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P R E L E Ç Ã O
Parto: eutócico e distócico
Professora: Mariana L. Galvão
Tempos do Mecanismo
do parto
Insinuação
Descida
Desprendimento.
 Em 95 a 96% dos casos, o parto se apresenta com feto em apresentação
cefálica fletida 
SEQUÊNCIA DE MOVIMENTOS CARDINAIS:
1) insinuação (encaixamento);
2) descida; 
3) flexão; 
4) rotação interna; 
5) extensão (desprendimento cefálico);
6) rotação externa (restituição); 
7) desprendimento dos ombros (expulsão)
INSINUAÇÃO 
Passagem da maior circunferência da apresentação
através do anel do estreito superior.
PROMOTÓRIO
PROEMINÊNCIA L5
BORDA SUPERIOR DA
SÍNFISE PÚBICA
BORDA INFERIOR DA
SÍNFISE PÚBICA
Diâmetro transverso
Anteroposterior
Leticia Vitoriano
Bebe deve fletir a cabeca para passar 9,5 cm
DESCIDA
Ocorre desde o início do trabalho de
parto e só termina com a expulsão
total do feto. 
Rotação interna da cabeça.
Insinuação das espáduas. 
Leticia Vitoriano
Posicao ocipto pubica (mais comum/ melhor)ou ocipto sacral para o nascimento
Leticia Vitoriano
Plano de Deli: marco 0 na espinha esquiatica para ver se o bebe esta descendo
DESCIDA
Ocorre desde o início do trabalho de
parto e só termina com a expulsão
total do feto. 
Rotação interna da cabeça.
Insinuação das espáduas. 
Right occiput anterior
Maternal
right
Anterior
Occiput anterior
Posterior
OA
ROT
ROA LOA
LOT
LOP
OP
Posterior
fontanelle
Maternal
left
Left occiput anterior
Right occiput transverse
Right occiput posterior Occiput posterior
Left occiput transverse
Left occiput posterior
ROP
DESPRENDIMENTO
04
Rotação externa da cabeça.
Rotação interna das espáduas. 
Desprendimento das espáduas. 
Leticia Vitoriano
Quando o bebê rotaciona, ele tande a continuar para o mesmo lado que ja estava
Estudo clínico do parto 
Envolve três fases: 
DILATAÇÃO 
EXPULSÃO 
SECUNDAMENTO 
03
Contrações uterinas espontâneas e rítmicas
(pelo menos duas em 15 minutos), associadas a,
pelo menos, dois dos seguintes sinais:
■Apagamento cervical
■Dilatação cervical ≥6 cm (fase ativa) 
■Ruptura espontânea das membranas.
05
TRABALHO DE
PARTO
Leticia Vitoriano
Fase latente: nao pode durar muito
Fase ativa: Começa com os 6 cm de dilatacao, vai diferenciar um parto eutocico de um distocico
1 Fase:
DILATAÇÃO
Inicia-se a fase de dilatação com
as contrações uterinas dolorosas
(modificação ativa do colo) e
termina quando a sua ampliação
está completa (10 cm).
Duas subfases: 
Fase latente (até 6 cm) — progressão mais
lenta, variável, de até 20h em nulíparas e
14h em multíparas.
Fase ativa (a partir de 6 cm) — progressão
mais rápida e linear. 
2 Fase:
EXPULSÃO Inicia-se quando a dilatação está completa e
se encerra com a saída do feto. 
** FASE ATIVA: ≥ 6 cm
Leticia Vitoriano
10 cm
Leticia Vitoriano
Leticia Vitoriano
Dos 10 cm até a expulsao 
Leticia Vitoriano
Leticia Vitoriano
Fase ativa
Leticia Vitoriano
Contracoes devem tem um intervalo, pois cao nao de espaco para o adaptamento materno, pode causar laceracoes e dificultar o nascimento do bebe ->problemas respiratórios
3 Fase:
SECUNDAMENTO
Inicia após o nascimento do
concepto, e o descolamento
(dequitação ou dequitadura), descida
e expulsão ou desprendimento da
placenta para fora das vias genitais
Três componentes padronizados: 
uterotônico profilático (ocitocina 10 UI IM)
 tração controlada do cordão 
massagem uterina
Leticia Vitoriano
Profilaxia
Leticia Vitoriano
Enrolando o cordao umbilical e fazendo uma forca para baixo, para nao romper o cordao umbilical
Primeira hora pós
parto - 4 Fase??
PERÍODO INTENSO DE RISCO DE
SANGRAMENTOS PÓS PARTO
IMPORTÂNCIA DE VIGILÂNCIA*****
Parto distócico é aquele que difere do eutócico em
razão de alguma perturbação nos mecanismos e nas
fases do trabalho de parto. 
Força motriz ou contratilidade uterina – caracteriza a distocia funcional
Objeto – caracteriza a distocia fetal
Trajeto (bacia e partes moles) – caracteriza a distocia do trajeto
 
 O papel de quem assiste o parto é conhecer e respeitar o fisiológico, identificar o
atípico oportunamente e intervir no patológico, respeitando as evidências.
PARTO DISTÓCICO
Leticia Vitoriano
DISCINECIA
São distocias dinâmicas ou distocias funcionais: a
contratilidade uterina ineficiente para dilatar o colo e fazer
progredir o parto, ou, ao contrário, a atividade exagerada,
capaz de determinar parturição rápida e precipitada.
HIPOATIVIDADE INVERSÃO DO GRADIENTE
HIPERATIVIDADE INCOORDENAÇÃO 
Leticia Vitoriano
Leticia Vitoriano
DISCINECIA
Caracterização clínica do parto disfuncional
A identificação das distocias é feita pela observação das curvas de dilatação cervical e de
descida da apresentação expressas no partograma.
Prolongamento do primeiro estágio do parto 
 
 ≥ 4 horas com contrações adequadas OU ≥ 6 horas com contrações inadequadas
Prolongamento do segundo estágio do parto
dilatação do colo uterino (início trabalho de parto até dilatação completa)
expulsão (de 10 cm até saída do feto).
Primigesta:
Até 3 horas (com analgesia)
Até 2 horas (sem analgesia)
 Multípara:
Até 2 horas (com analgesia)
Até 1 hora (sem analgesia)
Leticia Vitoriano
Leticia Vitoriano
 Parada secundária da
dilatação
**Dois toques sucessivos, com intervalo de 2 horas ou
mais. (trabalho de parto ativo)
 A dilatação cervical permanece a mesma durante duas
horas ou mais, ultrapassa a linha de alerta e, por vezes,
a linha de ação. 
Associada com sofrimento fetal.
 Principal causa: desproporção céfalo-pélvica. 
Leticia Vitoriano
Bebe muito alto, sem ter fletido
Leticia Vitoriano
Leticia Vitoriano
Período pélvico
prolongado 
**Descida progressiva da apresentação,
excessivamente lenta. 
Dilatação completa do colo uterino e demora na
descida e expulsão do feto. 
Relacionada à contratilidade uterina deficiente,
tratamento com administração de ocitocina, rotura
artificial da bolsa das águas ou utilização do fórcipe. 
Recomenda-se a posição verticalizada para favorecer a
descida da apresentação.
Parada secundária da
descida 
**Dois toques sucessivos, com intervalo de 1 hora ou
mais, desde que a dilatação do colo uterino esteja
completa.
Cessação da descida por pelo menos 1 hora após o seu
início. 
Principal causa: desproporção céfalo-pélvica
Leticia Vitoriano
BI = Bolsa Integra
 POSIÇÕES DE SPINNING BABIES
 (BEBÊS EM MOVIMENTO)
 POSIÇÕES DE SPINNING BABIES
 (BEBÊS EM MOVIMENTO)
Distocias do
Trajeto
Distocias do trajeto mole 
Podem ser ocasionadas pelas anomalias localizadas em
qualquer uma das porções do canal do parto (colo, vagina,
vulva) e por tumorações prévias, genitais ou extragenitais.
Distocias do trajeto duro (vícios pélvicos)
A pelve viciada apresenta acentuada redução de um
ou mais de seus diâmetros, ou modificação de forma.
01
02
09
Leticia Vitoriano
Leticia Vitoriano
Leticia Vitoriano
Pelve em desproporcao com o bebe
AVALIAÇÃO CLÍNICA DA INSINUAÇÃO DA CABEÇA FETAL
Desproporção Cefalopélvica
Suspeita-se de desproporção cefalopélvica se:
•O progresso do parto for lento e arrastado, apesar da eficiente
contratilidade uterina
•Não houver insinuação da cabeça fetal (nas primíparas)
durante fase ativa do trabalho de parto, apesar de contrações
eficientes e membranas rotas
•O toque vaginal revelar moldagem acentuada da cabeça e
bossa serossanguínea
•A cabeça estiver deficientemente aplicada ao colo.
falta de proporcionalidade entre a cabeça fetal e a pelve materna
Leticia Vitoriano
Nao nasce por parto normal
Leticia Vitoriano
% de incidência
SINAL DE FARABEUF -
INSINUAÇÃO DA APRESENTAÇÃO
Desproporção Cefalopélvica
DIAGNÓSTCO: observação de trabalho de parto “paradas de
progressão” durante a fase ativa, documentadas pelo
partograma. Primeira medida: otimizar a atividade uterina. Se
manter, pensar em causas mecânicas. 
TRATAMENTO: 
Desproporção cefalopélvica absoluta: operação cesariana. 
Desproporção relativa: decorrente do mau posicionamentofetal,
estratégias para melhorar esse posicionamento, ajudando na flexão e
na descida do polo cefálico (spinning babies). 
EMERGÊNCIA OBSTÉTRICA IMPREVISÍVEL, QUE OCORRE DEPOIS DO DESPRENDIMENTO DO
POLO CEFÁLICO, A PARTIR DO IMPACTO DOS OMBROS FETAIS NO DIÂMETRO
ANTEROPOSTERIOR DA PELVE MATERNA.
Distocia de Ombros
Distocia de Ombros
Manobras de 1a linha
Manobras de 2a linha
Leticia Vitoriano
Algumas literaturas (meio duvidoso) indicam quebrar a clavicula do bebe, para ele poder nascer
Alterar posição 
Referências
ZUGAIB, Marcelo. Zugaib obstetrícia. 5. ed. Barueri: Manole, 2023. E-book. p.333. ISBN 9786555769340. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786555769340/.
FILHO, Jorge R. Obstetrícia Fundamental. 15. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2024. E-book. p.247. ISBN 9788527740173.
Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788527740173/.
prof_marianagalvao@camporeal.edu.br
	PRELEÇÃO
	Parto: eutócico e distócico
	Tempos do Mecanismo do parto
	Insinuação
	Descida
	Desprendimento.
	SEQUÊNCIA DE MOVIMENTOS CARDINAIS: 1) insinuação (encaixamento); 2) descida; 3) flexão; 4) rotação interna; 5) extensão (desprendimento cefálico); 6) rotação externa (restituição); 7) desprendimento dos ombros (expulsão)
	BORDA SUPERIOR DA SÍNFISE PÚBICA
	Anteroposterior
	Diâmetro transverso
	BORDA INFERIOR DA SÍNFISE PÚBICA
	INSINUAÇÃO
	Passagem da maior circunferência da apresentação através do anel do estreito superior.
	DESCIDA
	DESCIDA
	OA
	ROT
	ROA
	LOA
	ROP
	LOP
	LOT
	OP
	DESPRENDIMENTO
	Estudo clínico do parto
	TRABALHO DE PARTO
	1 Fase: DILATAÇÃO
	Inicia-se a fase de dilatação com as contrações uterinas dolorosas (modificação ativa do colo) e termina quando a sua ampliação está completa (10 cm).
	2 Fase: EXPULSÃO
	Inicia-se quando a dilatação está completa e se encerra com a saída do feto.
	3 Fase: SECUNDAMENTO
	Inicia após o nascimento do concepto, e o descolamento (dequitação ou dequitadura), descida e expulsão ou desprendimento da placenta para fora das vias genitais
	Primeira hora pós parto - 4 Fase??
	PERÍODO INTENSO DE RISCO DE SANGRAMENTOS PÓS PARTO
	PARTO DISTÓCICO
	Parto distócico é aquele que difere do eutócico em razão de alguma perturbação nos mecanismos e nas fases do trabalho de parto.
	O papel de quem assiste o parto é conhecer e respeitar o fisiológico, identificar o atípico oportunamente e intervir no patológico, respeitando as evidências.
	DISCINECIA
	São distocias dinâmicas ou distocias funcionais: a contratilidade uterina ineficiente para dilatar o colo e fazer progredir o parto, ou, ao contrário, a atividade exagerada, capaz de determinar parturição rápida e precipitada.
	HIPERATIVIDADE INCOORDENAÇÃO
	DISCINECIA
	Caracterização clínica do parto disfuncional
	A identificação das distocias é feita pela observação das curvas de dilatação cervical e de descida da apresentação expressas no partograma.
	Prolongamento do segundo estágio do parto
	expulsão (de 10 cm até saída do feto).
	Parada secundária da dilatação
	Período pélvico prolongado
	Parada secundária da descida
	POSIÇÕES DE SPINNING BABIES (BEBÊS EM MOVIMENTO)
	POSIÇÕES DE SPINNING BABIES (BEBÊS EM MOVIMENTO)
	Distocias do Trajeto
	Distocias do trajeto mole
	Distocias do trajeto duro (vícios pélvicos)
	Desproporção Cefalopélvica
	AVALIAÇÃO CLÍNICA DA INSINUAÇÃO DA CABEÇA FETAL
	Desproporção Cefalopélvica
	SINAL DE FARABEUF - INSINUAÇÃO DA APRESENTAÇÃO
	Distocia de Ombros
	Distocia de Ombros
	Manobras de 1a linha
	Manobras de 2a linha
	Alterar posição
	Referências

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