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Guia de Estudos - Currículo: teoria e prática | Página 1
GUIA DE ESTUDOS PARA A PROVA
CURRÍCULO: TEORIA E PRÁTICA
UNIASSELVI
Resumo detalhado por unidade + principais teóricos + quadros de memorização
Baseado no livro de Ana Clarisse Alencar Barbosa e Juliana de Favere - 2ª edição, 2021.
COMO USAR ESTE GUIA
Comece pelos quadros “O que memorizar”, depois leia o resumo detalhado de cada tópico e finalize 
revisando os teóricos. O material foi organizado a partir dos resumos, conceitos e autoatividades do 
livro enviado.
Guia de Estudos - Currículo: teoria e prática | Página 2
Visão geral da disciplina
O livro organiza o estudo do currículo em três grandes eixos: conceitos e teorias; currículo na 
prática educativa; formação e prática docente.
 Unidade 1 - conceitos de currículo, desenvolvimento curricular, história, teorias tradicionais, 
críticas e pós-críticas, multiculturalismo, estudos culturais, currículo híbrido e tecnologias.
 Unidade 2 - currículo e cultura, interdisciplinaridade e outras relações entre disciplinas, 
educação/ensino/treinamento e avaliação.
 Unidade 3 - formação docente, BNCC, planejamento curricular, plano de aula e projetos 
pedagógicos.
PRIORIDADE MÁXIMA PARA A PROVA
1) teorias tradicional, crítica e pós-crítica; 2) currículo como construção social, histórica e cultural; 
3) fases e níveis do desenvolvimento curricular; 4) interdisciplinaridade x multidisciplinaridade x 
transdisciplinaridade; 5) avaliação libertadora, diagnóstica, formativa e somativa; 6) BNCC; 7) 
planejamento; 8) projetos pedagógicos.
UNIDADE 1 - O que é currículo? Seus conceitos e abordagens
O QUE VOCÊ PRECISA DOMINAR
Conceito de currículo; relações de poder; subsistemas curriculares; componentes e fases do 
desenvolvimento curricular; cenários históricos; teorias tradicional, crítica e pós-crítica; currículo 
oculto; multiculturalismo; estudos culturais; currículo híbrido; tecnologias.
Tópico 1 - Currículo: explorando seus conceitos
 A palavra currículo vem do latim currere/curriculum e remete a caminho, percurso ou trajetória.
 Não existe uma única definição de currículo. O significado depende do autor, do período histórico 
e das concepções educacionais envolvidas.
 Currículo não é apenas grade, lista de conteúdos ou carga horária. Ele envolve o que ensinar, por 
que ensinar, como ensinar, quando ensinar e como/quanto avaliar.
 O currículo relaciona escola e sociedade; por isso, é atravessado por interesses políticos, sociais, 
culturais, econômicos e ideológicos.
 O livro o apresenta como “bússola da escola”: orienta aprendizagens, práticas e a formação dos 
estudantes.
 O currículo não é neutro. Ele seleciona conhecimentos e valores e participa da produção de 
identidades, diferenças e formas de compreender o mundo.
 Sacristán apresenta oito subsistemas ligados às práticas curriculares: político-administrativo; 
participação e controle; ordenação do sistema educativo; produção de meios; criação 
cultural/científica; técnico-pedagógico; inovação; prático-pedagógico.
No livro: Resumo do Tópico 1, p. 21 do livro; conceito inicial nas p. 4-19.
Guia de Estudos - Currículo: teoria e prática | Página 3
MEMORIZE
Currículo = percurso + seleção de conhecimentos + prática social + relações de poder + cultura + 
formação de sujeitos.
Teóricos centrais do Tópico 1
Sacristán - currículo como prática. Compreende o currículo para além de um documento estático e 
destaca os diferentes subsistemas e práticas que o concretizam.
Pacheco - currículo multifacetado. Defende que não há uma definição única e apresenta o currículo 
como campo complexo, histórico e sujeito a diferentes níveis de decisão.
Moreira e Silva - currículo como artefato social e cultural. Enfatizam que currículo produz 
identidades e envolve relações de poder.
Michael Apple - currículo não neutro. Mostra que aquilo que se torna conhecimento legítimo 
resulta de seleções, tensões e interesses sociais, culturais, políticos e econômicos.
Paulo Freire - educação dialógica. Rejeita a posição do professor como único detentor do saber e 
valoriza a comunicação entre saberes e a formação crítica.
Tópico 2 - Fases do desenvolvimento curricular
 César Coll estrutura o projeto curricular por quatro perguntas: O que ensinar? Quando ensinar? 
Como ensinar? O que, como e quando avaliar?
 Pacheco apresenta quatro fases: justificação teórica; elaboração/planejamento; operacionalização; 
avaliação.
 Os níveis de decisão curricular podem ser macro e micro. Pacheco destaca: político-
administrativo, gestão e realização.
 Sacristán descreve o currículo em diferentes momentos: prescrito; apresentado aos professores; 
modelado pelos professores; em ação; realizado; avaliado.
 Essas fases não funcionam isoladamente: estão interligadas e mostram como o currículo sai dos 
documentos e se transforma em prática concreta.
No livro: Resumo do Tópico 2, p. 34 do livro.
PEGADINHA DE PROVA
Currículo prescrito não é igual a currículo em ação. O prescrito está nos documentos e orientações; 
o currículo em ação é o que efetivamente acontece na prática pedagógica.
Teóricos centrais do Tópico 2
César Coll - componentes do projeto curricular. Organiza as decisões curriculares pelas perguntas 
sobre conteúdos, sequência, metodologia e avaliação.
Pacheco - fases e níveis de decisão. Apresenta a passagem da fundamentação teórica à avaliação e 
distingue decisões político-administrativas, de gestão e de realização.
Sacristán - currículo em diferentes níveis de concretização. Mostra a transformação do currículo 
do prescrito ao avaliado.
Guia de Estudos - Currículo: teoria e prática | Página 4
Tópico 3 - Currículo e cenários históricos
 Na Europa, o Iluminismo rompe com modelos fortemente controlados pela Igreja e valoriza razão, 
racionalismo e ciência.
 No século XIX, influências iluministas e positivistas favorecem a divisão do conhecimento em 
disciplinas, a hierarquização dos estudantes e avaliações classificatórias.
 No século XX surgem críticas ao currículo centrado em transmissão de conteúdos descolados da 
vida; correntes marxistas enfatizam emancipação e luta de classes.
 John Dewey, nos EUA, propõe uma visão pragmatista: aprender fazendo, autodomínio e 
autogoverno.
 Bobbitt consolida uma perspectiva tecnicista, conservadora e orientada pela eficiência, 
aproximando currículo e organização fabril.
 Tyler sistematiza o currículo pela seleção de objetivos, experiências de aprendizagem e avaliação 
da eficácia.
 No Brasil, a Escola Nova recebe forte influência de Dewey. O Manifesto dos Pioneiros da Educação 
Nova (1932) defende escola única, pública, laica, obrigatória e gratuita.
 A influência norte-americana se intensifica com acordos MEC-USAID e a visão tecnicista também 
aparece na legislação e formação educacional.
No livro: Resumo do Tópico 3, p. 51 do livro.
Teóricos centrais do Tópico 3
John Dewey - pragmatismo / Escola Nova. Defende aprendizagem pela experiência e pelo fazer, com 
maior protagonismo do estudante.
Franklin Bobbitt - teoria tradicional / tecnicismo. Currículo racionalizado, eficiente, com objetivos 
definidos e resultados mensuráveis; inspirado no modelo fabril.
Ralph Tyler - objetivos e avaliação. Organiza currículo pela definição de objetivos, experiências de 
aprendizagem e verificação dos resultados.
Anísio Teixeira - Escola Nova no Brasil. Importante representante brasileiro do movimento 
renovador influenciado pelo pensamento de Dewey.
Tópico 4 - Teorias e tendências contemporâneas
ESTA É UMA DAS PARTES MAIS IMPORTANTES DO LIVRO
A prova pode pedir associação de conceitos às teorias tradicional, crítica e pós-crítica. Estude as 
diferenças e os autores.
Aspecto Tradicional Crítica Pós-crítica
Pergunta dominante Como fazer/organizar? Por que este conhecimento? 
Quem se beneficia?
Como verdades, identidades 
e diferenças são produzidas?
Racionalidade Técnica Comunicativa/dialética Subjetiva/discursiva
Conceitos
objetivos, eficiência, 
metodologia, didática, 
organização,avaliação
ideologia, poder, classe 
social, capitalismo, 
reprodução, emancipação, 
resistência, currículo oculto
identidade, diferença, 
alteridade, subjetividade, 
discurso, saber-poder, 
gênero, raça, etnia, 
sexualidade, 
multiculturalismo
Guia de Estudos - Currículo: teoria e prática | Página 5
Foco organizar ensino e 
resultados
compreender desigualdades 
e relações de poder
ampliar análise do poder e 
problematizar 
identidades/discursos
 Teorias tradicionais: Bobbitt é o principal precursor no livro; forte relação com Taylor e 
administração científica.
 Teorias críticas: bases filosóficas em Kant, Hegel e Marx. Questionam o status quo, desigualdades e 
injustiças; querem compreender o que o currículo faz.
 Teorias pós-críticas: não “superam” simplesmente as críticas. Deslocam o foco para análises 
discursivas, subjetividade, identidade, diferença e relações saber-poder.
 Multiculturalismo: defende a diversidade cultural e rejeita hierarquização entre culturas; articula 
cultura e poder.
 Estudos culturais: analisam culturas e práticas sociais; podem seguir linhas etnográficas e também 
análises de textos, mídias e cultura popular.
 Currículo híbrido: aproxima popular/culto, teoria/prática, escola/realidade; no ensino híbrido 
contemporâneo também articula presencial e a distância.
 Tecnologias digitais: o currículo precisa incorporar mudanças tecnológicas e adequar conteúdos e 
estratégias pedagógicas ao novo perfil dos estudantes.
No livro: Resumo do Tópico 4, p. 108-109 do livro; quadro comparativo de teorias, p. 93.
Teóricos da Unidade 1 - associação rápida
Bobbitt - tradicionalismo. eficiência, objetivos, resultados, modelo fabril
Tyler - tradicionalismo. objetivos, experiências de aprendizagem e avaliação
Taylor - administração científica. tempo, planejamento, divisão do trabalho; influência sobre 
Bobbitt
Apple - teoria crítica. poder, ideologia, seleção do conhecimento, currículo oficial e oculto
Giroux - teoria crítica. resistência, emancipação, voz, professor como intelectual transformador
Althusser - teoria crítica. escola, ideologia e reprodução
Paulo Freire - teoria crítica/libertadora. diálogo, conscientização, emancipação, crítica à educação 
bancária
Bourdieu - reprodução social e cultural. relações entre escola, cultura e desigualdades
Michael Young - Nova Sociologia da Educação. seleção e legitimidade do conhecimento escolar
Foucault - pós-crítica/pós-estruturalismo. saber-poder, discurso, subjetividade, normalização
Corazza - pós-crítica. verdades parciais, subjetividade e relações de poder
Tomaz Tadeu da Silva - teorias do currículo. sistematiza conceitos das teorias tradicional, crítica e 
pós-crítica
Guia de Estudos - Currículo: teoria e prática | Página 6
UNIDADE 2 - Metodologicamente falando: currículo na prática 
educativa
O QUE VOCÊ PRECISA DOMINAR
Currículo e cultura; perspectiva tradicional, crítica e pós-crítica da cultura; interculturalidade; 
interdisciplinaridade, multidisciplinaridade, transdisciplinaridade, pluridisciplinaridade e 
polidisciplinaridade; conhecimento x saber; educação x ensino x treinamento; avaliação 
classificatória, libertadora, diagnóstica, formativa, somativa e pós-crítica.
Tópico 1 - Currículo, cultura e prática educativa
 O conceito de cultura muda historicamente: cultivo da terra; mente “cultivada”; ideia de 
civilização/progresso; depois compreensão mais ampla como sistema de vida e expressão de 
grupos diversos.
 O currículo também é um campo de construção e disputa de significados. Cultura e currículo não 
são neutros.
 A escola deve ser compreendida como espaço de cruzamento de culturas e saberes; diversidade 
deve ser reconhecida positivamente.
 Perspectiva tradicional: tende a uma cultura unitária, homogênea e dominante; silencia outras 
vozes e diferenças.
 Perspectiva crítica: cultura está ligada a classes e conflitos sociais; currículo é espaço de luta pela 
manutenção ou superação de divisões sociais.
 Perspectiva pós-crítica: cultura produz subjetividades e discursos; currículo é espaço de produção 
simbólica de identidades e diferenças em relação com o poder.
 Educação intercultural: reconhecimento das diferenças e desconstrução de identidades 
naturalizadas; busca sensibilidade para pluralidade de valores e universos culturais.
No livro: Resumo do Tópico 1 da Unidade 2, p. 146-147.
MEMORIZE
Interculturalidade = diversidade + pluralidade + reconhecimento do outro + diálogo entre culturas. 
Não combina com cultura homogênea e unitária.
Teóricos centrais do Tópico 1
Candau - interculturalidade e diversidade. Referência para discutir pluralidade cultural, diferença 
e reinvenção da escola.
Veiga-Neto - cultura e educação. Contribui para problematizar o conceito de cultura e suas relações 
com a educação.
Tomaz Tadeu da Silva - cultura, identidade e currículo. Relaciona currículo a territórios 
contestados, identidade social e estudos culturais.
Nilma Lino Gomes - diversidade étnico-cultural. Enfatiza diversidade e reconhecimento de grupos 
historicamente silenciados.
Guia de Estudos - Currículo: teoria e prática | Página 7
Tópico 2 - Produção do conhecimento na organização curricular
Conceito Definição para a prova Palavra-chave
Interdisciplinaridade
Metodologias e conhecimentos de 
outras disciplinas são articulados; o 
professor domina sua área e recorre a 
outras para aprofundar temas.
integração/diálogo
Multidisciplinaridade
Um mesmo tema é trabalhado por 
várias disciplinas, mas elas 
permanecem fixas e sem preocupação 
de interligação.
várias sem integrar
Transdisciplinaridade
Promove interconexões e atividades 
colaborativas, ultrapassando fronteiras 
disciplinares e visando formação 
integral.
ultrapassa fronteiras
Pluridisciplinaridade Relações significativas entre diferentes 
disciplinas. relações entre disciplinas
Polidisciplinaridade Relaciona-se aos métodos ou meios 
utilizados na produção dos saberes. métodos/meios
 Conhecimento: conjunto de dados/elementos articulados logicamente, podendo ser obtido por 
estudo e elaboração teórica.
 Saber: soma de conhecimentos adquiridos e interpretados nas experiências; pode estar 
relacionado a vivências e práticas.
No livro: Resumo do Tópico 2 da Unidade 2, p. 165.
MACETE
MULTI = várias disciplinas sem integração. INTER = integração. TRANS = ultrapassa as fronteiras. 
PLURI = relações significativas entre disciplinas.
Teóricos centrais do Tópico 2
Japiassu - interdisciplinaridade. Referência clássica para criticar a fragmentação do saber e pensar 
relações entre disciplinas.
Sant é - ոմ currículo integrado. Relaciona globalização e interdisciplinaridade e defende integração 
de conhecimentos.
Morin - complexidade. Critica o isolamento dos conhecimentos e estimula articulação entre saberes 
e realidade.
Tópico 3 - Educação, ensino e treinamento
 Educação: processo amplo, relacionado à vida, à sociedade, à transformação e à formação 
humana. Atua como mediação entre indivíduo e sociedade.
 Ensino: relacionado à transmissão, organização e apropriação de conhecimentos já existentes no 
processo de desenvolvimento dos sujeitos.
 Treinamento: repetição ou adestramento de uma ação sem necessariamente envolver criticidade e 
reflexão.
 O livro privilegia uma educação e um ensino que considerem realidade, transformação social, 
conhecimento e reflexão crítica, distanciando-se do simples treinamento.
No livro: Resumo do Tópico 3 da Unidade 2, p. 176.
Guia de Estudos - Currículo: teoria e prática | Página 8
MEMORIZE
Educação = formação e transformação. Ensino = relação com conhecimentos e ato de ensinar. 
Treinamento = repetição/adestramento sem crítica.
Teórico central do Tópico 3
Paulo Freire - educação crítica. Ajuda a diferenciar uma educação transformadora de práticas 
meramente repetitivas ou bancárias; valoriza diálogo, consciência e autonomia.
Tópico 4 - Currículo e avaliação
 A avaliação deve fornecer informações para melhorar o ensino, o trabalho docente e a 
aprendizagem;não deve ser apenas um mecanismo de atribuição de notas.
 Diagnosticar dificuldades não é emitir um veredito; é analisar a situação do estudante e as 
condições de ensino para tomar decisões.
 Avaliação classificatória: enfatiza notas, seleção, classificação e pode contribuir para segmentação 
e exclusão.
 Avaliação libertadora: inspirada em Paulo Freire; dialógica, inclusiva e orientada à autonomia e 
emancipação.
 Avaliação diagnóstica: identifica contexto, conhecimentos e dificuldades para orientar decisões 
pedagógicas.
 Avaliação formativa: acompanha avanços e dificuldades ao longo do processo, permitindo 
intervenção e reorientação.
 Avaliação somativa: ocorre ao final de um período/trabalho e enfatiza o resultado final.
 Perspectiva pós-crítica: examina avaliação como tecnologia de poder, controle, regulação, 
normalização e disciplinamento.
 Portfólio e mapas conceituais aparecem como instrumentos/estratégias que podem ampliar as 
formas de acompanhar a aprendizagem.
No livro: Resumo do Tópico 4 da Unidade 2, p. 207-208.
Avaliação Principal função Cuidado na prova
Libertadora emancipação, diálogo, autonomia inclui em vez de excluir
Diagnóstica conhecer situação inicial/contexto subsidiar tomada de decisão
Formativa acompanhar processo avanços e dificuldades durante o 
percurso
Somativa resultado final fim de etapa/trabalho
Classificatória classificar/selecionar ênfase em nota e posição em escala
Teóricos da Unidade 2 - associação rápida
Candau - interculturalidade. pluralidade, diversidade e reconhecimento das diferenças
Veiga-Neto - cultura. relação entre culturas e educação
Japiassu - interdisciplinaridade. integração de saberes e crítica à fragmentação
Santো��মé - currículo integrado. interdisciplinaridade e integração de conteúdos
Morin - complexidade. articulação dos conhecimentos e crítica à fragmentação
Paulo Freire - educação e avaliação libertadora. diálogo, autonomia, emancipação
Guia de Estudos - Currículo: teoria e prática | Página 9
Jussara Hoffmann - avaliação mediadora. avaliação como processo de acompanhamento, não 
simples julgamento
Perrenoud - regulação das aprendizagens. avaliação para orientar e regular o processo de 
aprendizagem
Villas Boas - portfólio. portfólio como instrumento de avaliação e trabalho pedagógico
Guia de Estudos - Currículo: teoria e prática | Página 10
UNIDADE 3 - Currículo na formação e prática docente
O QUE VOCÊ PRECISA DOMINAR
Formação inicial e continuada; professor técnico x autônomo/reflexivo; BNC-Formação; 
documentos nacionais; PCN; BNCC; dez competências gerais; planejamento educacional, curricular 
e plano de aula; seleção de conteúdos; projetos de trabalho e estrutura de projetos pedagógicos.
Tópico 1 - Currículo na práxis docente: formação em ação
 A formação docente é histórica e mudou junto com a própria escola e com as concepções de 
ensino.
 Em um primeiro momento predominou uma formação mais técnica e especializada; 
posteriormente ganha força a qualificação, autonomia, reflexão e formação continuada.
 A partir da década de 1980, a prática passa a ser vista como indispensável para aproximar o 
futuro professor do ambiente profissional.
 O currículo de formação docente deve articular competências intelectuais, técnicas, pedagógicas e 
políticas.
 Formação não termina na graduação: a prática profissional exige atualização permanente, 
reflexão e desenvolvimento contínuo.
 Há documentos nacionais que orientam a formação docente, incluindo a BNC-Formação.
No livro: Resumo do Tópico 1 da Unidade 3, p. 240.
CONTRASTE IMPORTANTE
Professor técnico: execução de métodos e prescrições. Professor autônomo/reflexivo: analisa a 
realidade, toma decisões pedagógicas, articula teoria e prática e aprende continuamente.
Teóricos centrais do Tópico 1
António Nóvoa - formação e profissão docente. Defende formação como processo ligado à 
identidade e ao desenvolvimento profissional do professor.
Donald Schön - profissional reflexivo. Valoriza reflexão na e sobre a prática como elemento 
essencial da formação.
Pérez Gómez - pensamento prático do professor. Relaciona formação docente ao profissional 
reflexivo e à capacidade de interpretar situações concretas.
Dermeval Saviani - formação docente e história da educação. Analisa formação de professores em 
perspectiva histórica e social.
Tópico 2 - Currículo em ação: BNCC
 A abertura política dos anos 1980, a Constituição de 1988 e documentos posteriores ampliam a 
construção de referenciais nacionais para a educação.
 Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) serviram como referência para currículo, projeto 
pedagógico e práticas, com forte preocupação com cidadania.
Guia de Estudos - Currículo: teoria e prática | Página 11
 O livro apresenta a BNCC, publicada em 2018, como atual documento norteador dos currículos 
brasileiros.
 BNCC orienta a Educação Básica e define aprendizagens essenciais com base em dez competências 
gerais.
 A BNCC defende formação e desenvolvimento humano global, diversidade cultural, igualdade e 
equidade.
 BNCC não é sinônimo de currículo pronto. Currículos e escolas contextualizam as aprendizagens à 
realidade local, aos estudantes e à comunidade.
 A Base é normativa: define aprendizagens essenciais como direitos dos estudantes.
 Organização citada no livro: Educação Infantil - campos de experiência; Ensino Fundamental - 
componentes curriculares, unidades temáticas, objetos de conhecimento e habilidades; Ensino 
Médio - organização por áreas e habilidades/competências conforme a Base.
No livro: Resumo do Tópico 2 da Unidade 3, p. 260; autoatividades p. 261-262.
PEGADINHA DE PROVA
BNCC e currículo têm papéis complementares. A BNCC define aprendizagens essenciais; o currículo 
em ação contextualiza, escolhe estratégias, metodologias, formas de integração e avaliação.
Tópico 3 - Planejamento em ação
 Planejar é imprescindível: racionaliza, organiza e coordena ações pedagógicas.
 Níveis: planejamento educacional (mais amplo/macro), planejamento curricular (escola/rede e 
organização curricular) e plano de aula (mais próximo do ensino-aprendizagem).
 Planejamento deve estar ligado à realidade para a qual se planeja; não pode ser mera burocracia.
 Funciona como guia com sequência, objetividade, coerência e flexibilidade.
 Libâneo destaca perguntas centrais: para que ensinar? o que ensinar? a quem ensinar? como 
ensinar? como avaliar?
 Vasconcellos alerta para dois extremos: planejamento rígido/alienante e flexibilidade excessiva 
sem orientação.
 Gama e Figueiredo definem planejamento como “organismo vivo”, adaptável às realidades e 
necessidades.
 A construção curricular deve ser participativa e envolver a comunidade escolar.
 A organização dos conteúdos precisa fazer sentido ao estudante, apresentar continuidade e 
sequência e aprofundar-se ao longo da escolarização.
No livro: Resumo do Tópico 3 da Unidade 3, p. 277; discussão de Libâneo, Vasconcellos, Gama e Figueiredo na p. 270-271.
Nível Abrangência Lembrete
Planejamento educacional sistema/ações amplas nível macro
Planejamento curricular organização do currículo articula documentos, escola e contexto
Plano de aula prática imediata do professor nível micro / mais próximo da 
aprendizagem
Teóricos centrais do Tópico 3
Libâneo - planejamento escolar. Planejamento articula objetivos, conteúdos, público, metodologia e 
avaliação, evitando improvisação e garantindo coerência do trabalho pedagógico.
Guia de Estudos - Currículo: teoria e prática | Página 12
Vasconcellos - planejamento curricular. Defende equilíbrio entre organização e flexibilidade; 
planejamento deve orientar sem engessar.
Gama e Figueiredo - planejamento flexível. Comparam o planejamento a um organismo vivo, 
adaptável às necessidades e realidades.
Sacristán - currículo e prática. Ajuda a compreender a passagem das orientações curriculares à 
prática e os diferentes níveis de concretização.
Tópico 4 - Projetos pedagógicos
 Projetos de trabalho organizam os conhecimentosescolares e registram decisões do planejamento, 
aproximando intenções e objetivos da ação pedagógica.
 Fundamentam-se na significatividade e na articulação entre conteúdos e áreas do conhecimento, 
favorecendo tratamento integrado de problemas de aprendizagem.
 Não existe um modelo único e ideal: etapas variam conforme nível de ensino, escola, grupo e 
necessidades.
 Elementos frequentes: tema/título; ano/turma; duração; justificativa; problema; objetivos geral e 
específicos; competências curriculares; metodologia; instrumentos e critérios de avaliação; 
bibliografia; materiais de apoio.
 A pedagogia de projetos valoriza o estudante como sujeito do processo e a transformação de 
informações de diferentes saberes em conhecimento próprio.
 Projetos podem ser realizados em qualquer etapa de ensino e também na formação inicial ou 
continuada de professores.
No livro: Resumo do Tópico 4 da Unidade 3, p. 307; autoatividade com Hernández e Ventura, p. 309.
ESTRUTURA PARA DECORAR
Tema -> Justificativa -> Problema -> Objetivos -> Competências/Habilidades -> Metodologia -> 
Avaliação -> Referências/recursos.
Teóricos da Unidade 3 - associação rápida
Nóvoa - formação continuada e profissão docente. formação vinculada à identidade e ao 
desenvolvimento profissional
Schön - professor reflexivo. reflexão na prática e sobre a prática
Saviani - formação docente. análise histórica e social da formação de professores
Libâneo - planejamento. objetivos, conteúdos, metodologia, avaliação e coerência pedagógica
Vasconcellos - planejamento curricular. flexibilidade sem perder orientação
Gama e Figueiredo - planejamento vivo. adaptação às necessidades e realidades
César Coll - organização curricular. o que/para quem/objetivos/valores e competências
Hernández e Ventura - projetos de trabalho. organização do currículo por projetos, integração de 
conhecimentos e protagonismo do estudante
Zabala - prática educativa. organização e reflexão sobre como ensinar
Guia de Estudos - Currículo: teoria e prática | Página 13
Revisão final - o que memorizar antes da prova
Currículo: não é neutro; é histórico, social, cultural e político; envolve seleção de conhecimentos e 
formação de sujeitos.
Coll: o que ensinar; quando; como; o que/como/quando avaliar.
Pacheco: fases: justificação teórica, planejamento, operacionalização e avaliação; níveis: político-
administrativo, gestão e realização.
Sacristán: prescrito -> apresentado -> modelado -> em ação -> realizado -> avaliado.
Bobbitt: tradicional; eficiência; racionalização; resultados; modelo fabril.
Tyler: objetivos + experiências de aprendizagem + avaliação.
Teoria crítica: ideologia, classe, poder, capitalismo, reprodução, emancipação, resistência, currículo 
oculto.
Teoria pós-crítica: identidade, diferença, subjetividade, discurso, saber-poder, gênero, raça, etnia, 
sexualidade, multiculturalismo.
Interdisciplinaridade: integração entre disciplinas.
Multidisciplinaridade: várias disciplinas, sem integração necessária.
Transdisciplinaridade: ultrapassa fronteiras disciplinares e busca formação integral.
Educação/Ensino/Treinamento: formação ampla / ato ligado a conhecimentos / repetição sem crítica.
Avaliação: diagnóstica = situação inicial; formativa = percurso; somativa = final; libertadora = 
emancipação e inclusão.
BNCC: documento normativo; aprendizagens essenciais; dez competências gerais; não é currículo 
pronto.
Planejamento: educacional -> curricular -> plano de aula; deve ser coerente, objetivo e flexível.
Projeto pedagógico: tema, justificativa, problema, objetivos, competências, metodologia, avaliação e 
referências.
Perguntas para auto-revisão
1. Por que o currículo não pode ser considerado neutro?
2. Qual a diferença entre currículo prescrito e currículo em ação?
3. Quais são as quatro perguntas de César Coll para o projeto curricular?
4. Quais são as fases do desenvolvimento curricular segundo Pacheco?
5. Como diferenciar as teorias tradicional, crítica e pós-crítica?
6. Quais conceitos devem ser associados a Bobbitt, Apple, Giroux, Freire e Foucault?
7. O que é currículo oculto?
8. Qual a diferença entre multiculturalismo e uma visão cultural homogênea?
9. Como diferenciar interdisciplinaridade, multidisciplinaridade e transdisciplinaridade?
10. Qual a diferença entre educação, ensino e treinamento?
11. Como diferenciar avaliação diagnóstica, formativa, somativa e libertadora?
12. Por que BNCC e currículo não são sinônimos?
Guia de Estudos - Currículo: teoria e prática | Página 14
13. Quais são os níveis do planejamento educacional?
14. Quais características tornam o planejamento um guia flexível e não uma prática rígida?
15. Quais elementos fundamentais compõem um projeto pedagógico?
Referência-base
BARBOSA, Ana Clarisse Alencar; FAVERE, Juliana de. Currículo: teoria e prática. 2. ed. Indaial: 
UNIASSELVI, 2021.
Observação: este guia foi elaborado exclusivamente a partir do livro enviado, com foco nos resumos de 
tópicos, conceitos centrais, autores destacados e autoatividades.
	Visão geral da disciplina
	UNIDADE 1 - O que é currículo? Seus conceitos e abordagens
	Tópico 1 - Currículo: explorando seus conceitos
	Teóricos centrais do Tópico 1
	Tópico 2 - Fases do desenvolvimento curricular
	Teóricos centrais do Tópico 2
	Tópico 3 - Currículo e cenários históricos
	Teóricos centrais do Tópico 3
	Tópico 4 - Teorias e tendências contemporâneas
	Teóricos da Unidade 1 - associação rápida
	UNIDADE 2 - Metodologicamente falando: currículo na prática educativa
	Tópico 1 - Currículo, cultura e prática educativa
	Teóricos centrais do Tópico 1
	Tópico 2 - Produção do conhecimento na organização curricular
	Teóricos centrais do Tópico 2
	Tópico 3 - Educação, ensino e treinamento
	Teórico central do Tópico 3
	Tópico 4 - Currículo e avaliação
	Teóricos da Unidade 2 - associação rápida
	UNIDADE 3 - Currículo na formação e prática docente
	Tópico 1 - Currículo na práxis docente: formação em ação
	Teóricos centrais do Tópico 1
	Tópico 2 - Currículo em ação: BNCC
	Tópico 3 - Planejamento em ação
	Teóricos centrais do Tópico 3
	Tópico 4 - Projetos pedagógicos
	Teóricos da Unidade 3 - associação rápida
	Revisão final - o que memorizar antes da prova
	Perguntas para auto-revisão
	Referência-base

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