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DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM E INTERVENÇÃO PSICOPEDAGÓGICA JESÚS-NICASIO GARCÍA SÁNCHEZ 1. INTRODUÇÃO capítulo tem como objetivo explicar dois conceitos fundamentais da Psicopedagogia: Dificuldades de Aprendizagem (DA) e Intervenção Psicopedagógica (IP). autor afirma que esses dois conceitos não podem ser estudados separadamente. Não basta identificar que um aluno possui dificuldades; é necessário compreender por que elas acontecem, como avaliá-las e quais estratégias utilizar para favorecer a aprendizagem. 2.0 QUE SÃO DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM? Segundo livro, as dificuldades de aprendizagem são transtornos do desenvolvimento que prejudicam a aquisição de habilidades escolares importantes, como: LEITURA ESCRITA MATEMÁTICA COMPREENSÃO RACIOCÍNIO DA LINGUAGEM Essas dificuldades fazem com que o estudante apresente um rendimento inferior ao esperado para sua idade, mesmo quando possui inteligência adequada e oportunidades de aprendizagem. Elas também afetam o desempenho escolar e as atividades do cotidiano. 3. CARACTERÍSTICAS DAS DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM 1 São heterogêneas: não existe um único tipo de dificuldade. Cada estudante manifesta características diferentes. 2 São intrínsecas ao indivíduo: sua origem está relacionada ao funcionamento do próprio indivíduo. Não são provocadas simplesmente por falta de interesse, preguiça, má vontade ou ausência de estudo. 3 Não dependem apenas do QI: diagnóstico deve considerar diversos aspectos: desempenho escolar, análise dos erros, observação do aluno, entrevistas e testes específicos. QI, isoladamente, não é suficiente. 4 Pessoas com dificuldades podem possuir grandes talentos: uma pessoa pode apresentar dificuldades escolares e, ao mesmo tempo, demonstrar excelente desempenho em áreas como música, arte, dança, esportes e criatividade. 14. 0 QUE É INTERVENÇÃO PSICOPEDAGÓGICA? A intervenção psicopedagógica corresponde ao conjunto de ações planejadas para ajudar o estudante a superar ou minimizar suas dificuldades. Ela não acontece de forma improvisada. É baseada em estudos cientificos, avaliação cuidadosa e planejamento. CARACTERÍSTICAS DA INTERVENÇÃO Planejada: cada aluno possui necessidades diferentes. Por isso, as atividades precisam ser organizadas conforme suas dificuldades. Intencional: toda intervenção possui objetivos definidos. Ex.: melhorar a leitura, ampliar a compreensão textual, desenvolver estratégias matemáticas. Cientifica: a intervenção deve utilizar métodos comprovados por pesquisas. Não deve ser baseada apenas em pessoais. A INTERVENÇÃO NÃO ACONTECE APENAS COM 0 ALUNO psicopedagogo pode atuar diretamente com o estudante, orientando professores, orientando a familia e colaborando com a escola. Todos participam do processo educativo. 5. PAPEL DA PSICOPEDAGOGIA A Psicopedagogia surge da união entre Psicologia e Pedagogia. Seu objetivo é compreender como ocorre a aprendizagem e encontrar formas de ajudar quem apresenta dificuldades. psicopedagogo atua em diferentes contextos: Seu trabalho não se limita ao diagnóstico, 00 88 mas também inclui D prevenção, orientação e intervenção. ESCOLAS CLÍNICAS INSTITUIÇÕES COMUNIDADE FAMÍLIA 6. ESTRATÉGIAS UTILIZADAS NA INTERVENÇÃO 7. CINCO PRINCÍPIOS DO NJCLD Consciência fonológica: desenvolver a percepção dos 1 sons da fala para facilitar a alfabetização. As dificuldades são diferentes em cada pessoa. Compreensão leitora: ensinar o estudante a compreender 2 Afetam habilidades importantes, como leitura, escrita, aquilo que e não apenas decodificar palavras. fala, e matemática. Metacognição: levar aluno a pensar sobre seu 3 São próprias do individuo. Sua origem está relacionada próprio modo de aprender. ao funcionamento da pessoa. Motivação: estimular o interesse pelos estudos. a Estratégias de aprendizagem: ensinar como estudar, a 4 Podem ocorrer junto com outros transtornos, como organizar informações e resolver problemas. a TDAH, alterações da linguagem e outros problemas do Adaptações curriculares: modificar atividades e desenvolvimento. recursos para atender necessidades individuuis Não são causadas apenas por fatores externos. Problemas do estudante. sociais ou ensino inadequado podem dificultar a aprendizagem, mas não explicam, sozinhos, uma dificuldade de aprendizagem. 8. PROCESSO DE AVALIAÇÃO 4 1 2 3 9. PRINCIPAIS TEORIAS Quarta etapa Primeira Segunda etapa É elaborado um processamento da informação (predominante); professor Realiza-se uma São plano individual perspectiva ecológica/nterativa; serviços de intervenção. avaliação Esse plano deve perspectiva sociocultural; especializada. de Pode envolver objetivos, neuropsicológica; atendimento e formas modelos centrados na pessoa; de acompanhamento especializado. do modelos centrados na tarefa; modelos integradores. 10. SAMUEL KIRK PAI DAS DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM 11. CONCLUSÃO Samuel Kirk é considerado o pai das Dificuldades de Foi ele quem Compreender as dificuldades de aprendizagem exige popularizou esse termo em 1963. uma visão ampla do A deve diferenciar dificuldades de aprendizagem de considerar tanto suas dificuldades quanto suas potencialidades, e a intervenção precisa ser defender a avaliação cientifica; incentivar a intervenção precoce; planejada, baseeda em evidéncias e desenvolvida em criar instrumentos de avaliação, como o ITPA; parceria entre escola, familia e profisionais. foco não é apenas identificar mas criar afirmar que diagnóstico e intervenção devem caminhar juntos. condições para que aluno aprenda, participe e desenvolva autonomia. 2DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM que são? CONCEITO COMO 0 CÉREBRO APRENDE? Alterações de origem neurológica que interferem na forma como cérebro recebe, organiza, processa, RECEBE PROCESSA ARMAZENA EXPRESSA armazena e expressa informações. Não estão relacionadas à falta de inteligência, interesse Em alunos com DA, uma ou mais dessas ou esforço. etapas podem apresentar dificuldades. CASOS APRESENTADOS NO LIVRO BRIAN AISHA FRANK JOEL hiperativo inteligente falta às aulas bom em esportes impulsivo muita dificuldade desinteressado compreende os muda de para ler e escrever brigas, vandalismo conteúdos atividade aprende devagar evita estudar escrita muito tempo todo baixa autoestima ruim não consegue caligrafia ilegível se concentrar Problema no Esconde dificuldades Dificuldade motora Precisa desenvolver processamento da na compreensão para registrar o que funções executivas. linguagem escrita. da linguagem. sabe. CARACTERÍSTICAS COMPORTAMENTOS ASSOCIADOS PRINCIPAIS dificuldade de atenção baixa coordenação motora inteligência preservada desempenho inconsistente desorganização dificuldades de linguagem dificuldades específicas esquecimentos imaturidade social aprendem de maneira diferente impulsividade não segue instruções precisam de estratégias agitação troca sons e letras diferenciadas FAMÍLIA X ESCOLA IMPACTOS EMOCIONAIS apoia e incentiva identifica necessidades baixa autoestima medo de errar fortalece autoestima adapta estratégias estabelece metas reais ansiedade isolamento ensina de formas colabora com a escola diferentes frustração desmotivação defende os direitos trabalha em parceria do filho evita rótulosQUE CAUSA AS DIFICULDADES DE CAUSAS BIOLÓGICAS 10 MITOS X VERDADES MITO VERDADE É preguiça ou É alteração LESÕES CEREBRAIS ALTERAÇÕES NO DESEQUILÍBRIOS HEREDITARIEDADE falta de esforço. neurológica. DESENVOLVIMENTO NEUROQUÍMICOS traumatismos, meningite, estudos mostram Vai passar Não passa. Precisa CEREBRAL sozinho. de intervenção. encefalite, tumores, falta mudanças na forte influência de oxigênio, intoxicações, pequenas diferenças em comunicação entre genética. É comum Dislexia é enxergar Não é isso. 0 problema exposição ao chumbo, áreas do cérebro neurônios que afetam histórico semelhante letras invertidas. está no processamento cerebral. complicações na gestação responsáveis pela atenção, memória, entre pais, irmãos ou no parto. linguagem, memória, impulsos e ou familiares. Açúcar causa Não há comprovação organização. hiperatividade. cientifica. atenção ou percepção. Óculos coloridos Não existem evidências curam. de que funcionem. Ser canhoto causa Não há relação. dificuldades. FATORES AMBIENTAIS Engatinhar (ou não) não são a causa principal, mas podem agravar ou amenizar. Não interfere. interfere na leitura. família, escola, estímulos, apoio emocional e estratégias adequadas fazem grande diferença. Inteligência alta Qualquer pessoa pode impede dificuldades. ter DA. Crianças com DA Elas se esforçam muito, CASO TEDDY não se esforçam. mas aprendem diferente. DA é problema É neurológico, mas emocional. emocional pode ser Doença grave Lesão Dificuldades Intervenção Formação afetado. na infância. cerebral. escolares especializada profissional: importantes. e apoio da escola e tornou-se MAPA MENTAL chef de Origem Causas cozinha. Neurológica Biológicas e A intervenção adequada permitiu que Teddy desenvolvesse seu Ambientais potencial e uma trajetória de sucesso. DIFICULDADES Dificuldades DE Família e QUE MAIS CAI EM PROVAS Específicas APRENDIZAGEM Escola Conceito de DA: origem neurológica, não é falta de inteligência. Desempenho inconsistente e dificuldades específicas. Comportamentos associados (atenção, organização, impulsividade...). Comportamentos Intervenção Associados Impactos Causas biológicas: lesões, alterações, neuroquímicas, herança. Adequada Emocionais Fatores ambientais: família, escola e estímulos. Importância da parceria família-escola e da auteestima.DISLEXIA E OUTRAS DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM ESPECÍFICAS ESTRATÉGIAS EDUCACIONAIS EM NECESSIDADES ESPECIAIS 1.0 QUE É A DISLEXIA? 2. CARACTERÍSTICAS DA DISLEXIA A dislexia é um transtorno especifico de A criança com dislexia pode apresentar aprendizagem de origem neurobiológica que afeta principalmente a capacidade de ler, escrever bd diversos sinais, entre eles: dificuldade para reconhecer letras e palavras; e compreender a linguagem escrita. leitura lenta, hesitante e com muitos erros; Não está relacionada à falta de inteligência, troca, inversão ou omissão de letras e sílabas; desinteresse, preguiça ou ausência de ? dificuldade para compreender o que oportunidades de aprendizagem. acabou de ler; problemas de ortografia; 0 cérebro da pessoa com dislexia processa os escrita desorganizada; sons da fala e sua relação com as letras de dificuldade em copiar textos; maneira diferente, tornando a leitura e a memória de curto prazo prejudicada escrita mais lentas e trabalhosas. para informações verbais; dificuldade em automatizar a leitura. As dificuldades variam de intensidade entre os individuos. Algumas crianças apresentam apenas dificuldades leves, enquanto outras necessitam de apoio educacional continuo. 3. A DISLEXIA NÃO É FALTA DE INTELIGÉNCIA aluno com dislexia é capaz de aprender, porém necessita de estratégias de ensino diferentes. Seu desempenho escolar não reflete sua capacidade intelectual, mas sim as dificuldades relacionadas ao processamento da linguagem escrita. Um estudante pode ser excelente em matemática, artes ou raciocínio lógico e, ao mesmo tempo, apresentar grande dificuldade na leitura e na escrita. 4. PRINCIPAIS DIFICULDADES ENCONTRADAS 4.1 LEITURA 4.2 ESCRITA 4.3 ORTOGRAFIA A-Z confundir letras semelhantes; inversão de letras; Mesmo conhecendo uma trocar sons; palavra, aluno pode omissão de silabas; escrevé-la de formas pular linhas; dificuldade para organizar diferentes em um mesmo ler muito devagar; ideias no papel; texto, pois possui amigo perder-se durante a leitura; escrita dificuldade para memorizar escóla sua forma correta. cansar rapidamente ao ler muitos erros caza textos longos. Essas dificuldades impactam X ! desempenho escolar, mas não definem a capacidade PÁGINA 1 intelectual do estudante.5. DIAGNÓSTICO 6. PAPEL DA ESCOLA diagnóstico deve ser realizado por uma o professor possui função essencial na equipe multiprofissional. identificação precoce das dificuldades. Psicólogo observar sinais persistentes; Fonoaudiólogo registrar dificuldades; Neuropediatra ou neurologista comunicar a família; Psicopedagogo adaptar atividades; oferecer apoio pedagógico; Escola trabalhar em parceria com Família especialistas. Nenhum profissional deve diagnosticar a dislexia apenas observando objetivo não é "curar" a dislexia, mas dificuldades escolares. É criar condições para que o estudante avaliar cuidadosamente o histórico do consiga aprender respeitando seu ritmo. estudante e excluir outras causas que possam explicar o baixo desempenho. 7. ESTRATÉGIAS PEDAGÓGICAS Estratégias diferenciadas facilitam a aprendizagem e favorecem o desenvolvimento do estudante. Utilizar textos curtos Oferecer mais tempo Ler instruções e com linguagem para realizar atividades e perguntas em simples. e avaliações. voz alta. Utilizar recursos Empregar jogos Dividir atividades longas visuais (imagens, educativos e atividades em pequenas etapas, cores, mapas lúdicas. com metas claras. mentais). Valorizar os avanços Evitar exposição Utilizar avaliação do estudante, e constrangimento compativel com as reforçando sua diante da turma. necessidades do aluno. autoestima. 8. INCLUSÃO ESCOLAR 9. DIFICULDADES ASSOCIADAS 10. RESUMO PARA MEMORIZAÇÃO A inclusão do estudante com dislexia A dislexia pode aparecer acompanhada Dislexia = transtorno específico de não significa apenas permitir sua de outras dificuldades, como: aprendizagem relacionado à leitura matrícula na escola regular. e à escrita. problemas de atenção; Não é falta de inteligência Para que a inclusão seja efetiva, é dificuldades de memória; nem preguiça. necessário oferecer: dificuldades de organização; Afeta leitura, escrita, ortografia adaptações pedagógicas; e compreensão textual. alterações na linguagem; acompanhamento especializado; diagnóstico deve ser dificuldades de coordenação motora; multiprofissional. avaliações adequadas; problemas na produção textual. A escola deve realizar adaptações ambiente acolhedor; pedagógicas. respeito às diferenças individuals. 0 professor é fundamental para Nem todos os estudantes apresentam identificar sinais precoces e Quando essas condições são garantidas, todas essas caractersiticas. Cada caso promover inclusão. 0 aluno desenvolve autoestima Estratégias diferenciadas favorecem é único e exige avaliação individualizada. e melhores resuitados académicos. a aprendizagem e desenvolvimento do estudante. PÁGINA 2PLANEJAMENTO CURRICULAR na Educação Inclusiva Baseado no capítulo "Planejamento Curricular" do livro Caminhos para a Inclusão um guia para o aprimoramento da equipe escolar (Pacheco, Eggertsdóttir & Marinósson) 1.0 QUE É CURRÍCULO? 2. A EDUCAÇÃO INCLUSIVA EXIGE UM CURRÍCULO FLEXÍVEL o currículo é um documento que orienta Os alunos são diferentes entre si. toda a prática pedagógica da escola. Por isso, o currículo precisa ser: Ele define: flexivel; Não se limita apenas objetivos educacionais; aos conteúdos adaptável; conteúdos; acadêmicos, mas ajustado às necessidades de cada um; metodologias; considera o aluno capaz de modificar metodologias, em sua totalidade. avaliações; recursos, avaliações e organização da sala de aula. organização das atividades; e também o desenvolvimento Essas adaptações beneficiam não apenas os social e emocional dos alunos. alunos com necessidades específicas, mas toda a turma, tornando o ensino mais e significativo para todos! 3. A RESPONSABILIDADE DA ESCOLA A responsabilidade pela aprendizagem pertence à escola. Assim, o currículo deve ser organizado para atender às necessidades dos alunos. A escola deve: assumir uma política institucional de inclusão; acreditar no potencial de todos os estudantes; garantir participação plena; 1 promover igualdade de oportunidades; investir na formação continuada dos profissionais. 5. CURRÍCULO E PLANO EDUCACIONAL 4. PAPEL DO PROFESSOR INDIVIDUALIZADO (PEI) professor da turma é o PEI é um documento que organiza o peça fundamental. atendimento às necessidades específicas É ele quem: de um estudante. planeja o currículo; Ele NÃO substitui o currículo da turma. organiza adaptações; Ele COMPLEMENTA o currículo, acompanha a aprendizagem; indicando: avalia continuamente; necessidades individuais; PEI articula o trabalho prioridades; objetivos; da equipe. estratégias; recursos; Os especialistas deixam de ser responsáveis critérios de avaliação. exclusivos e passam a atuar como consultores e parceiros do professor. Seu objetivo é garantir que o aluno participe da rotina da sala de aula com o maior de inclusão. PÁGINA 16. QUEM PARTICIPA DA ELABORAÇÃO DO PEI? 7. A IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA Os pais conhecem profundamente seu filho. Por isso, suas opiniões são fundamentais para: identificar necessidades; definir prioridades; Professor Aluno Equipe Especialistas Profissionais do estabelecer metas; (quando possivel) atendimento gestora acompanhar resultados. especializado Cada participante contribui com conhecimentos diferentes sobre o A participação da família fortalece estudante, permitindo um planejamento mais completo e eficaz. os laços entre escola e comunidade e garante continuidade do processo educativo fora da escola. 8. COMO ELABORAR UM PEI? Um bom Plano Educacional Individualizado deve conter: Identificação Objetivos Estratégias Recursos e Responsáveis Cronograma Critérios de Revisões das necessidades claros e de ensino apoios envolvidos de ações avaliação periódicas do estudante alcançáveis necessários planejamento deve ser realista, revisto periodicamente e ajustado conforme a evolução do estudante. 9. A IMPORTÂNCIA DA AVALIAÇÃO CONTÍNUA 10. TRABALHO COLABORATIVO PEI não é um documento definitivo. A inclusão depende da cooperação entre todos. É necessário: professores; avaliar frequentemente; direção e coordenação pedagógica; revisar metas; familia; monitorar o progresso; profissionais especializados; registrar avanços; ajustar sempre que necessário. e os próprios estudantes. Assim, o planejamento acompanha o Cada participante assume responsabilidades desenvolvimento do aluno e permanece especificas, compartilhando decisões e adequado às suas necessidades. informações para favorecer o desenvolvimento do aluno. 11. ATIVIDADES PROPOSTAS NO CAPÍTULO 12. RESUMO PARA MEMORIZAÇÃO curriculo inclusivo é flexivel e atende às necessidades de todos. professor da turma lidera a elaboração e implementação. PEI complementa curriculo da turma e organiza o atendimento às necessidades individuais. aluno e equipe multiprofissional participam do planejamento. Fortalecimento Construção de Identificação de Construção Autoavaliação Avaliação e planejamento são processos continuos. da participação metas sociais de barreiras à coletiva de da prática das familias para as turmas PEls participação soluções pedagógica A inclusão envolve desenvolvimento acadêmico, emocional e social. Planejamento, colaboração e compromisso institucional garantem participação, aprendizagem e desenvolvimento integral. PÁGINA 2A ATENÇÃO APRISIONADA Alicia Fernández Psicopedagogia da capacidade atencional 1 VISÃO GERAL 2 RESUMO DETALHADO POR SEÇÕES Fernández propõe uma redefinição SEÇÃO I psicopedagógica dos processos A CAPACIDADE ATENCIONAL E 0 "OLHAR" atencionais, deslocando foco da patologização/déficit para resgate 1. Abordagem Psicopedagógica das capacidades subjetivas do sujeito. vs. Visão Patologizante Mudança de paradigma: partir das capacidades A capacidade atencional não é uma do sujeito e não de seus déficits. mera função orgânica ou receptividade Atenção se desenvolve no olhar, escutar, passiva, mas sim uma construção tocar/acariciar/agarrar e brincar. corporal, relacional e intersubjetiva A "Nova Cena" (protótipo diagnóstico que se desenvolve e se nutre a partir e atencional): criança de 3 anos descobre do brincar e do modo como sujeito sua imagem pequenininha nos olhos da avó. é atendido pelo outro. Lição diagnóstica: o profissional deve se reconhecer "pequeno" diante da ! CRÍTICA: a redução institucional e psiquiátrica que grandeza do sujeito. equaciona "prestar atenção" com ato de contemplar Função do diagnóstico: oferecer uma passivamente ou focar de forma unilinear em um superfície de acolhimento para que a objetivo estático (como no modelo escolar tradicional). pessoa se descubra além do sintoma que a trouxe. DEFENDE: a verdadeira atenção aprendente exige uma mobilidade flutuante, momentos de distração e um 2. Etimologia e Sentidos do "Olhar" olhar-escutar criativo. Ver # Olhar A visão é biológica; o olhar é construído pelo corpo, desejo e significação intersubjetiva. Por meio do conceito de cenas atencionais da relação Aprendemos a olhar sob a marca de quem nos olha. inicial com a mãe até objeto de conhecimento -, a obra demonstra que brincar e a experiência de Evolução (mirari) alteridade são a base indispensável para a constituição Origem (Latim): maravilhar-se, assombrar-se, surpreender-se, curiosidade, admirar a diferença. de uma atitude atencional saudável e autoral. Deslizamento (séc. VII+): perda da curiosidade ativa; reduz-se ao ato de contemplar passivamente. Pesquisa SPPA EPsiBA Ambiente escolar: População não A prática efetiva: crianças escolarizadas escolarizada: para aprender de fato, e até alunos bem-sucedidos mesmo os alunos bem- mantém o sentido de associam "prestar atenção" sucedidos utilizam um surpresa, descoberta, a uma visão vertical, unidirecional interesse ativo olhar-escutar amplo e passiva em relação a um e acolhimento. e flutuante que inclui objeto (quadro, livro, professor). momentos de distração. PÁGINA 12. RESUMO DETALHADO POR SEÇÕES (continuação) 3. Crítica à Instituição Psiquiátrica e ao Impacto Mídia-Escola Reducionismo do DSM-IV: manuais psiquiátricos cristalizam a representação de "atender = classificando como patológica qualquer modalidade atencional que fuja da norma passiva. Efeito teletecnomidiático: a cultura midiática exige velocidade, simultaneidade e amplitude do olhar. A paradoja da exclusão/inclusão: parâmetros rígidos geram diagnósticos de "déficit" que excluem crianças da escola, para posteriormente tentar "incluí-las". Proposta da autora: resgatar a atenção desautorizada: um olhar flutuante, criativo, não direcionado e desconcentrado, capaz de se deixar surpreender pelo imprevisível. SEÇÃO II CONCEITO E TIPOLOGIA DAS CENAS ATENCIONAIS 0 QUE É UMA "CENA"? Dupla etimologia de "cena" É uma construção entre o que se vê 1 Latim (scaena): cenário/teatro; superfície de alojamento transitório para representar e o que se olha, envolvendo a relação e produzir múltiplos sentidos. com o outro. A dramatização/espacialização 2 permite libertar a atenção de ficar Grego: tenda ou choça transitória de nômades; espaço de abrigo temporário aprisionada em um único centro. que permite continuar a travessia. MAPEAMENTO DAS CENAS NO DESENVOLVIMENTO ATENCIONAIL CENA ZERO ESTÁGIO DO NOVA CENA CONFLUÊNCIA DE (CENA LÚDICA ORIGINAL ESPELHO OLHARES NO OBJETO E PERMANENTE) (OBJETO DE CONHECIMENTO) Reconhece sua imagem Interação com o outro Bebê mamando nos braços e começa a diferenciar que o devolve e reconhece. Olhar-escutar sobre 0 objeto da mãe. Brinca com botão, si do outro. Surgem significações e de conhecimento é o colar, a orelha, o nariz ou o cabelo da mãe. Alimenta, Constituição do "eu". sentido para o que se vive. com o outro, é cheio de sentido. fantasia e interage. É a lúdica e prazerosa. IDEIA CENTRAL A atenção não nasce pronta. Ela se constrói nas relações, no brincar, na surpresa e no acolhimento do outro. Uma atenção aprendente é aquela que tem liberdade para flutuar, se distrair, se encantar e transformar experiências em conhecimento significativo. PÁGINA 2CAPÍTULO 4 INCLUSÃO EDUCACIONAL E SOCIAL "Incluir é reconhecer, respeitar e garantir que todos possam aprender e participar! 1 INCLUSÃO E EXCLUSÃO 2 FATORES SOCIAIS, ECONÔMICOS NA SOCIEDADE E NA ESCOLA E CULTURAIS NO DESENVOLVIMENTO DO ALUNO EXCLUSÃO INCLUSÃO Diversos fatores influenciam a aprendizagem: Afastamento, preconceito Reconhecimento das Condições da familia e negação de direitos. diferenças e garantia Acesso à saúde e alimentação Impede a participação de participação plena Cultura e oportunidades educacionais e desenvolvimento. em igualdade de direitos. Apoio familiar e relações sociais Ambiente escolar Na escola, incluir é garantir que todos Expectativas e estimulos aprendam juntos, respeitando suas A escola deve compreender o aluno caracteristicas individuais. em sua totalidade e contexto de vida. 3 A IMPORTÂNCIA 4 A EVOLUÇÃO DA SOCIEDADE DA INCLUSÃO SOCIAL RUMO PARADIGMA DA INCLUSÃO Promove igualdade de oportunidades. EXCLUSÃO SEGREGAÇÃO INTEGRAÇÃO INCLUSÃO Desenvolve autonomia, autoestima e sentimento de pertencimento. Beneficia toda a sociedade: mais respeito, empatia e solidariedade. Pessoas com Criação de Aluno entra na A escola se deficiência eram instituições escola comum, adapta às rejeitadas e separadas para mas precisa necessidades privadas de atender apenas adaptar-se ao dos estudantes. direitos. pessoas com sistema existente. Todos participam deficiência. e aprendem juntos! 5 PRINCÍPIOS FILOSÓFICOS 6 A SOCIEDADE EM TEMPOS DE INCLUSÃO DA SOCIEDADE INCLUSIVA É preciso eliminar todas as barreiras: Igualdade Respeito às diferenças Valorização da diversidade Dignidade da pessoa humana Fisicas Comunicacionais Pedagógicas Tecnológicas Atitudinais Participação social Cidadania A mudança mais importante ocorre quando a sociedade deixa de ver a deficiência como incapacidade e passa a Justiça social reconhecer o potencial de cada individuo. LINHA DO TEMPO EVOLUÇÃO DA INCLUSÃO ANTES DO SÉCULO XX SÉCULO XX - INÍCIO DÉCADA DE 1960/70 DÉCADA DE 1990 SÉCULO XXI EXCLUSÃO SEGREGAÇÃO INTEGRAÇÃO INCLUSÃO INCLUSÃO PLENA Pessoas com deficiência Criação de instituições Ingresso na escola comum, A escola se adapta Participação ativa, eram rejeitadas e especiais e separadas mas o aluno precisava a todos os alunos, aprendizagem significativa consideradas incapazes. da sociedade. se adaptar ao sistema. valorizando a diversidade. e pertencimento social. A inclusão é um processo contínuo de transformação e construção de uma sociedade mais justa para todos! EXEMPLO PRÁTICO PARA REFLETIR Em uma atividade sobre plantas, o professor utiliza Como a escola pode transformar o respeito às diferenças em ? imagens, textos ampliados, descrição oral e videos com legenda. Os alunos exploram sementes, montam cartazes concretas que garantam participação, e apresentam para a turma. Todos participam, aprendem aprendizagem e pertencimento para juntos e valorizam as diferenças! todos os estudantes?7 INCLUSÃO DE ESTUDANTES COM DIFERENTES NECESSIDADES EM RESUMO 7.1 ESTUDANTE COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA) A inclusão educacional e social representa uma mudança de Caracteristicas podem incluir: A escola deve oferecer: paradigma, na qual a diversidade Dificuldades na interação social Ambiente organizado e previsivel é reconhecida como um valor. Diferenças na comunicação Recursos visuais e comunicação clara Comportamentos repetitivos Mediação pedagógica A escola inclusiva elimina Necessidade de rotina estruturada Respeito ao ritmo de aprendizagem barreiras, respeita as diferenças Interesses Participação em todas as atividades e cria condições para que todos os estudantes participem, 7.2 ESTUDANTE COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL aprendam e desenvolvam suas potencialidades. Pode necessitar de: foco deve estar: Mais tempo para realizar atividades Nas potencialidades A construção de uma sociedade Linguagem mais objetiva Na autonomia inclusiva depende do compromisso Atividades concretas e visuais Na participação conjunto da escola, da familia, Repetição planejada No desenvolvimento global do poder público e da comunidade. Mediação constante 7.3 ESTUDANTE COM DEFICIÊNCIA VISUAL A escola deve garantir: o professor deve: ESCOLA PARA TODOS Sistema Braille Descrever imagens e atividades Materiais ampliados Organizar o ambiente Audiodescrição Estimular a autonomia Recursos táteis Tecnologias assistivas Oferecer acesso às informações Orientação e mobilidade 7.4 ESTUDANTE COM DEFICIÊNCIA AUDITIVA PALAVRAS-CHAVE Recursos e estratégias importantes: professor deve: Inclusão Libras e intérprete de Libras Falar de frente, com clareza Diversidade Materiais visuais e legendas Usar recursos visuais Cidadania Recursos tecnológicos Garantir compreensão das instruções Direitos Humanos Estratégias que favoreçam a comunicação Promover interação e participação Acessibilidade Participação em todas as atividades Participação Autonomia Respeito Equidade QUADRO COMPARATIVO TIPOS DE DEFICIÊNCIA E ESTRATÉGIAS DE INCLUSÃO Diferenças TIPO DE DEFICIÊNCIA CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS ESTRATÉGIAS PEDAGÓGICAS RECURSOS E ACESSIBILIDADE Dificuldades na comunicação Rotinas visuais; instruções claras; TEA Agendas pictogramas; e interação interesses atividades estruturadas; (Transtorno do Espectro fones abafadores; cantinho de especificos; comportamentos interesses do aluno como Autista) calma; jogos; recursos visuais; repetitivos; sensibilidade motivação; reforço positivo; tecnologias assistivas; sensorial; necessidade de trabalho com habilidades sociais; rotina estruturada. adequação do ambiente. mediação pedagógica. DEFICIÊNCIA Limitações no funcionamento Linguagem simples; atividades Materiais concretos; imagens; intelectual e na adaptação concretas; repetição planejada; rotinas visuais; jogos educativos; INTELECTUAL comportamental; aprendizagem metas pequenas e tecnologias assistivas; mais lenta; pode necessitar ensino passo a passo; avaliação diferenciada; de apoio para autonomia. à autonomia. apoio especializado. DEFICIÊNCIA Redução ou ausência da visão; Descução oral; leitura em voz alta; materiais ampliados; dificuldades para acessar uso de contrastes; organização audiodescrição; mapas tatéis; VISUAL informações visuais e do estimulo à autonomia bengala; softwares locomoção. e orientação. de leitura de tela. DEFICIÊNCIA Redução ou perda da Comunicação visual; Libras; Intérprete de Libras; vídeos AUDITIVA pode influenciar a comunicação legendas; escrita; atividades com legenda; cartões visuais; e a linguagem. colaborativas; instruções visuais. aplicativos; tecnologias assistivas auditivas.CAPÍTULO 4 INCLUSÃO EDUCACIONAL E SOCIAL Educar é incluir, respeitar e transformar! QUE É INCLUSÃO? É garantir que todas as pessoas, com ou sem deficiência, tenham os mesmos direitos, oportunidades e participação na escola, no trabalho e na sociedade. 1 A EVOLUÇÃO DA SOCIEDADE RUMO PARADIGMA DA INCLUSÃO EXCLUSÃO SEGREGAÇÃO INTEGRAÇÃO INCLUSÃO Pessoas com Foram criadas Estudantes passaram a A escola passa a adaptar-se às deficiência eram instituições separadas frequentar escolas comuns, necessidades dos estudantes, rejeitadas e privadas para atender pessoas mas precisavam adaptar-se eliminando barreiras e de direitos. com ao sistema existente. garantindo participação para todos. 2 PRINCÍPIOS DA SOCIEDADE INCLUSIVA A A SOCIEDADE EM TEMPOS DE INCLUSÃO É PRECISO ELIMINAR: Igualdade. Respeite! Respeito às diferenças. "A inclusão Barreiras físicas. transforma vidas Inclua! Valorização da diversidade. Barreiras comunicacionais. e constrói uma Dignidade da pessoa humana. sociedade mais justa, Barreiras pedagógicas. Apoie! Participação social. humana e solidária!" Barreiras tecnológicas. Valorize! Cidadania. Barreiras atitudinais. Justiça social. BENEFÍCIOS DA INCLUSÃO Para estudante com deficiência: desenvolvimento da autonomia, autoestima e participação. Para os demais estudantes: aprendizagem sobre respeito, empatia e solidariedade. Para a sociedade: construção de uma comunidade mais justa, humana e igualitária. 1 PRINCIPAIS TIPOS DE DEFICIÊNCIA E SUAS CARACTERÍSTICAS TEA DEFICIÊNCIA DEFICIÊNCIA DEFICIÊNCIA INTELECTUAL VISUAL AUDITIVA Dificuldades sociais Comunicação diferente Aprendizagem mais lenta Acesso por Braille Libras e intérprete Necessita de apoio Audiodescrição Recursos visuais Rotina estruturada Potencial a ser desenvolvido Recursos táteis Comunicação acessivel Inclusão é respeito. Inclusão é cidadania!Y QUADRO COMPARATIVO DEFICIÊNCIAS E ESTRATÉGIAS DE INCLUSÃO TIPO DE DEFICIÊNCIA CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS ESTRATÉGIAS PEDAGÓGICAS RECURSOS DE ACESSIBILIDADE Rotina estruturada TEA Dificuldades na interação social, Quadro de rotinas Recursos visuais Mapas visuais comunicação e rotina. Mediação pedagógica Ambiente organizado Deficiência Aprendizagem mais lenta Linguagem objetiva Materiais manipulativos e necessidade de apoio Atividades concretas Intelectual Apoio individual contínuo. Repetição planejada Recursos visuais Deficiência Descrição oral Sistema Braille Limitação ou ausência da visão. Visual Materiais ampliados Audiodescrição Recursos táteis Tecnologias assistivas Deficiência Dificuldade para ouvir ou Libras e intérprete Libras, legendas Auditiva compreender a linguagem oral. Recursos visuais Materiais visuais Comunicação alternativa Tecnologias assistivas LINHA DO TEMPO DO EXCLUSÃO À INCLUSÃO EM RESUMO Incluir é garantir direitos, igualdade e participação. EXCLUSÃO SEGREGAÇÃO INTEGRAÇÃO INCLUSÃO A escola inclusiva respeita as Rejeição e Instituições Adaptação do aluno Escola se adapta às diferenças e acolhe a todos. privação de separadas. ao sistema existente. necessidades do aluno, direitos. garantindo participação A diversidade enriquece para todos. processo de ensino e aprendizagem! FLASHCARDS PONTOS-CHAVE Inclusão Diferenças Empatia, é respeito e não são obstáculos, acolhimento e Pequenas atitudes, pontnidade são oportunidades igualdade constroem grandes mudanças! para todos! de aprendizagem! uma escola inclusiva! 1 MAPA MENTAL INCLUSÃO EDUCACIONAL E SOCIAL DICAS PARA UMA SALA Educação Inclusiva: DE AULA INCLUSIVA por uma escola para CONCEITO PRINCÍPIOS BENEFÍCIOS todos! Planeje atividades Participação, respeito Igualdade, respeito, Autonomia, autoestima e aprendizagem para diversificadas. e igualdade de direitos. dignidade e cidadania. todos. Use recursos visuais e tecnológicos. Estimule a participação INCLUSÃO de todos. OBJETIVO INCLUSÃO EDUCACIONAL E Valorize as diferenças. Eliminar barreiras e Participar da escola, Juntos construímos garantir a participação SOCIAL da familia, do trabalho Trabalhe com empatia de todos. e da comunidade. e cooperação. uma escola mais justa, inclusiva e humana! DEFICIÊNCIAS / TEA ESCOLA INCLUSIVA SOCIEDADE INCLUSIVA Estratégias e recursos Ambiente acessivel, Empatia, solidariedade para cada necessidade. acolhedor e respeitoso. e respeito às diferenças. ? QUESTÃO PARA REFLEXÃO: Como podemos, no nosso dia a dia, transformar atitudes e práticas escolares em ações que garantam a inclusão e 0 pertencimento de todos os estudantes?1 EDUCAÇÃO ESPECIAL E INCLUSIVA S A inclusão garante direito de todos à educação, com participação, aprendizagem e permanência na escola. ANTES AGORA: INCLUSÃO Separação entre Todos juntos na mesma escola, "normais" e "especiais". com acesso, participação, Instituições e aprendizagem e classes especiais. permanência. 00 PRINCÍPIOS DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA Direito de todos à educação. Escola que se reorganiza para atender às diferenças. Respeito às capacidades e ritmos de aprendizagem. Valorização da diversidade. MARCOS IMPORTANTES Constituição Federal de 1988 - educação como direito de todos. Conferência de Jomtien (1990) - educação para todos. Conferência de Salamanca (1994) - princípios e práticas para necessidades educativas especiais. Decreto n° 6.571/2008 (revogado) e Decreto 7.611/2011 - politicas de inclusão no Brasil.2 TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA) Transtorno do caracterizado por déficits na comunicação e interação social e por comportamentos restritivos e repetitivos. TEA é um espectro: manifesta-se de diferentes formas e níveis de gravidade. DÉFICITS NA: Comunicação Interação (varia em social intensidade) + COMPORTAMENTOS: Repetitivos Restritivos CARACTERÍSTICAS MAIS COMUNS Necessidade de rotinas Dificuldade para interpretar comportamentos não verbais Dificuldade diante de mudanças Atraso no desenvolvimento Interesses muito da linguagem (hiperfoco) Repetição de palavras/frases Sensibilidades sensoriais ou das mesmas perguntas Dificuldade de interação social Movimentos repetitivos IMPORTANTE: Muitas características podem ser confundidas com falta de educação, desinteresse ou mau comportamento quando o profissional não conhece TEA.3 DEFICIÊNCIA MÚLTIPLA E ADAPTAÇÕES Ocorre quando a pessoa apresenta duas ou mais deficiências associadas: físicas, sensoriais, mentais, emocionais, comportamentais e sociais. CAUSAS PODEM SER: NECESSIDADES EDUCACIONAIS DEPENDEM DE: Fatores pré-natais Grau de compromentimento Malformações congênitas Nivel de desenvolvimento Infecções virais Possibilidades funcionais Entre outras Capacidade de comunicação Capacidade de interação social ADAPTAÇÕES NECESSÁRIAS PARA A INCLUSÃO ADAPTAÇÕES FÍSICAS RECURSOS PEDAGÕGICOS Mobiliário adequado Materiais didáticos adaptados Equipamentos para locomoção Atividades diferenciadas Eliminação de barreiras Jogos e brinquedos adaptados Situações diversificadas de aprendizagem COMUNICAÇÃO APOIO PROFISSIONAL Sistemas alternativos de Professores especializados comunicação Profissionais de apoio Sistemas ampliados de comunicação Outros recursos humanos Tecnologia assistiva especializados OBJETIVO: garantir acesso, participação e aprendizagem em atividades pedagógicas e recreativas.4 ROTINA, IDENTIFICAÇÃO E PRÁTICAS INCLUSIVAS ROTINA E RECURSOS VISUAIS IDENTIFICAÇÃO DO AUTISMO NA ESCOLA A previsibilidade do ambiente reduz a ansiedade e favorece a participação A escola é um dos primeiros espaços fora do lar. Professores observam do aluno com TEA. comportamentos e compartilham informações com a família e profissionais responsáveis, contribuindo para a avaliação Entrada Attividade Deslocamento Recreio Altividade Saida adequada. RECURSOS VISUAIS QUE AJUDAM: Cartões Fotografias Imagens Imagens Imagens de objetos de espaços de rotinas PRÁTICAS INCLUSIVAS MÉTODOS DE INTERVENÇÃO PARA 0 AUTISMO Capacitar professores TEACCH - usa estruturação e Reorganizar espaços escolares recursos visuais para organizar Garantir acesso e permanência Propostas pedagógicas interativas PECS - comunicação por Reconhecer diferentes capacidades meio da troca de figuras. Respeitar ritmos de aprendizagem ABA baseada no Metodologias diversificadas comportamento e no uso de reforçadores para Avaliar considerando progresso do aluno desenvolver habilidades. currículo e as estratégias devem ser flexíveis e considerar desenvolvimento e a faixa etária da criança.1 TEA: QUE É? Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um transtorno do neurodesenvolvimento, complexo, heterogêneo e de etiologia multifatorial. DOIS GRANDES DOMÍNIOS COMUNICAÇÃO COMPORTAMENTOS E INTERAÇÃO SOCIAL RESTRITOS E REPETITIVOS Dificuldades na comunicação Movimentos repetitivos. verbal e não verbal. Interesses restritos. Dificuldade em compreender Apego a rotinas. e se relacionar. Déficit na reciprocidade Resistência a mudanças. socioemocional. Comportamentos ritualizados. Hiper ou hiporreatividade sensorial. DIAGNÓSTICO Não existe exame laboratorial específico. o diagnóstico é baseado em: Observação Histórico Critérios Questionários Informações de clinica de vida diagnósticos diferentes fontes ! professor observa, identifica sinais e orienta a família. diagnóstico deve ser realizado por profissional especializado.2 NÍVEIS DE GRAVIDADE DO TEA NÍVEL 1 EXIGINDO APOIO Dificuldades sociais e de flexibilidade que podem prejudicar funcionamento. Necessitam de apoio. NÍVEL 2 EXIGINDO APOIO SUBSTANCIAL Déficits sociais mais evidentes e comportamentos restritos/repetitivos frequentes. Necessitam de apoio substancial. NÍVEL 3 EXIGINDO APOIO MUITO SUBSTANCIAL Déficits graves nas habilidades sociais e de comunicação. Grande dificuldade de adaptação e interação. Necessitam de apoio muito substancial. INTERVENÇÕES MAIS UTILIZADAS ABA TEACCH PECS (Comportamento) (Estrutura) (Comunicação) Regras claras e consistentes. Organização do ambiente. Comunicação alternativa Reforço positivo (recompensas). Rotinas visuais. por meio de figuras. Aumenta comportamentos Aula estruturada. A pessoa utiliza imagens desejados. Professor como mediador. para expressar o que Reduz comportamentos quer e precisa. inadequados. MACETE PARA LEMBRAR: ABA = Comportamento TEACCH = Estrutura PECS = Comunicação3 PSICOMOTRICIDADE Utiliza o movimento como instrumento de ação, expressão, relação e descoberta do mundo. Contribui para o desenvolvimento: COGNITIVO EMOCIONAL MOTOR SOCIAL ÁREAS TRABALHADAS E EXEMPLOS DE ATIVIDADES EQUILÍBRIO LATERALIDADE Controle de postura Preferência pelo uso e manter o corpo. de um dos lados do corpo. Ficar em um pé Arremessos Andar sobre linhas Jogos com bolas Circuitos Circuitos Correr e parar Desenho Subir e descer Encaixes ESQUEMA CORPORAL ORGANIZAÇÃO TEMPORAL Consciência e reconhecimento Noção de tempo, ritmo do próprio corpo. e sequência. Espelho Música e ritmo Mímica Palmas e bater pé Imitação de animais Pular corda Brincadeiras cantadas Sequência de fatos Partes do corpo ORGANIZAÇÃO ESPACIAL MOTRICIDADE FINA Reconhecer espaço, formas, Movimentos precisos dimensões e texturas. e minuciosos. Quebra-cabeças Desenho e pintura Encaixes Dobradura Classificação Massinha/modelagem Formas geométricas Pinça e passar fios Texturas Pontilhado MOTRICIDADE GLOBAL Saltar, rastejar, escalar Movimentos amplos do corpo. Circuitos com obstáculos Jogos com bolas Amarelinha Brincadeiras com música Uma mesma atividade pode trabalhar várias áreas motoras e beneficiar aspectos cognitivos, afetivos e sociais!4 ATIVIDADE FÍSICA INCLUSIVA E RESULTADOS ATIVIDADE FÍSICA INCLUSIVA Não é separar aluno com TEA dos demais. É adaptar, considerando suas necessidades e potencialidades, favorecendo a participação de todos! RESULTADOS DE PESQUISA (30 sessões de intervenção motora) HOUVE AVANÇOS EM: NÃO HOUVE AVANÇOS EM: Motricidade fina Organização espacial Organização temporal Motricidade global Equilíbrio ? Esquema corporal A área de MAIOR PREJUÍZO foi esquema corporal. PAPEL DO PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA Conhecer as necessidades e potencialidades do aluno. Planejar e adaptar atividades. Utilizar atividades lúdicas e significativas. Estabelecer regras claras e consistentes. Considerar estímulos sensoriais. Favorecer a interação social e a participação. Aulas como espaço de experiências prazerosas e desafiadoras. "Intervenção precoce, atividades motoras e inclusão são caminhos que transformam possibilidades em conquistas!"1 CURRÍCULO INCLUSIVO PARA TODOS os ALUNOS Currículo é um documento escrito que orienta a educação dos alunos. Inclui conteúdos, métodos de ensino, objetivos, aspectos sociais, implementação e avaliação. PRINCÍPIOS DO CURRÍCULO INCLUSIVO A escola deve ajustar o currículo às necessidades dos 00 00 00 alunos e não o que beneficia alguns alunos, geralmente beneficia toda a turma. Currículo comum, flexível e ajustável para todos (sem excluir ninguém). Deve incluir objetivos acadêmicos E sociais, emocionais e de participação. ASPECTOS QUE 0 CURRÍCULO METAS DEVEM CONSIDERAR DEVE ABRANGER Acadêmicas Conteúdos das disciplinas (aprendizagem) Métodos de ensino Sociais Aspectos sociais (participação e Objetivos educacionais relacionamento) Implementação Emocionais Avaliação (autonomia, bem-estar e desenvolvimento) Ajustar o currículo NÃO é baixar expectativas. E criar condições para que TODOS aprendam e participem!2 PEI E RESPONSABILIDADES COMPARTILHADAS Plano Educacional Individualizado (PEI) organiza as necessidades do aluno e os caminhos para seu desenvolvimento. Ele deve estar conectado ao currículo da turma. QUEM PARTICIPA DO PEI? 88 88 00 00 PROFESSORES PAIS E ALUNO ESPECIALISTAS EQUIPE ESCOLAR (turma e FAMÍLIA (adequado à idade (apoio e E especialistas) e situação) consultoria) DE APOIO RESPONSABILIDADES PRINCIPAIS 0 PEI DEVE CONTER Professor da turma é responsável Situação do aluno pela educação de todos os alunos. Necessidades Professores, pais e serviços Prioridades de apoio compartiham a Objetivos (acadêmicos e sociais) responsabilidade pelo PEI. Especialistas não elaboram o PEI Estratégias e métodos sozinhos; atuam como consultores. Recursos e apoios Pais conhecem aluno e devem Responsáveis participar das decisões. Avaliação dos resultados PEI não deve criar um currículo totalmente separado. Ele deve garantir o MÁXIMO DE PARTICIPAÇÃO do aluno na turma e na vida escolar.3 CONSTRUÇÃO E CICLO DO PEI PLANEJAR FAZER AVALIAR REFAZER PEI é um processo contínuo, dinâmico e colaborativo. PASSOS PARA ELABORAR 0 PEI PRIORIZAÇÃO DAS NECESSIDADES ANALISAR NECESSIDADES 1 Identificar necessidades académicas, sociais e emocionais. Pais, professores e especialistas 2 DEFINIR OBJETIVOS elaboram suas listas de prioridades, Definir metas realistas, comparam e escolhem o que é claras e alcançáveis. mais importante para o aluno. 3 PLANEJAR ESTRATÉGIAS PLANOS DE CURTO E LONGO PRAZO Escolher métodos, recursos e apoios adequados. 4 IMPLEMENTAR Colocar o plano em prática LONGO PRAZO CURTO PRAZO na sala de aula. Pode abranger um Periodos menores maior do (de 1 a 8 semanas). 5 AVALIAR ano escolar. Devem ser avaliados. Acompanhar o progresso e reajustados. e os resultados. CARACTERÍSTICAS DO PEI 6 REAVALIAR E REFORMULAR Flexivel e ajustável Ajustar o plano conforme Prático e realista as necessidades atuais. Integra aspectos acadêmicos, sociais e emocionais Promove participação e autonomia Deve ser revisto continuamente PEI não é um documento pronto e definitivo, mas um CICLO de melhoria contínua!4 PARTICIPAÇÃO, OBSTÁCULOS E AVALIAÇÃO A PAREDE: IDENTIFICAR E SUPERAR OBSTÁCULOS Os obstáculos que impedem a participação dos alunos são como "tijolos" de uma parede. Professores Falta de recursos trabalham juntos Preconceito para eliminar, contonnar ou Baixas expectativas tornar menos Falta de formação prejudiciais esses obstáculos rigido (demolir a parede)! Comunicação ruim 0 MARCO: FORTALECER A INCLUSÃO AVALIAÇÃO CONTÍNUA Construir um "marco" com tudo A escola deve avaliar regularmente aquilo que aumenta a participação seu currículo e seus ativa de todos. Participação de pais e alunos Expectativas Metas acadêmicas e sociais altas Colaboração entre professores Atendimento às necessidades Trabalho Relação em equipe escola-familia Relação PEI - currículo Metas claras e etapas definidas Currículo Ambiente Avaliação e reavaliação flexivel acolhedor Inclusão e participação de todos Participação e respeito à diversidade INCLUSÃO NÃO É FAZER ALGO PARA 0 ALUNO, É FAZER COM ELE, JUNTO COM TODOS!1 DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM (DA) CONCEITO E CARACTERÍSTICAS Segundo o DSM-IV-TR e o Comitê Conjunto (NJCLD): são problemas significativos na aquisição e uso de habilidades acadêmicas específicas, intrínsecos ao indivíduo, que interferem no desempenho escolar ou na vida cotidiana. CARACTERÍSTICAS Funcionamento substancialmente abaixo do esperado, considerando idade e QI. Interfere no rendimento acadêmico e/ou na vida cotidiana. Envolve: leitura, escrita, matemática, compreensão, fala, raciocínio, atenção, memória, etc. Heterogêneas: variam entre individuos e dentro do mesmo indivíduo. Podem coexistir com outros problemas. Não são originadas por influências extrínsecas. NÃO SIGNIFICA NÃO CONFUNDIR FALTA DE CAPACIDADE! Pessoas com DA podem Toda dificuldade escolar ter talentos em outras não é DA. áreas: arte, música, Diferença entre baixo esporte, dança, mecânica... rendimento por fatores Exemplos: Agatha Christie externos e dificuldades e W. B. Yeats. relacionadas a fatores intrínsecos. DA # Baixo rendimento por ensino insuficiente, falta de motivação, fatores econômicos ou ambientais.2 INTERVENÇÃO PSICOPEDAGÓGICA (IP) CONCEITO E CARACTERÍSTICAS A IP é parte integral das DA: avalia e promove a melhora das pessoas com dificuldades de aprendizagem. AVALIAÇÃO + INTERVENÇÃO = MELHORIA CARACTERÍSTICAS DA INTERVENÇÃO PODE SER: Fundamentada cientificamente e Direta ou indireta baseada em modelos teóricos. Especializada ou não Intencional, planejada, estruturada Formal ou informal e formalizada (em grau variado). Intencional ou incidental Conecta teoria planejamento Planejada ou aplicação (desenvolvimentos Global ou específica tecnológicos). Sistêmica ou parcial SCAFFOLDING (ANDAIMES) CONSIDERA CONTEXTO Família Intervenções feitas por professores, familia ou Professores outros agentes são apoios Escola que devem ser retirados Contexto social progressivamente para Comunidade promover autonomia. Trabalho, etc. CAMPOS DE ATUAÇÃO Avaliação Integração Consultoria e Formação de Prevenção do escolar orientação professores fracasso escolar BASE DA INTERVENÇÃO: PROCESSOS COGNITIVOS Consciência fonológica Leitura e compreensão Escrita Matemática Estratégias de aprendizagem Metacognição Motivação Atenção Autoconceito Autoeficácia Controle de impulsos Resolução de problemas3 NJCLD: PRINCÍPIOS E PROCESSO CONCEITUALIZAÇÃO E OPERACIONALIZAÇÃO 5 PRINCÍPIOS DO NJCLD 1 As DA são heterogêneas. (variam entre individuos e dentro do mesmo individuo) Envolvem dificuldades significativas na aquisição e uso 2 de habilidades: compreensão, fala, leitura, escrita, raciocínio e habilidades matemáticas. 3 São ao individuo. 4 Podem coexistir com outros problemas. 5 Não são originadas por influências extrínsecas. AS 4 FASES DO PROCESSO NJCLD DESCRIÇÃO DOS PROBLEMAS 1 Análise inicial dos problemas de aprendizagem. Avaliação informal + apoio + solução de problemas em sala de aula. 2 IDENTIFICAÇÃO Buscar identificar com dificuldades de aprendizagem. Idealmente, ocorre uma única vez na vida. 3 DETERMINAÇÃO DOS SERVIÇOS Definir necessidade de educação especial, serviços relacionados e apoios necessários. Pode ocorrer várias vezes ao longo da vida. 4 CONEXÃO AVALIAÇÃO - INTERVENÇÃO Ligação entre avaliação, adaptações, ensino especializado e plano de intervenção (ex.: PDI/IEP), desenvolvido de forma cooperativa. DISCREPÂNCIA NÃO É OBRIGATÓRIA! ! Uma DA pode existir mesmo sem discrepância numérica P entre aptidão e rendimento. Considerar dados qualitativos, pontos fortes e fracos, idade, experiência e desenvolvimento.4 HISTÓRIA, SAMUEL KIRK E MODELOS LEGADO E TEORIAS BREVE HISTÓRIA 6 de abril de 1963, Chicago (EUA): Samuel A. Kirk utilizou termo "learning disabilities" (dificuldades de aprendizagem) em reunião envolvendo pais, profissionais e pesquisadores. Marco fundamental para a constituição da área. SAMUEL A. KIRK - 0 PIONEIRO DIAGNÓSTICO E INTERVENÇÃO SÃO Percebeu que algumas crianças tinham problemas Enfoque de diagnóstico prescritivo de aprendizagem sem baixa (4 passos): inteligência. 1 Avaliar - identificar necessidades. Diferenciou baixo rendimento 2 Determinar QUE ensinar por fatores externos de objetivos educacionais. dificuldades por fatores 3 Decidir COMO ensinar análise (percepção, atenção, de tarefas e técnicas. memória, etc.). 4 Medir o progresso verificar MNEMÔNICO: SAMUEL KIRK resultados da intervenção. S Scientific Inquiry Investigação cientifica TRÊS ETAPAS DA LEITURA A Assessment avaliação (Contribuição de Kirk) M Mainstreaming integração U Underlying Processes processos de base 1 Reading wholes leitura de totalidades E Early Intervention intervenção precoce (reconhecimento global/visual) L Learning Disabilities dificuldades de aprendizagem Kinesthesis and Phonics Methods 2 Reading details aprendizagem dos detalhes I ITPA (fase fonológica) R Remediation remediação 3 Reading without awareness Kirk homenagem à sua esposa of details leitura sem consciência dos detalhes (fase ortográfica) TEORIAS E MODELOS DAS DA CLASSIFICAÇÕES Miranda: interacionistas, tarefa, Romero: pessoa: tarefa/meio educativo: integradores. Processamento Interativo/ Sócio-histórico- Neuropsicológico da Informação ecológico cultural (importante para ambientalista, comportamental, (modelo predominante) escola, social compreensão e contexto) e cultural) intervenção) cognitiva, curricular, dinâmica/ humanistica, modelo integrador.1 TEORIA DAS INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS A IDEIA CENTRAL Howard Gardner propõe que NÃO existe uma única inteligência geral. Os seres humanos possuem um REPERTÓRIO DE CAPACIDADES para resolver diferentes tipos de problemas. As inteligências são RELATIVAMENTE INDEPENDENTES, mas na vida real sempre funcionam COMBINADAS. COMO GARDNER IDENTIFICA UMA INTELIGÊNCIA? Uma capacidade é considerada uma inteligência quando existem evidências que a sustentam em diferentes áreas: Pesquisas Desenvolvimento Evolução Comparações Crianças- Sistemas sobre humano entre e simbólicos cérebro culturas populações humanos especiais CRITÉRIOS DE UMA INTELIGÊNCIA Não é a quantidade Envolve um conjunto de operações identificável. de informação que Possui base biológica (no cérebro). importa, mas a Tem história evolutiva. CAPACIDADE É observada em pessoas ou culturas. de resolver Pode ser descrita simbolicamente. problemas Pode ser aprimorada e ensinada. relevantes! Gardner apresenta 7 inteligências nesta obra. Elas explicam por que cada pessoa tem um perfil único!2 AS SETE INTELIGÊNCIAS E PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS MUSICAL EXEMPLO 1 Perceber, discriminar, transformar Yehudi Menuhin e expressar sons, ritmos e (violinista) padrões musicais. CORPORAL-CINESTÉSICA 2 Babe Ruth Usar corpo de forma habilidosa (jogador de para resolver problemas, expressar beisebol) ideias e criar produtos. LÓGICO-MATEMÁTICA 3 + I Barbara Raciocinar, calcular, deduzir, McClintock formular hipóteses e resolver (bióloga) problemas lógicos. LINGUÍSTICA 4 Compreender e utilizar a linguagem T. S. Eliot com eficácia para comunicar, (poeta) expressar e refletir. ESPACIAL Navegadores das 5 Perceber mundo visualmente, Ilhas Caroline criar imagens mentais, orientar-se (navegação sem e compreender relações espaciais. instrumentos) INTERPESSOAL 6 Anne Sullivan Compreender os outros: perceber (educadora de emoções, intenções, motivações Helen Keller) e relacionar-se adequadamente. INTRAPESSOAL 7 Compreender a si mesmo: reconhecer Virginia Woolf sentimentos, desejos, necessidades (escritora) e orientar o próprio comportamento. Na vida adulta, atividades complexas envolvem sempre uma FUSÃO de várias inteligências. Nenhuma atua sozinha!3 EVIDÊNCIAS E INDEPENDÊNCIA PRINCIPAIS FONTES DE EVIDÊNCIAS CÉREBRO: algumas áreas cerebrias participam de cada inteligência (ex.: música ligada ao hemisfério direito; linguagem ao Centro de Broca). DESENVOLVIMENTO: certas capacidades aparecem desde cedo (ex.: sensibilidade musical em EVOLUÇÃO: cada inteligência tem valor adaptativo para a sobrevivência da espécie. CULTURAS: todas as inteligências aparecem em diferentes sociedades de maneiras variadas. CRIANÇAS-PRODÍGIO: desempenho excepcional em determinada área desde muito jovens. POPULAÇÕES ESPECIAIS: mostram que uma inteligência pode funcionar bem enquanto outras apresentam limitações (ex.: autistas com talento musical extraordinário). INDEPENDENTES, MAS RELACIONADAS Cada inteligência tem sua própria Musical Corporal Lógico- base biológica e trajetória de matemática desenvolvimento. É possível ter facilidade em uma e dificuldade em outra. Espacial Intrapessoal As inteligências se APOIAM, interagem e se combinam em todas as atividades reais. "A pergunta não é: "Quem é inteligente?" A pergunta é: "Que tipos de problemas pessoa consegue resolver e como utiliza suas capacidades?"4 APLICAÇÕES E IMPLICAÇÕES EDUCACIONAIS POR QUE A TEORIA É IMPORTANTE? Rompe com a visão de que apenas lógica e linguagem definem a inteligência. Valoriza talentos diversos e trajetórias diferentes de aprendizagem. Ajuda a entender por que alunos aprendem de maneiras distintas. Orienta práticas de ensino mais inclusivas e significativas. COMO UTILIZAR NA EDUCAÇÃO? Oferecer atividades Permitir que o aluno Conhecer perfil de Valorizar conquistas variadas que demonstre que cada aluno para em diferentes explorem as sabe de diferentes planejar estratégias áreas, não apenas 7 inteligências. formas e linguagens. mais adequadas. as acadêmicas. INTERPESSOAL INTRAPESSOAL EM RESUMO INTERPESSOAL INTRAPESSOAL 7 inteligências (relação com os outros) (relação consigo mesmo) Diferentes formas Compreender pessoas Reconhecer sentimentos Perceber emoções alheias Compreender desejos de ser inteligente Identificar motivações Conhecer forças e limites Independentes, Construir relações Tomar decisões pessoais mas integradas Trabalhar em equipe Autoavaliação Todas podem ser desenvolvidas Todas têm valor! Cada pessoa é única. Cada inteligência tem valor. Educar é descobrir, estimular e integrar todas elas!1 CURRÍCULO INCLUSIVO PARA TODOS ALUNOS Currículo é um documento escrito que orienta a educação dos alunos. Inclui conteúdos, métodos de ensino, objetivos, aspectos sociais, implementação e avaliação. PRINCÍPIOS DO CURRÍCULO INCLUSIVO A escola deve ajustar o currículo às necessidades dos alunos e não contrário. que beneficia alguns alunos, geralmente beneficia toda a turma. Currículo comum, flexível e ajustável para todos (sem excluir ninguém). Deve incluir objetivos acadêmicos, sociais, emocionais e de participação. ASPECTOS QUE CURRÍCULO METAS DEVEM CONSIDERAR DEVE ABRANGER Acadêmicas Conteúdos das disciplinas (aprendizagem) Métodos de ensino Sociais Aspectos sociais (participação e relacionamento) Objetivos educacionais Implementação Emocionais (autonomia, bem-estar Avaliação e desenvolvimento) Ajustar currículo NÃO é baixar expectativas. É criar condições para que TODOS aprendam e participem!2 PEI E RESPONSABILIDADES COMPARTILHADAS Plano Educacional Individualizado (PEI) organiza as necessidades do aluno e os caminhos para seu desenvolvimento. Ele deve estar conectado ao currículo da turma. QUEM PARTICIPA DO PEI? 88 88 PROFESSORES PAIS E ALUNO ESPECIALISTAS EQUIPE ESCOLAR (turma e FAMÍLIA (adequado à idade (apoio e E SERVIÇOS especialistas) e situação) consultoria) DE APOIO RESPONSABILIDADES PRINCIPAIS 0 PEI DEVE CONTER Professor da turma é responsável Situação do aluno pela educação de todos alunos. Necessidades Professores, pais e serviços Prioridades de apoio compartilham a Objetivos (acadêmicos e sociais) responsabilidade pelo PEI. Estratégias e métodos Especialistas não elaboram PEI sozinhos; atuam como consultores. Recursos e apoios Pais conhecem o aluno e devem Responsáveis participar das decisões. Avaliação dos resultados PEI não deve criar um currículo totalmente separado. Ele deve garantir MÁXIMO DE PARTICIPAÇÃO do aluno na turma e na vida escolar.3 CONSTRUÇÃO E CICLO DO PEI PLANEJAR FAZER AVALIAR REFAZER PEI é um processo contínuo, dinâmico e colaborativo. PASSOS PARA ELABORAR 0 PEI PRIORIZAÇÃO DAS NECESSIDADES 1 ANALISAR NECESSIDADES Identificar necessidades acadêmicas, sociais e emocionais. DEFINIR OBJETIVOS Pais, professores e especialistas 2 elaboram suas listas de prioridades, Definir metas realistas, claras e alcançáveis. comparam e escolhem que é mais importante para aluno. 3 PLANEJAR ESTRATÉGIAS Escolher métodos, recursos PLANOS DE CURTO E LONGO PRAZO e apoios adequados. 4 IMPLEMENTAR Colocar plano em prática na sala de aula. LONGO PRAZO CURTO PRAZO Pode abranger um Periodos menores 5 AVALIAR periodo maior do (de 1 a 8 semanas). Acompanhar progresso ano escolar. Devem ser avaliados e os resultados. e reajustados. CARACTERÍSTICAS DO PEI 6 REAVALIAR E REFORMULAR Ajustar o plano conforme Flexivel e ajustável as necessidades atuais. Prático e realista Integra aspectos acadêmicos, sociais e emocionais Promove participação e autonomia Deve ser revisto continuamente PEI não é um documento pronto e definitivo, mas um CICLO de melhoria contínua!4 PARTICIPAÇÃO, OBSTÁCULOS E AVALIAÇÃO A PAREDE: IDENTIFICAR E SUPERAR OBSTÁCULOS Os obstáculos que impedem a participação dos alunos são como "tijolos" de uma parede. Professores Falta de recursos trabalham juntos Preconceito para eliminar, Baixas expectativas contornar ou tornar menos Falta de formação prejudiciais Currículo rígido esses obstáculos Comunicação ruim (demolir a parede)! 0 MARCO: FORTALECER A INCLUSÃO AVALIAÇÃO CONTÍNUA Construir um "marco" com tudo A escola deve avaliar regularmente aquilo que aumenta a participação seu curriculo e seus ativa de todos. Participação de pais e alunos Expectativas Metas acadêmicas e sociais altas Colaboração entre professores Trabalho Relação Atendimento às necessidades em equipe escola-familia Relação PEI - currículo Metas claras e etapas definidas Currículo Ambiente Avaliação e reavaliação flexivel acolhedor Inclusão e participação Participação e respeito à diversidade de todos INCLUSÃO NÃO É FAZER ALGO PARA 0 ALUNO, É FAZER COM ELE, JUNTO COM TODOS!1 LINGUAGEM NO TEA: ALÉM DA FALA A LINGUAGEM É MUITO MAIS QUE EMITIR PALAVRAS! É um campo subjetivo que integra código social e relações humanas, envolvendo: COMUNICAÇÃO EXPRESSÃO INTENÇÃO GESTOS RELAÇÕES SOCIAIS ESTUDO DE FRYE E BEAUCHAMP (2009) Usou NEUROIMAGEM em 2 meninos com PROSÓDIA TEA de alto Relacionada ao funcionamento ritmo, entonação (8 e 16 anos). e características Achados principais: da fala. caminhos atípicos da linguagem ativação de áreas LINGUAGEM ENVOLVE típicas e atípicas INTERAÇÃO, INTENÇÃO hiperexcitabilidade E CONSTRUÇÃO neuronal SUBJETIVA DO SUJEITO! Diferenças na organização auditiva Maior lateralização e silábica. para HEMISFÉRIO DIREITO nos indivíduos com TEA. sujeito vem antes da classificação! objetivo é contribuir para que ele construa seus caminhos expressivos, respeitando seu próprio desejo.2 TEA: CLASSIFICAÇÃO E CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS DO DSM-IV-TR... DSM-5 autismo estava entre os Todas essas categorias Transtornos Globais do foram reunidas em: Desenvolvimento: Transtorno autista Rett Desintegrativo da infância TRANSTORNO DO Asperger T. global s/ outra especificação ESPECTRO AUTISTA (TEA) DOIS GRANDES GRUPOS DE SINTOMAS 1 DÉFICITS NA 2 PADRÕES RESTRITOS E COMUNICAÇÃO E REPETITIVOS DE COMPORTAMENTO, INTERAÇÃO SOCIAL INTERESSES OU ATIVIDADES NÍVEIS DE GRAVIDADE COMUNICAÇÃO NÃO VERBAL NÍVEL 1 PODE ESTAR: EXIGINDO APOIO NÍVEL 2 EXIGINDO APOIO reduzida SUBSTANCIAL atípica NÍVEL 3 EXIGINDO APOIO ausente MUITO SUBSTANCIAL INTELIGÊNCIA DIAGNÓSTICO NÃO APAGA Indivíduos com TEA A SINGULARIDADE! podem apresentar Cada sujeito tem sua história, inteligência preservada, características e potencialidades. normal ou acima da Evitar visões massificadas média! e reducionistas.3 DESENVOLVIMENTO DA LINGUAGEM E PLASTICIDADE CEREBRAL DIFICULDADES FREQUENTES NA POR QUE ISSO ACONTECE? COMPREENSÃO DE LINGUAGEM Porque compreender Metáforas uma palavra exige ?! Ironias uma rede de Duplo sentido conhecimentos, Interpretação de intenção relações e contexto. e contexto A palavra não existe Flexão da voz e prosódia sozinha! PLASTICIDADE CEREBRAL EXPERIÊNCIA E APRENDIZAGEM Estimulação sensorial Aprendizagem Interações Experiências vividas Capacidade de reorganização da estrutura neuronal do Participam do desenvolvimento sistema nervoso central. e da reorganização neural! RELAÇÃO DINÂMICA meio influencia sujeito, AMBIENTE SUJEITO CÉREBRO mas sujeito também age sobre meio. Novos desafios exigem adaptações da estrutura neuropsiquica. Mesmo na vida adulta, SNC pode responder à estimulação, ainda que em algum grau!4 CASOS CLÍNICOS: DIFERENTES MANIFESTAÇÕES CASO 1 - MENINO, 2 ANOS E 6 MESES CASO 2 - MENINO, 11 ANOS E 8 MESES Atraso na linguagem Inteligência superior Dificuldade de socialização Dificuldade de socialização Crises de choro Dificuldade de adaptação Desorganização diante à rotina escolar de situações novas Respostas lacônicas Poucas palavras Pouca amplitude de Usa gestos (apontar) linguagem e de para comunicar desejos metaforização INTERESSES RESTRITOS ESTEREOTIPIAM NA FALA Brinquedos com botões, luzes, Repetição de frases/palavras rodas e movimentos descontextualizadas Dificuldade com mudanças de rotina (ex.: perguntas sobre peso e altura do terapeuta). AVALIAÇÃO Estereotipias: embalar-se, flapping, APRENDIZAGEM X INTERPRETAÇÃO colocar as mãos nos ouvidos. Assimila conteúdos e até usa respostas em outros idiomas, mas: dificuldades para interpretar textos X dificuldade com ideias, atitudes DIAGNÓSTICO E ENCAMINHAMENTO dificuldade com ironia e duplo sentido TEA Atendimento psicopedagógico dificuldades na prosódia e fonoaudiológico. Os casos mostram que TEA se manifesta de muitas formas! Cada sujeito é único e precisa ser compreendido em sua totalidade.