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FACULDADE UNIPLAN CURSO DE GRADUAÇÃO EM FISIOTERAPIA TATIANE FERRO DA SILVA NASCIMENTO TIPOS DE LESÕES E COMO FUNCIONA AGUDA E CRÔNICA VILHENA – RO 2024 TATIANE FERRO DA SILVA NASCIMENTO TIPOS DE LESÕES E COMO FUNCIONA AGUDA E CRÔNICA Trabalho avaliativo apresentado à Faculdade Uniplan como requisitoparcial para obtenção de nota na disciplina de Bioquímica Professor: Bruno Gabriel As lesões musculares são a causa mais frequente de incapacidade física na prática esportiva. Estima-se que 30 a 50% de todas as lesões associadas ao esporte são causadas por lesões de tecidos moles. Apesar de o tratamento não cirúrgico resultar em bom prognóstico na maioria dos atletas com lesão muscular, as consequências da falha do tratamento podem ser dramáticas, postergando o retorno à atividade física por semanas ou até mesmo meses. O conhecimento de alguns princípios básicos da regeneração e dos mecanismos de reparo do músculo esquelético pode ajudar a evitar perigos iminentes e acelerar o retorno ao esporte. Fratura As fraturas são lesões ósseas resultantes de forças externas aplicadas sobre um osso que excedem sua capacidade de resistência. Elas causam dores fortes e impotência funcional e crepitações na região afetada. Existem diferentes tipos de fraturas, que podem variar em termos de gravidade, localização e tipo do foco da fratura. Alguns tipos incluem: Fratura exposta – uma fratura exposta ocorre quando os ossos quebrados perfuram os tecidos moles que os cercam, como músculos e pele, deixando o local da fratura exposto. Essa condição é considerada grave devido aos riscos de infecção e ao tempo de recuperação prolongado do paciente. Muitos pacientes apresentam hemorragia e precisam de atendimento prioritário a esta lesão; traumatismo craniano – Fraturas cranianas podem causar danos graves ao cérebro, pois são os ossos que protegem o encéfalo. Portanto, é crucial que os pacientes sejam cuidadosamente avaliados em relação às lesões e ao nível de consciência, para garantir uma assistência e tratamento adequados. fratura na coluna vertebral – Fraturas na coluna vertebral podem causar lesões na medula espinhal, resultando em déficits neurológicos, como paraplegia, tetraplegia, disfunção do trato urinário, sistema respiratório. Podendo evoluir para uma condição muito grave, o choque neurogênico. Entorse Ligamentos são estruturas fibrosas que conectam os ossos entre si, fornecendo estabilidade à articulação. Uma entorse ocorre quando esses ligamentos são esticados além de seus limites normais. Elas são mais comuns em articulações como tornozelo, joelho e punho, mas podem ocorrer em outras. Dependendo da gravidade da lesão, as entorses são classificadas em três graus: Grau 1 – estiramento leve; Grau 2 – lesão moderada do ligamento, envolvendo um estiramento mais significativo ou mesmo uma ruptura parcial; Grau 3 – lesão grave, na qual o ligamento é completamente rompido. Os sintomas comuns incluem dor, inchaço, sensibilidade, equimose, instabilidade da articulação e dificuldade de movimentação. Luxação A luxação é um dos tipos de lesões traumáticas um pouco menos intensas, mas que causa uma dor intensa. Ela ocorre quando há uma desarticulação de uma ou mais extremidades ósseas. Dentre os sinais e sintomas apresentados na lesão podemos citar dor, edema e impossibilidade de movimento na área afetada. O tratamento para uma luxação óssea geralmente envolve a redução da lesão e imobilização da área afetada para redução de danos. Em alguns casos, a cirurgia pode ser necessária para reparar danos na articulação. Uma contusão é uma lesão na pele, músculos e tecidos subjacentes que ocorre quando uma parte do corpo é atingida com energia tão lesão. Também conhecidas como hematoma. Isso porque a contusão é causada pelo rompimento de pequenos vasos sanguińeos sob a pele, o que leva ao acúmulo de sangue no tecido subcutâneo. Isso geralmente resulta em uma área dolorida, com edema e hematoma, que pode variar de coloração em vermelho escuro a roxo ou azul a depender do tempo de formação do hematoma. Existem várias possíveis causas para o surgimento das lesões musculares, sendo que as principais são: Períodos longos de afastamento da prática esportiva; Reincidência de traumas anteriores; Diminuição do rendimento esportivo; Mau preparo físico. Além disso, algumas diferenças, como as características dos grupos musculares, os tipos de atividades físicas e o perfil corporal do atleta são fatores que podem influenciar o tipo, tamanho e gravidade da lesão. Como as lesões musculares são classificadas? As lesões musculares são classificadas em 3 grupos: diretas e indiretas, traumáticas e atraumáticas, parciais e totais. Sendo assim, confira o que cada uma delas significa: Diretas e indiretas Lesões diretas: decorrem de situações de impacto, como quedas; Lesões indiretas: ocorrem sem a ausência de contato, como em modalidades esportivas que exigem muito esforço na realização dos movimentos. Traumáticas e atraumáticas Lesões traumáticas: lacerações, contusões e estiramento muscular; Lesões atraumáticas: cãibras e dor muscular que surge tardiamente. Parciais e totais Lesões parciais: afetam apenas parte do músculo; Lesões totais: acometem todo o músculo e causam deformidade, assimetria e perda da movimentação ativa. Os principais tipos de lesões musculares são: Contusão muscular: as contusões, em geral, ocorrem por traumatismos diretos, os quais desencadeiam um processo inflamatório imediato, com dor, inchaço, hematoma e rigidez. Aliás, os músculos que costumam sofrer contusões são os quadríceps e os gastrocnêmios. Dor muscular tardia (DMT): ocorre com frequência em pessoas que, após um período longo de inatividade, voltaram a se exercitar, só que com uma intensidade desproporcional ao seu condicionamento físico. Nesse caso, a dor surge algumas horas após o fim da atividade física, geralmente 24h ou 48h depois. Laceração muscular: resulta de traumatismos graves. Estiramento muscular: É uma das lesões musculares que mais acometem os membros inferiores. Aliás, ela causa afastamento da prática esportiva. Como funciona uma lesão Uma lesão acontece quando um músculo ou um tendão que se prende ao osso é submetido a um esforço tão grande que as fibras e vasos musculares acabam se rompendo. Quando há rompimento dos vasos há, além da dor, o surgimento de hematoma acompanhado de inflamação local. Lesão Muscular é comum nos esportes, com sua frequência variando 10-55% de todas as lesões. Mais de 90% delas relacionadas são contusões ou distensões musculares. Os músculos são os únicos geradores de força capazes de produzir movimento articular. Realizam contração convertendo energia química em trabalho mecânico. São 434 músculos, representando 40% do peso corporal; dentre estes, 75 pares de músculos estriados são envolvidos na postura geral e movimentação do corpo. Lesão muscular conceitos e tratamento Hematoma da coxa após contusão muscular durante atividade esportiva. A contusão muscular (figura 1) ocorre quando um músculo é submetido à uma força súbita de compressão como um golpe direto, por exemplo. Já nos estiramentos, o músculo é submetido. Lesões agudas São causadas por sobrecarga repentina, como quedas, colisões ou impactos durante esportes Exemplos: torções, luxações, fraturas, hematomas, rupturas musculares São tratadas com limpeza, curativos e, quando necessário, antibióticos tópicosLesões crônicas São causadas por esforço repetitivo, que pode resultar em microtraumas Exemplos: estiramentos, lesões musculares, lesões da medula espinhal São tratadas com terapias avançadas de cicatrização, acompanhamento contínuo e, em muitos casos, intervenções cirúrgicas Lesões agudas podem ser tratadas de imediato, mas devem ser limpas e cuidadas para evitar que evoluam para lesões crônicas. De maneira didática classificamos as lesões musculares em 3 graus: lesões musculares Grau I Ocorre um estiramento leve com apenas irritação das fibras musculares. Não existe formação de hematoma. O retorno ao esporte, após avaliação e tratamento ocorre de duas a três semanas, em média. Grau II Aqui já ocorre lesão parcial de algumas fibras com formação de hematoma em capacitação para atividades do dia a dia. Após avaliação e tratamento, o retorno ao esporte costuma ocorrer de seis a oito semanas. Grau III É a chamada lesão completa do músculo podendo haver formação de um gap, com retração dos cotos. Em alguns casos envolve tratamento cirúrgico. Após avaliação médica e tratamento possibilita retorno ao esporte de seis a nove meses, em média. Cura da lesão muscular Infelizmente, as lesões musculares cicatrizam através de um processo chamado de reparo, no qual existe a formação de cicatriz fibrótica entre os ventres musculares. Trata-se de um processo lento gradual que envolve três fases: Fase de destruição – existe necrose e reabsorção do tecido lesado; Fase de reparação e regeneração - existe o início da fase de formação de cicatriz. Alguns estudos mostram que o uso de anti-inflamatórios nesta fazer pode aumentar o tamanho e a fragilidade desta cicatriz. Por esse motivo, seu uso tem sido cada vez mais contra indicado na fase aguda da lesão. Dessa forma, o tecido muscular esquelético possui a maior massa do corpo humano, com 45% do peso total. As lesões musculares podem ser causadas por contusões, estiramentos ou lacerações. A atual classificação separa as lesões entre leve, moderada e grave. Os sinais e sintomas das lesões grau I são edema e desconforto; grau II, perda de função, gap e equimose eventual; grau III, rotura completa, dor intensa e hematoma extenso. O diagnóstico pode ser confirmado por: ultrassom - dinâmico, barato, porém examinador-dependente; tomografia ou ressonância magnética - maior definição anatômica, porém estático. A fase inicial do tratamento se resume ao protocolo PRICE. AINH, ultrassom terapêutico, fortalecimento e alongamento após a fase inicial e amplitudes de movimento sem dor são utilizados no tratamento clínico. Já o cirúrgico possui indicações precisas: drenagem do hematoma, reinserção e reforço musculotendíneos. CURSO DE GRADUAÇÃO EM FISIOTERAPIA