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RELAÇÕES DE TRABALHO QUE NÃO CONFIGURAM VÍNCULO EMPREGATÍCIO PROF: LARISSA FERREIRA ALVES • EC nº 45/2004 – Justiça do Trabalho teve sua competência ampliada para processar e julgar causas envolvendo relações de trabalho em sentido amplo. Trabalhador Autônomo • Prestador de serviço que atua como patrão de si mesmo, pessoa física que presta serviço por conta própria, assumindo riscos do empreendimento. • Ausência do requisito da subordinação. • Art. 442-B. A contratação do autônomo, cumpridas por este todas as formalidades legais, com ou sem exclusividade, de forma contínua ou não, afasta a qualidade de empregado prevista no art. 3º desta Consolidação. • O autônomo pode ser pactuado com cláusula de exclusividade e continuidade (advogado, artistas, médicos). • Se observada fraude, aplica-se Principio da Primazia da Realidade. • Multa por ausência de registro do empregado no valor de R$3.000,00, com acréscimo de igual valor na hipótese de reincidência. • Cabe ao MPT realizar Termo de Ajustamento de Conduta ou ação civil pública. Trabalhador Parceiro • Art. 1º-A, § 11, Lei 12.592/2012. O profissional-parceiro não terá relação de emprego ou de sociedade com o salão-parceiro enquanto perdurar a relação de parceria tratada nesta Lei. • Reconhecido como trabalhador autônomo. • Formalização: a) Ato escrito; b) Homologação pelo sindicato da categoria, na ausência deste, por órgão do Ministério do Trabalho e Emprego perante duas testemunhas. Uberização • Alexandre de Moraes, em decisão monocrática, retirou da Justiça do Trabalho a competência para apreciar demanda envolvendo pedido de vínculo de emprego com plataforma digital. • Art. 114. Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar: I as ações oriundas da relação de trabalho, abrangidos os entes de direito público externo e da administração pública direta e indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios; Corretor de Imóveis • Art 3º Compete ao Corretor de Imóveis exercer a intermediação na compra, venda, permuta e locação de imóveis, podendo, ainda, opinar quanto à comercialização imobiliária. • Trabalhador Autônomo. Contratação de Pessoal para Prestação de Serviços nas Campanhas Eleitorais • Não possuem habitualidade • Trabalhadores Eventuais Advogado Associado • Autônomo ou sociedade unipessoal • Não há subordinação • Se presentes os requisitos caracterizadores da relação de emprego, o vínculo deve ser reconhecido. Estagiário • Modalidade de TRABALHO e não de EMPREGO • Conceito: Art. 1o Estágio é ato educativo escolar supervisionado, desenvolvido no ambiente de trabalho, que visa à preparação para o trabalho produtivo de educandos que estejam frequentando o ensino regular em instituições de educação superior, de educação profissional, de ensino médio, da educação especial e dos anos finais do ensino fundamental, na modalidade profissional da educação de jovens e adultos • Regulado pela Lei n. 11.788/08 • Requisitos (art. 3º): I – matrícula e frequência regular do educando em curso de educação superior, de educação profissional, de ensino médio, da educação especial e nos anos finais do ensino fundamental, na modalidade profissional da educação de jovens e adultos e atestados pela instituição de ensino; II – celebração de termo de compromisso entre o educando, a parte concedente do estágio e a instituição de ensino; III – compatibilidade entre as atividades desenvolvidas no estágio e aquelas previstas no termo de compromisso. • Direitos: a) Não pode ultrapassar 2 anos; b) Recesso de 30 dias, ou proporcional c) Receber bolsa ou outra forma de contraprestação que venha a ser acordada, sendo compulsória a sua concessão, bem como a do auxílio-transporte, na hipótese de estágio não obrigatório. TERCEIRIZAÇÃO • Surgiu como forma de dinamizar e especializar os serviços nas empresas. • Ganhou força nos anos 80 e 90. • Há três pessoas envolvidas: a) Trabalhador b) Empresa intermediadora c) Tomadora de serviços Relação triangular • Há a verdadeira delegação de um setor da empresa para que outra possa atuar com seus próprios empregados terceirizados. • Necessidade de atuação do MPT para verificar possíveis fraudes. • Art. 19-B. O disposto nesta Lei não se aplica às empresas de vigilância e transporte de valores, permanecendo as respectivas relações de trabalho reguladas por legislação especial, e subsidiariamente pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), aprovada pelo Decreto-Lei no 5.452, de 1o de maio de 1943. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del5452.htm • Mudanças legais: 1) Súmula n. 331, TST - Proibia terceirização de atividade-fim. - Permitia apenas atividade-meio ou atividade secundária (limpeza, vigilância). - Ausência de pessoalidade e subordinação. 2) Regulamentação pela Lei n. 13.429/2017 - Projeto de Lei n. 4.302/98 - Passou a regulamentar a terceirização pela Lei 6.019/74 (trabalho temporário). 3) Reforma Trabalhista - Passou a prever expressamente a possibilidade de terceirização de atividade-fim. • Art. 4o-A. Considera-se prestação de serviços a terceiros a transferência feita pela contratante da execução de quaisquer de suas atividades, inclusive sua atividade principal, à pessoa jurídica de direito privado prestadora de serviços que possua capacidade econômica compatível com a sua execução. (Redação dada pela Lei nº 13.467, de 2017) • § 1o A empresa prestadora de serviços contrata, remunera e dirige o trabalho realizado por seus trabalhadores, ou subcontrata outras empresas para realização desses serviços. (Incluído pela Lei nº 13.429, de 2017) • § 2o Não se configura vínculo empregatício entre os trabalhadores, ou sócios das empresas prestadoras de serviços, qualquer que seja o seu ramo, e a empresa contratante. • Art. 5o-A. Contratante é a pessoa física ou jurídica que celebra contrato com empresa de prestação de serviços relacionados a quaisquer de suas atividades, inclusive sua atividade principal. (Redação dada pela Lei nº 13.467, de 2017) https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13467.htm#art2 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13429.htm#art2 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13467.htm#art2 • Requisitos para terceirização lícita a) A efetiva transferência da execução das atividades; b) Execução autônoma da atividade pela empresa prestadora; c) Capacidade econômica da empresa prestadora - Fraude na terceirização: princípio da primazia da realidade. Quarteirização • Art. 4º-A. § 1º. A empresa prestadora de serviços contrata, remunera e dirige o trabalho realizado por seus trabalhadores, ou subcontrata outras empresas para realização desses serviços. • Requisitos da empresa prestadora de serviços: (art. 4º-B) • I - prova de inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ); • II - registro na Junta Comercial; • III - capital social compatível com o número de empregados, observando-se os seguintes parâmetros: • a) empresas com até dez empregados - capital mínimo de R$ 10.000,00 (dez mil reais); • b) empresas com mais de dez e até vinte empregados - capital mínimo de R$ 25.000,00 (vinte e cinco mil reais); • c) empresas com mais de vinte e até cinquenta empregados - capital mínimo de R$ 45.000,00 (quarenta e cinco mil reais); • d) empresas com mais de cinquenta e até cem empregados - capital mínimo de R$ 100.000,00 (cem mil reais); e • e) empresas com mais de cem empregados - capital mínimo de R$ 250.000,00 (duzentos e cinquenta mil reais). • Requisitos do contrato: a) Qualificação das partes; b) Especificação do serviço a ser prestado; c) Prazo para realização do serviço, quando for o caso; d) Valor. - Responsabilidade da tomadora: subsidiária, art. 5º-A, §5º, Lei 6.019/74, mas deve participar da fase de conhecimento. • Se ficar comprovada fraude: gera vínculo diretocom a tomadora. • Em caso de Administração pública não gera vínculo direto, mas pode requerer igualdade salarial.