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Princípio da Eficiência

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análise.
A uniformização dos procedimentos facilita o 
trabalho dos Procuradores e de seus colaboradores, 
definindo diligências simples e com maior 
probabilidade de sucesso na localização dos 
Executados e de bens a si pertencentes.
Além disso, ter-se-á um controle administrativo 
geral de atos mínimos que a prudência recomenda 
que sejam praticados no feito executivo. Na outra 
ponta, infere-se que os Procuradores estarão 
resguardados por critérios objetivos que pautarão 
seu modo de atuar em determinadas situações.
Portanto, a padronização de procedimentos, 
que inclusive tem sido reconhecida como 
importante pela doutrina administrativa em 
tarefas de natureza repetitiva, constitui-se em um 
instrumento capaz de atribuir maior transparência 
e agilidade às ações a serem executadas.
Também é interessante a padronização de 
manifestações e de petições para casos mais 
corriqueiros e repetitivos, no intuito de se 
conquistar maior agilidade.
Somente para anotar, é oportuno registrar que 
a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e a 
486 O Princípio da Eficiência na Administração Pública: Propostas para a Otimização da Cobrança...
Gestão de Políticas Públicas no Paraná
Justiça Federal acabam de lançar um sistema que 
permitirá que todo o trâmite do processo executivo 
fiscal se faça por meio digitalizado, numa tentativa 
de conferir maior agilidade e economia no 
procedimento de recebimento de débitos federais 
(sistema de execução fiscal e defesa virtual).
A priorização, assim, apresenta-se importante 
em razão do elevado número de ações em 
andamento e da necessidade de se dar mais atenção 
aos processos que exijam um cuidado maior.
5.6 Sedimentação de Entendimento 
 Interno – Súmulas Administrativas
No cotidiano, com o Direito em constante 
evolução, verifica-se que alguns temas jurídicos 
acabam sendo sedimentados pelo Poder Judiciário 
na contramão da posição do Estado, mas, por falta 
de uma normatização interna expressa, acabam 
sendo repisados pelos Procuradores do Estado, que 
se sentem na obrigação de continuar defendendo 
a tese favorável ao erário.
Um exemplo dessa situação está na inclusão 
de sócio cotista no pólo passivo da ação, cuja 
questão encontra entendimentos diferentes entre 
os Procuradores lotados nas diversas unidades 
administrativas, conquanto o Superior Tribunal 
de Justiça tenha firmado posicionamento pela 
possibilidade de inclusão apenas do sócio-
gerente. Referido tema, como tantos outros, 
deveria ser definido por meio da jurisprudência 
administrativa, o que tornaria mais segura a 
manifestação dos Procuradores e evitaria a perda 
de tempo e o risco de eventual sucumbência.
A edição de súmulas administrativas oferece 
ainda um norte de atuação, sedimentando o 
entendimento na esfera administrativa, seja 
no âmbito interno da PGE, seja com relação às 
demais Secretarias e órgãos do Estado. Além 
disso, representam uma maior segurança jurídica 
aos cidadãos, na medida em que estes passam 
a conhecer o pensamento do Estado sobre 
determinado tema.
Cabe relembrar que é competência da 
Procuradoria Geral do Estado propor medidas 
visando à uniformização da jurisprudência 
administrativa (art. 5º, XXI, da Lei Complementar 
n.º 40/1987).
5.7 Celebração de Convênios
Para que a análise dos processos ganhe 
agilidade sem perder tecnicidade e segurança, 
é imprescindível que, de modo urgente, sejam 
firmados convênios com alguns órgãos visando à 
prestação de informações interessantes ao objeto 
do feito executivo, especialmente com a Receita 
Federal, o Instituto Nacional de Colonização e 
Reforma Agrária, Cartórios de Registro de Imóveis 
e de Títulos e Documentos e Juntas Comerciais 
dos Estados.
Também se mostra salutar que as informações 
sejam solicitadas e respondidas por meio eletrônico, 
providência que redunda em uma maior agilidade 
no alcance dos objetivos, além de evitar perda de 
tempo e redundar em economia de materiais.
Portanto, a celebração de convênios representa 
agilidade na análise dos processos e considerável 
economia de papel e dinheiro.
5.8 Formação de Grupo de Atuação
Em algumas regiões deve ser criado um grupo 
de atuação formado por Agentes Públicos de 
diferentes setores da Administração Pública 
Estadual, com o propósito de promover a troca 
de informações e experiências para o melhor 
acompanhamento de ações relativas a grandes 
devedores, seja no âmbito criminal ou civil.
Esse grupo deve ser composto por representantes 
da Procuradoria Geral do Estado, Ministério 
Público Estadual (promotoria especializada em 
questões fiscais), Delegacia Especializada em 
Crimes de Sonegação Fiscal – NURCE -, Polícia 
Militar e Secretaria de Estado da Fazenda.
Tal equipe teria a incumbência de discutir 
assuntos importantes e comuns, no intuito de 
estabelecer diretrizes próprias de atuação.
Saliente-se, por exemplo, que a Polícia Militar 
poderia prestar serviços na área investigativa, já 
que possui um corpo de militares preparados para 
esta função (setor de inteligência).
O que se tem visto, muitas vezes, na prática, 
é que o Ministério Público possui informações de 
interesse para a Procuradoria do Estado, que, por 
sua vez, conhece fatos dos quais aquela instituição 
não tem ciência.
487Capítulo 8 - Administração e Previdência
Gestão de Políticas Públicas no Paraná
Essa constante troca de informações e ações, 
em um trabalho mútuo e ordenado, pode trazer 
grandes resultados para a cobrança da dívida 
ativa. Tal experiência, aliás, já foi realizada de 
modo incipiente na cidade de Maringá, tendo sido 
possível perceber sua viabilidade e importância.
5.9 Atuação Preventiva
Apresenta-se muito importante que 
a Procuradoria Geral do Estado passe a ser 
cientificada pela Secretaria de Estado da Fazenda 
quando seus agentes promoverem a lavratura 
de processos administrativos fiscais de valores 
elevados ou em que haja discussões relevantes sob 
o ponto de vista jurídico, principalmente quando 
o contribuinte estiver em pleno exercício de suas 
atividades.
A l u d i d a p ro v i d ê n c i a p ro p i c i a r á o 
acompanhamento do processo pela Procuradoria, 
que poderá, em determinadas situações, ajuizar 
ação cautelar fiscal (Lei nº 8397/92) com o 
propósito de evitar a atitude perniciosa de alguns 
contribuintes que tentam dissipar ou ocultar seu 
patrimônio antes do ajuizamento da ação executiva 
fiscal, ou, ainda, em sendo o caso, emitir parecer 
contrário à autuação, cuja providência evitaria o 
ajuizamento de ações inúteis que acabam apenas 
gerando gastos ao Estado, além de zelar para que 
não ocorram falhas no processo administrativo 
fiscal suscetível de ocasionar sua anulação futura. 
Saliente-se, por oportuno, que é nesta fase que 
com maior freqüência alguns contribuintes tentam 
dilapidar seu patrimônio.
É evidente que tal medida deve ser utilizada 
para casos especiais estabelecidos de maneira 
criteriosa e objetiva, sob pena de não ser possível 
realizar um trabalho eficiente.
6 Considerações Finais
A eficiência foi erigida a princípio constitucional 
pela Emenda Constitucional n.º 19/1998, 
passando a figurar ao lado dos demais princípios 
da Administração Pública que já faziam parte do 
caput do art. 37 da Constituição Federal.
Não se discorda que a atuação eficiente 
consistia em uma obrigação dos gestores públicos 
antes mesmo da Emenda sob comento, tanto que o 
Professor Hely Lopes Meirelles há muito já citava 
a eficiência como um dever do administrador 
público.
Todavia, ao ser inserida expressamente no 
texto constitucional, a eficiência ganhou maior 
relevância, não podendo ser desprestigiada pelos 
administrados ou pelos agentes públicos. Vale 
ressaltar que, a estes, compete zelar para que sua 
atuação pessoal seja direcionada a uma prestação 
de serviço com qualidade,

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