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1 
 
 
- WCST - 
WISCONSIN 
 
 
 
MANUAL DE APLICAÇÃO 
E 
CORREÇÃO 
 
 
 
 
Traduzido em português 
 
 
2 
 
_______3_______ 
ADMINISTRAÇÃO E CONTAGEM 
Pesquisa de suporte para datar o 
uso do WCST numa variedade de 
situações com adultos e crianças. 
Como em um procedimento 
administrado individualmente, o WCST 
pode ser usado como um instrumento 
clínico ou de pesquisa em combinação 
com outro procedimento de teste para 
avaliar aspectos da cognição e 
funcionamento neuropsicológico. 
Administração e diretriz de pontuação 
são apresentadas nas seções a seguir. 
Além disso, exemplos de casos são 
fornecidos para ilustrar procedimentos 
de pontuação. 
 
Administração 
A administração deve ser em um 
local calmo, com iluminação adequada 
para se poder ver os estímulos do 
WCST. Uma mesa ou escrivaninha e 
duas cadeiras – uma para o 
examinador e outra para o sujeito – 
são necessárias. A mesa ou 
escrivaninha deve prover amplo 
espaço para o arranjo das cartas e 
deve estar livre de materiais outros. 
Além do material do WCST, o 
examinador precisará de um lápis ou 
caneta para anotar as respostas do 
paciente. Uma prancheta para fixar o 
formulário de respostas também é 
desejável, no sentido de proteger o tal 
formulário da visão do paciente. Antes 
da administração, o examinador deve 
inspecionar o baralho de cartas-
respostas para ter certeza que as 
cartas estão ordenadas em ordem 
numérica apropriada dentro de cada 
baralho. 
Direções 
Sente o paciente à mesa de 
maneira que esteja defronte ao 
examinador. Situe o formulário de 
respostas do WCST e preencha as 
informações demográficas do paciente 
nos espaços providos. Também 
obtenha e anote algum fator médico 
e/ou emocional que possa afetar o 
desempenho. 
Pegue o baralho de cartas-
respostas da caixa e coloque a caixa 
aparte. Vire para a segunda parte do 
formulário de respostas, mas não 
permite que o paciente veja esta 
página. Coloque as cartas-estímulos 
sobre a mesa em uma fila na frente do 
paciente; esteja certo que deixou 
espaço suficiente entre as cartas-
estímulos e a borda da mesa – o mais 
3 
 
próximo do paciente – para a 
colocação das cartas-respostas. Como 
mostrado na Figura 1, as cartas-
estímulo são sempre apresentadas na 
perspectiva do paciente em um padrão 
de ordem da esquerda para a direita, 
começando com o triângulo vermelho 
(à esquerda do paciente), seguido das 
duas estrelas verdes, as três cruzes 
amarelas, e os quatro círculos azuis. 
Esteja certo de que as cartas-estímulo 
estejam orientadas adequadamente. 
Como ilustrado na Figura 1, o cume do 
triângulo aponta para o examinador, os 
topos das duas estrelas apontam para 
o examinador, e as cruzes 
organizadas horizontalmente são mais 
próximas do examinador. Enquanto 
estiver colocando as cartas-estímulo 
na mesa, diga ao paciente: 
Este teste é um pouco 
incomum porque eu não 
posso dizer muito a você 
sobre como fazê-lo. Você 
será solicitado a 
emparelhar cada carta 
dessas na mesa (aponte 
para o baralho de cartas-
respostas) à uma dessas 
quatro cartas-estímulo 
(aponte para cada carta-
estímulo em sucessão, 
começando com o triângulo 
vermelho). Você deve 
sempre pegar a carta de 
cima do baralho e colocá-la 
abaixo da carta-estímulo 
que achar que combina 
com a carta que você 
pegou. Eu não posso lhe 
falar como combinar as 
cartas, mas eu direi a você 
cada vez se está certo ou 
errado. Se você estiver 
errado, simplesmente 
deixa a carta onde você a 
colocou e tente por a 
próxima carta 
corretamente. Não há limite 
de tempo para este teste. 
Você está pronto? Vamos 
começar. 
Entregue ao paciente o primeiro 
baralho de cartas-resposta com as 
figuras para cima e os números no lado 
reverso das cartas orientado para o 
cliente. 
Devido à natureza ambígua do 
WCST, pacientes podem perguntar ao 
examinador várias questões. Enquanto 
é permissível para clarificar o 
significado da carta-estímulo e a 
maneira na qual o paciente deve 
responder, o examinar nunca deve 
violar a integridade do WCST dando 
alguma indicação dos princípios de 
escolha (categorias) ou a natureza das 
trocas de uma categoria para outra.Ge- 
4 
 
 
 Paciente 
 
 
 
 
 Examinador 
Figura 1. Orientação das cartas-estímulo do 
WCST (adaptado por René Viana). 
 
ralmente a repetição das instruções 
prover clarificação suficiente para a 
maioria dos indivíduos. Em nossa 
experiência, até mesmo crianças têm 
uma pequena dificuldade com as 
instruções padronizadas do WCST. 
Porém, para algumas crianças isto 
pode ser menos ameaçador ao 
apresentá-las o WCST no contexto de 
um “jogo” em vez de um teste. 
A primeira escolha correta de 
categoria é Cor. A medida que o 
paciente começa a classificar as 
cartas-resposta, o examinador 
responde “correto” ou “certo” cada vez 
que o paciente emparelhar de acordo 
com a categoria Cor, e “incorreto” ou 
“errado” cada vez que o sujeito 
emparelhar a um outro estímulo que 
não seja de acordo com a cor. Este 
procedimento perdura até o paciente 
ter produzido 10 respostas 
consecutivas para Cor. Sem 
comentário ou alguma outra indicação, 
o examinador muda então a 
classificação correta de categoria para 
Forma. É importante que o examinador 
faça uma suave e não detectável 
transição, tanto verbalmente quanto 
não - verbalmente, entre categorias 
classificadas. A categoria Forma 
permanece como a categoria 
(princípio) correta de classificação até 
que o paciente tenha novamente 
atingido 10 respostas corretas 
consecutivas. Sem advertências ou 
dica no momento em que está 
acontecendo, o examinador troca a 
classificação correta de categorias para 
Número. Após 10 respostas corretas 
consecutivas para Número, o 
examinador voltará para Cor como 
categoria correta de classificação, e 
depois para Forma, e em seguida para 
Número da maneira já descrita. O 
teste continua até o sujeito ter 
completado com sucesso seis 
categorias ou até os dois baralhos de 
cartas-resposta terem sido usados; 
qualquer que ocorrer primeiro. Em 
nenhum momento durante, ou depois 
da administração do WCST, o 
examinador poderá prover o paciente 
com alguma informação que não esteja 
contida nas instruções iniciais. 
O WCST não é cronometrado, e o 
paciente é informado sobre isso nas 
instruções dadas. Enquanto pacientes 
  
 
  
  
 
  
 
 
  
 
  
5 
 
variam no período de tempo necessário 
para realizar o teste, a maioria o faz 
dentro de um período de 20-30 
minutos. Ocasionalmente, um paciente 
pode começar a classificar as cartas 
muito rapidamente, e o examinador 
pode pedir ao sujeito a ir mais devagar, 
assim o examinador pode manter as 
anotações no formulário de respostas. 
Lentidão na avaliação do feedback 
para o paciente (e.x., impedindo o 
feedback até a resposta ser anotada) é 
frequentemente suficiente para manter 
uma avaliação de respostas 
confortável, tanto para o paciente 
quanto para o examinador. No entanto, 
o examinador pode praticar a 
administração e procedimentos de 
anotações até que possa, pelo menos, 
manter o ritmo com um paciente que 
classifica uma carta por segundo. Em 
casos extremos, ou quando 
administrando WCST com crianças 
pequenas, o examinador pode manter 
o controle do baralho de cartas-
resposta e entregar ao sujeito a carta-
resposta para cada tentativa individual. 
Porém, tornar um paciente lento 
demais pode interferir no desempenho 
deste porque o sujeito pode ficar 
distraído e perder o rumo da tarefa. 
Pacientes às vezes tornar-se-ão 
confusos sobre como empilha as 
cartas-resposta abaixo das cartas-
estímulo. Se o sujeito começar a 
formar colunas abaixo das cartas-
estímulo ou comece a empilhar as 
cartas-respostasobre as cartas-
estímulo, o examinador pode ajudá-lo 
movendo as cartas-respostas para 
pilhas e repetindo alguma ou todas as 
instruções do teste. Se o examinador 
acredita que um paciente possa estar 
emparelhando novas cartas-resposta 
com a última carta das pilhas de 
cartas-resposta, ao invés de utilizar as 
cartas-estímulo como referência, ele 
deve lembrar ao paciente o 
procedimento correto. Este pode ser 
também o caso se o paciente começa 
a fazer resposta Outra, isto é, resposta 
que não classifica nenhuma das três 
dimensões de estímulo para Cor, 
Forma e Número. Como regra geral, é 
útil redirecionar a atenção do sujeito 
para o procedimento correto de 
escolha do cartão-estímulo, se três ou 
mais Outra resposta ocorrer em uma 
fila. 
Se um paciente tornar-se frustrado 
e começar a “responder” fortuitamente 
ao invés de se esforçar a emparelhar 
com as cartas-estímulo, o examinador 
deve parar o sujeito e insistir que ele 
olhe para as cartas-estímulo e tente 
emparelhá-las. 
 
Anotando as Respostas 
6 
 
Uma anotação acurada das 
respostas do paciente é crítico para a 
subseqüente pontuação do WCST. O 
formulário de respostas deve estar fora 
da linha de visão de sujeito todo o 
tempo. Ao responder a cada item, o 
examinador deve desenhar barras (/) 
para cada dimensão que é a mesma 
para ambas, resposta e cartão-
estímulo. Se a resposta e o cartão-
estímulo emparelhar em apenas uma 
dimensão, um barra deve ser feita para 
o símbolo no formulário de anotação 
que corresponde àquela dimensão. Por 
exemplo, se a carta-resposta 
emparelha somente com Cor do 
cartão-estímulo, o item no formulário 
de anotação para aquela resposta seria 
marcada C F N O. Se a carta-resposta 
emparelha duas dimensões, ambos os 
símbolos correspondentes no 
formulário de anotação receberiam 
barras. Por exemplo, se a carta-
resposta tem a mesma Cor e o mesmo 
Número de figuras como no cartão-
estímulo, a respostas seria anotada 
como C F N O. Se a resposta e o 
cartão estímulo são exatamente iguais, 
a resposta é anotada como C F N O. 
finalmente, se a carta-resposta não 
emparelha com nenhuma dimensão 
das cartas-estímulo, a resposta seria 
anotada como Outra (i.e., C F N O). As 
dimensões de resposta deveriam ser 
anotadas na mesma maneira para 
cada item, independente de se a 
resposta é correta ou incorreta com 
respeito à categoria de escolha correta 
corrente. 
A seqüência de categoria, C F N C 
F N, aparece no topo da segunda 
página do formulário de anotação e 
corresponde à seqüência de escolha 
correta. Para começar, escreve a letra 
”C” na coluna esquerda do item 1 para 
representar a primeira categoria de 
escolha correta. Durante a 
administração, separe cada categoria 
no topo da página como é 
prosperamente completada (e.x., C F N 
C F N). Para determinar quando um 
paciente completa com sucesso uma 
categoria e para ajudar na pontuação 
posterior, numere consecutivamente 
respostas contínuas corretas, até 10, 
no espaço provido no formulário de 
resposta à esquerda de cada item. 
Somente respostas corretas são 
numeradas. A qualquer momento um 
paciente interrompe a seqüência 
correta de respostas cometendo um 
erro, comece re-numerando a próxima 
série correta com o número 1. Quando 
o critério de 10 respostas consecutivas 
corretas for alcançado, faça uma linha 
horizontal em baixo do último item, faça 
uma barra pelo símbolo da categoria 
7 
 
completada impressa no topo da 
página, e depois escreva o símbolo 
para a próxima categoria de escolha 
correta abaixo da linha horizontal e à 
esquerda da coluna. Estes 
procedimentos são demonstrados na 
Figura 2. 
PONTUAÇÃO 
Pontuar o WCST tem sido uma 
fonte de dificuldade para alguns 
indivíduos. Enquanto alguns 
investigadores reportaram confiança 
marcante (Axelrod, Goldman & 
Woodard, 1992; Huettner, Wolfe, & 
Hynd, 1989), outros (Flashman, 
Mandir, Horner, & Friedes, citados em 
Flashman, Horner, & Freides, 1991) 
encontraram baixa confiança devido a 
variação ou aplicação incorreta das 
regras de pontuação como foram 
originalmente delineadas por Heaton 
(1981). Esta seção clareia fontes 
comuns de dificuldade em pontuar e 
incorpora algumas das sugestões 
usuais de Flashman et al. (19991) e 
Axelrod et al. (1992) enquanto 
preservam as regras de pontuação 
original de Heaton (1981). 
Avaliação e Terminologia 
Antes de delinear as etapas 
específicas em pontuar o WCST, é útil 
reexaminar a natureza do teste e os 
termos usados para descrever as 
várias características das respostas do 
paciente. Desempenho com sucesso 
no WCST requer um paciente para 
determinar o primeiro princípio correto 
de escolha baseado no feedback do 
examinador e então manter este 
princípio de escolha ou grupo (e.x., 
Cor) por mudar condições de estímulo 
enquanto ignora outras dimensões de 
estímulos (e.x., Forma e Número). Uma 
falha em manter o grupo ocorre 
quando um paciente faz 5 ou mais 
respostas corretas consecutivas e 
então comete um erro antes de 
alcançar com sucesso uma categoria 
adquirindo 10 emparelhamentos 
consecutivos corretos. Porém, quando 
o sujeito alcança 10 respostas 
consecutivas corretas em uma 
categoria (e..x., Cor), o examinador 
muda o princípio correto de escolha 
para uma nova categoria (e.x., Forma) 
sem informar ao paciente. Agora, 
levando em conta o feedback que 
prevê o princípio de escolha correto, o 
paciente deve inibir a tendência de 
persistir ou perseverar com o princípio 
antigo e deve usar o feedback do 
examinador para determinar um novo 
princípio de escolha correto. 
 
8 
 
C F N C F N 
C ___ 1. C F N O 
 __1 2. C F N O [Somente res - 
 __2 3. C F N O postas corretas 
 __3 4. C F N O são numeradas] 
 __4 5. C F N O 
 __5 6. C F N O 
 __6 7. C F N O 
 __7 8. C F N O 
 __8 9. C F N O 
 __9 10. C F N O 
 _10 11. C F N O 
 
F __1 12. C F N O 
 ___ 13. C F N O 
 __1 14. C F N O 
 __2 15. C F N O 
 __3 16. C F N O 
 __4 17. C F N O 
 __5 18. C F N O 
 __6 19. C F N O 
 __7 20. C F N O 
 __8 21. C F N O 
 __9 22. C F N O 
 _10 23. C F N O 
 
N ___ 24. C F N O 
Figura 2. Ilustração do procedimento de 
anotação do WCST. 
Pontos do WCST e Dimensões de 
Pontuação 
Cada resposta que um cliente faz 
pode ser pensada como ocorrendo em 
três dimensões separadas e, assim, 
avaliadas separadamente. Estas 
dimensões são: Correta – Incorreta, 
Ambígua – Não-Ambígua, e 
Perseverativa – Não-Perseverativa. 
Correta – Incorreta. O examinador 
dá ao paciente um feedback para cada 
resposta, se correta ou incorreta, 
dependendo se a resposta emparelha 
ou não com o princípio correto, em 
efeito da ocasião em que a resposta é 
dada. Respostas que emparelham o 
princípio de escolha, em efeito, são 
pontuadas como corretas, enquanto 
respostas incorretas são pontuadas 
como erro. Respostas corretas são 
aqueles itens no formulário de 
anotação que o examinador numera 
durante a administração do WCST. 
Para completar, circule todos os itens 
que não foram numerados durante a 
administração. Os itens circulados e 
não numerados representam respostas 
incorretas (i.e., erros). Esses 
procedimentos de anotação e 
pontuação são descritos na Figura 3. 
 
9 
 
C F N C F N 
C ___ 1. C F N O [Erros são circu - 
 __1 2. C F N O lados] 
 __2 3. C F N O [Somente res - 
 __3 4. C F N O postas corretas 
 __4 5. C F N O são numeradas] 
 __5 6. C F N O 
 __6 7. C F N O 
 __7 8. C F N O 
 __8 9. C F N O 
 __9 10. C F N O 
 _10 11. C F N O 
 
F __1 12. C F N O 
 ___ 13. C F N O 
 ___ 14. C FN O 
 ___ 15. C F N O 
 __1 16. C F N O 
 ___ 17. C F N O 
 ___ 18. C F N O 
 __1 19. C F N O 
 ___ 20. C F N O 
Figura 3. Ilustração da pontuação de respostas 
corretas e erradas. 
Ambíguas – Não-Ambíguas. 
Quando uma carta-resposta emparelha 
uma carta-estímulo em um, e somente 
um estímulo característico (e.x., Cor), o 
princípio usado pelo paciente para 
emparelhar é óbvio e não-ambíguo ao 
examinador. Por exemplo, a carta-
resposta com três círculos vermelhos é 
emparelhada à carta-estímulo com um 
só triângulo vermelho. Porém, cartas-
resposta podem emparelhar a carta-
estímulo em mais de uma dimensão de 
estímulo. Um exemplo disso ocorre 
quando a carta-resposta com três 
triângulos vermelhos é emparelhada à 
carta-estímulo com um só triângulo 
vermelho. Esta situação é obscura, ou 
ambígua, para o examinador se o 
paciente está emparelhando baseado 
em Cor ou Forma. Simplesmente 
declarado, resposta que emparelham 
uma carta-estímulo em uma e somente 
uma característica é dita como 
resposta não-ambígua (e.x., C F N O), 
e alguma resposta que emparelha uma 
carta-estímulo em duas ou mais 
características é dita como sendo uma 
resposta ambígua (e.x., C F N O). Por 
definição, resposta Outra são 
ambíguas. A dimensão de respostas 
ambíguas – não-ambíguas é 
independente se a resposta é correta 
ou errada. Anotando cuidadosamente 
todas as características que são as 
mesmas nas respostas e carta-
estímulo para cada tentativa durante a 
administração do WCST, o examinador 
está apto a pontuar esta dimensão com 
10 
 
precisão seguindo a finalização do 
teste. 
Perseverativa – Não-
Perseverativa. Quando um paciente 
persiste em responder a um estímulo 
característico que é incorreto, é dito 
que a resposta emparelha um 
“princípio perseverativo” e é pontuado 
como perseveração. Pacientes podem 
perseverar para Cor, Forma, e Número. 
Porém, não é possível perseverar na 
categoria Outra, porque o examinador 
pode nunca estar certo da base para o 
emparelhamento. Uma vez que um 
princípio perseverativo tenha sido 
estabelecido e é operante, ou “em 
efeito”, respostas que emparelham o 
princípio perseverativo são pontuadas 
como perseverativas, sem levar em 
conta se elas são corretas ou 
incorretas. Respostas que não 
emparelham o princípio perseverativo 
são não-perseverativas. Respostas 
perseverativas são indicadas depois da 
conclusão do teste, anotando a letra 
“p” no espaço à direita do item no 
formulário de anotações. 
Existem três situações distintas 
que definem o princípio perseverativo 
para pontuação de respostas 
perseverativas: 
1. O princípio perseverativo é 
estabelecido no começo do 
teste na primeira vez que o 
paciente fizer um erro não-
ambíguo. O primeiro erro não-
ambíguo somente estabelece o 
princípio perseverativo e não é 
pontuado como perseveração. 
Qualquer erro não-ambíguo 
subseqüente que emparelha o 
princípio perseverativo 
estabelecido é pontuado como 
perseveração, até se outras 
respostas que não emparelham 
esse princípio perseverativo 
intervir na seqüência. Desse 
modo, é possível fazer 
respostas perseverativas antes 
de se completar uma categoria 
com sucesso. A Figura 4(a) 
ilustra a situação mais simples 
de pontuação. Na segunda 
tentativa, o sujeito classifica a 
carta, a qual contém quatro 
cruzes vermelhas, ao cartão-
estímulo com três cruzes 
amarelas. Esta resposta é um 
erro não-ambíguo que 
emparelha o princípio de 
classificação para Forma (i.e., 
C F N O) e estabelece Forma 
como princípio perseverativo. 
Toda vez, agora, que o cliente 
fizer um erro não-ambíguo para 
11 
 
(a) 
C ___ 1. C F N O 
 ___ 2. C F N O [Erro não-ambíguo] 
 ___ 3. C F N O p 
 ___ 4. C F N O p 
 ___ 5. C F N O 
 ___ 6. C F N O 
 __1 7. C F N O 
 __2 8. C F N O 
 __3 9. C F N O 
 __4 10. C F N O 
 __5 11. C F N O 
 __6 12. C F N O 
 __7 13. C F N O 
 __8 14. C F N O 
 __9 15. C F N O 
 _10 16. C F N O 
F ___ 17. C F N O p 
 ___ 18. C F N O 
 ___ 19. C F N O 
 ___ 20. C F N O p 
 
 
 
 
 
(b) 
C ___ 1. C F N O 
 ___ 2. C F N O [Erro não-ambíguo] 
 __1 3. C F N O 
 __2 4. C F N O 
 __3 5. C F N O 
 __4 6. C F N O 
 ___ 7. C F N O p 
 __1 8. C F N O 
 __2 9. C F N O 
 __3 10. C F N O 
 __4 11. C F N O 
 __5 12. C F N O 
 __6 13. C F N O 
 __7 14. C F N O 
 __8 15. C F N O 
 __9 16. C F N O 
F _10 17. C F N O 
 ___ 18. C F N O 
 __1 19. C F N O 
 ___ 20. C F N O p 
 
 
 
 
 
12 
 
(c) 
C ___ 1. C F N O 
 ___ 2. C F N O [Erro não-ambíguo] 
 ___ 3. C F N O p 
 ___ 4. C F N O p 
 __1 5. C F N O p 
 __2 6. C F N O p 
 ___ 7. C F N O p 
 ___ 8. C F N O 
 ___ 9. C F N O p 
 ___ 10. C F N O p 
 ___ 11. C F N O p 
 ___ 12. C F N O 
 ___ 13. C F N O p 
 ___ 14. C F N O p 
 ___ 15. C F N O 
 ___ 16. C F N O 
 ___ 17. C F N O 
 __1 18. C F N O 
 ___ 19. C F N O 
 ___ 20. C F N O 
 
 
 
 
 
Figura 4. Ilustração da pontuação de respostas 
perseverativas. 
(d) 
C __1 1. C F N O 
 __2 2. C F N O 
 __3 3. C F N O 
 __4 4. C F N O 
 __5 5. C F N O 
 __6 6. C F N O 
 __7 7. C F N O 
 __8 8. C F N O 
 __9 9. C F N O 
 _10 10. C F N O 
F ___ 11. C F N O p 
 __1 12. C F N O p 
 ___ 13. C F N O p 
 ___ 14. C F N O p 
 ___ 15. C F N O p 
 __1 16. C F N O p 
 ___ 17. C F N O p 
 __1 18. C F N O p 
 __1 19. C F N O p 
 ___ 20. C F N O p 
 
 
 
 
13 
 
Forma (e.x., tentativas 3 e 4), a 
resposta é pontuada como 
perseverativa até que o princípio 
perseverativo mude. A Figura 4(b) 
ilustra a regra de pontuação 
quando outras respostas, que não 
emparelham com este princípio 
perseverativo, intervêm na 
seqüência. Este paciente cometeu 
um erro não-ambíguo para o 
princípio Forma na segunda 
tentativa, mas corretamente 
emparelhado com as próximas 
quatro cartas para o princípio Cor, 
antes de fazer a primeira resposta 
perseverativa para Forma na 
tentativa 7. 
2. A situação mais comum em 
que um sujeito comete erro de 
perseveração ocorre depois 
que ele completa uma 
categoria fazendo 10 
emparelhamentos consecutivos 
corretos. Porque o paciente 
não é avisado que o 
examinador agora mudou o 
princípio de escolha, ele 
provavelmente continuará a 
responder de acordo com o 
princípio correto prévio. 
Contudo, depois de uma 
categoria ter sido completada 
com sucesso e o examinador 
ter trocado o princípio de 
escolha, a categoria correta 
anterior agora torna-se o 
princípio perseverativo 
atualmente em efeito. Embora 
alguns pesquisadores 
considerarem esta regra 
“contra-intuitiva” (Flashman et 
al., 1991, p. 193), a primeira 
resposta não-ambígua a 
emparelhar o novo princípio 
perseverativo (i.e., a categoria 
de escolha correta anterior) é 
um erro não-ambíguo 
perseverativo. A Figura 4 
apresenta exemplos de 
pontuação de acordo com esta 
regra: Tentativa 17 na Figura 
4(a) e Tentativa 11 na Figura 
4(d) são erros perseverativos 
não-ambíguos porque a 
resposta Cor emparelha o 
princípio perseverativo (a 
categoria há pouco 
completada) atualmente em 
efeito. Como ilustrado na 
tentativa 12 da Figura 4(d), 
uma resposta ambígua, C F N 
O, neste exemplo, pode 
também ser pontuada como 
perseverativa quando encontra 
condições a) e b) abaixo, que 
assegura que é uma parte 
padrão consistente de resposta 
14 
 
perseverativa. Mais de uma 
resposta ambígua pode ser 
perseverativa contanto que 
satisfaça as condições a) e b) 
com também a c) abaixo. Estas 
condições aplicam-se sem 
levar em conta se a resposta 
ambígua é correta ou incorreta. 
a) A resposta ambíguadeve 
emparelhar o princípio 
perseverativo que está em 
efeito corrente (no nosso 
exemplo, Cor é definido por 
uma categoria de escolha 
prévia). 
b) As respostas não-ambíguas 
mais próximas, tanto 
precedendo (tentativa 11) 
quanto seguindo (tentativa 
13) a resposta ambígua 
(tentativa 12) devem, cada 
uma, ser perseverativa, e 
devem emparelhar o 
princípio perseverativo. Isto é 
conhecido como regra 
sanduíche, onde a resposta 
ambígua deve ser 
“sanduíche” entre duas 
respostas perseverativas 
não-ambíguas (Flashman et 
al., 1991, p. 191). 
c) Para que mais de uma 
resposta ambígua seja 
pontuada como 
perseverativa, todas as 
respostas entre respostas 
perseverativas não-
ambíguas devem emparelhar 
o princípio perseverativo em 
andamento. Isto é, o 
emparelhamento para o 
princípio perseverativo tem 
que correr continuamente ao 
logo de todas as respostas 
entre as duas respostas 
perseverativas não-
ambíguas e não deve ser 
quebrado por qualquer 
resposta que não emparelha 
este novo princípio 
perseverativo. Na Figura 4 
(c), as tentativas 5 e 6 são, 
ambas, pontuadas como 
respostas perseverativas, 
indiferente se são respostas 
corretas ou incorretas. Deste 
modo, as tentativas 12, 16, 
18, e 19, apresentadas na 
Figura 4(d) são todas 
pontuadas como 
perseverativas; as tentativas 
18 e 19 na Figura 4(b) não 
são pontuadas como 
perseverativas porque não 
estão precedidas por uma 
15 
 
resposta perseverativa não-
ambígua. 
Como ilustrado pelas 
tentativas 5 e 6 da Figura 4(c), 
respostas ambíguas podem 
também serem pontuadas 
como perseverativas antes de 
o paciente completar a primeira 
categoria corretamente, se elas 
encontrarem as mesmas três 
condições descritas acima. 
Primeiro, a resposta, ou 
respostas, devem emparelhar o 
princípio perseverativo em 
andamento (no exemplo 
corrente, o princípio 
perseverativo é Forma como 
definido pelo primeiro erro não-
ambíguo na tentativa 2). Em 
seguida, a resposta ou 
respostas, devem ser 
precedidas e seguidas 
(sanduíche) por uma resposta 
perseverativa não-ambígua 
(tentativas 4 e 7). Por último, o 
emparelhamento para o 
princípio perseverativo deve 
correr continuamente ao longo 
de todas as respostas entre 
duas respostas perseverativas 
não ambíguas e não devem ser 
quebradas. 
3. A situação final definindo um 
princípio perseverativo ocorre 
quando um paciente muda seu 
padrão de resposta 
perseverativa. Isto é, é possível 
que o princípio perseverativo 
mude dentro de alguma 
categoria quando: (1) o sujeito 
comete três erros não-
ambíguos para um princípio de 
escolha que não é correto nem 
atualmente perseverativo, e (2) 
todas as respostas entre o 
primeiro e o terceiro erro não-
ambíguo emparelham esse 
princípio de escolha. Quando 
esta situação ocorre, o 
princípio de escolha 
percorrendo através desses 
três erros não-ambíguos torna-
se o novo princípio 
perseverativo. O novo princípio 
perseverativo, porém, não é 
operativo para propostas de 
pontuação até um segundo 
erro não-ambíguo. A Figura 
5(a) ilustra o exemplo mais 
simples dessa situação de 
pontuação. 
A Figura 5(a) apresenta as 
respostas de um paciente que 
classificou Forma na tentativa 
2, o qual estabelece Forma 
16 
 
(a) 
C ___ 1. C F N O 
 ___ 2. C F N O[Erro não-ambíguo] 
 ___ 3. C F N O 
 ___ 4. C F N O p 
 ___ 5. C F N O 
 __1 6. C F N O 
 ___ 7. C F N O p 
 ___ 8. C F N O p 
 ___ 9. C F N O[Erro não-ambíguo] 
 ___ 10. C F N O p[Erro não-ambíguo] 
 ___ 11. C F N O p[Erro não-ambíguo] 
 __1 12. C F N O 
 ___ 13. C F N O 
 ___ 14. C F N O 
 ___ 15. C F N O p 
 __1 16. C F N O 
___ 17. C F N O 
 __1 18. C F N O 
 __2 19. C F N O 
 __3 20. C F N O 
 
 
 
 
 
(b) 
C ___ 1. C F N O 
 ___ 2. C F N O[Erro não-ambíguo] 
 __1 3. C F N O 
 __2 4. C F N O 
 __3 5. C F N O 
 __4 6. C F N O 
__5 7. C F N O 
 __6 8. C F N O 
 __7 9. C F N O 
 ___ 10. C F N O[Erro não-ambíguo] 
 ___ 11. C F N O p[Erro não-ambíguo] 
 ___ 12. C F N O p[Erro não-ambíguo] 
 ___ 13. C F N O p 
 ___ 14. C F N O p 
 ___ 15. C F N O 
 __1 16. C F N O 
 ___ 17. C F N O 
 __1 18. C F N O 
 ___ 19. C F N O p 
 ___ 20. C F N O p 
 
 
 
 
 
17 
 
(c) 
C ___ 1. C F N O 
 ___ 2. C F N O[Erro não-ambíguo] 
 ___ 3. C F N O p 
 __1 4. C F N O 
 ___ 5. C F N O[Erro não-ambíguo] 
 ___ 6. C F N O p[Erro não-ambíguo] 
 __1 7. C F N O p 
 ___ 8. C F N O p[Erro não-ambíguo] 
 ___ 9. C F N O p 
 ___ 10. C F N O p 
 ___ 11. C F N O p 
 ___ 12. C F N O p 
 ___ 13. C F N O p 
 ___ 14. C F N O p 
 ___ 15. C F N O p 
 __1 16. C F N O 
__2 17. C F N O 
 __3 18. C F N O 
 __4 19. C F N O 
 __5 20. C F N O 
 
 
 
 
 
Figura 5. Ilustração do princípio perseverativo 
mudando dentro de uma categoria. 
(d) 
F __1 27. C F N O 
 __2 28. C F N O 
 __3 29. C F N O 
 ___ 30. C F N O 
 __1 31. C F N O 
 __2 32. C F N O 
 __3 33. C F N O 
 ___ 34. C F N O 
 __1 35. C F N O 
 ___ 36. C F N O[Erro não-ambíguo] 
 ___ 37. C F N O p[Erro não-ambíguo] 
 ___ 38. C F N O p 
 ___ 39. C F N O p[Erro não-ambíguo] 
 ___ 40. C F N O 
 __1 41. C F N O 
 ___ 42. C F N O 
__1 43. C F N O 
 ___ 44. C F N O 
 ___ 45. C F N O p 
 __1 46. C F N O 
 
 
 
 
 
18 
 
como princípio perseverativo 
para o início do teste. Os 
emparelhamentos não-
ambíguos para Forma nas 
tentativas 4, 7, e 8 são, 
portanto, pontuados como 
erros perseverativos. Contudo, 
iniciando com a tentativa 9, o 
paciente faz os próximos três 
emparelhamentos para 
Número. Porquê as tentativas 
9, 10, e 11 são erros não-
ambíguos ininterruptos para 
outro princípio que Forma, 
Número torna-se o novo 
princípio perseverativo na 
tentativa 10. Deste modo, as 
respostas feitas nas tentativas 
10 e 11são pontuadas como 
erros perseverativos. A Figura 
5(b) ilustra este princípio de 
perseveração para uma série 
maior de erros perseverativos 
onde o princípio perseverativo 
mudou de Forma (tentativa 2) 
para Número (tentativa 11). 
Uma situação mais complexa 
de pontuação surge quando 
uma resposta ambígua que 
também emparelha o novo 
princípio perseverativo são 
entremeadas entre a seqüência 
de três erros não-ambíguos. 
Provido que as séries não são 
quebradas por nenhuma 
resposta que não emparelha o 
novo princípio perseverativo, a 
segunda resposta incorreta 
não-ambígua na seqüência é 
pontuada como perseverativa e 
todas as respostas sanduíche 
ambíguas entre o segundo e o 
terceiro erro perseverativo não 
ambíguo são pontuadas 
também como perseverativas, 
indiferentemente se estão 
corretas ou incorretas. Embora 
as respostas sanduíches 
ambíguas entre o primeiro e o 
segundo erro não-ambíguo 
devem emparelhar o novo 
princípio perseverativo, o novo 
princípio não torna-se operativo 
até o segundo erro não-
ambíguo – portanto, estas 
respostas ambíguas não são 
pontuadas como 
perseverativas. 
Por exemplo, na Figura 5(c) 
o paciente cometeu o primeiro 
erro não-ambíguo 
emparelhando Forma na 
tentativa 2, assim, fez o 
primeiro erro perseverativo na 
tentativa 3. Porém, o sujeito 
então começa a classificar por 
19 
 
Número, fazendo o primeiro 
erro não-ambíguo para Número 
na tentativa 5. A tentativa 6 é 
também um erro não-ambíguo 
para Número como é na 
tentativa 8, o qual representa o 
terceiro erro não-ambíguo que 
emparelha o princípio para 
Número. Devido à resposta 
ambígua na tentativa 7 (C F N 
O) emparelhar o princípio para 
Número, a seqüência de 
respostas da tentativa 5 à 
tentativa 8 todas emparelham 
para Número sem interrupção,definindo Número como o novo 
princípio perseverativo. Então, 
começando com o segundo 
erro não-ambíguo na 
seqüência (tentativa 6), as 
respostas de 6 até 15 são 
todas pontuadas como 
perseverativas. A resposta 
ambígua na tentativa 7 é 
também pontuada como 
perseverativa, apesar de ser 
correta, porque é precedida e 
seguida por um erro 
perseverativo não-ambíguo. O 
exemplo na Figura 5(d) ilustra 
uma situação similar, com o 
primeiro erro não ambíguo das 
séries começando com a 
resposta para Número na 
tentativa 36. Neste caso, a 
resposta ambígua na tentativa 
38 (i.e., C F N O) que separa a 
segunda e a terceira resposta 
não-ambígua incorreta é 
também um erro e está, 
portanto, circulada. A tentativa 
40 não é pontuada como 
perseverativa porque ela não 
está incluída na regra 
sanduíche. 
Número de Categorias 
Completadas. O Número de Categorias 
Completadas é simplesmente o 
número de categorias (i.e., cada 
seqüência de 10 emparelhamentos 
consecutivos corretos para o critério de 
categoria escolhida) que o paciente 
completa com sucesso durante o teste. 
A pontuação pode variar de um mínimo 
de 0 para o máximo de 6. Tipicamente 
o examinador separa cada categoria, a 
medida que é completada com 
sucesso, no topo da segunda página 
do formulário de respostas, usando a 
seqüência existente: C F N C F N. 
Tentativas para Completar a 
Primeira Categoria. O número total de 
tentativas para completar com sucesso 
a primeira categoria, dá uma indicação 
de conceituação inicial antes da 
mudança de uma série ser requerida. 
O exemplo de pontuação apresentado 
20 
 
na Figura 4 mostra que o paciente “a” 
levou 16 tentativas para completar a 
primeira categoria, enquanto que o 
paciente “b” levou 17 tentativas, e o 
paciente “d”, somente 10. Em raras 
ocasiões, um sujeito administrará todas 
as 128 cartas sem já ter completado a 
primeira categoria com sucesso. Neste 
caso, o paciente recebe uma Tentativa 
para Completar a Primeira Categoria 
de pontos brutos de 129. 
Percentagem de Erros 
Perseverativos. A percentagem de 
erros perseverativos reflete a 
“densidade” ou concentração de erros 
perseverativos em relação ao 
desempenho total do teste. Isto é 
computado através do cálculo da 
divisão de erros perseverativos pelo 
número de tentativas administradas. A 
fração do resultado é então 
multiplicado por 100 e arredondado 
pelo número total mais próximo. Por 
exemplo, se um paciente completou o 
WCST em 106 tentativas e cometeu 15 
erros perseverativos, ele teria uma 
pontuação de Percentagem de Erro 
Perseverativo de 14%. 
Falha em Manter a Série. Outra 
pontuação básica WCST é a Falha em 
Manter a Série. A falha em manter a 
série ocorre quando o paciente faz 
cinco ou mais emparelhamentos 
corretos consecutivos, mas então, 
comete um erro antes de completar 
com sucesso a categoria. A falha para 
manter uma série não é pontuada se, 
em direção ao final do teste o sujeito 
emparelhou cinco ou mais cartas 
corretamente e simplesmente fura a 
série ao completar a 128ª tentativa. 
A figura 6 provê um exemplo de 
um paciente que teve considerável 
dificuldade em manter o princípio de 
escolha correta para Cor. Na segunda 
tentativa (dado não mostrado) um 
sujeito cometeu um erro não ambíguo 
para Forma no qual estabeleceu Forma 
como princípio perseverativo. Apesar 
de receber feedback positivo do 
examinador para numerosos 
emparelhamentos corretos não-
ambíguos para Cor, esta professora 
escolar de 59 anos, com mestrado, era 
incapaz de continuar respondendo 
consistentemente de acordo com este 
princípio. Dentro de uma série de 
menos de 25 tentativas, esta paciente 
falhou em manter a série por três vezes 
(ver tentativas 23, 30, e 38). 
Percentagem do Nível Conceitual 
de Respostas. O percentual do nível 
conceitual de respostas, 
presumivelmente reflete perspicácia 
nos princípios de escolhas corretas. As 
respostas de níveis conceituais são de- 
21 
 
C __1 15. C F N O 
 __2 16. C F N O 
 ___ 17. C F N O 
 __1 18. C F N O 
 __2 19. C F N O 
 __3 20. C F N O 
 __4 21. C F N O 
 __5 22. C F N O 
 ___ 23. C F N O [falha na série] 
 ___ 24. C F N O p 
 __1 25. C F N O 
 __2 26. C F N O 
 __3 27. C F N O 
 __4 28. C F N O 
 __5 29. C F N O 
 ___ 30. C F N O p [falha na série] 
__1 31. C F N O 
 __2 32. C F N O 
 __3 33. C F N O 
 __4 34. C F N O 
 __5 35. C F N O 
 __6 36. C F N O 
 __7 37. C F N O 
 ___ 38. C F N O p [falha na série] 
Figura 6. Ilustração da pontuação de Falha em 
Manter a Série. 
finidas como respostas corretas 
consecutivas ocorrendo em séries de 
três ou mais. Estas respostas são 
denominadas como respostas de nível 
conceitual porque é presumido que 
alguma perspicácia na estratégia 
correta de escolha seja requerida em 
ordem de fazer três ou mais 
emparelhamentos consecutivos 
corretos, e que a série correta neste 
período ocorreria, improvavelmente, só 
por casualidade. A pontuação da 
Percentagem de Nível Conceitual de 
Respostas é calculada por: (a) 
dividindo o número total de respostas 
de nível conceitual pelo número total 
de tentativas administradas, (b) 
multiplicando o resultado por 100, e (c) 
arredondando ao número inteiro mais 
próximo. As figuras 7 e 8 ilustram a 
pontuação da Percentagem de 
Respostas de Nível Conceitual. 
Como visto na Figura 7, este 
paciente fez 70 respostas de nível 
conceitual as quais ocorreram em 10 
séries de três ou mais respostas certas 
(i.e., 10, 10, 10, 3, 10, 3, 4, 4, 10, e 6) 
através das 128 tentativas do teste. 
Dividindo 70 por 128, multiplicando por 
100, e arredondando ao número inteiro 
mais próximo, a Percentagem de 
Resposta de Nível Conceitual bruto 
renderá 55% da pontuação. A Figura 8 
apresenta os dados de um paciente 
que obteve 79 respostas de nível 
conceitual em 116 tentativas (i.e., 8, 3, 
22 
 
13, 11, 10, 10, 3, 11, 10). Neste caso, o 
Percentual de Respostas de Nível 
Conceitual de pontos brutos é igual a 
68%. 
Aprendendo a Aprender. 
Aprendendo a Aprender (depois de 
Tarter, 1973) reflete a média de 
mudanças do paciente em eficácia 
conceitual através das categorias 
consecutivas (estágios) do WCST. 
Calcular esta pontuação requer quatro 
paços. 
O primeiro passo é determinar se 
uma pontuação de Aprendendo a 
Aprender pode ser calculada ou não. 
Isto é realizado pela contagem de 
números de categorias que foram 
completadas ou tentadas. Uma 
categoria é dita que foi “tentada” 
quando existem pelo menos 10 
tentativas na categoria, mesmo se a 
categoria não foi completada com 
sucesso (e.x., no final do teste). A 
pontuação de Aprendendo a Aprender 
pode ser calculada somente para 
sujeitos que completaram três ou mais 
categorias ou que tenham completado 
duas categorias e tentaram uma 
terceira. Em seguida, uma 
percentagem de pontos errados é 
calculada para cada categoria 
completada ou tentada (i.e., o total de 
erros feitos dentro daquela categoria, 
dividido pelo número total de tentativas 
daquela categoria, multiplicada por 
100). Terceiro, a diferença de 
percentagem de pontos errados para 
cada par consecutivo de categorias 
adjacentes ou estágios são então 
computados. As percentagens de 
diferença dos pontos errados são 
formadas pela subtração da 
percentagem de pontos errados da 
Categoria 2 (Forma) pela percentagem 
de pontos errados para a Categoria 1 
(Cor); a percentagem de pontos 
errados para a Categoria 3 (Número) 
pela percentagem de pontos errados 
para a Categoria 2 (Forma), e assim 
em diante. Finalmente, as diferenças 
de percentagem de pontos errados são 
somadas e calculadas as médias de 
rendimento em uma média comum, a 
qual é a pontuação bruta do 
Aprendendo a Aprender. 
Uma pontuação positiva de 
Aprendendo a Aprender indica uma 
melhora naeficiência através de 
categorias consecutivas, 
presumivelmente devido ao 
aprendizado. Muitos pacientes, porém, 
obterão uma pontuação negativa do 
Aprendendo a Aprender porque a 
diferença de percentagem de pontos 
errados entre a Categoria 1 e a 
Categoria 2 é incluída no cálculo. 
23 
 
Incluindo a primeira diferença de 
pontos feitos, mais difícil de obter uma 
pontuação positiva de Aprendendo a 
Aprender devido à nova dificuldade de 
fazer a primeira mudança de série. 
Contudo, os dados normativos tomam 
este fato em consideração; isto é, as 
normas refletem como um determinado 
paciente está Aprendendo a Aprender, 
comparado com aqueles do grupo 
controle, então, é possível identificar 
um relativo bom desempenho até 
quando o escore bruto total é não 
positivo. 
A Figura 7 também ilustra os 
cálculos envolvidos em obter a 
pontuação de Aprendendo a Aprender. 
Como mostrado nesta figura, o 
paciente completou com sucesso cinco 
categorias e tentou a sexta, a qual 
estava composta de 17 tentativas. 
Deste modo, uma pontuação de 
Aprendendo a Aprender pode ser 
calculada para este sujeito. O número 
de tentativas compondo cada categoria 
era determinado e anotado no espaço 
apropriado do Formulário de 
Pontuação de Aprendendo a Aprender 
(veja Figura 7), junto com o número de 
erros cometidos dentro de cada 
categoria. Dividindo o número de erros 
feitos em cada categoria pelo número 
de tentativas incluídas em cada 
categoria e multiplicando por 100, 
resulta nas seguintes seis 
percentagens de pontos errados: 
16.67% (2/12), 36.84% (7/19), 38.10% 
(8/21), 45.83% (11/24), 31.43% 
(11/35), e 58.82% (10/17). As 
diferenças da percentagem de pontos 
errados entre os pares consecutivos de 
categorias adjacentes são: -20.17 (i.e., 
16.67 – 36.84), -1,26 (i.e., 36.84 – 
38.10), -7.73 (i.e., 38.10 – 45.83), 
+14.40 (i.e., 45.83 – 31.43), e -27.39 
(i.e., 31.43 – 58.82). A soma destas 
diferenças de percentagem de pontos 
errados é igual a -42.15, o qual resulta 
numa média de diferenças, ou a 
pontuação bruta de Aprendendo a 
Aprender, de -8.43 (i.e., -42.15 dividido 
por 5). Esta pontuação indica 
claramente que o paciente tornou-se 
menos eficiente ao invés de tornar-se 
mais eficiente nos estágios 
consecutivos do WCST, apesar de que 
a pontuação em percentil revelar que 
este aspecto do desempenho do 
sujeito não é incomum para uma 
pessoa neurologicamente normal. 
O desempenho do paciente a 
pouco discutido levanta um contraste 
para o paciente de quem os dados são 
apresentados na Figura 8. Esta 
paciente completou todas seis 
categorias em 116 tentativas. Como 
24 
 
mostrado nesta figura, seu percentual 
de pontos errados foram 21.88%, 
38.46%, 26.32%, 16.67%, 13.33%, e 
8.33%, respectivamente. Estes dados 
rendem uma diferença de pontuação 
de -16.58, +12.14, +9.65, +3.34, e 
+5.00. A consistência da diferença de 
pontos positivos, depois da inicial, 
sugere que ela tornou-se 
progressivamente mais eficiente nas 
escolhas através dos estágios do teste, 
e este incremento de proficiência é 
refletido na pontuação bruto de +2.71 
do Aprendendo a Aprender (veja Figura 
8). 
Percentagem de Erros, 
Percentagem de Respostas 
Perseverativas, e Percentagem de 
Erros Não-Perseverativos. Pontuação 
de Percentagem de Erros, 
Percentagem de Respostas 
Perseverativas, e Percentagem de 
Erros Não-Perseverativos são 
apresentados principalmente para 
auxiliar em investigações de pesquisas. 
Estes pontos são calculados pela 
divisão do respectivo ponto bruto pelo 
Número de Tentativas Administradas, 
multiplicando o resultado por 100, e 
arredondando ao número inteiro mais 
próximo. Pontos de percentagem 
podem ser úteis em estudos de 
pesquisas onde a diferença de 
números de tentativas administradas 
precisa ser controlada. Porém, o uso 
desta pontuação não é recomendado 
para interpretação clínica do WCST, 
porque ela envolve a correção dos 
pontos por uma medida global do 
sucesso no teste (i.e., o número de 
tentativas requeridas para completar o 
WCST), e porque a confiabilidade 
dessa “percentagem” de pontos é 
abaixo do que aqueles de sua 
pontuação respectiva elementar. 
Calculando os Pontos do WCST 
Depois de revisar cada item e 
anotar erros e respostas perseverativas 
no formulário de anotação como 
sugerido acima, a pontuação do WCST 
pode ser calculada. Abra o formulário 
de anotação na segunda e terceira 
página. A terceira página contém 
espaços para a notar e calcular a 
pontuação do WCST. 
Número de Tentativas 
Administrada, Número Total de 
Acertos, e Número Total de Erros. 
Conte o número total de tentativas 
administradas, e coloque este número 
no espaço rotulado Número de 
Tentativas Administrada: Pontuação 
bruta na terceira página do formulário 
de anotação. Conte o número de itens 
que o examinador numerou durante a 
25 
 
administração e os que não foram 
circulados depois. Ponha este número 
no espaço rotulado Número Total de 
Acertos: Pontuação Bruta. Conte o 
número de itens que foram circulados, 
e coloque esta pontuação bruta no 
espaço rotulado Número Total de 
Erros. 
Respostas Perseverativas, Erros 
Perseverativos, e Erros Não-
Perseverativos. Conte o número de 
itens que tenham sido marcados com a 
letra “p” e ponha esta pontuação bruta 
no espaço rotulado Respostas 
Perseverativas. Conte o número de 
itens que foram circulados e marcados 
com a letra “p”, e ponha este número 
no espaço rotulado Erros 
Perseverativos: Pontos Brutos. Conte o 
número de itens que foram circulados 
mas que não foram marcados com um 
“p”. Coloque esta pontuação bruta no 
espaço rotulado Erros Não-
Perseverativos. Como uma verificação 
na precisão da pontuação, a soma dos 
pontos brutos dos Erros Perseverativos 
e dos pontos brutos dos Erros Não-
Perseverativos deve ser igual a 
pontuação bruta do Número Total de 
Erros. 
Percentagem de Erros, 
Percentagem de Respostas 
Perseverativas, Percentagem de Erros 
Perseverativos, e Percentagem de 
Erros Não-Perseverativos. Encontre os 
pontos brutos do Número Total de 
Erros na terceira página do formulário 
de anotações. Divida este número pela 
pontuação bruta anotada para o 
Número de Tentativas Administradas. 
Multiplique esta fração por 100 e 
arredonde para o número inteiro mais 
próximo. Coloque este número abaixo 
da coluna de pontos brutos no espaço 
rotulado Percentagem de Erros. 
Encontre a pontuação bruta de 
Respostas Perseverativas e divida este 
número pelos pontos brutos colocados 
no Número de Tentativas 
Administradas. Multiplique esta fração 
por 100 e arredonde para o número 
inteiro mais próximo. Ponha este 
número abaixo da coluna de pontos 
brutos no espaço rotulado 
Percentagem de Respostas 
Perseverativas. Use um procedimento 
análogo para calcular a Percentagem 
de Erros Perseverativos e a 
Percentagem de Erros Não-
Perseverativos. 
Nível Conceitual de Respostas e 
Percentagem do Nível Conceitual de 
Respostas. Examine a segunda página 
do formulário de anotações e 
identifique todas as respostas corretas 
consecutivas que ocorrem em fileiras 
26 
 
de três ou mais. Esteja certo de incluir 
respostas corretas ambíguas que 
continuam em uma fileira através das 
categorias. Some o número de 
respostas corretas abrangendo essas 
fileiras. Ponha esta soma na coluna de 
pontos brutos próxima às Respostas de 
Nível Conceitual. Divida os pontos 
brutos pela pontuação bruta do 
Número de Tentativas Administradas. 
Multiplique o resultado fracionado por 
100 e arredonde ao número inteiro 
mais próximo. Coloque este novo 
número na coluna de pontos brutos 
próximo à Percentagem de Respostas 
de Nível Conceitual. 
Número de Categorias 
Completadas. Conte o número de 
seqüências de 10 emparelhamentos 
corretos (no máximo 6) e ponha esta 
pontuação bruta no espaço respectivo 
rotulado Número deCategorias 
Completadas. 
Tentativas para Completar a 
Primeira Categoria. Olhe a segunda 
página do formulário de anotações. 
Comece com a Tentativa 1, conte o 
número de tentativas utilizadas para 
completar a primeira categoria. Na área 
de pontuação, coloque este número de 
baixo da coluna de pontos brutos 
rotulada Tentativas para Completar a 
Primeira Categoria. No raro caso onde 
um paciente nunca completa com 
sucesso a primeira categoria, 
Tentativas para Completar a Primeira 
Categoria é assinalada com pontuação 
bruta de 129. 
Falha em Manter a Série. Conte o 
número de seqüências de cinco ou 
mais emparelhamentos corretos, 
seguidos por pelo menos um erro 
ocorrido antes de completar a 
categoria. Anote este número no 
espaço denominado Falha em Manter 
a Série: pontos brutos. 
Aprendendo a Aprender. 
Determine se uma pontuação de 
Aprendendo a Aprender pode ser 
calculada, contando o número de 
categorias ou estágios que foram 
completados ou tentados. Se o número 
total de categorias completadas e 
tentadas é menor que três, uma 
pontuação de Aprendendo a Aprender 
não pode ser calculada. Neste caso, 
anote “N/A” em Aprendendo a 
Aprender: Coluna de pontos brutos. 
Se a pontuação de Aprendendo a 
Aprender pode ser calculada, conte o 
número de tentativas abrangendo a 
primeira categoria. No Formulário de 
Pontos de Aprendendo a Aprender, 
coloque este número no espaço para 
Categoria 1, abaixo da coluna de 
27 
 
Número de tentativas. Use um 
procedimento análogo para determinar 
o número de tentativas abrangendo o 
restante das categorias e anote este 
número no espaço respectivo no 
formulário de anotações. Depois, conte 
o número de erros cometidos dentro da 
primeira categoria. Coloque este 
número no formulário, no espaço para 
Categoria 1, abaixo da coluna rotulada 
Erros. Utilize um procedimento análogo 
para determinar o número de erros 
cometidos em cada categoria restante 
e ponha estes números em seus 
respectivos locais no formulário de 
anotações. Divida a pontuação de 
erros para a Categoria 1, pelo número 
de tentativas para a mesma categoria, 
e multiplique o resultado por 100. 
Coloque este número, arredondado 
para o segundo decimal, no espaço 
rotulado Percentagem de Erros para a 
Categoria 1. Use um procedimento 
análogo para calcular e anotar a 
percentagem de pontos errados para 
as categorias restantes. Subtraia a 
percentagem de pontos errados da 
Categoria 2 pela percentagem de 
pontos errados da categoria 1 e anote 
o resultado no espaço denominado 
Categoria número 2: Percentagem da 
diferença de pontos errados. Subtraia a 
percentagem de pontos errados para a 
Categoria 3 da percentagem de pontos 
errados da Categoria 2, e ponha o 
resultado no espaço intitulado 
Categoria número 3: Percentagem da 
diferença de pontos errados. Use um 
procedimento análogo para calcular a 
diferença de pontos entre as categorias 
restantes e ponha esses números nos 
seus respectivos locais no formulário 
de anotação. Some a percentagem da 
diferença de pontos errados, divida 
esta soma pelo número de 
percentagens de diferença de pontos 
errados que foram somados, e 
arredonde este resultado ao segundo 
decimal. Coloque este número no 
espaço rotulado Média da diferença. 
Transcreva essa pontuação de média 
da diferença para o espaço 
denominado Aprendendo a Aprender: 
pontos brutos, localizado em baixo do 
formulário. 
Ilustração de Caso de Pontuação 
Para ilustras todas as regras de 
pontuação para o WCST, os dados 
apresentados nas Figuras 7 e 8 serão 
revistos. 
Case 1. Estes dados do WCST 
foram obtidos de uma garoto de 9 
anos, destro, que completara dois anos 
de educação regular. Sua prematura 
história médica e marco de 
desenvolvimento eram normais até a 
28 
 
sua idade de 2½ anos, na qual ele 
começou a ter convulsões parciais 
complexas que eram refratárias aos 
medicamentos anticonvulsivantes 
convencionais. Estudos de 
Tomografias Computadorizadas (TC) e 
imagens de ressonâncias magnéticas 
(IRM) revelaram uma lesão cística no 
lobo temporal mesial esquerdo que foi 
pensado ser uma cisto porencefálico. 
Ele submeteu-se a prolongados 
eletrencefalogramas (EEG) vídeo-
monitorados registrados com eletrodos 
esfenoidais, os quais localizaram seu 
foco convulsivo na região fronto-
temporal esquerda. Ele 
subsequentemente submeteu-se a uma 
segunda avaliação semi-intensiva com 
um gancho epidural e eletrodos no 
forâmen, a qual localizou mais adiante 
a origem de seus ataques no lobo 
temporal anterior esquerdo. Ele foi 
então indicado a uma avaliação 
neuropsicológica para estabelecer uma 
linha base de suas habilidades prévias 
para sua intervenção cirúrgica. Este 
jovem paciente obteve uma Resultado 
Total de QI de 87 na Escala Wechsler 
de Inteligência para Crianças – 
Revisada (WISC-R; Wechsler, 1974). A 
Figura 7 apresenta os dados de seu 
WCST. 
A Figura 7 mostra que ele 
completou cinco categorias e obteve 79 
respostas corretas e 49 erros. Ele 
falhou em manter a série uma vez, a 
qual ocorreu na tentativa final do teste. 
Quando pontuando as respostas 
perseverativas, este jovem paciente 
estabeleceu Número como princípio 
perseverativo no início do teste 
(tentativa 2), mas não fez nenhuma 
resposta perseverativa para este 
princípio antes de completar a primeira 
categoria. Ele, porém, persistiu em 
escolher Cor por nove tentativas depois 
de completar a primeira categoria, com 
três, das nove respostas 
perseverativas sendo ambíguas. 
Devido as respostas ambíguas feitas 
nas tentativas 16 e 19 serem 
“sanduíche” entre erros perseverativos 
não-ambíguos, elas, também, são 
pontuadas como perseverativas (veja 
Figura 7). Ele eventualmente 
completou a categoria seguinte para 
Forma, Número, Cor, e Forma, e fez 
várias respostas perseverativas depois 
de completar cada categoria. Contando 
o número de itens assinalados com “p”, 
resulta em 40 pontos brutos de 
Respostas Perseverativas, dos quais 
34 foram circulados, indicando que 
foram erros perseverativos. A sua 
pontuação bruta global da 
Percentagem de Erros Perseverativos 
29 
 
foi de 27% (34/128), e suas Tentativas 
para completar a Primeira Categoria, 
em pontos brutos, foi de 12. Como 
notado cedo, ele fez 70 respostas de 
nível conceitual em 10 fileiras com três 
ou mais respostas consecutivas 
corretas dentre as 128 tentativas, 
rendendo uma pontuação bruta de 55% 
para Percentagem de Respostas de 
Nível Conceitual. Sua pontuação bruta 
de Aprendendo a Aprender foi de -8.43 
(veja Figura 7). 
Caso 2. O segundo exemplo, o 
qual é apresentado na Figura 8, é um 
caso de uma mulher de 38 anos, 
destra, com 14 anos de estudos, que 
era empregada como radio-terapeuta. 
Diferente de um dano cerebral 
secundário com breve perda de 
consciência cinco anos antes de sua 
avaliação, seu histórico médico era 
essencialmente marcado por prejuízos 
e doenças conhecidas por afetar o 
funcionamento cerebral. Porém, ela 
reportou experiências de episódios 
debilitantes de fatiga, dificuldades de 
memória, e problemas de busca de 
palavras para os três anos anteriores. 
Ela era subsequentemente 
diagnosticada como tendo Síndrome 
de Disfunção Imune de Fadiga Crônica 
e era referida com avaliação normal de 
seus estados cognitivos. 
Apesar de sua experiência 
educacional e ocupacional, ela obteve 
uma Pontuação Total de QI de 
somente 94 na Escala Wechsler de 
Inteligência para Adultos – Revisada 
(WAIS-R, Wechsler, 1981). O exame 
de seu protocolo do WCST (veja Figura 
8) revelou que ela estava apta a 
completar todas as seis categorias em 
116 tentativas, com 89 respostas 
corretas e 27 erros. Ela levou 32 
tentativas para completar a primeira 
categoria, e teve uma falha em manter 
a seqüência no começo do teste, na 
tentativa 10, quando ela cometeu um 
erro ambíguo para Número.Ela 
subsequentemente fez mais duas 
respostas não-ambíguas para Número 
(tentativas 11 e 19), as quais foram 
pontuadas como erros perseverativos 
porque Número foi estabelecido na 
tentativa 10, como princípio 
perseverativo. Ela demorou a 
completar a primeira escolha de 
categoria. Depois de completar a 
primeira categoria, ela teve alguma 
dificuldade em mudar o novo princípio 
de escolha para Forma, como indicado 
pelos 10 erros e quatro erros 
perseverativos (tentativas 36, 38, 39, e 
45) dentro desta categoria. No entanto, 
ela tornou-se mais eficiente em sua 
estratégia de escolha no progresso do 
teste, e seu aumento de eficiência é 
30 
 
refletido em sua pontuação bruta de 
2.71 no Aprendendo a Aprender. Das 
14 respostas perseverativas que ela 
fez, 13 foram erros perseverativos. 
Dividindo sua pontuação bruta de 13, 
para Erros Perseverativos, pelos 
pontos brutos de 116, para Número de 
Tentativas Administradas, resulta em 
uma pontuação bruta para 
Percentagem de Erros Perseverativos 
de 11% (depois de multiplicar por 100 e 
arredondar ao número inteiro mais 
próximo). Ela fez 79 respostas de nível 
conceitual nas 116 tentativas, a qual 
rende uma pontuação bruta de 
Percentagem de Respostas de Nível 
Conceitual de 68%. 
Pontos Normativos Associados 
Depois dos pontos brutos para o 
WCST ter sido calculado e anotados 
nos seus respectivos locais na área de 
pontuação do formulário de anotações, 
pontos correspondentes normativos 
podem ser anotados. Localize a tabela 
normativa apropriada no Apêndice D, 
baseado nas idades dos pacientes 
(para crianças e adolescentes de 6½ 
anos até 19 anos) ou combinando a 
idade e anos de estudos (para adultos 
de 20 anos ou mais). Os dados 
normativos apresentados no Apêndice 
C podem também ser usados para 
fazer comparações com a população 
geral de adultos de 20 a até 89 anos de 
idade. Anote o número da tabela (ou 
grupos de idade ou idade e anos de 
estudos da tabela) no espaço provido 
na terceira página do formulário de 
anotações. 
Dentro da coluna da tabela 
normativa rotulada Número Total de 
Erros, localiza o número que 
corresponde à pontuação bruta de 
Número de Erros Total do paciente. 
Permanecendo dentro desta fileira, vá 
ao lado esquerdo da tabela e encontra 
a pontuação padronizada 
correspondente, T score, e valores de 
percentis. Transcreva estes valores 
para seus espaços respectivos no 
formulário de anotações. Utilize um 
procedimento análogo para localizar e 
transcrever os valores dos pontos 
normativos para Percentagem de 
Erros, Respostas Perseverativas, 
Percentagem de Respostas 
Perseverativas, Erros Perseverativos, 
Percentagem de Erros Persecerativos, 
Erros Não-Perseverativos, 
Percentagem de Erros Não-
Perseverativos, e Percentagem de 
Respostas de Nível Conceitual. 
Na tabela normativa apropriada do 
manual, localize a coluna rotulada 
Número de Categorias Completadas. 
Dentro desta coluna, encontre o 
31 
 
número que corresponde à pontuação 
bruta de Número de Categorias 
Completadas do paciente. Desloque-se 
para a direita ou esquerda da tabela e 
encontre a variável de percentil 
correspondente. Transcreva esta 
variável para o espaço respectivo no 
formulário de anotações. Use um 
procedimento análogo para localizar e 
transcrever as variáveis de percentis 
para Tentativas para Completar a 
Primeira Categoria, Falhas em Manter 
a Série, e Aprendendo a Aprender. 
 
 
 
32 
 
 
 
 
33 
 
ÁREA DE PONTUAÇÃO 
 Escores 
Brutos 
Escores 
Padronizados 
T 
score 
Percentil 
Número de Tentativas Administradas 128 
Número Total de Acertos 79 
Número Total de Erros 49 89 43 23 
Percentagem de Erros 38 91 44 27 
Respostas Perseverativas 40 83 39 13 
Percentagem de Respostas Perseverativas 31 83 39 13 
Erros Perseverativos 34 82 39 13 
Percentagem de Erros Perseverativos 27 100 38 12 
Erros Não-Perseverativos 15 104 50 50 
Percentagem de Erros Não-Perseverativos 12 53 61 
Respostas de Nível Conceitual 70 
Percentagem de Respostas de Nível Conceitual 55 94 46 34 
 
 Escores Brutos Percentil 
Número de Categorias Completadas 5 >16 
Tentativas para Completar a Primeira Categoria 12 >16 
Falha em Manter o Set 1 >16 
Aprendendo a Aprender - 8.43 >16 
Tabela Normativa Idade: 9-0 à 9-11 
Aprendendo a Aprender 
Número da 
Categoria 
Número de 
Tentativas 
Erros Percentagem 
de Erros 
Diferença de Pontos de 
Percentagem de Erros 
1 12 2 16.67 
2 19 7 36.84 -20.17 
3 21 8 38.10 -1.26 
4 24 11 45.83 -7.73 
5 35 11 31.43 14.40 
6 17 10 58.82 -27.39 
34 
 
Média da Diferença -8.43 
 
 
 
35 
 
ÁREA DE PONTUAÇÃO 
 Escores 
Brutos 
Escores 
Padronizados 
T 
score 
Percentil 
Número de Tentativas Administradas 116 
Número Total de Acertos 89 
Número Total de Erros 27 91 44 27 
Percentagem de Erros 23 93 45 32 
Respostas Perseverativas 14 91 44 27 
Percentagem de Respostas Perseverativas 12 94 46 34 
Erros Perseverativos 13 90 43 25 
Percentagem de Erros Perseverativos 11 94 46 34 
Erros Não-Perseverativos 14 90 43 25 
Percentagem de Erros Não-Perseverativos 12 93 45 32 
Respostas de Nível Conceitual 79 
Percentagem de Respostas de Nível Conceitual 68 90 43 25 
 
 Escores Brutos Percentil 
Número de Categorias Completadas 6 >16 
Tentativas para Completar a Primeira Categoria 32 2 – 5 
Falha em Manter o Set 1 >16 
Aprendendo a Aprender 2.71 >16 
Tabela Normativa Idade: 30-0 à 39-11/Educ.: 13-15 Anos 
Aprendendo a Aprender 
Número da 
Categoria 
Número de 
Tentativas 
Erros Percentagem 
de Erros 
Diferença de Pontos de 
Percentagem de Erros 
1 32 7 21.88 
2 26 10 38.46 -16.58 
3 19 5 26.32 12.14 
4 12 2 16.67 9.65 
5 15 2 13.33 3.34 
6 12 1 8.33 5.00 
Média da Diferença 2.71

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