no balanço anual,determinando,desta forma, o imposto do ano todo, do qual será compensado aquele recolhido mensalmente.
Se, porém, as empresas acharem que o imposto mensal apurado na forma "estimada" excederá ao que será devido no ano, poderão suspender ou reduzir o pagamento do imposto devido em cada mês utilizando-se

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