A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
140 pág.
AULAS DE 1 A 10 - Contabilidade Tributária(1)

Pré-visualização | Página 37 de 39

balcão;
a receita de locação de imóvel, quando não for este o objeto social da pessoa jurídica, deduzida dos encargos necessários à percepção da mesma;
os juros pela taxa SELIC relativos a impostos e contribuições a serem restituídos ou compensados;
as variações monetárias ativas;
os ganhos de capital auferidos na devolução de capital em bens e direitos (IN nº. SRF nº. 11/96, art. 60, § 1º);
a diferença entre o valor em dinheiro ou o valor dos bens e direitos recebidos de instituição isenta, a título de devolução de patrimônio, e o valor em dinheiro ou o valor dos bens e direitos que tinha sido entregue para a formação do referido patrimônio (Lei nº. 9.532/97, art. 17, § 4º, letra "a");
Os rendimentos e ganhos líquidos auferidos em aplicações financeiras de renda Fixa e renda variável.
Destaque-se, no que respeita às variações monetárias ativas, referidas no item III, item vi, que, a partir de 12 de janeiro de 2000, conforme o art. 30 da MP nº. 1858-10, de 26/10/1999, as variações cambiais podem ser consideradas, para efeito de determinação da CSSLL, ou pelo regime de competência ou quando da liquidação da correspondente operação. Esta opção deve ser uniforme em todo o ano-calendário.
Ainda, para fins deste item, considere-se como receita bruta aquela proveniente das atividades objeto da empresa (venda, serviços e comissões). Desta receita bruta poderão ser deduzidas as vendas canceladas, os descontos incondicionalmente concedidos e os impostos não cumulativos cobrados destacadamente do comprador ou contratante, e do qual o vendedor dos bens ou prestador dos serviços seja mero depositário (IPI). Embora a lei não faça referência específica quanto à dedução do imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias - ICMS, retido pelo vendedor dos bens ou prestado r dos serviços na condição de substituto tributário, entendemos ser este passível de exclusão. Esta conclusão tem como fundamento o parágrafo único do art. 3º da MP 1.212, de 28 de novembro de 1995 (DOU 29/11/95), convertida na Lei nº. 9.715/98, que admitia a exclusão para fins de PIS.
A partir de 1999, a pessoa jurídica sujeita à tributação pelo imposto de renda com base no lucro real, presumido ou arbitrado, que tenha como objeto social, declarado em seus atos constitutivos, a compra e venda de veículos automotores, deverá observar, quanto à apuração da base de cálculo dos tributos e contribuições de competência da União, administrados pela Secretariada Receita Federal, o seguinte: nas operações de venda de veículos usados, adquiridos para revenda, inclusive quando recebidos como parte do pagamento do preço de venda de veículos novos ou usados, o valor a ser computado na determinação da base de cálculo destes tributos será apurado segundo o regime aplicável às operações de consignação;
Estimativa sobre Receita Bruta - Instituições Financeiras
Nas atividades desenvolvidas por bancos comerciais, bancos de investimentos, bancos de desenvolvimento, caixas econômicas, sociedades de crédito, financiamento e investimento, sociedades de crédito imobiliário, sociedades corretoras de títulos, valores mobiliários e câmbio, distribuidoras de títulos e valores mobiliários, empresas de arrendamento mercantil, cooperativas de crédito, empresas de seguros privados e de capitalização, e entidades de previdência privada aberta, a base de cálculo da estimativa sobre a receita bruta e acréscimos da CSSLL corresponderá à soma dos seguintes valores:
Do resultado decorrente da multiplicação do percentual de 12% (doze por cento) sobre a receita bruta auferida, ajustada pelas seguintes deduções:
no caso das instituições financeiras, sociedades corretoras de títulos, valores mobiliários e câmbio, e sociedades distribuidoras de títulos e valores mobiliários: as despesas incorridas na captação de recursos de terceiros; as despesas com obrigações por refinanciamentos, empréstimos e repasses de recursos de órgãos e instituições oficiais e do exterior; as despesas de cessão de créditos; as despesas de câmbio; as perdas com títulos e aplicações financeiras de renda fixa; as perdas nas operações de renda variável;
no caso de empresas de seguros privados: o cosseguro e resseguro cedidos; os valores referentes a cancelamentos e restituições de prêmios que houverem sido computados em conta de receita, assim como a parcela dos prêmios destinada à constituição de provisões ou reservas técnicas;
no caso de entidades de previdência privada abertas e de empresas de capitalização: a parcela das contribuições e prêmios, respectivamente, destinada à constituição de provisões ou reservas técnicas;
Dos ganhos de capital, das demais receitas e dos resultados positivos decorrentes de receitas não-compreendidas na atividade.
Integram a Receita Bruta:
Os rendimentos obtidos em aplicações financeiras de renda fixa de titularidade de instituição financeira, sociedade de seguro, de previdência e de capitalização, sociedade corretora de títulos, valores mobiliários e câmbio, sociedade distribuidora de títulos e valores mobiliários ou sociedade de arrendamento mercantil;
Os ganhos líquidos e rendimentos auferidos nas operações de renda variável realiza das em bolsa, no mercado de balcão organizado, autorizado por órgão competente, ou por meio de fundos de investimento, para a carteira própria das instituições referidas no inciso anterior.
Obs: É vedada a dedução de qualquer despesa administrativa da base de cálculo exposta.
Base de Cálculo da CSSLL - Lucro Presumido
Quando as empresas são tributadas pelo imposto de renda com base na apuração do lucro presumido, a base de cálculo trimestral da Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido será a soma dos seguintes valores:
O valor correspondente a 12% da receita bruta trimestral; considera-se, para fins deste item, como receita bruta aquela proveniente das atividades objeto da empresa (venda, serviços e comissões); desta receita bruta poderão ser deduzidas as vendas canceladas, os descontos incondicionalmente concedidos e os impostos não-cumulativos cobrados destacadamente do comprador ou contratante, e do qual o vendedor dos bens ou presta dor dos serviços seja mero depositário (IPI); embora a lei não faça referência específica quanto à dedução do imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias - ICMS, retido pelo vendedor dos bens ou prestador dos serviços na condição de substituto tributário, entendemos ser este passível de exclusão. Esta conclusão tem como fundamento o parágrafo único do art. 3º. da MP 1.212, de 28 de novembro de 1995 (DOU 29/11/95), convertida na Lei nº. 9.715/98, que admitia a exclusão para fins de PIS;
O percentual do inciso I, a partir de 1º de setembro de 2003, será de 32% para as atividades de: (a) prestação de serviços em geral, exceto a de serviços hospitalares; (b) intermediação de negócios; (c) administração, locação ou cessão de bens imóveis, móveis e direitos de qualquer natureza; (d) factoring. No caso de atividades diversificadas será aplicado o percentual correspondente a cada atividade;
Os ganhos de capital, as demais receitas e os resultados positivos decorrentes de receitas não compreendidas na atividade, inclusive:
Os ganhos de capital, nas alienações de bens e direitos, inclusive de aplicações em ouro não caracterizado como ativo financeiro.
Os rendimentos auferidos nas operações de mútuo realizadas entre pessoas jurídicas controladoras, controladas, coligadas ou interligadas, exceto se a mutuária for instituição autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil;
Os ganhos de capital auferidos na alienação de participações societárias permanentes em sociedades coligadas e controladas, e de participações societárias que permaneceram no ativo da pessoa jurídica até o término do ano-calendário seguinte ao de suas aquisições;
Os ganhos auferidos em operações de cobertura ("hedge") realizada sem bolsas de valores, de mercadorias e de futuros ou no mercado de balcão;
A receita