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SIMULADO FINAL - Comunidade Revalida

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Questões resolvidas

Um menino de 9 anos, com diagnóstico prévio de asma brônquica, é levado à Unidade de Emergência com quadro de dispneia intensa e "chiado" iniciado há 4 horas. A mãe relata que utilizou três jatos de salbutamol em casa, sem melhora. Ao exame físico, o paciente apresenta-se agitado, sentado e encurvado para frente. Consegue responder às perguntas do médico utilizando apenas palavras isoladas. Dados vitais e exame segmentar: Frequência Respiratória: 38 irpm; Frequência Cardíaca: 135 bpm; Saturação de O2 (SpO2 ): 89% em ar ambiente; Musculatura acessória: Presença de tiragem intercostal e fúrcula evidentes.
Considerando os critérios de classificação e o protocolo de tratamento apresentados nos anexos, qual é a classificação da crise e a conduta imediata correta?
A) Exacerbação Leve a Moderada; administrar 4 a 10 puffs de SABA (Salbutamol) a cada 20 minutos por 1 hora e considerar corticoide sistêmico se não houver resposta plena.
B) Exacerbação Grave; iniciar oxigenioterapia para manter SpO2 ≥94%, administrar 4 a 10 puffs de SABA associado ao Brometo de Ipratrópio e prescrever Corticoide Sistêmico na admissão.
C) Exacerbação Grave; indicar imediatamente Intubação Orotraqueal e ventilação mecânica, visto que o rebaixamento do nível de consciência e a SpO2 <90% indicam falência respiratória iminente.
D) Exacerbação Leve a Moderada; realizar nebulização com Soro Fisiológico a 3% e Adrenalina, visando reduzir o edema de mucosa, associado à Dexametasona intramuscular.

Uma mulher de 27 anos procura a Unidade Básica de Saúde devido à ausência de menstruação há 9 meses. Relata que a menarca ocorreu aos 12 anos e que possuía ciclos regulares até o início do quadro. Nega galactorreia, alterações visuais, perda de peso acentuada ou prática de exercícios extenuantes. No histórico médico, nega cirurgias uterinas (curetagens) ou infecções pélvicas. Ao exame físico: mamas e genitália externa com desenvolvimento normal (Tanner M5P5); IMC de 23 kg/m ². Resultados da investigação inicial: Beta-hCG: Negativo. TSH e Prolactina: Normais. Teste da Progesterona (Medroxiprogesterona 10mg/dia por 10 dias): Ausência de sangramento. Teste do Estrogênio + Progesterona: Presença de sangramento após a interrupção. Dosagem de FSH: 62 mUI/mL (Referência: 2 a 10 mUI/mL na fase folicular). Cariótipo: 46,XX. Ultrassonografia Transvaginal: Útero de volume normal; ovários de volume normal apresentando diversos folículos primordiais e antrais pequenos.
Qual é o diagnóstico mais provável?
A) Síndrome de Asherman; visto que a falha no teste da progesterona confirma a presença de sinéquias uterinas obliterantes, independentemente do resultado do teste combinado.
B) Insuficiência Ovariana Prematura (IOP) por depleção folicular; caracterizada pelo hipogonadismo hipergonadotrófico e falência na resposta aos testes hormonais.
C) Síndrome de Savage (Síndrome dos Ovários Resistentes); pois a paciente apresenta cariótipo normal, níveis elevados de gonadotrofinas e presença de folículos à ultrassonografia, indicando resistência periférica aos receptores de FSH/LH.
D) Amenorreia Hipotalâmica Funcional; justificada pela falha no teste da progesterona, embora os níveis de FSH devessem estar baixos ou inapropriadamente normais.

Homem de 38 anos, 92 kg, eletricista industrial, é admitido no pronto-socorro após explosão elétrica de alta voltagem em subestação fechada. Segundo colegas de trabalho, o paciente permaneceu desacordado por aproximadamente 4 minutos, sendo encontrado em ambiente com intensa fumaça. Durante o transporte evoluiu com piora progressiva do padrão respiratório. Na admissão, apresenta Glasgow 12, FC = 156 bpm, PA = 84 × 48 mmHg, FR = 40 irpm e saturação = 82% em máscara não reinalante. Observam-se queimaduras de espessura parcial profunda em tórax anterior, ambos os membros superiores e face anterior do membro inferior esquerdo, além de áreas endurecidas e esbranquiçadas em antebraço direito. Apresenta vibrissas chamuscadas, rouquidão intensa, estridor inspiratório discreto e escarro carbonáceo. À palpação do membro superior direito, há importante dor desproporcional ao exame físico, aumento da tensão muscular e redução progressiva dos pulsos distais. Nas primeiras horas de atendimento, apesar da reposição volêmica inicial, evolui com débito urinário de 18 mL/h, urina escurecida, creatinina = 2,8 mg/dL, ureia = 96 mg/dL, CK = 32.000 U/L, potássio = 6,8 mEq/L, bicarbonato = 14 mEq/L, lactato = 7,2 mmol/L e gasometria arterial evidenciando acidose metabólica grave. O eletrocardiograma demonstra ondas T apiculadas difusas.
A alternativa que apresenta a melhor interpretação fisiopatológica do quadro e a conduta prioritária é:
(A) Insuficiência renal aguda pré-renal secundária à perda volêmica cutânea; deve-se evitar expansão agressiva devido ao risco de edema pulmonar na contusão térmica inalatória.
(B) Injúria renal aguda intrínseca por necrose tubular aguda pigmentária secundária à rabdomiólise, sendo necessária proteção imediata de via aérea, reposição volêmica guiada por débito urinário e descompressão cirúrgica do compartimento acometido.
(C) Insuficiência renal aguda pós-renal secundária à obstrução tubular por cristais de ácido úrico, sendo indicada alcalinização isolada da urina e antibioticoterapia profilática sistêmica precoce.
(D) Choque séptico secundário à perda da barreira cutânea, sendo prioritário iniciar vasopressor precoce e adiar intubação até confirmação broncoscópica de lesão inalatória.

Um lactente de 14 meses é levado à Unidade Básica de Saúde devido a quadro de diarreia há 2 dias, com cerca de 4 episódios de fezes amolecidas por dia, sem sangue ou muco. A mãe relata que a criança apresentou um episódio de vômito hoje cedo, mas continua aceitando bem o aleitamento materno e a alimentação habitual. Ao exame físico: paciente alerta, ativo, com lágrimas presentes, olhos normais (não encovados), mucosas úmidas e sinal do prega que desaparece imediatamente. O tempo de enchimento capilar é de 2 segundos. De acordo com o Manual de Manejo da Doença Diarreica Aguda do Ministério da Saúde,
qual é a classificação do estado de hidratação e a conduta correta?
(A) Sem desidratação (Plano A); manter tratamento domiciliar com aumento da oferta de líquidos, administrar Sais de Reidratação Oral (SRO) após cada evacuação diarreica (50 a 100 ml), manter a alimentação habitual e prescrever Zinco (20 mg/dia) por 10 a 14 dias.
(B) Desidratação leve a moderada (Plano B); iniciar Terapia de Reidratação Oral (TRO) na unidade de saúde com oferta de 50 a 100 ml/kg de SRO em um período de 4 a 6 horas, suspendendo a alimentação sólida temporariamente.
(C) Sem desidratação (Plano A); orientar o uso de anti-histamínicos para controle do vômito, prescrever loperamida para reduzir a frequência das evacuações e recomendar a suspensão de derivados do leite por 7 dias.
(D) Desidratação Grave (Plano C); encaminhar para internação hospitalar imediata para expansão volêmica com Soro Fisiológico 0,9% por via intravenosa, visto que o episódio de vômito indica falha na via oral.

Uma mulher de 42 anos, G3P3 (partos vaginais), procura a Unidade Básica de Saúde queixando-se de aumento progressivo do fluxo menstrual há cerca de 1 ano. Relata que o sangramento dura 8 a 10 dias, com presença de coágulos e necessidade de troca de absorventes a cada 2 horas nos primeiros dias. Queixa-se também de dor pélvica tipo "peso" e dismenorreia secundária. Ao exame físico: paciente descorada (+/4+); abdome com útero palpável a cerca de 3 cm acima da sínfise púbica. Ao toque bimanual: útero aumentado de volume (compatível com 12 semanas), contornos irregulares e consistência endurecida. O exame especular mostra colo sem lesões, com sangramento ativo pelo orifício externo. O teste de gravidez (Beta-hCG) é negativo. Considerando as causas estruturais de SUA,
qual é a principal hipótese diagnóstica e o achado esperado na ultrassonografia transvaginal?
(A) Adenomiose; presença de útero de formato globular, com áreas císticas miometrais e espessamento assimétrico das paredes uterinas (zona juncional > 12 mm).
(B) Leiomiomatose Uterina; presença de nódulos hipoecoicos bem delimitados, sendo os de localização submucosa os mais prováveis responsáveis pelo quadro hemorrágico.
(C) Pólipo Endometrial; imagem de espessamento endometrial focal, hiperecogênica, com pedículo vascular visível ao Doppler colorido.
(D) Hiperplasia Endometrial; espessamento endometrial difuso e heterogêneo, sendo obrigatória a realização de biópsia para excluir atipias celulares ou malignidade.

Um recém-nascido (RN) de 39 semanas de idade gestacional, parto vaginal, nasce sem intercorrências e apresenta exame físico normal (assintomático). Ao revisar o prontuário materno, o pediatra observa que a mãe recebeu o diagnóstico de Sífilis Latente Tardia durante o pré-natal, tendo realizado o tratamento com três doses de Penicilina G Benzatina (2,4 milhões UI cada). No entanto, a última dose foi administrada há apenas 15 dias da data do parto. O VDRL materno no momento do parto é 1:4 e o VDRL do RN (sangue periférico) é 1:4.
Qual é o manejo adequado para este recém-nascido?
(A) Classificar como RN de mãe adequadamente tratada; como o VDRL do RN é igual ao materno e o bebê é assintomático, não é necessária investigação laboratorial, apenas seguimento ambulatorial.
(B) Classificar como RN de mãe inadequadamente tratada; realizar investigação completa (hemograma, líquor, radiografia de ossos longos e VDRL) e, caso todos os exames sejam normais e o VDRL seja reagente, realizar dose única de Penicilina Benzatina (50.000 Ul/kg).
(C) Classificar como RN de mãe inadequadamente tratada; realizar investigação completa; se houver qualquer alteração nos exames ou o VDRL for reagente em qualquer titulação (mesmo 1:4), tratar com Penicilina Cristalina (ou Procína) por 10 dias.
(D) Classificar como RN de mãe adequadamente tratada; realizar apenas o VDRL do RN e radiografia de ossos longos; se normais, o bebê pode receber alta com agendamento de retorno para teste treponêmico após os 18 meses.

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Questões resolvidas

Um menino de 9 anos, com diagnóstico prévio de asma brônquica, é levado à Unidade de Emergência com quadro de dispneia intensa e "chiado" iniciado há 4 horas. A mãe relata que utilizou três jatos de salbutamol em casa, sem melhora. Ao exame físico, o paciente apresenta-se agitado, sentado e encurvado para frente. Consegue responder às perguntas do médico utilizando apenas palavras isoladas. Dados vitais e exame segmentar: Frequência Respiratória: 38 irpm; Frequência Cardíaca: 135 bpm; Saturação de O2 (SpO2 ): 89% em ar ambiente; Musculatura acessória: Presença de tiragem intercostal e fúrcula evidentes.
Considerando os critérios de classificação e o protocolo de tratamento apresentados nos anexos, qual é a classificação da crise e a conduta imediata correta?
A) Exacerbação Leve a Moderada; administrar 4 a 10 puffs de SABA (Salbutamol) a cada 20 minutos por 1 hora e considerar corticoide sistêmico se não houver resposta plena.
B) Exacerbação Grave; iniciar oxigenioterapia para manter SpO2 ≥94%, administrar 4 a 10 puffs de SABA associado ao Brometo de Ipratrópio e prescrever Corticoide Sistêmico na admissão.
C) Exacerbação Grave; indicar imediatamente Intubação Orotraqueal e ventilação mecânica, visto que o rebaixamento do nível de consciência e a SpO2 <90% indicam falência respiratória iminente.
D) Exacerbação Leve a Moderada; realizar nebulização com Soro Fisiológico a 3% e Adrenalina, visando reduzir o edema de mucosa, associado à Dexametasona intramuscular.

Uma mulher de 27 anos procura a Unidade Básica de Saúde devido à ausência de menstruação há 9 meses. Relata que a menarca ocorreu aos 12 anos e que possuía ciclos regulares até o início do quadro. Nega galactorreia, alterações visuais, perda de peso acentuada ou prática de exercícios extenuantes. No histórico médico, nega cirurgias uterinas (curetagens) ou infecções pélvicas. Ao exame físico: mamas e genitália externa com desenvolvimento normal (Tanner M5P5); IMC de 23 kg/m ². Resultados da investigação inicial: Beta-hCG: Negativo. TSH e Prolactina: Normais. Teste da Progesterona (Medroxiprogesterona 10mg/dia por 10 dias): Ausência de sangramento. Teste do Estrogênio + Progesterona: Presença de sangramento após a interrupção. Dosagem de FSH: 62 mUI/mL (Referência: 2 a 10 mUI/mL na fase folicular). Cariótipo: 46,XX. Ultrassonografia Transvaginal: Útero de volume normal; ovários de volume normal apresentando diversos folículos primordiais e antrais pequenos.
Qual é o diagnóstico mais provável?
A) Síndrome de Asherman; visto que a falha no teste da progesterona confirma a presença de sinéquias uterinas obliterantes, independentemente do resultado do teste combinado.
B) Insuficiência Ovariana Prematura (IOP) por depleção folicular; caracterizada pelo hipogonadismo hipergonadotrófico e falência na resposta aos testes hormonais.
C) Síndrome de Savage (Síndrome dos Ovários Resistentes); pois a paciente apresenta cariótipo normal, níveis elevados de gonadotrofinas e presença de folículos à ultrassonografia, indicando resistência periférica aos receptores de FSH/LH.
D) Amenorreia Hipotalâmica Funcional; justificada pela falha no teste da progesterona, embora os níveis de FSH devessem estar baixos ou inapropriadamente normais.

Homem de 38 anos, 92 kg, eletricista industrial, é admitido no pronto-socorro após explosão elétrica de alta voltagem em subestação fechada. Segundo colegas de trabalho, o paciente permaneceu desacordado por aproximadamente 4 minutos, sendo encontrado em ambiente com intensa fumaça. Durante o transporte evoluiu com piora progressiva do padrão respiratório. Na admissão, apresenta Glasgow 12, FC = 156 bpm, PA = 84 × 48 mmHg, FR = 40 irpm e saturação = 82% em máscara não reinalante. Observam-se queimaduras de espessura parcial profunda em tórax anterior, ambos os membros superiores e face anterior do membro inferior esquerdo, além de áreas endurecidas e esbranquiçadas em antebraço direito. Apresenta vibrissas chamuscadas, rouquidão intensa, estridor inspiratório discreto e escarro carbonáceo. À palpação do membro superior direito, há importante dor desproporcional ao exame físico, aumento da tensão muscular e redução progressiva dos pulsos distais. Nas primeiras horas de atendimento, apesar da reposição volêmica inicial, evolui com débito urinário de 18 mL/h, urina escurecida, creatinina = 2,8 mg/dL, ureia = 96 mg/dL, CK = 32.000 U/L, potássio = 6,8 mEq/L, bicarbonato = 14 mEq/L, lactato = 7,2 mmol/L e gasometria arterial evidenciando acidose metabólica grave. O eletrocardiograma demonstra ondas T apiculadas difusas.
A alternativa que apresenta a melhor interpretação fisiopatológica do quadro e a conduta prioritária é:
(A) Insuficiência renal aguda pré-renal secundária à perda volêmica cutânea; deve-se evitar expansão agressiva devido ao risco de edema pulmonar na contusão térmica inalatória.
(B) Injúria renal aguda intrínseca por necrose tubular aguda pigmentária secundária à rabdomiólise, sendo necessária proteção imediata de via aérea, reposição volêmica guiada por débito urinário e descompressão cirúrgica do compartimento acometido.
(C) Insuficiência renal aguda pós-renal secundária à obstrução tubular por cristais de ácido úrico, sendo indicada alcalinização isolada da urina e antibioticoterapia profilática sistêmica precoce.
(D) Choque séptico secundário à perda da barreira cutânea, sendo prioritário iniciar vasopressor precoce e adiar intubação até confirmação broncoscópica de lesão inalatória.

Um lactente de 14 meses é levado à Unidade Básica de Saúde devido a quadro de diarreia há 2 dias, com cerca de 4 episódios de fezes amolecidas por dia, sem sangue ou muco. A mãe relata que a criança apresentou um episódio de vômito hoje cedo, mas continua aceitando bem o aleitamento materno e a alimentação habitual. Ao exame físico: paciente alerta, ativo, com lágrimas presentes, olhos normais (não encovados), mucosas úmidas e sinal do prega que desaparece imediatamente. O tempo de enchimento capilar é de 2 segundos. De acordo com o Manual de Manejo da Doença Diarreica Aguda do Ministério da Saúde,
qual é a classificação do estado de hidratação e a conduta correta?
(A) Sem desidratação (Plano A); manter tratamento domiciliar com aumento da oferta de líquidos, administrar Sais de Reidratação Oral (SRO) após cada evacuação diarreica (50 a 100 ml), manter a alimentação habitual e prescrever Zinco (20 mg/dia) por 10 a 14 dias.
(B) Desidratação leve a moderada (Plano B); iniciar Terapia de Reidratação Oral (TRO) na unidade de saúde com oferta de 50 a 100 ml/kg de SRO em um período de 4 a 6 horas, suspendendo a alimentação sólida temporariamente.
(C) Sem desidratação (Plano A); orientar o uso de anti-histamínicos para controle do vômito, prescrever loperamida para reduzir a frequência das evacuações e recomendar a suspensão de derivados do leite por 7 dias.
(D) Desidratação Grave (Plano C); encaminhar para internação hospitalar imediata para expansão volêmica com Soro Fisiológico 0,9% por via intravenosa, visto que o episódio de vômito indica falha na via oral.

Uma mulher de 42 anos, G3P3 (partos vaginais), procura a Unidade Básica de Saúde queixando-se de aumento progressivo do fluxo menstrual há cerca de 1 ano. Relata que o sangramento dura 8 a 10 dias, com presença de coágulos e necessidade de troca de absorventes a cada 2 horas nos primeiros dias. Queixa-se também de dor pélvica tipo "peso" e dismenorreia secundária. Ao exame físico: paciente descorada (+/4+); abdome com útero palpável a cerca de 3 cm acima da sínfise púbica. Ao toque bimanual: útero aumentado de volume (compatível com 12 semanas), contornos irregulares e consistência endurecida. O exame especular mostra colo sem lesões, com sangramento ativo pelo orifício externo. O teste de gravidez (Beta-hCG) é negativo. Considerando as causas estruturais de SUA,
qual é a principal hipótese diagnóstica e o achado esperado na ultrassonografia transvaginal?
(A) Adenomiose; presença de útero de formato globular, com áreas císticas miometrais e espessamento assimétrico das paredes uterinas (zona juncional > 12 mm).
(B) Leiomiomatose Uterina; presença de nódulos hipoecoicos bem delimitados, sendo os de localização submucosa os mais prováveis responsáveis pelo quadro hemorrágico.
(C) Pólipo Endometrial; imagem de espessamento endometrial focal, hiperecogênica, com pedículo vascular visível ao Doppler colorido.
(D) Hiperplasia Endometrial; espessamento endometrial difuso e heterogêneo, sendo obrigatória a realização de biópsia para excluir atipias celulares ou malignidade.

Um recém-nascido (RN) de 39 semanas de idade gestacional, parto vaginal, nasce sem intercorrências e apresenta exame físico normal (assintomático). Ao revisar o prontuário materno, o pediatra observa que a mãe recebeu o diagnóstico de Sífilis Latente Tardia durante o pré-natal, tendo realizado o tratamento com três doses de Penicilina G Benzatina (2,4 milhões UI cada). No entanto, a última dose foi administrada há apenas 15 dias da data do parto. O VDRL materno no momento do parto é 1:4 e o VDRL do RN (sangue periférico) é 1:4.
Qual é o manejo adequado para este recém-nascido?
(A) Classificar como RN de mãe adequadamente tratada; como o VDRL do RN é igual ao materno e o bebê é assintomático, não é necessária investigação laboratorial, apenas seguimento ambulatorial.
(B) Classificar como RN de mãe inadequadamente tratada; realizar investigação completa (hemograma, líquor, radiografia de ossos longos e VDRL) e, caso todos os exames sejam normais e o VDRL seja reagente, realizar dose única de Penicilina Benzatina (50.000 Ul/kg).
(C) Classificar como RN de mãe inadequadamente tratada; realizar investigação completa; se houver qualquer alteração nos exames ou o VDRL for reagente em qualquer titulação (mesmo 1:4), tratar com Penicilina Cristalina (ou Procína) por 10 dias.
(D) Classificar como RN de mãe adequadamente tratada; realizar apenas o VDRL do RN e radiografia de ossos longos; se normais, o bebê pode receber alta com agendamento de retorno para teste treponêmico após os 18 meses.

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LEIA COM ATENÇÃO AS INSTRUÇÕES ABAIXO
1. Verifique se, além deste Caderno, você recebeu o CARTÃO-RESPOSTA, destinado à transcrição das 
respostas das questões de múltipla escolha 
2. Confira se este Caderno contém 100 (cem) questões de múltipla escolha 
3. Verifique se o seu nome está correto no CARTÃO-RESPOSTA. Caso contrário, avise imediatamente ao 
Chefe de Sala.
4. Indique no CARTÃO-RESPOSTA o tipo do caderno de prova.
5. As respostas da prova e do questionário de percepção da prova deverão ser transcritas, com caneta 
esferográfica de tinta preta, fabricada em material transparente.
6. A prova terá duração de 5 (cinco) horas. Lembre-se de reservar um período para transcrição das respostas 
para o CARTÃO-RESPOSTA.
7. Não realize qualquer espécie de consulta ou comunicação com os demais participantes durante o período 
de prova.
8. Ao terminar a prova, acene para o Chefe de Sala e aguarde-o em sua carteira. Ele recolherá o seu material 
de prova e coletará a sua assinatura na Lista de Presença.
9. Atenção! Você deverá permanecer na sala de aplicação por, no mínimo, 2 (duas) horas a partir do início da 
prova e só poderá levar este Caderno quando faltarem 30 minutos para o término da prova.
10. O CARTÃO-RESPOSTA deverá ser entregue ao Chefe de Sala ao término da prova.
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A força não nasce quando tudo é fácil,mas quando vocé aprende a continuar apesar das dores.
Homem de 64 anos, hipertenso há 12 anos em uso
regular de enalapril e hidroclorotiazida, é atendido no
ambulatório de clínica médica por piora da dispneia.
Refere que há 2 meses não consegue mais deitar
plano na cama sem sentir falta de ar, acordando à
noite com ortopneia (usa 3 travesseiros). Ao exame
físico: bulhas cardíacas hipofonéticas, ritmo regular
em 3 tempos com presença de B3, estase jugular a
45°, edema de membros inferiores com cacifo
(++/4+), estertores crepitantes em bases pulmonares
bilateralmente. Pressão arterial: 162 x 96 mmHg.
Ecocardiograma: dilatação de câmaras esquerdas
com fração de ejeção de 30% (método de Simpson).
BNP sérico: 920 pg/mL. Função renal e eletrólitos
normais.
Considerando o diagnóstico e o perfil hemodinâmico
do paciente, qual fármaco deve ser acrescentado ao
tratamento com maior impacto demonstrado na
redução de mortalidade nessa condição?
(A) Carvedilol.
(B) Furosemida em altas doses.
(C) Digoxina.
(D) Anlodipino.
QUESTÃO 1
1
QUESTÃO 2
Homem de 68 anos, tabagista de 50 maços-ano,
refere perda ponderal de 12 kg em 4 meses, icterícia
progressiva, colúria e prurido intenso. Nega febre. Ao
exame físico, apresenta vesícula biliar palpável e
indolor. Exames laboratoriais mostram bilirrubina
total = 14 mg/dL, direta = 11 mg/dL, FA e GGT
elevadas e CA 19-9 = 980 U/mL. Tomografia
evidencia massa sólida em cabeça pancreática com
dilatação simultânea do colédoco e ducto pancreático
principal, sem invasão vascular arterial ou
metástases.
A conduta mais adequada é:
(A) Colecistectomia videolaparoscópica com
colangiografia intraoperatória.
(B) Duodenopancreatectomia cefálica (procedimento
de Whipple).
(C) CPRE com papilotomia como tratamento
definitivo da lesão.
(D) Quimioterapia neoadjuvante isolada, pois
tumores de cabeça pancreática são irressecáveis ao
diagnóstico.
Um menino de 4 anos é levado pela mãe à Unidade
Básica de Saúde com quadro de tosse produtiva e
febre alta (39,2 °C) há 3 dias. A mãe relata que hoje
a criança passou a "respirar mais rápido" e está mais
caidinha. Ao exame físico: paciente em regular
estado geral, corado, hidratado e febril.
Dados vitais: Frequência Respiratória: 44 irpm;
Frequência Cardíaca: 110 bpm; Saturação de O2 :
95% em ar ambiente.
Ausculta pulmonar: Presença de estertores finos
localizados em base de hemitórax direito. Ausência
de sibilos ou estridor. Não há tiragem subcostal ou
batimento de asa de nariz.
De acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde e
os dados da tabela em anexo, qual é o diagnóstico e
a conduta correta?
A) Crise de Asma Aguda; iniciar uso de Salbutamol
via inalatória (com espaçador) e prescrever ciclo
curto de corticoide sistêmico (Prednisolona).
B) Bronquiolite Viral Aguda; indicar internação
hospitalar para suporte com oxigênio e higiene nasal,
visto que a frequência respiratória está elevada para
a idade.
C) Crupe Viral (Laringite); administrar Dexametasona
(0,6 mg/kg) por via oral em dose única e realizar
nebulização com adrenalina se houver estridor em
repouso.
D)Pneumonia Bacteriana; iniciar tratamento
ambulatorial com Amoxicilina oral (50 mg/kg/dia) e
orientar retorno para reavaliação em 48-72 horas.
QUESTÃO 3
Uma mulher de 36 anos, G2P2, procura a UBS para
consulta de planejamento familiar, pois deseja iniciar
um método anticoncepcional altamente eficaz.
Durante a anamnese, a paciente relata ser tabagista
(consome cerca de 20 cigarros por dia) há 10 anos e
refere episódios frequentes de cefaléia intensa
precedida por escotomas cintilantes e parestesia em
mão direita. Nega outras comorbidades, e seu exame
físico revela PA 120 x 80 mmHg e IMC 24 kg/m ².
Qual é a conduta correta para esta paciente?
(A) Prescrever Anticoncepcional Oral Combinado
(Etinilestradiol + Levonorgestrel); visto que a
paciente é jovem, possui PA normal e o tabagismo
abaixo de 40 anos é considerado contraindicação
apenas relativa (Categoria 3).
(B) Indicar o Anel Vaginal Combinado (Etonogestrel
+ Etinilestradiol); pois a absorção vaginal evita o
efeito de primeira passagem hepática, reduzindo o
risco de eventos tromboembólicos em fumantes.
(C) Contraindicar qualquer método que contenha
estrogênio (combinados); pois a paciente apresenta
duas contraindicações absolutas (Categoria 4):
tabagismo ≥ 15 cigarros/dia em mulheres ≥ 35 anos
e enxaqueca com aura.
(D) Prescrever Injetável Mensal (Mesigyna); uma vez
que métodos parenterais possuem menor dose de
estrogênio que os orais, sendo permitidos para
pacientes com enxaqueca sem aura, conforme o
anexo.
QUESTÃO 4
@comunidade_revalida @comunidade_revalida @comunidade_revalida @comunidade_revalida @comu
Agente comunitário de saúde (ACS) relata ao médico
de família que um idoso de 70 anos acamado,
portador de sequela de AVC com hemiplegia direita,
não consegue comparecer à UBS para consultas. O
cuidador é a esposa, 68 anos, com limitações físicas.
O paciente usa sonda nasogástrica, apresentou
úlcera de pressão grau 2 há 2 meses e está
recebendo curativo pela enfermeira da equipe.
Médico planeja abordagem completa para esse
paciente.
Qual é o nível de atenção desse cuidado e qual é a
ação mais completa da equipe nesse contexto?
(A) Atenção Primária; visita domiciliar
multiprofissional para avaliação integral, adaptação
do domicílio, orientação ao cuidador, rastreamento
de sobrecarga da esposa e articulação com Rede de
Atenção à Pessoa com Deficiência.
(B) Atenção Terciária; o paciente deve ser
encaminhado para hospital de reabilitação.
(C) Atenção Secundária; encaminhar ao ambulatório
de neurologia para seguimento.
(D) Atenção Primária; apenas renovar as prescrições
em receituário e não é necessária visita domiciliar
pois há cuidador disponível.
QUESTÃO 5
2
QUESTÃO 6
Homem de 61 anos, diabético tipo 2 e hipertenso há
18 anos, retorna ao ambulatório com os seguintes
exames: creatinina sérica: 4,1 mg/dL (TFG estimada:
16 mL/min/1,73m²); potássio: 6,2 mEq/L;
bicarbonato: 13 mEq/L; hemoglobina: 8,4 g/dL;
fósforo: 6,8 mg/dL; PTH intacto: 420 pg/mL;
albuminúria: 3,8 g/24h. ECG: ondas T apiculadas nas
derivações precordiais.
Quais são as complicações presentes e qual tem
prioridade de tratamento imediato?
(A) Hipercalemia com alterações eletrocardiográficas
é a complicação de maior risco imediato; gluconato
de cálcio IV deve ser administrado primeiro para
estabilizar membrana cardíaca.
(B) Anemia é a complicação prioritária; administrar
eritropoetina subcutânea e ferro IV imediatamente.
(C) Acidose metabólica é a prioridade; bicarbonato
de sódio oral em dose única resolve todas as
complicações.
(D) Hiperfosfatemia é a complicação mais grave;
iniciar carbonato de cálcio antes dede supressão
com 1 mg de dexametasona overnight: cortisol = 7,2
mcg/dL (não suprimido).
Após confirmação bioquímica do hipercortisolismo,
qual é o próximo passo diagnóstico para identificar a
etiologia?
(A) Repetir o cortisol urinário de 24h para confirmar o
resultado antes de investigar a etiologia.
(B) Ressonância de hipófise como primeiro exame,
pois o adenoma hipofisário é a causa mais comum.
(C) Cintilografia adrenal com iodo-131 para identificar
nódulos hiperfuncionantes.
(D) ACTH sérico plasmático; se suprimido sugere
origem adrenal autônoma; se elevado ou normal
sugere causa ACTH-dependente (hipofisária ou
ectópica).
Em um paciente submetido a uma laparotomia
eletiva, apresentando fatores de risco para
deiscência de ferida operatória (como obesidade
grau III e uso crônico de corticosteroides), o cirurgião
identifica que a pele e o tecido subcutâneo estão sob
elevada tensão mecânica no momento do
fechamento. Considerando os princípios de síntese
cirúrgica e a prevenção de complicações cicatriciais,
qual a conduta técnica mais adequada?
A) Realizar sutura intradérmica com fio
monofilamentar absorvível de longa absorção (ex:
Polidioxanona), visando reduzir a reação inflamatória
e evitar a necessidade de retirada de pontos em uma
pele fragilizada.
B) Optar pela síntese cutânea com pontos separados
do tipo "U" horizontal (colchoeiro horizontal), pois
esta técnica promove a inversão das bordas da
ferida, garantindo maior contato da derme e
aumentando a força tênsil imediata.
C) Utilizar a técnica de pontos separados verticais
(ponto de Donati), que permite a eversão das bordas
cutâneas e a distribuição da tensão em dois planos
(profundo e superficial), auxiliando na obliteração do
espaço morto e minimizando o risco de isquemia na
linha de incisão.
D) Realizar o fechamento do plano subcutâneo com
pontos invertidos de material multifilamentar (ex:
Poliglactina 910) para aproximar as bordas,
dispensando a sutura cutânea, que deve ser
substituída por adesivo tecidual de cianoacrilato para
evitar o efeito "corpo estranho" dos fios.
QUESTÃO 57
QUESTÃO 58
Um menino de 6 anos é levado à Unidade de Pronto
Atendimento com quadro de febre (38,5 °C), cefaleia
holocraniana e três episódios de vômitos iniciados há
18 horas. Ao exame físico, o paciente apresenta-se
em bom estado geral, orientado, sem déficits
motores ou convulsões. Observa-se presença de
rigidez de nuca, com sinais de Brudzinski e Kerning
positivos. Não há petéquias ou sufusões
hemorrágicas na pele. Foi realizada punção lombar,
e o laudo do líquido cefalorraquidiano (LCR) revelou:
Aspecto: Límpido e incolor.
Citometria: 120 células/mm³ (predomínio de 85%
de linfomononucleares).
Glicose: 62 mg/dL (Glicemia sérica: 95 mg/dL).
Proteínas: 45 mg/dL (Valor de referência: até 40
mg/dL).
Bacterioscopia (Gram): Ausência de
microrganismos.
Considerando o quadro clínico e os achados
laboratoriais, qual é o diagnóstico mais provável e a
conduta recomendada pelo Ministério da Saúde?
(A) Meningite Bacteriana Aguda; iniciar
imediatamente Ceftriaxona intravenosa, visto que o
predomínio de linfócitos pode ocorrer na fase inicial
de infecções por Streptococcus pneumoniae.
(B) Meningite Viral; o quadro clínico e o líquor são
sugestivos de etiologia viral (provavelmente por
Enterovírus), sendo a conduta baseada em suporte,
analgesia e observação clínica.
(C) Meningite Tuberculosa; devido à pleocitose
linfocitária e hiperproteinorraquia leve, devendo-se
iniciar o esquema RIPE (Rifampicina, Isoniazida,
Pirazinamida e Etambutol) associado a corticoide.
(D) Meningoencefalite Herpética; iniciar Aciclovir
intravenoso imediatamente, pois a presença de
sinais meníngeos e pleocitose com glicose normal é
patognomônica de infecção pelo vírus Herpes
Simplex tipo 1.
15
@comunidade_revalida @comunidade_revalida @comunidade_revalida @comunidade_revalida @comu
Mulher de 30 anos, G1P0, comparece à primeira
consulta de pré-natal com 10 semanas de gestação
confirmada por ultrassom. Sem queixas. Exames
solicitados: tipagem sanguínea O+, VDRL não
reagente, HIV não reagente, HBsAg negativo,
rubéola: susceptível (IgG negativo), toxoplasmose
IgG negativo e IgM negativo, glicemia de jejum 91
mg/dL, hemograma normal, urina tipo 1 normal.
Quais são as condutas prioritárias nessa consulta?
(A) Orientar que a vacina para rubéola é
contraindicada durante a gestação; reforçar medidas
de prevenção para toxoplasmose (carne bem cozida,
evitar contato com fezes de gatos); prescrever ácido
fólico 0,4 mg/dia e sulfato ferroso profilático; repetir
sorologias de toxoplasmose e rubéola em 2-3 meses.
(B) Iniciar imunoglobulina para rubéola, pois a
paciente é susceptível e está grávida.
(C) Solicitar amniocentese pela susceptibilidade à
rubéola e toxoplasmose.
(D) Vacinar imediatamente para rubéola, pois a
vacina de vírus atenuado é segura no primeiro
trimestre.
QUESTÃO 59
QUESTÃO 60
Lactente de 6 meses é trazido à UBS para
puericultura. Em aleitamento materno exclusivo.
Peso ao nascer: 3.100 g; peso atual: 5.300 g. Mãe
refere que a avó insiste em dar água, chá e papa de
fruta à criança. Desenvolvimento: sustenta a cabeça,
rola, leva objetos à boca, balbucia. Sem febre ou
intercorrências.
Qual é a avaliação nutricional e a orientação correta
para a família?
(A) Ganho ponderal abaixo do esperado; reforçar o
aleitamento materno, orientar que água, chás e
outros alimentos não devem ser oferecidos antes dos
6 meses completos e iniciar a alimentação
complementar a partir desta idade, mantendo o leite
materno.
(B) Ganho ponderal adequado para a idade; iniciar
alimentação complementar aos 6 meses, porém
orientar a suspensão gradual do aleitamento materno
para favorecer a aceitação dos novos alimentos.
(C) Ganho ponderal insuficiente; complementar
imediatamente com fórmula infantil e introduzir
alimentos energéticos, independentemente da
manutenção do aleitamento materno exclusivo até os
6 meses.
(D) Ganho ponderal discretamente abaixo do
esperado; iniciar alimentação complementar e
permitir a oferta regular de água e chás para
melhorar a hidratação e o apetite da criança.
Homem de 48 anos, com hipertensão conhecida e
uso irregular de losartana, chega à emergência com
cefaleia occipital de forte intensidade (8/10) e
epistaxe moderada. PA: 218 x 126 mmHg. Ao exame
físico: paciente ansioso, fundoscopia normal (sem
papiledema), ausência de déficit neurológico, ECG
normal, troponina negativa, creatinina 1,1 mg/dL,
urina sem proteinúria significativa.
Qual é o diagnóstico e a conduta correta para esse
paciente?
(A) Pseudocrise hipertensiva; alta imediata com
orientação para retornar ao médico assistente.
(B) Emergência hipertensiva; internação em UTI e
nitroprussiato IV com redução imediata de 25% da
PA em 1 hora.
(C) Elevação importante da PA; reduzir PA
gradualmente em 24–48h com medicação oral
(captopril, anlodipino ou clonidina VO); não é
necessário internar em UTI.
(D) Urgência hipertensiva; hidralazina IV até atingir
PAde critérios de
temperatura/hemodinâmica explícitos.
(D) O diagnóstico de morte encefálica depende
unicamente do resultado do teste de apneia, sem
necessidade de avaliação clínica adicional, intervalo
entre médicos ou verificação de fatores que possam
confundir o exame.
16
@comunidade_revalida @comunidade_revalida @comunidade_revalida @comunidade_revalida @comu
UUm menino de 10 anos é levado à Unidade Básica
de Saúde devido a uma dor intensa no joelho
esquerdo que o impede de caminhar. A mãe relata
que, há dois dias, a dor era no tornozelo direito, mas
melhorou espontaneamente antes de surgir no
joelho. Refere também que o filho apresentou febre
(38,6 °C) nas últimas 24 horas. Ao ser questionada
sobre antecedentes, a mãe lembra que a criança
teve uma "dor de garganta forte" há cerca de três
semanas, a qual não foi tratada com antibióticos.
Ao exame físico:
·O joelho esquerdo apresenta edema, calor e
limitação funcional.
·À ausculta cardíaca, observa-se ritmo regular,
taquicárdico, com presença de sopro pansistólico
(3+/6+) em foco mitral.
·Observam-se manchas avermelhadas com bordas
nítidas e centro claro em tronco (eritema marginado).
Exames laboratoriais: PCR e VHS elevados.
Qual é o diagnóstico e a conduta inicial correta?
A) Doença de Kawasaki; pela associação de febre,
exantema e sopro cardíaco, exigindo internação para
administração de Imunoglobulina venosa e AAS em
altas doses para prevenir aneurismas coronarianos.
B) Artrite Séptica; devido à febre alta e artrite aguda,
devendo-se realizar punção articular imediata para
bacterioscopia e cultura, além de iniciar
antibioticoterapia venosa para cobertura de S.
aureus.
C) Artrite Idiopática Juvenil (AIJ); visto que a cardite
e a poliartrite são manifestações comuns dessa
doença autoimune, sendo o tratamento de escolha o
uso de anti-inflamatórios não esteroidais por pelo
menos 6 semanas.
D) Febre Reumática; o diagnóstico é firmado pela
presença de 3 critérios maiores (poliartrite, cardite e
eritema marginado), sendo necessária a solicitação
de ASLO para comprovação de infecção
estreptocócica prévia e início de Penicilina G
Benzatina
.
QUESTÃO 63
QUESTÃO 64
Mulher de 26 anos, G1P1, que está amamentando
filho de 2 meses exclusivamente ao seio, sem
retorno da menstruação, busca orientação sobre
anticoncepção. Não tem comorbidades. Não fuma.
Deseja um método seguro que não interfira na
amamentação.
Qual método contraceptivo hormonal é indicado e a
partir de quando pode ser iniciado?
(A) Progestogênio isolado (minipílula, implante
subdérmico ou SIU-LNG/DIU hormonal); pode ser
iniciado a partir de 6 semanas pós-parto sem
prejudicar a lactação ou a saúde do lactente.
(B) Contraceptivo oral combinado (estrogênio +
progestogênio); pode ser iniciado com 6 semanas
pós-parto em mulheres que amamentam.
(C) Injetável mensal combinado (cipionato de
estradiol + acetato de medroxiprogesterona); é o
método de escolha para lactantes.
(D) DIU de cobre pode ser iniciado apenas após o
desmame.
Paciente com tuberculose pulmonar bacilífera inicia
tratamento. Durante a investigação dos contactantes
domiciliares, identificam-se sua esposa de 50 anos,
assintomática, com radiografia de tórax normal e
PPD de 14 mm; um filho de 3 anos, assintomático,
com radiografia de tórax normal e sem realização de
PPD; e um filho de 20 anos, assintomático, com
radiografia de tórax normal e PPD de 5 mm. Todos
apresentam sorologia negativa para HIV. Após
exclusão de tuberculose ativa, qual é a conduta mais
adequada?
(A) Tratar a esposa e o filho de 20 anos para
infecção latente da tuberculose e prosseguir a
investigação do filho de 3 anos com teste para
infecção tuberculosa.
(B) Tratar apenas a esposa para infecção latente da
tuberculose, repetindo o PPD do filho de 20 anos em
8 semanas e mantendo o filho de 3 anos em
observação clínica.
(C) Repetir o PPD de todos os contactantes após 8
semanas antes de indicar qualquer tratamento para
infecção latente da tuberculose.
(D) Realizar apenas acompanhamento clínico e
radiológico dos contactantes, reservando tratamento
para aqueles que desenvolverem sintomas ou
alterações na radiografia.
QUESTÃO 65
QUESTÃO 66
Homem de 41 anos, HIV positivo diagnosticado há 6
meses, ainda sem TARV, CD4 = 42 células/mm³,
carga viral de 186.000 cópias/mL, procura o serviço
com cefaleia progressiva há 3 semanas, febre baixa
(37,6°C), náuseas e lentidão cognitiva. Exame
neurológico: rigidez de nuca discreta, sem déficits
focais. Punção lombar: pressão de abertura 380
mmH2O; leucócitos 8/mm³ (mononucleares); proteína
72 mg/dL; glicose 32 mg/dL (glicemia 96 mg/dL).
Tinta da China: positiva. Antígeno capsular de
Cryptococcus: positivo (título 1:512).
Qual é o tratamento de escolha e como deve ser
manejada a pressão intracraniana elevada?
(A) Anfotericina B lipossomal + flucitosina por 2
semanas (indução); fluconazol por 8 semanas
(consolidação); punções de alívio diárias se pressão
de abertura > 250 mmH2O.
(B) Fluconazol 400 mg/dia em monoterapia; TARV
iniciada imediatamente junto ao antifúngico.
(C) Sulfadiazina + pirimetamina; iniciar TARV na
mesma semana.
(D) Ceftriaxone IV + ampicilina; punção lombar de
controle em 48 horas.
17
@comunidade_revalida @comunidade_revalida @comunidade_revalida @comunidade_revalida @comu
Paciente de 66 anos submetido a cirurgia abdominal
limpa-contaminada. No 2º dia de pós-operatório
apresenta febre de 38,2°C, rubor, dor local e
secreção purulenta na incisão. O paciente é
diabético e obeso. Considerando os critérios de
diagnóstico e classificação da Infecção do Sítio
Cirúrgico (ISC) segundo CDC/SNT, qual afirmação
está correta?
(A) Classificação como infecção do sítio cirúrgico
superficial incisional (ISC superficial); critérios:
envolve pele e/ou tecido subcutâneo da incisão, com
secreção purulenta, ocorrendo ≤30 dias após a
cirurgia; conduta envolve abertura da ferida para
drenagem, higiene local, controle glicêmico e
antibiótico sistêmico conforme gravidade.
(B) Classificação como infecção do sítio cirúrgico
profundo incisional (ISC profundo); envolve tecidos
profundos da incisão (fáscia/músculo); conduta típica
é desbridamento cirúrgico com antibiótico
intravenoso de amplo espectro, sem necessidade de
abrir a ferida para drenagem.
(C) Classificação como infecção de órgão/espaço
(organ/space SSI); envolve cavidade ou órgão
operado; conduta recomendada é reoperação para
drenagem e antibiótico dirigido; não se enquadra
apenas pela presença de secreção na incisão.
(D) Não é infecção; trata-se de inflamação normal da
ferida operatória; manejo recomendado é apenas
curativo local sem necessidade de antibióticos.
QUESTÃO 67
QUESTÃO 68
Um menino de 3 anos é levado à Unidade Básica de
Saúde com quadro de irritabilidade importante, choro
persistente e febre de 38,9 °C iniciada há 24 horas. A
mãe relata que a criança estava "resfriada" há 5 dias
e que hoje ele passou a levar a mão à orelha direita
com frequência. Ao exame físico, o paciente
apresenta-se vígil, sem sinais de desidratação ou
meningismo. Não há dor à tração do pavilhão
auricular ou à pressão do trago. A otoscopia da
orelha direita revela: membrana timpânica
intensamente hiperemiada, opaca e com
abaulamento evidente, com perda dos marcos
anatômicos. A orelha esquerda apresenta-se normal.
Considerando os dados do anexo e a conduta
preconizada pelo Ministério da Saúde, qual é o
diagnóstico e a conduta correta?
A) Otite Externa Aguda; prescrever gotas otológicas
contendo antibiótico e corticoide, visto que a
hiperemia timpânica é secundária à inflamação do
conduto auditivo externo.
B) Otite Média Aguda (OMA); prescrever Amoxicilina
(50 mg/kg/dia) por 10 dias, orientar retorno em 48 a
72 horas para reavaliação e instruir a mãe sobre
sinais de alarme, como dor ou edema atrás da
orelha.
 C) Otite Média com Efusão (Serosa); adotar conduta
expectante e realizar nova otoscopia em 3 meses,
pois a presença de líquido atrás do tímpano sem
sinais sistêmicos não indica uso de antibióticos.
 D) Mastoidite Aguda; encaminhar imediatamente
para internação hospitalar e antibioticoterapiaintravenosa, visto que a febre alta associada à
otalgia em crianças configura urgência cirúrgica.
Gestante de 22 semanas. Sorologia de captação (10
semanas): IgG negativa e IgM negativa. Nova coleta
com 22 semanas: IgG positiva e IgM positiva com
avidez IgG baixa ( 5%
ou complicações: artesunato IV e internação
hospitalar.
(B) Cloroquina + primaquina por 7 dias; tratamento
ambulatorial sem necessidade de internação.
(C) Cloroquina em monoterapia por 3 dias;
falciparum é resistente à primaquina.
(D) Mefloquina dose única; malária falciparum não
grave pode ser tratada em dose única.
QUESTÃO 71
QUESTÃO 72
Um homem de 42 anos, motorista de caminhão,
procura a Unidade de Pronto Atendimento com
queixa de dor anal intensa e progressiva há 3 dias.
Refere que a dor é contínua, piora ao sentar-se e ao
evacuar, e que notou um "caroço" na região anal.
Relata também calafrios e sensação febril não
aferida nas últimas 12 horas. Nega sangramento
intestinal prévio ou alterações no hábito intestinal.
Exame físico:
Sinais vitais: PA 120/80 mmHg, FC 92 bpm,
Temperatura axilar 38,3 °C.
Inspeção anal: Presença de abaulamento na
região perianal, às 5 horas em posição de
litotomia, com eritema, calor local e flutuação à
palpação, extremamente doloroso. Não há
visualização de mamilos hemorroidários
prolapsados ou fissuras visíveis. O toque retal é
dificultado pela dor intensa, mas percebe-se
abaulamento lateral direito.
Qual é a principal hipótese diagnóstica e a conduta
imediata mais adequada?
(A) Hemorroida externa trombosada; tratamento com
banhos de assento mornos, analgésicos e prescrição
de diosmina + hesperidina via oral.
(B) Fissura anal aguda; prescrição de dieta rica em
fibras, nifedipina tópica a 2% e pomadas com
anestésico local.
(C) Abscesso perianal; realização de incisão e
drenagem imediata sob anestesia local ou sedação,
sem necessidade de aguardar exames de imagem.
(D) Cisto pilonidal infectado; antibioticoterapia
endovenosa com ciprofloxacino e metronidazol,
seguida de drenagem cirúrgica após 48 horas de
estabilização do quadro inflamatório.
Um adolescente de 13 anos e 8 meses de idade
comparece à Unidade Básica de Saúde
acompanhado pela mãe para uma consulta de rotina.
A mãe relata preocupação, pois o filho ainda não
apresenta pelos pubianos nem "mudança na voz",
enquanto seus colegas de escola já apresentam
esses sinais. O adolescente não possui queixas e o
gráfico de crescimento mostra que ele mantém uma
velocidade de crescimento constante, dentro do
canal familiar. Ao realizar o exame físico genital, o
médico observa ausência de pelos pubianos (Tanner
P1), mas constata, com o auxílio do orquidômetro de
Prader, um volume testicular bilateral de 5 mL e
discreto aumento do diâmetro da base do pênis.
Considerando o desenvolvimento puberal, qual é a
conduta correta?
(A) Diagnosticar Puberdade Tardia; solicitar
imediatamente radiografia de punho para avaliação
da idade óssea e dosagem de testosterona total,
visto que a pubarca (pelos) deveria ter ocorrido até
os 13 anos.
(B) Diagnosticar Desenvolvimento Puberal
Fisiológico; tranquilizar a família e explicar que a
puberdade já se iniciou, pois o aumento do volume
testicular (≥ 4 mL) é o seu primeiro sinal clínico e
precede a pubarca.
(C) Diagnosticar Atraso Constitucional do
Crescimento e Puberdade (ACCP); orientar o retorno
em 6 meses para reavaliação, pois o início da
puberdade masculina ocorre obrigatoriamente entre
os 9 e 12 anos.
(D) Investigar Hipogonadismo; solicitar exames de
imagem da sela túrcica e dosagens de
gonadotrofinas (LH e FSH), uma vez que a ausência
de caracteres sexuais secundários visíveis aos 13
anos é um sinal de alerta.
QUESTÃO 73
QUESTÃO 74
Mulher de 38 anos, G4P2C1, hipertensa há 8 anos
em uso de losartana 100 mg/dia, com 13 semanas
de gestação. Antecedente de pré-eclâmpsia grave na
segunda gestação. PA atual: 144 x 92 mmHg.
Creatinina: 0,9 mg/dL. Proteinúria de 24h: negativa.
Quais são as condutas prioritárias nessa gestação?
(A) Indicar cesárea eletiva com 34 semanas
independentemente da evolução clínica.
(B) Manter losartana durante toda a gestação, pois o
controle da PA é mais importante que o risco fetal.
(C) Suspender todos os anti-hipertensivos, pois
causam restrição de crescimento fetal.
(D) Substituir losartana por metildopa ou nifedipina
(losartana é contraindicada na gestação por risco de
nefrotoxicidade e morte fetal); iniciar AAS 100-150
mg/dia até 36 semanas pelo alto risco de pré-
eclâmpsia; solicitar Doppler de artérias uterinas entre
20-24 semanas.
19
@comunidade_revalida @comunidade_revalida @comunidade_revalida @comunidade_revalida @comu
Paciente de 48 anos com dor lombar e suspeita de
hérnia de disco aguarda há 6 meses na fila de
regulação para ressonância magnética de coluna
pelo SUS. Procura a UBS indignado. O médico de
família explica o funcionamento do sistema de
regulação e tenta atualizar a prioridade do caso.
Qual é a função do sistema de regulação no SUS e
qual é o papel do médico de família?
(A) A regulação organiza e controla o acesso aos
serviços de maior complexidade; o médico de família
pode justificar maior prioridade com base no quadro
clínico atualizado; o sistema deve garantir equidade
de acesso conforme critério clínico.
(B) A regulação apenas controla gastos do sistema; o
médico não pode interferir na fila.
(C) O sistema de regulação é exclusivo para serviços
privados credenciados ao SUS.
(D) A regulação define quem pode ou não ser
atendido pelo SUS com base na renda familiar.
QUESTÃO 75
QUESTÃO 76
Homem de 48 anos, previamente hígido, chega ao
pronto-socorro com dor precordial opressiva intensa
irradiada para o membro superior esquerdo há 1 hora
e 10 minutos. ECG: supradesnivelamento de ST em
D2, D3 e aVF (> 2 mm), com imagem especular em
V1-V4. FC: 56 bpm; PA: 82 x 50 mmHg;
extremidades frias; tempo de enchimento capilar > 3
segundos. Ausculta pulmonar limpa. O hospital
possui hemodinâmica disponível 24 horas, comtempo médio porta-balão de 55 minutos.
Qual é o diagnóstico e a conduta mais adequada?
(A) IAMCSST de parede inferior com choque
cardiogênico; angioplastia primária é a estratégia de
reperfusão de escolha; expansão volêmica cautelosa
e suporte vasopressor.
(B) IAMCSST de parede inferior; trombolítico
imediato mesmo havendo hemodinâmica disponível.
(C) IAMCSST de parede inferior; aguardar
ecocardiograma para confirmar antes de iniciar
reperfusão.
(D) IAMCSST de parede inferior sem indicação de
reperfusão por causa do choque cardiogênico.
Um homem de 62 anos, internado em Unidade de
Terapia Intensiva (UTI) com quadro de choque
séptico de foco abdominal, apresenta necessidade
de início de drogas vasoativas (noradrenalina) em
doses crescentes. Ao revisar os exames laboratoriais
do paciente, observa-se um tempo de protrombina
com RNI de 2,8 e contagem de plaquetas de
45.000/mm³. A equipe médica decide pela passagem
de um Cateter Venoso Central (CVC).
Considerando as condições clínicas do paciente e as
características dos sítios de punção, a conduta mais
adequada para este caso é realizar a punção na
veia:
(A) Subclávia, por ser o sítio de maior conforto para o
paciente e apresentar menores taxas de mau
posicionamento do cateter.
(B) Femoral, pois é o sítio com menor risco de
complicações mecânicas imediatas, como o
pneumotórax, sendo a primeira escolha em pacientes
com coagulopatia severa.
(C) Jugular Interna, preferencialmente guiada por
ultrassonografia, por permitir a compressão
mecânica em caso de formação de hematoma e
possuir menor risco de pneumotórax em relação à
subclávia.
(D) Subclávia, devido à facilidade de acesso mesmo
em pacientes obesos ou com distorções anatômicas,
independentemente do perfil de coagulação.
QUESTÃO 77
QUESTÃO 78
Um lactente de 18 meses é levado à Unidade Básica
de Saúde para consulta de puericultura. A mãe relata
que o filho "é muito independente", pois não chora
para pedir atenção e prefere brincar sozinho com as
rodas de seus carrinhos por longos períodos.
Durante a anamnese, o médico observa que a
criança não faz contato visual direto e não responde
quando chamada pelo nome, apesar de a mãe
garantir que ele ouve bem sons de desenhos na TV.
No histórico gestacional, consta que a mãe tem 42
anos e o lactente nasceu prematuro de 34 semanas,
com peso de 2.100g.
Considerando os dados do anexo e as
recomendações do Ministério da Saúde para a
triagem do TEA, qual é a conduta correta?
(A) Aguardar até os 3 anos de idade para avaliação;
visto que muitos atrasos de linguagem são
transitórios e o diagnóstico de autismo não pode ser
firmado antes da conclusão da poda neuronal da
primeira infância.
(B) Solicitar Ressonância Magnética de Crânio e
Eletroencefalograma; para investigar malformações
estruturais e crises de ausência, que são os
principais fatores de risco para movimentos
repetitivos na infância.
(C) Aplicar o questionário M-CHAT-R/F
imediatamente; pois a criança apresenta sinais de
alarme, está na faixa etária recomendada para a
triagem (16 a 30 meses) e possui fatores de risco
como idade materna avançada e baixo peso ao
nascer.
(D) Tranquilizar a mãe e orientar maior estímulo
social em casa; agendando retorno em 6 meses,
uma vez que a prematuridade justifica o atraso na
interação social e a ausência do sorriso social é o
único critério obrigatório aos 18 meses.
20
@comunidade_revalida @comunidade_revalida @comunidade_revalida @comunidade_revalida @comu
Gestante de 18 semanas, G1P0, em pré-natal de
baixo risco. Hemograma: hemoglobina 10,2 g/dL;
VCM 72 fL; HCM 24 pg; RDW 18%. Ferritina sérica:
6 ng/mL. Nega sangramento. Alimentação:
ovolactovegetariana estrita. Exame físico: palidez de
mucosas (+/4+).
Qual é o diagnóstico e o tratamento adequado?
(A) Anemia ferropriva gestacional; sulfato ferroso
com dose de 120 mg de ferro elementar/dia (dose
terapêutica, não profilática), preferencialmente em
jejum ou entre refeições com vitamina C para
melhorar absorção; controle de Hb em 4 semanas.
(B) Anemia megaloblástica; ácido fólico 5 mg/dia e
vitamina B12 injetável.
(C) Anemia fisiológica da gravidez; não tratar, valor
acima de 10 g/dL é normal.
(D) Talassemia beta menor; encaminhar à
hematologia e não tratar com ferro.
QUESTÃO 79
QUESTÃO 80
Casal comparece à UBS: mulher de 32 anos e
marido de 35 anos, com 3 filhos. Ambos desejam
esterilização definitiva. A mulher solicita laqueadura
tubária, o marido, vasectomia. Ambos assinam o
termo de vontade. O médico informa sobre o período
de reflexão de 60 dias previsto em lei.
Qual é a conduta correta do médico de família?
(A) Registrar a manifestação de vontade de ambos
em prontuário, fornecer informações sobre
reversibilidade, métodos alternativos e riscos;
agendar os procedimentos após o período legal de
60 dias; indicar que a vasectomia é menos invasiva e
pode ser feita em APS.
(B) Realizar a laqueadura imediatamente pois o casal
tem 3 filhos e está decidido.
(C) Negar o procedimento, pois a lei proíbe
esterilização em menores de 35 anos.
(D) Encaminhar apenas ao ginecologista sem
orientar sobre vasectomia como alternativa.
Mulher de 58 anos, em pós-operatório de 8 dias de
artroplastia total de joelho, desenvolve dispneia
súbita em repouso, taquicardia (FC 118 bpm) e dor
pleurítica em base direita. SpO2: 91% em ar
ambiente. ECG: taquicardia sinusal, padrão S1Q3T3
e bloqueio de ramo direito novo. D-dímero: 3.200
ng/mL. Escore de Wells: 7 pontos (alta
probabilidade).
Qual é a investigação confirmatória e qual a
anticoagulação inicial de escolha?
(A) Angiotomografia de tórax com contraste para
confirmar; anticoagulação com heparina de baixo
peso molecular ou heparina não fracionada IV;
trombólise se instabilidade hemodinâmica.
(B) Aguardar cintilografia ventilação-perfusão antes
de iniciar anticoagulação.
(C) Ecocardiograma transtorácico como exame
confirmatório; trombólise empírica sem confirmação
tomográfica.
(D) Alta com anticoagulante oral direto
(rivaroxabana) sem internação, pois o paciente está
estável.
QUESTÃO 81
QUESTÃO 82
Um homem de 26 anos é admitido na unidade de
emergência após ser vítima de ferimento por arma
branca (faca) na região cervical, localizado na Zona
II (entre o ângulo da mandíbula e a cartilagem
cricóide). O paciente está consciente e orientado.
Exame físico:
Sinais vitais: PA 115/75 mmHg, FC 88 bpm, FR
18 irpm, SpO2 97% em ar ambiente.
Inspeção: Nota-se ferimento de
aproximadamente 4 cm com transfixação do
músculo platisma. Há presença de enfisema
subcutâneo palpável ao redor da ferida e
observa-se a saída de pequenas bolhas de ar
pelo orifício da lesão durante os esforços
respiratórios do paciente. Não há hematomas
expansivos ou sangramento ativo vultoso.
Diante do quadro clínico apresentado, qual a conduta
imediata mais adequada?
(A) Solicitar Angiotomografia de pescoço para
descartar lesão vascular e definir a extensão do
trauma.
(B) Realizar broncoscopia e esofagoscopia na sala
de emergência para localizar o sítio da lesão
aerodigestiva.
(C) Encaminhar o paciente imediatamente ao centro
cirúrgico para realização de cervicotomia
exploradora.
(D) Realizar a exploração digital da ferida sob
anestesia local e, caso não haja sangramento,
manter em observação clínica por 24 horas.
21
@comunidade_revalida @comunidade_revalida @comunidade_revalida @comunidade_revalida @comu
Um recém-nascido de 38 semanas, com peso de
2.100 g (Pequeno para a Idade Gestacional - PIG),
apresenta-se com 2 horas de vida. A equipe de
enfermagem chama o médico pois o bebê passou a
apresentar tremores de extremidades, hipotonia e
sucção débil ao seio materno. É realizada uma
glicemia capilar de triagem que revela o valor de 32
mg/dL.
Considerando os dados do anexo e o quadro clínico
descrito, qual é a conduta imediata correta?
(A) Oferecer dieta imediata (leite materno ou fórmula)
e realizar uma nova aferição da glicemia em 1 hora,
visto que o valor está acima de 25 mg/dL.
(B) Administrar bolus de Glicose a 10% (2 ml/kg) por
via intravenosa, seguido de manutenção com
Velocidade de Infusão de Glicose (VIG) de 8mg/kg/min e monitorização subsequente.
(C) Apenas monitorar o RN e repetir a glicemia em
30 minutos, pois os tremores podem ser decorrentes
do frio (estresse térmico) e a glicemia tende a se
estabilizar espontaneamente após as primeiras 4
horas.
(D) Iniciar quimioprofilaxia para sepse neonatal
precoce, visto que a hipotonia e a hipoglicemia em
um RN PIG são sinais patognomônicos de infecção
bacteriana, independentemente do valor da glicemia.
QUESTÃO 83
QUESTÃO 84
Gestante de 35 anos, G1P0, com 12 semanas de
gestação, sem histórico familiar de
cromossomopatias, mas com idade materna como
fator de risco isolado para aneuploidias. Pergunta
sobre as opções de rastreamento disponíveis no
sistema de saúde.
Qual é a melhor estratégia de rastreamento para
síndrome de Down nessa idade gestacional?
(A) Teste combinado do primeiro trimestre
(translucência nucal + PAPP-A + beta-HCG livre
entre 11-13+6 semanas) é o rastreamento não
invasivo de maior eficácia nessa fase; DNA fetal livre
no sangue materno (NIPT) tem maior sensibilidade
mas custo elevado.
(B) Amniocentese imediata, pois mulheres acima de
35 anos têm indicação absoluta de diagnóstico
invasivo.
(C) Apenas ultrassonografia morfológica de segundo
trimestre; o primeiro trimestre não tem valor
diagnóstico.
(D) Biópsia de vilo corial sem triagem prévia para
todas as gestantes acima de 35 anos.
Idoso de 80 anos, em uso de 9 medicamentos
(enalapril, carvedilol, furosemida, espironolactona,
AAS, clopidogrel, clonazepam, amitriptilina e
omeprazol), comparece à consulta com queda há 3
dias e escoriações no joelho. Filho relata que o pai
fica "zonzo" ao levantar e tem dormido muito durante
o dia. Exame: hipotensão ortostática confirmada
(queda PA ≥ 20 mmHg), MEEM 20/30.
Quais medicamentos devem ser prioritariamente
revisados e por quê?
(A) Clonazepam e amitriptilina são medicamentos
potencialmente inapropriados para idosos (Critérios
de Beers): causam sedação excessiva, confusão,
hipotensão e risco de quedas; a polifarmácia com 9
medicamentos também deve ser sistematicamente
revisada.
(B) Furosemida e enalapril devem ser suspensos,
pois são a principal causa de tontura.
(C) AAS e clopidogrel devem ser suspensos por risco
de sangramento em idosos.
(D) Omeprazol deve ser suspenso, pois inibidores de
bomba de próton causam hipotensão em idosos.
QUESTÃO 85
QUESTÃO 86
Mulher de 38 anos, obesa, com histórico de
colelitíase, é trazida ao pronto-socorro com dor
abdominal epigástrica em faixa irradiando para o
dorso, de início há 10 horas após refeição gordurosa
copiosa. Associa vômitos de repetição sem alívio da
dor. Temperatura: 37,2°C. Exame: abdome com
defesa voluntária em epigástrio, sem irritação
peritoneal. Amilase: 2.100 U/L; lipase: 3.800 U/L;
bilirrubina total: 3,2 mg/dL; fosfatase alcalina 280
U/L. Ultrassom: colelitíase múltipla, colédoco 9 mm,
sem vesícula com sinais inflamatórios agudos.
Qual é o diagnóstico, a etiologia provável e a
conduta inicial?
(A) Pancreatite aguda biliar; hidratação venosa
vigorosa com cristaloides, analgesia adequada, dieta
oral suspensa; colangiopancreatografia retrógrada
endoscópica (CPRE) se sinais de colangite ou
obstrução persistente.
(B) Pancreatite aguda; iniciar antibiótico profilático
com imipeném em todo paciente com pancreatite,
independentemente da gravidade.
(C) Úlcera péptica perfurada; indicar laparotomia
exploradora de urgência.
(D) Pancreatite aguda grave; indicar nutrição
parenteral total desde as primeiras 24 horas.
22
@comunidade_revalida @comunidade_revalida @comunidade_revalida @comunidade_revalida @comu
Um homem de 28 anos é admitido no serviço de
emergência após ser vítima de ferimento por arma
branca (faca) na região do epigástrio. O paciente
está lúcido, orientado e refere apenas dor local.
Exame físico: Sinais vitais: PA 125/85 mmHg, FC 78
bpm, FR 16 irpm, SpO2 98%. Abdome: Ferimento de
aproximadamente 3 cm em linha média, logo acima
da cicatriz umbilical. O abdome encontra-se plano,
ruídos hidroaéreos presentes, indolor à
descompressão brusca, sem sinais de peritonite e
sem evidência de evisceração.
De acordo com o protocolo de atendimento ao
trauma, qual é a conduta inicial mais adequada para
este paciente?
(A) Realizar Tomografia de Abdome e Pelve com
contraste venoso para descartar lesões de vísceras
maciças.
(B) Indicar Laparotomia Exploradora imediata, pois
todo ferimento penetrante por arma branca no
abdome anterior requer cirurgia.
(C) Realizar exploração local da ferida sob anestesia
local para verificar a integridade da aponeurose
posterior.
(D) Realizar o FAST (Focused Assessment with
Sonography for Trauma) na sala de emergência e, se
negativo, dar alta hospitalar.
QUESTÃO 87
QUESTÃO 88
Um recém-nascido a termo, com 48 horas de vida,
nascido de parto vaginal sem intercorrências e em
aleitamento materno exclusivo, apresenta coloração
amarelada de pele atingindo face e tronco superior
(Zona II de Kramer). O exame físico é normal, com o
bebê alerta, hidratado e com boa sucção. A mãe é O
positivo e o bebê também é O positivo. Foram
solicitados exames que revelaram: Bilirrubina Total =
9,5 mg/dl e Bilirrubina Direta = 0,4 mg/dl. Qual é a
classificação correta e a justificativa para este
achado?
(A) Icterícia Patológica; deve ser investigada
imediatamente com teste de Coombs e reticulócitos,
pois níveis de bilirrubina total acima de 5 mg/dl nas
primeiras 48 horas indicam hemólise por deficiência
enzimática.
(B) Icterícia Fisiológica; caracteriza-se por surgir
após as 24 horas de vida, apresentar apenas
aumento de bilirrubina indireta e ter como uma das
causas o aumento da circulação entero-hepática e o
maior número de hemácias no neonato.
(C) Colestase Neonatal; o diagnóstico é sugerido
pelo aumento da bilirrubina indireta associado à
imaturidade do metabolismo hepático, devendo-se
prescrever fototerapia imediata para evitar o declínio
após o 7º dia.
(D) Icterícia Fisiológica; ocorre devido à destruição
acelerada de hemácias com tempo de meia-vida
longo, resultando em níveis de bilirrubina direta
elevados até o final da primeira semana de vida.
Gestante de 36 anos, HIV positiva desde 2018, em
TARV com tenofovir + lamivudina + dolutegravir,
carga viral indetectável (@comunidade_revalida @comu
Homem de 32 anos, sem antecedentes, apresenta
terceiro episódio em 1 ano de crise tônico-clônica
generalizada, sem fator precipitante identificado.
Após a crise, apresentou confusão mental transitória
(período pós-ictal) de 20 minutos. EEG intercrítico:
complexos de ponta-onda generalizada de 3 Hz. RM
de crânio: normal. Sem história familiar de epilepsia.
Qual é o diagnóstico e qual antiepiléptico deve ser
escolhido para esse paciente?
(A) Epilepsia generalizada idiopática; ácido valproico
(valproato de sódio) é a primeira escolha para crises
generalizadas; discutir restrições (dirigir, altura,
natação).
(B) Epilepsia do lobo temporal; carbamazepina como
primeira escolha.
(C) Não iniciar antiepiléptico; a terceira crise não
configura diagnóstico de epilepsia.
(D) Epilepsia focal; lamotrigina em dose alta como
primeira linha.
QUESTÃO 91
QUESTÃO 92
Uma mulher de 72 anos, com antecedentes de
hipertensão arterial e fibrilação atrial crônica (em uso
irregular de varfarina), é trazida à emergência com
queixa de dor abdominal súbita e excruciante há 4
horas. Refere dois episódios de vômitos desde o
início do quadro.
Exame físico: Sinais vitais: PA 130/80 mmHg, FC 112
bpm (ritmo irregular), FR 22 irpm, Temperatura 36,8
°C. Abdome: Levemente distendido, ruídos
hidroaéreos diminuídos. À palpação, o abdome
encontra-se flácido, sem massas e sem sinais de
irritação peritoneal (descompressão brusca
negativa), apesar da paciente demonstrar sofrimento
intenso e gritar de dor durante o exame. Laboratório:
Leucocitose (16.000/mm³ com desvio à esquerda),
Lactato sérico de 4,5 mmol/L (Ref:e exantema
polimórfico (máculas, pápulas, vesículas e crostas)
há 4 dias, com diagnóstico clínico de varicela. A mãe
relata que, nas últimas 24 horas, a criança voltou a
apresentar febre alta (39,2 °C) e passou a se queixar
de dor intensa em algumas lesões no tronco. Ao
exame físico, o médico observa que algumas
vesículas apresentam conteúdo purulento e estão
circundadas por uma área de eritema, calor e
endurecimento cutâneo. Além disso, a mãe
questiona se pode continuar administrando Ácido
Acetilsalicílico (AAS) para as dores no corpo da
criança.
Considerando os dados do anexo e as condutas em
pediatria, assinale a alternativa correta:
(A) A principal complicação apresentada é a infecção
cutânea bacteriana secundária; devendo-se iniciar
antibioticoterapia sistêmica. Além disso, o AAS deve
ser suspenso imediatamente devido ao risco de
desenvolvimento da Síndrome de Reye.
(B) O quadro clínico sugere a Síndrome de Reye em
fase inicial; caracterizada pelo retorno da febre e
purulência das lesões, sendo o uso do AAS a
conduta de escolha para prevenir a encefalopatia
hepática associada.
(C) Trata-se de uma infecção disseminada por
varicela; complicação comum em crianças
imunocompetentes, que exige a internação imediata
para administração de Aciclovir intravenoso e
monitorização da função renal.
(D) O paciente apresenta uma reativação precoce do
vírus (Herpes-zóster); sendo esta a complicação
mais frequente em menores de 12 anos, exigindo o
isolamento respiratório e de contato até a
cicatrização total das lesões.
25
@comunidade_revalida @comunidade_revalida @comunidade_revalida @comunidade_revalida @comu
Mulher de 54 anos, pós-menopáusica há 2 anos,
sem útero (histerectomizada por mioma há 5 anos),
refere fogachos intensos (12 episódios/dia), insônia,
ressecamento vaginal com dispareunia, e humor
deprimido. Mamografia e densitometria óssea
normais. Nega tabagismo, histórico pessoal ou
familiar de câncer de mama ou tromboembolismo.
Qual é a terapia hormonal mais adequada para essa
paciente?
(A) Estrogênio isolado (sem progestogênio, pois não
tem útero); via oral, transdérmica ou gel; reavaliar
anualmente risco-benefício.
(B) Estrogênio + progestogênio sequencial, pois toda
mulher na menopausa precisa de progestogênio.
(C) Fitoestrógenos como primeira linha; terapia
hormonal é sempre contraindicada após
histerectomia.
(D) Antidepressivo ISRS como única opção; terapia
hormonal é contraindicada em mulheres > 50 anos.
QUESTÃO 99
Uma equipe de saúde da família identifica elevado
índice de obesidade infantil em sua área. Propõem
um conjunto de ações: parceria com escolas para
modificação das cantinas e educação alimentar,
criação de hortas comunitárias, grupos de atividade
física para pais e crianças e advocacy com a gestão
municipal para criar ciclovias no bairro.
Essa estratégia está alinhada com qual referencial
teórico de promoção da saúde?
(A) Prevenção primária clássica; intervenção
individual sobre fatores de risco.
(B) Modelo biomédico; foco na doença e em
intervenções clínicas individuais.
(C) Prevenção secundária; detecção precoce de
casos de obesidade.
(D) Carta de Ottawa (1986); abordagem que combina
desenvolvimento de habilidades pessoais, ambientes
favoráveis, reorientação dos serviços e políticas
públicas saudáveis.
QUESTÃO 100
@comunidade_revalida @comunidade_revalida @comunidade_revalida @comunidade_revalida @comu
26
GABARITO
17
18
19
20
21
22
23
24
25
8
9
10
11
12
13
14
15
16
1 A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
2
3
4
5
6
7
42
43
44
45
46
47
48
49
50
33
34
35
36
37
38
39
40
41
26
27
28
29
30
31
32
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
67
68
69
70
71
72
73
74
75
58
59
60
61
62
63
64
65
66
51
52
53
54
55
56
57
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
92
93
94
95
96
97
98
99
100
83
84
85
86
87
88
89
90
91
76
77
78
79
80
81
82
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
A B C D
	CADERNO
	MAIO | 31
	LEIA COM ATENÇÃO AS INSTRUÇÕES ABAIXO
	A força não nasce quando tudo é fácil,mas quando vocé aprende a continuar apesar das dores.
	4.
	QUESTÃO 13
	QUESTÃO 21
	QUESTÃO 25
	QUESTÃO 38
	QUESTÃO 65
	QUESTÃO 66
	QUESTÃO 100
	GABARITO
	100qualquer outra
medida.
Mulher de 35 anos, vítima de acidente
automobilístico de alta energia, é admitida no pronto-
socorro com dor abdominal em hipocôndrio direito.
Ao exame físico, apresenta-se lúcida e orientada
(Glasgow 15), frequência cardíaca de 88 bpm,
pressão arterial de 100 × 60 mmHg e frequência
respiratória de 20 irpm. Abdome doloroso à palpação
em andar superior, sem sinais de irritação peritoneal.
Exames laboratoriais mostram hemoglobina = 11,2
g/dL e lactato = 1,8 mmol/L. Foi realizada tomografia
computadorizada de abdome com contraste, que
evidenciou moderada quantidade de líquido livre na
cavidade abdominal, hematoma subcapsular
hepático ocupando cerca de 40% da superfície do
fígado e laceração de aproximadamente 5 cm em
lobo esquerdo hepático, sem extravasamento ativo
de contraste.
Nesse caso, a conduta mais adequada é:
(A) Laparotomia exploradora com rafia da laceração
hepática e drenagem do hematoma subcapsular.
(B) Laparotomia com empacotamento hepático e
reabordagem cirúrgica programada após 48 horas.
(C) Internação em unidade de terapia intensiva com
monitorização hemodinâmica e hematócrito seriado.
(D) Internação em unidade de terapia intensiva com
monitorização hemodinâmica, hematócrito seriado e
tomografia de abdome obrigatoriamente a cada 48
horas.
QUESTÃO 7
Um menino de 9 anos, com diagnóstico prévio de
asma brônquica, é levado à Unidade de Emergência
com quadro de dispneia intensa e "chiado" iniciado
há 4 horas. A mãe relata que utilizou três jatos de
salbutamol em casa, sem melhora. Ao exame físico,
o paciente apresenta-se agitado, sentado e
encurvado para frente. Consegue responder às
perguntas do médico utilizando apenas palavras
isoladas.
Dados vitais e exame segmentar:
Frequência Respiratória: 38 irpm;
Frequência Cardíaca: 135 bpm;
Saturação de O2 (SpO2 ): 89% em ar ambiente;
Musculatura acessória: Presença de tiragem
intercostal e fúrcula evidentes.
Considerando os critérios de classificação e o
protocolo de tratamento apresentados nos anexos,
qual é a classificação da crise e a conduta imediata
correta?
(A) Exacerbação Leve a Moderada; administrar 4 a
10 puffs de SABA (Salbutamol) a cada 20 minutos
por 1 hora e considerar corticoide sistêmico se não
houver resposta plena.
(B) Exacerbação Grave; iniciar oxigenioterapia para
manter SpO2 ≥94%, administrar 4 a 10 puffs de
SABA associado ao Brometo de Ipratrópio e
prescrever Corticoide Sistêmico na admissão.
(C) Exacerbação Grave; indicar imediatamente
Intubação Orotraqueal e ventilação mecânica, visto
que o rebaixamento do nível de consciência e a
SpO2demonstra ondas T apiculadas
difusas.
A alternativa que apresenta a melhor interpretação
fisiopatológica do quadro e a conduta prioritária é:
(A) Insuficiência renal aguda pré-renal secundária à perda
volêmica cutânea; deve-se evitar expansão agressiva
devido ao risco de edema pulmonar na contusão térmica
inalatória.
(B) Injúria renal aguda intrínseca por necrose tubular
aguda pigmentária secundária à rabdomiólise, sendo
necessária proteção imediata de via aérea, reposição
volêmica guiada por débito urinário e descompressão
cirúrgica do compartimento acometido.
(C) Insuficiência renal aguda pós-renal secundária à
obstrução tubular por cristais de ácido úrico, sendo
indicada alcalinização isolada da urina e antibioticoterapia
profilática sistêmica precoce.
(D) Choque séptico secundário à perda da barreira
cutânea, sendo prioritário iniciar vasopressor precoce e
adiar intubação até confirmação broncoscópica de lesão
inalatória.
QUESTÃO 12
@comunidade_revalida @comunidade_revalida @comunidade_revalida @comunidade_revalida @comu
QUESTÃO 13
Um lactente de 14 meses é levado à Unidade Básica
de Saúde devido a quadro de diarreia há 2 dias, com
cerca de 4 episódios de fezes amolecidas por dia,
sem sangue ou muco. A mãe relata que a criança
apresentou um episódio de vômito hoje cedo, mas
continua aceitando bem o aleitamento materno e a
alimentação habitual. Ao exame físico: paciente
alerta, ativo, com lágrimas presentes, olhos normais
(não encovados), mucosas úmidas e sinal do prega
que desaparece imediatamente. O tempo de
enchimento capilar é de 2 segundos. De acordo com
o Manual de Manejo da Doença Diarreica Aguda do
Ministério da Saúde, qual é a classificação do estado
de hidratação e a conduta correta?
(A) Sem desidratação (Plano A); manter tratamento
domiciliar com aumento da oferta de líquidos,
administrar Sais de Reidratação Oral (SRO) após
cada evacuação diarreica (50 a 100 ml), manter a
alimentação habitual e prescrever Zinco (20 mg/dia)
por 10 a 14 dias.
(B) Desidratação leve a moderada (Plano B); iniciar
Terapia de Reidratação Oral (TRO) na unidade de
saúde com oferta de 50 a 100 ml/kg de SRO em um
período de 4 a 6 horas, suspendendo a alimentação
sólida temporariamente.
(C) Sem desidratação (Plano A); orientar o uso de
anti-histamínicos para controle do vômito, prescrever
loperamida para reduzir a frequência das
evacuações e recomendar a suspensão de derivados
do leite por 7 dias.
(D) Desidratação Grave (Plano C); encaminhar para
internação hospitalar imediata para expansão
volêmica com Soro Fisiológico 0,9% por via
intravenosa, visto que o episódio de vômito indica
falha na via oral
4
QUESTÃO 14
Uma mulher de 42 anos, G3P3 (partos vaginais),
procura a Unidade Básica de Saúde queixando-se de
aumento progressivo do fluxo menstrual há cerca de
1 ano. Relata que o sangramento dura 8 a 10 dias,
com presença de coágulos e necessidade de troca
de absorventes a cada 2 horas nos primeiros dias.
Queixa-se também de dor pélvica tipo "peso" e
dismenorreia secundária. Ao exame físico: paciente
descorada (+/4+); abdome com útero palpável a
cerca de 3 cm acima da sínfise púbica. Ao toque
bimanual: útero aumentado de volume (compatível
com 12 semanas), contornos irregulares e
consistência endurecida. O exame especular mostra
colo sem lesões, com sangramento ativo pelo orifício
externo. O teste de gravidez (Beta-hCG) é negativo.
Considerando as causas estruturais de SUA, qual é a
principal hipótese diagnóstica e o achado esperado
na ultrassonografia transvaginal?
(A) Adenomiose; presença de útero de formato
globular, com áreas císticas miometrais e
espessamento assimétrico das paredes uterinas
(zona juncional > 12 mm).
(B) Leiomiomatose Uterina; presença de nódulos
hipoecoicos bem delimitados, sendo os de
localização submucosa os mais prováveis
responsáveis pelo quadro hemorrágico.
(C) Pólipo Endometrial; imagem de espessamento
endometrial focal, hiperecogênica, com pedículo
vascular visível ao Doppler colorido.
(D) Hiperplasia Endometrial; espessamento
endometrial difuso e heterogêneo, sendo obrigatória
a realização de biópsia para excluir atipias celulares
ou malignidade.
Um novo teste rápido para diagnóstico de COVID-19
foi validado em 1.000 pacientes. Duzentos tinham
COVID confirmada por RT-PCR. O teste foi positivo
em 170 dos 200 doentes e em 40 dos 800 não
doentes.
Quais são, respectivamente, a sensibilidade, a
especificidade e o valor preditivo positivo do teste?
(A) Sensibilidade 85%, especificidade 95%, VPP
81%.
(B) Sensibilidade 95%, especificidade 85%, VPP
81%.
(C) Sensibilidade 85%, especificidade 80%, VPP
70%.
(D) Sensibilidade 80%, especificidade 95%, VPP
76%.
QUESTÃO 15
Homem de 28 anos, HIV positivo em TARV com CD4
de 95 células/mm³ e carga viral de 3.200 cópias/mL,
é atendido com febre, tosse não produtiva há 4
semanas, perda de 7 kg e diaforese noturna.
Radiografia de tórax: padrão miliar difuso bilateral.
Baciloscopia de escarro: negativa (2 amostras). LDH
elevada. Hemograma: pancitopenia leve.
Qual é a hipótese diagnóstica prioritária e a conduta
mais adequada?
(A) Linfoma não-Hodgkin; solicitar biópsia de medula
óssea antes de qualquer tratamento. 
(B) Pneumocistose (PCP); iniciar sulfametoxazol-
trimetoprima em altas doses.
(C) Histoplasmose disseminada; tratar com
anfotericina B sem investigar TB.
(D) Tuberculose miliar; iniciar esquema RIPE sem
aguardar cultura e considerar corticoterapia
adjuvante.
QUESTÃO 16
@comunidade_revalida @comunidade_revalida @comunidade_revalida @comunidade_revalida @comu
 Mulher de 49 anos procura o pronto-socorro com dor
abdominal em cólica, vômitos biliosos e parada da
eliminação de flatos há 18 horas. Relata colectomia
esquerda há 8 anos por diverticulite complicada. Ao
exame físico, apresenta-se desidratada, com abdome
discretamente distendido, timpânico e doloroso
difusamente, sem sinais de irritação peritoneal. Os
ruídos hidroaéreos estão aumentados em frequência
e timbre. Radiografia de abdome mostra múltiplos
níveis hidroaéreos centrais em “escada”, sem
pneumoperitônio. Exames laboratoriais sem
leucocitose importante e lactato normal.
A conduta mais adequada é:
(A) Laparotomia exploradora imediata devido ao risco
elevado de estrangulamento intestinal.
(B) Colonoscopia descompressiva associada à
antibioticoterapia venosa.
(C) Passagem de sonda nasogástrica, hidratação
venosa, correção hidroeletrolítica e observação
clínica.
(D) Administração de procinéticos e alta hospitalar
após melhora dos vômitos.
QUESTÃO 17
5
QUESTÃO 18
Um recém-nascido (RN) de 39 semanas de idade
gestacional, parto vaginal, nasce sem intercorrências
e apresenta exame físico normal (assintomático). Ao
revisar o prontuário materno, o pediatra observa que
a mãe recebeu o diagnóstico de Sífilis Latente Tardia
durante o pré-natal, tendo realizado o tratamento
com três doses de Penicilina G Benzatina (2,4
milhões UI cada). No entanto, a última dose foi
administrada há apenas 15 dias da data do parto. O
VDRL materno no momento do parto é 1:4 e o VDRL
do RN (sangue periférico) é 1:4. Qual é o manejo
adequado para este recém-nascido?
(A) Classificar como RN de mãe adequadamente
tratada; como o VDRL do RN é igual ao materno e o
bebê é assintomático, não é necessária investigação
laboratorial, apenas seguimento ambulatorial.
(B) Classificar como RN de mãe inadequadamente
tratada; realizar investigação completa (hemograma,
líquor, radiografia de ossos longos e VDRL) e, caso
todos os exames sejam normais e o VDRL seja
reagente, realizar dose única de Penicilina Benzatina
(50.000 Ul/kg).
(C) Classificar como RN de mãe inadequadamente
tratada; realizar investigação completa; se houver
qualquer alteração nos exames ou o VDRL for
reagente em qualquer titulação (mesmo 1:4), tratar
com Penicilina Cristalina (ou Procína) por 10 dias.
(D) Classificar como RN de mãe adequadamente
tratada; realizar apenas o VDRL do RN e radiografia
de ossos longos; se normais, o bebê pode receber
alta com agendamento de retorno para teste
treponêmico após os 18 meses.
Uma mulher de 38 anos, G2P2 (partosvaginais),
comparece à Unidade Básica de Saúde para buscar
o resultado de seu exame citopatológico de rotina.
Ela relata ciclos menstruais regulares e nega
sangramento intermenstrual ou pós-coital. O laudo
citopatológico revela: "Células glandulares atípicas
de significado indeterminado, possivelmente não
neoplásicas". O exame especular realizado no
momento da coleta não descreveu lesões
macroscópicas.Qual é a conduta imediata mais
adequada?
(A) Repetir o exame citopatológico em 6 meses; uma
vez que a atipia de células glandulares é
frequentemente associada a processos inflamatórios
benignos em mulheres abaixo de 40 anos.
(B) Encaminhar para Colposcopia; com avaliação
obrigatória do canal endocervical (por citologia com
escova ou curetagem) e avaliação endometrial
(ultrassonografia ou biópsia).
(C) Solicitar Ultrassonografia Transvaginal; para
medir a espessura endometrial e, caso esteja acima
de 5 mm, encaminhar para histeroscopia com
biópsia, postergando a colposcopia.
(D) Encaminhar para Colposcopia imediata; visando
realizar a biópsia de áreas acetobrancas no colo,
sendo que a avaliação do endométrio só estaria
indicada se a paciente tivesse mais de 50 anos.
QUESTÃO 19
Gestante de 30 anos, G2P1A0, com 35 semanas de
gestação, procura atendimento obstétrico devido a
cefaleia intensa e persistente há 2 dias, associada a
escotomas visuais, náuseas e dor em hipocôndrio
direito. Refere piora importante do edema em
membros inferiores e face na última semana. Nega
perda de líquido ou sangramento vaginal.
Ao exame físico: paciente consciente, orientada, PA
170x110 mmHg em duas aferições com intervalo
adequado, FC 96 bpm, edema ++/4+ em membros
inferiores, hiperreflexia patelar bilateral e clônus
discreto. Altura uterina compatível com idade
gestacional, BCF presente.
Qual o diagnóstico mais provável?
(A) Hipertensão gestacional
(B) Eclâmpsia
(C) Pré-eclâmpsia com sinais de deterioração clínica
(D) Síndrome HELLP
QUESTÃO 20
@comunidade_revalida @comunidade_revalida @comunidade_revalida @comunidade_revalida @comu
Mulher de 42 anos, florista, procura a UBS com lesão
nodular violácea no dorso do dedo indicador direito
há 6 semanas, que evoluiu para úlcera com bordas
elevadas e necrose central. Nos últimos 15 dias
surgiram nódulos endurecidos dolorosos
acompanhando o trajeto dos vasos linfáticos do
antebraço. Nega febre. Refere contato frequente com
terra, vasos de plantas e ramos cortados. Sem
melhora com antibióticos orais (amoxicilina por 10
dias).
Qual é a principal hipótese diagnóstica e o
tratamento de escolha?
(A) Esporotricose linfocutânea; itraconazol 100-200
mg/dia por mínimo de 3-6 meses.
(B) Leishmaniose cutânea; antimonial pentavalente
(glucantime).
(C) Esporotricose linfocutânea; cefalexina 500 mg
6/6h por 14 dias.
(D) Paracoccidioidomicose; cotrimoxazol por 12
meses.
QUESTÃO 21
6
QUESTÃO 22
Mulher de 42 anos procura o pronto-socorro com dor
em hipocôndrio direito há 24 horas, associada a
febre, náuseas e vômitos. Relata piora após
alimentação gordurosa. Ao exame físico, apresenta
temperatura axilar de 38,6 °C, frequência cardíaca de
108 bpm e sinal de Murphy positivo. Exames
laboratoriais mostram leucócitos = 17.800/mm³, PCR
= 18 mg/dL, bilirrubina total = 1,2 mg/dL, AST = 42
U/L e ALT = 48 U/L. Ultrassonografia evidencia
espessamento da parede vesicular de 6 mm, líquido
perivesicular e cálculo impactado em infundíbulo.
O diagnóstico e a conduta adequada são:
(A) Colangite aguda; drenagem biliar endoscópica.
(B) Pancreatite aguda; hidratação vigorosa e
analgesia.
(C) Colecistite aguda; antibioticoterapia e
colecistectomia videolaparoscópica.
(D) Hepatite aguda; tratamento conservador.
Um recém-nascido de 38 semanas, com peso de
2.100 g (pequeno para a idade gestacional), é
avaliado na sala de parto. A mãe, de 19 anos,
realizou apenas três consultas de pré-natal e relata
ter apresentado um quadro de febre baixa e
manchas vermelhas no corpo durante o segundo
mês de gestação, que regrediu espontaneamente.
Ao exame físico do neonato, observam-se:
microcefalia, múltiplas petéquias e equimoses em
tronco e face ("aspecto de muffin de mirtilo"),
presença de leucocoria (reflexo vermelho ausente)
em ambos os olhos e um sopro sistodiastólico
contínuo audível em borda esternal esquerda
superior. A triagem auditiva neonatal por emissões
otoacústicas resultou em "falha" bilateral.
Considerando os dados do anexo e o quadro clínico
descrito, qual é a principal hipótese diagnóstica e a
conduta recomendada?
(A) Toxoplasmose Congênita; realizar fundo de olho
para pesquisar coriorretinite e iniciar tratamento com
Sulfadiazina, Pirimetamina e Ácido Folínico por 12
meses.
(B) Citomegalovírus Congênito; solicitar tomografia
de crânio para pesquisar calcificações
periventriculares e iniciar tratamento com
Valganciclovir para prevenir a progressão da surdez.
(C) Síndrome da Rubéola Congênita; solicitar
ecocardiograma para confirmar persistência do ducto
arterioso, dosar anticorpos IgM específicos e tratar
as complicações, visto que não há antiviral específico
para a infecção.
(D) Sífilis Congênita; realizar radiografia de ossos
longos para pesquisar periostite e iniciar tratamento
com Penicilina Cristalina intravenosa por 10 dias,
devido ao alto risco de sequelas neurológicas.
QUESTÃO 23
Uma mulher de 38 anos, G3P3 (partos vaginais),
procura a Unidade Básica de Saúde para iniciar um
método contraceptivo de longa duração. Durante a
anamnese, relata ser tabagista (20 cigarros/dia) e
possuir diagnóstico de Hipertensão Arterial
Sistêmica, em uso irregular de medicação. Ao exame
físico, apresenta Pressão Arterial de 165 x 105
mmHg e IMC de 29 kg/m ². A paciente refere que
sofre com dismenorréia intensa e gostaria de um
método que reduzisse o fluxo menstrual.
Com base nos Critérios de Elegibilidade presentes
no anexo e nas diretrizes do Ministério da Saúde,
qual é a conduta mais adequada para esta paciente?
(A) Prescrever Anticoncepcional Oral Combinado;
visto que a hipertensão, embora presente, é de
estágio I e o tabagismo em mulheres abaixo de 40
anos não contraindica o uso de estrogênio.
(B) Indicar o Injetável Trimestral (Acetato de
Medroxiprogesterona de Depósito); por ser um
método de progestágeno isolado, sendo a opção de
escolha para hipertensas graves que desejam
amenorreia.
(C) Inserir o Implante Subdérmico de Etonogestrel;
pois é um LARC de progestágeno isolado
classificado como Categoria 2 para esta paciente,
sendo mais seguro que o injetável trimestral neste
cenário.
(D) Inserir o DIU de Cobre (TCu 380A); por ser um
método não hormonal (Categoria 1), sendo a única
opção segura para pacientes com múltiplos fatores
de risco cardiovascular, como tabagismo e
hipertensão.
QUESTÃO 24
@comunidade_revalida @comunidade_revalida @comunidade_revalida @comunidade_revalida @comu
Médica de família atende mulher de 32 anos que
relata abuso físico pelo marido nas últimas 3
semanas, com registro de lesões compatíveis ao
exame. A paciente se recusa a fazer boletim de
ocorrência e pede que a médica não relate a
ninguém. Diz ter medo de represálias caso a
situação seja exposta.
Qual é a conduta ética e legal mais adequada?
(A) Notificar obrigatoriamente à autoridade de saúde
(ficha de notificação compulsória de violência
doméstica), documentar em prontuário e oferecer
suporte com rede de proteção (CRAS, CREAS,
delegacia da mulher), sem esperar consentimento
para a notificação.
(B) Respeitar a decisão inicial da paciente quanto ao
boletim de ocorrência, realizar orientações sobre a
rede de apoio disponível e discutir possibilidades de
notificação e acompanhamento em consultas
subsequentes.
(C) Estimular que a paciente busque apoio familiar e
social de confiança, oferecendo encaminhamento
para serviços de proteção e acompanhamento
multiprofissional.
(D) Registrar detalhadamente os achados em
prontuário, orientar medidas de segurança e
organizar seguimento próximo na atenção básica,
avaliando necessidade de novas intervenções
conforme evolução do caso.
26. Homem de 71 anos, ex-tabagista (60 maços-ano,
parou há3 anos), procura o ambulatório com
dispneia progressiva aos pequenos esforços (sobe
um lance de escada e para), tosse crônica com
expectoração esbranquiçada matinal há mais de 5
anos, e dois episódios de exacerbação no último ano
que necessitaram de internação hospitalar. Ao
exame: tórax em barril, uso de musculatura
acessória, MV reduzido difusamente, sibilos
expiratórios. SpO2: 86% em repouso em ar
ambiente. Espirometria pós-broncodilatador:
VEF1/CVF = 0,58; VEF1 = 29% do previsto.
QUESTÃO 25
7
QUESTÃO 26
Homem de 71 anos, ex-tabagista (60 maços-ano,
parou há 3 anos), procura o ambulatório com
dispneia progressiva aos pequenos esforços (sobe
um lance de escada e para), tosse crônica com
expectoração esbranquiçada matinal há mais de 5
anos, e dois episódios de exacerbação no último ano
que necessitaram de internação hospitalar. Ao
exame: tórax em barril, uso de musculatura
acessória, MV reduzido difusamente, sibilos
expiratórios. SpO2: 86% em repouso em ar
ambiente. Espirometria pós-broncodilatador:
VEF1/CVF = 0,58; VEF1 = 29% do previsto.
Qual é a classificação GOLD e o tratamento mais
adequado incluindo as indicações não
farmacológicas?
(A) DPOC GOLD IV; terapia tríplice inalatória (LABA
+ LAMA + CI) + oxigenoterapia domiciliar prolongada
(> 15h/dia) + reabilitação pulmonar.
(B) DPOC GOLD III; apenas broncodilatador de curta
ação (SABA) conforme necessidade.
(C) DPOC GOLD II; iniciar corticoide inalatório em
monoterapia.
(D) DPOC GOLD IV; oxigenoterapia domiciliar é
contraindicada em ex-tabagistas.
Homem de 25 anos é admitido no pronto-socorro
após colisão motociclista de alta energia. Evolui com
dispneia intensa, agitação psicomotora e piora
progressiva do padrão respiratório. Ao exame físico,
apresenta frequência cardíaca de 144 bpm, pressão
arterial de 76 × 40 mmHg, saturação de 78% em
máscara com reservatório, turgência jugular,
ausência de murmúrio vesicular em hemitórax
esquerdo e hipertimpanismo à percussão. Durante
tentativa de ventilação com bolsa-válvula-máscara,
evolui com piora importante da hipotensão.
Segundo as recomendações atuais do ATLS 11ª
edição, a conduta imediata mais adequada é:
(A) Solicitar radiografia portátil de tórax antes da
intervenção definitiva, devido ao risco de drenagem
inadequada.
(B) Realizar drenagem torácica em selo d’água
imediatamente no 5º espaço intercostal em linha
axilar média, sem necessidade de punção de alívio
prévia.
(C) Realizar punção de alívio imediata no 2º espaço
intercostal em linha hemiclavicular ou no 5º espaço
intercostal em linha axilar anterior/média, seguida de
drenagem torácica definitiva.
(D) Realizar intubação orotraqueal imediata antes de
qualquer procedimento torácico, priorizando proteção
definitiva da via aérea.
QUESTÃO 27
Um lactente de 8 meses é levado pela mãe à
Unidade Básica de Saúde para consulta de rotina.
Durante a anamnese, o médico observa que a
criança apresenta atraso nos marcos do
desenvolvimento neuropsicomotor e dificuldade de
ganho pondero-estatural, estando abaixo do percentil
3 para peso e estatura. Ao exame físico, constata-se
microcefalia e as seguintes características faciais:
fendas palpebrais curtas, filtro labial (espaço entre o
nariz e a boca) liso e alongado, lábio superior muito
fino e base nasal achatada. A mãe, ao ser
questionada sobre a gestação, relata que não sabia
da gravidez até o segundo trimestre e que mantinha
o hábito de consumir bebidas alcoólicas socialmente
nos fins de semana.
Considerando os dados do anexo e o quadro clínico
descrito, qual é a principal hipótese diagnóstica?
(A) Síndrome de Down (Trissomia do 21); devido à
presença de pregas epicânticas e base nasal
achatada, sendo necessária a realização de cariótipo
para confirmação.
(B) Síndrome Alcoólica Fetal (SAF); caracterizada
pela tríade de restrição de crescimento, disfunções
do sistema nervoso central e dismorfismos faciais
típicos.
(C) Sífilis Congênita Tardia; visto que a hipoplasia de
face média e as alterações labiais são estigmas
clássicos da infecção treponêmica não tratada.
(D) Citomegalovírus (CMV) Congênito; pois a
microcefalia e o baixo peso ao nascer são as
manifestações mais comuns, sendo o diagnóstico
confirmado pela pesquisa de DNA viral na urina.
QUESTÃO 28
@comunidade_revalida @comunidade_revalida @comunidade_revalida @comunidade_revalida @comu
Uma mulher de 22 anos procura a Unidade Básica
de Saúde relatando ter sido vítima de agressão
sexual por um desconhecido há 5 dias. Ela afirma
que não buscou atendimento antes por medo e
vergonha, mas agora está preocupada com doenças
e uma possível gravidez. Nega lesões físicas graves,
mas apresenta-se muito ansiosa e com choro fácil.
Ao exame físico, não há lacerações ativas ou
fraturas. O teste de gravidez realizado na admissão é
negativo. Qual é a conduta correta?
(A) Iniciar imediatamente a Profilaxia Pós-Exposição
(PEP) para HIV; com o esquema TDF + 3TC + DTG,
e administrar Levonorgestrel 1,5 mg (dose única)
para contracepção de emergência, visto que o
benefício supera o risco mesmo após 72 horas.
(B) Orientar que a paciente realize um Boletim de
Ocorrência (B.O.) antes de qualquer procedimento; e
encaminhá-la ao Instituto Médico Legal (IML) para
coleta de provas, retardando as profilaxias para
evitar interferência na perícia.
(C) Realizar o acolhimento e a notificação
compulsória (SINAN); coletar sorologias (HIV, Sífilis,
Hepatites), oferecer a profilaxia para ISTs não-virais
(Ceftriaxona, Azitromicina e Penicilina) e encaminhar
para acompanhamento psicológico, não indicando a
PEP para HIV nem a contracepção de emergência.
(D) Realizar o acolhimento e a notificação
compulsória (SINAN); coletar sorologias (HIV, Sífilis,
Hepatites), oferecer a profilaxia para ISTs não-virais
(Ceftriaxona, Azitromicina e Penicilina) e encaminhar
para acompanhamento psicológico, indicando a PEP
para HIV e a contracepção de emergência.
QUESTÃO 29
8
QUESTÃO 30
Homem de 35 anos, casado, procura a UBS
queixando-se de insônia há 2 meses, ansiedade
persistente, preocupação excessiva com trabalho e
finanças, dificuldade de concentração e tensão
muscular. Nega episódios de pânico ou depressão.
Nega ideação suicida. PHQ-9: 7 pontos; GAD-7: 16
pontos. Exame físico e laboratorial normais.
Qual é o diagnóstico mais provável e a conduta
inicial na APS?
(A) Transtorno de ansiedade generalizada (TAG)
moderado-grave; oferecer psicoterapia (TCC),
discutir farmacoterapia com ISRS ou IRSN; não
prescrever benzodiazepínico como tratamento de
manutenção.
(B) Síndrome do burnout; licença médica imediata de
30 dias.
(C) Transtorno de ansiedade generalizada;
prescrever clonazepam como primeira linha.
(D) Depressão; iniciar antidepressivo e encaminhar
ao CAPS.
Mulher de 52 anos, com diagnóstico de cirrose
hepática por vírus C (Child-Pugh B9), é admitida na
emergência com hematêmese volumosa. PA: 88 x 56
mmHg; FC: 120 bpm. Ao exame: icterícia ++/4+,
ascite tensa, circulação colateral abdominal.
Hemograma: Hb 7,1 g/dL; plaquetas 62.000/mm³.
INR: 1,9. Creatinina: 1,4 mg/dL. Endoscopia
digestiva alta emergencial: varizes esofágicas de
grosso calibre com sangramento ativo por jato.
Qual é o conjunto de medidas que devem ser
iniciadas IMEDIATAMENTE, antes e durante a
endoscopia?
(A) Balão de Sengstaken-Blakemore como primeira
medida, sem endoscopia prévia.
(B) Transfusão maciça de plasma fresco congelado,
omeprazol IV em bolus e aguardar estabilização
antes da endoscopia.
(C) Apenas omeprazol IV em infusão contínua e
endoscopia imediata sem reposição volêmica prévia.
(D) Ressuscitação volêmica com cristaloides,
transfusão de concentrado de hemácias para Hb alvo
7-8 g/dL, terlipressina IV, antibiótico profilático
(ceftriaxone) e ligadura elástica endoscópica 
more como primeira medida, sem endoscopia prévia.
QUESTÃO 31
Homem de 29 anos é admitido na sala vermelha
após ferimento por arma branca em região proximal
da coxa esquerda. Chega agitado, confuso,
extremamente pálido e diaforético, apresentando
hemorragia pulsátil volumosa em jato ativo, sem
resposta à compressão direta realizada pela equipepré-hospitalar. Ao exame, observa-se voz abafada,
estridor inspiratório audível, secreções hemáticas
abundantes em cavidade oral, frequência cardíaca de
148 bpm, pressão arterial de 72 × 38 mmHg,
frequência respiratória de 32 irpm, saturação de O₂
de 80% em ar ambiente e Glasgow 11.
Segundo os princípios atualizados do ATLS 11ª
edição, a conduta inicial mais adequada é:
(A) Controlar imediatamente a hemorragia
exsanguinante com torniquete posicionado 5–7 cm
proximal à lesão, diretamente sobre a pele,
apertando até interrupção completa do sangramento,
seguido de manejo definitivo da via aérea com
sequência rápida de intubação e estabilização
cervical manual.
(B) Priorizar via aérea definitiva devido à hipoxemia
grave e estridor, realizando intubação imediata antes
de qualquer intervenção hemorrágica, já que a letra
“A” precede o “X” no algoritmo do trauma penetrante.
(C) Realizar reposição volêmica agressiva com 2
litros de cristaloide aquecido antes do controle local
da hemorragia, evitando torniquete proximal devido
ao risco de isquemia irreversível e lesão
neurovascular.
(D) Posicionar torniquete distalmente à lesão para
preservar perfusão proximal, afrouxando-o
periodicamente a cada 15 minutos para minimizar
complicações isquêmicas, seguido de oxigenoterapia
suplementar.
QUESTÃO 32
@comunidade_revalida @comunidade_revalida @comunidade_revalida @comunidade_revalida @comu
Um menino de 8 anos é levado pela mãe à Unidade
Básica de Saúde devido a queixas escolares. A
professora relata que o aluno "vive no mundo da lua",
frequentemente não termina as lições, comete erros
por descuido e perde seus pertences (lápis,
borrachas) com facilidade. A mãe confirma que, em
casa, ele não consegue manter o foco em tarefas
longas e parece não ouvir quando é chamado. Relata
que esses comportamentos estão presentes desde
os 6 anos de idade e trazem prejuízo nas notas. Ao
exame físico, a criança é colaborativa, possui
desenvolvimento neuropsicomotor normal e não
apresenta déficits neurológicos focais. Qual é a
conduta inicial correta segundo as orientações do
Ministério da Saúde?
(A) Solicitar Tomografia Computadorizada de Crânio
e Eletroencefalograma; visando identificar a
disfunção na regulação de neurotransmissores no
córtex pré-frontal antes de fechar o diagnóstico.
(B) Iniciar imediatamente o tratamento farmacológico
com Metilfenidato; visto que a presença de sintomas
em dois ambientes (casa e escola) e o impacto no
rendimento escolar autorizam a intervenção
terapêutica imediata.
(C) Aplicar o questionário SNAP-IV (aos pais e
professores) e solicitar avaliação auditiva e visual;
para quantificar os sintomas conforme o DSM-5 e
descartar déficits sensoriais que podem mimetizar a
desatenção.
(D) Aguardar a conclusão da puberdade para
confirmar o diagnóstico; uma vez que os critérios do
DSM-5 exigem que os sintomas persistam após os
12 anos de idade para que o transtorno não seja
confundido com imaturidade biológica
QUESTÃO 33
9
QUESTÃO 34
Uma mulher de 32 anos, nuligesta, comparece à
Unidade Básica de Saúde para avaliação de um
achado em ultrassonografia transvaginal de rotina.
Ela relata dor pélvica leve e intermitente há 3 meses.
O laudo descreve: no ovário esquerdo, presença de
formação expansiva de 5,0 cm, de conteúdo misto
(componente sólido-cístico), apresentando áreas
hiperecogênicas focais e presença de sombra
acústica posterior. O ovário direito e o útero não
apresentam alterações. O médico solicita um teste
de β-hCG, que resulta negativo.Qual é o diagnóstico
provável e a conduta inicial correta?
(A) Cistoadenoma Seroso; encaminhar
imediatamente para referência em oncologia
ginecológica, visto que formações multiloculares com
septos finos exigem exérese cirúrgica por
laparotomia.
(B) Teratoma Cístico Maduro (Cisto Dermoide);
adotar conduta expectante inicial, com prescrição de
anti-inflamatórios (AINE) e repetir o exame de
imagem em 4 semanas para avaliar a persistência da
lesão.
(C) Endometrioma Ovariano; solicitar a dosagem de
CA-125 e, caso o valor seja superior a 35 U/mL,
encaminhar para cirurgia de urgência devido ao risco
iminente de rotura e peritonite química.
(D) Cisto de Corpo Lúteo; iniciar uso de
anticoncepcional oral combinado para supressão
ovariana e realizar nova ultrassonografia em 12
semanas para confirmar a resolução espontânea.
Médico de família atende criança de 6 anos com
febre há 3 dias, coriza intensa, conjuntivite bilateral
com fotofobia e exantema maculopapular com início
na região retroauricular, progredindo para face e
pescoço. Mãe relata que a criança não tomou a
vacina tríplice viral por orientação de grupo de pais
em rede social. Exame físico: manchas de Koplik
visíveis na mucosa jugal.
Quais são as medidas obrigatórias imediatas e os
contatos prioritários a investigar?
(A) Notificar ao SINAN imediatamente (sarampo é
doença de notificação imediata/urgente), isolar o
caso por 4 dias após início do exantema, identificar e
vacinar contatos susceptíveis, comunicar a vigilância
epidemiológica do município para bloqueio vacinal.
(B) Tratar com aciclovir, vacinar a criança e
dispensar notificação.
(C) Notificar apenas se houver confirmação
laboratorial por sorologia IgM.
(D) Notificar somente se a criança piorar ou se outros
casos surgirem na escola.
QUESTÃO 35
Mulher de 70 anos, hipertensa, sem diagnóstico
prévio de fibrilação atrial, procura a emergência com
dispneia e palpitações iniciadas há aproximadamente
20 horas. Ao exame, encontra-se
hemodinamicamente estável, com PA de 124 × 78
mmHg e frequência cardíaca de 148 bpm. ECG
evidencia fibrilação atrial com resposta ventricular
rápida. Ecocardiograma transtorácico demonstra
FEVE de 52%, ausência de valvopatia significativa e
sem sinais de insuficiência cardíaca. Ecocardiograma
transesofágico não evidencia trombo atrial. Seu
escore CHA₂DS₂-VA é 2 pontos.
Qual é a conduta mais adequada?
A) Realizar cardioversão elétrica ou farmacológica
após anticoagulação periprocedimento; manter
anticoagulação por pelo menos 4 semanas após a
cardioversão e considerar manutenção indefinida
devido ao CHA₂DS₂-VA = 2.
B) Optar exclusivamente pelo controle de frequência
com betabloqueador, sem necessidade de
anticoagulação, pois a fibrilação atrial tem menos de
48 horas de duração.
C) Realizar cardioversão elétrica imediata sem
anticoagulação, pois a duração inferior a 48 horas
exclui risco tromboembólico.
D) Iniciar digoxina como terapia de primeira linha
para controle de frequência e indicar anticoagulação
apenas se o CHA₂DS₂-VA for ≥ 3.
QUESTÃO 36
@comunidade_revalida @comunidade_revalida @comunidade_revalida @comunidade_revalida @comu
10
QUESTÃO 38
Um recém-nascido (RN) de 41 semanas e 2 dias de
idade gestacional nasce de parto vaginal. Durante o
trabalho de parto, houve rotura de membranas com
presença de líquido amniótico meconial espesso e
registro de desacelerações tardias da frequência
cardíaca fetal. Ao nascer, o RN apresenta-se
cianótico, com respiração ofegante e desconforto
respiratório importante, necessitando de manobras
de reanimação em sala de parto. Na unidade de
cuidados intensivos, o exame físico revela gemência
intensa, retrações intercostais e ausculta pulmonar
com estertores grosseiros. A radiografia de tórax
evidencia infiltrado heterogêneo grosseiro, com
áreas de atelectasia entremeadas a áreas de
hiperinsuflação.
Considerando os dados da tabela em anexo e o
quadro clínico descrito, qual é o diagnóstico e a
conduta inicial mais adequada?
(A) Síndrome de Aspiração Meconial; iniciar suporte
ventilatório conforme a gravidade e monitorização
rigorosa, devido ao risco de hipertensão pulmonar
persistente.
(B) Taquipneia Transitória do Recém-Nascido;
manter apenas oxigenioterapia em baixo fluxo e
observação, visto que a fisiopatologia envolve
apenas o retardo na absorção do líquido pulmonar.
(C) Doença da Membrana Hialina; realizar a
administração imediata de surfactante exógeno por
via traqueal e instituir CPAP nasal, dado o colapso
alveolar evidente.
(D) Pneumonia Neonatal; iniciar antibioticoterapia
empíricacom Ampicilina e Gentamicina como
conduta isolada, visando tratar o foco infeccioso
materno-fetal.
 Uma mulher de 31 anos procura a Unidade Básica
de Saúde com diagnóstico prévio de Síndrome dos
Ovários Policísticos (SOP). Relata que está tentando
engravidar há 14 meses, sem sucesso. Queixa-se de
ciclos menstruais muito longos (oligomenorreia) e
hirsutismo moderado. Ao exame físico, apresenta
IMC de 33 kg/m ² e presença de acantose nigricans
em região cervical e axilar. Seus exames
laboratoriais revelam Glicemia de Jejum de 108
mg/dL (Intolerância à glicose) e perfil lipídico
alterado. O espermograma do parceiro é normal e a
histerossalpingografia demonstra tubas pérvias.
Considerando o desejo de concepção e o quadro
metabólico da paciente, qual é a conduta terapêutica
integral mais adequada, seguindo a ordem de
prioridade?
(A) Prescrever Anticoncepcional Oral Combinado e
Espironolactona; para regularizar o ciclo e tratar o
hirsutismo antes de iniciar qualquer tentativa de
indução da ovulação, visando a segurança
gestacional futura.
(B) Enfatizar a mudança de estilo de vida (dieta e
exercícios) para perda de peso; iniciar Metformina
para manejo da resistência insulínica e, caso não
ocorra gestação espontânea após a perda ponderal,
utilizar Letrozol como primeira escolha para indução
da ovulação.
(C) Indicar a realização de "Ovarian Drilling" por
laparoscopia; como medida inicial para restaurar a
ovulação espontânea, associada ao uso de
Clomifeno, visto que a paciente já apresenta sinais
de falha metabólica grave.
(D) Iniciar imediatamente a indução da ovulação com
Clomifeno; pois o tempo de infertilidade (14 meses)
justifica a intervenção farmacológica imediata,
independentemente do peso corporal ou do controle
glicêmico.
QUESTÃO 39
Mulher de 55 anos, com diagnóstico de câncer de
mama metastático, recusa nova linha de
quimioterapia após duas linhas prévias sem
resposta. Está consciente, orientada, sem
comprometimento cognitivo e assina termo de recusa
informada. Deseja apenas cuidados paliativos. O
oncologista acredita que ainda há possibilidade de
resposta a uma terceira linha.
Qual é a conduta ética mais adequada?
(A) Respeitar a decisão autonomamente expressa da
paciente, garantir cuidados paliativos de qualidade e
documentar a recusa no prontuário.
(B) Acionar o comitê de ética e o representante legal
da paciente para reverter a decisão.
(C) Insistir com a paciente até que ela aceite o
tratamento, pois a indicação médica prevalece.
(D) Internar compulsoriamente para proteção da vida
da paciente.
QUESTÃO 40
@comunidade_revalida @comunidade_revalida @comunidade_revalida @comunidade_revalida @comu
QUESTÃO 37
Mulher de 23 anos procura o pronto-socorro com dor
abdominal iniciada em região periumbilical há 18 horas,
migrando posteriormente para fossa ilíaca direita. Refere
náuseas, anorexia e atraso menstrual de 5 semanas.
Relata vida sexual ativa, nega corrimento vaginal. Ao
exame físico: TA 37,8 °C, FC 102 bpm, dor à palpação
profunda em fossa ilíaca direita e sinal de Blumberg
positivo. Laboratório: leucócitos 15.600/mm³ (com 8% de
bastões) e PCR 12 mg/dL. Ultrassonografia transvaginal:
útero vazio com eco endometrial de 14 mm; em anexo
direito, observa-se estrutura tubular, aperistáltica, não
compressível, medindo 10 mm no maior diâmetro
transverso, com presença de apendicolito em seu interior
e borramento da gordura adjacente. Ovários de aspecto
preservado.
Considerando o quadro clínico e os critérios diagnósticos
atuais, assinale a alternativa correta:
A) O diagnóstico é de apendicite aguda, porém a presença
de apendicolito e o diâmetro de 10 mm na USG
classificam o quadro como "complicado" (fase
gangrenosa), exigindo obrigatoriamente a realização de
uma Tomografia Computadorizada com contraste triplo
para programar a via de acesso cirúrgica.
B) O diagnóstico é de apendicite aguda; a paciente
apresenta uma pontuação de 9 no Escore de Alvarado
(considerando dor migratória, anorexia, náuseas, dor em
FID, descompressão dolorosa, febre, leucocitose e desvio
à esquerda), o que confere alta probabilidade diagnóstica
e indicação cirúrgica imediata, independentemente do
status gestacional.
C) A principal hipótese é de gravidez ectópica íntegra,
visto que o atraso menstrual e o espessamento
endometrial (decidualização) são achados de alta
especificidade; a estrutura de 10 mm descrita na USG é
compatível com o sinal do "anel de fogo" ao Doppler,
sugerindo implantação tubária.
D) Trata-se de uma apendicite aguda; contudo, devido ao
atraso menstrual e à possibilidade de gestação inicial
(atraso de 5 semanas), a conduta padrão-ouro antes de
qualquer intervenção cirúrgica é a realização de uma
Ressonância Magnética de abdome sem contraste para
descartar teratogenicidade e confirmar o diagnóstico.
MMulher de 68 anos, portadora de DM 2, é admitida na
unidade de emergência com quadro de dor lombar à
esquerda, disúria e picos febris (38,9°C) há 48 horas.
Nas últimas 12 horas, apresentou prostração e episódios
de desorientação. Ao exame físico: paciente em regular
estado geral, desidratada (2+/4+), obnubilada. Dados
vitais: PA = 92 x 54 mmHg (PAM = 66 mmHg), FC = 122
bpm, FR = 28 irpm, SpO2 = 93% em ar ambiente,
Temperatura = 38,5°C. Peso estimado: 70 kg. Glasgow:
13. Laboratórios: Leucócitos 18.200/mm³ com 12% de
bastões; Creatinina 2,4 mg/dL; Lactato arterial 4,2
mmol/L. Urina tipo I com nitrito positivo e incontáveis
piócitos.
Qual a classificação diagnóstica e a conduta imediata
mais adequada?
A) SIRS (Síndrome da Resposta Inflamatória Sistêmica)
de foco urinário. Deve-se iniciar o protocolo de
investigação com coleta de culturas (hemoculturas e
urocultura) e aguardar os resultados para iniciar
antibioticoterapia dirigida, visando evitar a resistência
bacteriana, associada à hidratação venosa de
manutenção (20 mL/kg).
B) Sepse. Apresenta qSOFA de 3 pontos (FR ≥ 22,
alteração de consciência e PAS ≤ 100). A conduta deve
seguir o "Bundle de 1 hora": medir o lactato, coletar
hemoculturas antes do antibiótico, administrar antibiótico
de amplo espectro, iniciar ressuscitação volêmica com 30
mL/kg de cristaloide (2.100 mL) e considerar vasopressor
se a PAM permanecer 70
mmHg e administração de 100 mg de hidrocortisona EV
a cada 6 horas para reverter a insuficiência adrenal
relativa do choque.
D) Sepse. O aumento da creatinina e a alteração do nível
de consciência confirmam disfunção orgânica (SOFA ≥
2). A conduta prioritária é a infusão rápida de 1.000 mL
de coloide (albumina humana a 20%) para garantir a
pressão oncótica, seguida de Ceftriaxone 2g EV, sendo
desnecessária a coleta de lactato após a primeira hora
se houver melhora clínica.
QUESTÃO 41
QUESTÃO 42
Homem de 36 anos, 80 kg, vítima de explosão por álcool
em ambiente fechado, chega ao pronto-socorro 4 horas
após o trauma. Ao exame físico, apresenta queimaduras de
espessura parcial profunda envolvendo todo o tórax
anterior, abdome, todo o membro superior esquerdo e face
anterior do membro inferior direito. Evolui com sede
intensa, agitação, extremidades frias e oligúria. Frequência
cardíaca = 136 bpm, pressão arterial = 88 × 54 mmHg e
diurese = 18 mL/h. Exames laboratoriais mostram
hematócrito = 56%, lactato = 5,1 mmol/L e creatinina = 1,8
mg/dL.
Segundo as recomendações atuais do ATLS 11ª edição, a
conduta mais adequada é:
(A) Iniciar 11.520 mL de Ringer lactato nas primeiras 24
horas, administrando metade nas primeiras 8 horas após a
chegada ao hospital.
(B) Iniciar 5.760 mL de Ringer lactato, dividindo o volume
calculado por 16 para obtenção da taxa inicial em mL/h e
ajustando para manter diurese mínima de 40 mL/h.
(C) Iniciar 5.760 mL de solução fisiológica 0,9%, mantendo
diurese > 150 mL/h para evitar insuficiência renal aguda.
(D) Evitar reposição volêmica agressiva nas primeiras
horas devido ao risco de edema pulmonar,priorizando
noradrenalina precoce.
Um menino de 3 anos de idade é levado à Unidade
Básica de Saúde pela mãe, que relata ter notado um
"aumento de volume" no lado direito do abdome da
criança enquanto lhe dava banho há dois dias. A
criança encontra-se em bom estado geral, ativa e
sem queixas de dor ou febre. Ao exame físico, o
médico palpa uma massa em flanco direito, de
consistência firme, superfície lisa, indolor à palpação
e que não ultrapassa a linha média abdominal. A
pressão arterial aferida foi de 130 x 85 mmHg (acima
do percentil 95 para a idade e altura). O exame de
urina 1 não revelou hematúria e o hemograma é
normal.
Considerando os dados do anexo e a principal
hipótese diagnóstica, qual é a característica clínica
correta e a conduta recomendada?
(A) Neuroblastoma; espera-se uma massa de
contornos irregulares que frequentemente cruza a
linha média, sendo a conduta inicial a biópsia da
lesão e dosagem de catecolaminas urinárias.
(B) Nefroblastoma (Tumor de Wilms); a massa é
tipicamente lisa e não cruza a linha média, sendo a
biópsia percutânea contraindicada devido ao risco de
rotura da cápsula e disseminação tumoral.
(C) Nefroblastoma (Tumor de Wilms); a hipertensão
arterial é rara nesses casos, e o diagnóstico deve ser
confirmado por biópsia por agulha grossa antes da
nefrectomia radical.
(D) Neuroblastoma; a idade do paciente é o principal
fator que afasta o tumor de Wilms, e a presença de
metástases pulmonares é o achado radiológico mais
comum para esse diagnóstico.
QUESTÃO 43
Paciente masculino, 22 anos, procura atendimento
devido a episódios recorrentes de urina escurecida,
descrita como “cor de coca-cola”, iniciados há 2 dias.
Refere que os episódios costumam ocorrer durante
ou até 48 horas após quadros de infecção de vias
aéreas superiores, como amigdalites e resfriados,
sendo acompanhados por discreto edema facial, dor
lombar leve e elevação da pressão arterial, com
melhora espontânea após alguns dias. Relata
episódio semelhante há cerca de 8 meses. Nega
diabetes mellitus, uso de drogas ilícitas ou história
familiar de doença renal. Ao exame físico, apresenta
pressão arterial de 158 × 96 mmHg e edema
periorbitário discreto, sem ascite ou sinais de
insuficiência cardíaca. Os exames laboratoriais
evidenciam creatinina de 1,7 mg/dL, ureia de 58
mg/dL, hematúria e proteinúria ao exame de urina,
presença de cilindros hemáticos, proteinúria de 780
mg em 24 horas, complemento C3 normal, ASLO
normal e sorologias para hepatites B e C negativas.
Diante do quadro clínico e laboratorial, o diagnóstico
mais provável é:
(A) Glomerulonefrite difusa aguda pós-estreptocócica
(B) Nefropatia por IgA (Doença de Berger)
(C) Nefropatia diabética
(D) Síndrome nefrótica por lesão mínima
QUESTÃO 44
11
@comunidade_revalida @comunidade_revalida @comunidade_revalida @comunidade_revalida @comu
Médico de família realiza visita domiciliar a uma
família. O patriarca (72 anos) tem DPOC grave
dependente de oxigênio e recentemente desenvolveu
confusão mental. A esposa (68 anos) é a única
cuidadora e refere sentir-se sobrecarregada, com
dores nas costas e episódios de choro. O filho adulto
mora em outra cidade e liga raramente. O médico
decide usar o genograma e o APGAR familiar.
Qual é a abordagem mais completa e adequada para
essa situação?
(A) Identificar a esposa como paciente oculta com
risco de adoecimento; oferecer suporte ao cuidador,
articular com assistência social para rede de apoio
(cuidadores formais, benefícios), avaliar cognitivo do
marido, e incluir o filho na próxima visita virtual.
(B) Focar inicialmente no manejo dos sintomas
emocionais da esposa com acompanhamento clínico
e suporte psicológico, mantendo seguimento regular
do marido na atenção domiciliar.
(C) Considerar discussão gradual com a família
sobre possibilidades de institucionalização caso a
sobrecarga da cuidadora e a dependência funcional
do paciente continuem progredindo.
(D) Encaminhar ambos para avaliação especializada
multiprofissional, mantendo acompanhamento
periódico na APS para reavaliação da dinâmica
familiar e das necessidades de cuidado.
QUESTÃO 45
QUESTÃO 46
Mulher de 62 anos, negra, sem diabetes, com
diagnóstico de hipertensão arterial estágio 2
confirmado (PA média 162/98 mmHg). Sem lesão de
órgão-alvo documentada. Função renal normal e sem
proteinúria. Médico decide iniciar monoterapia e
avalia a melhor opção farmacológica para essa
paciente, considerando as particularidades étnicas e
o perfil de efeitos adversos.
Qual classe de anti-hipertensivo é a mais
recomendada como primeira opção para esse perfil
de paciente?
(A) Clonidina de ação central; indicada
especialmente para pacientes que não toleram
betabloqueadores.
(B) Inibidor da ECA (enalapril) como primeira opção
para todos os hipertensos independentemente da
etnia.
(C) Betabloqueador (atenolol) como monoterapia
inicial em hipertensão estágio 2.
(D) Bloqueador dos canais de cálcio (anlodipino) ou
diurético tiazídico (clortalidona), pois pacientes
negros respondem melhor a essas classes que aos
inibidores do SRAA em monoterapia.
Mulher de 31 anos procura o pronto-socorro com dor
abdominal súbita e intensa em hipogástrio iniciada
há 2 horas, associada a lipotímia e sangramento
vaginal discreto. Refere atraso menstrual de 8
semanas e episódio prévio de doença inflamatória
pélvica. Ao exame físico, apresenta-se descorada
++/4+, sudoreica, frequência cardíaca de 132 bpm,
pressão arterial de 78 × 46 mmHg e temperatura
axilar de 36,5 °C. O abdome encontra-se doloroso
difusamente, com defesa involuntária em hipogástrio
e descompressão brusca positiva. Ao toque vaginal,
observa-se dor intensa à mobilização do colo uterino
e abaulamento doloroso de fundo de saco posterior.
Exames laboratoriais mostram hemoglobina = 7,2
g/dL, hematócrito = 22%, leucócitos = 13.400/mm³ e
lactato = 5,1 mmol/L (VR 100.000
UFC/mL em cultura colhida por cateterismo vesical.
Uma ultrassonografia (USG) de rins e vias urinárias
realizada recentemente evidenciou
ureterohidronefrose moderada à direita e
espessamento da parede vesical. O médico solicita
uma Uretrocistografia Miccional (UCM), que
demonstra refluxo de urina até o rim direito, com
ureter grosseiramente dilatado e tortuoso, compatível
com Grau IV.
Considerando os dados do anexo e o manejo do
RVU, assinale a alternativa correta:
(A) A Uretrocistografia Miccional confirmou o
diagnóstico; sendo agora mandatória a realização de
uma Cintilografia Renal com DMSA para quantificar a
função renal relativa e diagnosticar possíveis
cicatrizes renais.
(B) O tratamento inicial deve ser estritamente clínico;
com quimioprofilaxia antibiótica, reservando-se a
cirurgia apenas para casos de Grau V ou se houver
falha após cinco anos de acompanhamento.
(C) A ultrassonografia é o exame padrão-ouro; para a
classificação do refluxo vesicoureteral em graus,
sendo dispensáveis outros exames radiológicos se a
dilatação ureteral já for visível por esse método.
(D) O RVU grau IV é caracterizado pelo refluxo que
atinge apenas o ureter; sem causar dilatação ou
apagamento dos fórnices calicinais, o que confere ao
paciente um excelente prognóstico funcional a curto
prazo.
QUESTÃO 48
12
@comunidade_revalida @comunidade_revalida @comunidade_revalida @comunidade_revalida @comu
Uma mulher de 67 anos, branca, sedentária e
tabagista ativa (um maço/dia), compareceà consulta
na Unidade Básica de Saúde para avaliação de
rotina. Refere que sua mãe sofreu uma fratura de
quadril aos 72 anos após uma queda da própria
altura. A paciente nega uso de corticoides, artrite
reumatoide ou fraturas prévias. Ao exame físico: IMC
de 19 kg/m ² e perda de 3 cm de altura em relação à
última medição registrada há 5 anos. O médico
solicita uma Densitometria Óssea (DXA), que
apresenta os seguintes resultados: Colo do Fêmur:
T-score de -2,7. Coluna Lombar (L1-L4): T-score de
-2,2.
Considerando o quadro clínico e os protocolos do
Ministério da Saúde, qual é a conduta inicial mais
adequada?
(A) Orientar apenas medidas não farmacológicas;
como cessação do tabagismo, aumento da ingestão
de laticínios e exercícios de impacto, visto que a
média dos T-scores caracteriza apenas osteopenia.
(B) Iniciar Alendronato de Sódio 70 mg/semana;
associado à suplementação de Cálcio (1.000 a 1.200
mg/dia) e Vitamina D (800 a 1.000 UI/dia), além de
orientar mudanças no estilo de vida.
(C) Prescrever Terapia Hormonal (TH) da
Menopausa; visando a prevenção da reabsorção
óssea, sendo esta a primeira escolha para o
tratamento da osteoporose em mulheres acima de 65
anos.
(D) Solicitar Radiografia de Coluna Toracolombar; e
aguardar a confirmação de uma fratura vertebral
antes de iniciar o uso de bisfosfonatos, conforme os
critérios de economia do SUS.
QUESTÃO 49
QUESTÃO 50
Homem de 24 anos, que faz sexo com homens
(HSH), comparece à UBS para consulta de rotina.
Relata 3 parcerias sexuais masculinas nos últimos 6
meses, práticas receptivas e insertivas anais sem
preservativo. HIV não reagente. Hepatite B: anti-HBs
negativo (não imune). Sem outras IST
diagnosticadas previamente.
Quais são as medidas preventivas que devem ser
ofertadas prioritariamente?
(A) Oferecer PrEP, vacinação para hepatite B e HPV,
reforçar prevenção combinada e realizar
rastreamento de ISTs.
(B) Apenas orientar sobre preservativo e retornar em
1 ano.
(C) PrEP é contraindicada antes dos 25 anos;
prescrever apenas preservativo.
(D) Encaminhar ao infectologista antes de iniciar
qualquer profilaxia.
13
@comunidade_revalida @comunidade_revalida @comunidade_revalida @comunidade_revalida @comu
Mulher de 54 anos procura o ambulatório com
epigastralgia em queimação há 8 meses, com piora
noturna, alívio pós-prandial temporário e náuseas.
Perdeu 4 kg no período. Nega uso de AINEs. Já
realizou 3 cursos de omeprazol com melhora parcial
e recidiva dos sintomas. Ao exame físico: dor à
palpação epigástrica profunda, sem defesa ou
massas palpáveis. Nega fezes enegrecidas ou
hematêmese.
Qual é a investigação prioritária e o diagnóstico a ser
afastado com maior urgência?
(A) Endoscopia digestiva alta com biópsias; afastar
adenocarcinoma gástrico dado o padrão de recidiva,
a perda de peso e a faixa etária.
(B) Pesquisa de H. pylori pelo teste respiratório;
afastar úlcera péptica por H. pylori sem necessidade
de endoscopia.
(C) Manometria esofágica e pH-metria; afastar DRGE
complicada.
(D) Ultrassonografia abdominal total; afastar
pancreatite crônica.
QUESTÃO 51
QUESTÃO 52
Homem de 34 anos é admitido no pronto-socorro
após ferimento por arma de fogo em hemitórax
direito. Chega agitado, sudoreico, com frequência
cardíaca de 146 bpm, pressão arterial de 78 × 42
mmHg e saturação de 84% em máscara com
reservatório. Ao exame físico, apresenta murmúrio
vesicular abolido à direita, macicez à percussão e
jugulares colabadas. Após drenagem torácica em
selo d’água, houve saída imediata de 1.100 mL de
sangue, porém o paciente mantém hipotensão
persistente, necessidade crescente de noradrenalina
e drenagem contínua de 250 mL/h nas horas
seguintes. Exames laboratoriais mostram lactato =
7,1 mmol/L, pH = 7,18 e déficit de base = −13.
Segundo as recomendações atuais do ATLS 11ª
edição, a conduta mais adequada é:
(A) Manter observação clínica e reposição volêmica,
pois o volume drenado inicial foi inferior a 1.500 mL.
(B) Solicitar angiotomografia de tórax para
localização precisa do sangramento antes de
qualquer abordagem cirúrgica.
(C) Indicar toracotomia de urgência devido à
instabilidade hemodinâmica persistente associada ao
hemotórax maciço.
(D) Realizar novo dreno torácico em posição mais
apical, pois o choque provavelmente decorre de
drenagem inadequada.
Um lactente de 10 meses de idade é levado à
Unidade Básica de Saúde para consulta de rotina.
Durante o exame físico, o médico observa que a
bolsa escrotal esquerda está vazia e apresenta-se
menos desenvolvida (hipoplásica) em relação à
direita. Ao realizar a palpação com o paciente em
posição supina, o médico localiza o testículo
esquerdo na região do canal inguinal. Ao tentar
tracioná-lo para o interior da bolsa escrotal, observa
que o testículo retorna imediatamente à posição
inguinal assim que a tração é interrompida. O
testículo direito está bem posicionado na bolsa
escrotal e não há outras alterações genitais, como
hipospádia.
Considerando os dados do anexo e a conduta
recomendada, qual é o diagnóstico e o manejo
adequado?
(A) Testículo Retrátil; o manejo deve ser apenas o
acompanhamento clínico anual, pois trata-se de uma
variante da normalidade causada pelo reflexo
cremastérico exacerbado.
(B) Criptorquidia; a conduta indicada é a
orquidopexia cirúrgica, visto que a descida
espontânea é improvável após os 6 meses de vida.
(C) Testículo Ectópico; deve-se solicitar uma
ultrassonografia de bolsa escrotal e canais inguinais
para localização precisa da gônada antes de
qualquer programação cirúrgica.
(D) Distúrbio do Desenvolvimento Sexual (DDS); é
obrigatória a investigação laboratorial com cariótipo e
dosagens hormonais, dada a associação entre
testículo não descido e ambiguidade genital.
QUESTÃO 53
QUESTÃO 54
Mulher de 27 anos, nulípara, procura o serviço de
ginecologia com dismenorreia grave (EVA 9/10), que
a impede de trabalhar por 2-3 dias por mês desde os
18 anos, dispareunia de profundidade e dor pélvica
acíclica há 1 ano. Relata ciclos menstruais regulares.
Ao exame: toque bimanual com útero
retroversofletido, dor intensa à mobilização do colo
uterino, nódulo palpável em fundo de saco posterior.
Ultrassom transvaginal: cisto ovariano esquerdo de 4
cm com conteúdo ecogênico homogêneo
(endometrioma).
Qual é o diagnóstico e a abordagem terapêutica mais
adequada para esse caso?
(A) Endometriose com endometrioma; laparoscopia
diagnóstica e terapêutica (cistectomia do
endometrioma) + hormonoterapia de manutenção;
discutir planejamento reprodutivo.
(B) Síndrome do ovário policístico; metformina +
progestogênio cíclico.
(C) Doença inflamatória pélvica crônica; antibióticos
de amplo espectro.
(D) Cisto funcional; aguardar regressão espontânea
em 3 meses sem tratamento.
14
@comunidade_revalida @comunidade_revalida @comunidade_revalida @comunidade_revalida @comu
Um teste diagnóstico para tuberculose tem
sensibilidade de 80% e especificidade de 95%. Em
uma população de profissionais de saúde com
prevalência de TB ativa de 0,5%, o teste é aplicado
em larga escala. Um segundo cenário avalia o
mesmo teste em presos com prevalência de 5%.
Em relação ao valor preditivo positivo, qual afirmação
é correta?
(A) O VPP será maior nos presidiários (maior
prevalência) do que nos profissionais de saúde, pois
o VPP é diretamente influenciado pela prevalência da
doença na população testada.
(B) O VPP é uma propriedade intrínseca do teste e
não muda com a prevalência.
(C) O VPP será maior nos profissionais de saúde,
pois a especificidade é mais alta em populações de
baixo risco.
(D) A sensibilidade e a especificidade mudam
conforme a prevalência, assim como o VPP.
QUESTÃO 55
QUESTÃO 56
Homem de 48 anos, hipertenso e diabético mal
controlado há 2 anos apesar de múltiplos fármacos,
procura o serviço com queixa de fraqueza muscular
progressiva nos membros, principalmente ao subir
escadas. Exame físico: obesidade centrípeta, fácies
em lua cheia, gibosidade dorsal ("corcova de
búfalo"), estrias violáceas largas no abdome e coxas,
equimoses em antebraços. Cortisol livre urinário de
24h: 380 mcg/24h (VR

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