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AULAS DE 1 A 10 - Contabilidade Tributária(1)

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de locação de imóvel, quando não for este o objeto social da pessoa jurídica, deduzida dos encargos necessários à percepção da mesma;
O os juros relativos a impostos e contribuições a serem restituídos ou compensados, segundo a taxa SELIC;
As variações monetárias ativas;
Os juros sobre o capital próprio auferidos;
Os rendimentos e ganhos líquidos auferidos em aplicações financeiras de renda fixa e renda variável;
O valor resultante da aplicação do percentual correspondente sobre a parcela das receitas auferidas nas exportações às pessoas vinculadas ou aos países com tributação favorecida que exceder ao valor já apropriado na escrituração da empresa (IN nº. 38/97);
O valor dos encargos suportados pela mutuária que exceder ao limite calculado com base na taxa Libor, para depósitos em dólares dos Estados Unidos da América, pelo prazo de seis meses, acrescido de três por cento anuais a título de spread, proporcionalizados em função do período a que se referirem os juros, quando pagos ou creditados a pessoa vinculada no exterior e o contrato não for registrado no Banco Central do Brasil;
A diferença de receita, auferida pela mutuante, correspondente ao valor calculado com base na taxa a que se refere o inciso anterior e o valor contratado, quando este for inferior, caso o contrato, não registrado no Banco Central do Brasil, seja realizado com mutuária definida como pessoa vinculada domiciliada no exterior;
As multas ou qualquer outra vantagem recebida ou creditada, ainda que a título de indenização, em virtude de rescisão de contrato;
O valor em dinheiro ou o valor dos bens e direitos recebidos de instituição isenta, a título de devolução de patrimônio, que houver sido entregue para a formação do referido patrimônio (Lei nº. 9.532/97, art. 17),
Considera-se, para fins deste item, como receita bruta aquela proveniente das atividades objeto da empresa (venda, serviços e comissões); desta receita bruta poderão ser deduzidas as vendas canceladas, os descontos incondicionalmente concedidos e os impostos não-cumulativos, cobrados destacadamente do comprador ou contratante, e do qual o vendedor dos bens ou prestador dos serviços seja mero depositário(IPI); embora a lei não faça referência específica quanto à dedução do imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias -ICMS, retido pelo vendedor dos bens ou prestador dos serviços na condição de substituto tributário, entendemos ser este passível de exclusão. Esta conclusão tem como fundamento o parágrafo único do art. 3º da MP 1.212, de 28 de novembro de 1995 (DOU 29/11/95), convertida na Lei nº. 9,715/98, que admitia a exclusão para fins de PIS.
Sendo desconhecida a receita bruta e havendo arbitramento, a base de cálculo da CSSLL decorrente é aquela utilizada na apuração da base de cálculo do IRPJ (art. 55 da Lei nº. 8.981/95).
O ganho de capital referido no inciso III, "a", deste item, corresponderá à diferença positiva verificada, no mês, entre o valor da alienação e o respectivo custo de aquisição diminuído dos encargos de depreciação, amortização ou exaustão acumulada.
A partir da publicação da IN nº. 104/98 (26/08/98), para as empresas optantes pelo lucro presumido, a receita bruta a que se refere o inciso I deste item pode ser considerada pelo regime de competência ou de caixa.
A partir de 1999, a pessoa jurídica sujeita à tributação pelo imposto de renda com base no lucro real, presumido ou arbitrado, que tenha como objeto social, declarado em seus atos constitutivos, a compra e venda de veículos automotores, deverá observar, quanto à apuração da base de cálculo dos tributos e contribuições de competência da União, administrados pela Secretaria da Receita Federal, o seguinte: nas operações de venda de veículos usados, adquiridos para revenda, inclusive quando recebidos como parte do pagamento do preço de venda de veículos novos ou usados, o valor a ser computado na determinação da base de cálculo destes tributos será apurado segundo o regime aplicável às operações de consignação.
No que respeita às variações monetárias ativas, referidas no inciso III, letra "g", deste item, temos que considerar a inovação vigente a partir de 1º de janeiro de 2000, introduzida pelo o art. 30 da MP nº. 1858-10 (atual MP 2.158-35/01), de 26/10/1999, que diz: "as variações cambiais podem ser consideradas, para efeito de determinação da CSSLL, ou pelo regime de competência ou quando da liquidação da correspondente operação", Esta opção deve ser uniforme em todo o ano-calendário. Também em 1999 há modificações neste sentido. O art. 31 da MP nº. 1858-10 (atual MP 2.158-35/01) autoriza excluir a parcela das receitas financeiras decorrentes da variação monetária dos direitos de crédito e das obrigações, em função da taxa de câmbio, submetida à tributação, segundo regime de competência, relativo ao períodos compreendidos no ano-calendário de 1999, excedente ao valor da variação monetária efetivamente realizada, ainda que a operação tenha sido liquidada.
Alíquota da CSSLL
A partir de 1º de janeiro de 2003, a alíquota da CSSLL passa ser de 9% (art. 40 da MP 66/2002, convertida na Lei nº. 10.637/02, art. 37).
Por fim, convém lembrar que a partir de 16/12/98, quando foi publicada a Emenda Constitucional nº. 20, a CSSLL poderá apresentar alíquotas diferenciadas, de uma empresa para outra, em razão do número de empregados e/ou das atividades por estas exercidas.
Vencimento da CSSLL
A Contribuição Social vence juntamente com o Imposto de Renda. E o vencimento do imposto de renda varia em função da forma de apuração deste, ou seja, pelo lucro real anual, de ajuste ou estimativa, pelo lucro real trimestral e pelo lucro presumido ou arbitrado, também trimestrais.
Vencimento – Apuração Trimestral
A contribuição social sobre o lucro líquido, apurada trimestralmente, pelo lucro real, presumido ou arbitrado, será paga em quota única, até o último dia útil do mês subseqüente ao do encerramento do período de apuração.
A opção da pessoa jurídica, a contribuição social devida poderá ser paga em até três quotas mensais, iguais e sucessivas, vencíveis no último dia útil dos três meses subseqüentes ao de encerramento do período de apuração a que corresponder.
Nenhuma quota poderá ter valor inferior a R$ 1.000,00 (mil reais) e a contribuição social de valor inferior a R$ 2.000,00 (dois mil reais) será paga em quota única, até o último dia útil do mês subseqüente ao do encerramento do período de apuração;
As quotas da contribuição social serão acrescidas de juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC, para títulos federais, acumulada mensalmente, a partir do primeiro dia do segundo mês subseqüente ao do encerramento do período de apuração até o último dia do mês anterior ao do pagamento e de 1%no mês do pagamento.
Vencimento - Apuração Mensal
A Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido, determinada mensalmente por estimativa ou em balanço ou balancete de suspensão ou redução, será paga até o último dia útil do mês subseqüente àquele a que se referir (art. 6º da Lei nº. 9.430/96).
Vencimento - Saldo da CSSLL em 31 de Dezembro - Ajuste Anual
O saldo da contribuição social sobre o lucro líquido apurado em 31 de dezembro, no caso de lucro real anual, será:
pago em quota única até o último dia útil do mês de março do ano subseqüente. O saldo da contribuição social será acrescido de juros equivalentes à taxa Referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC, para títulos federais, acumulada mensalmente, a partir de 1º de fevereiro até o último dia do mês anterior ao do pagamento e de 1% no mês do pagamento;
compensada com a contribuição social a ser paga a partir do mês de janeiro do ano-calendário subseqüente ao do encerramento do período de apuração, se negativo, assegurada a alternativa de requerer a restituição do montante pago a maior (AD nº. 03, de 07 de janeiro de 2000).
Deduções da CSSLL
Da CSSLL apurada