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Profª Drª Marta Zanini Data 07/05/26 Aula 5ª Arquivo pscmt_aulao_np² Matéria 959W Psicometria ESTUDOS PARA A NP2 DE PSICOMETRIA FIDEDIGNIDADE DOS TESTES PSICOLÓGICOS · O que torna um instrumento de medida bom? · O que é? (Que tipo de instrumento de avaliação (teste, técnica, escala)) · Para que serve? (Para quais contextos de avaliação o instrumento foi planejado) · Mede o quê? (Qual é a fundamentação teórica (definição do construto) do instrumento) · Como mede? (Qual é a fundamentação técnica (adequação medida-construto) do teste) · A fidedignidade ou a precisão de um teste diz respeito à característica que ele deve possuir, a saber, a de medir sem erros; · Relação entre a variância dos dados obtidos e o erro presumido (Variância - "o quão longe" o escore do teste - escore T - se encontra do valor esperado - escore V) ESTABILIDADE → CONSISTÊNCIA INTERNA → EQUIVALÊNCIA Como estimar a fidedignidade? Obtenção de um coeficiente. → Métodos Correlacionais ou Coeficiente Alfa; Métodos Correlacionais Coeficiente de fidedignidade · Correlação - índice que informa como duas variáveis estão relacionadas, ou seja, se têm variância em comum; · Índice que varia entre -1 a +1; · Cálculo do coeficiente de fidedignidade: excel, digite =CORREL e selecione as variáveis. Coeficiente Alfa · Estimativa da congruência de cada item com o restante dos mesmos, num instrumento; · Varia de 0 a +1; · Um dos índices mais comuns de fidedignidade no Brasil. Fatores que Afetam a Fidedignidade dos Testes · Fatores do próprio teste: tipos de itens, covariâncias entre os mesmos; · Fatores externos ao instrumento de medida; · Qualidade e condições da aplicação do teste; · Variabilidade da amostra de sujeitos (quanto mais gente, mais fidedigno); · Comprimento do teste (quanto mais itens, mais fidedigno). VALIDADE DOS TESTES PSICOLÓGICOS · Capacidade de um teste medir aquilo que se propõe a medir; · Congruência entre a medida e as propriedades do que é medido; · A relação demonstrada entre comportamento e traço latente; · Validade como problema da Ciência como um todo (e não só Psicologia). Modelo Trinitário: Validade de conteúdo Os itens são uma amostra representativa do traço latente? · A importância da teorização (definição e detalhamento dos elementos do traço latente e suas inter-relações); · É possível fazer estimativas numéricas? NÃO. Validade de critério Estimada de duas formas: · Validade Concorrente: as duas medidas (teste e critério) são obtidas quase que simultaneamente; · Validade Preditiva: comparação da medida do teste com um critério medido posteriormente; · Estimativa numérica – coeficiente de validade; Validade de Construto “Entretanto, havia construtos cujo universo de comportamentos por meio dos quais se expressavam não estava totalmente definido, levando a falhas no processo de validação por conteúdo. A relação com variáveis que poderiam servir de critério também não estava clara, o que poderia levar a falhas no procedimento de validação de critério [...] identificaram que ele ainda não havia sido “operacionalmente definido” e que a rede nomológica (as relações entre os construtos e as variáveis decorrentes) ainda estaria em construção. Por isso, outras técnicas de validação são necessárias para verificar a validade. ” Verificação se as hipóteses formuladas a respeito do construto/traço latente são verdadeiras ou não; · A extensão em que se pode dizer que o teste mede um construto teórico ou um traço. Ocorre pela acumulação gradual de informações que provêm de diversas fontes; · Congruência comportamento-traço latente. ★ Procedimentos para obtenção de evidências de V. de Construto: · Mensurar a homogeneidade do teste (referem-se todos à mesma variável?); · Mensurar a correlação do construto com outras variáveis; · Examinar se os escores no teste variam conforme o esperado, previsto nas hipóteses; *Não se trata de falar em tipos de validade, mas em evidências de validade. PADRONIZAÇÃO E NORMATIZAÇÃO · Padronização ou normatização como uniformidade no uso de um teste (busca do mesmo resultado avaliativo, independente do profissional que realizou o processo); · Padronização: uniformidade na aplicação de um teste; · Normatização: uniformidade na interpretação de um teste, desenvolvimento de critérios para a interpretação dos resultados obtidos. Padronização Condições que permitam coletar dados de qualidade: - Material de testagem - uso de testes adequados para o objetivo da avaliação; - Ambiente de testagem - garantia de condições físicas/psicológicas para a avaliação; - Postura do examinador - cuidar para a menor interferência/máximo cuidado da situação. · Normatização · Interpretação dos escores decorrentes do uso de um teste; · Normas – atribuição de significado aos escores obtidos pelos sujeitos; · Referencial utilizado como comparação; · dá significado ao escore individual. “Normativa nº 009/ 2018 (CFP) – disponibilização de normas no manual do teste, descrevendo também como utilizá-las para a interpretação dos escores individuais e as características da amostra normativa.” Após a aplicação do teste: - Os resultados obtidos através do mesmo e sua interpretação; 1. Escore bruto – informação diretamente obtida após a aplicação do teste (por exemplo, o número de acertos num teste de inteligência); 2. Escore ponderado (ou normatizado) – comparação do escore bruto com um padrão. Normatizando Escores · Tipos de normas (critérios para a criação de padrões comparativos do desempenho de pessoas num teste); · Padrões de desenvolvimento psicológico: idade, estágio de desenvolvimento… · Normas intragrupo: comparações com um grupo/população (no sentido estatístico); · Normas referentes a critério: como selecionar candidatos? Como diagnosticar uma condição específica? Normas Intragrupo Interpretação dos escores individuais por meio da comparação com a amostra representativa da população; - Amostra normativa (dados de desempenho de um grupo em um teste específico serão utilizados como referência para interpretação de escores individuais); *Tipo de norma predominante nos manuais de testes no Brasil. Os escores serão referenciados em: Problema em expressar as normas utilizando percentil – os escores brutos, sobre uma distribuição normal, não apresentam distância uniforme e tendem a agrupar-se em torno de um valor central – Escala Ordinal; Escore Padrão – os escores brutos são transformados em escalas que expressam a posição do escore bruto de um indivíduo em relação à média da amostra normativa em termos de desvio padrão; · Transformação linear: intervalo regular entre escores (distância uniforme) - Escala Intervalar · É a posição que o escore bruto ocupa em relação a uma média “x”, medida em unidades de desvio-padrão. Normas baseadas no Desenvolvimento Três critérios: · Idade Mental: comparação dos acertos obtidos com a média esperada num grupo etário (se uma criança tem os mesmos acertos que o grupo de 10 anos, sua idade mental é essa); · Série escolar: comparações com média de alunos; · Estágio de desenvolvimento: definições a partir de teoria do desenvolvimento (que, por sua vez, deriva da observação e pesquisa) Ângelo Lopes H5307J6 – e-mail pischein@gmail.com image4.emf HOMOGENEIDADE CORRELAÇÃO COM OUTRAS VARIÁVEIS VARIAÇÃO DOS ESCORES Consistência Interna Validade Convergente Idade Análise Fatorial Validade Discriminante Experimentos (pré e pós) Grupos (controle e experimentais) image5.png image1.jpeg image2.emf TESTE-RETESTE FORMAS PARALELAS MÉTODO DAS METADES uma amostra uma amostra uma amostra um teste dois testes um teste duas ocasiões uma ocasião uma ocasião estabilidade no tempo equivalência equivalência image3.emf VALIDADE DE CONTEÚDO → VALIDADE DE CRITÉRIO → VALIDADE DE CONSTRUTO Congruência entre itens e teoria. Congruência entre resultados do teste e critério externo. Congruência entre teste, teoria e diferentes fontes de evidências empíricas. image6.png image7.jpg image8.png