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FP 079 – A AÇÃO TUTORIAL NO SISTEMA EDUCATIVO
TRABALHO CONV. ORDINÁRIA
INDICAÇÕES GERAIS:
O trabalho consiste em realizar em grupo de 3 ou 4 estudantes um Plano de Ação Tutorial (PAT), embora não completo, mas sim focando nos aspectos mais importantes detalhados a seguir. Trata-se de conhecer, de forma pormenorizada, no que consiste o PAT e adquirir certos conhecimentos básicos no desenvolvimento do mesmo. Convém lembrar que este instrumento pedagógico-didático articula a médio e longo prazo o conjunto de atuações, das equipes docentes e do centro educativo em seu conjunto, relacionados com a ação tutorial. Tal plano, integrado como um elemento do Projeto Educacional do centro, será coerente com os objetivos do mesmo, incluídos aqueles relativos à promoção da Cultura da Paz e a melhora da convivência nos centros. Para torná-lo efetivo, o aluno deverá utilizar os diversos conteúdos estudados na disciplina.
Trabalho
O PAT deve incluir as seguintes seções:
· Capa com os dados do aluno.
· Marco contextual (tipo de centro educacional, nível educativo escolhido, dados sobre os estudantes e as famílias, etc.) (Entre 5 e 10 linhas, no máximo)
· Planejamento geral em uma tabela de:
· Objetivos.
· Conteúdos.
· Metodologia.
· Recursos.
· Avaliação.
· Coordenação da ação tutorial.
· Plano de atividades:
· Planejamento geral do nível educacional. Trata-se de fazer uma relação muito resumida das mesmas sem entrar em detalhes, dividindo-as por temáticas e temporalizando.
· Desenvolvimento de forma mais pormenorizada de três atividades escolhidas pelo aluno, fazendo constar nelas, ao menos: Título da atividade, objetivos, conteúdos, desenvolvimento, recursos, avaliação.
· Bibliografia (citar duas ou três referências usadas para realizar as atividades seguindo as normas da APA).
Para realizar o trabalho, é possível consultar os documentos de exemplo que se anexam na seção “Materiais de avaliação”.
EXIGÊNCIAS FORMAIS:
· Extensão: máxima de 6 páginas (sem contar as instruções, os enunciados, a bibliografia e nem os anexos - caso houver -).
· Tipo de fonte: Arial.
· Tamanho: 11 pontos.
· Espaçamento entre linhas: 1,5.
· Alinhamento: Justificado.
· Normalização: APA.
O trabalho deve ser realizado neste documento Word seguindo as normas de apresentação e edição no que diz respeito a citações e referências bibliográficas (ver Guia de Estudo)
A entrega deve ser feita seguindo os procedimentos descritos no Guia de Estudo. Em hipótese alguma deve ser entregue pelo endereço de correio do tutor ou tutora correspondente.
Por outro lado, lembre-se de que existem critérios de avaliação extremamente importantes que devem ser seguidos pelo aluno. Para mais informações, consulte o Guia de Estudo.
Muito importante: Na página de rosto que aparece em seguida, você deve indicar seus dados pessoais e o título do trabalho (trabalhos que não cumprirem as condições de identificação não serão corrigidos). O índice do trabalho deve ser incluído após a página de rosto.
TRABALHO
Nomes e sobrenome(s): 
Bruno Alfred Strunck - BRFPMME5736696 
Fernanda Sousa Girardi – BRFPMME5787307 
Girlene Almeida Ferreira Weck - BRFPMME6008389 
Suéllen Aparecida Costa Monguilhott - BRFPMME6322850 
Código: FP 079
Curso: Mestrado em Educação/Formação de Professores
Grupo: 48
Data: 24/05/2026
Convivência Harmônica: A Arte de Mediar e Acolher 
Palhoça, 24 de maio de 2026
1. Marco Contextual	4
1.1. Diagnóstico Sociopedagógico e a Adolescência Contemporânea	4
2. Planejamento Geral	4
2.1. Alinhamento Político-Pedagógico: BNCC e Direitos Humanos	5
3. Plano de Atividades	6
3.1. Planejamento Geral do Nível Educacional (Resumo)	6
3.2. Desenvolvimento das Atividades Selecionadas	6
Atividade 01: Círculos de Construção de Paz	6
Atividade 02: Oficina de Mediação Escolar (Caso Lucas e Mateus)	6
Atividade 03: Produção Coletiva: Painéis da Diversidade	7
4. Bibliografia	7
1. Marco Contextual
O presente plano aplica-se a um Centro de Educação de Ensino Médio, especificamente ao 1º ano. O centro localiza-se em uma zona urbana com diversidade cultural significativa. O corpo discente é composto por adolescentes entre 14 e 16 anos, provenientes de famílias de classe média baixa, onde se observa a necessidade de reforçar competências socioemocionais. O projeto foca na convivência escolar, priorizando o acolhimento das singularidades como estratégia para mitigar conflitos. Ao promover um ambiente de escuta ativa e respeito, buscamos transformar o cotidiano escolar em um espaço seguro, onde preconceitos e intolerâncias sejam superados pelo reconhecimento do outro. 
1.1. Diagnóstico Sociopedagógico e a Adolescência Contemporânea
A intervenção nesta faixa etária (14 a 16 anos) justifica-se pelas especificidades do desenvolvimento psicossocial inerentes à transição para a vida adulta. Conforme a literatura da psicologia do desenvolvimento, esse período é marcado pela busca de pertença identitária e por uma acentuada vulnerabilidade a pressões grupais, fatores que podem potencializar dinâmicas de exclusão e intolerância — sejam elas étnicas, sociais — no ambiente escolar.
Ao considerar que os discentes provêm de famílias de classe média baixa em contexto urbano, o projeto situa-se na interseção entre a vulnerabilidade social e a promoção da convivência democrática. Nesse cenário, a escola reafirma sua função socializadora primordial: transmutar o espaço de convivência em um laboratório de cidadania. Nele, a pluralidade cultural deixa de ser um fator de fragmentação para se tornar uma riqueza epistêmica e humana, essencial à formação integral do indivíduo.
2. Planejamento Geral
	Dimensões
	Descrição do Planejamento
	Objetivos
	Promover a Cultura de Paz; capacitar alunos para a resolução pacífica de conflitos; desenvolver a empatia e a comunicação não-violenta.
	Conteúdos
	Mediação de conflitos; direitos humanos; ética e cidadania.
	Metodologia
	Aprendizagem cooperativa; dinâmicas de grupo; debates reflexivos e o método de Direito Restaurativo.
	Recursos
	Sala de mediação, materiais de papelaria, recursos audiovisuais e manuais de Direitos Humanos.
	Avaliação
	Observação contínua da redução de incidentes disciplinares; participação nas atividades; autoavaliação dos estudantes.
	Coordenação
	Articulação entre o professor, equipe diretiva e o serviço de orientação educacional da instituição.
2.1. Alinhamento Político-Pedagógico: BNCC e Direitos Humanos
O desenho metodológico deste planejamento converge diretamente com as Competências Gerais da Educação Básica estabelecidas pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Destacam-se, nesse sentido, o desenvolvimento do Autoconhecimento e Autocuidado (Competência 8), da Empatia e Cooperação (Competência 9) e da Responsabilidade e Cidadania (Competência 10).
A opção pela horizontalidade nos processos decisórios e pela mediação paritária fundamenta-se na premissa de que a paz não se resume à mera ausência de conflitos — a chamada paz negativa. Pelo contrário, busca-se a consolidação da paz positiva, caracterizada pela presença ativa de estruturas de justiça, diálogo e equidade no cotidiano escolar. Assim, o ambiente educativo deixa de ser apenas um local de instrução para tornar-se um espaço de exercício democrático e promoção da dignidade humana. Segundo Johan Galtung (2003): A paz não é apenas a ausência de violência ou de guerra (paz negativa), mas a presença de justiça social e de condições que permitam o pleno desenvolvimento das potencialidades humanas (paz positiva). Na escola, isso se traduz em substituir a cultura da imposição pela cultura do diálogo, onde o conflito é visto não como erro, mas como oportunidade de aprendizado democrático.
3. Plano de Atividades
3.1. Planejamento Geral do Nível Educacional (Resumo)
· Eixo 1: Autoconhecimento (1º Bimestre): Atividades de integração e inteligência emocional.
· Eixo 2: Diversidade e Ética (2º Bimestre): Oficinas sobre respeito às diferenças.
· Eixo 3: Mediação e Convivência (3º Bimestre): Simulações de mediação e formação de alunos mediadores.
· Eixo 4: ProtagonismoSocial (4º Bimestre): Elaboração de campanhas de conscientização na escola.
3.2. Desenvolvimento das Atividades Selecionadas
As três atividades selecionadas estruturam-se em uma sequência pedagógica ascendente, transitando do plano subjetivo e interpessoal para a esfera pública e comunitária.
· Círculos de Construção de Paz: Operam como dispositivos de escuta qualificada que rompem com as hierarquias discursivas tradicionais. A metodologia exercita a atenção plena e o respeito à temporalidade do outro, fundamentais para a convivência democrática.
· Oficina de Mediação (Caso Lucas e Mateus): Introduz a alteridade analítica, permitindo que os estudantes realizem a triangulação do conflito. O foco reside em dissociar as pessoas dos problemas, identificando as necessidades e sentimentos subjacentes que deflagraram a crise.
· Painéis da Diversidade: Materializam a práxis ao converter o aprendizado subjetivo em intervenção estética e política no espaço comum. Essa etapa consolida o protagonismo juvenil e a pedagogia do exemplo, projetando os valores trabalhados para toda a comunidade escolar.
Atividade 01: Círculos de Construção de Paz
· Objetivos: Fortalecer os vínculos comunitários e a escuta ativa.
· Conteúdos: Comunicação não-violenta e empatia.
· Desenvolvimento: Alunos sentam-se em círculo para discutir dilemas éticos. Utiliza-se um "objeto de fala" para garantir que apenas um fale por vez, promovendo a paciência e o respeito.
· Recursos: Espaço amplo e objeto simbólico.
· Avaliação: Verificação do engajamento e da capacidade de escuta dos participantes.
Atividade 02: Oficina de Mediação Escolar (Caso Lucas e Mateus)
· Objetivos: Compreender a transição do modelo punitivo para o restaurativo.
· Conteúdos: Princípios da mediação (sigilo, imparcialidade e criatividade).
· Desenvolvimento: Dramatização do conflito entre Lucas e Mateus. Após a encenação, o grupo debate como a intervenção da mediadora permitiu a reparação do dano em vez de apenas punir o agressor.
· Recursos: Roteiro do caso hipotético.
· Avaliação: Capacidade dos alunos em identificar os princípios da mediação na prática apresentada.
Atividade 03: Produção Coletiva: Painéis da Diversidade
· Objetivos: Transformar o conflito em ação educativa pública.
· Conteúdos: Direitos humanos.
· Desenvolvimento: Em grupos mistos, os alunos criam painéis informativos com frases de alerta (ex: "O diálogo constrói pontes") para serem expostos nos corredores, consolidando o aprendizado social.
· Recursos: Cartolinas, canetas coloridas, acesso à internet para pesquisa.
· Avaliação: Qualidade técnica e ética das mensagens produzidas e impacto visual na escola.
4. Bibliografia
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018. (Sustenta a ligação com o planejamento geral e as competências socioemocionais).
Chrispino, A. (2007). Gestão do conflito escolar: da classificação dos conflitos aos modelos de mediação. Ensaio: Avaliação e Políticas Públicas em Educação, 15(54), 11-28.
GALTUNG, Johan. Paz por meios pacíficos: paz e conflito, desenvolvimento e civilização. Bilbao: Bakeaz, 2003. (Obra base para a distinção entre paz positiva e negativa). 
GALTUNG, Johan. Tras la violencia, 3R: reconstrucción, reconciliación, resolución: afrontando los efectos visibles e invisibles de la guerra y la violencia. Bilbao: Bakeaz, 1998. (Autor fundamental que conceitua o termo "Paz Positiva" utilizado no capítulo 2).
Rosenberg, M. B. (2006). Comunicação não violenta: técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e profissionais. Ágora.
TOGNETTA, Luciene Regina Paulino. A construção da solidariedade e a educação dos sentimentos na escola. Mercado de Letras, 2009. (Referência nacional em convivência escolar e desenvolvimento moral de adolescentes).
Zehr, H. (2008). Trocando as lentes: um novo foco sobre o crime e a justiça. Palas Athena.

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