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Guia de Estudos - Currículo: teoria e prática | Página 1 GUIA DE ESTUDOS PARA A PROVA CURRÍCULO: TEORIA E PRÁTICA UNIASSELVI Resumo detalhado por unidade + principais teóricos + quadros de memorização Baseado no livro de Ana Clarisse Alencar Barbosa e Juliana de Favere - 2ª edição, 2021. COMO USAR ESTE GUIA Comece pelos quadros “O que memorizar”, depois leia o resumo detalhado de cada tópico e finalize revisando os teóricos. O material foi organizado a partir dos resumos, conceitos e autoatividades do livro enviado. Guia de Estudos - Currículo: teoria e prática | Página 2 Visão geral da disciplina O livro organiza o estudo do currículo em três grandes eixos: conceitos e teorias; currículo na prática educativa; formação e prática docente. Unidade 1 - conceitos de currículo, desenvolvimento curricular, história, teorias tradicionais, críticas e pós-críticas, multiculturalismo, estudos culturais, currículo híbrido e tecnologias. Unidade 2 - currículo e cultura, interdisciplinaridade e outras relações entre disciplinas, educação/ensino/treinamento e avaliação. Unidade 3 - formação docente, BNCC, planejamento curricular, plano de aula e projetos pedagógicos. PRIORIDADE MÁXIMA PARA A PROVA 1) teorias tradicional, crítica e pós-crítica; 2) currículo como construção social, histórica e cultural; 3) fases e níveis do desenvolvimento curricular; 4) interdisciplinaridade x multidisciplinaridade x transdisciplinaridade; 5) avaliação libertadora, diagnóstica, formativa e somativa; 6) BNCC; 7) planejamento; 8) projetos pedagógicos. UNIDADE 1 - O que é currículo? Seus conceitos e abordagens O QUE VOCÊ PRECISA DOMINAR Conceito de currículo; relações de poder; subsistemas curriculares; componentes e fases do desenvolvimento curricular; cenários históricos; teorias tradicional, crítica e pós-crítica; currículo oculto; multiculturalismo; estudos culturais; currículo híbrido; tecnologias. Tópico 1 - Currículo: explorando seus conceitos A palavra currículo vem do latim currere/curriculum e remete a caminho, percurso ou trajetória. Não existe uma única definição de currículo. O significado depende do autor, do período histórico e das concepções educacionais envolvidas. Currículo não é apenas grade, lista de conteúdos ou carga horária. Ele envolve o que ensinar, por que ensinar, como ensinar, quando ensinar e como/quanto avaliar. O currículo relaciona escola e sociedade; por isso, é atravessado por interesses políticos, sociais, culturais, econômicos e ideológicos. O livro o apresenta como “bússola da escola”: orienta aprendizagens, práticas e a formação dos estudantes. O currículo não é neutro. Ele seleciona conhecimentos e valores e participa da produção de identidades, diferenças e formas de compreender o mundo. Sacristán apresenta oito subsistemas ligados às práticas curriculares: político-administrativo; participação e controle; ordenação do sistema educativo; produção de meios; criação cultural/científica; técnico-pedagógico; inovação; prático-pedagógico. No livro: Resumo do Tópico 1, p. 21 do livro; conceito inicial nas p. 4-19. Guia de Estudos - Currículo: teoria e prática | Página 3 MEMORIZE Currículo = percurso + seleção de conhecimentos + prática social + relações de poder + cultura + formação de sujeitos. Teóricos centrais do Tópico 1 Sacristán - currículo como prática. Compreende o currículo para além de um documento estático e destaca os diferentes subsistemas e práticas que o concretizam. Pacheco - currículo multifacetado. Defende que não há uma definição única e apresenta o currículo como campo complexo, histórico e sujeito a diferentes níveis de decisão. Moreira e Silva - currículo como artefato social e cultural. Enfatizam que currículo produz identidades e envolve relações de poder. Michael Apple - currículo não neutro. Mostra que aquilo que se torna conhecimento legítimo resulta de seleções, tensões e interesses sociais, culturais, políticos e econômicos. Paulo Freire - educação dialógica. Rejeita a posição do professor como único detentor do saber e valoriza a comunicação entre saberes e a formação crítica. Tópico 2 - Fases do desenvolvimento curricular César Coll estrutura o projeto curricular por quatro perguntas: O que ensinar? Quando ensinar? Como ensinar? O que, como e quando avaliar? Pacheco apresenta quatro fases: justificação teórica; elaboração/planejamento; operacionalização; avaliação. Os níveis de decisão curricular podem ser macro e micro. Pacheco destaca: político- administrativo, gestão e realização. Sacristán descreve o currículo em diferentes momentos: prescrito; apresentado aos professores; modelado pelos professores; em ação; realizado; avaliado. Essas fases não funcionam isoladamente: estão interligadas e mostram como o currículo sai dos documentos e se transforma em prática concreta. No livro: Resumo do Tópico 2, p. 34 do livro. PEGADINHA DE PROVA Currículo prescrito não é igual a currículo em ação. O prescrito está nos documentos e orientações; o currículo em ação é o que efetivamente acontece na prática pedagógica. Teóricos centrais do Tópico 2 César Coll - componentes do projeto curricular. Organiza as decisões curriculares pelas perguntas sobre conteúdos, sequência, metodologia e avaliação. Pacheco - fases e níveis de decisão. Apresenta a passagem da fundamentação teórica à avaliação e distingue decisões político-administrativas, de gestão e de realização. Sacristán - currículo em diferentes níveis de concretização. Mostra a transformação do currículo do prescrito ao avaliado. Guia de Estudos - Currículo: teoria e prática | Página 4 Tópico 3 - Currículo e cenários históricos Na Europa, o Iluminismo rompe com modelos fortemente controlados pela Igreja e valoriza razão, racionalismo e ciência. No século XIX, influências iluministas e positivistas favorecem a divisão do conhecimento em disciplinas, a hierarquização dos estudantes e avaliações classificatórias. No século XX surgem críticas ao currículo centrado em transmissão de conteúdos descolados da vida; correntes marxistas enfatizam emancipação e luta de classes. John Dewey, nos EUA, propõe uma visão pragmatista: aprender fazendo, autodomínio e autogoverno. Bobbitt consolida uma perspectiva tecnicista, conservadora e orientada pela eficiência, aproximando currículo e organização fabril. Tyler sistematiza o currículo pela seleção de objetivos, experiências de aprendizagem e avaliação da eficácia. No Brasil, a Escola Nova recebe forte influência de Dewey. O Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova (1932) defende escola única, pública, laica, obrigatória e gratuita. A influência norte-americana se intensifica com acordos MEC-USAID e a visão tecnicista também aparece na legislação e formação educacional. No livro: Resumo do Tópico 3, p. 51 do livro. Teóricos centrais do Tópico 3 John Dewey - pragmatismo / Escola Nova. Defende aprendizagem pela experiência e pelo fazer, com maior protagonismo do estudante. Franklin Bobbitt - teoria tradicional / tecnicismo. Currículo racionalizado, eficiente, com objetivos definidos e resultados mensuráveis; inspirado no modelo fabril. Ralph Tyler - objetivos e avaliação. Organiza currículo pela definição de objetivos, experiências de aprendizagem e verificação dos resultados. Anísio Teixeira - Escola Nova no Brasil. Importante representante brasileiro do movimento renovador influenciado pelo pensamento de Dewey. Tópico 4 - Teorias e tendências contemporâneas ESTA É UMA DAS PARTES MAIS IMPORTANTES DO LIVRO A prova pode pedir associação de conceitos às teorias tradicional, crítica e pós-crítica. Estude as diferenças e os autores. Aspecto Tradicional Crítica Pós-crítica Pergunta dominante Como fazer/organizar? Por que este conhecimento? Quem se beneficia? Como verdades, identidades e diferenças são produzidas? Racionalidade Técnica Comunicativa/dialética Subjetiva/discursiva Conceitos objetivos, eficiência, metodologia, didática, organização,avaliação ideologia, poder, classe social, capitalismo, reprodução, emancipação, resistência, currículo oculto identidade, diferença, alteridade, subjetividade, discurso, saber-poder, gênero, raça, etnia, sexualidade, multiculturalismo Guia de Estudos - Currículo: teoria e prática | Página 5 Foco organizar ensino e resultados compreender desigualdades e relações de poder ampliar análise do poder e problematizar identidades/discursos Teorias tradicionais: Bobbitt é o principal precursor no livro; forte relação com Taylor e administração científica. Teorias críticas: bases filosóficas em Kant, Hegel e Marx. Questionam o status quo, desigualdades e injustiças; querem compreender o que o currículo faz. Teorias pós-críticas: não “superam” simplesmente as críticas. Deslocam o foco para análises discursivas, subjetividade, identidade, diferença e relações saber-poder. Multiculturalismo: defende a diversidade cultural e rejeita hierarquização entre culturas; articula cultura e poder. Estudos culturais: analisam culturas e práticas sociais; podem seguir linhas etnográficas e também análises de textos, mídias e cultura popular. Currículo híbrido: aproxima popular/culto, teoria/prática, escola/realidade; no ensino híbrido contemporâneo também articula presencial e a distância. Tecnologias digitais: o currículo precisa incorporar mudanças tecnológicas e adequar conteúdos e estratégias pedagógicas ao novo perfil dos estudantes. No livro: Resumo do Tópico 4, p. 108-109 do livro; quadro comparativo de teorias, p. 93. Teóricos da Unidade 1 - associação rápida Bobbitt - tradicionalismo. eficiência, objetivos, resultados, modelo fabril Tyler - tradicionalismo. objetivos, experiências de aprendizagem e avaliação Taylor - administração científica. tempo, planejamento, divisão do trabalho; influência sobre Bobbitt Apple - teoria crítica. poder, ideologia, seleção do conhecimento, currículo oficial e oculto Giroux - teoria crítica. resistência, emancipação, voz, professor como intelectual transformador Althusser - teoria crítica. escola, ideologia e reprodução Paulo Freire - teoria crítica/libertadora. diálogo, conscientização, emancipação, crítica à educação bancária Bourdieu - reprodução social e cultural. relações entre escola, cultura e desigualdades Michael Young - Nova Sociologia da Educação. seleção e legitimidade do conhecimento escolar Foucault - pós-crítica/pós-estruturalismo. saber-poder, discurso, subjetividade, normalização Corazza - pós-crítica. verdades parciais, subjetividade e relações de poder Tomaz Tadeu da Silva - teorias do currículo. sistematiza conceitos das teorias tradicional, crítica e pós-crítica Guia de Estudos - Currículo: teoria e prática | Página 6 UNIDADE 2 - Metodologicamente falando: currículo na prática educativa O QUE VOCÊ PRECISA DOMINAR Currículo e cultura; perspectiva tradicional, crítica e pós-crítica da cultura; interculturalidade; interdisciplinaridade, multidisciplinaridade, transdisciplinaridade, pluridisciplinaridade e polidisciplinaridade; conhecimento x saber; educação x ensino x treinamento; avaliação classificatória, libertadora, diagnóstica, formativa, somativa e pós-crítica. Tópico 1 - Currículo, cultura e prática educativa O conceito de cultura muda historicamente: cultivo da terra; mente “cultivada”; ideia de civilização/progresso; depois compreensão mais ampla como sistema de vida e expressão de grupos diversos. O currículo também é um campo de construção e disputa de significados. Cultura e currículo não são neutros. A escola deve ser compreendida como espaço de cruzamento de culturas e saberes; diversidade deve ser reconhecida positivamente. Perspectiva tradicional: tende a uma cultura unitária, homogênea e dominante; silencia outras vozes e diferenças. Perspectiva crítica: cultura está ligada a classes e conflitos sociais; currículo é espaço de luta pela manutenção ou superação de divisões sociais. Perspectiva pós-crítica: cultura produz subjetividades e discursos; currículo é espaço de produção simbólica de identidades e diferenças em relação com o poder. Educação intercultural: reconhecimento das diferenças e desconstrução de identidades naturalizadas; busca sensibilidade para pluralidade de valores e universos culturais. No livro: Resumo do Tópico 1 da Unidade 2, p. 146-147. MEMORIZE Interculturalidade = diversidade + pluralidade + reconhecimento do outro + diálogo entre culturas. Não combina com cultura homogênea e unitária. Teóricos centrais do Tópico 1 Candau - interculturalidade e diversidade. Referência para discutir pluralidade cultural, diferença e reinvenção da escola. Veiga-Neto - cultura e educação. Contribui para problematizar o conceito de cultura e suas relações com a educação. Tomaz Tadeu da Silva - cultura, identidade e currículo. Relaciona currículo a territórios contestados, identidade social e estudos culturais. Nilma Lino Gomes - diversidade étnico-cultural. Enfatiza diversidade e reconhecimento de grupos historicamente silenciados. Guia de Estudos - Currículo: teoria e prática | Página 7 Tópico 2 - Produção do conhecimento na organização curricular Conceito Definição para a prova Palavra-chave Interdisciplinaridade Metodologias e conhecimentos de outras disciplinas são articulados; o professor domina sua área e recorre a outras para aprofundar temas. integração/diálogo Multidisciplinaridade Um mesmo tema é trabalhado por várias disciplinas, mas elas permanecem fixas e sem preocupação de interligação. várias sem integrar Transdisciplinaridade Promove interconexões e atividades colaborativas, ultrapassando fronteiras disciplinares e visando formação integral. ultrapassa fronteiras Pluridisciplinaridade Relações significativas entre diferentes disciplinas. relações entre disciplinas Polidisciplinaridade Relaciona-se aos métodos ou meios utilizados na produção dos saberes. métodos/meios Conhecimento: conjunto de dados/elementos articulados logicamente, podendo ser obtido por estudo e elaboração teórica. Saber: soma de conhecimentos adquiridos e interpretados nas experiências; pode estar relacionado a vivências e práticas. No livro: Resumo do Tópico 2 da Unidade 2, p. 165. MACETE MULTI = várias disciplinas sem integração. INTER = integração. TRANS = ultrapassa as fronteiras. PLURI = relações significativas entre disciplinas. Teóricos centrais do Tópico 2 Japiassu - interdisciplinaridade. Referência clássica para criticar a fragmentação do saber e pensar relações entre disciplinas. Sant é - ոմ currículo integrado. Relaciona globalização e interdisciplinaridade e defende integração de conhecimentos. Morin - complexidade. Critica o isolamento dos conhecimentos e estimula articulação entre saberes e realidade. Tópico 3 - Educação, ensino e treinamento Educação: processo amplo, relacionado à vida, à sociedade, à transformação e à formação humana. Atua como mediação entre indivíduo e sociedade. Ensino: relacionado à transmissão, organização e apropriação de conhecimentos já existentes no processo de desenvolvimento dos sujeitos. Treinamento: repetição ou adestramento de uma ação sem necessariamente envolver criticidade e reflexão. O livro privilegia uma educação e um ensino que considerem realidade, transformação social, conhecimento e reflexão crítica, distanciando-se do simples treinamento. No livro: Resumo do Tópico 3 da Unidade 2, p. 176. Guia de Estudos - Currículo: teoria e prática | Página 8 MEMORIZE Educação = formação e transformação. Ensino = relação com conhecimentos e ato de ensinar. Treinamento = repetição/adestramento sem crítica. Teórico central do Tópico 3 Paulo Freire - educação crítica. Ajuda a diferenciar uma educação transformadora de práticas meramente repetitivas ou bancárias; valoriza diálogo, consciência e autonomia. Tópico 4 - Currículo e avaliação A avaliação deve fornecer informações para melhorar o ensino, o trabalho docente e a aprendizagem;não deve ser apenas um mecanismo de atribuição de notas. Diagnosticar dificuldades não é emitir um veredito; é analisar a situação do estudante e as condições de ensino para tomar decisões. Avaliação classificatória: enfatiza notas, seleção, classificação e pode contribuir para segmentação e exclusão. Avaliação libertadora: inspirada em Paulo Freire; dialógica, inclusiva e orientada à autonomia e emancipação. Avaliação diagnóstica: identifica contexto, conhecimentos e dificuldades para orientar decisões pedagógicas. Avaliação formativa: acompanha avanços e dificuldades ao longo do processo, permitindo intervenção e reorientação. Avaliação somativa: ocorre ao final de um período/trabalho e enfatiza o resultado final. Perspectiva pós-crítica: examina avaliação como tecnologia de poder, controle, regulação, normalização e disciplinamento. Portfólio e mapas conceituais aparecem como instrumentos/estratégias que podem ampliar as formas de acompanhar a aprendizagem. No livro: Resumo do Tópico 4 da Unidade 2, p. 207-208. Avaliação Principal função Cuidado na prova Libertadora emancipação, diálogo, autonomia inclui em vez de excluir Diagnóstica conhecer situação inicial/contexto subsidiar tomada de decisão Formativa acompanhar processo avanços e dificuldades durante o percurso Somativa resultado final fim de etapa/trabalho Classificatória classificar/selecionar ênfase em nota e posição em escala Teóricos da Unidade 2 - associação rápida Candau - interculturalidade. pluralidade, diversidade e reconhecimento das diferenças Veiga-Neto - cultura. relação entre culturas e educação Japiassu - interdisciplinaridade. integração de saberes e crítica à fragmentação Santো��মé - currículo integrado. interdisciplinaridade e integração de conteúdos Morin - complexidade. articulação dos conhecimentos e crítica à fragmentação Paulo Freire - educação e avaliação libertadora. diálogo, autonomia, emancipação Guia de Estudos - Currículo: teoria e prática | Página 9 Jussara Hoffmann - avaliação mediadora. avaliação como processo de acompanhamento, não simples julgamento Perrenoud - regulação das aprendizagens. avaliação para orientar e regular o processo de aprendizagem Villas Boas - portfólio. portfólio como instrumento de avaliação e trabalho pedagógico Guia de Estudos - Currículo: teoria e prática | Página 10 UNIDADE 3 - Currículo na formação e prática docente O QUE VOCÊ PRECISA DOMINAR Formação inicial e continuada; professor técnico x autônomo/reflexivo; BNC-Formação; documentos nacionais; PCN; BNCC; dez competências gerais; planejamento educacional, curricular e plano de aula; seleção de conteúdos; projetos de trabalho e estrutura de projetos pedagógicos. Tópico 1 - Currículo na práxis docente: formação em ação A formação docente é histórica e mudou junto com a própria escola e com as concepções de ensino. Em um primeiro momento predominou uma formação mais técnica e especializada; posteriormente ganha força a qualificação, autonomia, reflexão e formação continuada. A partir da década de 1980, a prática passa a ser vista como indispensável para aproximar o futuro professor do ambiente profissional. O currículo de formação docente deve articular competências intelectuais, técnicas, pedagógicas e políticas. Formação não termina na graduação: a prática profissional exige atualização permanente, reflexão e desenvolvimento contínuo. Há documentos nacionais que orientam a formação docente, incluindo a BNC-Formação. No livro: Resumo do Tópico 1 da Unidade 3, p. 240. CONTRASTE IMPORTANTE Professor técnico: execução de métodos e prescrições. Professor autônomo/reflexivo: analisa a realidade, toma decisões pedagógicas, articula teoria e prática e aprende continuamente. Teóricos centrais do Tópico 1 António Nóvoa - formação e profissão docente. Defende formação como processo ligado à identidade e ao desenvolvimento profissional do professor. Donald Schön - profissional reflexivo. Valoriza reflexão na e sobre a prática como elemento essencial da formação. Pérez Gómez - pensamento prático do professor. Relaciona formação docente ao profissional reflexivo e à capacidade de interpretar situações concretas. Dermeval Saviani - formação docente e história da educação. Analisa formação de professores em perspectiva histórica e social. Tópico 2 - Currículo em ação: BNCC A abertura política dos anos 1980, a Constituição de 1988 e documentos posteriores ampliam a construção de referenciais nacionais para a educação. Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) serviram como referência para currículo, projeto pedagógico e práticas, com forte preocupação com cidadania. Guia de Estudos - Currículo: teoria e prática | Página 11 O livro apresenta a BNCC, publicada em 2018, como atual documento norteador dos currículos brasileiros. BNCC orienta a Educação Básica e define aprendizagens essenciais com base em dez competências gerais. A BNCC defende formação e desenvolvimento humano global, diversidade cultural, igualdade e equidade. BNCC não é sinônimo de currículo pronto. Currículos e escolas contextualizam as aprendizagens à realidade local, aos estudantes e à comunidade. A Base é normativa: define aprendizagens essenciais como direitos dos estudantes. Organização citada no livro: Educação Infantil - campos de experiência; Ensino Fundamental - componentes curriculares, unidades temáticas, objetos de conhecimento e habilidades; Ensino Médio - organização por áreas e habilidades/competências conforme a Base. No livro: Resumo do Tópico 2 da Unidade 3, p. 260; autoatividades p. 261-262. PEGADINHA DE PROVA BNCC e currículo têm papéis complementares. A BNCC define aprendizagens essenciais; o currículo em ação contextualiza, escolhe estratégias, metodologias, formas de integração e avaliação. Tópico 3 - Planejamento em ação Planejar é imprescindível: racionaliza, organiza e coordena ações pedagógicas. Níveis: planejamento educacional (mais amplo/macro), planejamento curricular (escola/rede e organização curricular) e plano de aula (mais próximo do ensino-aprendizagem). Planejamento deve estar ligado à realidade para a qual se planeja; não pode ser mera burocracia. Funciona como guia com sequência, objetividade, coerência e flexibilidade. Libâneo destaca perguntas centrais: para que ensinar? o que ensinar? a quem ensinar? como ensinar? como avaliar? Vasconcellos alerta para dois extremos: planejamento rígido/alienante e flexibilidade excessiva sem orientação. Gama e Figueiredo definem planejamento como “organismo vivo”, adaptável às realidades e necessidades. A construção curricular deve ser participativa e envolver a comunidade escolar. A organização dos conteúdos precisa fazer sentido ao estudante, apresentar continuidade e sequência e aprofundar-se ao longo da escolarização. No livro: Resumo do Tópico 3 da Unidade 3, p. 277; discussão de Libâneo, Vasconcellos, Gama e Figueiredo na p. 270-271. Nível Abrangência Lembrete Planejamento educacional sistema/ações amplas nível macro Planejamento curricular organização do currículo articula documentos, escola e contexto Plano de aula prática imediata do professor nível micro / mais próximo da aprendizagem Teóricos centrais do Tópico 3 Libâneo - planejamento escolar. Planejamento articula objetivos, conteúdos, público, metodologia e avaliação, evitando improvisação e garantindo coerência do trabalho pedagógico. Guia de Estudos - Currículo: teoria e prática | Página 12 Vasconcellos - planejamento curricular. Defende equilíbrio entre organização e flexibilidade; planejamento deve orientar sem engessar. Gama e Figueiredo - planejamento flexível. Comparam o planejamento a um organismo vivo, adaptável às necessidades e realidades. Sacristán - currículo e prática. Ajuda a compreender a passagem das orientações curriculares à prática e os diferentes níveis de concretização. Tópico 4 - Projetos pedagógicos Projetos de trabalho organizam os conhecimentosescolares e registram decisões do planejamento, aproximando intenções e objetivos da ação pedagógica. Fundamentam-se na significatividade e na articulação entre conteúdos e áreas do conhecimento, favorecendo tratamento integrado de problemas de aprendizagem. Não existe um modelo único e ideal: etapas variam conforme nível de ensino, escola, grupo e necessidades. Elementos frequentes: tema/título; ano/turma; duração; justificativa; problema; objetivos geral e específicos; competências curriculares; metodologia; instrumentos e critérios de avaliação; bibliografia; materiais de apoio. A pedagogia de projetos valoriza o estudante como sujeito do processo e a transformação de informações de diferentes saberes em conhecimento próprio. Projetos podem ser realizados em qualquer etapa de ensino e também na formação inicial ou continuada de professores. No livro: Resumo do Tópico 4 da Unidade 3, p. 307; autoatividade com Hernández e Ventura, p. 309. ESTRUTURA PARA DECORAR Tema -> Justificativa -> Problema -> Objetivos -> Competências/Habilidades -> Metodologia -> Avaliação -> Referências/recursos. Teóricos da Unidade 3 - associação rápida Nóvoa - formação continuada e profissão docente. formação vinculada à identidade e ao desenvolvimento profissional Schön - professor reflexivo. reflexão na prática e sobre a prática Saviani - formação docente. análise histórica e social da formação de professores Libâneo - planejamento. objetivos, conteúdos, metodologia, avaliação e coerência pedagógica Vasconcellos - planejamento curricular. flexibilidade sem perder orientação Gama e Figueiredo - planejamento vivo. adaptação às necessidades e realidades César Coll - organização curricular. o que/para quem/objetivos/valores e competências Hernández e Ventura - projetos de trabalho. organização do currículo por projetos, integração de conhecimentos e protagonismo do estudante Zabala - prática educativa. organização e reflexão sobre como ensinar Guia de Estudos - Currículo: teoria e prática | Página 13 Revisão final - o que memorizar antes da prova Currículo: não é neutro; é histórico, social, cultural e político; envolve seleção de conhecimentos e formação de sujeitos. Coll: o que ensinar; quando; como; o que/como/quando avaliar. Pacheco: fases: justificação teórica, planejamento, operacionalização e avaliação; níveis: político- administrativo, gestão e realização. Sacristán: prescrito -> apresentado -> modelado -> em ação -> realizado -> avaliado. Bobbitt: tradicional; eficiência; racionalização; resultados; modelo fabril. Tyler: objetivos + experiências de aprendizagem + avaliação. Teoria crítica: ideologia, classe, poder, capitalismo, reprodução, emancipação, resistência, currículo oculto. Teoria pós-crítica: identidade, diferença, subjetividade, discurso, saber-poder, gênero, raça, etnia, sexualidade, multiculturalismo. Interdisciplinaridade: integração entre disciplinas. Multidisciplinaridade: várias disciplinas, sem integração necessária. Transdisciplinaridade: ultrapassa fronteiras disciplinares e busca formação integral. Educação/Ensino/Treinamento: formação ampla / ato ligado a conhecimentos / repetição sem crítica. Avaliação: diagnóstica = situação inicial; formativa = percurso; somativa = final; libertadora = emancipação e inclusão. BNCC: documento normativo; aprendizagens essenciais; dez competências gerais; não é currículo pronto. Planejamento: educacional -> curricular -> plano de aula; deve ser coerente, objetivo e flexível. Projeto pedagógico: tema, justificativa, problema, objetivos, competências, metodologia, avaliação e referências. Perguntas para auto-revisão 1. Por que o currículo não pode ser considerado neutro? 2. Qual a diferença entre currículo prescrito e currículo em ação? 3. Quais são as quatro perguntas de César Coll para o projeto curricular? 4. Quais são as fases do desenvolvimento curricular segundo Pacheco? 5. Como diferenciar as teorias tradicional, crítica e pós-crítica? 6. Quais conceitos devem ser associados a Bobbitt, Apple, Giroux, Freire e Foucault? 7. O que é currículo oculto? 8. Qual a diferença entre multiculturalismo e uma visão cultural homogênea? 9. Como diferenciar interdisciplinaridade, multidisciplinaridade e transdisciplinaridade? 10. Qual a diferença entre educação, ensino e treinamento? 11. Como diferenciar avaliação diagnóstica, formativa, somativa e libertadora? 12. Por que BNCC e currículo não são sinônimos? Guia de Estudos - Currículo: teoria e prática | Página 14 13. Quais são os níveis do planejamento educacional? 14. Quais características tornam o planejamento um guia flexível e não uma prática rígida? 15. Quais elementos fundamentais compõem um projeto pedagógico? Referência-base BARBOSA, Ana Clarisse Alencar; FAVERE, Juliana de. Currículo: teoria e prática. 2. ed. Indaial: UNIASSELVI, 2021. Observação: este guia foi elaborado exclusivamente a partir do livro enviado, com foco nos resumos de tópicos, conceitos centrais, autores destacados e autoatividades. Visão geral da disciplina UNIDADE 1 - O que é currículo? Seus conceitos e abordagens Tópico 1 - Currículo: explorando seus conceitos Teóricos centrais do Tópico 1 Tópico 2 - Fases do desenvolvimento curricular Teóricos centrais do Tópico 2 Tópico 3 - Currículo e cenários históricos Teóricos centrais do Tópico 3 Tópico 4 - Teorias e tendências contemporâneas Teóricos da Unidade 1 - associação rápida UNIDADE 2 - Metodologicamente falando: currículo na prática educativa Tópico 1 - Currículo, cultura e prática educativa Teóricos centrais do Tópico 1 Tópico 2 - Produção do conhecimento na organização curricular Teóricos centrais do Tópico 2 Tópico 3 - Educação, ensino e treinamento Teórico central do Tópico 3 Tópico 4 - Currículo e avaliação Teóricos da Unidade 2 - associação rápida UNIDADE 3 - Currículo na formação e prática docente Tópico 1 - Currículo na práxis docente: formação em ação Teóricos centrais do Tópico 1 Tópico 2 - Currículo em ação: BNCC Tópico 3 - Planejamento em ação Teóricos centrais do Tópico 3 Tópico 4 - Projetos pedagógicos Teóricos da Unidade 3 - associação rápida Revisão final - o que memorizar antes da prova Perguntas para auto-revisão Referência-base