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QUESTÕES | 1 Questão 1: Paciente de 35 anos, contente por sua primeira gravidez, começa o pré-natal na unidade básica de saúde (UBS) de seu bairro. Durante a consulta de enfermagem, é identificado, no exame das mamas, um nódulo na mama direita. Quando informada sobre esse achado, a paciente relata que sua mãe teve câncer de mama aos 38 anos. Diante desse quadro, a conduta médica indicada é A. requisitar biópsia do nódulo mamário guiada por ultrassonografia. B. encaminhar a paciente para o ambulatório de gestação de alto risco. C. solicitar ultrassonografia de mamas e considerar realização de mamografia com proteção abdominal. D. aguardar o final da gestação para realizar investigação do nódulo a partir de ultrassonografia e de mamografia. Questão 2: Mulher procura orientação na atenção primária preocupada com risco de câncer de mama. Pede orientação sobre quando deve iniciar rastreamento por mamografia. Relata que sua mãe teve câncer de mama aos 45 anos. Está assintomática e suas mamas não apresentam anormalidades ao exame. Nesse caso, considerando-se o uso racional de exames complementares e a segurança da paciente, qual é a conduta mais adequada? A. Manter realização de exame clínico das mamas anualmente, sem a necessidade de exames complementares, e iniciar avaliação por mamografia após os 40 anos. B. Iniciar rastreamento com mamografia a partir dos 40 anos, realizado a cada 2 anos, conforme recomendação para a população geral, devido à ausência de sintomas. C. Manter acompanhamento clínico regular anual e iniciar mamografia após os 50 anos, uma vez que a paciente está assintomática e sem sinais clínicos de câncer. D. Iniciar rastreamento com mamografia a partir dos 35 anos, uma vez que o histórico de câncer de mama em parente de primeiro grau antes dos 50 anos justifica o início precoce do rastreamento. Questão 3: Mulher de 45 anos está em acompanhamento no ambulatório de mastologia de um hospital escola devido ao diagnóstico de câncer de mama há 3 anos. Fez tratamento cirúrgico e radioterapia e, no momento, faz uso apenas de tamoxifeno. Tem apresentado fluxos menstruais a cada 15-20 dias, com volume aumentado há 2 meses. Relata que, antes do tratamento do câncer de mama, só menstruava duas vezes por ano ou quando usava pílula contraceptiva. Apresenta um IMC de 28 kg/m ², exame especular sem lesões visíveis e sem sangramento ativo e toque vaginal normal. Solicitada ultrassonografia transvaginal, ficou evidenciado endométrio heterogêneo de 15 mm e ovário direito com folículo de 23 mm. Nesse caso, a conduta médica adequada é A. inserir DIU hormonal. B. suspender o tamoxifeno. C. indicar estudo histológico do endométrio. D. prescrever progestogênio em altas doses. Questão 4: Uma mulher de 33 anos procura atendimento médico, referindo ter notado há 3 meses, durante autoexame das mamas, nodulação no quadrante súperolateral da mama direita. Não notou aumento de volume ou de tamanho do nódulo QUESTÕES | 2 durante esse tempo. Relata ter mais facilidade de identificar o nódulo no período que antecede a menstruação e nega outras queixas associadas. É tabagista (10 cigarros/dia), ocorre – 4 vezes por semana –, engravidou uma única vez (parto normal, há dois anos), amamentou por 6 meses, faz uso de DIU de cobre, com boa adaptação. Sua menarca foi aos 11 anos, sexarca aos 18 anos, possui ciclos regulares (5-28), sua última menstruação foi há 15 dias. Relata história familiar de câncer de ovário (tia materna aos 47 anos) e de câncer de mama (sua mãe aos 42 anos). Ao exame físico, observa-se nódulo palpável em quadrante súperolateral da mama direita, com cerca de 3 cm; móvel, com consistência macia e limites definidos; sem outros achados. O ultrassom de mamas e axilas, realizado 20 dias após a consulta, revelou BIRADS 2 — observada lesão anecóica circunscrita, com reforço acústico posterior, sem septações, sem fluxo ao Doppler, em quadrante súperolateral da mama direita, medindo 2 cm em seu maior diâmetro. Nesse caso, conforme as recomendações do Ministério da Saúde, quais são, respectivamente, a hipótese diagnóstica e a conduta adequada? A. Fibroadenoma; tranquilizar a paciente e complementar a investigação com ressonância nuclear magnética da mama devido a maior densidade mamária. B. Cisto de mama; orientar a cessação de tabagismo, prescrever analgésicos, se necessário, e orientar a paciente que se trata de um quadro benigno da mama. C. Mamas normais; salientar a importância do autoexame das mamas como ferramenta importante no rastreamento de câncer se realizado todo mês antes da menstruação. D. Adensamento mamário; recomendar cessação de tabagismo, uso de sutiã com suporte adequado e início de rastreamento para câncer de mama, além de solicitar mamografia. Questão 5: Uma mulher com 35 anos, nuligesta, em uso de anticoncepcional oral há 10 anos, queixa-se de mastalgia há 10 dias. Relata que a última menstruação foi há 25 dias. Na história familiar, refere uma tia com 65 anos que está tratando de câncer de mama há 3 anos. O índice de massa corporal (IMC) dessa paciente é de 32 kg/m² e o exame físico das mamas não apresenta anormalidades. De acordo com o previsto pelo Ministério da Saúde, o acompanhamento dessa paciente deve ser feito com: A. Ressonância magnética das mamas anualmente. B. Ultrassonografia mamária bienal após os 40 anos. C. Exame clínico das mamas e mamografia anualmente. D. Exame clínico anual e mamografia bienal após os 50 anos. Questão 6: Um pediatra é chamado para atendimento de um recém- nascido (RN) em sala de parto, sendo informado de que a gestante não realizou pré-natal. A criança nasce em apneia. O cordão umbilical foi clampeado imediatamente e o RN é levado à mesa de reanimação. O pediatra realiza os passos iniciais em, no máximo, 30 segundos, mas o RN continua em apneia. Considerando-se o quadro clínico descrito, qual é a conduta adequada nesse momento? A. Oferecer oxigênio inalatório. B. Indicar a entubação traqueal. C. Aplicar estímulo tátil com fricção circular no abdome. D. Iniciar a ventilação com pressão positiva por máscara. Questão 7: QUESTÕES | 3 Uma mulher de 52 anos é encaminhada à atenção secundária com um resultado de mamografia BI-RADS 0. A paciente relata dor e sensibilidade na mama direita e menciona que sua mãe teve câncer de mama. Ao examiná-la, o médico identifica uma massa palpável de cerca de 3 cm, localizada na parte superior da mama. Considerando as orientações definidas pelo Sistema Único de Saúde, qual deve ser a primeira conduta tomada pelo médico? A. Realizar biópsia da lesão. B. Repetir a mamografia em 6 meses. C. Realizar exame de ultrassonografia. D. Realizar punção aspirativa por agulha fina (PAAF) da lesão. Questão 8: Uma médica é chamada para dar assistência ao recém-nascido de uma gestante com 35 anos e idade gestacional de 33 semanas, com rotura de membrana, superior há 18 horas. No que se refere a essa situação, assinale a opção correta. A. Caso o recém-nascido apresente boa vitalidade, clampeamento imediato do cordão evita a hemorragia intracrani- ana e a enterocolite necrosante B. Caso o recém-nascido comece a respirar ou chorar e esteja ativo, deve-se secá-lo rapidamente e envolver a região das fontanelas e do corpo em campo estéril aquecido para evitar a hipotermia; o neonato deve ser posicionado no abdome ou tórax materno. C. Caso o recém-nascido não apresente boa vitalidade, realizam-se o clampeamento imediato de cordão, colocação de touca dupla e saco plástico visando a manter a temperatura axilar > 37,5ºC para proteção de lesão cerebral em paciente asfixiado. D. Caso o recém-nascido apresente boa vitalidade, após posicionar o pescoço, deve se aspirar delicadamente a boca e depois as narinas com sonda traqueal número 6-8 conectada ao aspirador a vacuo, sob pressão máxima de 100 mmHg. Questão 9: Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o rastreamento do câncer de mama organizado por mamografia de rotina (em que se convidaformalmente as mulheres na faixa etária alvo para os exames periódicos), além de garantir controle de qualidade, seguimento oportuno e monitoramento em todas as etapas do processo, apresenta melhores resultados e menores custos que o rastreamento oportunístico. Considerando as informações apresentadas, para qual faixa etária e em que periodicidade, respectivamente, a INCA recomenda o rastreamento do câncer de mama organizado por mamografia de rotina? A. 45 aos 69 anos de idade, anualmente. B. 50 aos 79 anos de idade; anualmente. C. 40 aos 69 anos de idade; a cada 2 anos. D. 50 aos 69 anos de idade; a cada 2 anos. Questão 10: Um médico de maternidade pública é chamado para realizar a sala de parto de gestante de 35 semanas com pré-eclâmpsia. Um recém-nascido pesando 2,3 kg apresenta-se banhado em líquido amniótico meconial, hipotônico e respirando de forma irregular. O médico assistente decide levá-lo à mesa de reanimação para realizar aspiração QUESTÕES | 4 de vias aéreas superiores sob calor. Além disso, posiciona o pescoço em leve extensão, aspira a boca e narinas e seca o paciente. Após 30 segundos, o recém-nascido mostra respiração irregular e frequência cardíaca = 80 bpm. Considerando a situação acima descrita, assinale a alternativa que apresenta a próxima conduta que deve ser tomada pelo médico assistente. A. Realizar ventilação com pressão positiva com máscara facial. B. Realizar massagem cardíaca externa. C. Realizar intubação orotraqueal. D. Realizar aspiração traqueal sob visualização direta. Questão 11: Uma paciente de 53 anos de idade comparece ao ambulatório de Clínica Médica onde faz acompanhamento regular de suas doenças crônicas não transmissíveis (DCNTS — hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus e obesidade). Durante a consulta de seguimento, a paciente manifesta preocupação com um "caroço" que detectou há cerca de 1 mês em sua mama esquerda. Ela nega emagrecimento, dor local ou descarga mamilar. Além das medicações que faz uso em razão de suas DCNTs, a paciente vem em uso de terapia de reposição hormonal (TRH) desde que entrou na menopausa, há 12 anos. Ela tem 5 filhos, tendo sua menarca ocorrida de forma tardia (aos 15 anos). A paciente não fuma nem consome álcool. Ao exame físico dirigido à queixa atual, o médico detecta a presença de lesão nodular de cerca de 2,5 cm, endurecida, não aderida a planos profundos e sem alterações cutâneas adjacentes, localizada no quadrante superior externo da mama esquerda; não são detectadas linfonodomegalias axilares ou supraclaviculares ipsilaterais. Considerando a hipótese diagnóstica principal de neoplasia maligna de mama, seus fatores de risco relacionados e sua rotina de investigação diagnóstica, assinale a alternativa correta. A. O histórico de menarca tardia, menopausa precoce e gestações múltiplas são fatores de risco reconhecidos. B. Diferentemente da terapia de contracepção conjugada (estrógeno e progestágeno), a TRH não é fator de risco para a doença. C. Na idade da paciente, a realização de ressonância magnética local não aumenta a especificidade das informações obtidas com a mamografia. D. A chance de a paciente apresentar mutação hereditária no gene BRCA1 é alta, particularmente se seu tumor coexpressar receptores de estrogênio, progestágeno e HER2. Questão 12: Um recém-nascido a termo de parto cesáreo, que foi indicado por sofrimento fetal, encontra-se, logo após o nascimen- to, hipotônico e cianótico, banhado em líquido meconial viscoso. Não houve retardo de crescimento intrauterino e a mãe não apresentou intercorrências durante a gestação. Na mesa de reanimação, foram realizadas as manobras iniciais de secagem, oferta de calor e aspiração de boca e narinas com sonda. Decorridos 15 segundos, o recém-nascido encontra-se hipotônico, com respiração irregular e frequência cardíaca de 75 bpm. A conduta que deve ser realizada até completar o primeiro minuto da reanimação é: A. Aspirar traqueia sob visualização direta para remover o mecônio. B. Intubar por via endotraqueal e ventilar com pressão positiva. C. Intubar por via endotraqueal e aspirar vias aéreas inferiores. D. Ventilar com pressão positiva através de máscara facial. Questão 13: QUESTÕES | 5 Uma mulher com 44 anos de idade é encaminhada para avaliação de nódulos mamários múltiplos, inicialmente atribuí- dos a possível doença fibrocística benigna da mama. A razão do encaminhamento ao especialista é a preocupação da paciente com o fato de uma tia paterna, com 68 anos de idade, ter sido recentemente diagnosticada com câncer de mama (adenocarcinoma ductal infiltrante). A paciente é multípara (G4P5), tendo sua primeira gestação ocorrido aos 36 anos de idade. Amamentou todos os filhos por pelo menos 1 ano. Sua menarca foi tardia, ocorrendo aos 16 anos de idade. Relata que seus ciclos menstruais são indolores e regulares, a cada 28 dias (3 dias de duração), com fluxo em volume normal. Mantém relações sexuais regulares, com parceiro único e sem uso de preservativo. Ela nega possuir comorbidades e alergias. No exame das mamas, são palpados múltiplos nódulos de consistência fibroelástica bilaterais, no meio dos quais é palpado um nódulo sólido, indolor e pouco móvel, de 2,0 cm de diâmetro, localizado no quadrante superior externo da mama esquerda; não há alterações cutâneas locais nem linfonodomegalias satélites, axilares, supraclaviculares ou cervicais. No exame físico geral, a paciente se encontra em bom estado, corada, com IMC = 23,5 kg/m2 . Além do nódulo sólido palpável, qual é o outro fator de risco para câncer de mama que a paciente apresenta? A. Multiparidade. B. Menarca tardia. C. Primeira gestação em idade avançada. D. Tia paterna com câncer de mama pós-menopausa. Questão 14: Uma mulher com 52 anos de idade, Gesta 3 Para 2 Aborto 1, foi encaminhada ao ambulatório de mastologia para avaliação. A paciente não apresentava queixas mamárias e não possuía história familiar de câncer. Ao exame físico, não foram encontradas alterações na mama direita da paciente e, na mama esquerda, foi identificado espessamento sem nódulos palpáveis. O resultado da mamografia de rotina, realizada recentemente pela paciente, é de BIRADS 3. Diante desse quadro clínico, a conduta indicada é: A. informar que o resultado do exame é provavelmente benigno e que o acompanhamento pode continuar a ser feito no serviço de atenção primária, com repetição da mamografia em 6 meses. B. informar que o resultado do exame é normal e que o atendimento pode continuar a ser feito no serviço de atenção primária, com avaliação clínica anual e repetição da mamografia em 2 anos. C. informar que o resultado do exame é inconclusivo e solicitar a realização de ultrassonografia mamária complemen- tar, mantendo o acompanhamento no serviço de atenção secundária. D. informar que o resultado do exame é sugestivo de malignidade e indicar biópsia mamária imediata no serviço de atenção secundária. Questão 15: Um recém-nascido a termo apresentou hipotonia e movimentos respiratórios irregulares logo após o parto, cujo período expulsivo foi prolongado. O líquido amniótico apresentou mecônio. Ele foi levado à mesa de reanimação e foram realizados os passos iniciais. A frequência cardíaca do recém-nascido, auscultada com estetoscópio foi de 80 bpm no primeiro minuto. Nessa situação, qual o próximo procedimento a ser realizado? A. Ventilação com pressão positiva, com máscara facial e ar ambiente. B. Ventilação com pressão positiva, com máscara facial e oxigênio a 100%. C. Aspiração de traqueia sob visualização direta, seguida de ventilação com máscara facial e ar ambiente. D. Entubação seguida de aspiração da traqueia e ventilação, por meio de cânula traqueal, com oxigênio a 100%. QUESTÕES | 6 Questão 16: Na Atenção Humanizada do Recém-nascido, as Boas Práticas do Nascimento incluem, entre outras ações, o clampeamento tardio do cordão umbilical. A Organização Mundial da Saúde recomenda que o clampeamento deve ser feito, após o nascimento.Isso deve ser feito entre: A. 3 e 5 minutos. B. 1 e 3 minutos. C. 5 e 7 minutos. D. 7 e 10 minutos. Questão 17: Mulher de 49 anos, procurou a UBS e relatou que começou a apresentar ondas de calor, dispareunia, insônia, diminuição da libido. Os ciclos estavam ausentes há 12 meses. Pensando na avaliação complementar para o acompanhamento do climatério, o médico deverá solicitar os seguintes exames: A. Ressonância Nuclear Magnética, dosagem de Testosterona e colpocitologia. B. Colonoscopia, Ressonância Nuclear Magnética e dosagens hormonais. C. Densitometria óssea, colpocitologia e Ressonância Nuclear Magnética. D. Mamografia e ultrassonografia transvaginal, perfil lipídico e colpocitologia. Questão 18: Uma mulher de 54 anos de idade, sem queixas, vem à consulta para revisão preventiva. Ela refere ter dois filhos e ter amamentado ambos. É tabagista, nega outras doenças e afirma que não faz uso de medicações. Ela se mostra preocupada com neoplasia, pois tem uma prima que teve câncer de colo uterino, mas nega história familiar de câncer de mama. Considerando as evidências científicas de rastreamento de neoplasias, quais exames deverão ser solicitados nesse momento? A. Ecografia mamária, ecografia transvaginal e radiografia (Rx) de tórax. B. Mamografia, pesquisa de sangue oculto nas fezes e radiografia (Rx) de tórax. C. Ecografia mamária, ecografia transvaginal e exame citopatológico de colo uterino. D. Mamografia, exame citopatológico do colo uterino e pesquisa de sangue oculto nas fezes. Questão 19: Uma mulher de 42 anos de idade realizou auto-exame das mamas e detectou nodulação na mama direita, com aumen- to da sensibilidade local. Na consulta com o médico foi realizado exame das mamas, que revelou mamas difusamente densas à palpação, sem nódulos palpáveis, descarga papilar ou linfonodomegalia. Foi solicitada mamografia, com o seguinte resultado: mamas densas difusamente, BI-RADS 0 (resultado inconclusivo). Para elucidação diagnóstica, nesse caso, indica-se A. repetir a mamografia. B. encaminhar para biópsia. C. solicitar ultrasonografia mamária. QUESTÕES | 7 D. solicitar dosagem de marcadores tumorais. Questão 20: Você é chamado para prestar assistência neonatal durante um parto no qual foi constatado sofrimento fetal com líquido amniótico meconial. O Recém Nascido nasceu com Apgar 2 ( Frequência cardíaca = 1 e Frequência Respiratória = 1). A conduta inicial, conforme as normas vigentes de Reanimação Neonatal, é A. iniciar ventilação com ambu e máscara, aspirando o Recém Nascido após a recuperação da frequência cardíaca. B. iniciar ventilação com tubo oro-traqueal e aspirar o Recém Nascido após recuperação da frequência cardíaca. C. iniciar ventilação com pressão positiva e administrar adrenalina e massagem cardíaca D. aspirar laringe e traquéia do Recém Nascido e ventilar com pressão positiva e ar ambiente. E. aspirar laringe e traquéia do Recém Nascido e oferecer oxigênio inalatório a 100%. GABARITO | 8 1 - C 2 - D 3 - C 4 - B 5 - D 6 - D 7 - C 8 - B 9 - D 10 - A 11 - C 12 - D 13 - C 14 - A 15 - A 16 - B 17 - D 18 - D 19 - C 20 - D COMENTÁRIOS | 9 Questão 1: Dica do autor: A abordagem de nódulo mamário durante a gestação requer atenção redobrada, pois embora a maioria dos nódulos em gestantes seja benigna, como fibroadenomas ou alterações hormonais fisiológicas, toda alteração mamária palpável deve ser investigada, especialmente diante de um histórico familiar positivo para câncer de mama em idade jovem, como no caso relatado (mãe com câncer aos 38 anos). A gestação não contraindica a realização de exames de imagem, e o exame de escolha inicial para investigação de nódulo em mulheres jovens e gestantes é a ultrassonografia das mamas, por não emitir radiação e ter boa sensibilidade para diferenciar nódulos sólidos de císticos. Em alguns casos, pode-se considerar a realização de mamografia, inclusive durante a gestação, desde que feita com proteção abdominal adequada, minimizando a exposição fetal. A mamografia pode ajudar a identificar microcalcificações, que não são visíveis na ultrassonografia. • Ultrassonografia das mamas: primeira linha para investigação de nódulos em gestantes. • Mamografia com proteção abdominal: segura quando indicada, inclusive na gestação. • História familiar positiva em idade precoce: aumenta o risco e reforça a necessidade de investigação imediata. • Não se deve postergar investigação de nódulo mamário em gestantes. Alternativa A: INCORRETA. A biópsia guiada por USG pode ser indicada, mas não é a primeira conduta. Antes disso, deve-se realizar ultrassonografia mamária, e, se houver características suspeitas, partir para biópsia. Ou seja, a investigação começa com imagem, e só após achado suspeito é que se indica biópsia. Alternativa B: INCORRETA. A simples presença de um nódulo mamário não configura critério, por si só, para encaminhamento imediato à gestação de alto risco. Primeiro é necessário investigar o nódulo com imagem. Caso haja suspeita de malignidade confirmada, o encaminhamento poderá ser feito, mas não como primeiro passo. Alternativa C: CORRETA. A conduta médica correta é solicitar ultrassonografia das mamas e, a depender do achado, considerar a realização de mamografia com proteção abdominal, mesmo durante a gestação. Essa abor- dagem segue as diretrizes atuais de manejo de alterações mamárias em gestantes, com foco em diagnóstico precoce e segurança materno-fetal. Alternativa D: INCORRETA. Aguardar o final da gestação para iniciar a investigação é conduta inadequada. O atraso no diagnóstico pode comprometer o prognóstico em casos de malignidade. O nódulo deve ser investigado de imediato, respeitando-se os exames seguros para o período gestacional. Resposta: Alternativa C. Questão 2: Dica do autor: O rastreamento do câncer de mama tem como objetivo detectar a doença em estágios iniciais, quando as chances de tratamento eficaz são mais altas. O rastreamento deve ser baseado em diretrizes que equilibram os benefícios da detecção precoce com os riscos associados aos exames, como a falsa positividade, que pode levar a investigações desnecessárias e ansiedade. As recomendações de rastreamento para mamografia variam conforme a idade, o histórico familiar e outros fatores de risco. Para mulheres assintomáticas, que não apresentam nódulos ou alterações clínicas nas mamas, o rastreamento precoce deve ser adaptado, especialmente se houver histórico familiar significativo. No caso desta COMENTÁRIOS | 10 paciente, o fato de sua mãe ter tido câncer de mama aos 45 anos a coloca em um grupo de risco elevado, justificando um início mais precoce da avaliação. A associação entre histórico familiar e início precoce de câncer de mama é bem estabelecida. Mulheres com parentes de primeiro grau (como mãe ou irmã) diagnosticados com câncer de mama antes dos 50 anos devem iniciar o rastreamento com mamografia cerca de 10 anos antes da idade do diagnóstico do parente mais jovem. Assim, no caso da paciente, o rastreamento deve começar aos 35 anos, levando em consideração a história familiar. Alternativa A: INCORRETA. Manter apenas o exame clínico das mamas anualmente pode não ser suficiente em mulheres com histórico familiar significativo de câncer de mama. O exame clínico das mamas é uma ferramenta importante, mas não substitui a mamografia. A mamografia é recomendada para mulheres com risco elevado devido à história familiar de câncer de mama antes dos 50 anos. Alternativa B: INCORRETA. Iniciar o rastreamento com mamografia a partir dos 40 anos, a cada 2 anos, é uma recomendação para a população geral, mas não é o caso dessa paciente, que possui histórico familiar de câncer de mama precoce. O rastreamento para essa paciente deve ser iniciado aos 35 anos, devido ao histórico familiar. Alternativa C: INCORRETA. Iniciar o rastreamento apenas após os 50 anos não é a conduta adequada, visto que a paciente tem histórico familiar de câncer de mama precoce. A recomendaçãopara mulheres com história de câncer de mama em parente de primeiro grau antes dos 50 anos é iniciar o rastreamento antes dessa idade, aos 35 anos, para detectar possíveis alterações precoces. Alternativa D: CORRETA. Iniciar o rastreamento com mamografia aos 35 anos é a conduta adequada para essa paciente, considerando seu histórico familiar de câncer de mama em parente de primeiro grau antes dos 50 anos. Essa abordagem segue as recomendações de rastreamento precoce para mulheres com risco elevado devido à história familiar, ajudando na detecção precoce e no tratamento eficaz. Resposta: Alternativa D Questão 3: Dica do autor: O câncer de mama tem uma estreita relação com os níveis hormonais, e o tratamento com tamoxifeno, um modulador seletivo de receptor de estrogênio (SERM), visa bloquear os efeitos do estrogênio nas células mamárias, prevenindo recidivas. No entanto, o tamoxifeno pode ter efeitos sobre o endométrio, já que age como um agonista parcial do estrogênio no útero, o que pode levar ao espessamento do endométrio, como observado no caso descrito. O endométrio heterogêneo de 15 mm na ultrassonografia transvaginal é um achado sugestivo de hiperplasia endometrial, uma condição que pode evoluir para câncer endometrial. Em mulheres em uso de tamoxifeno, o acompanhamento regular do endométrio é crucial para descartar condições malignas. • Efeito do tamoxifeno no endométrio: O tamoxifeno, por atuar como agonista de estrogênio no útero, pode causar espessamento endometrial. A paciente apresenta sangramento irregular, o que levanta a possibilidade de uma hiperplasia endometrial ou até câncer endometrial. • Investigação do endométrio: A conduta adequada é realizar estudo histológico do endométrio, para confirmar ou excluir a presença de hiperplasia ou câncer endometrial, especialmente em pacientes em uso de tamoxifeno. A biópsia endometrial é o exame diagnóstico padrão para esse fim. Alternativa A: INCORRETA. A inserção de um DIU hormonal pode ser útil em alguns casos para regular o fluxo menstrual, mas não é a conduta aceitável em paciente com antecedente pessoal de câncer de mama. COMENTÁRIOS | 11 Alternativa B: INCORRETA. Suspender o tamoxifeno não é a conduta adequada neste caso, pois o tamoxifeno continua sendo uma terapia fundamental na prevenção de recidivas do câncer de mama. A alteração endometrial deve ser investigada por meio de biópsia endometrial, mas a suspensão do tamoxifeno pode comprometer o tratamento do câncer de mama, o que não é indicado sem um diagnóstico definitivo do endométrio. Alternativa C: CORRETA. A conduta adequada é indicar o estudo histológico do endométrio. Com base no espessamento endometrial e no sangramento irregular, a biópsia endometrial é indicada para avaliar se há hiperplasia endometrial ou neoplasia endometrial, condições que podem ser mais prevalentes em mulheres em uso de tamoxifeno. Alternativa D: INCORRETA. A prescrição de progestogênios não pode ser usado em paciente com antecedente pessoal de câncer de mama. Resposta: Alternativa C. Questão 4: Dica do autor: O caso descreve uma paciente jovem (33 anos) com nódulo palpável em mama direita que persiste há 3 meses, detectado em autoexame. Apresenta antecedentes familiares relevantes, como câncer de mama em sua mãe aos 42 anos e câncer de ovário na tia materna aos 47 anos, fatores que aumentam o risco de neoplasias mamárias. O ultrassom revelou um achado classificado como BI-RADS 2, que indica lesão benigna (99% de chance de benignidade), sem características suspeitas, como fluxo ao Doppler ou contornos irregulares. Isso sugere que o nódulo pode ser um cisto simples ou um fibroadenoma, sendo benigno e sem necessidade de biópsia ou intervenção imediata. A conduta para BI-RADS 2 é apenas o acompanhamento rotineiro, sem necessidade de outros exames. Adicionalmente, considerando o tabagismo da paciente, recomenda-se orientar a cessação do uso de cigarro, devido ao impacto na saúde geral e ao potencial aumento do risco de câncer. Alternativa A: INCORRETA. O fibroadenoma é uma hipótese plausível, mas a conduta descrita na alternativa está inadequada, pois não há indicação de ressonância magnética para lesões BI-RADS 2, que são benignas. Alternativa B: CORRETA. Um cisto simples de mama é a hipótese mais provável, com base no ultrassom que revelou características benignas (BI-RADS 2). A conduta correta inclui tranquilizar a paciente, prescrever analgésicos (se necessário) e orientar sobre o caráter benigno do quadro. Além disso, é fundamental orientar a cessação do tabagismo, considerando o impacto do cigarro no risco geral de câncer e na saúde. Alternativa C: INCORRETA. O achado de nódulo palpável e a classificação BI-RADS 2 no ultrassom descartam o diagnóstico de "mamas normais". Não se trata de apenas salientar o autoexame; é necessário acompanhamento e orientação quanto ao diagnóstico benigno. Alternativa D: INCORRETA. A descrição de adensamento mamário não condiz com o quadro. Além disso, sugerir início de rastreamento com mamografia aos 33 anos não é indicado para pacientes sem alterações suspeitas ou com BI-RADS 2. Resposta: Alternativa B. Questão 5: Dica do autor: O ponto central aqui é diferenciar rastreamento populacional de condutas diagnósticas em sintomáticas ou em mulheres de alto risco. No rastreamento de rotina para mulheres de risco médio, a estratégia consagrada COMENTÁRIOS | 12 visa maximizar detecção precoce e reduzir mortalidade com o menor dano possível (falsos positivos, biópsias desnecessárias, radiação). No Brasil, o pulo do gato é: mamografia como método de rastreio populacional e em frequência bienal para a faixa etária alvo (50–69 anos), enquanto o exame clínico das mamas tem papel complementar e deve ser realizado anualmente. Métodos de imagem como ultrassonografia e ressonância têm indicação específica: ultrassom é útil como exame complementar em mamas densas ou para investigação de nódulo palpável, especial- mente em mulheres jovens; ressonância é reservada para rastreamento em mulheres de alto risco (ex.: mutações genéticas, histórico familiar muito próximo ou radioterapia torácica na infância/adolescência). Mastalgia isolada em mulher jovem com exame físico normal geralmente não justifica exame de imagem avançado imediatamente; manejo inclui orientação e seguimento clínico, com imagem dirigida se persistirem sinais de alerta (massa palpável, descarga sanguinolenta, alteração focal no exame). Alternativa A: INCORRETA. Ressonância magnética anual não é conduta de rastreamento para população de risco médio. A ressonância é sensível, mas cara e gera muitos achados incidentais; por isso fica reservada a mulheres com risco alto comprovado (BRCA1/2, história familiar muito significativa ou radioterapia torácica prévia), não para uma mulher de 35 anos com história familiar distante (tia) e exame normal. Alternativa B: INCORRETA. Ultrassonografia mamária não é recomendada como método de rastreamento bienal para mulheres assintomáticas a partir dos 40 anos. O ultrassom tem papel diagnóstico complementar (investigar massa palpável, caracterizar lesões em mamas densas), mas não substitui a mamografia como exame de rastreio populacional. Alternativa C: INCORRETA. Exame clínico das mamas anualmente está certo, mas a mamografia anual para rastreamento em mulheres de risco médio não é a recomendação padrão. A rotina de mamografia anual aumenta detecção mas também a taxa de falso positivo e intervenções desnecessárias; a recomendação de saúde pública é mamografia bienal na faixa etária indicada. Alternativa D: CORRETA. Para mulheres de risco médio, o acompanhamento preconizado é o exame clínico anual e rastreamento por mamografia em esquema bienal, iniciando aos 50 anos e seguindo até os 69 anos na estratégia de saúde pública. No caso em questão, a paciente tem mastalgia recente, exame normal e história familiar distante (tia), o que não a coloca em alto risco; portanto, a conduta seria vigilância clínicae orientação, sem exames de imagem de rastreamento fora da faixa etária indicada. Resposta: Alternativa D Questão 6: Dica do autor: No atendimento ao recém�nascido em sala de parto, o que mais importa nos primeiros 30 segundos é identificar rapidamente se o bebê está respirando adequadamente e se tem frequência cardíaca satisfatória. Os passos iniciais — aquecer, posicionar a via aérea, limpar se necessário, secar e estimular — são feitos de forma muito rápida. Se, após esses passos, o RN estiver em apneia, com respiração ineficaz ou com frequência cardíaca baixa (determinantes, e o clampeamento imediato não é uma medida preventiva indicada rotineiramente em recém�nascidos bem�aparentes. Alternativa B: CORRETA. Se o neonato começa a respirar/chorar e está ativo, o manejo inicial é secar rapidamente, proteger a fontanela e o corpo do frio (campo aquecido/lenço) e priorizar contato pele a pele no abdome ou tórax materno. Essa conduta evita hipotermia, favorece a adaptação respiratória e hemodinâmica, e facilita início precoce do aleitamento. Em pré�termos tardios (33 semanas) o skin�to�skin costuma ser seguro e eficaz para termorregulação, desde que monitorado. Alternativa C: INCORRETA. A alternativa mistura medidas e objetivos incorretos: para recém�nascidos sem boa vitalidade, o clampeamento imediato do cordão não é mandatório se a reanimação pode ser iniciada com cordão intacto; a colocação de touca dupla e saco plástico é medida utilizada principalmente em prematuros muito baixos (37,5°C é enganoso — hipertermia é prejudicial; o foco é evitar hipotermia. Alternativa D: INCORRETA. A aspiração rotineira da boca e das narinas em recém�nascidos que apresentam boa vitalidade não é recomendada. Só se aspira se houver obstrução visível de secreção que impeça a respiração ou se o bebê não está vigoroso. Além disso, a descrição de sonda traqueal número 6–8 é inadequada para recém�nascidos (esses são tamanhos muito grandes — tubos endotraqueais neonatais variam entre 2,5–4,0 mm); e a indicação de pressão máxima de 100 mmHg para aspirador não é o ponto central da conduta inicial em neonatos vigorosos. Em resumo: não sucção rotineira e equipamento adequado ao recém�nascido. Alternativa E: INCORRETA. (Caso fosse repetição de outra alternativa similar). Qualquer repetição que sugira intervenções desnecessárias em recém�nascidos com boa vitalidade mantém os mesmos erros já descritos: priorizar manejo térmico e contato pele a pele, evitar procedimentos invasivos rotineiros e adiar o clampeamento do cordão quando possível. Resposta: Alternativa B COMENTÁRIOS | 15 Questão 9: Nível de dificuldade: Fácil. Dica do professor: Rastreamento do Câncer de Mama é tema comum e fácil. Importante se atentar à referência cobrada: INCA/Ministério da Saúde x Febrasgo/Sociedade Brasileira de Mastologia/CBR. Pelo INCA/MS, como pedido na questão, o exame é a Mamografia a cada 2 anos, dos 50 aos 69 anos. Por outro lado, pela Febrasgo/SBM/CBR, a recomendação é rastreamento mamográfico anual a partir dos 40 anos. Resposta correta, letra D. Questão 10: Dica do autor: Na reanimação neonatal, o termômetro decisório é a frequência cardíaca. Os primeiros segundos vão para as medidas iniciais: aquecer, posicionar (leve extensão de cabeça), abrir vias aéreas, aspiração apenas se houver obstrução visível e estímulo tátil; secar e reavaliar. Se o RN está apneico, com respiração irregular ou com frequência cardíaca abaixo de 100 bpm, o pulo do gato é iniciar ventilação com pressão positiva (VPP) para garantir troca gasosa e aumentar a frequência cardíaca. Só se mantém manobra invasiva (intubação ou aspiração traqueal) quando a VPP não é efetiva, há obstrução das vias aéreas que não cede com manobras simples ou quando for necessária via aérea avançada para compressões torácicas prolongadas. Massagem cardíaca externa entra em cena apenas se, após 30 segundos de VPP efetiva, a frequência cardíaca permanecer abaixo de 60 bpm. Em casos de líquido amniótico meconial, a conduta mudou: não se faz mais sucção traqueal rotineira em RN não vigorosos antes de iniciar ventilação; o foco inicial permanece em avaliar e, se necessário, ventilar adequadamente para reverter bradicardia por hipóxia. Alternativa A: CORRETA. Com FC = 80 bpm e respiração irregular, o próximo passo é iniciar ventilação com pressão positiva por máscara facial. A VPP objetiva melhorar a oxigenação e ventilação, o que normalmente faz a FC subir rapidamente. Deve-se checar selamento da máscara, posição de cabeça, observar movimento torácico e ajustar pressão/volume conforme protocolo. Se após 30 segundos de VPP efetiva a FC permanecer abaixo de 60 bpm, aí sim acrescentar compressões torácicas e considerar via aérea avançada. Alternativa B: INCORRETA. Massagem cardíaca externa não é a primeira ação quando a FC está entre 60 e 100 bpm. Compressões são indicadas apenas se a FC for inferior a 60 bpm apesar de 30 segundos de VPP eficaz. Fazer compressões antes de garantir ventilação adequada é trocar a ordem e provavelmente não resolverá a bradicardia causada por hipóxia; além disso, pode atrapalhar a ventilação. Alternativa C: INCORRETA. Intubação orotraqueal é indicada quando for necessária uma via aérea definitiva (por exemplo, para aspiração traqueal por obstrução franca, para ventilação prolongada ou antes de iniciar compressões torácicas continuadas), ou quando a VPP com máscara não é eficaz. No cenário apresentado, o primeiro passo é tentar VPP com máscara; intubação imediata não é a conduta inicial com FC = 80 bpm. Alternativa D: INCORRETA. Aspiração traqueal sob visualização direta só se justifica se houver obstrução traqueal clara por mecônio em que a ventilação não é possível, ou em situações muito específicas. A prática de aspirar rotineiramente RN nascendido com mecônio e não vigoroso foi abandonada em favor de iniciar reanimação e VPP. Assim, não é a conduta imediata neste caso. Resposta: Alternativa A Questão 11: Dica do autor: O pulo do gato numa paciente com nódulo mamário palpável é lembrar que a investigação muda pouco com a idade: a primeira linha continua sendo imagem (mamografia + ultrassom dirigido) e biópsia quando COMENTÁRIOS | 16 indicado. Mamografia tem boa acurácia em mulheres após os 40–50 anos e o ultrassom é útil para caracterizar lesões sólidas vs císticas e guiar punções. A ressonância magnética (RM) mamária é extremamente sensível, sendo empregada em rastreamento de alto risco e em situações específicas de estadiamento pré-operatório ou quando imagens convencionais são inconclusivas; porém, por ser muito sensível tende a reduzir a especificidade, gerando achados indeterminados e biópsias adicionais. Sobre fatores reprodutivos: exposição estrogênica ao longo da vida (menarca precoce, menopausa tardia, nuliparidade ou primeira gestação tardia) aumenta o risco; múltiplas gestações e amamentação, no geral, são protetoras a longo prazo. Terapia hormonal substitutiva combinada (estrogênio + progestágeno) eleva modestamente o risco de câncer de mama, especialmente quando usada por vários anos; o risco recua após suspensão. Quanto às síndromes hereditárias, mutações nos genes BRCA1/2 causam aumento significativo do risco, mas costumam apresentar quadro de início mais precoce e padrões histológicos específicos (BRCA1 frequentemente associado a tumores triple-negative). Não se pode presumir alta probabilidade de BRCA em mulher na sexta década sem história familiar sugestiva ou características do tumor. Alternativa A: INCORRETA. A redação diz "menarca tardia, menopausa precoce e gestações múltiplas são fatores de risco" — isso está invertido: menarca tardia e menopausa precoce reduzem a exposição estrogênica e, portanto, não são fatores de risco; pelo contrário, menarca precoce e menopausa tardia aumentam o risco. Além disso, gestações múltiplas costumam exercer efeito protetor a longo prazo. Logo, a alternativa mistura conceitos e está errada. Alternativa B: INCORRETA. Afirmar que a terapia de reposição hormonal (TRH) "não é fator de risco" é incorreto. A TRH combinada (estrogênio + progestagênio) está associada a aumento modestíssimo, porém real, do risco de câncer de mama quando usada por períodos prolongados; o risco tende a diminuir após a interrupção. Diferente do uso de contraceptivos orais, cujo efeito sobre risco a longo prazoé menor e dependente da idade/tempo de uso, a TRH de reposição pós-menopausa merece cautela e avaliação individual do risco. Alternativa C: CORRETA. Em mulher da idade desta paciente, a mamografia (associada a ultrassom quando indicado) fornece alta sensibilidade/especificidade para avaliação de nódulo palpável. A RM mamária aumenta sensibilidade, mas não melhora a especificidade em rotina diagnóstica para uma mulher com achado palpável e imagem mamográfica adequada; por isso a RM não é exame de primeira linha rotineiro nessa faixa etária, sendo reservada para situações específicas (alto risco genético, avaliação de extensão quando diagnóstico já estabelecido ou discordância entre métodos). Alternativa D: INCORRETA. A probabilidade de mutação hereditária BRCA1 não é "alta" apenas por idade ou por coexpressão de receptores. Mutações BRCA1 estão mais associadas a tumores triple�negative e início precoce (100 bpm) ou se precisa de intervenção imediata. Quando o RN está hipotônico, com respiração irregular e FC 100 bpm/ ao menos >60 bpm no primeiro momento. A prioridade no primeiro minuto é restaurar ventilação eficaz — aspirar traqueia rotineiramente não é mais indicado porque pode postergar e prejudicar a oxigenação. Alternativa C: INCORRETA. Intubar por via endotraqueal e ventilar com pressão positiva pode ser necessário em alguns casos, mas não deve ser a conduta imediata até completar o primeiro minuto, pois a intubação exige habilidade e pode atrasar a oxigenação. A VPP por máscara deve ser iniciada rápido por quem está na mesa; se após ventilação eficaz a FC não melhorar (especialmente 30–35 anos) confere aumento de risco, porque a mama permanece mais tempo sob influência hormonal sem a diferenciação completa provocada pela gestação. Outro ponto prático: história familiar aumenta o risco dependendo do grau de parentesco e da idade de diagnóstico do parente afetado — familiares de primeiro grau e casos precoces sugerem risco hereditário relevante; um parente de segundo grau com câncer em idade avançada tem impacto menor na estratificação. Além disso, multiparidade e aleitamento prolongado tendem a reduzir o risco. Alternativa A: INCORRETA. Multiparidade costuma ser protetora; várias gestações a termo reduzem o risco relativo de câncer de mama em comparação com nulíparas. No caso, a paciente é G4P5 — isso, por si só, não aumenta o risco, muito pelo contrário, ajuda a reduzir a exposição estrogênica cumulativa. Alternativa B: INCORRETA. Menarca tardia (por exemplo, aos 16 anos) reduz o tempo total de exposição aos estrógenos e, portanto, é fator protetor, não de risco. O risco aumenta com menarca precoce, não tardia. Alternativa C: CORRETA. A primeira gestação em idade avançada (a paciente teve a primeira gestação aos 36 anos) é um fator de risco conhecido. A diferenciação final do tecido mamário promovida pela gravidez ocorre mais tardiamente nesse caso, mantendo uma janela maior de vulnerabilidade às ações proliferativas hormonais, o que explica o aumento do risco. Alternativa D: INCORRETA. Ter uma tia paterna com câncer de mama representa histórico familiar, mas é um parente de segundo grau; além disso, o fato de o diagnóstico ter ocorrido em idade avançada (pós�menopausa) reduz a probabilidade de uma síndrome hereditária significativa. Isso não é desprezível, mas, neste caso, não é o principal fator de risco quando comparado à primeira gestação tardia. COMENTÁRIOS | 18 Resposta: Alternativa C Questão 14: Dica do autor: A classificação BI-RADS (Breast Imaging Reporting and Data System) tem como objetivo fornecer uma linguagem padronizada na avaliação mamária, na interpretação do exame e na conduta orientada nas imagens de mamografia e ultrassonografia. O BI-RADS varia de 0 a 6 e, para cada um dos tipos, tem-se uma conduta específica. Vamos avaliar: BI-RADS 0 - Exame inconclusivo. Conduta: avaliação adicional com imagens mamográficas e/ou uma ultrassonografia da mama. BI-RADS 1 - Exame normal. Conduta: repetir a mamografia anualmente e repetir a ultrassonografia quando for necessário. BI-RADS 2 - Exame com achado benigno. Conduta: repetir a mamografia anualmente e repetir a ultrassonografia quando for necessário. BI-RADS 3 - Exame com achado provavelmente benigno. Conduta: controle radiológico com 6 meses. BI-RADS 4 - Exame com achados suspeitos. A categoria 4 costuma ser dividida em 3 sub-categorias, de acordo com o risco de câncer: 4A – Lesão com baixasuspeita de malignidade, 4B – Lesão com moderada suspeita de malignidade, 4C – Lesão com elevada suspeita de malignidade. Conduta: estudo histopatológico. BI-RADS 5 - Exame com achados altamente suspeitos. Conduta: estudo histopatológico. BI-RADS 6 - Exame com achados malignos = câncer na “core” biopsia, mamotomia ou biópsia cirúrgica incisional. Conduta: específica de acordo com o tumor. Alternativa A: CORRETA. Informar que o resultado do exame é provavelmente benigno e que o acompanhamento pode continuar a ser feito no serviço de atenção primária, com repetição da mamografia em 6 meses. Alternativa B: INCORRETA. Exame normal é compatível com BI-RADS 1 e a repetição do exame deve ser realizado em 1 ano. Alternativa C: INCORRETA. Exame inconclusivo é compatível com BI-RADS 0. Alternativa D: INCORRETA. Exame sugestivo de malignidade é considerado BI-RADS 4. Resposta: Alternativa A. Questão 15: Dica do autor: De acordo com os guidelines atuais, o recém-nascido (RN) banhado em mecônio deve seguir o mesmo protocolo de reanimação neonatal semelhantes a um RN sem mecônio. Após os passos iniciais de atendimento neonatal (fornecer calor, posicionar, aspirar vias aéreas superiores se necessário, secar, reposicionar e avaliar frequência cardíaca e padrão respiratório), caso o RN apresente FC abaixo de 100 bpm e/ou respiração irregular ou apneia, o passo seguinte seria a ventilação com pressão positiva, utilizando balão auto-inflável ou respirador mecânico em T com máscara. Por ser um RN nascido com com mais de 34 semanas (a termo) a fração de oxigênio que deve ser oferecida seria de 21% (ar ambiente). Resposta: A. Questão 16: COMENTÁRIOS | 19 Dica do autor: De acordo com as Diretrizes de Reanimação Neonatal da Sociedade Brasileira de Pediatria de 2022, logo após a extração completa, avalia-se se o bebê a termo começou a chorar e apresenta tônus muscular em flexão. Caso a resposta seja sim para as duas perguntas, devemos indicar o clampeamento tardio do cordão umbilical, independentemente do aspecto do líquido amniótico. No caso de um recém-nascido com idade gestacional superior a 34 semanas com circulação placentária intacta (ou seja, sem descolamento prematuro de placenta, placenta prévia, nó ou rotura de cordão umbilical) e boa vitalidade (tônus em flexão e respiração regular) podemos aguardar pelo menos 60 segundos para realizar o clampeamento do cordão umbilical. Se o recém-nascido for vigoroso (choro e tônus em flexão) e apresentar circulação placentária intacta mas tiver idade gestacional menor que 34 semanas deve-se esperar até 30 segundos para realizar o clampeamento tardio do cordão umbilical. O clampeamento tardio do cordão umbilical apresenta benefícios em recém-nascidos a termo como a elevação dos índices hematimétricos e da ferritina entre 3 e 6 meses de vida. Já em recém-nascidos prematuros com boa vitalidade, o clampeamento do cordão após 30 segundos está relacionado com maior estabilidade cardiovascular nas primeiras 24 horas de vida, menor uso de inotrópicos e melhora dos parâmetros hematimétricos, em relação ao clampeamento precoce. Vale fazer uma nota de que antes de 2022 (época dessa questão) o clampeamento tardio dos recém-nascidos a partir de 34 semanas era considerado entre 1 e 3 minutos de vida, que é exatamente o que descreve a alternativa B que responde essa questão. Resposta: B. Questão 17: Nível de dificuldade: Fácil Dica do professor: A avaliação rotineira das pacientes no período climatérico é de fundamental importância, por este ser um período em que há um aumento importante de doenças crônicas, cardiovasculares e neoplásicas. Nesse sentido, durante o acompanhamento da paciente no climatério, são necessários alguns exames como perfil lipídico, glicemia, pesquisa de sangue oculto nas fezes (a partir dos 50 anos de idade), colpocitologia oncótica, mamografia, ultrassonografia pélvica e densitometria óssea (a partir dos 65 anos ou em pacientes com fatores de risco estabelecidos). Alternativa A: Falso. Não há recomendação para dosagem de testosterona de forma rotineira, assim como para realização de RNM. Alternativa B: Falso. Não ha recomendação para dosagens hormonais rotineiras, nem para realização de RNM, bem como a realização de colonoscopia é recomendada apenas após os 50 anos em pacientes sem fatores de risco para CA de cólon, e deve ser triada pela realização de pesquisa de sangue oculto nas fezes prévia, uma vez que este é um exame de menor custo e maior disponibilidade. Alternativa C: Falso. Não há recomendação para realização rotineira de RNM, nem para densitometria óssea antes dos 65 anos, visto que aparentemente não é uma paciente de alto risco para osteoporose. Alternativa D: Verdadeiro. A realização de mamografia, lipidograma, colpocitologia e ultrassonografia pélvica é essencial para o acompanhamento das pacientes no climatério. Resposta correta, letra. D Questão 18: Nível de dificuldade: Fácil Dica do professor: O rastreio do câncer de colo uterino é preconizado, pelo Ministério da Saúde, em mulheres com idade entre 25 e 64 anos, com realização do exame citopatológico. No que tange ao rastreio para câncer de mama, a recomendação é pela realização bienal de mamografia em mulheres com idade entre 50-59 anos. Sobre o rastreio do COMENTÁRIOS | 20 câncer de cólon, o rastreio para detecção precoce é recomendado em idades superiores a 50 anos, ou com histórico familiar de câncer de cólon (neste caso, deve ser realizado o rastreio 10 anos antes da idade de diagnóstico do familiar), com realização de sangue oculto nas fezes como primeira estratégia de triagem, já que este é um exame de menor complexidade e baixo custo. Alternativa A: Falso. Não há recomendação para o uso de nenhum destes exames no que tange ao rastreio das patologias citadas na questão. Alternativa B: Falso. Não há recomendação de realização de radiografia de tórax para rastreio. Alternativa C: Falso. As recomendações são para realização de mamografia, citopatologia de colouterino e pesquisa de sangue oculto nas fezes, visto que a paciente em questão tem 54 anos. Alternativa D: Verdadeiro. Paciente com mais de 50 anos, sem histórico familiar de câncer de mama, deve ser submetida a rastreio com mamografia bienal, citopatológico de colo uterino e pesquisa de sangue oculto nas fezes. Resposta correta, letra.D Questão 19: Dica do autor: BI-RADS 0 significa que a mamografia foi inconclusiva e que são necessários exames complementares para esclarecimento. Um dos motivos mais comuns para isso é a alta densidade mamária: tecido fibroglandular denso pode mascarar lesões na mamografia, reduzindo a sensibilidade do exame. Nesses casos, o pulo do gato é recorrer a métodos de imagem que não dependam de contraste por densidade, sendo a ultrassonografia mamária a extensão lógica e de fácil acesso — ela é ótima para diferenciar lesões císticas de sólidas, localizar nódulos palpáveis não vistos na mamografia e orientar procedimentos percutâneos. Em resumo: BI-RADS 0 pede investigação adicional; em mamas densas e com queixa palpável, o caminho inicial é a US localizada (e, se necessário, vistas mamográficas complementares ou até ressonância em cenários selecionados). Biópsia só entra quando houver imagem suspeita com indicação de amostragem, e marcadores tumorais não têm papel diagnóstico nessa etapa. Alternativa A: INCORRETA. Repetir a mamografia nem sempre é a melhor primeira atitude. BI-RADS 0 significa necessidade de exames adicionais — às vezes isso é resolvido com incidência mamográfica complementar (com- pressão localizada, incidências oblíquas) se houver suspeita técnica ou para melhor caracterizar uma imagem já vista. Porém, em mamas difusamente densas e com nódulo palpável que não aparece na mamografia, a ultrassonografia é o exame complementar mais indicado inicialmente. Ou seja: repetir mamografia só faria sentido se houver suspeita de problema técnico ou necessidade de incidências adicionais, mas não é a conduta de escolhaautomática aqui. Alternativa B: INCORRETA. Encaminhar direto para biópsia é precipitado quando o exame de imagem é inconclusivo e não há lesão claramente identificada que justifique amostragem. A biópsia é indicada quando há imagem suspeita (BI-RADS 4/5) ou quando o nódulo palpável é localizado e visualizado por imagem que permita orientação (ultrassom guiado, por exemplo). Primeiro é preciso buscar o complemento diagnóstico — geralmente ultrassonografia — e, se esta mostrar lesão suspeita, aí sim considerar core biopsy. Alternativa C: CORRETA. Solicitar ultrassonografia mamária é a conduta indicada. Na presença de mamas densas ao exame físico e mamografia BI-RADS 0 com queixa de nódulo à palpação, a ultrassonografia é o exame complementar de escolha: detecta lesões não visíveis na mamografia, distingue cistos de lesões sólidas e permite guiar punções ou biópsias quando necessário. É o passo prático e objetivo para elucidação diagnóstica imediata. Alternativa D: INCORRETA. Dosagem de marcadores tumorais não tem papel no diagnóstico inicial de nódulo mamário ou como método complementar após mamografia inconclusiva. Marcadores séricos não são sensíveis/es- pecíficos para detectar câncer de mama em fase inicial e não substituem imagem ou biópsia. Portanto, não é a ação adequada neste contexto. Resposta: Alternativa C COMENTÁRIOS | 21 Questão 20: Dica do autor: Em recém-nascidos não vigorosos nascidos em líquido amniótico meconial, o risco imediato é a aspiração de mecônio para as vias aéreas e alve�olos, o que pode causar obstrução mecânica, broncoespasmo, inativação do surfactante e insuficiência respiratória. O pulo do gato é garantir vias aéreas livres antes de insuflar os pulmões: a conduta preconizada é a aspiração traqueal imediata sob visão direta (intubação seguida de aspiração ao retirar o cateter) antes das primeiras ventilações com pressão positiva, para evitar empurrar mecônio mais profundamente. Ventilar com ar ambiente (iniciar com O2 a 21% e ajustar conforme resposta) é a estratégia inicial para recém�nascidos a termo; oxigênio suplementar em concentrações maiores só é usado se a oxigenação/FR/FC não melhorarem com ventilação adequada. Compressões e adrenalina são medidas de segunda linha, reservadas quando, mesmo após ventilação eficaz por tempo adequado, a frequência cardíaca permanece abaixo de 60 bpm. Em resumo: para recém�nascido não vigoroso com mecônio, priorize aspiração traqueal imediata e, em seguida, ventilação eficaz com pressão positiva em ar ambiente, sem dar 100% de O2 rotineiramente e sem iniciar compressões/adrenalina sem antes ventilar corretamente. Alternativa A: INCORRETA. Iniciar ventilação com ambu e máscara antes de remover o mecônio pode empurrar secreções para dentro das vias aéreas inferiores e piorar a obstrução/alveolite. Em recém�nascido não vigoroso com mecônio espesso, o ideal é aspiração traqueal antes das primeiras ventilações. Máscara e ambu só são aceitáveis se intubação/aspiração traqueal não forem possíveis imediatamente. Alternativa B: INCORRETA. A redação está confusa: “iniciar ventilação com tubo oro�traqueal” implicaria intubação, o que seria adequado, porém a alternativa diz aspirar após recuperação da frequência cardíaca — isso posterga a aspiração traqueal e as primeiras ventilações efetivas. A aspiração traqueal deve ser feita antes de ventilar em recém�nascido não vigoroso com mecônio, não depois de esperar a FC melhorar. Alternativa C: INCORRETA. Administrar adrenalina e iniciar massagem cardíaca sem antes garantir ventilação eficaz é fora de ordem. Compressões e adrenalina só entram quando, após ventilação adequada por 30–60 segundos, a frequência cardíaca permanece