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Prova de Cardiologia Pediátrica

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Paciente de 11 meses com defeito septo interventricular (CIV), em uso domiciliar de furosemida e seguimento com cardiologista, deu entrada no pronto-socorro taquipneico e taquicárdico, FC: 182 bpm, Na: 136 mEq/L; K: 2,7 mEq/L; P: 2,9 mmol/L; Hb: 9,5 g/dL e presença de onda U proeminente no ECG.
A conduta inicial adequada é
A) Corrigir rapidamente P.
B) Iniciar soro de manutenção para reposição de K.
C) Corrigir rapidamente o K.
D) Iniciar soro de manutenção com P e K.
E) Fazer dose extra de furosemida.

Criança de 7 anos apresenta queda brusca no colégio. Não responde ao chamado verbal ou estímulos táteis vigorosos. No local estão presentes dois professores. A melhor conduta é uma pessoa iniciar.
a) a abertura e desobstrução das vias aéreas, enquanto o outro chama o serviço de urgência
b) compressões torácicas (aproximadamente 100/minuto) e a outra ficar responsável por administrar ventilações de resgate na proporção 15:2
c) compressões torácicas (aproximadamente 100/minuto) e a outra ficar responsável por administrar ventilações de resgate na proporção 30:2
d) 30 compressões torácicas (aproximadamente 100/minuto), enquanto o outro chama o serviço de urgência
e) 15 compressões torácicas (aproximadamente 100/minuto), enquanto o outro chama o serviço de urgência

Criança de 4 anos, vítima de queimadura, chega ao pronto-socorro de pediatria. Uma criança NÃO tem indicação de encaminhamento a um centro de referência de queimados quando há.
a) queimadura por agentes inalantes
b) queimaduras de segundo ou terceiro graus em períneo
c) mais que 10% da superfície corpórea com queimaduras de espessura parcial
d) mais que 5% da superfície corpórea com queimaduras de terceiro grau
e) qualquer queimadura elétrica

Sobre reanimação cardiopulmonar em pediatria, é correto afirmar que:
a) as compressões torácicas devem ter profundidade de aproximadamente 3/4 do diâmetro anteroposterior do tórax
b) o ritmo mais frequente de parada cardiorrespiratória em crianças de 0 a 8 anos é taquicardia ventricular sem pulso
c) o ritmo mais frequente de parada cardiorrespiratória em crianças de 0 a 8 anos é a atividade elétrica sem pulso
d) o socorrista leigo deve utilizar a manobra de elevação do mento para abrir a via aérea dos pacientes
e) o socorrista leigo deve utilizar a manobra de tração da mandíbula para abrir a via aérea do paciente

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Questões resolvidas

Paciente de 11 meses com defeito septo interventricular (CIV), em uso domiciliar de furosemida e seguimento com cardiologista, deu entrada no pronto-socorro taquipneico e taquicárdico, FC: 182 bpm, Na: 136 mEq/L; K: 2,7 mEq/L; P: 2,9 mmol/L; Hb: 9,5 g/dL e presença de onda U proeminente no ECG.
A conduta inicial adequada é
A) Corrigir rapidamente P.
B) Iniciar soro de manutenção para reposição de K.
C) Corrigir rapidamente o K.
D) Iniciar soro de manutenção com P e K.
E) Fazer dose extra de furosemida.

Criança de 7 anos apresenta queda brusca no colégio. Não responde ao chamado verbal ou estímulos táteis vigorosos. No local estão presentes dois professores. A melhor conduta é uma pessoa iniciar.
a) a abertura e desobstrução das vias aéreas, enquanto o outro chama o serviço de urgência
b) compressões torácicas (aproximadamente 100/minuto) e a outra ficar responsável por administrar ventilações de resgate na proporção 15:2
c) compressões torácicas (aproximadamente 100/minuto) e a outra ficar responsável por administrar ventilações de resgate na proporção 30:2
d) 30 compressões torácicas (aproximadamente 100/minuto), enquanto o outro chama o serviço de urgência
e) 15 compressões torácicas (aproximadamente 100/minuto), enquanto o outro chama o serviço de urgência

Criança de 4 anos, vítima de queimadura, chega ao pronto-socorro de pediatria. Uma criança NÃO tem indicação de encaminhamento a um centro de referência de queimados quando há.
a) queimadura por agentes inalantes
b) queimaduras de segundo ou terceiro graus em períneo
c) mais que 10% da superfície corpórea com queimaduras de espessura parcial
d) mais que 5% da superfície corpórea com queimaduras de terceiro grau
e) qualquer queimadura elétrica

Sobre reanimação cardiopulmonar em pediatria, é correto afirmar que:
a) as compressões torácicas devem ter profundidade de aproximadamente 3/4 do diâmetro anteroposterior do tórax
b) o ritmo mais frequente de parada cardiorrespiratória em crianças de 0 a 8 anos é taquicardia ventricular sem pulso
c) o ritmo mais frequente de parada cardiorrespiratória em crianças de 0 a 8 anos é a atividade elétrica sem pulso
d) o socorrista leigo deve utilizar a manobra de elevação do mento para abrir a via aérea dos pacientes
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Cardiologia PediátricaP R O V A
N do CadernooN de Inscriçãoo
ASSINATURA DO CANDIDATO
N do Documentoo
Nome do Candidato
Especialidade em
Cardiologia ou Pediatria
com pré-requisito
Seleção Pública Para Residência Médica - 2018
GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO
SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE
SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE - SUS/SP
Dezembro/2017
Colégio Sala Ordem
Quando autorizado pelo fiscal
de sala, transcreva a frase
ao lado, com sua caligrafia
usual, no espaço apropriado
na Folha de Respostas.
INSTRUÇÕES
O cerne da justiça é a soma das ideias de igualdade e liberdade.
- Verifique se este caderno:
- corresponde a sua opção.
- contém 60 questões, numeradas de 1 a 60.
Caso contrário, solicite imediatamente ao fiscal da sala a substituição do caderno.
Não serão aceitas reclamações posteriores.
- Para cada questão existe apenas UMAresposta certa.
- Você deve ler cuidadosamente cada uma das questões e escolher a resposta certa.
- Essa resposta deve ser marcada na FOLHADE RESPOSTAS que você recebeu.
- Procurar, na FOLHADE RESPOSTAS, o número da questão que você está respondendo.
- Verificar no caderno de prova qual a letra (A,B,C,D,E) da resposta que você escolheu.
- Marcar essa letra na FOLHADE RESPOSTAS, conforme o exemplo:
- Marque as respostas com caneta esferográfica de material transparente de tinta preta ou azul. Não será permitido o uso de
lápis, lapiseira, marca-texto ou borracha.
- Marque apenas uma letra para cada questão. Será anulada a questão em que mais de uma letra estiver assinalada.
- Responda a todas as questões.
- Não será permitida nenhuma espécie de consulta ou comunicação entre os inscritos, nem a utilização de livros, códigos, ma-
nuais, impressos ou quaisquer anotações.
- Aduração da prova é de 3 horas, para responder a todas as questões e preencher a Folha de Respostas.
- Ao término da prova, chame o fiscal da sala para devolver o Caderno de Questões e sua Folha de Respostas.
- É proibida a divulgação ou impressão parcial ou total da presente prova. Direitos Reservados.
VOCÊ DEVE
ATENÇÃO
A C D E
Caderno de Prova ’2001’, Tipo 002 MODELO
0000000000000000
TIPO−002
00001 0001 0001
 
2 SUSRM-Card.Pediátrica 
 
Pediatria 
 
1. Paciente, 14 anos, com diagnóstico de tumor de sistema nervoso central (SNC) ressecado há 1 ano, faz uso domiciliar de valproato 
para crises convulsivas; última crise há mais de 6 meses. Deu entrada na sala de emergência com quadro de crises convulsivas de 
difícil controle. Feito ataque de fenitoína, entubada e iniciado midazolam contínuo. Exames de imagem mostravam dilatação do 
sistema ventricular importante com sinais de hipertensão intracraniana. Os exames laboratoriais mostraram Na = 130 mEq/L. Os 
diagnósticos clínicos e as respectivas condutas são: 
 
(A) Hidrocefalia e secreção inapropriada de ADH. Derivação ventricular e administração de vasopressina. 
 
(B) Hidrocefalia e diabetes insipidus. Derivação ventricular e administração de desmopressina. 
 
(C) Recidiva tumoral e secreção inapropriada de ADH. Quimioterapia e administração de desmopressina. 
 
(D) Recidiva tumoral e diabetes insipidus. Quimioterapia e restrição hídrica. 
 
(E) Hidrocefalia e secreção inapropriada de ADH. Derivação ventricular e restrição hídrica. 
 
 
2. Paciente de 11 meses com defeito septo interventricular (CIV), em uso domiciliar de furosemida e seguimento com cardiologista, 
deu entrada no pronto-socorro taquipneico e taquicárdico, FC: 182 bpm, Na: 136 mEq/L; K: 2,7 mEq/L; P: 2,9 mmol/L; Hb: 9,5 g/dL 
e presença de onda U proeminente no ECG. A conduta inicial adequada é 
 
(A) corrigir rapidamente P. 
 
(B) iniciar soro de manutenção para reposição de K. 
 
(C) corrigir rapidamente o K. 
 
(D) iniciar soro de manutenção com P e K. 
 
(E) fazer dose extra de furosemida. 
 
 
3. Criança de 7 anos apresenta queda brusca no colégio. Não responde ao chamado verbal ou estímulos táteis vigorosos. No local 
estão presentes dois professores. A melhor conduta é uma pessoa iniciar 
 
(A) a abertura e desobstrução das vias aéreas, enquanto o outro chama o serviço de urgência. 
 
(B) compressões torácicas (aproximadamente 100/minuto) e a outra ficar responsável por administrar ventilações de resgate 
na proporção 15:2. 
 
(C) compressões torácicas (aproximadamente 100/minuto) e a outra ficar responsável por administrar ventilações de resgate 
na proporção 30:2. 
 
(D) 30 compressões torácicas (aproximadamente 100/minuto), enquanto o outro chama o serviço de urgência. 
 
(E) 15 compressões torácicas (aproximadamente 100/minuto), enquanto o outro chama o serviço de urgência. 
 
 
4. Criança de 4 anos, vítima de queimadura, chega ao pronto-socorro de pediatria. Uma criança NÃO tem indicação de 
encaminhamento a um centro de referência de queimados quando há 
 
(A) queimadura por agentes inalantes. 
 
(B) queimaduras de segundo ou terceiro graus em períneo. 
 
(C) mais que 10% da superfície corpórea com queimaduras de espessura parcial. 
 
(D) mais que 5% da superfície corpórea com queimaduras de terceiro grau. 
 
(E) qualquer queimadura elétrica. 
 
 
5. Sobre reanimação cardiopulmonar em pediatria, é correto afirmar que: 
 
(A) As compressões torácicas devem ter profundidade de aproximadamente 3/4 do diâmetro anteroposterior do tórax. 
 
(B) O ritmo mais frequente de parada cardiorrespiratória em crianças de 0 a 8 anos é taquicardia ventricular sem pulso. 
 
(C) O ritmo mais frequente de parada cardiorrespiratória em crianças de 0 a 8 anos é a atividade elétrica sem pulso. 
 
(D) O socorrista leigo deve utilizar a manobra de elevação do mento para abrir a via aérea dos pacientes. 
 
(E) O socorrista leigo deve utilizar a manobra de tração da mandíbula para abrir a via aérea do paciente. 
Caderno de Prova ’2001’, Tipo 002
 
SUSRM-Card.Pediátrica 3 
6. A síndrome de lise tumoral é uma complicação grave que ocorre devido à rápida destruição de células neoplásicas de forma 
espontânea ou após tratamento quimioterápico. Em casos graves, pode causar as seguintes alterações metabólicas: 
 
(A) hipofosfatemia; hipocalcemia; hipocalemia. 
(B) hiperfosfatemia; hipocalcemia; hipercalemia. 
(C) hiperfosfatemia; hipercalcemia; hipercalemia. 
(D) hiperfosfatemia; hipocalcemia; hipocalemia. 
(E) hipofosfatemia; hipercalcemia; hipocalemia. 
 
 
7. Paciente com diagnóstico de linfoma de Hodgkin recebeu sedação para passagem de um cateter. No entanto, após receber 
dose de 0,1 mg/kg de midazolam, apresentou queda brusca da saturação, bradicardia e hipertensão arterial, revertidos após 
entubação orotraqueal realizada com grande dificuldade devido às condições da via aérea. A complicação oncológica mais 
provável neste caso é 
 
(A) metástase em sistema nervoso central. 
(B) hipertensão intracraniana por hemorragia. 
(C) arritmia devido a síndrome paraneuplásica. 
(D) síndrome do mediastino superior. 
(E) pneumotórax hipertensivo. 
 
 
8. Paciente 5 anos, sexo masculino, com diagnóstico recente de leucemia mieloide aguda, apresentando taquidispneia importante, 
sonolência, diplopia e confusão, procurou pronto-socorro. Na entrada apresentava FC = 140 bpm, FR = 43 irpm, temperatura 
axilar = 38,50 °C, ausculta pulmonar diminuída em bases com estertores finos no local e ortopneia. 
 
 Exames laboratoriais do PS: Hb = 7,5 g/dL; leucócitos = 250.000 leucócitos/mm
3
, com 95% de blastos na periferia. Plaque-
tas = 18.000 plaquetas/mL. 
 
 O hemoderivado que deve ser evitado até que ocorra leucorredução é: 
 
(A) Fator VIII. 
(B) Crioprecipitado. 
(C) Plasma. 
(D) Concentrado de hemácias. 
(E) Concentrado de plaquetas. 
 
 
Atenção: Para responder às questões de números 9 e 10 considere a situação abaixo. 
 
 
Menino de 8 anos foi internado com diagnóstico de anemia falciforme, com hemoglobina de 8,0 g/dL. Durante a internação inicia 
quadro de confusão mental, vômitos e crise convulsiva tônico-clônica generalizada. Realizadas medidas iniciais com controle da crise. 
Após estabilização encontra-se em regular estado geral, hidratado,descorado +++/+4, anictérico, afebril, eupneico. FC = 88 bpm; 
PA = 130×82 mmHg, sem outras alterações no exame físico. 
 
 
9. A melhor conduta neste caso é: 
 
(A) Tomografia computadorizada de crânio, expansão com soro fisiológico e baixar PA. 
(B) Eletroencefalograma, expansão com soro fisiológico e baixar PA. 
(C) Tomografia computadorizada de crânio, concentrado de hemácias e baixar PA. 
(D) Eletroencefalograma, expansão com soro fisiológico e concentrado de hemácias. 
(E) Tomografia computadorizada, expansão com soro fisiológico e concentrado de hemácias. 
 
 
10. As medidas ambulatorias que podem evitar esse tipo de complicação na anemia falciforme são realizar 
 
(A) doppler transcraniano anualmente e usar ácido acetilsalicílico diariamente associado a hidroxiureia em caso de alteração 
no exame. 
 
(B) doppler transcraniano anualmente e participar de programas de transfusões de sangue periódicos, em caso de alterações 
do exame. 
 
(C) Ressonância Magnética de Crânio anualmente e usar ácido acetilsalicílico diariamente, em caso de alteração no exame. 
 
(D) doppler transcraniano anualmente e usar ácido acetilsalicílico diariamente, em caso de alteração no exame. 
 
(E) Ressonância Magnética de Crânio anualmente e participar de programas de transfusões de sangue periódicos, em caso 
de alterações do exame. 
Caderno de Prova ’2001’, Tipo 002
 
4 SUSRM-Card.Pediátrica 
11. Lactente de 8 meses internado na enfermaria com quadro de diarreia aguda e desidratação apresenta os seguintes exames 
laboratoriais: pH = 7,26; PO2 = 120 mmHg; PCO2 = 33 mmHg; bicarbonato = 14 mEq/L; BE = −9; Na = 145 mEq/L; K = 4,5 mEq/L 
C = 111 mEq/L; lactato arterial = 7 mmol/L. O distúrbio do equilíbrio acido-básico encontrado nessa gasometria é 
 
(A) acidose metabólica compensada. 
(B) acidose respiratória compensada. 
(C) acidose metabólica com acidose respiratória. 
(D) alcalose metabólica com acidose respiratória. 
(E) acidose metabólica com alcalose respiratória. 
 
 
12. Paciente 9 anos, diabético desde 5 anos, é admitido em cetoacidose diabética. Exames laboratoriais: Glicose = 590 mg/dL; 
Gasometria venosa: pH = 7,1; PCO2 = 30 mmHg, Bic = 8 mEq/L, BE = −10. Presença de cetonúria. No momento com padrão 
respiratório acidótico e hálito cetônico, apresentando-se nauseado e confuso. A conduta inicial mais apropriada é hidratação 
venosa com soro fisiológico, insulina 
 
(A) regular até resolução da acidemia e correção de potássio de acordo com exames laboratoriais. 
(B) intermediária associada a regular até resolução da acidemia. 
(C) intermediária associada a regular até resolução da acidemia e reposição de bicarbonato de sódio. 
(D) regular e reposição de bicarbonato de sódio. 
(E) regular, reposição de bicarbonato de sódio e correção de potássio de acordo com exames laboratoriais. 
 
 
13. O tratamento da hiperpotassemia pode ser realizado através da diminuição do efeito desse cátion nas membranas celulares 
excitáveis (I); shift de K do meio extracelular para o meio intracelular (II) e aumentando a eliminação corpórea desse íon 
(III). São exemplos de substâncias que causam I, II e III, respectivamente: 
 
 I II III 
(A) gluconato de cálcio inalação com berotec bicarbonato de sódio 
(B) gluconato de cálcio inalação com berotec furosemida 
(C) inalação com berotec resina de troca furosemida 
(D) inalação com berotec bicarbonato de sódio resina de troca 
(E) bicarbonato de sódio solução de insulina e glicose resina de troca 
 
 
14. Criança de 4 anos, portadora de hipertensão pulmonar primária de causa desconhecida até o momento, está internado na UTI 
para monitorização. Apresenta disfunção importante de ventrículo direito, com piora da hipertensão pulmonar e dessaturação. 
Nesse caso, a medicação mais indicada para ser administrada imediatamente é 
 
(A) Dopamina. 
(B) Levosimendan. 
(C) Vasopressina. 
(D) Norepinefrina. 
(E) Milrinona. 
 
 
15. A ventilação pulmonar mecânica é um recurso invasivo necessário em pacientes graves, muito utilizado em unidades de terapia 
intensiva. No entanto, assim como outras medidas invasivas, pode causar danos ao paciente. Em relação às lesões pulmonares 
geradas pela ventilação mecânica, 
 
(A) biotrauma é a lesão causada pela associação do barotrauma e do volutrauma com amplificação do processo inflamatório 
pulmonar. 
 
(B) atelectrauma é a lesão decorrente do recrutamento e fechamento repetido de alvéolos de baixa complacência, gerando 
lesão na parede alveolar. 
 
(C) volutrauma é a lesão causada por colapso e reabertura de regiões pulmonares de baixa complacência que podem ser 
causados por volumes moderados ou grandes de ar. 
 
(D) barotrauma é a lesão causada pela pressão, mesmo que adequada, quando aplicada ao tecido pulmonar de baixa 
complacência. 
 
(E) oxitrauma são lesões oxidativas geradas por radicais livres de oxigênio que ocorrem independentemente da fração 
inspirada de oxigênio. 
Caderno de Prova ’2001’, Tipo 002
 
SUSRM-Card.Pediátrica 5 
16. Elaine de 7 anos faz seguimento na Unidade Básica de Saúde por apresentar sobrepeso. Ela frequenta escola pela manhã e à 
tarde fica com os avós assistindo televisão ou mexendo no computador e no celular até seus pais chegarem. A melhor 
orientação neste caso seria iniciar atividade física 
 
(A) de intensidade moderada a vigorosa por pelo menos 60 minutos, com limitação do tempo de exposição às telas a um 
máximo de 2 horas. 
 
(B) leve diária por pelo menos 60 minutos, sem necessidade de limitação do tempo de exposição às telas. 
 
(C) de intensidade moderada a vigorosa por pelo menos 60 minutos, sem necessidade de limitação do tempo de exposição às 
telas. 
 
(D) de qualquer intensidade por pelo menos 60 minutos, com limitação do tempo de exposição às telas a um máximo de 
2 horas. 
 
(E) leve diária por pelo menos 60 minutos, com limitação do tempo de exposição às telas a um máximo de 2 horas. 
 
 
17. João, 4 anos, foi encaminhado pela escola ao médico da Unidade Básica de Saúde. A escola está preocupada pelo fato da 
criança apresentar dificuldades de se comunicar e de fazer amigos e de ser agressivo quando contrariado. Os pais referem que 
ele é muito agitado e parece não se concentrar, mas é muito inteligente e que sabe contar e ler os números desde os 2 anos de 
idade. Na consulta o pediatra observou que João tinha dificuldade de ficar parado, fez o maior escândalo para ser examinado e 
que os pais não conseguiam colocar limites. Não se interessou por nenhum brinquedo da sala, mas adorava abrir e fechar a 
porta, o que fez diversas vezes. A hipótese diagnóstica mais provável é: 
 
(A) Retardo mental. 
(B) Transtorno do déficit de atenção e hiperatividade. 
(C) Transtorno desafiador opositor. 
(D) Transtorno do espectro autista. 
(E) Distúrbio específico da linguagem. 
 
 
18. Mércia de 5 anos é trazida para consulta com o médico por ser a mais baixa da turma, queixa esta, que até o momento não 
havia sido valorizada pela família. A mãe refere que a gestação de Mércia foi sem intercorrências. O peso de nascimento foi de 
3.200 gramas e comprimento de 48 centímetros, com crescimento normal até os 3 anos. Ao exame físico, sua altura encontra-se 
abaixo do z-score − 3, apresenta implantação baixa dos cabelos na nuca, orelhas displásicas, pescoço alado, tórax amplo, hiper-
telorismo mamário, cúbito valgo e sopro cardíaco. Seu desenvolvimento neuropsicomotor está normal. A altura paterna é 175 cm 
e a materna 165 cm. O diagnóstico mais provável do caso é 
 
(A) Hipotiroidismo. 
(B) Síndrome de Turner. 
(C) Síndrome de Noonan. 
(D) Deficiência de IFG-1. 
(E) Resistência ao GH. 
 
 
19. Mônica de 15 anos vai ao médico por fortes dores pélvicas desde os 12 anos, quando teve a menarca. As dores pioram antes da 
menstruação e quando evacua ou urina, refratárias ao tratamento clínico com anti-inflamatórios não hormonais (AINH) e 
contraceptivos orais. Mônica nunca teve relações sexuais e nega corrimento vaginal. O quadro que deveser investigado é: 
 
(A) Infeção urinária. 
(B) Obstipação intestinal. 
(C) Cisto de ovário. 
(D) Endometriose. 
(E) Doença inflamatória pélvica. 
 
 
20. Aproximadamente 30% dos recém-nascidos com cardiopatia congênita podem receber alta hospitalar sem serem diagnosticados 
e evoluir para choque, hipóxia ou óbito, antes de receber tratamento adequado. O teste de triagem de cardiopatias congênitas é 
realizado através da oximetria de pulso e visa a identificação precoce de algumas cardiopatias. O local para aferição e o tempo 
de vida recomendado para a sua realização são: 
 
(A) Membro superior esquerdo e membro inferior direito, nas primeiras 24 h de vida. 
(B) Membro inferior direito e em um dos membros superiores, nas primeiras 24 h de vida. 
(C) Membro superior direito e em um dos membros inferiores, nas primeiras 24 h de vida. 
(D) Membro inferior direito e em um dos membros superiores, entre 24 e 48 h de vida. 
(E) Membro superior direito e em um dos membros inferiores, entre 24 e 48 h de vida. 
 
Caderno de Prova ’2001’, Tipo 002
 
6 SUSRM-Card.Pediátrica 
21. Um recém-nascido apresentou hiperbilirrubinemia, com bilirrubina total máxima de 28 mg/dL (indireta de 26,5 mg/dL), com 6 dias 
de vida. A partir desses dados, é correto afirmar: 
 
(A) Apesar da ressonância nuclear magnética ser o melhor método para avaliar a função auditiva, não é indicada pelo risco 
anestésico. 
 
(B) A realização de potencial evocado auditivo de tronco encefálico está indicada para avaliar comprometimento auditivo 
neurossensorial. 
 
(C) O teste de emissões otoacústicas é o melhor método para a confirmação de alterações auditivas nesta faixa etária. 
 
(D) Não há risco de deficiência auditiva neste caso, por ser tardia a apresentação da hiperbilirrubinemia. 
 
(E) A audiometria infantil é o método mais específico para a detecção de alterações auditivas nesta faixa etária. 
 
 
22. Um recém-nascido de termo, adequado para a idade gestacional, apresenta febre e tremores com 16 horas de vida. Gestante 
primigesta não realizou a pesquisa de estreptococo. O exame clínico demonstra hipoatividade e taquipneia com frequência 
respiratória de 60 irpm, sem outras alterações. Hemograma com leucocitose e desvio à esquerda, Proteína C elevada (5 vezes o 
valor superior normal) e líquor normal. Considerando que não havia outros fatores de risco, os agentes mais prováveis são: 
 
(A) Escherichia coli e Staphylococcus aureus. 
(B) Staphylococcus epidermidis e Streptococcus agalactiae. 
(C) Escherichia coli e Staphylococcus epidermidis. 
(D) Streptococcus agalactiae e Staphylococcus aureus. 
(E) Escherichia coli e Streptococcus agalactiae. 
 
 
23. Quanto à reanimação de um recém-nascido (RN) ≥ 34 semanas que apresenta líquido amniótico tinto por mecônio, é 
INCORRETO afirmar: 
 
(A) RN pré-termo tardio ou pós-termo que apresenta tônus muscular flácido, deve ser levado à mesa de reanimação. 
 
(B) Para o RN que nasce em apneia deve-se indicar a retirada imediata do mecônio residual da hipofaringe e da traqueia, sob 
visualização direta. 
 
(C) Independentemente da viscosidade do líquido, a aspiração das vias aéreas ao desprendimento do polo cefálico do 
concepto não deve ser realizada. 
 
(D) A aspiração traqueal, através de cânula e adaptador, pode ser indicada se o RN não responde às manobras iniciais de 
reanimação neonatal. 
 
(E) O RN de termo que está respirando e com tônus muscular em flexão, deve continuar junto de sua mãe depois do 
clampeamento do cordão. 
 
 
Atenção: Para responder às questões de números 24 e 25, considere o caso abaixo. 
 
 
 Um menino de 3 anos, previamente hígido, é levado ao PS com quadro de febre alta (39 °C) há 4 horas, surgimento de 
manchas no corpo e sonolência há 2h. Ao exame físico, apresenta-se em regular estado geral, pálido, levemente cianótico em 
extremidades, sonolento, hiporresponsivo e febril (38,8 °C). PA = 65×45 mmHg; FC = 175 bpm; FR = 48 rpm; Sat O2 (ar am-
biente) = 85%. Percebe-se leve rigidez nucal e pupilas médias com RFM normal. Coração com bulhas taquicárdicas sem sopros. 
Pulmões livres e abdômen distendido, com fígado a 3 cm do rebordo costal direito. Membros com perfusão lentificada e tempo de 
enchimento capilar de 6 segundos. Pulsos fracos. Pele com petéquias difusas e algumas equimoses, principalmente em membros e 
dedos. 
 
 
24. Diante desse quadro, a abordagem inicial (na primeira hora) deve incluir oxigênio com máscara 
 
(A) não-reinalante; expansão volêmica com Ringer lactato; introdução de dopamina intravenosa e antibioticoterapia com 
ceftriaxona. 
 
(B) não-reinalante; expansão volêmica com soro fisiológico; introdução de epinefrina intravenosa e antibioticoterapia parenteral 
com ceftriaxona. 
 
(C) Venturi; expansão volêmica com Ringer lactato; introdução de dopamina intravenosa e antibioticoterapia parenteral com 
ceftriaxona. 
 
(D) não-reinalante; expansão volêmica com Ringer lactato, introdução de dobutamina intravenosa e antibioticoterapia 
parenteral com cefotaxima. 
 
(E) Venturi; expansão volêmica com soro fisiológico; introdução de epinefrina intravenosa e antibioticoterapia parenteral com 
cefotaxima. 
Caderno de Prova ’2001’, Tipo 002
 
SUSRM-Card.Pediátrica 7 
25. Apesar de suporte vasopressor e inotrópico maximizado, nas primeiras horas, manteve significativa instabilidade hemodinâmica. 
Nesta fase, a melhor estratégia para manejo do choque refratário é 
 
(A) introdução de corticoterapia para possível insuficiência suprarrenal. 
(B) instalação de hemodiálise clássica para controle da provável hipervolemia dessa fase. 
(C) introdução de imunoglobulina para possível imunodeficiência humoral. 
(D) administração de concentrado de glóbulos visando uma melhor oferta de oxigênio tecidual. 
(E) instalação de dispositivo de assistência ventricular para otimizar o volume sistólico. 
 
 
26. Criança de 2 anos e 8 meses internada na UTI devido a choque séptico. Após 6 horas de evolução, passou a apresentar 
frequentes quedas de saturação de O2 e optando-se pela intubação orotraqueal. Para tanto, foi adotada a sequência rápida de 
intubação. Nesse caso, o melhor esquema de drogas para a sequência rápida é: 
 
(A) fentanil, tionembutal e rocurônio. 
(B) fentanil, midazolam e rocurônio. 
(C) cetamina, vecurônio. 
(D) fentanil, tionembutal e succinilcolina. 
(E) fentanil, midazolam e succinilcolina. 
 
 
27. João, 5 anos, internado por quadro de meningite com sepse, apresenta após 24 horas de evolução, quadro de crises 
convulsivas tônico-clônicas generalizadas, configurando um estado de mal epiléptico. Nessa situação, a melhor droga inicial 
para controle sustentado das crises é: 
 
(A) Ácido valproico. 
(B) Carbamazepina. 
(C) Fenobarbital. 
(D) Midazolam. 
(E) Fenitoína. 
 
 
28. Um escolar de 8 anos encontra-se internado na UTI pediátrica com quadro de mal asmático. Apresenta gasometria com 
pH = 7,21; PaO2 = 62 mmHg; PaCO2 = 44 mmHg; bicarbonato = 16 e Saturação O2 = 90%. Na análise da PaCO2, é correto 
afirmar que 
 
(A) há hipercapnia, pois o CO2 está acima do esperado. 
(B) faltam elementos para determinar se há normo ou hipercapnia. 
(C) há normocapnia, pois o CO2 não está contribuindo para a acidemia. 
(D) há hipercapnia, pois a relação entre PaO2 e PaCO2 está acima de 1. 
(E) há normocapnia, pois o CO2 encontra-se na faixa entre 35 e 45 mmHg. 
 
 
29. Um lactente de 14 meses é levado ao pronto-socorro com quadro de disenteria e febre há 3 dias e crise convulsiva tônico-
clônica generalizada há 2 horas. O exame físico nada apresenta de relevante e os exames laboratoriais, incluindo a bioquímica 
são normais. Suspeita-se de agente de disenteria que tem neurotoxina associada. O agente mais provável nessa condição é: 
 
(A) Salmonella enteritidis. 
(B) Salmonella typhimurium. 
(C) Shigella flexneri. 
(D) Shigella sonnei. 
(E) Shigella dysenteriae. 
 
 
30. Um adolescente de 13 anos, internado em UTI por pneumonia e insuficiência respiratória, adquireinfecção relacionada à 
assistência à saúde por Stenotrophomonas maltophilia. Todas as drogas abaixo são opções de tratamento para este agente, 
EXCETO: 
 
(A) Ticarcilina-clavulanato. 
(B) Imipenem-cilastatina. 
(C) Sulfametoxazol-trimetoprima. 
(D) Levofloxacino. 
(E) Colistina. 
 
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Cardiologia 
 
31. Febre reumática aguda pode se apresentar com diferentes manifestações clínicas dentro de algumas semanas após faringite por 
estreptococo do grupo A. Dentre as 5 principais manifestações e respectiva percentagem de ocorrência, encontram-se 
 
(A) coreia de Sydenham, que geralmente precede o surgimento de artrite − 5%. 
 
(B) eritema marginatum, que são máculas numulares de bordas elevadas que acometem preferencialmente palmas e solas 
dos pés − 10 a 30%. 
 
(C) pancardite, que pode ser clínica ou sub-clínica − 50 a 70%. 
 
(D) nódulos subcutâneos, geralmente dolorosos, que surgem no início do quadro febril − 30 a 60%. 
 
(E) artrite, geralmente migratória, envolvendo predominantemente médias e pequenas articulações − acima de 90%. 
 
 
32. Estudos realizados em pacientes com hipertensão primária em monoterapia com diuréticos tiazídicos − clortalidona e hidroclo-
rotiazida − mostraram que com clartalidona 
 
(A) a ocorrência de efeitos indesejáveis, como hipocalemia e hiperuricemia, é significativamente maior. 
(B) houve maior eficiência em doses equivalentes. 
(C) não ocorreu hipocalemia mesmo em doses acima de 25 mg. 
(D) o efeito anti-hipertensivo é menor, provavelmente devido à sua menor duração de ação. 
(E) ocorre mais hiperglicemia e esse efeito não é dose dependente. 
 
 
33. No tratamento medicamentoso inicial de hipertensão primária leve, na ausência de outras comorbidades, a monoterapia pode 
ser bem sucedida e sabe-se que existem diferenças previsíveis, como melhor resposta terapêutica em negros e idosos à 
monoterapia com 
 
(A) tiazídicos e inibidores da ECA. 
(B) tiazídicos e betabloqueadores. 
(C) bloqueadores de canal de cálcio e inibidores da ECA. 
(D) betabloqueadores e inibidores da ECA. 
(E) tiazídicos e bloqueadores de canal de cálcio. 
 
 
34. Após a ocorrência de infarto agudo do miocárdio com elevação do segmento ST, a administração de AAS tem vários efeitos 
benéficos, como os abaixo, EXCETO 
 
(A) diminuição de eventos cardiovasculares a curto prazo. 
(B) diminuição da taxa de mortalidade. 
(C) diminuição da área infartada quando administrado nas primeiras horas do evento agudo. 
(D) manutenção de benefícios se usado por tempo indefinido. 
(E) prevenção de eventos cardiovasculares a longo prazo. 
 
 
35. Em uma gestante que relata ser previamente normotensa, após a 20
a
 semana de gravidez detecta-se PA = 150× 100 mmHg, 
confirmada 2 vezes. Tomando-se proteinúria como 2
o
 critério para diagnóstico de pré-eclâmpsia, é necessário que seja 
 
(A) ≥ = 3 g em urina de 24 horas. 
(B) > 0,2 g em amostra isolada de urina. 
(C) > 0,99 g em amostra de urina de 24 horas. 
(D) ≥ 0,3 g em amostra de urina de 24 horas. 
(E) ≥ 1 g em amostra isolada de urina. 
 
 
36. Um homem de 52 anos, sedentário com IMC = 39 kg/m2, com hipertensão arterial leve, hemoglobina glicada = 6,9% e 
circunferência abdominal = 118 cm, é atendido numa consulta de rotina. O médico, entre outras medidas decide pela introdução 
de uma medicação hipoglicemiante. A escolha MENOS adequada, tendo em vista o peso atual do paciente é 
 
(A) pioglitazona. 
(B) dapaglifozina. 
(C) liraglutida. 
(D) sitagliptina. 
(E) metformina. 
 
 
37. Utilizando-se um manguito padrão, 30 cm de comprimento por 13 cm de largura, nenhum fator de correção da pressão arterial 
diastólica obtida deve ser empregado quando a circunferência do braço do paciente for de, em cm, 
 
(A) 36. 
(B) 26. 
(C) 28. 
(D) 32. 
(E) 30. 
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SUSRM-Card.Pediátrica 9 
38. Considere 3 pacientes com estenose aórtica e os seguintes achados: 
 
Paciente I. Apresentou 2 episódios de angina de esforço; cinecoronariografia sem obstrução crítica; área de valva 
aórtica = 0,8 cm2; fração de ejeção de VE = 54%; gradiente de pressão transvalvar médio = 39 mmHg. 
 
Paciente II. Vem apresentando crises de pré-síncope após esforços; velocidade de fluxo aórtico = 4 m/s; gradiente de 
pressão transvalvar médio = 42 mmHg. 
 
Paciente III. Assintomático; velocidade de fluxo aórtico = 4,4 m/s; gradiente de pressão transvalvar médio = 60 mmHg; 
52 anos de idade, sem comorbidades significativas. 
 
 Há indicação de troca valvar 
 
(A) no paciente I, apenas. 
(B) nos pacientes I, II e III. 
(C) nos pacientes II e III, apenas. 
(D) no paciente III, apenas. 
(E) nos pacientes I e III, apenas. 
 
 
39. Aderência sub-ótima no tratamento farmacológico de hipertensão na população mundial é um obstáculo aos seus benefícios. 
Essa baixa aderência NÃO costuma ser observada 
 
(A) quando se prescreve mais que uma droga. 
(B) quando diurético é prescrito. 
(C) pelo fato de ser doença assintomática. 
(D) no sexo feminino. 
(E) nos mais jovens. 
 
 
40. Uma mulher de 50 anos com episódios recorrentes de taquicardia é admitida na sala de emergência com queixa de palpitações. 
Está hemodinamicamente estável e o monitor mostra: 
 
 
 
 Dentre as opções de tratamento, a MENOS indicada no momento é 
 
(A) cardioversão elétrica. 
(B) manobra vagal. 
(C) adenosina. 
(D) metoprolol. 
(E) diltiazem. 
 
 
41. Estratégias de prevenção do desenvolvimento de hipertensão na população brasileira devem levar em conta estudos nacionais 
sobre os fatores de risco mais importantes. Estes estudos NÃO foram capazes de estabelecer claramente uma relação entre 
hipertensão arterial sistêmica e 
 
(A) índice de massa corporal. 
(B) ingestão de álcool. 
(C) fatores genéticos. 
(D) sedentarismo. 
(E) nível de escolaridade. 
 
 
42. Ensaios clínicos randomizados realizados nos últimos anos comparando controle do ritmo com controle da frequência cardíaca 
em pacientes com fibrilação atrial crônica concluem que 
 
(A) em pacientes com fração de ejeção do ventrículo esquerdo abaixo de 35% a melhor opção é o controle do ritmo cardíaco. 
(B) há uma nítida superioridade do controle do ritmo sobre controle da frequência cardíaca em todos grupos estudados. 
(C) houve aumento da taxa de acidente vascular cerebral nos grupos com controle da frequência cardíaca. 
(D) a taxa de mortalidade é maior no grupo com controle do ritmo com o uso de drogas antiarrítmicas. 
(E) não há diferença nas taxas de mortalidade entre as duas estratégias. 
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43. O tratamento de insuficiência cardíaca com redução da fração de ejeção de VE tem como objetivo a redução da morbidade, ou 
seja, reduzir os sintomas, melhorar o estado funcional e a qualidade de vida, diminuindo a taxa de hospitalização e a 
mortalidade. Tais objetivos NÃO são atingidos, total ou mesmo parcialmente, com o uso de 
 
(A) betabloqueadores sem atividade simpatomimética intrínseca. 
(B) bloqueadores de canal de cálcio. 
(C) implantação de desfibrilador-cardioversor. 
(D) nitratos associados com hidralazina. 
(E) antagonista de aldosterona. 
 
 
44. Uma mulher de 58 anos, sem antecedentes mórbidos significativos, com pulso = 76, rítmico, PA = 128 × 78 mmHg, confirmada, 
hemoglobina glicada de 5,1%, IMC = 25 kg/m2, ecocardiograma e exame físico normais, tem apresentado episódios repetidos de 
fibrilação atrial, ocasionalmente com duração de poucas horas, com sintomas leves como palpitações arrítmicas, não suficientes 
para interromper suas atividades diárias. A conduta mais adequada é 
 
(A) AAS e clopidogrel. 
(B) betabloqueador e varfarina. 
(C) betabloqueador e AAS. 
(D) amiodarona e varfarina. 
(E) observação clínica, com uso eventual de antiarrítmico. 
 
 
45. Pré-hipertensão é uma condição com várias implicações mórbidas, caracterizada por pressão arterial sistólica (PAS) e pressão 
arterial diastólica (PAD),respectivamente, entre (em mmHg) 
 
(A) 121 e 129 e/ou 81 e 99. 
(B) 121 e 139 e/ou 81 e 89. 
(C) 121 e 129 e/ou 81 e 90. 
(D) 131 e 139 e 81 e 89. 
(E) 131 e 139 e 91 e 99. 
 
 
46. Em pacientes com insuficiência cardíaca com disfunção sistólica de VE, a frequência cardíaca elevada por si só contribui para 
evolução adversa; isso é sugerido pelo benefício obtido com o uso de uma medicação cuja ação principal é a inibição seletiva 
sobre o nó sinusal. Essa medicação é: 
 
(A) metoprolol. 
(B) clonidina. 
(C) hidralazina. 
(D) carvedilol. 
(E) ivabridina. 
 
 
47. A fibrilação atrial pode ter como primeira manifestação diferentes sintomas, sendo MENOS provável a ocorrência de 
 
(A) acidente vascular cerebral. 
(B) síncope. 
(C) infarto agudo do miocárdio. 
(D) fadiga. 
(E) insuficiência cardíaca. 
 
 
48. Pacientes com prolapso de valva mitral estão sob risco aumentado de endocardite infecciosa, particularmente aqueles 
 
(A) com ruptura de cordae tendinae. 
(B) do sexo feminino. 
(C) abaixo de 40 anos de idade. 
(D) com espessamento significativo de folhetos valvares. 
(E) que apresentam sopro de estenose mitral. 
 
 
49. Os principais agentes etiológicos de endocardite infecciosa de prótese valvar iniciada nos 2 primeiros meses após a sua 
implantação são: 
 
(A) S epidermidis e bactérias Gram negativas. 
(B) estreptococos e S. aureus. 
(C) bactérias do grupo HACEK. 
(D) fungos. 
(E) S aureus e estafilococos coagulase negativos. 
 
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SUSRM-Card.Pediátrica 11 
50. Em um caso suspeito de feocromocitoma recomenda-se realizar dosagem de metanefrinas fracionadas no sangue 
 
(A) na posição supina, seguida de outra amostra após 3 minutos na posição ortostática e em amostra randômica de urina. 
(B) ou em amostra de urina colhidos após pelo menos 30 minutos na posição ortostática. 
(C) colhido após 30 minutos na posição supina ou em amostra de urina de 24 horas. 
(D) após caminhada de 6 minutos no plano ou urina de 24 horas. 
(E) colhido após 30 minutos na posição ortostática ou em amostra randômica de urina. 
 
 
51. Um homem de 60 anos, com IMC = 38 k/m2, sedentário, em uso de enalapril, glimepirida e metformina procura o pronto-socorro 
com queixa de dor precordial intensa, há 5 horas; apresenta pulso de 88 bat/min, PA = 142 × 80 mmHg e saturação de 
O2 = 94%. O ECG mostra: 
 
 
 Há elevação de enzimas cardíacas. Ele provavelmente não se beneficiará ou poderá ter evolução desfavorável com o uso de 
 
(A) ácido acetilsalicílico. 
(B) estreptoquinase. 
(C) enoxaparina. 
(D) metoprolol. 
(E) clopidogrel. 
 
 
52. Em um paciente que vai ser submetido à ressecção de feocromocitoma deve-se proceder a um preparo farmacológico visando a 
prevenção de crise hipertensiva e arritmias intraoperatórias. São indicados com sucesso os procedimentos abaixo, EXCETO 
 
(A) fenoxibenzamina. 
(B) inibidor da ECA associado a diurético tiazídico. 
(C) bloqueio combinado beta e alfa-adrenérgico. 
(D) prazosin. 
(E) bloqueador de canal de cálcio. 
 
 
53. Um homem de 62 anos, com IMC = 38 k/m
2
, tem confirmada, em mais de uma ocasião, pressão arterial de 140 × 82 mmHg. 
Recomenda-se iniciar medidas de mudança de estilo de vida tendo em vista que apresenta 
 
(A) hipertensão sistólica isolada. 
(B) pressão normal para a idade porém com sobrepeso. 
(C) hipertensão arterial estágio 2. 
(D) sobrepeso com tendência a hipertensão. 
(E) pré-hipertensão. 
 
 
54. No tratamento medicamentoso de hipertensão arterial sistêmica em pacientes portadores de insuficiência cardíaca com redução 
da fração de ejeção de ventrículo esquerdo, NÃO se incluem entre as drogas consideradas de primeira linha: 
 
(A) antagonistas de receptor mineralocorticoide. 
(B) inibidores de receptor de niprilisina. 
(C) antagonistas de receptor da angiotensina. 
(D) agonistas centrais alfa 2-adrenérgicos. 
(E) inibidores da enzima de conversão da angiotensina. 
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55. Portadores de insuficiência cardíaca com redução da fração de ejeção de VE sem, ou com mínima retenção de fluidos, devem 
receber betabloqueadores como parte do tratamento medicamentoso, devendo-se escolher preferencialmente entre 
 
(A) metoprolol, bisoprolol ou carvedilol. 
(B) bisoprolol, pindolol ou carvedilol. 
(C) propranolol, atenolol ou carvedilol. 
(D) carvedilol, pindolol ou propranolol. 
(E) metoprolol, carvedilol ou pindolol. 
 
 
56. São características da tetralogia de Fallot, EXCETO 
 
(A) má formação da valva tricúspide. 
(B) hipertrofia do ventrículo direito. 
(C) comunicação interventricular ampla. 
(D) obstrução muscular da via de saída do ventrículo direito. 
(E) dextroposição da aorta. 
 
 
57. O defeito cardiovascular mais frequente nos portadores de síndrome de Turner é 
 
(A) dilatação e ruptura de aorta. 
(B) coarctação de aorta. 
(C) valva aórtica bicúspide. 
(D) estenose aórtica valvar. 
(E) prolapso de valva mitral. 
 
 
58. Crianças nascidas de mães com lúpus eritematoso sistêmico podem apresentar com maior probabilidade, devido a transmissão 
de anticorpo materno anti-Ro e anti-La: 
 
(A) bloqueio atrioventricular total. 
(B) rotura de cordoalha valvar. 
(C) tamponamento pericárdico. 
(D) miocardite aguda. 
(E) arterite coronariana. 
 
 
59. Doença sistêmica febril que ocorre na infância, sendo importante causa de cardiopatia adquirida. Ocasiona derrame pericárdico, 
miocardite, insuficiência mitral e aórtica. Aneurismas ou ectasias das artérias coronárias são as sequelas mais importantes e 
ocorrem em 15 a 25% das crianças não tratadas. 
 
 O texto refere-se à doença de 
 
(A) Behçet. 
(B) Still. 
(C) Takayasu. 
(D) Churg-Strauss. 
(E) Kawasaki. 
 
 
60. Considere os seguintes defeitos cardíacos: 
 
 I. Defeito do septo atrioventricular. 
 II. Comunicação interventricular. 
 III. Comunicação interatrial. 
 IV. Persistência do canal arterial. 
 
 Os dois mais frequentes na síndrome de Down (trissomia do cromossoma 21) são: 
 
(A) I e IV. 
(B) I e III. 
(C) III e IV. 
(D) I e II. 
(E) II e IV. 
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