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7.2 Tratamento farmacológico da obesidade A obesidade é uma patologia caracterizada pelo excesso de gordura corporal acumulada, com possíveis efeitos maléficos ao organismo. Um indivíduo é considerado obeso quando seu índice de massa corporal (IMC), uma medida obtida pela divisão do peso de uma pessoa pelo quadrado de sua altura, é superior a 30 kg/m², sendo a faixa de 25-30 kg/m² definida como a de um indivíduo com sobrepeso. Trata-se de uma enfermidade geralmente causada pela combinação de ingestão alimentar excessiva, falta de atividade física e susceptibilidade genética, no entanto, em alguns casos, pode ser ocasionada por genes, distúrbios endócrinos, medicamentos ou doenças mentais. A obesidade aumenta a probabilidade de várias doenças: diabetes tipo 2, apneia obstrutiva do sono, osteoartrose, depressão, certos tipos de tumores e, particularmente, doenças cardíacas. A visão de que as pessoas obesas comem pouco e ainda ganham peso pelo fato de ter um metabolismo lento muitas vezes não corresponde à realidade: em média, as pessoas obesas têm um gasto de energia maior que as pessoas magras, em razão da energia necessária para manter sua massa corporal acima da média. A obesidade pode ser evitada através de uma combinação de mudanças sociais e escolhas pessoais; as alterações com relação a dieta e a exercício físico são principais tratamentos para essa patologia. A qualidade da dieta pode ser melhorada por meio da redução do consumo de alimentos ricos em energia (como aqueles com alto teor de gordura e açúcares) e do aumento da ingestão de fibra dietética. Medicamentos podem ser administrados juntamente com uma dieta adequada, para reduzir 0 apetite ou diminuir a absorção de gordura. Se a dieta, 0 exercício e a medicação não forem eficazes, poderão ser cogitados 0 uso de um balão gástrico ou a realização de uma cirurgia; dessa forma, será possível reduzir 0 volume do estômago (ou 0 comprimento do intestino), levando 0 paciente a sentir-se saciado com uma menor quantidade de alimentos ou obter a capacidade de absorver menos nutrientes dos alimentos. Nos dias atuais, a obesidade é a principal patologia com causas evitáveis de morte em todo mundo, com taxas crescentes em adultos e crianças. Em todo mundo em 2014, 600 milhões de adultos (13% da população) e 42 milhões de crianças menores de cinco anos eram obesos. A obesidade é mais comum em mulheres do que em homens e, embora já tenha sido vista como um símbolo de riqueza e fertilidade em outros momentos da história (e ainda seja vista assim em algumas partes do globo), trata-se de uma doença bastante estigmatizada em grande parte do mundo moderno (particularmente no mundo ocidental). 86 FARMACOLOGIA 7.2.1 Fármacos usados no tratamento da obesidade Duas classes de fármacos são utilizadas no tratamento da obesidade: anorexígenos e os inibido de lipase. fentermina e sibutramina. 1 Mecanismo de ação: esses fármacos promov um aumento na liberação de norepinefrina e de dopamina no sistema nervoso central e inib a receptação desses neurotransmissores, aumentando, assim, 0 tempo de permanência e quantidade desses neurotransmissores nas fendas sinápticas; 2 Indicação: como supresso de apetite; 3 Efeitos adversos: dependência química e psíquica, xerostomia, cefaleia, constipação; podem afetar também 0 sistema cardiovascular (aumento da frequência cardíac da pressão arterial). Orlistate: 1 Mecanismo de ação: inibidor das lipases gástricas e pancreáticas, diminuin a hidrólise dos triglicérides da dieta em moléculas menores (que podem ser absorvidas); 2 Indicação: obesidade; 3 Efeitos adversos: sintomas gastrointestinais, como manchas oleos flatulência com evacuação, urgência fecal e maior defecação; interfere na absorção das vitamir A, D, E e K e de fármacos como levotiroxina e amiodarona. Observação

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