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ELETROCARDIOGRAMA
O ECG registra:
· a atividade elétrica cardíaca
· ritmo e frequencia cardíaca
· eventos cardiovasculares
TRIÂNGULO DE EINTHOVEN
· Este triangulo é formado por derivações bipolares, ou seja, cada “ponta” tem o positivo e a outra negativo	
· ECG pega o sinal e compara um com outro
· Ele mede a diferença de potencial elétrico entre eles
· As derivações são como 3 câmeras filmando o coração de diversos ângulos 
· Isso q irá mostrar de onde e para onde o impulso elétrico do coração está indo
	DERIVAÇÃO 
	NEGATIVO
	POSITIVO
	SENTIDO DA CORRENTE
	DI
	Braço direito
	Braço esquerdo
	Da direita para esquerda
	DII
	Braço direito
	Perna esquerda
	Da direita para a perna esquerda
	DIII
	Braço esquerdo
	Perna esquerda
	Da esquerda para baixo
Além das derivações bipolares tem as derivações unipolares, que compara um membro (ou ponto do tórax) com um ponto neutro.
Estes pontos olham o coração de outro ângulo, complementando o triângulo e formando o PLANO FRONTAL COMPLETO
	DERIVAÇÃO
	ELETRODO ATIVO
	ÂNGULO EM QUE ‘ENXERGA’ O CORAÇÃO
	aVR
	Braço direito
	Âgulo superior direito
	aVL
	Braço esquerdo
	Ângulo superior esquerdo
	aVF
	Perna esquerda
	Ângulo inferior
DERIVAÇÕES PRECORDIAIS
POSICIONAMENTO
· V1- 4° espaço intercostal(eic), borda external D
· V2 – 4° eic, borda external E
· V4- 5° eic, linha hemiclavicular E
· V3- ponto médio entre V2 e V4
· V5 – 5° eic, linha axilar anterior E
· V6- eic, linha hemiaxilar E
Quando se fala de ECG de 12 derivações, é o que permite mapear a saúde de áreas especificas do coração, e aí junta todas as derivações precordiais (V1 até V6) e as derivações unipolares e bipolares
Avaliação do ECG
AVALIAÇÃO DO ECG 
· Ritmo
· Frequencia
A freqência podemos usar o método 1500
· 1500 quadrados pequenos representam 1 minuto
· Então contamos quantos quadrados pequenos existem entre duas ondas P ou ondas R
· Divida 1500 pelo total dos quadrados pequenos para obter a frequência 
Exemplo: 22 quadrados pequenos 
1500/22=68bpm/min
RITMOS
Ritmo sinusal
· Ritmo: regular
· FC:60-100
· Ondas P: antes de cada QRS
· QRS: normal
· Intervalo PR: normal
Bradicardia sinusal
Geralmente causada por aumento da estimulação parassimpática (estimulação vagal, beta bloqueadores, IAM, hipotermia, estimulação do seio carotídeo)
· Não requer tratamentos apenas caso ocorra debito cardíaco diminuído
· Atropina, o2, marca passo, protocolo ACLS
Taquicardia sinusal
· Ritmo:regular
· FC: 10-´160
· Ondas P: antes de cada QRS
· QRS: duração normal
· Intervalo PR: normal
· Geralmente causada por estimulação simpática
· Causas: febre, ansiedade, dor, hipovolemia, ICC, cafeína, broncodilatadores
· Tratar: a causa
FIBRILAÇÃO ATRIAL 
· Atividade elétrica atrial caótica e assincrônica, levando contrações atriais ineficazes
· Pode ser assintomático ou sintomática (palpitações, dor torácica, dispnéia, ICC, fadiga, tontura, sincope)
FLUTTER ATRIAL
· Ritmo: irregular
· Frequência atrial: 250 a 350 bpm
· Frequência ventricular: 60 a 100 bpm
· Ondas p: anormal, aspecto de serrote 
EXTRA-SISTOLE VENTRICULARES (ESV)
· Ritmo: irregular 
· Frequência atrial: indeterminável
· Ondas p: não visível 
· Causam: IAM, hipoxemia, hipovolemia, desequilíbrios eletrolíticos
· Limitar: cafeína, álcool e fumo
Podem ser:
· Unifocais – toda a batida extra vem do mesmo lugar, mesmo som
· Multifocal – as batidas extras vem de lugares diferentes
TAQUICARDIA VENTRICULAR 
· Não sustentada – reverte espontaneamente ou tem duração menor que 30 segundos
· Sustentada – duração maior que 30 segundos, com pulso, necessita de cardioversão elétrica por repercussão hemodinâmica
· O DC cai significativamente
· Não pode ser tolerado por muito tempo
FIBRILAÇÃO VENTRICULAR 
· Atividade ventricular caótica, ausência de DC
· Causa mais comum de morte súbita cardiáca
INTERVENÇÕES
· Desfibrilação
· Protocolo ACLS
ASSISTOLIA
· Parada cardiorrespiratória 
· Ritmo de pior prognóstico
· Não desfibrilar
TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO – TCE
· Qualquer agressão que acarrete lesão anatômica ou comprometimento funcional do couro cabeludo, crânio, meninges ou encéfalo.
TIPOS DE LESÕES 
	LESÕES PRIMÁRIAS 
	LESÕES SECUNDÁRIAS
	Agressão mecânica (impacto, aceleração, desaceleração) no momento do trauma
	Eventos fisiopatológicos que ocorrem após a lesão primária e que podem ser prevenidos e tratados
	Contusões cerebrais 
	hipóxia
	Lesão axonal difusa
	hipotensão
	Fraturas cranianas
	Hipercapnia ou hipocapnia
	Lacerações e rupturas de estruturas cerebrais
	Aumento da pressão intracraniana
CLASSIFICAÇÃO DAS LESÕES 
· Fraturas lineares – linha única, fina e continua, sem desvios dos fragmentos ósseos
· Fraturas Cominutivas – caracteriza-se pela divisão do osso em 3 ou mais fragmentos, consequência de forças de impacto muito intensas, como em acidentes de trânsito de alta energia, quedas de grandes alturas e lesões esportivas graves
· Fraturas com afundamento – ocorre quando um ou mais fragmentos osseos são pressionados em direção ao interior do crânio, podendo comprometer diretamente as mninges e o cérebros 
· Fraturas de base de crânio – afetam os osso da base (temporal, occipital, esfenoide e etóide). São lesões graves e com sinais clínicos clássicos
· Sinal de Guaxinin: equimose periorbitário (roxo ao redor dos olhos)
· Sinal de Battle: equimose retroauricular, típico de fratura (roxo atras da orelha)
· Hemotímpano: sangue atras do tímpano
· Rinorreia: vazamento de liquor através da cavidade nasal
· Otorreia:vazamento de liquor pelo ouvido
COMPLICAÇÕES 
· Altissimo risco de meningite/ encefalite
· Desenvolver abcessos, convulsões e déficts neurológicos focais
LESÕES DA MENINGE
· Laceração da dura mater
· Hematoma epidura – hematoma entre dura mater e tabua óssea 
· Hematoma subdural – sangramento dentro da caixa craniana entre a membrana que reveste o cérebro (meninge e dura mater). Sintomas: cefaléia, letargia, confusão mental e convulsões
HEMATOMA INTRACEREBRAL
· Presença de sangramento no parênquima encefálico 
· Causas: fraturas com afundamento
· Lesões por projetil
· Movimentos súbitos de aceleração/desaceleração
· Tratamento:clinico/cirúrgico
LESÃO AXONAL DIFUSA
· Lesão onde os axônios são danificados ou rompidos, geralmente resultando em coma prolongado e sequelas neurológicas mais sérias
CONCUSSÃO CEREBRAL
· Lesão temporária na função cerebral causada por impacto na cabeça ou um movimento violento do corpo, onde não é visto em exames de imagens que pode levar a sintomas como:
· Dor de cabeça
· Confusão
· Tontura
· Olhar vago
· Perda de memória
PRESSÃO INTRACRANIANA – PIC
É a pressão dentro do crânio, onde ficam o cérebro, o sangue e o líquor (líquido cefalorraquidiano).
O crânio é um espaço fechado, não dá pra “aumentar de tamanho”.
Então, se alguma coisa aumenta lá dentro, a pressão sobe.
O que tem dentro do crânio:
· Cérebro 
· Sangue 
· Líquor (LCR)
Esses três precisam ficar em equilíbrio.
Se um deles aumenta, os outros têm que diminuir, senão a pressão intracraniana (PIC) sobe.
AUTORREGULAÇÃO PRESSÓRICA ENCEFÁLICA 
· Pressão de perfusão cerebral (PPC) é a diferença entre PA media (PAM) e a PIC 
· PPC=PAM-PIC
· Fluxo sanguíneo cerebral (FSC)
· FSC: 15% DC
· PPC – 70-110mmHg
· PPC baixo = FSC insuficiente = isquemia
· PPC alto = FSC excessivo = hiperemia, edema cerebral
HIPERTENSÃO INTRACRANIANA (HIC)
· Situação resultante do aumento do volume no compartimento intracraniano
· MECANISMOS DE COMPENSAÇÃO 
· Desvio de LCR para o espaço subaracnóide espinhal
· Desvio do sangue venoso para fora do crânio
· Aumento da absorção do LCR
· Diminuição da produção de LCR
Sem sucesso=HIC
O QUE OCASIONA A ELEVAÇÃO DA PIC
Tríade de Cushing 
1. Hipertensão arterial – a pressão se eleva como uma tentativa do corpo de manter o fluxo sanguíneo para o cérebro 
2. Bradicardia – a FC dimminui para tentar compensar o aumento da pressão e proteger o cérebro
3. Alteração no padrão respiratório – pode ocorrer respiração irregular ou bradipneia, refletindo a compressão do tronco encefálico
EDEMA VASOGÊNICO· Tipo mais comum de inchaço no cérebro
· Acontece quando a barreira hematoencefálica se rompe.
· Com esta ruptura, líquidos e proteínas do sangue escampam para fora dos vasos e se acumulam no espaço entre as células, principalmente na substância branca do cérebro, isso aumenta o volume do cérebro, causando edema. 
· Causas: tumores, abcessos e AVE 
EDEMA CITOTÓXICO
· Inchaço de neurônios e células endoteliais 
· Causa: anóxia, agressão e hipóxia 
HERNIAÇÃO
· Deslocamento do tecido cerebral por aberturas rígidas
· Causa:
· Edema cerebral
· Hemorrágias
· Tumores
· Traumas
Consequências
· Alteração de consciência 
· Pupilas dilatadas
· Parada respiratória
· Déficts motores
Herniação é quando a PIC aumenta muito e o cérebro é empurrado de um lugar para outro dentro do crânio
· Tipos:
· Hérnia uncal – o lobo temporal é empurradp para baixo, comprimindo o tronco encefálico 
· Sinais: pupila dilatada, alteração da consciência 
· Hérnia transtentorial central – as estruturas centrais descem verticalmente, comprimindo o tronco encefálico
· Sinais: respiração irregular, bradicardia, coma
· Hérnia subfálcica – se desloca do centro para de baixo da foice do cérebro (que a membrana que separa os lados)
· Sinais: défic motor por compressão arterial do cérebro
· Hernia do forame magno – o cerebelo e tronco encefálico são empurrados para baixo através do forame magno 
· Sinais: parada respiratória, risco de morte cerebral
MEDIDAS TERAPÊUTICAS NO AUMENTO DA PIC
· Posicionamento no leito – elevar a cabeceira de 15 a 30° e alinhamento mento- esternal 
INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM 
· Prevenir hipertermia
· Medicamentos
· Mantas térmicas 
· Sedação
· Manitol- é uma solução cristalóide que diminui o edema cerebral e também usada para diminuir a PIC 
· Ventilação – monitorar oximetria, monitorar canografia
INSUFICIÊNCIA RENAL AGUDA : IRA
· Caracterizada pela redução abrupta da função renal, que se mantém por períodos variáveis de tempo, resultando na inabilidade dos rins em exercer suas funções
Classificação:
· Pré renal – hipovolemia, choque, desidratação, ICC – reversível, sem lesão
· Renal – glomerulonefrite, necroso cortical – lesão tecidual ou isquemia
· Pós renal – obstrução prostratica, cálculos, neoplasias – risco de necrose se grave
MANIFESTAÇÕES DA IRA
· Desequilíbrios regulação PA
· Sobrecarga volêmica
· Edema
· Oliguria
· Arritmias cardíacas
· Confusão mental
· Ureia e creatinina altos
· Potássio alto e cálcio baixo
· Acidose metabólica
TRATAMENTO
· NÃO DIALÍTICO
· Diuréticos
· Dopamina
· Dobutamina
· Retirada do agente agressor
· DIALÍTICO
· Hemodiálise
· Diálise peritonial
INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM NA IRA 
· Balanço hídrico
· Avaliação física completa – checar presença de edemas, variações do peso, ausculta respiratória.
· Solicitar exmes conforme prescrição
· Medicação segura
· Prevenção de complicações infecciosas
DIÁLISE
Fenômeno baseado em dois processos físicos, difusão e ultrafiltração, que resulta na remoção de solutos e água do sangue e do compartimento extracelular
INDICAÇÃO
· Remoção de líquidos
· Remoção de solutos
· Correção de eletrolíticas
· Correção ácido-básica
CLEAREANCE – quantidade de uma substancia que é retirada do sangue, depuração = limpeza
	mecanismo
	O que é transportado
	Força que impulsiona
	Onde ocorre
	difusão
	solutos
	Gradiente de concentração (do mais concentrado para o menos)
	hemodiálise
	osmose
	água
	Diferença de concentração de solutos 
	Diálise peritonial
	ultrafiltração
	Água e pequenas quantidades de solutos 
	Diferença de pressão transmembrana
	Pode ser em hemodiálise e peritoneal
	convecção
	Água mais solutos dissolvidos 
	Fluxo de água causado por pressão 
	hemodiafiltração
	
	
	
	
COMPLICAÇÕES 
· Reações a membrana
· Infecções
· Vazamentos
· Embolia gasosa
· Hemólise
· Reposição inadequada de fluidos
INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM
· Controle hídrico x peso diário
· Suporte nutricional parenteral e enteral
· Hipotermina x hipertermia
· Antibioticoterapia
· Avaliação periódica de exames laboratoriais
· Curativo de cateter
· Heparinização das vias
· Sangramentos
· Vazamentos
· Embolia gasosa
DIÁLISE PERITONIAL
· Infusão de líquidos na cavidade peritoneal através de um cateter flexível. E através do processo de difusão e osmose remove solutos e líquidos
ETAPAS 
· Infusão – infunde de 500 a 3500ml e tem duração de 5 a 20minutos
· Permanência – período onde ocorre as trocas entre o sangue e o liquido de diálise e tem duração de 30 a 8 horas
· Drenagem – período em que o liquido é drenado para bolsa coletora e tem duração de 20 a 1 hora
COMPLICAÇÕES
· Hipotensão
· Dor abdominal
· Sangramento
· Infecção
INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM
· Peso diário
· Mudanças de decúbito
· Exames laboratoriais
· Controle hídrico
CONTRA INDICAÇÕES DA DIÁLISE PERITONEAL
· Condições abdominais (hérnias e ostomias)
· Perda da função peritoneal
· Próteses vasculares abdominais
· Doença inflamatória
· Obesidade mórbida
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