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ESTÁCIO DE SÁ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Sheila Valeria Carvalho da silva 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Educação Inclusiva - Inclusão de Alunos com Transtorno do 
Aspecto Autista (TEA) na Escola Regular 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ESTÁCIO DE SÁ 
 
 
 
 
Serra do Navio / AP 
2026 
Estácio de Sá 
 
 
 
 
 
 
 
Sheila valeria carvalho da silva 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Educação Inclusiva - Inclusão de Alunos com Transtorno do 
Aspecto Autista (TEA) na Escola Regular 
 
 
 
 
Projeto de Pesquisa apresentado 
como exigência da disciplina 
(Projeto de Pesquisa em 
Educação). 
Professora Orientadora: Eloide 
Grisi 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ESTÁCIO DE SÁ 
 
 
 
 
 
 
 
Serra do Navio / AP 
2026 
 
 
SUMÁRIO 
1. INTRODUÇÃO ........................................................................................................ 04 
1.1 Apresentação do Tema 
1.2 Contextualização do Problema 
1.3 Hipótese ................................................................................................................... 06 
1.4 Objetivos ...................................................................................................................07 
1.5 Justificativa ............................................................................................................... 08 
2. REVISÃO DE LITERATURA ................................................................................... 10 
3. METODOLOGIA ...................................................................................................... 12 
BIBLIOGRAFIA ............................................................................................................. 14 
 
 
 
 
 
 
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1. INTRODUÇÃO 
 
1.1 Apresentação do tema 
 
A educação inclusiva é um movimento que ocorre como um dos principais 
desafios e progressos do sistema educacional universal. O presente trabalho 
apresenta observações da presença crescente de crianças autistas nas escolas e 
as barreiras que enfrentam, houve uma necessidade de entender melhor como 
proporcionar uma inclusão efetiva, com o objetivo de conhecer e elucidar o papel 
do professor no processo de inclusão escolar. O propósito de cooperar para um 
ambiente onde crianças com TEA se sintam acolhidos e desenvolvam seu 
potencial com uma força motriz questionadora, como a sociedade e a escola 
podem se adaptar a elas, e não ao oposto. 
A inclusão de alunos com TEA na escola regular tem sido assegurada por 
legislações nacionais e internacionais, como a Lei de Diretrizes e Bases da 
Educação Nacional (LDB nº 9.394/96) e a Política Nacional de Educação Especial 
na Perspectiva da Educação Inclusiva. No entanto, apesar dos avanços legais, 
ainda existem desafios significativos relacionados à formação docente, às 
adaptações curriculares, aos recursos pedagógicos e ao apoio especializado. 
Portanto, discutir a inclusão de alunos com Transtorno do Espectro Autista na 
escola regular torna-se fundamental para compreender como a educação 
inclusiva pode ser efetivada na prática, contribuindo para o desenvolvimento 
integral destes estudantes e para a construção de uma escola mais justa, 
democrática e acolhedora. 
 
1.2 Contextualização do problema 
 
 O presente trabalho refere-se à importância da prática real, com o tema 
Educação inclusiva - Inclusão de Alunos com Transtorno do Aspesto Autista 
(TEA) na Escola Regular, onde fiz pesquisas de artigos em site, blogs e outros. 
Sendo assim, minha concepção inicial de interesse da pesquisa envolve a 
 
 
 
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investigação em pesquisas dentro da área da educação inclusiva voltado ao 
Transtorno do Aspecto Autista. Pois compreendo que cada indivíduo tem suas 
especificidades e que atuam de maneiras diferentes modos e pensamentos, e 
disso vem à importância de estar agregando a todos na esfera educacional. Não 
tendo assim um tipo de exclusão ou retardamento do indivíduo no grupo no qual 
ele deve fazer parte para o seu desenvolvimento juntamente aos outros. 
Ainda que a matrícula de estudantes com TEA na rede regular de ensino tenha 
aumentado, muitas escolas não dispõem de estrutura física adequada, recursos 
pedagógicos específicos ou profissionais devidamente preparados para atender 
às particularidades desse público. Para que a educação inclusiva tenha seu pleno 
funcionamento, como está previsto na lei, é necessário que haja mais pessoas 
preparadas e que façam parte do corpo docente, para que possam receber esses 
alunos com suas especificidades e saber lidar com os obstáculos que vem 
através do preconceito, a discriminação, a falta de acessibilidade, a falta de 
compreensão, conhecimento e informação, infelizmente ainda acontece no 
contexto da educação inclusiva. 
A Lei nº 12.764, de 27 de dezembro de 2012, conhecida como Lei Berenice 
Piana, instituiu a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com 
Transtorno do Espectro Autista (TEA) no Brasil. Tal diploma legal configura-se 
como um marco histórico-político de grande relevância, na medida em que 
promoveu a alteração do paradigma de atendimento ao autismo no país, ao 
reconhecer, para todos os efeitos legais, a pessoa com TEA como pessoa com 
deficiência. Nesse sentido, o mediador da Educação Especial desempenha papel 
fundamental no apoio ao desenvolvimento de habilidades e no processo de 
aprendizagem da criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA) na Educação 
Infantil do ensino regular. Seu papel abrange em promover estratégias 
pedagógicas individualizadas, respeitando as especificidades do desenvolvimento 
infantil e as particularidades do TEA, com vistas à ampliação da autonomia, da 
comunicação, da interação social e da participação da criança nas atividades 
propostas em sala de aula. 
 
 
 
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O mediador promove a construção conjunta de soluções com o professor regente 
e a equipe pedagógica, contribuindo para a adaptação de materiais, a 
organização da rotina escolar e a mediação das interações entre a criança, os 
pares e o âmbito escolar. Além disso, favorece a utilização de recursos lúdicos, 
visuais e sensoriais, fundamentais na Educação Infantil, bem como o reforço 
positivo e a previsibilidade das atividades, aspectos que auxiliam na redução de 
barreiras à aprendizagem e à inclusão. 
Sendo assim, o mediador da Educação Especial configura-se como um agente 
essencial para a concretização da educação inclusiva, ao possibilitar que a 
criança com TEA tenha garantido o direito à aprendizagem, ao desenvolvimento 
integral e à convivência em um ambiente educacional inclusivo, conforme os 
princípios estabelecidos pela legislação educacional vigente. 
1.3 Hipóteses 
A inclusão efetiva de alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) na escola 
regular está diretamente relacionada à formação continuada dos professores e à 
oferta de suporte pedagógico especializado, como o Atendimento Educacional 
Especializado (AEE). A falta de recursos didáticos adaptados, planejamento 
pedagógico individualizado e apoio institucional compromete o processo de 
inclusão e pode prejudicar a aprendizagem e a participação do aluno com TEA nas 
tarefas escolares. A ausência de recursos didáticos adaptados, planejamento 
pedagógico especificado e apoio institucional compromete o processo de inclusão 
e pode dificultar a aprendizagem e a participação do aluno com TEA nas 
atividades escolares. 
A cooperção entre escola e família contribui significativamente para o sucesso da 
inclusão, favorecendo o desenvolvimento acadêmico e social do estudante com 
Transtorno do Aspecto Autista. Por fim, acredita-se que a adoção de práticas 
pedagógicas inclusivas, centrada na flexibilização curricular, no uso de recursos 
visuais e na mediação adequada do professor, pode minimizar barreiras e 
promover uma educação mais equitativa e participativa para alunos com TEA naESTÁCIO DE SÁ 
 
 
 
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escola regular. 
 
1.4 Objetivos 
 
 Este trabalho tem por objetivo demonstrar como é importante e como as 
pessoas com necessidade especial ainda encontram dificuldade na hora da 
inclusão escolar, mesmo tendo a lei que os ampare, (LEI 10.098, DE 19 DE 
DEZEMBRO DE 2000 - Estabelece normas gerais e critérios básicos para a 
promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com 
mobilidade reduzida, e dá outras providências), ainda assim, encontram 
obstáculos. 
O sentido dos objetivos de pesquisa está diretamente relacionado ao problema 
investigado e à delimitação do tema proposto. Eles orientam o desenvolvimento 
do estudo, indicando o que se pretende alcançar ao decorrer da investigação. 
Nesse trabalho, os objetivos são apresentados em nível geral e específico, 
buscando analisar a inclusão de alunos com Transtorno do Espectro Autista 
(TEA) na escola regular, considerando os desafios enfrentados e as 
possibilidades de efetuação de práticas pedagógicas inclusivas. 
 
Objetivo geral: 
Analisar o papel do mediador escolar e sua contribuição no 
desenvolvimento da criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA) na 
Educação Infantil, considerando sua atuação no processo de aprendizagem, 
socialização e desenvolvimento de habilidades cognitivas e socioemocionais. 
Identificando os desafios enfrentados pelos profissionais da educação e as 
estratégias pedagógicas que contribuem para uma educação efetivamente 
inclusiva. 
 
Objetivos Específicos: 
 
 
 
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Compreender as características do Transtorno do Espectro Autista (TEA) e 
suas implicações no desenvolvimento infantil. 
 Identificar as atribuições e funções do mediador escolar no contexto da 
Educação Infantil. 
 Analisar as dificuldades enfrentadas pelo mediador escolar no 
acompanhamento de crianças com TEA no ambiente escolar. 
 Investigar a influência das práticas pedagógicas inclusivas utilizadas pelo 
mediador no desenvolvimento cognitivo, social e emocional da criança com 
TEA. 
 Verificar a importância do planejamento pedagógico individualizado, como 
o Plano de Desenvolvimento Individual (PDI), no processo de 
aprendizagem da criança autista. 
 Examinar a relação entre mediador, professor regente, equipe pedagógica 
e família no fortalecimento do processo de inclusão escolar. 
 Compreender o Transtorno do Espectro Autista (TEA); 
 Identificar atividades de tecnologia assistiva desenvolvida para o espectro 
autista; 
 Analisar as dificuldades da Instituição Educacional para promover a 
mediação com o objetivo do desenvolvimento integral da criança autista; 
 Observar a contribuição no processo de aprendizagem da criança autista 
quando o trabalho é desenvolvido em conjunto família/escola/profissionais 
especializados. 
 
1.5 Justificativa 
 
A inclusão de alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) na escola 
regular constitui um dos principais desafios contemporâneos da Educação 
Inclusiva no Brasil. A legislação brasileira, especialmente a Lei Brasileira de 
 
 
 
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Inclusão (Lei nº13.146/2015), garante o direito à educação para todas as crianças, 
independentemente de suas condições. A partir da promulgação da Lei Brasileira 
de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015) e da Lei nº 12.764, 
que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com 
Transtorno do Espectro Autista, consolidou-se legalmente o direito desses 
estudantes à matrícula e à permanência na rede regular de ensino. Entretanto, 
embora o respaldo jurídico esteja estabelecido, persistem lacunas significativas 
entre o que a legislação assegura e o que efetivamente ocorre na prática escolar. 
Dados recentes do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais 
Anísio Teixeira (INEP) apontam um crescimento expressivo no número de 
matrículas de estudantes com TEA na educação básica regular. Esse aumento 
evidencia avanços no acesso, mas também revela a necessidade urgente de 
compreender como se dá, de fato, o processo de inclusão no cotidiano das 
escolas. Em muitos contextos, observa-se a presença física do aluno em sala de 
aula sem que haja, necessariamente, adaptações pedagógicas, formação docente 
adequada ou estratégias específicas que garantam sua aprendizagem e 
participação efetiva. 
Na Classificação Internacional de Doenças (CID-11), o Transtorno do Espectro 
Autista foi unificado sob o código 6A02, consolidando-se os diferentes transtornos 
do espectro em um único diagnóstico, conforme recomenda o Manual Diagnóstico 
e Estatístico de Transtornos Mentais em sua 5ª. edição (DSM-5). Com base nessa 
classificação, o TEA pode ser caracterizado pela presença ou ausência de 
desordem do desenvolvimento intelectual, bem como por diferentes graus de 
comprometimento da linguagem funcional – que pode ser leve, ausente ou 
prejudicada. Além do mais, o Transtorno do Espectro do Autismo pode ser 
classificado como não especificado. 
Nesse sentido, identifica-se uma lacuna importante no conhecimento: apesar do 
avanço das pesquisas sobre inclusão escolar, ainda são necessários estudos que 
 
 
 
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investiguem as práticas pedagógicas concretas, as dificuldades enfrentadas pelos 
professores e os mecanismos institucionais de apoio que favorecem ou dificultam 
a inclusão de alunos com TEA na escola regular. Além disso, há inconsistências 
entre os pressupostos teóricos da educação inclusiva, fundamentados em 
princípios de equidade, acessibilidade e valorização das diferenças e as 
condições estruturais encontradas em muitas instituições de ensino. 
A importância deste estudo justifica-se, portanto, pela necessidade de analisar 
criticamente essa distância entre teoria, legislação e prática, contribuindo para a 
produção de conhecimento que possa subsidiar ações mais efetivas no âmbito 
escolar. Ao dialogar com pesquisas recentes na área da Educação Inclusiva, com 
estudos sobre práticas pedagógicas diferenciadas e com discussões sobre 
formação docente, esta investigação amplia a compreensão acerca dos desafios 
e possibilidades da inclusão de alunos com TEA. 
Além disto, a temática ganha ainda mais importância quando relacionada ao 
debate contemporâneo sobre diversidade, direitos humanos e democratização do 
ensino. A inclusão de alunos com TEA não se limita a uma demanda específica, 
mas integra um movimento mais amplo de construção de uma escola que 
reconheça e valorize as diferenças como parte constitutiva do processo educativo. 
Assim, ao investigar esse fenômeno, o estudo contribui não apenas para o 
avanço acadêmico da área, mas também para o aprimoramento das práticas 
educacionais e para a consolidação de uma educação verdadeiramente inclusiva 
e equitativa. 
 
2. REVISÃO DE LITERATURA 
 
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é caracterizado por alterações no 
desenvolvimento que envolve, principalmente, dificuldades na comunicação e 
interação social, além de padrões restritos e repetitivos de comportamento. A 
 
 
 
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American Psychiatric Association, por meio do Manual Diagnóstico e Estatístico 
de Transtornos Mentais (DSM-5), define o TEA como um transtorno do 
neurodesenvolvimento que se manifesta desde a primeira infância, com diferentes 
níveis de suporte necessários. No contexto educacional brasileiro, a Lei nº 12.764 
reconhece a pessoa com TEA como pessoa com deficiência para todos os efeitos 
legais, assegurando-lhe o direito à educação inclusiva. 
Na Educação, o debate acerca do TEA vai além da dimensão clínica, 
concentrando-se nas possibilidades pedagógicas e nas condições necessárias 
para o desenvolvimento da criança no ambiente escolar. Autores da área 
defendem que compreender o TEA sob a perspectiva educacional implica 
reconhecer as potencialidades do aluno, evitando reduzi-lo ao diagnóstico. Nessesentido, a discussão desloca-se da limitação individual para a responsabilidade da 
escola em organizar práticas inclusivas que garantam aprendizagem e 
participação. 
A visão da Educação Inclusiva ganha força, no cenário internacional, a partir da 
Declaração de Salamanca, que estabelece o princípio de que as escolas devem 
acolher todas as crianças, independentemente de suas condições físicas, 
intelectuais, sociais ou emocionais. Tal documento influenciou políticas públicas 
em diversos países, inclusive no Brasil, contribuindo para a consolidação de um 
paradigma educacional baseado na equidade e na valorização da diversidade. 
No cenário brasileiro, Maria Teresa Eglér Mantoan argumenta que a inclusão não 
deve ser compreendida como mera inserção do aluno com deficiência na escola 
regular, mas como uma transformação profunda na organização do ensino. Para 
a autora, a escola inclusiva rompe com modelos tradicionais de homogeneização 
e passa a reconhecer as diferenças como constitutivas do processo educativo. 
Essa abordagem implica mudanças curriculares, metodológicas e atitudinais. 
 
 
 
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Complementando esse debate, Peter Mittler destaca que a inclusão escolar 
requer não apenas políticas públicas, mas também mudanças na cultura escolar, 
na formação docente e nas práticas colaborativas. A inclusão, segundo essa 
perspectiva, é um processo contínuo de construção coletiva. 
No que se refere especificamente ao papel do mediador, a teoria histórico-cultural 
de Lev Vygotsky oferece importante fundamentação teórica ao enfatizar que o 
desenvolvimento ocorre por meio das interações sociais. O conceito de Zona de 
Desenvolvimento Proximal evidencia que a aprendizagem é potencializada 
quando há intervenção intencional de um outro mais experiente, o que reforça a 
relevância do mediador no contexto da Educação Infantil. Sob essa perspectiva, a 
mediação não é apenas um suporte, mas elemento estruturante do processo de 
desenvolvimento. 
Portanto, o debate teórico evidencia diferentes abordagens legais, pedagógicas e 
psicológicas que sustentam a importância da inclusão de crianças com TEA na 
Educação Infantil. Embora haja avanços significativos na produção acadêmica 
sobre Educação Inclusiva, ainda se observa a necessidade de aprofundar estudos 
que investiguem, de forma concreta, como a mediação contribui para o 
desenvolvimento da criança autista no cotidiano escolar. É nesse diálogo entre 
teoria e prática que esta pesquisa se inclui. 
 
 
3. METODOLOGIA 
A meta de atingir os objetivos propostos nesta pesquisa será adotada uma 
abordagem qualitativa, de caráter exploratório, articulada à pesquisa bibliográfica 
e à pesquisa de campo. A escolha pela abordagem qualitativa justifica-se pela 
necessidade de compreender, de forma aprofundada, o papel do mediador no 
desenvolvimento da criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA) na 
 
 
 
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Educação Infantil, considerando as experiências, interações e significados 
construídos no contexto escolar. 
No inicio, o estudo será desenvolvido por meio de pesquisa exploratória, realizada 
a partir de levantamento bibliográfico em livros, artigos científicos, legislações e 
documentos oficiais que abordam a Educação Inclusiva, o TEA, a mediação 
pedagógica e o desenvolvimento infantil. Essa etapa terá como objetivo 
proporcionar maior aproximação do pesquisador com o tema, identificar lacunas 
na produção acadêmica e fundamentar teoricamente a investigação. A revisão da 
literatura permitirá embasar a construção dos instrumentos de coleta de dados e 
orientar o olhar investigativo no campo. 
Em seguida, será realizada a pesquisa de campo em uma instituição de 
Educação Infantil da rede regular de ensino. O estudo terá como foco a 
observação da rotina escolar de uma criança com TEA, buscando compreender 
como ocorre a mediação no cotidiano das atividades pedagógicas, nos meios de 
interações sociais e nas situações de aprendizagem. Poderão ser utilizadas 
técnicas como observação participante, registro em diário de campo e, se 
pertinente, entrevistas semiestruturadas com o professor regente e o mediador 
escolar. 
O levantamento de dados será conduzido de forma ética, respeitando os 
princípios do sigilo, preservação da identidade dos participantes e autorização 
prévia da instituição e dos responsáveis legais da criança observada. 
No levantamento dos dados, será utilizada a abordagem qualitativa interpretativa, 
na qual o pesquisador, de posse das informações coletadas, realizará uma leitura 
crítica e reflexiva dos dados, estabelecendo relações com os conceitos teóricos 
estudados na revisão de literatura. A análise buscará identificar como a mediação 
contribui para o desenvolvimento da criança com TEA, considerando aspectos 
como interação social, participação nas atividades e autonomia. 
 
 
 
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Portanto, a metodologia adotada permitirá compreender o fenômeno investigado 
em sua complexidade, articulando teoria e prática e contribuindo para reflexões 
acerca da efetivação da inclusão escolar na Educação Infantil. 
 
BIBLIOGRAFIA 
ANDRÉ, Marli Eliza Dalmazo Afonso de. Estudo de caso em pesquisa e avaliação 
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BRASIL. Lei nº 12.764, de 27 de dezembro de 2012. Institui a Política Nacional de 
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GIL, Antonio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. 6. ed. São Paulo: 
Atlas, 2008. 
MANTOAN, Maria Teresa Eglér. Inclusão escolar: o que é? por quê? como fazer? 
São Paulo: Moderna, 2003. 
MINAYO, Maria Cecília de Souza. O desafio do conhecimento: pesquisa 
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MITTLER, Peter. Educação inclusiva: contextos sociais. Porto Alegre: Artmed, 
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VYGOTSKY, Lev Semenovich. A formação social da mente. São Paulo: Martins 
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44–57, 2016. Disponível em: https://doi.org/10.25755/int.11812 
BENDER, W. Aprendizagem baseada em projetos: educação diferenciada para o 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm. Acesso em: 15 dez. 2020. 
 
 
https://doi.org/10.25755/int.11812

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