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NEAD – Núcleo de Educação a Distância 
ROTAS DE APRENDIZAGEM 
Literatura Portuguesa II| Poéticas Finisseculares - séc. XIX e XX| Aula 02 
Onde Chegar 
• Identificar aspectos do Decadentismo; 
• Identificar aspectos do Simbolismo; 
• Reconhecer as especificidades das obras de, António Nobre, Eugénio de Castro, 
Camilo Pessanha e Cesário Verde. 
 
O que Aprender 
• Decadentismo; 
• Simbolismo; 
• Fim-do-século 
 
 
AULA 
02 
Poéticas Finisseculares (do Realismo 
ao Simbolismo) - séc. XIX e XX 
Literatura Portuguesa 
II 
 
 
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NEAD – Núcleo de Educação a Distância 
ROTAS DE APRENDIZAGEM 
Literatura Portuguesa II| Poéticas Finisseculares - séc. XIX e XX| Aula 02 
Desenvolvimento 
Este Guia de Aprendizagem tem o objetivo de direcionar os seus estudos ao longo do 
desenvolvimento da disciplina. Nesta aula, falaremos sobre Poéticas Finisseculares em 
Portugal. Ao final desta unidade, você terá visto as especificidades da poesia do fim-do-
século, compreendendo as expressões Decadentista, Simbolista e Neo-Romântica. 
O Decadentismo floresce na Europa, sobretudo na França, nas últimas décadas do 
século XIX. As sementes de seu florescimento são anteriores e herdeiras de uma 
interpretação da história enquanto decadência, ou seja, herdeiras da ideia de que a 
humanidade caminha de uma “idade de ouro” para a queda final. O sentimento geral 
de viver à beira de um fim é o que acomete esse período, e tal experiência ficou 
marcada como Fin-de-Siècle, termo que se refere aos medos e incertezas do final do 
século XIX em face ao iminente século XX. Esse sentimento se desenvolve como 
consequência a uma experiência anterior de auge de uma sociedade, não sendo 
possível prever qualquer situação positiva para o futuro, uma vez que o ápice já teria 
sido alcançado e ficado para trás. Desse modo, a literatura da época revela morbidez, 
ao mesmo tempo em que uma busca por novidades, por uma vivência intensa do 
momento e pela extravagância. A solidão também é tema central. Na França, o 
momento se relaciona à queda do Império de Napoleão, enquanto que em Portugal, 
revela-se por meio de um negativismo relativamente à politica da época, bastante 
polarizada. 
Em Portugal, Antero de Quental (1842-1891) publica em 1871, no Casino Lisbonense, a 
série de reflexões, as Causas da decadência dos povos peninsulares nos últimos três 
séculos (Prosas, vol. II, Coimbra, 1926) refletindo acerca do declínio da pátria. Tudo isso 
dá o tom da literatura que se arraiga no momento, principalmente na França da década 
de 80. O Decadentismo abre espaço a uma oposição ao cientificismo da época por meio 
da consagração de temas relacionados à fantasia, imaginação, ocultismo e misticismo 
dando espaço a uma vertente mais espiritualista na poesia. Desse modo, coloca-se o 
“eu” em evidência, havendo uma valorização do exótico e uma observação do mundo 
enquanto simulacro. O tédio e uma descrença no futuro podem ser vistos nos seguintes 
trechos de dois poemas de António Nobre, do livro Só: 
 
A que horas é a baixa-mar, quem vos escua ? 
Lanceto mais ainda : as ilusões sombrias ! 
 
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ROTAS DE APRENDIZAGEM 
Literatura Portuguesa II| Poéticas Finisseculares - séc. XIX e XX| Aula 02 
Cancros do Tédio a supurar Melancolias ! 
Gangrenas verdes, outonais, cor de folhagem ! 
O pus do Ódio a escorrer nesta alma sem lavagem ! 
Tristezas cor de chumbo ! Spleen ! Perdidos sonos ! 
Prantos, soluços, ais, ( o Mar pelos Outonos ) 
A febre do Oiro ! O Amor calcado aos pés ! Génio ! Ânsia ! 
Medievalite ! O Sonho ! As saudades da Infância ! 
Quantos males, Senhor ! Que Hospital ! Quantas doenças 
 
 
Mas dize, meu Amor ! ó Dona de olhos tais ! De que te 
serve ter uns astros sem iguais ? Olha em redor, poisa os 
teus olhos ! O que vês ? O Tédio, o Tédio, oh sobretudo o 
Tédio ! O mês Em que estamos, igual ao mês passado e ao 
que há-de Vir. Ódios, Ambições, faltas de Honra, 
Vaidade, ( Quase todos a têm, isso é o menos ) o Orgulho 
Insuportável tal o meu, e o sol de Julho ! 
 
Antero de Quental, Eça de Queirós e Jaime Batalha Reis, do grupo Cenáculo, nos anos 
de 1868 a 1869, dão voz inaugural à literatura decadentista lusófona por meio da 
criação fictícia do poeta Carlos Fradique Mendes, lírico satânico (seguindo os moldes de 
Baudelaire). Na sequência, consolida-se entre 1892 e 1902, por meio do grupo de Os 
Nefelibatas e da Revista d’hoje (Raul Brandão, João Barreira, Júlio Brandão, D. João de 
Castro), no Porto, e em Coimbra pelo grupo da Boémia Nova e Os Insubmissos (António 
Nobre, Alberto Osório de Castro, Alberto de Oliveira, Eugénio de Castro), no caso do 
grupo de Coimbra começa-se um caminho para o Simbolismo. 
Em 1886, Jean Moréas publica no Le Figaro o manifesto “Le Sybolisme”, dando abertura 
a essa expressão que se desenrola em meio ao sentimento decadentista. Moréas afirma 
que o Simbolismo é fruto de uma evolução da literatura, destacando entre suas 
características o uso de metáforas estranhas, novas, diversas, um vocabulário novo 
harmônico e voltado à valorização do ritmo. Moréas aponta, na poesia, a égide do 
Simbolismo em Baudelaire, Mallarmé e Verlaine. Em Portugal, a obra que inaugura a 
vertente, altamente influenciada pelos poetas franceses, é Oaristos, 1890, de Eugénio 
de Castro. Nesse livro, o autor se apropria de definições francesas para explicar seu 
simbolismo, entretanto, a vertente portuguesa apresentou características próprias. 
Eugénio de Castro, 1869, foi fundador da revista Os Insubmissos e colaborador da 
Boémia nova, marcadamente Simbolistas. Publicou até o final da década de 1930. Sua 
obra passa do simbolismo para um neoclassicismo com tendências notáveis ao 
surrealismo, conforme lemos em fragmento de seu poema “Epifania dos licornes”: 
Vejo duas noviças num quartel: 
No azul epitalâmico, entre palmas, 
 
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ROTAS DE APRENDIZAGEM 
Literatura Portuguesa II| Poéticas Finisseculares - séc. XIX e XX| Aula 02 
Enlaçam-se em ditongo as DUAS ALMAS, 
Longe do Mundo bárbaro e cruel... 
Dalmaticadas de alvo brocatel, 
Mitradas de ouro, vão cruzando, calmas, 
Ao som do ascior de ressonâncias almas, 
Seus olhares num monograma fiel. 
Da Cidade do Mal aumenta o estrépito., 
Numa rubra hematipse, o Sol decrépito 
Golfeja sangue pelo céu grisalho... 
Turíbulo da Tarde, um lago fuma, 
E, na sua assunção, a LUA é uma 
Branca Primeira-Comunhão num Talho... 
 
Os simbolistas portugueses ficaram reconhecidos pela alcunha de nefelibatas, aqueles 
que andam ou vivem nas nuvens. Um dos nomes que se vinculou num primeiro 
momento a esse grupo foi Raul Germano Brandão, proeminente escritor e jornalista 
que contribuiu para modificações no estilo da prosa de ficção daquele momento, uma 
vez que sua agudeza crítica e seu comprometimento social carregam os embriões da 
modernidade, tais como o Expressionismo na literatura. Seu livro História dum Palhaço 
(1896) denota a crise do sujeito romântico, já em Húmus (1917) dá-se a fragmentação 
discursiva. 
Colega coimbrão de Eugénio, Camilo Pessanha, 1867, inaugura uma poesia que dará 
base aos modernistas da geração de Orpheu. O poeta se apropria dos símbolos, do 
ritmo e do exotismo simbolistas para criar uma poética singular. Após ter se formado 
em Direito pela Universidade de Coimbra, muda-se para Macau, onde trabalha como 
professor de filosofia e também exerce suas funções na área de formação. Começa a 
publicar seus poemas ainda durante a faculdade, ligado ao grupo de Eugénio de Castro. 
Na China aprende as línguas locais e passa a estudar cultura e literatura chinesas, sendo 
grande tradutor e divulgador das diferentes experiências vividas no Oriente. Volta a 
Portugal algumas vezes, onde recita seus versos e torna-se uma espécie de mito local, 
tendo seu primeiro e único livro, Clepsydra, publicado (após insistência de amigos) em 
1920. Sua poesia é marcada por uma meditaçãoprofunda e carregada de elementos 
das religiões orientais, como budismo e taoísmo. Seus poemas chamam a atenção de 
Fernando Pessoa, que o considera um mestre da poesia do século XIX. Em seu poema 
abaixo é possível notar o uso dos símbolos e a meditação sobre si mesmo: 
Tatuagens complicadas do meu peito: 
—Troféus, emblemas, dois leões alados... 
Mais, entre corações engrinaldados, 
Um enorme, soberbo, amor-perfeito... 
 
 
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Literatura Portuguesa II| Poéticas Finisseculares - séc. XIX e XX| Aula 02 
E o meu brasão... Tem de oiro n'um quartel 
Vermelho, um lys; tem no outro uma donzela, 
Em campo azul, de prata o corpo, aquela 
Que é no meu braço como que um broquel. 
 
Timbre: rompante, a megalomania... 
Divisa: um ai,—que insiste noite e dia 
Lembrando ruinas, sepulturas rasas... 
 
Entre castelos serpes batalhantes, 
E águias de negro, desfraldando as azas, 
Que realça de oiro um colar de besantes! 
 
A estética simbolista desenvolve-se rumo à modernidade, sendo reconhecida por 
Fernando Pessoa em alguns de seus textos teóricos e Camilo Pessanha tem papel 
fundador nesse processo, sendo reconhecido pela geração da revista Orpheu. 
Cesário Verde é outro poeta relacionado à época do decadentismo lusitano, todavia, 
sua obra singular dificulta a sua classificação. A expressão incomum de seus versos não 
permite dizer que pertença a alguma das vertentes poéticas contemporâneas suas, 
tendo ora expressões românticas, meio parnasianas e até mesmo impressionistas. 
Cesário é recuperado por Fernando Pessoa através do heterônimo Álvaro de Campos, 
tendo, assim como Pessanha, uma presença importante no modernismo. Vejamos o 
trecho de um de seus poemas que se referem ao Tejo, tal como Pessoa recupera depois 
em inúmeros poemas: 
 
 
Nas nossas ruas, ao anoitecer, 
Há tal soturnidade, há tal melancolia, 
Que as sombras, o bulício, o Tejo, a maresia 
Despertam-me um desejo absurdo de sofrer 
 
O céu parece baixo e de neblina, 
O gás extravasado enjoa-me, perturba-me; 
E os edifícios, com as chaminés, e a turba 
Toldam-se duma cor monótona e londrina. 
 
 
O LIVRO DE CESARIO VERDE 
 
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Literatura Portuguesa II| Poéticas Finisseculares - séc. XIX e XX| Aula 02 
 
 FONTE: http://www.blogletras.com/ 
 
Vá mais Longe 
Capítulo Norteador: 
Capítulo 5 – “O Simbolismo” e Capítulo 8 – “Principais autores do Simbolismo” 
ULBRA. Literatura Portuguesa. Curitiba: Ibepex, 2008. Biblioteca Virtual. Disponível em: 
https://plataforma.bvirtual.com.br/Acervo/Publicacao/10217 
Outras leitura e vídeos 
Antero de Quental: 
Causas das decadências dos povos peninsulares 
https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/3014354/mod_resource/content/1/AnteroCa
usasdaDecad%C3%AAncia.pdf 
António Nobre: 
Sobre o livro Só http://seer.upf.br/index.php/rd/article/view/472/285 
Só http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/me002990.pdf 
Eugénio de Castro: 
Sobre Eugénio de Castro 
https://revistas.ufrj.br/index.php/diadorim/article/view/31991 
https://plataforma.bvirtual.com.br/Acervo/Publicacao/10217
https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/3014354/mod_resource/content/1/AnteroCausasdaDecad%C3%AAncia.pdf
https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/3014354/mod_resource/content/1/AnteroCausasdaDecad%C3%AAncia.pdf
http://seer.upf.br/index.php/rd/article/view/472/285
http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/me002990.pdf
https://revistas.ufrj.br/index.php/diadorim/article/view/31991
 
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ROTAS DE APRENDIZAGEM 
Literatura Portuguesa II| Poéticas Finisseculares - séc. XIX e XX| Aula 02 
Oaristos: https://digitalis-dsp.uc.pt/bitstream/10316.2/41080/451/UCBG-R-36-
20_Obra_Completa.pdf 
Raul Brandão 
Sobre Raul Brandão https://oglobo.globo.com/cultura/livros/critica-em-humus-raul-
brandao-antecipa-estrategias-narrativas-22279880 
História d’um palhaço https://bibdig.biblioteca.unesp.br/handle/10/6931 
Húmus https://www.gutenberg.org/ebooks/39618 
Memórias https://www.gutenberg.org/ebooks/35762 
Camilo Pessanha: 
Clepsidra http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bv000065.pdf 
“Camilo Pessanha à luz de Opiário”, p. 25 
https://tamanhapoesia.files.wordpress.com/2016/11/tamanhapoesiaespecialpoesiapor
tuguesa3.pdf 
“Camilo Pessanha e o fim-de-século” 
https://www.revistajangada.ufv.br/Jangada/article/view/205 
Cesário verde: 
O livro de Cesário Verde https://purl.pt/123 
Sobre o fim-do-século: 
https://www.jstor.org/stable/20494208?refreqid=excelsior%3Aee88726d43c37489a59
b54f5ff919a31&seq=1#metadata_info_tab_contents 
https://arquivos.rtp.pt/conteudos/d-juan-d-juanismo-decadentismo-e-simbolismo/ 
Sobre Simbolismo: 
https://www.academia.org.br/artigos/poesia-genealogia-do-simbolismo 
http://www.jackbran.com.br/lumen_et_virtus/numero_12/PDF/simbolo_estetica_simb
olista.pdf 
https://repositorioaberto.uab.pt/bitstream/10400.2/4344/1/M.%20Paula%20Mesndes
%20Coelho.pdf 
http://coloquio.gulbenkian.pt/bib/sirius.exe/issueContentDisplay?n=33&p=95&o=p 
https://ensina.rtp.pt/tag-artigo/simbolismo/ 
Sobre Os Nefelibatas: 
https://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:Ctvz03wHzv4J:https://www
.revistas.usp.br/revusp/article/download/106706/105329/188451+&cd=2&hl=en&ct=cl
nk&gl=br 
https://digitalis-dsp.uc.pt/bitstream/10316.2/41080/451/UCBG-R-36-20_Obra_Completa.pdf
https://digitalis-dsp.uc.pt/bitstream/10316.2/41080/451/UCBG-R-36-20_Obra_Completa.pdf
https://oglobo.globo.com/cultura/livros/critica-em-humus-raul-brandao-antecipa-estrategias-narrativas-22279880
https://oglobo.globo.com/cultura/livros/critica-em-humus-raul-brandao-antecipa-estrategias-narrativas-22279880
https://bibdig.biblioteca.unesp.br/handle/10/6931
https://www.gutenberg.org/ebooks/39618
https://www.gutenberg.org/ebooks/35762
http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bv000065.pdf
https://tamanhapoesia.files.wordpress.com/2016/11/tamanhapoesiaespecialpoesiaportuguesa3.pdf
https://tamanhapoesia.files.wordpress.com/2016/11/tamanhapoesiaespecialpoesiaportuguesa3.pdf
https://www.revistajangada.ufv.br/Jangada/article/view/205
https://purl.pt/123
https://www.jstor.org/stable/20494208?refreqid=excelsior%3Aee88726d43c37489a59b54f5ff919a31&seq=1#metadata_info_tab_contents
https://www.jstor.org/stable/20494208?refreqid=excelsior%3Aee88726d43c37489a59b54f5ff919a31&seq=1#metadata_info_tab_contents
https://arquivos.rtp.pt/conteudos/d-juan-d-juanismo-decadentismo-e-simbolismo/
https://www.academia.org.br/artigos/poesia-genealogia-do-simbolismo
http://www.jackbran.com.br/lumen_et_virtus/numero_12/PDF/simbolo_estetica_simbolista.pdf
http://www.jackbran.com.br/lumen_et_virtus/numero_12/PDF/simbolo_estetica_simbolista.pdf
https://repositorioaberto.uab.pt/bitstream/10400.2/4344/1/M.%20Paula%20Mesndes%20Coelho.pdf
https://repositorioaberto.uab.pt/bitstream/10400.2/4344/1/M.%20Paula%20Mesndes%20Coelho.pdf
http://coloquio.gulbenkian.pt/bib/sirius.exe/issueContentDisplay?n=33&p=95&o=p
https://ensina.rtp.pt/tag-artigo/simbolismo/
https://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:Ctvz03wHzv4J:https://www.revistas.usp.br/revusp/article/download/106706/105329/188451+&cd=2&hl=en&ct=clnk&gl=br
https://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:Ctvz03wHzv4J:https://www.revistas.usp.br/revusp/article/download/106706/105329/188451+&cd=2&hl=en&ct=clnk&gl=br
https://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:Ctvz03wHzv4J:https://www.revistas.usp.br/revusp/article/download/106706/105329/188451+&cd=2&hl=en&ct=clnk&gl=br
 
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ROTAS DE APRENDIZAGEM 
Literatura Portuguesa II| Poéticas Finisseculares - séc. XIX e XX| Aula 02 
Revistas: 
Revista d’hoje http://arquivodigital.cm-porto.pt/Conteudos/Conteudos_BPMP/P-A-
1336/P-A-1336.htm 
Revista Boémia Nova https://digitalis-dsp.uc.pt/bg4/UCBG-OS-1024/UCBG-OS-
1024_item1/index.html 
Agora é sua Vez! 
Interação 
Tendo por base seus estudosaprofundados sobre o Decadentismo e Simbolismo, leia os 
livros dos poetas mencionados nessa aula e escolha um deles para elaborar um 
comentário crítico (entre 200 e 250 palavras). Tente perceber em que o poeta se 
aproxima ou se afasta das características principais das correntes citadas. Compartilhe 
seu texto crítico no Fórum da Disciplina, leia e comente os relatos dos colegas. 
 
Questão para Simulado 
 
1 – Leia o seguinte trecho adaptado de Fernando Guimarães, publicado no Dicionário 
de Termos literários, em verbete de 2009: 
Todavia, e precisamente pela negativa, aponta algumas características extremamente 
importantes: as palavras criam uma “sinfonia labial”, a significação é obscura ou vaga, 
a escrita é “uma espécie de palimpsesto” (...). A relação entre sensibilidade e 
inteligência, apontada sob uma forma um pouco confusa em Armando Navarro, 
encontra ocasionais referências noutros autores, tendendo para esta posição defendida 
por Carlos de Mesquita quando nos fala da “faculdade de sentir abstrações o que 
conduz a uma “quase objetividade de todos os sonhos”. Isto colide com a excessiva 
valorização da subjetividade emocional ou imaginosa sustentada por um ultra-
romantismo que tantos poetas ainda cultivavam; mas, por outro lado, é consentâneo 
com a interpretarão da “poesia complexa” defendida mais tarde por Fernando Pessoa 
(A Águia, II série, n°5, 1912), a qual aponta para a “intelectualização de uma emoção e 
a emocionalização de uma ideia”. 
O trecho acima se refere a qual corrente literária portuguesa: 
a) Surrealismo; 
http://arquivodigital.cm-porto.pt/Conteudos/Conteudos_BPMP/P-A-1336/P-A-1336.htm
http://arquivodigital.cm-porto.pt/Conteudos/Conteudos_BPMP/P-A-1336/P-A-1336.htm
https://digitalis-dsp.uc.pt/bg4/UCBG-OS-1024/UCBG-OS-1024_item1/index.html
https://digitalis-dsp.uc.pt/bg4/UCBG-OS-1024/UCBG-OS-1024_item1/index.html
 
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ROTAS DE APRENDIZAGEM 
Literatura Portuguesa II| Poéticas Finisseculares - séc. XIX e XX| Aula 02 
b) Realismo; 
c) Modernismo; 
d) Simbolismo; 
e) Nenhuma das alternativas anteriores. 
Resposta: Letra D 
Comentário: O trecho da questão destaca os aspectos essenciais da corrente simbolista 
em Portugal, tais como a significação obscura ou vaga, o apelo sonoro, a relação entre 
sensibilidade e inteligência e excessiva valorização da subjetividade emocional ou 
imaginosa. 
Organize-se: 8 horas semanais – mínimo sugerido para autoestudo. É de suma 
importância que você leia o material disponibilizado em "outras leituras e vídeos”. 
 
REFERÊNCIAS 
BALAKIAN, Anna. The symbolist movement: a critical appraisal. New York: New York 
University Press, 1977. 
SEABRA PEREIRA, José Carlos. “Decadentismo e Simbolismo na Poesia Portuguesa”. In. 
Colóquio Letras, N.º 33, Set. 1976. 
REIS, Carlos. História crítica da literatura portuguesa. (Do Fim-de-Século ao 
Modernismo) Lisboa: Editorial Verbo, 1993.

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