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RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS 
ENSINO DIGITAL 
	
RELATÓRIO 
01 e 02
	
	
	DATA:
______/______/______
RELATÓRIO DE PRÁTICA 
Jade Nayane Nunes Sobral de Deus 
01846528
RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS: Bioquímica Humana
DADOS DO(A) ALUNO(A):
	NOME: Jade Nayane Nunes Sobral de Deus
	MATRÍCULA: 01846528
	CURSO: Biomedicina
	POLO: Petrolina PE
	PROFESSOR(A) ORIENTADOR(A):Rosilma Oliveira
RELATÓRIO:
	ATIVIDADE CATALITICA DA AMILASE SALIVAR
1. Descreva os procedimentos realizado durante a aula, explicando as etapas e quais materiais utilizados.
 Materiais utilizados: foram empregados, como reagentes, amilase salivar, ácido clorídrico (HCl), solução de amido a 1% e solução de Lugol a 2%. Quanto aos equipamentos, utilizaram-se tubos de ensaio identificados como TA1, TA2 e TA3 (atividade química) e TE1, TE2 e TE3 (atividade enzimática), além de banho de gelo, banho-maria, proveta, béquer, pera de borracha e pipeta. 
 Segundo Morais et al. (2018), a amilase salivar atua no início da digestão do amido na boca, promovendo sua conversão em maltose e outros polímeros de glicose, sendo essa enzima proveniente de uma saliva rica em glicoproteínas. Além disso, essa enzima é produzida pelas glândulas salivares e exerce papel fundamental na degradação de carboidratos, como o amido, um polissacarídeo de reserva vegetal. 
 A quebra desse composto pode ser identificada por meio de métodos enzimáticos e químicos: na hidrólise enzimática, ocorre a ação da amilase salivar, enquanto na hidrólise química utilizam-se substâncias ácidas, como o ácido clorídrico, capazes de romper as ligações glicosídicas, de maneira semelhante à ação da ptialina. Vale destacar que, por serem proteínas, as enzimas podem sofrer alterações estruturais conforme as condições do meio, especialmente variações de temperatura, o que influencia diretamente sua atividade catalítica — aspecto que pode ser analisado experimentalmente com o uso de banho de gelo e banho-maria.
Modo de Execução
Inicialmente, foram medidos 30 mL de solução de amido a 1% em uma proveta, sendo posteriormente transferidos para um béquer. Em seguida, adicionaram-se 3 mL de ácido clorídrico à solução, com o auxílio de pipeta e pera de borracha, realizando a homogeneização da mistura.
 Paralelamente, repetiu-se o mesmo procedimento com outra amostra de 30 mL de solução de amido a 1%, à qual foram adicionados 3 mL de solução de amilase salivar, também com posterior homogeneização.
 Em seguida, alíquotas dessas misturas foram distribuídas em tubos de ensaio, sendo adicionados 5 mL de água em cada tubo, seguido de homogeneização.
 Ao final, obteve-se um total de seis tubos de ensaio: três destinados à técnica química (com ácido clorídrico) e três à técnica enzimática (com amilase salivar). A partir desse ponto, foram realizadas etapas para avaliar a influência da temperatura no processo de hidrólise do amido.
Procedimento Realizado
Tubos 1: Os tubos TA1 e TE1 foram submetidos ao banho de gelo por 1 minuto. Após esse período, adicionaram-se 5 gotas de solução de Lugol a 2%, a qual reage com o amido, produzindo coloração azul-esverdeada.Tubos 2: Os tubos TA2 e TE2 foram mantidos em banho-maria a 70 °C por 10 minutos. Em seguida, foram transferidos para o banho de gelo por aproximadamente 1 minuto para estabilização da temperatura. Posteriormente, adicionaram-se 5 gotas de Lugol a 2%.Tubos 3: Os tubos TA3 e TE3 foram submetidos ao banho-maria a 70 °C por 20 minutos. Após esse período, foram resfriados em banho de gelo por cerca de 1 minuto e, em seguida, adicionaram-se 5 gotas de Lugol a 2%.
 O tubo 1, submetido apenas ao banho de gelo, apresentou alteração na coloração após a adição de Lugol, indicando a ocorrência de degradação do amido.Por outro lado, os tubos 2 e 3, submetidos à temperatura de 70 °C por 10 e 20 minutos, respectivamente, não apresentaram mudanças significativas na coloração, sugerindo ausência de degradação do amido.
 Dessa forma, conclui-se que a temperatura exerce influência direta nos processos de hidrólise química e enzimática, podendo interferir na atividade das enzimas responsáveis pela degradação do amido, especialmente devido à possível desnaturação proteica em temperaturas elevadas.
2. Responda as Perguntas:
a) Qual a composição bioquímica do amido?
 O amido é um carboidrato do tipo polissacarídeo, formado por várias moléculas de glicose. Ele é composto basicamente por duas substâncias: a amilose, que tem estrutura linear, e a amilopectina, que possui estrutura ramificada. Além disso, sua fórmula química geral é (C₆H₁₀O₅)ₙ, indicando que ele é formado pela repetição de várias unidades de glicose.
b) Qual o objetivo do uso de HCl, aquecimento e resfriamento no procedimento da hidrólise química do amido?
 O uso do HCl (ácido clorídrico), junto com o aquecimento e o resfriamento, tem um papel importante na hidrólise do amido, que é basicamente a quebra do amido em açúcares mais simples.
 O aquecimento ajuda a acelerar essa reação, porque faz com que as moléculas se movimentem mais rápido, aumentando as chances de contato entre o amido e o ácido. O HCl, por ser um ácido forte, atua facilitando essa quebra, rompendo as ligações entre as moléculas de glicose presentes no amido.
 Além disso, o ácido ajuda a desorganizar partes do amido, facilitando ainda mais a ação da hidrólise. Depois que a reação acontece, o resfriamento é importante para parar o processo, evitando que o ácido continue agindo. Isso também ajuda a estabilizar os produtos formados.
c) Descreva a sequência de transformações operadas pela amilase na molécula da amilose.
 A amilase é uma enzima que promove a hidrólise da amilose, quebrando as ligações glicosídicas α-1,4 e formando moléculas menores, principalmente a maltose, que pode ser posteriormente convertida em glicose.
 No ensaio bioquímico, o iodo reage com a amilose, produzindo coloração azul devido à sua estrutura helicoidal. Com a ação da amilase, a amilose é degradada em maltose, que não reage com o iodo, levando à diminuição ou desaparecimento da coloração ao longo do tempo, indicando a atividade enzimática.
d) Explique os resultados obtidos durante o ensaio bioquímico.
 Nos tubos analisados, observou-se que nos tubos TA1 e TE1 não ocorreu hidrólise, tanto no meio enzimático quanto no químico. Após a adição de 5 gotas de lugol, foi identificada uma coloração esverdeada em ambos, indicando a presença de amido. Com o tempo de resfriamento, houve um leve clareamento da cor.
 Nos tubos TA2 e TE2, após a adição de lugol, a reação foi evidente, apresentando coloração azul escura, o que confirma a presença de amido nesses tubos.
 Já nos tubos TA3 e TE3, também após a adição de lugol, observou-se uma coloração escura intensa, indicando forte interação do iodo com o amido, evidenciando que a reação ocorreu de forma semelhante em ambos os tubos.
	REAÇÃO DE SELIWANOFF (REAÇÃO PARA DISTINÇÃO ENTRE ALDOSES E CETOSES)
1. Descreva os procedimentos realizado durante a aula, explicando as etapas e quais materiais utilizados.
 Foram utilizados banho-maria, três tubos de ensaio, solução de frutose (1 mL), solução de glicose (1 mL), água destilada (1 mL), conta-gotas, pipeta de 5 mL, béquer, reagente de Seliwanoff (0,5 mL) e ácido clorídrico (1,5 mL).
O experimento foi realizado colocando-se 1 mL de glicose em um tubo de ensaio. Em seguida, foram adicionados 1,5 mL de ácido clorídrico e 0,5 mL do reagente de Seliwanoff.
 O mesmo procedimento foi repetido com 1 mL de frutose em outro tubo e, no terceiro tubo, foi utilizado 1 mL de água como controle.
Após a preparação, os três tubos foram levemente agitados e levados ao banho-maria aquecido a 70 °C. Durante o aquecimento, as amostras foram observadas constantemente.
 Após aproximadamente 2 minutos, verificou-se que não houve alteração no tubo contendo glicose, permanecendo inalterado. Já o tubo contendo frutoseapresentou coloração vermelha. O tubo com água também permaneceu inalterado.
Nos resultados observados, a glicose não apresentou alteração de cor, a frutose apresentou coloração vermelha, enquanto a água permaneceu inalterada.O teste demonstrou que a frutose reagiu rapidamente, apresentando coloração vermelha devido à formação de furfural e sua reação com o resorcinol, confirmando que se trata de uma cetose.
 A glicose não apresentou reação no tempo observado, indicando que não houve formação significativa de furfural, confirmando que se trata de uma aldose.
A água permaneceu inalterada, servindo como controle do experimento.
2. Responda as Perguntas:
a) Qual o princípio da técnica de Seliwanoff?
O princípio do teste de Seliwanoff é que, quando aquecidas em meio ácido, as cetoses sofrem desidratação muito mais rapidamente que as aldoses. Com isso, formam compostos (furfurais) que reagem com o resorcinol, gerando uma coloração vermelha intensa, enquanto as aldoses reagem mais lentamente.
b) Qual o objetivo de utiliza um tubo apenas com água destilada.
A água destilada é pura, então evita que as análises sofram qualquer tipo de interferência por outras substâncias. Dessa forma, ela é utilizada como controle negativo, permitindo comparar os resultados e garantir que a mudança de cor ocorre apenas na presença dos açúcares.
c) Porque é necessário aplicar fervura e ácido clorídrico (HCl) durante o teste de Seliwanoff?
A função do HCl no teste de Seliwanoff é promover a desidratação dos carboidratos presentes. Para que esse processo aconteça, é necessário fornecer energia ao sistema, o que ocorre por meio da fervura (banho-maria aquecido).
Ao desidratar os carboidratos, ocorre a formação de furfurais, que reagem com o resorcinol presente no reagente, resultando na coloração vermelha, principalmente nas cetoses.
d) Explique os resultados obtidos durante o ensaio bioquímico quanto a presença de aldose e cetoses.
 No experimento, foi possível observar que entre a glicose e a frutose ocorreu diferença na reação. A frutose (cetose) apresentou formação de furfural e reagiu com o resorcinol presente no reagente de Seliwanoff, adquirindo coloração vermelha, o que confirma sua presença como cetose.
 Já a glicose (aldose) não apresentou alteração significativa no tempo observado, pois reage mais lentamente, não formando rapidamente o composto necessário para a mudança de cor. Assim, foi possível identificar e diferenciar cetoses e aldoses, que são tipos de carboidratos, com base na intensidade e velocidade da reação.
	PRECIPITAÇÃO POR ÁCIDOS FORTES E METAIS PESADOS
1. Descreva os procedimentos realizado durante a aula, explicando as etapas e quais materiais utilizados.
 Este procedimento é utilizado para verificar a influência de sais de metais pesados e de ácidos fortes sobre a solubilidade da proteína, bem como a influência do pH sobre a carga líquida da molécula polipeptídica.
MATERIAIS UTILIZADOS
Ácido tricloroacético a 20%; Acetato de chumbo 10%; Ovoalbumina 10%; 2 tubos de ensaio; Pipeta; Pera de borracha.
Em 2 tubos de ensaio, colocamos 2 mL de ovoalbumina em cada um. No primeiro, acrescenta o ácido tricloroacético e a precipitação é imediata, o líquido fica leitoso e forma grumos.
 Depois, no segundo tubo, acrescentamos o acetato de chumbo e vamos ter a mesma reação. Porém, no tubo do ácido tivemos uma precipitação mais intensa, pois o ácido forte tem a capacidade de quebrar mais as ligações da proteína do que o chumbo.
2. Responda as Perguntas:
a) Por que a ovoalbunina precipita na presença de ácidos fortes e metais pesados?
A ovoalbumina precipita porque ácidos fortes e metais pesados alteram sua estrutura, fazendo com que ela perca a forma nativa e sua solubilidade.
b) Explique por que a ovoalbumina torna-se insolúvel após a precipitação.
A ovoalbumina torna-se insolúvel após a precipitação porque sua estrutura é alterada (desnaturada), fazendo com que perca a capacidade de interagir com a água.
Com isso, as moléculas se agregam, formando grumos, o que impede sua dissolução novamente.
c) Explique os resultados encontrados no experimento.
Os resultados mostram que alguns elementos conseguem alterar a estrutura das proteínas, causando a desnaturação e o processo de precipitação.
Com essa prática, foi possível perceber que há modificação das cargas iônicas da proteína, o que desorganiza sua estrutura. Assim, a proteína perde sua forma normal, se agrega em grumos e acaba precipitando.
	
PRECIPITAÇÃO FRACIONADA POR SOLUÇÕES SALINAS CONCENTRADAS
1. Descreva os procedimentos realizado durante a aula, explicando as etapas e quais materiais utilizados.
Durante a aula prática, foi realizado um experimento de precipitação salina de proteínas, com o objetivo de avaliar a influência da concentração iônica na solubilidade proteica.
Inicialmente, foram separados dois tubos de ensaio, identificados como tubo A e tubo B. Em ambos, foi adicionada uma solução de ovoalbumina a 10%, utilizada como fonte de proteína.
No tubo A, foram adicionados 2 mL de ovoalbumina, seguidos da adição direta da solução concentrada de sulfato de amônio. Após a mistura, observou-se a formação de um precipitado esbranquiçado, indicando a precipitação das proteínas devido ao aumento da concentração salina.
No tubo B, foram adicionados 2 mL de ovoalbumina, seguidos inicialmente da adição de água e, posteriormente, da solução de sulfato de amônio. A adição prévia da água promoveu a diluição do meio, reduzindo a concentração iônica. Como resultado, não foi observada a formação de precipitado nesse tubo.
Os materiais utilizados incluíram: tubos de ensaio, solução de ovoalbumina a 10%, solução de sulfato de amônio concentrada, água e pipetas.
2. Responda as Perguntas:
a) Explique os conceitos de “Salting out”, “Salting in” e camada de solvatação?
Salting in: pouca quantidade de sal aumenta a solubilidade da proteína.
Salting out: alta concentração de sal (como sulfato de amônio) diminui a solubilidade, levando à precipitação.
Camada de solvatação: camada de água ao redor da proteína que a mantém dissolvida; quando diminui, ocorre precipitação.
b) Qual o princípio bioquímico do experimento?
O princípio bioquímico do experimento baseia-se na precipitação salina de proteínas, em que o aumento da concentração de sal, como o sulfato de amônio, reduz a solubilidade proteica ao competir com as proteínas pelas moléculas de água, levando à sua agregação e precipitação.
c) Explique os resultados encontrados durante o experimento.
No tubo A, onde foi adicionada a solução de ovoalbumina juntamente com o sulfato de amônio, observou-se a formação de um precipitado esbranquiçado, indicando a precipitação das proteínas devido à alta concentração salina.
No tubo B, onde foram adicionados a ovoalbumina, água e posteriormente o sulfato de amônio, não houve formação de precipitado. Isso ocorreu porque a água diluiu o meio, reduzindo a concentração iônica e mantendo a proteína solúvel.
	REAÇÃO DE BENEDICT (IDENTIFICAÇÃO DE AÇÚCARES REDUTORES)
1. Descreva os procedimentos realizado durante a aula, explicando as etapas e quais materiais utilizados.
 Durante a aula prática, foram utilizados solução de glicose 1%, solução de sacarose 1%, Reativo de Benedict, água destilada, três tubos de ensaio e uma pipeta.
Inicialmente, foram adicionados 5 mL do reagente de Benedict em cada um dos três tubos. Em seguida, no primeiro tubo foi adicionada a solução de sacarose, no segundo tubo a solução de glicose e no terceiro tubo água destilada, que foi utilizada como controle negativo.
Após a adição das soluções, os tubos foram homogeneizados por meio da aspiração e liberação do líquido com a pipeta, garantindo a mistura adequada dos reagentes. Posteriormente, os tubos foram levados ao banho-maria a aproximadamente 70 °C por cerca de 5 minutos, etapa necessária para que a reação ocorra.
 Ao final do aquecimento, os tubos foram retirados para observação das alterações de coloração, permitindo identificara presença ou ausência de açúcares redutores nas amostras.
2. Responda as Perguntas:
a) Explique o princípio da técnica bioquímica do experimente
 A técnica baseia-se na capacidade dos açúcares redutores de reagirem com o reagente de Benedict, que é uma solução de coloração azulada utilizada para identificar a presença desses açúcares. Esse reagente é composto por sulfato cúprico em meio alcalino e, na presença de substâncias redutoras, sofre alterações químicas que permitem essa identificação (SILVA; QUEIROZ, 2021).
 Os açúcares redutores possuem um grupo carbonila livre, o que possibilita a redução dos íons cúpricos (Cu²⁺) presentes no reagente. Durante o aquecimento, ocorre uma reação de oxirredução, na qual o açúcar doa elétrons, reduzindo esses íons a óxido cuproso (Cu₂O).
 Como resultado, forma-se um precipitado cuja coloração varia de verde a vermelho tijolo, dependendo da concentração de açúcar redutor presente. Dessa forma, a mudança de cor indica tanto a presença quanto a quantidade desses açúcares na amostra.
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b) Qual o conceito de “açúcares redutores”?
Açúcares redutores são aqueles que conseguem “reagir” com outras substâncias porque têm uma parte livre na sua estrutura. Essa parte permite que eles liberem elétrons e provoquem uma reação química.
Por isso, eles conseguem mudar a cor de alguns reagentes, como o de Benedict, sendo possível identificar quando estão presentes.
c) Explique os resultados encontrados no experimento.
No experimento, observou-se que o tubo contendo água destilada permaneceu com a coloração azul, indicando ausência de reação, sendo considerado controle negativo.
O tubo contendo sacarose também não apresentou mudança de cor, permanecendo azul, pois a sacarose não é um açúcar redutor e, portanto, não reage com o reagente de Benedict.
Já o tubo contendo glicose apresentou mudança de coloração para esverdeado, indicando reação positiva. Isso ocorre porque a glicose é um açúcar redutor e foi capaz de reduzir os íons cúpricos (Cu²⁺) a óxido cuproso (Cu₂O), resultando na alteração de cor.
d) Explique como o experimento pode ser aplicado nas atividades na área clínica.
Esse experimento pode ser aplicado na área clínica para detectar glicose na urina, auxiliando na identificação de doenças como o diabetes. A mudança de cor indica a presença de açúcar na amostra.
	
	REAÇÃO DE BIURETO
1. Descreva os procedimentos realizado durante a aula, explicando as etapas e quais materiais utilizados
 Durante a aula prática, foram utilizados os seguintes materiais: água destilada, solução de ovoalbumina, reagente de biureto, pipeta e tubos de ensaio.
O procedimento foi realizado utilizando dois tubos de ensaio. No primeiro tubo, adicionou-se 1 mL de água destilada, que foi utilizado como controle negativo. Em seguida, acrescentou-se o reagente de biureto e realizou-se a homogeneização da solução.
No segundo tubo, adicionou-se 1 mL de solução de ovoalbumina, seguido da adição do reagente de biureto. A mistura também foi homogeneizada.
Após a realização do procedimento, as amostras foram observadas quanto à mudança de coloração. O primeiro tubo não apresentou alteração de cor, enquanto o segundo tubo apresentou coloração violeta após aproximadamente um minuto, indicando a presença de proteínas.
2. Responda as Perguntas:
a) Explique o princípio bioquímico da Reação de Biureto.
A reação de biureto baseia-se na detecção de ligações peptídicas presentes nas proteínas. Em meio alcalino, os íons cobre (Cu²⁺), presentes no reagente de biureto, interagem com essas ligações, formando um complexo de coloração violeta.
Dessa forma, o aparecimento dessa coloração indica a presença de proteínas na amostra, sendo a intensidade da cor proporcional à quantidade de ligações peptídicas presentes.
b) Qual o tipo de ligação que ocorre entre o Biureto e as moléculas identificadas?
Ocorre interação entre as ligações peptídicas das proteínas e os íons cúpricos (Cu²⁺) presentes no reagente de biureto, formando um complexo estável. As ligações presentes na molécula de biureto são semelhantes às ligações peptídicas encontradas nas proteínas, o que explica a afinidade do reagente por essas estruturas.
c) Explique os resultados encontrados no experimento. 
No experimento, o tubo com água destilada não apresentou alteração de cor, pois não contém proteínas. Já o tubo com solução de ovoalbumina apresentou coloração violeta após a adição do reagente de biureto, indicando a presença de proteínas.
	REAÇÃO DO LUGOL (IDENTIFICAÇÃO DE POLISSACARÍDEOS)
1. Descreva os procedimentos realizado durante a aula, explicando as etapas e quais materiais utilizados.
Durante a aula prática, foi realizada a identificação do amido por meio da reação com a solução de Lugol.
Foram utilizados solução de amido a 1%, solução de Lugol a 2%, água destilada (ou mineral), pipeta de 1 mL com pera de borracha e tubos de ensaio.
Inicialmente, a solução de amido foi homogeneizada, devido à tendência de deposição no fundo. Em seguida, foi aspirado 1 mL da solução de amido, que foi transferido para um tubo de ensaio. No segundo tubo, foi adicionado 1 mL de água, funcionando como controle negativo.
Após isso, foram adicionadas aproximadamente 5 gotas de Lugol em ambos os tubos.
Como resultado, observou-se que o tubo contendo amido apresentou coloração esverdeada, indicando reação positiva para a presença de amido. Já o tubo com água permaneceu com coloração amarelada, sem alteração significativa.
2. Responda as Perguntas:
a) Explique o princípio bioquímico da utilização do lugol na identificação de polissacarídeos.
O princípio bioquímico da utilização do Lugol na identificação de polissacarídeos baseia-se na interação do iodo com as cadeias do amido, especialmente a amilose.
O iodo presente no Lugol se encaixa na estrutura helicoidal da amilose, formando um complexo estável que provoca mudança de coloração. Essa reação resulta em tonalidades que variam de verde-azulado a azul-escuro, dependendo da quantidade e da estrutura do polissacarídeo presente. Assim, a alteração de cor indica a presença de polissacarídeos, como o amido, na amostra.
b) Explique para quais situações essa técnica pode ser utilizada. 
Essa técnica é utilizada para identificar a presença de amido em alimentos e outras substâncias, sendo aplicada em aulas práticas, análises laboratoriais e controle de qualidade na indústria alimentícia.
c) Explique os resultados encontrados no experimento. 
No experimento, o tubo contendo amido apresentou mudança de coloração para esverdeado após a adição do Lugol, indicando resultado positivo para a presença de amido. Já o tubo com água não apresentou alteração significativa, permanecendo amarelado, o que confirma o controle negativo.
Essa diferença ocorre porque o iodo reage com a estrutura do amido, formando um complexo que altera a cor da solução.
	REAÇÃO DE SAPONIFICAÇÃO
1. Descreva os procedimentos realizado durante a aula, explicando as etapas e quais materiais utilizados.
Durante a aula prática, foi realizada a reação de saponificação para obtenção de sabão a partir de triglicerídeos. Inicialmente, foram adicionados 5 ml de solução etanólica de hidróxido de potássio em um tubo de ensaio. Em seguida, acrescentaram-se 2 ml de óleo de milho, utilizado como fonte de triglicerídeos. A mistura foi homogeneizada, sendo possível observar a formação de duas fases, uma aquosa e outra oleosa.
Posteriormente, o tubo foi levado ao banho-maria a aproximadamente 70 °C por cerca de cinco minutos, com o objetivo de promover a hidrólise alcalina. Após o aquecimento, observou-se que a mistura se tornou homogênea, indicando que ocorreu a quebra dos triglicerídeos e a formação do sabão.
Em seguida, para verificar a formação do sabão, foram adicionados 2 ml da solução obtida em um tubo contendo água, sendo realizada homogeneização vigorosa. Observou-se a formação de espuma e textura escorregadia, características típicas do sabão.
Por fim, foi realizado um teste para avaliar a influência da água dura. Em outro tubo, foramadicionados 2 ml da solução de sabão e cinco gotas de cloreto de cálcio. Após a homogeneização, observou-se redução na formação de espuma e presença de precipitados, demonstrando a interferência dos íons cálcio na ação do sabão.
Os materiais utilizados foram: óleo de milho, solução etanólica de hidróxido de potássio, água destilada, solução de cloreto de cálcio, tubos de ensaio e banho-maria.
2. Responda as Perguntas:
a) Explique bioquimicamente o que são ácidos graxos e triglicerídeos.
Ácidos graxos são moléculas formadas por cadeias de carbono com um grupo ácido (–COOH), podendo ser saturados ou insaturados, e atuam como fonte de energia.
Triglicerídeos são formados pela ligação de três ácidos graxos com um glicerol, sendo a principal forma de armazenamento de energia no organismo.
b) Explique a fundamentação teórica da técnica de saponificação. 
A reação de saponificação ocorre a partir da interação entre ácidos graxos presentes nos óleos e uma base forte. Quando submetida ao aquecimento, essa mistura sofre hidrólise, resultando na formação de glicerol e sais de ácidos graxos, que constituem o sabão. Esse processo é fundamental para a produção de substâncias com propriedades detergentes, capazes de interagir tanto com água quanto com lipídios.
De acordo com Araújo et al. (2018), a saponificação consiste justamente nessa reação entre óleos e uma base forte, que, sob aquecimento, promove a quebra das ligações e a formação de glicerol e sais de ácidos graxos.
c) Explique os resultados encontrados no experimento. 
Os resultados mostraram que a reação de saponificação ocorreu de forma eficaz. Inicialmente, a mistura apresentava duas fases (óleo e solução aquosa), mas após o aquecimento em banho-maria tornou-se homogênea, indicando a hidrólise dos triglicerídeos.
Na adição de água e agitação, observou-se formação de espuma e textura escorregadia, confirmando a produção de sabão. Já no teste com cloreto de cálcio, houve redução da espuma e formação de precipitados, demonstrando que os íons cálcio interferem na ação do sabão, característica da água dura.
	SOLUBILIDADE DOS LIPÍDIOS
1. Descreva os procedimentos realizado durante a aula, explicando as etapas e quais materiais utilizados.
Foi realizada a análise da solubilidade de lipídios em diferentes solventes, com o objetivo de observar o comportamento dessas biomoléculas em meios de diferentes polaridades.
Inicialmente, foram utilizados cinco tubos de ensaio, uma pipeta para medição dos volumes, óleo (representando o lipídio) e os seguintes solventes: água destilada, solução de ácido clorídrico, solução de hidróxido de sódio, etanol (álcool etílico) e éter etílico.
Na primeira etapa, foram adicionados 3 mL de cada solvente em seus respectivos tubos: no primeiro tubo, água destilada; no segundo, ácido clorídrico; no terceiro, hidróxido de sódio; no quarto, etanol; e no quinto, éter etílico.
Em seguida, foi adicionado óleo em cada um dos tubos. Após a adição, os tubos foram agitados para observar se ocorria ou não a dissolução do lipídio em cada solvente.
Durante a observação, verificou-se que o óleo não se misturou com a água, nem com o ácido clorídrico e nem com o hidróxido de sódio, permanecendo em fases separadas. Já no etanol, observou-se uma leve dispersão do óleo, indicando pequena solubilidade. No éter etílico, foi possível observar uma maior dissolução do lipídio, demonstrando melhor interação entre o solvente e o óleo.
Assim, a prática foi conduzida por meio da comparação visual da solubilidade do óleo em diferentes solventes, permitindo compreender a influência da polaridade na dissolução dos lipídios.
2. Responda as Perguntas:
a) Explique a estrutura bioquímica dos lipídios correlacionado com sua característica de insolubilidade em soluções aquosas. 
Os lipídios são formados principalmente por cadeias de carbono e hidrogênio, que são apolares. Como a água é polar, não há interação entre eles, seguindo o princípio de que “semelhante dissolve semelhante”. Por isso, os lipídios são insolúveis em soluções aquosas e tendem a se separar da água.
b) Explique a fundamentação teórica da técnica de solubilidade dos lipídios. 
A técnica de solubilidade dos lipídios baseia-se na diferença de polaridade entre as substâncias. Como os lipídios são apolares, eles não se dissolvem em solventes polares, como a água, mas apresentam maior solubilidade em solventes apolares ou pouco polares, como o éter e, parcialmente, o etanol.
Assim, ao testar o lipídio em diferentes solventes, é possível observar sua dissolução ou não, comprovando o princípio de que “semelhante dissolve semelhante” e evidenciando o caráter hidrofóbico dos lipídios.
c) Explique os resultados encontrados no experimento. 
No experimento, observou-se que o óleo não se dissolveu na água, no ácido clorídrico e no hidróxido de sódio, formando duas fases separadas. Isso aconteceu porque esses solventes são polares, enquanto o lipídio é apolar.
No etanol, houve uma leve mistura, com formação de pequenas gotículas, indicando uma solubilidade parcial.
Já no éter etílico, foi possível observar uma melhor dissolução do óleo, mostrando maior afinidade entre eles.
Assim, os resultados confirmam que os lipídios não se dissolvem em água, mas se dissolvem melhor em solventes menos polares.
Referências bibliográficas
ARAÚJO, Renata Júlia Cordeiro de; OLIVEIRA, Julliana Bonfim Cibella de; TARGINO, Vitor Araújo; QUIRINO, Max Rocha. Reação de saponificação: ensino da química contextualizada e experimental no estudo dos lipídios. In: CONGRESSO NACIONAL DE EDUCAÇÃO, 5., 2018, Recife. Anais eletrônicos [...]. Recife: Realize Editora, 2018. Disponível em: https://www.editorarealize.com.br/editora/anais/conedu/2018/TRABALHO_EV117_MD1_SA16_ID6267_15092018080338.pdf. Acesso em: 2 abr. 2026.
BRASIL ESCOLA. Amido. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/quimica/amido.htm. Acesso em: 24 mar. 2026.
BRITO, Cássia Almeida; FREITAS, Leonardo Viana de. Caracterização de proteínas via método de biureto como proposta interdisciplinar para o ensino de química de coordenação. Experiências em Ensino de Ciências, Cuiabá, v. 13, n. 5, 2018. Disponível em: https://if.ufmt.br/eenci/artigos/Artigo_ID524/v13_n5_a2018.pdf. Acesso em: 2 abr. 2026.
CARDOSO, Mayara. Solvatação. InfoEscola. Disponível em: https://www.infoescola.com/quimica/solvatacao/. Acesso em: 1 abr. 2026.
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