Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

DIREITO E 
LEGISLAÇÃO 
DO SEGURO
Professor: ALUÍZIO BARBOSA JUNIOR
Unidade 4
Unidade 4
OBJETIVOS DA UNIDADE:
Compreender os principais dispositivos 
do Código de Defesa do Consumidor, 
considerando os contratos de seguro. 1.
O Código de Defesa do Consumidor 
1. Origem 
e Objetivos
CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR
Foi editado por força do art. 48 dos Atos 
das Disposições Constitucionais 
Transitórias da Constituição Federal;
NORMA DE ORDEM PÚBLICA
As partes não podem abrir mão de sua 
execução;
2. Conceito 
de Consumidor
CONSUMIDOR
Toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza 
produto ou serviço como destinatário final (art. 2º 
do CDC).
3. Enquadramento da 
Atividade Securitária 
como Serviço
Art. 3º, §2º do CDC
Classifica o seguro como serviço para fins de 
aplicação do CDC.
3
FÁTICA OU 
SOCIOECONÔMICA
TÉCNICA
1
CIENTÍFICA 
OU JURÍDICA
2
4. Vulnerabilidade e Hipossuficiência 
do Consumidor
VULNERABILIDADE DO CONSUMIDOR
Presunção legal da sua fragilidade frente ao poderio econômico do fornecedor e ao fato 
de este gozar de melhores condições técnicas e jurídicas. 
A vulnerabilidade se divide em três tipos: 
4. Vulnerabilidade e 
Hipossuficiência do 
Consumidor
HIPOSSUFICIÊNCIA
Uma característica pessoal do consumidor, que 
pode advir de sua condição econômica, social, 
cultural ou qualquer outra capaz de influir no seu 
juízo sobre a relação tratada. 
“A vulnerabilidade é um traço universal de 
todos os consumidores, ricos ou pobres, 
educadores ou ignorantes, crédulos ou 
espertos. Já a hipossuficiência é marca 
pessoal, limitada a alguns – até mesmo a uma 
coletividade –, mas nunca a todos os 
consumidores.” 
(BENJAMIN, 2001, p.148)
Direito à 
informação.
Proteção contra 
publicidade 
enganosa e abusiva.
Inversão do ônus 
da prova.
5. Direitos Básicos do Consumidor
Defeito na prestação do 
serviço que resulta no 
acidente de consumo.
6. Responsabilidade Objetiva do 
Fornecedor pelo Fato do Serviço
5 anos.
FATO DO SERVIÇO PRESCRIÇÃO
7. Responsabilidade 
Subjetiva do 
Profissional Liberal
Deve ser apurado o fator dolo/culpa na conduta 
que resultou no dano.
8. Prescrição para 
a Ação de 
Responsabilidade 
Civil pelo Fato do 
Serviço
“Art. 27. Prescreve em cinco anos a 
pretensão à reparação pelos danos 
causados por fato do produto ou do 
serviço prevista na Seção II deste Capítulo, 
iniciando-se a contagem do prazo a partir 
do conhecimento do dano e de sua 
autoria.”
9. Desconsideração 
da Personalidade 
Jurídica
“Art. 28. O juiz poderá desconsiderar a 
personalidade jurídica da sociedade, 
quando, em detrimento do consumidor, 
houver abuso de direito, excesso de poder, 
infração da lei, fato ou ato ilícito ou 
violação dos estatutos ou contrato social. 
A desconsideração também será 
efetivada quando houver falência, estado 
de insolvência, encerramento ou 
inatividade da pessoa jurídica provocados 
por má administração.” 
10. OFERTA
“Art. 31. A oferta e apresentação de produtos ou 
serviços devem assegurar informações corretas, 
claras, precisas, ostensivas e em língua portuguesa 
sobre suas características, qualidades, quantidade, 
composição, preço, garantia, prazos de validade e 
origem, entre outros dados, bem como sobre os riscos 
que apresentam à saúde e segurança dos 
consumidores.”
11. Recusa do Fornecedor 
em Cumprir a Oferta
Art. 35. Se o fornecedor de produtos ou serviços 
recusar cumprimento à oferta, apresentação ou 
publicidade, o consumidor poderá, 
alternativamente e à sua livre escolha:
I – exigir o cumprimento forçado da obrigação, 
nos termos da oferta, apresentação ou 
publicidade;
II – aceitar outro produto ou prestação de serviço 
equivalente;
III – rescindir o contrato, com direito à restituição 
de quantia eventualmente antecipada, 
monetariamente atualizada, e a perdas e danos.”
“Art. 34. O fornecedor do produto ou serviço é solidariamente responsável pelos atos de seus prepostos 
ou representantes autônomos.”
12. Solidariedade
“I – condicionar o 
fornecimento de 
produto ou de serviço ao 
fornecimento de outro 
produto ou outro 
serviço, bem como, sem 
justa causa, a limites 
quantitativos.”
Venda 
Casada
“III – enviar ou entregar 
ao consumidor, sem 
solicitação prévia, 
qualquer produto, ou 
fornecer qualquer 
serviço [...].”
Seguro Não 
Solicitado
13. Práticas Abusivas
“Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas abusivas:”
13. Práticas Abusivas
Comercialização de Seguro cujo Contrato Não Tenha 
Sido Submetido à Aprovação da SUSEP ou Esteja em 
Desacordo com as Normas Regulamentares:
“Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou 
serviços, dentre outras práticas abusivas: [...]
VIII – colocar, no mercado de consumo, qualquer 
produto ou serviço em desacordo com as normas 
expedidas pelos órgãos oficiais competentes ou, se 
normas específicas não existirem, pela Associação 
Brasileira de Normas Técnicas ou outra entidade 
credenciada pelo Conselho Nacional de Metrologia, 
Normalização e Qualidade Industrial (Conmetro) [...].”
13. Práticas Abusivas
Prazo para cumprimento da obrigação:
“Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou 
serviços, dentre outras práticas abusivas: [...]
XII – deixar de estipular prazo para cumprimento de 
sua obrigação ou deixar a fixação de seu termo inicial 
a seu exclusivo critério.”
14. Cobrança de 
Dívida Já Paga
“Art. 42. Na cobrança de débitos, o consumidor 
inadimplente não será exposto a ridículo, nem será 
submetido a qualquer tipo de constrangimento ou 
ameaça.
Parágrafo único. O consumidor cobrado em 
quantia indevida tem direito à repetição do 
indébito, por valor igual ao dobro ao que pagou 
em excesso, acrescido de correção monetária e 
juros legais, salvo hipótese de engano justificável.”
15. Cláusulas Abusivas
“Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas 
contratuais relativas ao fornecimento de produtos e serviços que:
[...]
IV – estabeleçam obrigações consideradas iníquas, abusivas, que 
coloquem o consumidor em desvantagem exagerada, ou sejam 
incompatíveis com a boa-fé ou a equidade. [...]
§ 1º Presume-se exagerada, entre outros casos, a vantagem que:
I – ofende os princípios fundamentais do sistema jurídico a que 
pertence;
II – restringe direito ou obrigações fundamentais inerentes à 
natureza do contrato, de tal modo a ameaçar seu objetivo ou o 
equilíbrio contratual;
III – se mostra excessivamente onerosa para o consumidor, 
considerando-se a natureza e o conteúdo do contrato, o interesse
das partes e outras circunstâncias peculiares ao caso.”
16. Contrato de Adesão
Conjunto de cláusulas elaboradas unicamente pelo 
fornecedor, sem oportunidade para o consumidor 
debater ou discutir seus termos;
Art. 54...
§ 3º Os contratos de adesão escritos serão 
redigidos em termos claros e com caracteres 
ostensivos e legíveis, cujo tamanho da fonte não 
será inferior ao corpo doze, de modo a facilitar sua 
compreensão pelo consumidor. 
§ 4º As cláusulas que implicarem limitação de 
direito do consumidor deverão ser redigida.
Conceito não aplicado em seguros de grandes riscos, 
em que há discussão das cláusulas entre segurado e 
seguradora.
ALUÍZIO BARBOSA JUNIOR
Muito 
Obrigado!
	Slide 1
	Slide 2
	Slide 3
	Slide 4
	Slide 5
	Slide 6
	Slide 7
	Slide 8
	Slide 9
	Slide 10
	Slide 11
	Slide 12
	Slide 13
	Slide 14
	Slide 15
	Slide 16
	Slide 17
	Slide 18
	Slide 19
	Slide 20
	Slide 21
	Slide 22

Mais conteúdos dessa disciplina