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TEMPLATE PADRÃO ÚNICO DO DESAFIO PROFISSIONAL
ORIENTAÇÕES IMPORTANTES ANTES DE COMEÇAR: 
Este é o template padrão único para a realização do seu Desafio Profissional. Para todas as 
disciplinas, o template será o mesmo. O que muda é a proposta do seu desafio. 
Portanto, para que você conheça o desafio proposto para a sua disciplina, é preciso: 
1) Acessar o seu AVA;
2) Clicar na disciplina que será avaliada;
3) Entrar em “Notas e Avaliações”;
4) Clicar em “Responder Avaliação III”. 
Além disto, é fundamental que você faça a leitura atenta da questão na íntegra antes de iniciar o 
preenchimento deste template. 
Agora, vamos às etapas de realização do seu desafio profissional. 
ETAPA 1: Apresentação do Desafio Profissional
Seu papel ativo nesta etapa é apenas ler tudo com atenção e entender qual solução (ou soluções) 
você apresentará ao final da atividade. Então, leia todas as orientações da Etapa 1 do seu Desafio 
Profissional. 
ETAPA 2: Materiais de referência (ambientação) do seu Desafio Profissional
Nesta etapa, você deve analisar os materiais de referência e inteirar-se do conteúdo que o(a) 
professor(a) indicou para que você tenha mais segurança e conhecimento na hora de analisar o 
caso. Depois que você tiver feito a leitura e já estiver munido de mais informações, você deve 
eleger três aspectos do desafio proposto que sejam os mais relevantes, do seu ponto de vista, para 
a solução do desafio. Por exemplo: que estratégia inovadora foi usada? Que decisão polêmica ou 
uma atitude inesperada você localizou? Qual foi o erro do profissional que aplicou a fórmula? O 
que o profissional esqueceu de observar? Seu papel ativo nesta etapa é apontar esses três 
aspectos e justificar suas escolhas. 
Estudante, escreva aqui os três aspectos e justifique suas escolhas. Anote assim neste 
template: o que chamou atenção + por quê. 
Comunicação fragmentada e coesão grupal fragilizada
O que mais chamou minha atenção foi a dificuldade de comunicação entre os adolescentes, 
marcada por silêncio, respostas curtas, desconfiança, monólogos defensivos e formação de 
subgrupos. Escolhi esse aspecto porque a comunicação é fundamental para que o grupo 
ultrapasse a simples reunião de indivíduos e desenvolva uma identidade coletiva, com vínculos, 
papéis, normas e objetivos compartilhados. O material de Lima (2024) destaca que o grupo 
constitui um espaço dinâmico no qual ocorrem relações interpessoais, formação de papéis, 
comunicação verbal e não verbal, além de fenômenos de coesão e desintegração. No caso do 
Centro Horizonte, a desconfiança e as alianças baseadas em experiências anteriores impedem a 
reciprocidade e dificultam a construção de pertencimento. Por isso, considero prioritário 
compreender essas manifestações não como simples “falta de interesse”, mas como elementos 
da dinâmica grupal que precisam ser acolhidos, mediados e transformados em possibilidades de 
interação e aprendizagem.
A atividade como recurso terapêutico e mediador das relações
O segundo aspecto que chamou minha atenção foi a existência de interesse inicial pelas 
atividades criativas, seguido pelo surgimento de conflitos durante sua realização. Esse ponto é 
relevante para a Terapia Ocupacional porque demonstra que não basta escolher uma atividade 
considerada interessante: é necessário analisar como ela será estruturada, graduada e mediada 
para produzir experiências terapêuticas. O material apresenta a atividade grupal como 
possibilidade de promover interação coletiva mediada pelo terapeuta e ressalta que oficinas 
podem constituir espaços de criação, produção de subjetividade e experimentação de novas 
formas de relacionamento. Assim, as oficinas de arte urbana e expressão corporal podem ser 
utilizadas como mediadoras da comunicação, cooperação e expressão emocional, desde que 
sejam adaptadas ao nível de participação dos adolescentes. No caso, atividades inicialmente 
individuais ou realizadas em pequenos grupos podem preceder tarefas coletivas, reduzindo a 
exposição e permitindo que a confiança seja construída gradualmente.
A necessidade de um setting terapêutico seguro e de uma mediação profissional 
intencional
O terceiro aspecto escolhido foi a influência do ambiente e da condução profissional sobre a 
participação dos adolescentes. O grupo ocorre em um contexto socioeducativo marcado por 
histórias de violência, negligência, conflitos familiares e pressões externas, o que torna 
fundamental a construção de um setting que ofereça previsibilidade, segurança e possibilidades 
reais de participação. Segundo Lima (2024), o setting terapêutico envolve não apenas o espaço 
físico, mas também o contrato estabelecido com o grupo, incluindo local, horários e objetivos, 
sendo necessário organizar o ambiente de modo compatível com a intervenção. Além disso, o 
terapeuta ocupacional deve facilitar a compreensão dos acontecimentos grupais, manter uma 
estrutura adequada sem assumir uma postura autoritária e negociar a escolha das atividades, 
valorizando a experiência e a autonomia dos participantes. Esse aspecto é decisivo no Centro 
Horizonte porque regras impostas sem participação podem ser associadas pelos adolescentes a 
experiências anteriores de autoridade e opressão. Portanto, a atuação da Terapia Ocupacional 
deve combinar limites claros, escuta, negociação e atividades significativas, favorecendo 
autonomia, participação social e reconstrução de vínculos.
ETAPA 3: Levantamento de conceitos teóricos
Aqui, você deve aproximar a teoria da prática. Seu papel ativo nesta etapa é pesquisar conceitos, 
autores, teorias etc., que possibilitem a compreensão da solução do desafio. Você pode usar o seu 
livro da disciplina ou ainda o material apresentado na etapa 2. Para isto, faça uma lista comentada 
de conceitos-chave, cada um explicado em duas ou três linhas. Por exemplo: Nome do conceito 
→ definição curta → como ajuda a entender o caso. Lembre-se de que é como montar uma 
“maleta de ferramentas teóricas” para usar na próxima etapa.
Grupo como entidade dinâmica
O grupo não corresponde apenas à soma de seus participantes; constitui uma unidade com 
identidade, normas, papéis, hierarquias e formas próprias de comunicação. Esse conceito ajuda a 
compreender que os conflitos, silêncios, subgrupos e dificuldades de pertencimento do Centro 
Horizonte são fenômenos da dinâmica coletiva e não apenas comportamentos individuais.
Grupo Operativo
Na perspectiva de Pichon-Rivière, o grupo é um espaço dinâmico em que os participantes 
trabalham conjuntamente para alcançar objetivos comuns, enquanto o coordenador facilita a 
reflexão sobre as interações e favorece processos de aprendizagem e transformação. No caso, esse 
conceito permite compreender a necessidade de transformar desconfiança, conflitos e 
dificuldades de comunicação em conteúdos que possam ser trabalhados coletivamente.
Assunções básicas de Bion
Bion demonstra que os grupos podem funcionar sob modalidades que interferem na realização de 
sua tarefa, como dependência e luta-fuga. No grupo do Centro Horizonte, a agressividade, a 
formação de subgrupos, a apatia e a tendência de evitar situações de exposição podem ser 
analisadas como manifestações defensivas que dificultam o desenvolvimento da tarefa 
terapêutica.
Atividade Grupal
Na Terapia Ocupacional, a atividade pode funcionar como mediadora das relações, possibilitando 
que os participantes interajam enquanto realizam uma tarefa compartilhada. Diferentemente de 
uma atividade apenas individual, a atividade grupal favorece a interação coletiva mediada pelo 
terapeuta, sendo especialmente pertinente às propostas de arte urbana e projetos colaborativos do 
caso.
Setting terapêutico
O setting terapêutico envolve a organização do espaço, dos materiais, dos horários, do local e dos 
objetivos, além da construção de um contrato entre terapeuta e grupo. No Centro Horizonte, esseconceito é fundamental para estabelecer previsibilidade, segurança e limites negociados, 
condições necessárias para que adolescentes marcados por experiências de violência e 
desconfiança possam participar progressivamente das atividades.
Treinamento de papéis sociais e participação
Os grupos de Terapia Ocupacional podem constituir espaços para o treinamento de papéis sociais 
e para o desenvolvimento de relações interpessoais significativas. Esse conceito se relaciona 
diretamente à finalidade do grupo do Centro Horizonte, pois a participação nas atividades pode 
possibilitar aos adolescentes experimentar formas mais cooperativas de comunicação, tomada de 
decisão, resolução de conflitos e convivência, habilidades importantes para a reinserção social.
Caixa de ressonância
Maximino compreende o grupo como uma “caixa de ressonância”, na qual as singularidades de 
cada participante são experimentadas no contexto coletivo e cada integrante pode tornar-se 
significativo para os demais. No caso analisado, esse conceito ajuda a compreender como 
experiências individuais de violência, abandono e desconfiança repercutem na dinâmica grupal e, 
simultaneamente, como novas experiências de convivência podem favorecer a construção de 
vínculos.
Oficina como espaço de criação e produção de subjetividade
As oficinas podem constituir espaços de criação e produção de subjetividade, nos quais são 
experimentados novos padrões de relacionamento, contextos de existência e formas de expressão. 
No Centro Horizonte, a arte urbana e a expressão corporal podem ser utilizadas não apenas para 
ocupar o tempo, mas como recursos terapêuticos capazes de favorecer expressão, cooperação, 
pertencimento e construção de novas experiências sociais.
Papel do terapeuta ocupacional como facilitador
O terapeuta ocupacional deve facilitar a compreensão dos acontecimentos grupais e manter uma 
estrutura adequada sem assumir uma postura autoritária, negociando a escolha das atividades e 
valorizando a experiência e a autonomia dos participantes. Esse conceito é essencial para o caso, 
pois a intervenção precisa equilibrar limites e segurança com participação ativa dos adolescentes, 
evitando reproduzir relações de autoridade que possam aumentar a resistência ao grupo.
Participação social e habilidades de interação
As intervenções grupais em Terapia Ocupacional possibilitam desenvolver competências de 
interação social, autorregulação, estabelecimento de metas e tomada de decisões. No caso do 
Centro Horizonte, essas competências devem ser trabalhadas progressivamente por meio de 
atividades significativas, para que o adolescente não apenas participe do grupo, mas desenvolva 
recursos que possam ser transferidos para sua vida comunitária e para o processo de reinserção 
social.
ETAPA 4: Aplicação dos conceitos teóricos ao Desafio Profissional 
Neste momento, você deve começar a construção da sua análise. É aqui que você vai usar sua 
“maleta de ferramentas” para solucionar o desafio. Seu papel ativo nesta etapa é aplicar cada 
conceito que julgue importante e conectá-lo com algo que acontece na situação analisada. Você 
fará isso por meio de uma lista de tópicos, respondendo: 
 Como o conceito X explica o que aconteceu na situação Y? 
 O que a teoria X nos ajuda a entender sobre o problema central? 
 Que soluções possíveis a teoria aponta (e por que elas fazem sentido)? 
Grupo como entidade dinâmica
O grupo do Centro Horizonte apresenta dificuldades de comunicação, formação de subgrupos e 
fragilidade da coesão. Esse conceito ajuda a compreender que tais manifestações não são apenas 
comportamentos individuais, pois o grupo possui identidade, normas, papéis, hierarquias e 
formas próprias de interação. A teoria permite compreender que é necessário trabalhar a 
dinâmica coletiva para favorecer pertencimento, comunicação e cooperação.
Grupo Operativo
O Grupo Operativo, fundamentado em Pichon-Rivière, compreende o grupo como um espaço 
dinâmico no qual os participantes trabalham conjuntamente para alcançar objetivos comuns, 
enquanto o coordenador facilita a reflexão sobre as interações. No caso, a desconfiança, os 
silêncios e os conflitos dificultam a realização da tarefa grupal. A intervenção deve utilizar essas 
situações como material de reflexão, favorecendo aprendizagem, comunicação e transformação 
das relações.
Assunções básicas de Bion
Bion apresenta formas de funcionamento grupal que podem interferir na realização da tarefa, 
como dependência e luta-fuga. No Centro Horizonte, as explosões de raiva, a apatia e a 
formação de subgrupos podem ser compreendidas como manifestações de ansiedade e defesa. 
Esse conceito orienta uma intervenção que privilegie contenção, mediação dos conflitos e 
atividades estruturadas, em vez de respostas exclusivamente punitivas.
Atividade Grupal
Na Terapia Ocupacional, a Atividade Grupal reúne os participantes em uma produção 
compartilhada, com interação coletiva mediada pelo terapeuta. Esse conceito explica o potencial 
das oficinas de arte urbana do caso, mas também demonstra a necessidade de adaptar as 
demandas da atividade às condições atuais do grupo. A proposta pode começar em duplas ou 
pequenos grupos e avançar gradualmente para uma produção coletiva, favorecendo 
comunicação, cooperação e negociação.
Setting Terapêutico
O setting terapêutico compreende a organização do espaço, materiais, horários, local e 
objetivos, além do contrato estabelecido entre terapeuta e grupo. No caso, a criação de um 
setting previsível e seguro é fundamental diante das experiências de violência, negligência e 
desconfiança dos adolescentes. A equipe deve estabelecer regras claras e participativas, 
garantindo limites sem reproduzir uma condução autoritária.
Grupo como caixa de ressonância
O grupo pode funcionar como uma “caixa de ressonância”, na qual as singularidades individuais 
são experimentadas coletivamente e cada participante pode contribuir para a construção de 
vínculos. Esse conceito ajuda a compreender como experiências de abandono, violência e 
desconfiança repercutem nas relações entre os adolescentes. A intervenção deve favorecer 
experiências positivas de reconhecimento e cooperação, sem exigir exposição de conteúdos 
traumáticos.
Oficina como espaço de criação e produção de subjetividade
As oficinas podem constituir espaços de criação e produção de subjetividade, permitindo 
experimentar novos padrões de relacionamento e novas formas de expressão. No Centro 
Horizonte, a arte urbana e a expressão corporal podem ser utilizadas como recursos terapêuticos 
para desenvolver expressão emocional, comunicação, pertencimento e cooperação, 
transformando o fazer em oportunidade de reconstrução das relações sociais.
Participação social e habilidades de interação
Os grupos de Terapia Ocupacional podem favorecer competências de interação social, 
autorregulação, estabelecimento de metas e tomada de decisões. Esse conceito é diretamente 
relacionado à reinserção social dos adolescentes, pois permite trabalhar habilidades necessárias 
para a convivência em outros contextos. Assim, as atividades devem possibilitar que os jovens 
pratiquem comunicação, responsabilidade, resolução de conflitos e tomada de decisões, 
ampliando progressivamente sua participação social.
A ETAPA 5 É A MAIS IMPORTANTE DE TODO O PROCESSO, POIS É A ETAPA 
QUE SERÁ AVALIADA! ENTÃO, PRESTE MUITA ATENÇÃO!
ETAPA 5 – AVALIATIVA: Redação do produto - Memorial Analítico. 
Chegou a hora de transformar todo o seu percurso investigativo em um texto claro, bem 
estruturado e objetivo. Seu papel ativo nesta etapa é desenvolver um Memorial Analítico. Este 
será o produto final do Desafio Profissional, que será avaliado com nota de zero a dez e terá peso 
três na média final desta disciplina. 
Vamos reforçar o que é um memorial analítico? É basicamente você mostrando o caminhoque 
percorreu: o que leu, como interpretou, que teorias usou, que conclusões tirou e o que aprendeu 
com tudo isso.
Para ajudar você, segue o passo a passo do que não pode faltar no Memorial Analítico 
(ordem recomendada, pois cada item fará parte da composição da sua nota):
 Resumo do que você descobriu (1 parágrafo) – vale 1 ponto 
 Contextualização do desafio (1 parágrafo): Quem? Onde? Qual a situação? – vale 0,5 
ponto 
 Análise (1 parágrafo): use de 2 a 3 conceitos da disciplina, mostrando como eles explicam 
a situação. Dê exemplos diretos e contextualizados – vale 2 pontos 
 Propostas de solução (até 2 parágrafos): o que você recomenda? Por quê? Qual teoria 
apoia sua ideia? – vale 3 pontos 
 Conclusão reflexiva (até 2 parágrafos): O que você aprendeu com essa experiência? – 
vale 2 pontos 
 Referências (somente o que você realmente usou, incluindo o livro) – vale 0,5 ponto 
 Autoavaliação (1 parágrafo): o que você percebeu sobre seu próprio processo de estudo? 
– vale 1 ponto
Checklist rápido antes de entregar:
 Meu texto não passou de 6000 caracteres.
 Meus conceitos fazem sentido, e não estão só “porque sim”.
 Conectei teoria + situação.
 Apresentei soluções plausíveis.
 Incluí referências.
 Mostrei que aprendi algo.
 Tenho orgulho do que escrevi.
Lembre-se de que este trecho deve ser copiado e colado no campo de resposta da questão, 
dentro de Notas e Avaliações. 
Lembre-se também de salvar este documento em PDF e colocá-lo como anexo à sua resposta.
O estudo do desafio permitiu compreender que as dificuldades apresentadas pelos 
adolescentes do Centro Horizonte não podem ser analisadas somente como problemas 
de comportamento. A comunicação fragmentada, os silêncios, os monólogos defensivos, 
a formação de subgrupos, as explosões de raiva e o retraimento revelam um grupo que 
ainda não conseguiu transformar experiências individuais em uma experiência coletiva 
de confiança e aprendizagem. A situação demonstra que a dinâmica grupal interfere no 
processo terapêutico e na reinserção social, exigindo uma intervenção que articule 
segurança, vínculo, atividade significativa e participação.
O caso ocorre no Centro de Reabilitação Juvenil Horizonte, integrado à Fundação 
CASA, com oito adolescentes de 13 a 17 anos em cumprimento de medida 
socioeducativa. São jovens com históricos de negligência familiar, violência, abandono 
e exposição à criminalidade, acompanhados por terapeuta ocupacional, psicólogo e 
oficineira de atividades criativas. O grupo busca desenvolver socialização, resiliência 
emocional e reinserção comunitária por meio de expressão corporal, discussões e arte 
urbana. Entretanto, a desconfiança, os conflitos, a dificuldade de colaboração e as 
pressões externas prejudicam a coesão e a participação.
O Grupo Operativo, de Pichon-Rivière, compreende o grupo como espaço dinâmico 
voltado a objetivos comuns, no qual o coordenador favorece reflexão, aprendizagem e 
transformação. No caso, os monólogos defensivos, silêncios e dificuldades de construir 
narrativas coletivas demonstram resistência à tarefa grupal. Bion contribui para 
compreender a formação de subgrupos, agressividade e apatia por meio de 
funcionamentos emocionais como luta-fuga, nos quais o grupo pode enfrentar ou evitar 
aquilo que percebe como ameaça. A Terapia Ocupacional amplia essa compreensão ao 
considerar o grupo como espaço de experimentação de papéis sociais, vínculos e 
participação.
A primeira intervenção deve fortalecer o setting terapêutico, oferecendo previsibilidade 
sem reproduzir uma relação autoritária. A equipe deve construir com os adolescentes um 
contrato com regras de respeito, escuta, circulação da palavra, uso dos materiais e 
manejo dos conflitos. O setting envolve espaço, materiais, horários, objetivos e acordos 
entre terapeuta e grupo. A terapeuta ocupacional deve manter estrutura adequada, 
facilitar os acontecimentos grupais e negociar as atividades, valorizando experiência e 
autonomia. O uso terapêutico do self também é importante, pois escuta, empatia e 
postura profissional podem favorecer confiança e comunicação.
A segunda intervenção consiste em reorganizar as atividades criativas. A análise da 
atividade deve considerar suas demandas físicas, cognitivas, emocionais e sociais, 
permitindo graduar a participação. Podem ser propostas inicialmente atividades 
individuais, depois em duplas e pequenos grupos e, posteriormente, um mural coletivo 
de arte urbana. A Atividade Grupal favorece interação coletiva mediada pelo terapeuta, 
enquanto as oficinas possibilitam criação e experimentação de novas formas de 
relacionamento. Em etapas posteriores, o Psicodrama pode auxiliar na representação de 
situações cotidianas, permitindo ensaiar comunicação, negociação e resolução de 
conflitos. Assim, o fazer terapêutico desenvolve autorregulação, tomada de decisões, 
cooperação e participação, aproximando essas aprendizagens das situações de 
reinserção social.
A experiência mostrou que o comportamento dos adolescentes precisa ser compreendido 
dentro das relações e do contexto em que vivem. Aprendi que agressividade, silêncio e 
resistência podem expressar dificuldades presentes no campo grupal e precisam ser 
analisados antes de serem classificados como indisciplina. A atuação profissional exige 
escuta, mediação e capacidade de transformar conflitos em oportunidades de 
aprendizagem.
Também compreendi que uma atividade só se torna efetivamente terapêutica quando 
existe intenção, análise e mediação profissional. O fazer compartilhado possibilita 
experimentar papéis, reconhecer capacidades e construir novas formas de convivência. 
A reinserção social envolve reconstruir confiança, pertencimento, autonomia e 
participação em ocupações significativas, e os grupos podem favorecer o 
desenvolvimento de relações interpessoais e papéis sociais.
LIMA, Ana Flávia Ferreira. Teorias e Dinâmicas de Trabalho em Grupo. Florianópolis, 
SC: Arqué, 2024.
BALLARIN, M. L. G. S. Algumas reflexões sobre grupos de atividades em Terapia 
Ocupacional. In: PÁDUA, E. M. M.; MAGALHÃES, L. V. Terapia ocupacional: teoria 
e prática. Campinas: Papirus, 2003. p. 63-76.
CUNHA, Ana Cristina F.; SANTOS, Thais Fernanda dos. A utilização do grupo como 
recurso terapêutico no processo da Terapia Ocupacional com clientes com transtornos 
psicóticos: apontamentos bibliográficos. Cadernos Brasileiros de Terapia Ocupacional, 
v. 17, n. 2, p. 133-146, 2009.
Durante o estudo, percebi que precisava compreender os comportamentos dos 
adolescentes para além de uma leitura individual ou disciplinar. A articulação entre 
teoria e prática permitiu compreender a importância do setting, da atividade 
significativa e da mediação profissional. Aprendi que o terapeuta ocupacional atua sobre 
as possibilidades de relação, autonomia e participação produzidas pelo fazer, 
considerando a singularidade dos sujeitos e do contexto.

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