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APOSTILA DE REVISÃO ESPECIAL
Principais Assuntos Concurso SME Natal/RN — Banca COMPERVE
Professor: Cassildo Souza  |  Foco: Edital 01/2024 
1. Citação do Discurso Alheio
A citação do discurso alheio consiste em introduzir a voz de outra pessoa dentro do texto do narrador ou
autor. Embora existam três tipos principais na tipologia textual, as bancas COMPERVE e FUNCERN focam
majoritariamente nos dois primeiros:
Discurso Direto: É a reprodução fiel e literal da fala de outrem. Possui marcas visuais nítidas, sendo
obrigatoriamente delimitado por aspas ou antecedido por travessão. Funciona estritamente como uma
transcrição.
Discurso Indireto: É a reprodução adaptada da fala alheia, traduzida para a voz do próprio narrador. Não
utiliza aspas, mas sim conectivos (como as conjunções integrantes "que" e "se"). Funciona como uma
paráfrase.
Discurso Indireto Livre: Fusão natural da fala da personagem com a do narrador, sem marcas formais.
É mais comum na literatura clássica e em textos narrativos ficcionais, sendo pouquíssimo recorrente no
perfil atual da COMPERVE.
Dica de Prova: O uso do discurso direto ou indireto serve para fins de argumentação e intertextualidade. As
bancas costumam cobrar o reconhecimento visual (presença ou ausência de aspas) e a relação de sentido
(se os discursos de parágrafos diferentes dialogam e se complementam no propósito do texto).
2. Morfossintaxe: Funções da Partícula "SE" e Sujeito
A análise do sujeito deve sempre partir da relação direta com o verbo. A banca frequentemente explora as
construções com a partícula "se", exigindo do candidato a diferenciação clara entre orações na voz passiva
e orações com sujeito indeterminado:
Partícula Apassivadora (PA): Ocorre quando o "se" acompanha um Verbo Transitivo Direto (VTD) ou 
Transitivo Direto e Indireto (VTDI). Nessa construção, o termo que aparenta ser o objeto é, na verdade,
o sujeito paciente da oração. 
Exemplo: "Impõe-se a atitude de respeito" → Transforma-se em: A atitude de respeito é imposta. Portanto,
o sujeito é "a atitude de respeito".
Índice de Indeterminação do Sujeito (IIS): Ocorre quando o "se" acompanha um Verbo Transitivo
Indireto (VTI) (geralmente seguido de preposição), Verbo Intransitivo (VI) ou Verbo de Ligação (VL).
Nesses casos, o verbo obrigatoriamente fica fixado na 3ª pessoa do singular. 
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Prof. Cassildo Souza — Revisão SME Natal/RN 1
Exemplo: "Goza-se de direito" → O "se" atua junto a uma preposição ("de"), tornando o sujeito
indeterminado.
3. Regência e Complemento Nominal
A intrarregência (nominal ou verbal) estuda os termos regentes que exigem complementação específica para
que possuam sentido completo no período.
Complemento Nominal (CN): É o termo integrante que completa o sentido de um nome (substantivo
abstrato, adjetivo ou advérbio) e é sempre introduzido por uma preposição.
Teste Prático para Substantivos Abstratos: Para diferenciar com segurança um Complemento Nominal
de um Adjunto Adnominal junto a um substantivo abstrato, verifica-se a ideia de passividade: 
Transforme o nome anterior em um verbo no particípio (ou adjetivo cognato) e coloque o termo seguinte
na posição de sujeito. Se a estrutura mantiver a lógica de voz passiva, trata-se de um Complemento
Nominal.
Exemplo 1: "A retomada da leitura" → A leitura é retomada (Relação de passividade → Complemento
Nominal).
Exemplo 2: "Necessidade de responder" → O ato de responder é necessário (Relação de alvo/passividade
do ato → Complemento Nominal).
4. Concordância Verbal: "Haver" vs. "Existir"
A permuta do verbo haver pelo verbo existir é uma das principais estratégias de distração elaboradas pela
COMPERVE:
Verbo HAVER (no sentido de existir/ocorrer): É classificado como um verbo impessoal. Isso significa
que a oração correspondente não possui sujeito e o verbo deve permanecer obrigatoriamente
conjugado na 3ª pessoa do singular.
Verbo EXISTIR: É um verbo pessoal e intransitivo. Ele possui sujeito próprio (que normalmente vem
posicionado após o verbo na frase). Portanto, ele deve flexionar-se no singular ou no plural para
concordar perfeitamente com o seu respectivo sujeito.
Sujeito Composto Posposto: Quando o verbo existir substitui o haver diante de um sujeito composto
colocado depois dele, a norma culta permite tanto a concordância no plural (com a totalidade dos núcleos)
quanto no singular (atraído pelo núcleo mais próximo). Em questões de múltipla escolha, avalie
rigorosamente a justificativa da alternativa: se apontar concordância no plural, a justificativa correta
baseia-se na presença de um sujeito composto.
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Prof. Cassildo Souza — Revisão SME Natal/RN 2
5. Pontuação e Orações Intercaladas
As vírgulas cumprem papéis sintáticos fundamentais na organização do texto. A banca costuma destacar
termos isolados por vírgulas duplas no meio do período para que o candidato identifique sua natureza:
Intercalação: Caracteriza-se pela inserção de um termo que quebra a linearidade sintática imediata do
período. Se o elemento intercalado contiver um verbo, classifica-se formalmente como uma oração
intercalada (ou interferente).
Diferenciação (Aposto vs. Oração Adverbial): O aposto explicativo serve estritamente para explicar ou
explicitar um substantivo antecedente. Se a estrutura intercalada apresentar ideia de concessão (uma
quebra na expectativa ou contraste), iniciada por conectivos como "por mais que", "embora" ou "apesar
de", tratar-se-á de uma oração subordinada adverbial concessiva.
6. Acentuação Gráfica
A acentuação gráfica na língua portuguesa é determinada estritamente pela classificação tônica da palavra
(oxítona, paroxítona, proparoxítona) e pela sua terminação:
Proparoxítonas: Absolutamente todas são acentuadas na antepenúltima sílaba (Exemplos: cérebros, 
básicas, distópico).
Paroxítonas terminadas em ditongo oral: Regra recorrente na COMPERVE. Palavras cuja sílaba tônica
é a penúltima e terminam no encontro de duas vogais na mesma sílaba (Exemplos: á-rea, i-ní-cio, he-mis-
fé-rio, au-sên-cia).
Monossílabos Tônicos vs. Oxítonas: Embora possuam sonoridades próximas em alguns contextos,
respondem a regras independentes. Palavras oxítonas têm a última sílaba tônica em vocábulos de duas
ou mais sílabas (Exemplo: es-ta-rá), diferindo dos monossílabos (palavras de uma única sílaba).
7. Coesão Textual (Referencial e Sequencial)
A coesão garante a articulação harmônica e a progressão lógica das ideias no texto:
Coesão Referencial: Trata dos mecanismos que aludem a termos já expressos (anáfora) ou que ainda
vão aparecer no texto (catáfora). Os pronomes oblíquos demandam atenção: o pronome "lhes" funciona
sintaticamente como objeto indireto (refere-se a termos que exigem preposição). Já os pronomes "os/as"
atuam como objetos diretos. A banca exige identificar se pronomes diferentes possuem o mesmo
referente ou referentes distintos dentro do parágrafo.
Coesão Sequencial: Responsável pelo avanço do texto por meio de conectores (conjunções, advérbios).
Locuções como "além disso" atuam na coesão sequencial e referencial simultaneamente: o "além"
estabelece acréscimo ou adição (sequencial) e o "disso" retoma estritamente o que foi dito no período
anterior (referencial), conectando períodos distintos.
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Prof. Cassildo Souza — Revisão SME Natal/RN 3
8. Funções do "QUE"
A distinção clássica das classes gramaticais da palavra "que" fundamenta-se em critérios práticos de
substituição:
Pronome Relativo: Ocorre quando o "que" é perfeitamente substituível por "o qual", "a qual" e suas
respectivas flexões. Introduz, necessariamente, uma oração subordinada adjetiva.
Conjunção Integrante: Ocorre quando toda a oração iniciada pelo "que" pode ser substituída
integralmente pelo pronome "isto" ou "isso". Introduz, necessariamente, uma oração subordinada
substantiva.
Resultado em prova: Quando o texto traz esses dois usos em sequência, os elementos pertencem a
classesgramaticais distintas e cumprem papéis sintáticos e organizacionais diferentes.
9. Período Composto por Coordenação
As orações coordenadas caracterizam-se pela sua completa independência sintática. Isso significa que
cada oração possui seus próprios termos essenciais e estruturais, podendo figurar em períodos separados
sem prejuízo gramatical. Quando conectadas pela conjunção alternativa "ou", estabelecem uma relação
formal de alternância ou exclusão entre os pensamentos expressos.
Fim da Apostila. Desejamos uma excelente preparação e muito sucesso no concurso da SME Natal/RN! 
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Prof. Cassildo Souza — Revisão SME Natal/RN 4
	Apostila de Revisão Especial
	Principais Assuntos Concurso SME Natal/RN — Banca COMPERVE
	1. Citação do Discurso Alheio
	2. Morfossintaxe: Funções da Partícula "SE" e Sujeito
	3. Regência e Complemento Nominal
	4. Concordância Verbal: "Haver" vs. "Existir"
	5. Pontuação e Orações Intercaladas
	6. Acentuação Gráfica
	7. Coesão Textual (Referencial e Sequencial)
	8. Funções do "QUE"
	9. Período Composto por Coordenação

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