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P O R D R A . A N I T A R O C H A
GUIA PRÁTICO
DE ORIENTAÇÃO
DA AVALIAÇÃO
PRÉ-ANESTÉSICA
Sociedade 
Brasileira de 
Anestesiologia 
EDITORES 
Anita Perpétua Carvalho Rocha de Castro 
Antonio Carlos Aguiar Brandão 
Jedson dos Santos Nascimento 
GUIA PRÁTICO 
DE ORIENTAÇÃO 
DA AVALIAÇÃO 
, , 
PRE-ANESTESICA 
POR ORA. ANITA ROCHA 
Sociedade 
Brasileira de 
Anestesiologia 
SBA 
Sociedade Brasileira de Anestesiologia 
Rio de Janeiro 
2025 
Guia de Consulta Pré-anestésica
Copyright© 2025, Sociedade Brasileira de Anestesiologia
Proibida a reprodução total ou parcial desta obra, por qualquer sistema sem prévio consentimento da SBA.
O conteúdo desta obra é de inteira responsabilidade de seu(s) autores.
Produzido pela Sociedade Brasileira de Anestesiologia.
Diretoria
Antonio Carlos Aguiar Brandão
Vicente Faraon Fonseca 
Paulo Sérgio Mateus Marcelino Serzedo
Lorena Ibiapina Mendes de Carvalho
Jedson dos Santos Nascimento 
Maristela Bueno LopesMaristela Bueno Lopes
Plínio da Cunha Leal 
Luiz Carlos Bastos Salles
Catia Sousa Govêia 
Coordenação do livro
Anita Perpétua Carvalho Rocha de Castro
Capa e diagramação
RegistroRegistro
Biblioteca SBA
Pedro Saldanha CRB RJ 7528
Maristela Bueno Lopes
Plínio da Cunha Leal 
Luiz Carlos Bastos Salles
Catia Sousa Govêia 
Coordenação do livro
Anita Perpétua Carvalho Rocha de Castro
Capa e diagramação
RegistroRegistro
Biblioteca SBA
Pedro Saldanha CRB RJ 7528
Maristela Bueno Lopes
Plínio da Cunha Leal 
Luiz Carlos Bastos Salles
Catia Sousa Govêia 
Coordenação do livro
Anita Perpétua Carvalho Rocha de Castro
Capa e diagramação
RegistroRegistro
Biblioteca SBA
Pedro Saldanha CRB RJ 7528
AVALIAÇÃO
PRÉ-ANESTÉSICA
Processo de abordagem clínica do paciente 
que precede a administração de anestesia 
para procedimentos cirúrgicos e diagnósticos.
Qual o objetivo da avaliação pré-anestésica?
Descobrir se o paciente está na melhor condição para se submeter a anestesia.
Quais os principais ganhos?
Estabelecimento de 
uma boa relação 
médico - paciente.
Elaboração de um
plano de gestão dos 
cuidados perioperatórios.
Aplicação do termo de 
consentimento livre e 
esclarecido para o 
plano anestésico.
Redução da 
morbidade
perioperatória.
APRESENTAÇÃO
O Guia Prático de orientação da avaliação pré-anestésica (APA) tem por objetivo 
fomentar a adoção de boas práticas na condução do paciente no período pré-
operatório, com base nas diretrizes clínicas existentes. 
É importante ressaltar que as informações contidas neste documento representam 
uma compilação das melhores evidências disponíveis, bem como diretrizes e opiniões 
de especialistas, quando as evidências são inconclusivas ou ausentes. 
SUMÁRIO:
 Siglário
 Introdução
Etapas da APA
 1|Anamnese
1.1 Anticoagulantes
1.2 Fármacos para controle da glicemia
1.3 Analgésicos
1.3.1 Analgésicos opioides
1.3.2 Fármacos antiinflamatórios (AINE)
1.4 Coanalgésicos
1.5 Continuação da anamnese
 2|Exame Físico
 3|Exames Complementares
4|Jejum
 5|Anexos
6 |Referências
GUIA PRÁTICO DE ORIENTAÇÃO DA AVALIAÇÃO PRÉ-ANESTÉSICA - DRA ANITA ROCHA PÁG 04
SIGLÁRIO:
ACC - “American College of Cardiology”
achem 7 - Ureia, creatinina, glicemia, cloro, sódio, potássio, dióxido de carbono
ADP - Difosfato de adenosina
AHA - American Heart Association
ALB - Albumina
APA - Avaliação pré-anestésica
AOS - Apneia obstrutiva do sono
CBC - Contagem sanguínea completa
CDI - Cardiodesfibrilador implantável
CGRP - Peptídeo geneticamente relacionado a calcitonina
COX - Ciclooxigenase
CXR - Rx de tórax
DAC - Doença arterial coronariana
DPOC - Doença pulmonar obstrutiva crônica
ECA - Enzima conversora de angiotensina
ECG - Eletrocardiograma
FC - Frequência cardíaca
GLI - Glicemia
HAS - Hipertensão arterial sistêmica
Hbalc - Hemoglobina glicada
HCG - Beta-HCG - Pesquisa de hormônio gonadotrofina coriônica
HIO - Hiperalgesia induzida por opioides
ICC - Insuficiência cardíaca congestiva
ITR - Infecção do trato respiratório
LFTs - Teste de função hepática
M3G - Morfina-3-Glucuronídeo
MVR - Medida ventre rostral
NMDA - N-Metil-D-Aspartato
PLT - Plaquetas
SP - Substância P
T&S - Tempo de sangramento
TCA - Antidepressivos tricíclicos
TCLE - Termo de consentimento livre e esclarecido
TFTs - Hormônios da tireoide
TP - Tempo de protrombina
TTPA - Tempo de tromboplastina parcial ativado
UA - Urina
OBJETIVOS DA APA
Estabelecimento da relação médico-paciente
Familiarização com a afecção cirúrgica e os distúrbios clínicos existentes
Elaboração da estratégia de gestão dos cuidados anestésicos perioperatórios
Obtenção do consentimento livre e esclarecido para o plano anestésico
Reduzir a ansiedade do paciente
Reduzir a morbidade e mortalidade perioperatória
INTRODUÇÃO:
A avaliação pré-anestésica representa a consulta feita para que o médico 
anestesiologista avalie a condição do paciente que será submetido a procedimentos 
cirúrgico ou diagnóstico, sob anestesia. Através da APA o médico irá ter acesso ao 
histórico do paciente, sempre buscando identificar as comorbidades, o uso de 
medicamentos, procedimentos prévios e alergias. 
O objetivo final da avaliação é descobrir se o paciente está na melhor condição possível 
para se submeter à anestesia e, caso não esteja, otimizar o preparo. Almeja-se ainda 
a redução da morbimortalidade, a diminuição das taxas de suspensão de cirurgias, a 
readequação de medicamentos, a solicitação de interconsultas, a escolha da melhor 
técnica anestésica, o planejamento da analgesia pós-operatória e a assinatura do 
termo de consentimento livre e esclarecido.
ETAPAS DA APA:
Anamnese, exame físico, avaliação dos exames, orientação do paciente quanto aos 
cuidados necessários e aplicação do TCLE. 
GUIA PRÁTICO DE ORIENTAÇÃO DA AVALIAÇÃO PRÉ-ANESTÉSICA - DRA ANITA ROCHA PÁG 05
01
ANAMNESE 
A anamnese deve incluir dados 
relativos à identificação do paciente, 
idade, religião, motivo da cirurgia ou 
exame a ser realizado, bem como 
histórico médico de comorbidades, 
cirurgias anteriores, gestações prévias, 
alergias e história de convulsões.
Conhecer as medicações que 
o paciente está usando e sua 
posologia é imprescindível.
GUIA PRÁTICO DE ORIENTAÇÃO DA AVALIAÇÃO PRÉ-ANESTÉSICA - DRA ANITA ROCHA PÁG 06
01
• Sintomas da patologia atual
• Tratamentos instituídos e resposta obtida
• Cirurgia proposta
• Identificar doenças ocultas
• Determinar a estabilidade das afecções atuais
PASSO 01: Avaliar a história clínica, colhendo dados relevantes
PASSO 02: Interrogatório quanto aos sintomas
DACITR AOSHÉRNIA
DE HIATOHASDIABETESD AAHHHHAADDDDDIAARRITMIAASMA AAAAAR
Anamnese passo-a-passo
PASSO 03: Comorbidades
• Identificar alterações recentes de sinais e sintomas
• Tratamentos atuais
• Pareceres pré-operatório de especialistas:
• Sanar dúvidas quanto a patologia
• Avaliação de exames alterados
• Segurança e medicações de uso regular
• Alterações da condição basal esperada
O objetivo do parecer é esclarecer dúvidas e otimizar a condição
do paciente para a cirurgia.
O interrogatório deve ser realizado tendo como base órgãos e sistemas, com anotação 
de cada detalhe, pois doenças crônicas alteram o manejo intraoperatório, dependendo 
do caso. Roncos devem ser pesquisados para avaliar apneia obstrutiva do sono.
Sempre atentar para algumas condições especiais e para o uso de algumas medicações, 
buscando identificar o nome do fármaco, a dosagem e os horários prescritos.
GUIA PRÁTICO DE ORIENTAÇÃO DA AVALIAÇÃO PRÉ-ANESTÉSICA - DRA ANITA ROCHA PÁG 07
Intervalo última
dose e bloqueio: 
 Intervalo última dose
e retirada de cateter: 
 Intervalo
entre punção e
próxima dose: 
 Intervalo entre
retirada do cateter
e próxima dose: 
TIENOPIRIDÍNICOS:
TICLOPIDINA TICLID 10 DIAS10 DIAS 24 HORAS 24 HORAS
TIENOPIRIDÍNICOS:
CLOPIDOGREL 48 HORAS5 a 7 DIAS 24 HORAS 24 HORAS
HEPARINA DE BAIXO PESO
MOLECULAR: NADROPARINA 
PROFILÁTICO
12 HORAS12 HORAS 12 HORAS 4 HORAS
HEPARINA DE BAIXO PESO 
MOLECULAR: NADROPARINA 
TERAPÊUTICO
>24 HORAS>24 HORAS
HEPARINA NÃO 
FRACIONADA15.000 U/dia
4 a 6 HORAS*4 a 6 HORAS 1 HORA 1 HORA
HEPARINA NÃO FRACIONADA 
7.500 A 10.000 U 2X /DIA OU DOSE 
DIÁRIA 24h se baixo risco
e > 48h se alto risco
de sangramento
4 HORAS
HEPARINA NÃO FRACIONADA > 
10.000 U P/ DOSE OU >20.000U/DIA 
(TERAPÊUTICO)
24 HORAS24 HORAS 1 HORA 1 HORA
não instalar cateter36 A 42 HORAS 12 HORAS 12 HORAS
não instalar cateter72 HORAS 6 HORAS 6 HORAS
AGENTE ANTIFATOR Xa: 
APIXABANA (ELIQUIS) não instalar cateter72 HORAS 6 HORAS 6 HORAS
HEPARINA DE BAIXO PESO 
MOLECULAR: DELTAPARINA 
PROFILÁTICO
12 HORAS12 HORAS 12 HORAS 4 HORAS
HEPARINA DE BAIXO PESO 
MOLECULAR: DELTAPARINA 
TERAPÊUTICO
>24 HORAS>24 HORAS
>12 HORAS>12 HORAS 12 HORAS 4 HORAS
AGENTE ANTIFATOR Xa:
BETRIXABANA (BEVYXXA)
ANTAGONISTA DA VITAMINA K - 
WARFARINA (MAREVAN)
> 24h se baixo risco
e > 48h se alto risco
de sangramento
4 HORAS
não instalar cateter72 HORAS 6 HORAS 6 HORAS
não instalar cateter72 HORAS 5 HORAS 5 HORAS
5 DIAS com
RNI24 HORAS>24 HORAS
> 24h se baixo risco
e > 48h se alto risco
de sangramento
4 HORAS
AGENTE ANTIFATOR Xa: 
EDOXABANA (LIXIANA)
avaliar 
Clearence de Cr 
individualizado
6 HORASINIBIDOR DIRETO DA TROMBINA: 
DABIGATRANA (PRADAXA)
retirar se RNI24 HORAS>24 HORAS
> 24h se baixo risco
e > 48h se alto risco
de sangramento
4 HORAS
>12 HORAS>12 HORAS 12 HORAS 4 HORAS
• Gestação
• Medicações de uso regular:
• Dosagem
 • Horários
PASSO 04: Avaliar a história clínica, colhendo dados relevantes
Anamnese passo-a-passo
A N T I H I P E R T E N S I V O S
M E D I C A Ç Õ E S
A N A L G É S I C A S
H I P O C L I C E M I A N T E S
A N T I C O A G U L A N T E S
Intervalo última
dose e bloqueio: ENZIMA
TIENOPIRIDÍNICOS: 
PRASUGREL não instalar cateter7 a 10 DIAS
 Intervalo última dose
e retirada de cateter: 
 Intervalo
entre punção e
próxima dose: 
 Intervalo entre
retirada do cateter
e próxima dose: 
24 HORAS 24 HORAS
INIBIDORES DIRETOS DA ADP: 
TICAGRELO não instalar cateter5 a 7 DIAS 24 HORAS 24 HORAS
INIBIDORES DIRETOS DA ADP : 
CANGRELOR
Retirar cateter antes 
da reintrodução3 HORAS 8 HORAS 8 HORAS
INIBIDORES DA GLICOPROTEINA 
IIb/Illa: AbcixiMAB 24 a 48 HORAS24 a 48 HORAS
Contraindicado por 
4 SEMANAS
Contraindicado por 
4 SEMANAS
INIBIDORES DA GLICOPROTEINA 
IIb/Illa: TIROFIBAN/EPTIFIBATIDE
4 a 8 HORAS4 a 8 HORAS
INIBIDORES DA 
FOSDODIESTERASE: DIPIRIDAMOL
retirar o cateter
antes da reintrodução24 HORAS 6 HORAS 6 HORAS
INIBIDORES DA 
FOSDODIESTERASE: CILOSTAZOL
Retirar cateter antes 
da reintrodução48 HORAS 6 HORAS 6 HORAS
TERAPIA HERBAL : GINKGO 
BILOBA, GINSENG, ALHO BLOQUEIO DE NEUROEIXO: NÃO HÁ RISCO ADICIONAL
TROMBOLÍTICOS:
ESTREPTOKINASE / UROKINASE
AAS
EVITAR BLOQUEIO DE NEUROEIXO
FIBRINOLÍTICOS: 
ALTEPLASE/TECNETEPLASE
EVITAR BLOQUEIO DE NEUROEIXO
BLOQUEIO DE NEUROEIXO: NÃO SUSPENDER
INSERÇÃO DE CATETER: NÃO SUSPENDER
Deve-se afastar trombocitopenia por contagem de plaquetas recentes.
Deve-se afastar trombocitopenia por contagem de plaquetas recentes.
GUIA PRÁTICO DE ORIENTAÇÃO DA AVALIAÇÃO PRÉ-ANESTÉSICA - DRA ANITA ROCHA PÁG 08
 1.1 ANTICOAGULANTES
Intervalo última
dose e bloqueio: 
 Intervalo última dose
e retirada de cateter: 
 Intervalo
entre punção e
próxima dose: 
 Intervalo entre
retirada do cateter
e próxima dose: 
TIENOPIRIDÍNICOS:
TICLOPIDINA TICLID 10 DIAS10 DIAS 24 HORAS 24 HORAS
TIENOPIRIDÍNICOS:
CLOPIDOGREL 48 HORAS5 a 7 DIAS 24 HORAS 24 HORAS
HEPARINA DE BAIXO PESO
MOLECULAR: NADROPARINA 
PROFILÁTICO
12 HORAS12 HORAS 12 HORAS 4 HORAS
HEPARINA DE BAIXO PESO 
MOLECULAR: NADROPARINA 
TERAPÊUTICO
>24 HORAS>24 HORAS
HEPARINA NÃO 
FRACIONADA 15.000 U/dia
4 a 6 HORAS*4 a 6 HORAS 1 HORA 1 HORA
HEPARINA NÃO FRACIONADA 
7.500 A 10.000 U 2X /DIA OU DOSE 
DIÁRIA 24h se baixo risco
e > 48h se alto risco
de sangramento
4 HORAS
HEPARINA NÃO FRACIONADA > 
10.000 U P/ DOSE OU >20.000U/DIA 
(TERAPÊUTICO)
24 HORAS24 HORAS 1 HORA 1 HORA
não instalar cateter36 A 42 HORAS 12 HORAS 12 HORAS
não instalar cateter72 HORAS 6 HORAS 6 HORAS
AGENTE ANTIFATOR Xa: 
APIXABANA (ELIQUIS) não instalar cateter72 HORAS 6 HORAS 6 HORAS
HEPARINA DE BAIXO PESO 
MOLECULAR: DELTAPARINA 
PROFILÁTICO
12 HORAS12 HORAS 12 HORAS 4 HORAS
HEPARINA DE BAIXO PESO 
MOLECULAR: DELTAPARINA 
TERAPÊUTICO
>24 HORAS>24 HORAS
>12 HORAS>12 HORAS 12 HORAS 4 HORAS
AGENTE ANTIFATOR Xa:
BETRIXABANA (BEVYXXA)
ANTAGONISTA DA VITAMINA K - 
WARFARINA (MAREVAN)
> 24h se baixo risco
e > 48h se alto risco
de sangramento
4 HORAS
não instalar cateter72 HORAS 6 HORAS 6 HORAS
não instalar cateter72 HORAS 5 HORAS 5 HORAS
5 DIAS com
RNI24 HORAS>24 HORAS
> 24h se baixo risco
e > 48h se alto risco
de sangramento
4 HORAS
AGENTE ANTIFATOR Xa: 
EDOXABANA (LIXIANA)
avaliar 
Clearence de Cr 
individualizado
6 HORASINIBIDOR DIRETO DA TROMBINA: 
DABIGATRANA (PRADAXA)
retirar se RNI24 HORAS>24 HORAS
> 24h se baixo risco
e > 48h se alto risco
de sangramento
4 HORAS
>12 HORAS>12 HORAS 12 HORAS 4 HORAS
• Gestação
• Medicações de uso regular:
• Dosagem
 • Horários
PASSO 04: Avaliar a história clínica, colhendo dados relevantes
Anamnese passo-a-passo
A N T I H I P E R T E N S I V O S
M E D I C A Ç Õ E S
A N A L G É S I C A S
H I P O C L I C E M I A N T E S
A N T I C O A G U L A N T E S
Intervalo última
dose e bloqueio: ENZIMA
TIENOPIRIDÍNICOS: 
PRASUGREL não instalar cateter7 a 10 DIAS
 Intervalo última dose
e retirada de cateter: 
 Intervalo
entre punção e
próxima dose: 
 Intervalo entre
retirada do cateter
e próxima dose: 
24 HORAS 24 HORAS
INIBIDORES DIRETOS DA ADP: 
TICAGRELO não instalar cateter5 a 7 DIAS 24 HORAS 24 HORAS
INIBIDORES DIRETOS DA ADP : 
CANGRELOR
Retirar cateter antes 
da reintrodução3 HORAS 8 HORAS 8 HORAS
INIBIDORES DA GLICOPROTEINA 
IIb/Illa: AbcixiMAB 24 a 48 HORAS24 a 48 HORAS
Contraindicado por 
4 SEMANAS
Contraindicado por 
4 SEMANAS
INIBIDORES DA GLICOPROTEINA 
IIb/Illa: TIROFIBAN/EPTIFIBATIDE
4 a 8 HORAS4 a 8 HORAS
INIBIDORES DA 
FOSDODIESTERASE: DIPIRIDAMOL
retirar o cateter
antes da reintrodução24 HORAS 6 HORAS 6 HORAS
INIBIDORES DA 
FOSDODIESTERASE: CILOSTAZOL
Retirar cateter antes 
da reintrodução48 HORAS 6 HORAS 6 HORAS
TERAPIA HERBAL : GINKGO 
BILOBA, GINSENG, ALHO BLOQUEIO DE NEUROEIXO: NÃO HÁ RISCO ADICIONAL
TROMBOLÍTICOS:
ESTREPTOKINASE/ UROKINASE
AAS
EVITAR BLOQUEIO DE NEUROEIXO
FIBRINOLÍTICOS: 
ALTEPLASE/TECNETEPLASE
EVITAR BLOQUEIO DE NEUROEIXO
BLOQUEIO DE NEUROEIXO: NÃO SUSPENDER
INSERÇÃO DE CATETER: NÃO SUSPENDER
Deve-se afastar trombocitopenia por contagem de plaquetas recentes.
Deve-se afastar trombocitopenia por contagem de plaquetas recentes.
GUIA PRÁTICO DE ORIENTAÇÃO DA AVALIAÇÃO PRÉ-ANESTÉSICA - DRA ANITA ROCHA PÁG 09
 ANTICOAGULANTES (CONTINUAÇÃO)
Lixisenatida
Liraglutida
Dulaglutida
Tirzepatida
Semaglutida (oral e subcutâneo)
01 dia
02 dias
15 dias
15 dias
21 dias
ORIENTAÇÃO DE CONDUÇÃOFÁRMACO
Lyxumia
Victoza, Saxenda
Trulicity
Mounjaro
Ozempic, Wegovy e Rybelsus
NOME COMERCIAL
Quando a HbA1c for superior a 8% ou inferior a 6%, convém considerar a possibilidade 
de postergar a cirurgia para avaliar o padrão glicemico de forma mais detalhada e 
melhorar o esquema terapêutico.
Manter HbA1c abaixo de 8% e glicemias entre 100 e 180 mg/dL.
Hipoglicemiantes no período perioperatório
Sulfonilureias
Inibidores da alfa-glicosida
Glinidas
Metformina
Inibidores de SGLT2 ( Inibidor seletivo 
do co-transportador de sódio-glicose tipo 2)
Inibidores da DPP4 ( inibidores da 
dipeptidil peptidase 4)
Pioglitazona
24 horas antes da cirurgia
24 horas antes da cirurgia
24 horas antes da cirurgia
No dia da cirurgia
3 a 4 dias antes de cirurgias
Manter, porém observar
função renal
Manter, exceto
cirurgia cardíaca
ORIENTAÇÃO DE CONDUÇÃOFÁRMACO
Glicazida - Diamicron
Glimepirida- Amaryl
Glibenclamida- Daonil
Acarbose - Aglucose
Glucobay 
Repaglinida - Prandin Posprand 
Nateglinida - Starlix
Glifage, Glucoformin
Dapagliflozina - Forxiga
Empagliflozina - Jardiance 
Canagliflozina - Invokana
Sitagliptina - Januvia
Vildagliptina - Galvus
Linagliptina - Trayenta
Alogliptina - Nesina
Saxagliptina – Onglyza
Evogliptina - Suganon
Gliozac, Piotaz, Pioglit, 
Actos, Stanglit
NOME COMERCIAL
ORIENTAÇÃO DE CONDUÇÃOFÁRMACO
Análagos do GLP-1 e Tirzepatida Considerar as meias vidas dos medicamentos e o conceito 
de 3 meias-vidas de antecedência.
 1.2 FÁRMACOS PARA
 CONTROLE DA GLICEMIA
Os autores também recomendam checar o valor da glicemia capilar no dia da cirurgia 
e se estiver acima de 250mg/dL, pode-se adiar a cirurgia eletiva até a glicemia ficar 
abaixo de 250mg/dL, o que pode ser realizado até 4 horas antes do procedimento 
cirúrgico.
GUIA PRÁTICO DE ORIENTAÇÃO DA AVALIAÇÃO PRÉ-ANESTÉSICA - DRA ANITA ROCHA PÁG 10
Lixisenatida
Liraglutida
Dulaglutida
Tirzepatida
Semaglutida (oral e subcutâneo)
01 dia
02 dias
15 dias
15 dias
21 dias
ORIENTAÇÃO DE CONDUÇÃOFÁRMACO
Lyxumia
Victoza, Saxenda
Trulicity
Mounjaro
Ozempic, Wegovy e Rybelsus
NOME COMERCIAL
Quando a HbA1c for superior a 8% ou inferior a 6%, convém considerar a possibilidade 
de postergar a cirurgia para avaliar o padrão glicemico de forma mais detalhada e 
melhorar o esquema terapêutico.
Manter HbA1c abaixo de 8% e glicemias entre 100 e 180 mg/dL.
Hipoglicemiantes no período perioperatório
Sulfonilureias
Inibidores da alfa-glicosida
Glinidas
Metformina
Inibidores de SGLT2 ( Inibidor seletivo 
do co-transportador de sódio-glicose tipo 2)
Inibidores da DPP4 ( inibidores da 
dipeptidil peptidase 4)
Pioglitazona
24 horas antes da cirurgia
24 horas antes da cirurgia
24 horas antes da cirurgia
No dia da cirurgia
3 a 4 dias antes de cirurgias
Manter, porém observar
função renal
Manter, exceto
cirurgia cardíaca
ORIENTAÇÃO DE CONDUÇÃOFÁRMACO
Glicazida - Diamicron
Glimepirida- Amaryl
Glibenclamida- Daonil
Acarbose - Aglucose
Glucobay 
Repaglinida - Prandin Posprand 
Nateglinida - Starlix
Glifage, Glucoformin
Dapagliflozina - Forxiga
Empagliflozina - Jardiance 
Canagliflozina - Invokana
Sitagliptina - Januvia
Vildagliptina - Galvus
Linagliptina - Trayenta
Alogliptina - Nesina
Saxagliptina – Onglyza
Evogliptina - Suganon
Gliozac, Piotaz, Pioglit, 
Actos, Stanglit
NOME COMERCIAL
ORIENTAÇÃO DE CONDUÇÃOFÁRMACO
Análagos do GLP-1 e Tirzepatida Considerar as meias vidas dos medicamentos e o conceito 
de 3 meias-vidas de antecedência.
• Manutenção da dose convencional de insulina basal de longa ação na véspera da cirurgia:
▪ Redução de 20-30% da dose a partir da noite anterior até o final do período de jejum
▪ Degludeca e glargina U 300, esta redução deve acontecer com 72 horas de antecedência
▪ Pacientes com uso de altas doses de insulina basal:
◦ Mais de 60% da dose total de insulina ou acima de 0,6UI/kg/dia
◦ A redução deve ser maior, em torno de 50%
 Insulina basal de ação longa ou ultralonga
Combinações de Anti-Hiperglicemiantes Orais
Metformina + IDPP-4
Metformina +Sulfonilureia
Pioglitazona + IDPP-4
Metformina + ISGLT2
ISGLT2 + IDPP-4
Metformina 500, 850 ou 1000 mg + Sitagliptina 50 mg
Metformina XR 500 ou 1000 mg + Sitagliptina 50 mg
Metformina XR 1000 mg + Sitagliptina 100 mg
Metformina 500, 850 ou 1000 mg + Vildagliptina 50 mg
Metformina XR 500 ou 1000 mg + Saxagliptina 2.5/5 mg
Metformina 500, 850 ou 1000 mg + Linagliptina 2.5 mg
Metformina 500, 850 ou 1000 mg + Alogliptina 12,5 mg
Metformina XR + Gliclazida 500/30mg
Pioglitazona 15 ou 30 mg + Alogliptina 25 mg
Metformina XR 500 mg + Dapagliflozina 10 mg
Metformina XR 1000 mg + Dapagliflozina 5 mg
Metformina XR 1000 mg + Dapagliflozina 10 mg
Empagliflozina 10 ou 25 mg + Linagliptina 5 mg
APRESENTAÇÕESCOMBINAÇÕES NOME COMERCIAL
Janumet®
Janumet® XR
Galvus Met®
Kombiglyze® XR
Trayenta Duo®
Nesina-Met ®
Glivance XR
Nesina Pio ®
Xigduo® XR
Glyxambi ®
Insulina
Insulina NPH
• Manter a dose convencional na noite anterior à cirurgia:
▪ Redução da dose habitual em 50% na manhã do procedimento
Insulinas prandiais
▪ Suspender as doses prandiais fixas de insulina de ação curta, no período de 
jejum, mantendo-as apenas para correção de eventuais hiperglicemias
GUIA PRÁTICO DE ORIENTAÇÃO DA AVALIAÇÃO PRÉ-ANESTÉSICA - DRA ANITA ROCHA PÁG 11
musculatura
tensa
medo de
novas lesões
transtorno
do sono
mobilidade
limitada
falta de
energia
défict
neurológico
alteração
de apetite
depressão
resposta
alterada
a dor
Tratar apenas um aspecto desta síndrome complexa é insuficiente!
Pacientes com dor crônica apresentam sinais e sintomas comuns
Pacientes com dor crônica são pré-tratados com analgésicos
Tendência a subnotificar o uso de medicações e apresentar síndrome de abstinência.
 OPIÓIDES ANTIINFLAMATÓRIOS COANALGÉSICOS
 1.3 ANALGÉSICOS 
Embora não exista uma característica universal, pacientes com dor crônica apresentam 
particularidades que devem ser consideradas no período perioperatório e no momento 
da APA. Sabe-se que alguns sinais e sintomas são comuns. Tratar apenas um aspecto 
desta síndrome complexa é insuficiente para prestar uma boa assistência em saúde: 
um bom controle da dor. 
É importante lembrar que pacientes com dor crônica são pré-tratados com analgésicos 
e que há uma tendência a subnotificação do uso dessas medicações, principalmente 
quando estas são utilizadas de forma irregular ou como automedicação. Ao avaliarmos 
os pacientes com dor percebemos que os mesmos em geral utilizam diferentes 
analgésicos, sejam eles analgésicos opióides, anti-inflamatórios ou coanalgésicos, 
incluindo anticonvulsivantes e antidepressivos. 
GUIA PRÁTICO DE ORIENTAÇÃO DA AVALIAÇÃO PRÉ-ANESTÉSICA - DRA ANITA ROCHA PÁG 12
musculatura
tensa
medo de
novas lesões
transtorno
do sono
mobilidade
limitada
falta de
energia
défict
neurológico
alteração
de apetite
depressão
resposta
alterada
a dor
Tratar apenas um aspecto desta síndrome complexa é insuficiente!
Pacientes com dor crônica apresentam sinais e sintomas comuns
Pacientes com dor crônica são pré-tratados com analgésicos
Tendência a subnotificar o uso de medicações e apresentar síndrome de abstinência.
 OPIÓIDES ANTIINFLAMATÓRIOS COANALGÉSICOS
• Opióides tem sido utilizados com mais liberdade nas últimas décadas
• A necessidade de maiores doses está associada a:
▪ Aumento da atividade nas vias nociceptivas 
▪ Tolerância,que tem por mecanismos:
◦ Não acoplamento do receptor opióide a proteína G 
◦ Internalização do receptor
◦ Aumento da sensitividade do receptor NMDA
▪ Hiperalgesia induzida por opióide
Fármacos Opióides
 1.3.1 ANALGÉSICOS OPIÓIDES
O uso de analgésicos opioides para o tratamento da dor crônica, seja ela de origem 
oncológica ou não, tem crescido bastante nas últimas décadas, crescimento este que 
tem sido atribuído a um maior conhecimento acerca deste fármaco e de fenômenos 
relacionados a adição, toxicidade e sensibilidade aos mesmos. 
Pacientes com dor crônica podem requerer doses maiores de opioides para obter um 
bom controle da dor aguda pós-operatória. A necessidade diária da morfina peridural ou 
intravenosa, por exemplo, pode ser aumentada em até 400%. Em pacientes com câncer, 
a possibilidade de aumento da atividade nociceptiva decorrente da evolução da doença, 
do tratamento ou de fatores psicossociais deve ser lembrada.
É necessária titulação individual de doses para encontrar o equilíbrio ideal entre 
analgesia e efeitos adversos. 
É importante lembrar que a tolerância é diferente da hiperalgesia induzida por opioide. 
“Tolerância é um fenômeno no qual doses maiores de analgésicos são necessárias para 
produzir o efeito original” enquanto HIO implica em piora da dor, com acréscimos da 
dose de opioides. Esta última está relacionada a adaptações neurais em consequência do 
uso de opioides, em particular da morfina, na medula ventro-rostral (MVR), aumento da 
expressão de receptores excitatórios N-metil-D-aspartato (NMDA) nos neurônios do corno 
dorsal, do peptídeo geneticamente relacionado a calcitonina (CGRP) e da substância 
P (sP) no gânglio da raiz dorsal. Alguns estudos tem avaliado o papel dos metabólitos 
da morfina neste processo. Evidências sugerem que a morfina-3-glucuronídeo (M3G) 
apresenta afinidade limitada pelo receptor opioide e não tem eficácia analgésica, porém 
pode evocar excitabilidade neuronal mediante a participação das células da glia.
GUIA PRÁTICO DE ORIENTAÇÃO DA AVALIAÇÃO PRÉ-ANESTÉSICA - DRA ANITA ROCHA PÁG 13
• Maior tolerância aos efeitos colaterais com o uso continuado
• Fenômeno de tolerância cruzada
▪ Capacidade da droga de suprimir as manifestações de dependência física 
produzidas por outra droga
• Variabilidade na resposta
▪ Fatores genéticos
Fatores relacionados aos Fármacos Opióides
• Mantenha as medicações regulares
▪ Inicie a infusão de opioide imediatamente 
quando o paciente chegar ao centro cirúrgico
▪ Adesivos transdérmicos podem ou não ser 
removidos
• Desmame de analgésicos deve ser cuidadoso
▪ Não tente resolver um problema de dor crôni-
ca no período do pós-operatório imediato
▪ Solicite o acompanhamento pela equipe de 
dor aguda
Manejo do paciente no intra e pós-operatório
Orientações gerais
O fenômeno de tolerância não é algo restrito à ação analgésica dos opióides. O uso 
continuado deste fármaco implica em uma menor incidência de efeitos colaterais 
como náusea, vômito, sonolência, dentre outros.
Há ainda a tolerância cruzada, a qual interfere no cálculo de doses equianalgésicas dos 
opioides e na resposta dos indivíduos ao mesmo. Tolerância cruzada é conceituada 
como a capacidade da droga de suprimir as manifestações de dependência física 
produzida por outra droga.
Deve-se lembrar que há variabilidade da resposta aos opioides entre os diferentes 
pacientes. Variações individuais tem nos fatores genéticos uma justificativa para a 
sua existência. Isto implica na necessidade de rotar o opioide e selecionar a droga 
ideal e dosagem por ensaios sequenciais.
GUIA PRÁTICO DE ORIENTAÇÃO DA AVALIAÇÃO PRÉ-ANESTÉSICA - DRA ANITA ROCHA PÁG 14
• Maior tolerância aos efeitos colaterais com o uso continuado
• Fenômeno de tolerância cruzada
▪ Capacidade da droga de suprimir as manifestações de dependência física 
produzidas por outra droga
• Variabilidade na resposta
▪ Fatores genéticos
Fatores relacionados aos Fármacos Opióides
• Mantenha as medicações regulares
▪ Inicie a infusão de opioide imediatamente 
quando o paciente chegar ao centro cirúrgico
▪ Adesivos transdérmicos podem ou não ser 
removidos
• Desmame de analgésicos deve ser cuidadoso
▪ Não tente resolver um problema de dor crôni-
ca no período do pós-operatório imediato
▪ Solicite o acompanhamento pela equipe de 
dor aguda
Manejo do paciente no intra e pós-operatório
Orientações gerais
Embora não haja evidência da superioridade da anestesia 
regional esta deve ser considerada
Conversão para analgesia regional
Fentanil
Sufentanil
Morfina
Ropivacaina
Bupivacaina
CONCENTRAÇÃO HABITUALSOLUÇÃO AJUSTE PARA PACIENTE COM DOR CRÔNICA
2-4 mcg/mL
2 mcg/mL
0,01 - 0,02 mg/mL
0,1 - 0,2%
0,0625 - 0,125 %
Transicionar reduzindo a dose venosa em 20%
Transicionar reduzindo a dose venosa em 20%
Transicionar reduzindo a dose venosa em 80%
-
-
Após a conversão, considerar a dose de opioide de base e multiplicar por 2
Quando a nutrição oral for retomada, a analgesia deve ser
rapidamente reconvertida para analgesia oral.
Embora não haja nenhuma evidência indicando superioridade da anestesia regional para 
os pacientes com dor crônica, a consideração individual pode favorecer a anestesia regional. 
Algumas recomendações foram feitas para a abordagem de pacientes com dor crônica 
com dependência de opióides. Analgesia pós-operatória com um cateter peridural pode ser 
realizada com uma variedade de doses e concentrações de diferentes drogas. 
Independentemente do opióide e da concentração de anestésico local selecionado, a dose 
do opioide peridural deve ser calculada considerando a dose do opioide pré-operatório. 
Para a conversão de dose sistêmica para epidural, o caráter lipofílico dos opioides tem 
que ser considerado, por exemplo a dose deve ser reduzida em 80% para morfina e 
apenas 20% para fentanil.
Na maioria das instituições, a combinação de bupivacaina com morfina em dose 
equivalente a duas vezes a dosagem de uso regular é preferida como primeira linha 
de abordagem.
A conversão pode ser feita para infusão continua ou pode-se fazer uma confecção de 
solução a ser administrada pela bomba de analgesia controlada pelo paciente.
A infusão de fundo irá ser reduzida apenas se o paciente exigir doses em bolus extras 
menos de 4-6 vezes ao dia. A infusão de fundo pode ser reduzida em etapas diárias 
em não mais do que 20–30%.
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Conversão para analgesia transdérmica
Conversão para analgesia transdérmica
▪ A analgesia transdérmica deve ser mantida
◦ Cuidado com pacientes que apresentam hipovolemia e sepse
◦ Parâmetro de conversão
 A buprenorfina trandérmica
é 100 vezes mais potente
que a morfina oral.
 1 mcg/h
Fentanil
1,5 mcg/h
Buprenorfina
5 mg - 5 mcg/h
10 mg - 10 mcg/h
20 mg - 20 mcg/h
EQUIVALENTE MORFINA / 24H
EM MG / DIA
ADESIVO TRANSDÉRMICO
COM TROCA DE 7 DIAS
12
24
48
BUPRENORFINA TD 0.01 : 1mg MORFINA
20 mg - 35 mcg/h
30 mg - 52,5 mcg/h
40 mg - 70 mcg/h
EQUIVALENTE MORFINA / 24H
EM MG / DIA
ADESIVO TRANSDÉRMICO
COM TROCA DE 4 DIAS
84
126
168
BUPRENORFINA TD 0.01 : 1mg MORFINA
Tabela de Conversão
Na maioria dos casos, a analgesia transdérmica pode ser continuada durante o 
período perioperatório para analgesia de fundo. Em grandes cirurgias, onde a perda 
de volume e o risco de sepse pós-operatória é aumentada, a remoção dos sistemas 
transdérmicos é aconselhável para evitar diminuições e aumentos imprevistos da 
captação sistêmica de opióides. 
A dose do opióide transdérmico pode ser convertida em morfina intravenosa, que 
será administrada como infusão contínua de “fundo”, possivelmente combinada com 
uma função controlada pelo paciente. Para um cálculo fácil, pode-se presumir que 1 
mcg / hora de fentanil equivale a 1,5 mcg / hora buprenorfina transdérmica. Lembrar 
que a bupremorfina transdérmica é 100 vezes mais potente que a morfina oral. 
Há dois tipos de buprenorfina disponíveis no mercado, as quaisse diferenciam pela 
taxa de liberação da buprenorfina/hora e pelo período de utilização do adesivo. 
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Conversão para analgesia transdérmica
Conversão para analgesia transdérmica
▪ A analgesia transdérmica deve ser mantida
◦ Cuidado com pacientes que apresentam hipovolemia e sepse
◦ Parâmetro de conversão
 A buprenorfina trandérmica
é 100 vezes mais potente
que a morfina oral.
 1 mcg/h
Fentanil
1,5 mcg/h
Buprenorfina
5 mg - 5 mcg/h
10 mg - 10 mcg/h
20 mg - 20 mcg/h
EQUIVALENTE MORFINA / 24H
EM MG / DIA
ADESIVO TRANSDÉRMICO
COM TROCA DE 7 DIAS
12
24
48
BUPRENORFINA TD 0.01 : 1mg MORFINA
20 mg - 35 mcg/h
30 mg - 52,5 mcg/h
40 mg - 70 mcg/h
EQUIVALENTE MORFINA / 24H
EM MG / DIA
ADESIVO TRANSDÉRMICO
COM TROCA DE 4 DIAS
84
126
168
BUPRENORFINA TD 0.01 : 1mg MORFINA
Tabela de Conversão
▪ Não induzem dependência ou tolerância
▪ Causam efeitos colaterais
◦ Trata gastrointestinal
▫ Inibidores da Cox-2 são mais seguros
◦ Sistema de coagulação
◦ Dano renal
▫ Principalmente se há hipovolemia
▪ Apresentam efeito poupador de opioides
Antiinflamatórios
 1.3.2 - FÁRMACOS
 ANTIINFLAMATÓRIOS (AINE)
O manejo da anestesia em pacientes com dor crônica deve considerar o impacto da 
co-medicação com inibidores da enzima cicloxigenase (COX) na função do órgão e 
coagulação, bem como respostas as drogas anestésicas. Os AINE são os analgésicos 
não opioides mais usados. Ao contrário dos opioides, eles não induzem tolerância e 
dependência física, mas podem causar efeitos colaterais graves - principalmente no 
trato gastrointestinal, no sistema de coagulação e nos rins. 
A combinação de AINE com opioides fracos ou fortes para cirurgias de médio e grande 
porte pode reduzir a dose final de opioide em 30%.
 1.6 COANALGÉSICOS
Outros medicamentos coanalgésicos são freqüentemente prescritos para pacientes 
com dor crônica. O termo “drogas coanalgésicas” é usado para descrever drogas 
com potência analgésica que não foram originalmente desenvolvidos para o 
tratamento da dor. A dor neuropática é a principal indicação desses medicamentos. 
Anticonvulsivantes, antidepressivos, antagonistas do receptor NMDA e outras drogas 
têm sido estudadas para o tratamento de dor neuropática. 
O antagonista do receptor NMDA, cetamina, é um agente anestésico que fornece 
atividade analgésica em doses subanestésicas. Estudos controlados e relatos de 
caso sobre cetamina (oral) demonstraram eficácia em pacientes selecionados com 
dor neuropática e nociceptiva. Outro aspecto deste medicamento é a reversão ou 
prevenção da tolerância ao efeito analgésico dos opioides, que pode ser usado para 
controlar o aumento rápido da dose de opioides no período perioperatório. 
GUIA PRÁTICO DE ORIENTAÇÃO DA AVALIAÇÃO PRÉ-ANESTÉSICA - DRA ANITA ROCHA PÁG 17
▪ Conceito
◦ Fármacos com potência analgésica que não foram originalmente desenvolvidos 
com este fim
▪ Antagonistas-NMDA
◦ Atividade analgésica em doses subanestésicas
◦ Previne e trata tolerância
◦ Papel na hiperalgesia induzida por opioide
◦ No caso de uso crônico, não é necessário manter a cetamina no intra-operatório
Coanalgésicos
▪ Anticonvulsivantes
◦ Considerações gerais
Carbamazepina e fenitoina aceleram a metabolização dos relaxantes 
 musculares adespolarizantes.
• Efeito aditivo com os opioides no que diz respeito a sedação.
 • Concentrações plasmáticas estão relacionadas a efeitos colaterias.
 • Deve-se manter a dose utilizada regularmente.
▪ Os gabapentinoides tem efeito analgésico e ansiolítico
Coanalgésicos
Os anticonvulsivantes podem interferir na anestesia de diferentes maneiras. Em 
particular, fenitoína e carbamazepina aceleram a recuperação dos relaxantes 
musculares não despolarizante. O mecanismo da resistência relativa ao bloqueio 
neuromuscular não despolarizante em pacientes que recebem anticonvulsivantes 
permanece obscuro. Outros elementos devem ser lembrados.
Uma variedade de anticonvulsivantes é usada para pacientes com dor crônica. 
Gabapentina tem um perfil de efeito colateral favorável, interage com canais de 
cálcio controlados por voltagem e é eficaz em certos tipos de dor neuropática, como 
polineuropatia e neuralgia pos-herpética. A relativa ausência de efeitos colaterais 
graves e interações medicamentosas permite a titulação contínua e rápida de 
gabapentina no período perioperatório. A pregabalina tem efeito semelhante a 
gabapentina. Tem efeito analgésico e ansiolítico, sendo bem tolerada pelos pacientes. 
Muito raramente, pacientes com uso oral crônico de cetamina apresentam-se no centro 
cirurgico. Nestes casos, a administração perioperatória de cetamina deve ser omitida, 
uma vez que a conversão correta de cetamina oral para intravenosa é difícil. 
GUIA PRÁTICO DE ORIENTAÇÃO DA AVALIAÇÃO PRÉ-ANESTÉSICA - DRA ANITA ROCHA PÁG 18
▪ Conceito
◦ Fármacos com potência analgésica que não foram originalmente desenvolvidos 
com este fim
▪ Antagonistas-NMDA
◦ Atividade analgésica em doses subanestésicas
◦ Previne e trata tolerância
◦ Papel na hiperalgesia induzida por opioide
◦ No caso de uso crônico, não é necessário manter a cetamina no intra-operatório
Coanalgésicos
▪ Anticonvulsivantes
◦ Considerações gerais
Carbamazepina e fenitoina aceleram a metabolização dos relaxantes 
 musculares adespolarizantes.
• Efeito aditivo com os opioides no que diz respeito a sedação.
 • Concentrações plasmáticas estão relacionadas a efeitos colaterias.
 • Deve-se manter a dose utilizada regularmente.
▪ Os gabapentinoides tem efeito analgésico e ansiolítico
Coanalgésicos
GABAPENTINA PREGABALINA CARBAMAZEPINA
ÁCIDO
VALPROICO
SÍNDROME DE RETIRADA
FENITOINA BENZODIAZEPÍNICOS
Coanalgésicos
▪ Antidepressivos
◦ Possuem diferentes mecanismos de ação
▫ Antidepressivos tricíclicos
• Promovem indução enzimática
• Maior incidência de delirium e confusão mental
▫ Outros antidepressivos devem ser lembrados
Coanalgésicos
Os antidepressivos tricíclicos (TCAs) são freqüentemente usados para a dor 
neuropática. Sua potência analgésica está bem documentada. Em uma variedade 
de neuropatias de diferentes origens, os TCAs têm o menor número necessário para 
tratar (NNT) para produzir > 50% alívio da dor. Freqüentemente, os ADTs também são 
necessários para o tratamento de transtornos depressivos uma vez que os pacientes 
com dor crônica têm uma maior prevalência de depressão em comparação com a 
população normal. Os efeitos adversos dos TCAs são numerosos e incluem sedação, 
efeitos anticolinérgicos e alterações cardiovasculares.
Alterações eletrocardiográficas, por exemplo, prolongamento dos intervalos PR e 
alargamento dos complexos QRS – são benignos. Sugestões anteriores de que os 
TCAs aumentam o risco de arritmias cardíacas não foram comprovados na ausência 
de overdose de drogas.
Portanto, os TCAs não precisam ser interrompidos antes da administração da anestesia, 
mas aumento das necessidades anestésicas devem ser esperadas devido à indução 
enzimática. No pós-operatório, a probabilidade de delírio e confusão pode aumentar 
devido aos efeitos anticolinérgicos aditivos dos TCAs. Antidepressivos modernos - por 
exemplo, inibidores seletivos de recaptação de serotonina (SSRIs) e antidepressivos 
atípicos como mirtazapina ou venlafaxina - são menos propensos a interferir na 
anestesia. Sua potência analgésica é controversa.
GUIA PRÁTICO DE ORIENTAÇÃO DA AVALIAÇÃO PRÉ-ANESTÉSICA - DRA ANITA ROCHA PÁG 19
▪ Cannabis medicinal
▫ Uso crescente na população geral
▫ Envolve questões legais e institucionais
▫ Recomendações:
• Mantenha dose pré-operatória
• Conheça o fármaco
• Monitore interações
Coanalgésicos
Metabolismo Canabinóide e Possíveis
Interações Comuns com Medicamentos
CYP1A2
EFEITOS DA MACONHA
E/OU CANABINÓIDESENZIMA
Teofilina
Cafeína
Clorpromazina
Outros medicamentos que 
podem ser afetados: 
Clozapina 
Duloxetina
Fluoxetina
Frovatriptano 
Lidocaína 
Melatonina
Mexiletina
Mirtazapina
OlanzapinaPropranolol
Antidepressivos tricíclicos
MEDICAMENTOS POSSÍVEIS EFEITOS
OU INTERAÇÕES
Induzido pelo fumo 
de maconha e tabaco, 
levando à diminuição 
dos substratos A12
Metabolismo e depuração mais rápidos, 
exacerbados pelo tabagismo.
Metabolismo variável. Reações,
+/- clearance +/- efeitos colaterais, como 
taquicardia, sonolência, pressão arterial.
Inibidores seletivos da recaptação de 
serotonina, como a duloxetina, podem piorar 
a síndrome de abstinência de cannabis.
CYP3AA, 
CYP2C9 and 
CYP2C19 
Carbamazepina
Fosfenitoína 
Fenobarbital
Fenitoína
Rifampicina
Claritromicina 
Cetoconazol
Verapamil
Voriconazol 
Benzodiazepínicos
Tacrolimo
(Metabolismo CYP3A) 
Metaboliza maconha 
e canabinoides
Canabinoides podem 
aumentar os inibidores 
de CYP2C19
Indutores fortes - diminuem a ação da 
maconha
Inibidores fortes - Aumentam os efeitos da 
maconha como taquicardia, letargia, 
hipertensão.
Diminuição do clearance de outros medicamentos
Aumento da toxidade do Tacrolimo
Catecol-O-
Metiltransferase
e monoamina 
oxidase
Atropina
Cocaína
Simpaticomiméticos
Interações 
pouco claras
Aumenta os efeitos dos canabinoides
Aumenta efeitos adversos 
Variável OpioidesVariável Aumento da analgesia, aumento dos 
efeitos colaterais, como sonolência
Outros medicamentos de interesse
MEDICAMENTO EFEITO CLÍNICO
Naltrexona Diidrodiol desidrogenases 
hepáticas 
Excreção renal
Efeitos aprimorados em usuários 
pesados de maconha
METABOLISMO/EXCREÇÃO
Gabapentina Excreção renal inalterada
Interações sinérgicas na alodinia
Tem sido usado com algum sucesso 
para o vício em maconha
Lítio 90% de excreção renal Aumento da depressão do SNC
O uso de cannabis medicinal na população geral pode representar um desafio para 
os profissionais de anestesia. Os pacientes querem ter certeza de que a equipe de 
cuidados perioperatórios está ciente, confortável e tem um plano para minimizar a 
interrupção da terapia. Pode haver obstáculos legais e institucionais consideráveis a 
serem superados para permitir o uso contínuo desses produtos enquanto o paciente 
estiver no hospital. Com isso em mente, oferecemos as seguintes considerações: cada 
instituição terá regras e regulamentos que regem o uso de produtos canabinóides, e 
estes devem ser investigados antes do atendimento, se possível.
Se o paciente estiver tomando dronabinol, nabilona ou canabidiol, parece seguro 
continuar sua dosagem pré-operatória no dia da cirurgia e durante todo o curso 
hospitalar. Se for necessária ansiólise perioperatória com benzodiazepínicos, o nível 
de sedação do paciente deve ser monitorado de perto.
Se o paciente estiver tomando um produto de cannabis derivado de plantas, obtenha 
informações sobre dosagem, modo de administração, produção do produto, relação 
tetrahidrocanabinol:canabidiol, indicação de uso, alteração dos sintomas com o 
uso e adesão à medicação.  Tome decisões individualizadas sobre a administração 
perioperatória, embora em geral a maioria seja segura para continuar.
Monitorar interações medicamentosas (  Tabela 2  ) como taquicardia ou 
bradicardia, com o uso de simpaticomiméticos.  Titular medicamentos sedativos 
e opióides cuidadosamente para evitar sedação excessiva.  Como o cannabis 
é metabolizadoprincipalmente pelo CYP3A4 e CYP2C9 no fígado, a interação 
medicamentosa com outros medicamentos é possível e imprevisível. Estes incluem 
varfarina, clopidogrel, imunossupressores, anti-inflamatórios não esteroides, fentanil, 
oxicodona, codeína, tacrolimo, esteroides e antivirais, entre outros.
Se o paciente estiver usando maconha recreativamente, pode haver aumento da 
irritabilidade das vias aéreas, edema, obstrução, tosse crônica, bronquite, enfisema e 
broncoespasmo. 
GUIA PRÁTICO DE ORIENTAÇÃO DA AVALIAÇÃO PRÉ-ANESTÉSICA - DRA ANITA ROCHA PÁG 20
Metabolismo Canabinóide e Possíveis
Interações Comuns com Medicamentos
CYP1A2
EFEITOS DA MACONHA
E/OU CANABINÓIDESENZIMA
Teofilina
Cafeína
Clorpromazina
Outros medicamentos que 
podem ser afetados: 
Clozapina 
Duloxetina
Fluoxetina
Frovatriptano 
Lidocaína 
Melatonina
Mexiletina
Mirtazapina
Olanzapina
Propranolol
Antidepressivos tricíclicos
MEDICAMENTOS POSSÍVEIS EFEITOS
OU INTERAÇÕES
Induzido pelo fumo 
de maconha e tabaco, 
levando à diminuição 
dos substratos A12
Metabolismo e depuração mais rápidos, 
exacerbados pelo tabagismo.
Metabolismo variável. Reações,
+/- clearance +/- efeitos colaterais, como 
taquicardia, sonolência, pressão arterial.
Inibidores seletivos da recaptação de 
serotonina, como a duloxetina, podem piorar 
a síndrome de abstinência de cannabis.
CYP3AA, 
CYP2C9 and 
CYP2C19 
Carbamazepina
Fosfenitoína 
Fenobarbital
Fenitoína
Rifampicina
Claritromicina 
Cetoconazol
Verapamil
Voriconazol 
Benzodiazepínicos
Tacrolimo
(Metabolismo CYP3A) 
Metaboliza maconha 
e canabinoides
Canabinoides podem 
aumentar os inibidores 
de CYP2C19
Indutores fortes - diminuem a ação da 
maconha
Inibidores fortes - Aumentam os efeitos da 
maconha como taquicardia, letargia, 
hipertensão.
Diminuição do clearance de outros medicamentos
Aumento da toxidade do Tacrolimo
Catecol-O-
Metiltransferase
e monoamina 
oxidase
Atropina
Cocaína
Simpaticomiméticos
Interações 
pouco claras
Aumenta os efeitos dos canabinoides
Aumenta efeitos adversos 
Variável OpioidesVariável Aumento da analgesia, aumento dos 
efeitos colaterais, como sonolência
Outros medicamentos de interesse
MEDICAMENTO EFEITO CLÍNICO
Naltrexona Diidrodiol desidrogenases 
hepáticas 
Excreção renal
Efeitos aprimorados em usuários 
pesados de maconha
METABOLISMO/EXCREÇÃO
Gabapentina Excreção renal inalterada
Interações sinérgicas na alodinia
Tem sido usado com algum sucesso 
para o vício em maconha
Lítio 90% de excreção renal Aumento da depressão do SNC
Há um relato de caso de edema agudo da úvula em um menino de 17 anos que 
havia fumado maconha pouco antes da cirurgia que foi tratado com sucesso com 
dexametasona.  Também houve relatos de taquicardia supraventricular ou ectopia 
ventricular em pacientes adultos logo após fumar maconha.  Em um estudo com 
adultos de 20 a 92 anos que tiveram infarto do miocárdio, o risco aumentou quase 5 
vezes na primeira hora após fumar. O período perioperatório é um excelente momento 
para discutir a redução do risco em pacientes que fazem uso regular de maconha 
recreativa.
Artigos e relatórios recentes discutem os contaminantes, incluindo pesticidas, mofo 
e fungos em alguns produtos de cannabis.  Estes podem ser problemáticos para 
pacientes imunossuprimidos, inclusive no período de recuperação.
GUIA PRÁTICO DE ORIENTAÇÃO DA AVALIAÇÃO PRÉ-ANESTÉSICA - DRA ANITA ROCHA PÁG 21
• Halotano
▪ Hepatite por halotano
• Succinilcolina
▪ Hipertermia maligna
• Anestésicos locais
▪ Aminoesteres estão mais frequentemente associados a reações 
alérgicas do que as aminoamidas
• Látex
▪ Cuidado com história de alergia a papaia, figo, banana, kiwi, abacaxi, 
pêssego, melão e castanha.
• História anestésica
▪ Complicações
▪ Dor
• História familiar
• História social e hábitos
PASSO 05: Alergias, reações adversas e intolerâncias as medicações
Anamnese passo-a-passo
tabagismo etilismo drogas
O uso crônico de
benzodiazepínicos
aumenta o risco
de consciência 
intraoperatória
 1.7 - CONTINUAÇÃO DA ANAMNESE
É pertinente questionar sobre anestesias em familiares para descobrir a ocorrência 
de hipertermia maligna. Em caso positivo, deve-se discutir com o paciente 
minuciosamente a técnica anestésica a ser utilizada e garantir que não será usada 
nenhuma das substâncias que possam desencadear a doença.
É essencial investigar experiências anteriores de anestesia, incluindo condições do 
despertar, histórico de consciência intra-operatória, ocorrência de dor, náuseas e 
vômitos, dados estes que precisam ser registrados para o planejamento ao final da 
consulta.
Tabagismo, etilismo e uso de drogas também precisam ser investigados. Em pacientes 
usuários de cocaína, deve-se solicitar sempre radiografia de tórax eecocardiografia 
para avaliar área e função cardíaca.
GUIA PRÁTICO DE ORIENTAÇÃO DA AVALIAÇÃO PRÉ-ANESTÉSICA - DRA ANITA ROCHA PÁG 22
• Halotano
▪ Hepatite por halotano
• Succinilcolina
▪ Hipertermia maligna
• Anestésicos locais
▪ Aminoesteres estão mais frequentemente associados a reações 
alérgicas do que as aminoamidas
• Látex
▪ Cuidado com história de alergia a papaia, figo, banana, kiwi, abacaxi, 
pêssego, melão e castanha.
• História anestésica
▪ Complicações
▪ Dor
• História familiar
• História social e hábitos
PASSO 05: Alergias, reações adversas e intolerâncias as medicações
Anamnese passo-a-passo
tabagismo etilismo drogas
O uso crônico de
benzodiazepínicos
aumenta o risco
de consciência 
intraoperatória
02
EXAME FÍSICO
O exame físico deve incluir avaliação 
de vias aéreas com classificação de 
Mallampati, distância tireomentoniana, 
abertura bucal, uso de prótese dentária 
ou estado de conservação dos dentes, 
protrusão mandibular, capacidade de 
extensão e flexão cervical. 
GUIA PRÁTICO DE ORIENTAÇÃO DA AVALIAÇÃO PRÉ-ANESTÉSICA - DRA ANITA ROCHA PÁG 23
▪ Sinais vitais
▪ Exame físico detalhado
◦ Identificar sinais de via aérea difícil
▫ Abertura da boca reduzida
▫ Distância tireomentoniana menor que 6,0 cm
▫ Arcada dentária alterada (ausência de unidade dentária)
▫ Amplitude do movimento da coluna cervical reduzida
▫ Desvio de traqueia
▫ Pêlos faciais
◦ Pele e outros aparelhos
Exame Físico
2. EXAME FÍSICO
A presença de barba volumosa pode indicar dificuldade de ventilação sob máscara.
É necessário analisar acessos periféricos e alinhamento da coluna vertebral. 
Também é importante aferir peso, altura, pressão arterial, frequência cardíaca e 
respiratória e realizar ausculta cardiopulmonar.
GUIA PRÁTICO DE ORIENTAÇÃO DA AVALIAÇÃO PRÉ-ANESTÉSICA - DRA ANITA ROCHA PÁG 24
▪ Sinais vitais
▪ Exame físico detalhado
◦ Identificar sinais de via aérea difícil
▫ Abertura da boca reduzida
▫ Distância tireomentoniana menor que 6,0 cm
▫ Arcada dentária alterada (ausência de unidade dentária)
▫ Amplitude do movimento da coluna cervical reduzida
▫ Desvio de traqueia
▫ Pêlos faciais
◦ Pele e outros aparelhos
Exame Físico
03
EXAMES 
COMPLEMENTARES
Os resultados laboratoriais dentro de três 
meses são geralmente aceitáveis (a menos 
que anormalidades importantes estejam 
presentes ou haja mudança da condição 
médica do paciente).
GUIA PRÁTICO DE ORIENTAÇÃO DA AVALIAÇÃO PRÉ-ANESTÉSICA - DRA ANITA ROCHA PÁG 25
• A seleção dos exames deve ser pautada 
no binômio condição clínica do paciente 
e cirurgia proposta.
▪ Exames hematológicos
▪ Bioquímica sérica
▪ Eletrocardiograma
▪ Radiografia de tórax
Exames Complementares
Os exames pré-operatórios não devem ser solicitados de forma aleatória e, sim, 
seletivamente com o propósito de guiar e otimizar o período perioperatório. As 
indicações devem ser baseadas nas informações obtidas na anamnese e no histórico 
médico do doente.
Um eletrocardiograma (ECG) pode estar indicado para pacientes com fatores de 
risco cardiovascular conhecidos ou para pacientes cujos fatores de risco tenham sido 
identificados na consulta pré-anestésica. A idade isoladamente não pode ser critério 
para solicitação de um ECG.
A avaliação cardíaca pré-operatória pode incluir consulta com especialistas e pedido 
de exames que vão desde testes não invasivos passivos ou testes de rastreamento 
provocativos (p. ex., teste de estresse) até avaliação não invasiva e invasiva da estrutura 
cardíaca, função e vascularização (p. ex., ecocardiografia, cintilografia de perfusão 
miocárdica, cateterismo cardíaco).
O anestesiologista deve ponderar a relação risco-benefício desses testes, sendo 
necessário considerar os fatores clínicos e o tipo de cirurgia. A radiografia de tórax 
pré-operatória pode ser solicitada em portadores de DPOC, tabagistas, cardiopatas e 
pacientes que apresentaram quadro de infecção respiratória recente.
Testes adicionais, como espirometria, testes de função pulmonar, gasometria arterial 
e interconsultas com pneumologista devem ser solicitados apenas se necessário (p. 
ex., DPOC sintomática, asma sintomática ou recorrente, escoliose com restrição da 
expansão torácica).
3. EXAMES COMPLEMENTARES
GUIA PRÁTICO DE ORIENTAÇÃO DA AVALIAÇÃO PRÉ-ANESTÉSICA - DRA ANITA ROCHA PÁG 26
• A seleção dos exames deve ser pautada 
no binômio condição clínica do paciente 
e cirurgia proposta.
▪ Exames hematológicos
▪ Bioquímica sérica
▪ Eletrocardiograma
▪ Radiografia de tórax
Exames Complementares
Exames laboratoriais como hematócrito e hemoglobina não estão indicados de rotina. 
Devem ser solicitados considerando-se o tipo e a invasividade do procedimento, em 
pacientes com doença hepática, em extremos de idade e com histórico de anemia, 
sangramento ou outros distúrbios hematológicos.
Exames da coagulação são solicitados conforme certas características clínicas, que 
incluem distúrbios no sangramento, doença renal, uso de anticoagulantes, disfunção 
hepática e tipo do procedimento. Já exames de bioquímica pré-anestésica (sódio, 
potássio, glicose, testes de função renal e hepática) devem ser solicitados com base 
em distúrbios endócrinos, risco de disfunção renal e/ou hepática, uso de algumas 
medicações ou terapias alternativas.
O exame de urina não está indicado, a menos que seja em procedimentos específicos, 
como procedimentos urológicos e implantes de próteses. O teste de gravidez é válido 
para cirurgias eletivas em pacientes em idade fértil.
 TESTES PRÉ-OPERATÓRIOS DE ROTINA
Numerosos estudos mostram que não existe uma associação entre exames de rotina 
realizados e benefício para os pacientes.
Em média, 1/10.000 exames pré-operatórios demonstram danos, sendo realmente 
benéficos ao paciente.
Em análise de regressão multivariada, feita para determinar quais fatores de risco 
estão associados a um evento adverso, observou-se que os únicos dois fatores 
consistentemente encontrados com tal associação foram: 
• ASA 3 ou superior
• Risco cirúrgico conforme classificação das diretrizes da ACC/AHA
A idade por si só não é uma indicação para qualquer teste e, portanto, os testes 
devem ser baseados na coexistência de doenças e invasividade do procedimento a 
ser realizado. 
Os resultados laboratoriais dentro de 3 meses são geralmente aceitáveis (a menos 
que anormalidades importantes estejam presentes ou a condição médica do paciente 
mude).
GUIA PRÁTICO DE ORIENTAÇÃO DA AVALIAÇÃO PRÉ-ANESTÉSICA - DRA ANITA ROCHA PÁG 27
04
JEJUM
Aplica-se a todos os pacientes 
internados ou atendidos em nível 
ambulatorial que necessitem de 
jejum, durante seu tratamento, 
para realização de procedimentos 
com sedação ou contraste.
GUIA PRÁTICO DE ORIENTAÇÃO DA AVALIAÇÃO PRÉ-ANESTÉSICA - DRA ANITA ROCHA PÁG 28
PRESCRIÇÃO DO JEJUM
ALIMENTO INGERIDO TEMPO MÍNIMO DE JEJUM
Refeição branda / pastosa / semi-líquida
Pacientes cirúrgicos, exames na hemodinâmica, BIOIMAGEM, ECO transesofágico, 
litotripsia, procedimentos outros sob anestesia ( sedação):
Pacientes adultos e pediátricos
8 horas
Suco sem resíduo / chá com torradas 6 horas
Fórmula infantil e composto lácteo 6 horas
Leite materno 4 horas
Dieta líquida restrita ou sem resíduo 2 horas
Dieta geral / enteral 8 horas
4. JEJUM
Observações e conceitos relevantes:
CONTRAINDICAÇÕES PARA ABREVIAÇÃO:
Cirurgia de emergência, situações de retardo no esvaziamento gástrico (obesidade 
mórbida, IRC, diabéticos, megaesôfago, hérnia hiatal volumosa e gestantes), obstrução 
intestinal, disfagia e pancreatite.
OBSERVAÇÕES:
🟠 Dieta branda/pastosa/semilíquida: dietas constituídas de alimentos sólidos ou itens 
com estrutura modificada por técnicas de preparo e cozimento, que requerem maior 
tempo para o processo digestório;
🟠Fórmula infantil/composto lácteo: específicos para cada idade;
🟠Leite materno: secreção das glândulas mamárias;
🟠Dieta líquida restrita: líquidos isentos de resíduo, facilmente absorvida no trato 
digestório;
🟠Pacientes com jejumprolongado (>48h), por qualquer condição clínica e/ou com 
aceitação irregular da dieta que o coloque em risco nutricional, deverão ser avaliados 
pela equipe de nutrição.
CASOS ESPECIAIS:
Para realização de gastrostomia endoscópica, a programação do jejum deverá ser de 
8h. Não deverá ser realizada abreviação do jejum, para esses casos.
Para os pacientes que serão submetidos a colonoscopia, o jejum mínimo deverá ser 
de 3h após término da medicação para o preparo do cólon, iniciando o jejum a partir 
deste momento – obedecendo ao tempo máximo de 8h.
GUIA PRÁTICO DE ORIENTAÇÃO DA AVALIAÇÃO PRÉ-ANESTÉSICA - DRA ANITA ROCHA PÁG 29
05
ANEXOS
GUIA PRÁTICO DE ORIENTAÇÃO DA AVALIAÇÃO PRÉ-ANESTÉSICA - DRA ANITA ROCHA PÁG 30
São procedimentos em que a incidência combinada de infarto do miocárdio ou morte
perioperatória é inferior a 1%.
RECOMENDAÇÕES QUANTO A SOLICITAÇÃO
DE EXAMES COMPLEMENTARES
FÁRMACO
DIRETRIZES DE TESTE COM BASE NO PROCEDIMENTO
PROCEDIMENTOS DE BAIXO RISCO
Cirurgia Ambulatorial
Artroscopia diagnóstica
Cirurgia de mama
Cirurgia de catarata
Endoscopias
Procedimentos superficiais
Se for diabético, glicemia de jejum e hemoglobina glicada.
SEM TESTES DE 
LABORATÓRIO DE ROTINA
Os testes de laboratório são indicados 
pelo histórico médico do paciente.
**A única exceção seria um nível basal de Cr em 
um paciente submetido a um procedimento 
envolvendo injeção de contraste.
PROCEDIMENTOS DE RISCO INTERMEDIÁRIO
SEM TESTES DE 
LABORATÓRIO DE ROTINA
Os testes de laboratório são indicados 
pelo histórico médico do paciente.
**A única exceção seria um nível basal de Cr em
um paciente submetido a um procedimento
envolvendo injeção de contraste.
São procedimentos nos quais a incidência combinada de infarto do miocárdio ou morte perioperatória
é de 1-5%. São procedimentos em que a perda sanguínea ou alterações hemodinâmicas são raras.
Reparo de AAA, Endoscópico
Endarterectomia carotídea
Procedimentos de cabeça e pescoço
Procedimentos intraperitoneais ou intratorácicos
Procedimentos ortopédicos
Cirurgia de próstata
RISCO VASCULAR, RENAL* OU PROCEDIMENTOS DE EMERGÊNCIA
Cirurgia prolongada prevista com grandes 
alterações de fluidos e/ou perda de sangue
Aórtico, Cardíaco, Vascular Maior
Procedimentos de Emergência
Procedimentos de Icterícia obstrutiva.
Claramente, os testes laboratoriais podem não ser obtidos em 
procedimentos de emergência e só devem ser realizados se 
o tempo permitir.
São procedimentos nos quais a incidência combinada de IAM ou morte perioperatória é > 5%. Esses 
procedimentos perturbam a fisiologia normal, geralmente requerem transfusões de sangue, monitoramento 
invasivo e cuidados pós-operatórios na UTI.
**Um paciente corre risco renal se for submetido a uma cirurgia para icterícia obstrutiva, procedimentos 
vasculares MAIORES ou procedimentos > 3 horas 
EXAMES LABORATORIAIS
RECOMENDADOS
Hemograma completo com plaquetas
PAINEL METABÓLICO COMPLETO*
ECG
Outros exames laboratoriais indicados
pelo histórico médico do paciente. 
*Painél metabólico completo - cálcio, glicose, sódio, potássio, TGO, TGP, GAMA-GT, ureia, creatinina.
05
GUIA PRÁTICO DE ORIENTAÇÃO DA AVALIAÇÃO PRÉ-ANESTÉSICA - DRA ANITA ROCHA PÁG 31
RECOMENDAÇÕES QUANTO A SOLICITAÇÃO
DE EXAMES COMPLEMENTARES
EXAMES LABORATORIAIS RECOMENDADOS COM BASE NO HISTÓRICO MÉDICO
CBC/
PLT T & S TP/
TTPA GLI CHEM
7 LFTS TFTS ECG CXR U/A HCG ALB (HGB
A1C)2DOENÇA
COMUNIQUE QUALQUER MUDANÇA AGUDA NA SUA CONDIÇÃO DE SAÚDE AO MÉDICO
ASSISTENTE E AO ANESTESIOLOGISTA.
Utilidade dos testes de laboratório existentes
Abuso de álcool >
2 doses/dia
Anemia
Distúrbio Hemorrágico
Doença CV4
Doença cerebrovascular
Diabetes
Doença Hepática
Malignidade
Desnutrição
Obesidade Mórbida
Doença Vascular
Periférica
Fraca tolerância
ao exercício
Possível gravidez
Doença pulmonar
Doença Renal
Artrite reumatoide
Apnéia do sono
(idade >18 anos)
Fumar >20 unidades
por ano (no último ano) 
Suspeita de ITU
Lúpus Sistêmico
Doença da Tireóide
EXAM
• Os resultados laboratoriais são bons por 3 MESES, a menos que sejam anormais
• Radiografia torácica válida por 6 MESES, a menos que seja processo agudo ou ativo
• Interromper os inibidores de AINEs/COX 2 o mais rápido possível
• Eletrocardiogramas são bons por 6 MESES se forem normais. 3 MESES se anormal ou se: +DAC 
• Fatores de risco, DAC conhecida ou alteração de condição.
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X9
X1
X5
X1
X1
X1
X1
X
X3
X
1. Somente para processos ativos e agudos (alterados nos últimos 6 meses?)
2. Os estudos não apoiam uniformemente o uso da HbA1c como preditor de risco de complicações pós-operatórias
3. O HCG deve ocorrer dentro de 24 horas após a cirurgia
4. Doença CV inclui: DAC, ICC, dispneia, dor torácica, palpitações, taquicardia, FC irregular, bradicardia inexplicável, sopro não 
diagnosticado, B3, CDI, marca-passo, hipertensão pulmonar, síncope
5. Se a malignidade estiver no tórax
6. Se a radiação atingir o tórax, tórax, mama ou pulmões
7. Deve tomar AINEs/Cox 2 três ou mais vezes por semana
8. Risco renal: Se for submetido a um procedimento de alto risco, veja acima e tiver hipertensão, DM, TFGe 500 ml 
(articulaçõestotais, cabeça e 
pescoço, AAA, endarterectomia 
carotídea, intraperitoneal ou 
torácica, fusões espinhais, cirurgia 
de próstata) 
Procedimento Urológico
Preparação intestinal
Risco Renal8(sem locais 
ou cataratas)
Aborto
X
X10
/RH
X
X
X
X
RECOMENDAÇÕES QUANTO A SOLICITAÇÃO
DE EXAMES COMPLEMENTARES
EXAMES LABORATORIAIS RECOMENDADOS COM BASE NO HISTÓRICO MÉDICO
CBC/
PLT T & S TP/
TTPA GLI CHEM
7 LFTS TFTS ECG CXR U/A HCG ALB (HGB
A1C)2DOENÇA
COMUNIQUE QUALQUER MUDANÇA AGUDA NA SUA CONDIÇÃO DE SAÚDE AO MÉDICO
ASSISTENTE E AO ANESTESIOLOGISTA.
Utilidade dos testes de laboratório existentes
Abuso de álcool >
2 doses/dia
Anemia
Distúrbio Hemorrágico
Doença CV4
Doença cerebrovascular
Diabetes
Doença Hepática
Malignidade
Desnutrição
Obesidade Mórbida
Doença Vascular
Periférica
Fraca tolerância
ao exercício
Possível gravidez
Doença pulmonar
Doença Renal
Artrite reumatoide
Apnéia do sono
(idade >18 anos)
Fumar >20 unidades
por ano (no último ano) 
Suspeita de ITU
Lúpus Sistêmico
Doença da Tireóide
EXAM
• Os resultados laboratoriais são bons por 3 MESES, a menos que sejam anormais
• Radiografia torácica válida por 6 MESES, a menos que seja processo agudo ou ativo
• Interromper os inibidores de AINEs/COX 2 o mais rápido possível
• Eletrocardiogramas são bons por 6 MESES se forem normais. 3 MESES se anormal ou se: +DAC 
• Fatores de risco, DAC conhecida ou alteração de condição.
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X9
X1
X5
X1
X1
X1
X1
X
X3
X
1. Somente para processos ativos e agudos (alterados nos últimos 6 meses?)
2. Os estudos não apoiam uniformemente o uso da HbA1c como preditor de risco de complicações pós-operatórias
3. O HCG deve ocorrer dentro de 24 horas após a cirurgia
4. Doença CV inclui: DAC, ICC, dispneia, dor torácica, palpitações, taquicardia, FC irregular, bradicardia inexplicável, sopro não 
diagnosticado, B3, CDI, marca-passo, hipertensão pulmonar, síncope
5. Se a malignidade estiver no tórax
6. Se a radiação atingir o tórax, tórax, mama ou pulmões
7. Deve tomar AINEs/Cox 2 três ou mais vezes por semana
8. Risco renal: Se for submetido a um procedimento de alto risco, veja acima e tiver hipertensão, DM, TFGe

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