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DERMATOPATIAS 
FÚNGICAS:
MICOSES SUPERFICIAIS
 
DERMATOFITOSE 
Dermatófitos mais comuns (>95%):
→ Microsporum canis * (zoofílico)
→ Microsporum gypseum (geofílico)
→ Trichophyton mentagrophytes (zoofílico)
OBS: *carreador assintomático⇒ gato (0 a 
88% - variação geográfica e populacional)
*80 a 85% dos casos caninos
 
DERMATOFITOSE
Fungos geofílicos:
- Fontes de infecção: solo contaminado
- Frequência: esporádica ( adultos)
b) Doença debilitante/Stress
c) Imunodeficiência (Felinos: FIV;FeLV)
d) Nutrição inadequada
e) Clima quente/úmido; ↑ contaminação amb. 
f) Terapia imunossupressora concomitante
 
DERMATOFITOSE
.Infecção: 
1) Dose infectante + Indivíduo susceptível
(Nº mínimo de esporos) (Mec.defesa + Fat.predisponentes)
2) O dermatófito penetrou o estrato córneo 
ou invadiu os folículos pilosos e está se 
mutliplicando e produzindo queratinases
(crescimento fúngico > descamação normal da epiderme)
 
DERMATOFITOSE
Esporos de ectotrix:
- Observados aos milhares ao longo das hastes 
pilosas (superfície do pêlo)
- ↑prurido⇒↑escamação/pêlos⇒ ↑esporos 
- Viabilidade no ambiente por meses a anos
 (reservatório a longo prazo de material infectante 
para outros animais e humanos - ZOONOSE)
 
DERMATOFITOSE
Hifas Fúngicas:
- enfraquecem a haste do pêlo (quebradiço)
- crescem dentro da haste do pêlo em direção ao 
bulbo e extrato córneo e param quando 
encontram tecido vivo (epitélio vivo)
- seus produtos metabólicos são liberados dentro 
do tecido epitelial vivo estimulando uma 
resposta imune por parte do hospedeiro 
 
DERMATOFITOSE
APRESENTAÇÃO CLÍNICA:
1) Prurido (autosensibilização):
. Ausente . Moderado . Intenso
2) Lesões Clássicas:
- alopecia ou hipotricose macular 
- lesões descamativas e crostosas leves a 
 moderadas (exfoliativa x papulocrostosa)
 
DERMATOFITOSE
. Distribuição: focal, multifocal ou difusa
(cabeça, face, e membros)
 Cães e Gatos
 - alopecia, descamação, crostas, eritema, 
foliculite (pápula de orientação folicular)
 Diagnóstico diferencial: - Piodermites
 - Demodicose
 
DERMATOFITOSE
Kérion⇒ lesão firme, elevada, alopécica e 
eritematosa (#: Neoplasia; Dermatite de 
lambedura acral)
 - M. Gypseum ou T. mentagrophytes
Onicomicose⇒ unhas ressecadas, quebradiças 
e deformadas (leito ungueal inflamado e 
doloroso)
- T. mentagrophytes
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
DERMATOFITOSE
3) Variante atípica canina
. Dermatose pustular subcorneal acantolítica e 
neutrofílica (#: Pênfigo foliáceo)
4) Variantes atípicas felinas
- Alopecia simétrica*
- Auto-mutilação severa focal
- Dermatite miliar * 
 
DERMATOFITOSE
- Foliculite
- Acne (Piodermite mentoniana)
- Kérion
- Pseudomicetoma:
 Nódulos firmes que se formam pela invasão da 
derme e tecido subcutâneo pelo dermatófito (dorso 
do tronco, base da cauda)
 
DERMATOFITOSE
Obs:
a) M. Gypseum: lesões hiperqueratóticas 
proliferativas (face e patas)
b) T. Mentagrophytes: inflamação mais 
severa
(lesões regionais, bem demarcadas, prurido) 
→ Dermatofitose é diagnóstico diferencial 
de quase toda dermatopatia felina
 
DERMATOFITOSE
→ No caso de dermatofitose difusa, procurar doença 
de base ou imunossupressão (cães adultos sadios 
são relativamente resistentes a dermatofitose 1ª)
→ Animais com lesões localizadas possuem pêlos de 
aparência normal em outras partes do corpo mas 
também infectados
→ Apresenta-se em quase todos os padrões 
dermatológicos conhecidos
 
DERMATOFITOSE
Carreadores felinos assintomáticos:
1º Grupo: gatos realmente infectados com 
lesões sutis ou subclínicas
- grande suprimento contínuo de esporos
 (contaminam o ambiente) 
- cultura fúngica positiva
- terapia agressiva (↑ risco)
 
DERMATOFITOSE
2º Grupo: gatos não infectados que somente 
carreiam material infectante na pelagem
- fômites 
 (pequeno número de esporos)
- cultura fúngica positiva
- terapia tópica (↓ risco)
OBS: triagem com lâmpada ultravioleta 
detecta cepas fluorescentes de M.canis
 
DERMATOFITOSE
DIAGNÓSTICO:
1) EXAME DE LUZ DE WOOD
Método de triagem inicial (M.canis)
Limitações:
- nem todas cepas fluorescem (50% M.canis)
- Falso positivo (produtos tópicos)
- Falso negativo (produtos tópicos – ex: iodo)
 
DERMATOFITOSE
Fluorescência
⇒metabólitos somente produzidos quando o 
fungo está em crescimento na haste pilosa
(qualquer fluorescência em debris crostosos, 
escamas epidérmicas ou unhas é falsa)
Principal finalidade:
⇒ Auxílio na escolha dos pêlos para um 
exame microscópio ou cultura
 
DERMATOFITOSE
2) TRICOGRAMA (TRICOGRAFIA)
Corresponde ao exame microscópico direto 
dos pêlos após digestão com solução 
clareadora:
- Hidróxido de potássio(10-20%);Clorfenolac
- Clorazol (100 mg clorazol negro E em 10 
ml de DMSO; + 90 ml salina c/ 5 g KOH) 
 
DERMATOFITOSE
a) Colocar algumas gotas do material 
clareador (corante), promover leve 
aquecimento e aguardar 5 a 10 minutos 
antes da realização do exame (KOH) 
b) Cobrir o material com lamínula ao levar ao 
microscópio. Avaliar a morfologia dos 
pêlos (10X) e em seguida procurar por 
esporos (40X) 
 
DERMATOFITOSE
Inspecionar:
- Regularidade de cortical (haste)
- Continuidade de medular (haste)
- Qualidade das extremidades pilosas
- Base (estágio de desenvolvimento folicular) 
Limitações (sensibilidade de 65 a 75%):
- Falso negativo p/esporos (seleção x debris)
- Falso positivo p/esporos (artefatos) 
 
DERMATOFITOSE
Causas de extremidades anfractuosas ou abruptamente 
fraturadas:
1) Traumática (“Grooming” excessivo/Prurido)
- Ectoparasitismo/DAPP
- Atopia
- Alergia Alimentar
- Hipersensibilidade a endoparasitas
- Psicogênico (felinos)
2) Infecciosa (Dermatofitose) 
 
DERMATOFITOSE
Outros achados na dermatofitose:
- irregularidade de cortical
- descontinuidade de medular
- presença de esporos (padrão morfológico e 
distributivo sugere dermatófito em questão)
Obs: pêlos com sincronização de fase de ciclo
(procurar causas metabólicas)
 
DERMATOFITOSE
3) HISTOPATOLÓGICO (HSTP)
Achados: 
Perifoliculite, Foliculite, Furunculose, Dermatite 
perivascular, Hiperqueratose, Derm. Pustular ou 
vesicular intraepidérmica, Dermatite nodular ou 
difusa
→ Hifas fúngicas ou conídios no estrato córneo, 
folículos pilosos e pêlos ou na derme e hipoderme 
no caso de pseudomicetomas 
 
DERMATOFITOSE
Colorações específicas:
- PAS
- Metenamina argêntea de Gomori
- Giemsa-Ácido orceínico
OBS: no caso de intensa reação inflamatória, 
fungos podem não ser encontrados 
 
DERMATOFITOSE
4) CULTURA FÚNGICA
Método de diagnóstico preferencial
- Técnica de coleta de amostra apropriada
- Uso correto do meio de cultura
- Identificação microscópica da colônia 
 
DERMATOFITOSE
Coleta:
1) Pêlos e escamas são removidos de uma lesão com o 
auxílio de um fórceps (luz de Wood)
2) Técnica da escova de dente*:
Escovação rigorosa da pelagem (lesional ou a 
pelagem inteira no caso de suspeita de carreadores)
OBS: nos pseudomicetomas, o material para cultura 
pode ser obtido através de aspirado ou swab do 
exsudato
 
DERMATOFITOSE
Meio de cultura⇒ DTM (dermatophyte test medium)
Constituintes: Ágar dextrose Sabourad + inibidores 
de crescimento bacteriano e saprofítico + 
vermelho fenol (indicador de pH)
Metodologia⇒ inoculação + incubação*
* Temperatura ambiente por 14-28 dias/abrigoda luz 
(crecimento usual nos primeiros 10 dias)
Obs: dermatófitos são aeróbios 
 
DERMATOFITOSE
Resultado⇒ mudança de coloração do meio + 
crescimento simultâneo da colônia*
* Colônias são brancas, algodoadas, “cremosas”; 
nunca esverdeadas, amarronzadas ou mistas 
em coloração
OBS: colônias pigmentadas são sempre 
saprófitas 
 
DERMATOFITOSE
- Crescimento de saprófitas:
1º) Colônias surgem sem que haja mudanças na 
coloração do meio
2º) Mudanças de coloração p/vermelho somente 
depois das colônias estarem bem estabelecidas 
(>14 dias)
Portanto, examinar diariamente os meios de 
cultura observando se a mudança de cor ocorre 
simultaneamente com o crescimento da colônia 
ou após o mesmo.
 
DERMATOFITOSE
Identificação da colônia:
- tocar a superfície da colônia com uma fita 
transparente e em seguida colocá-la em uma 
lâmina previamente preparada com uma gota de 
novo azul de metileno(microscopia – 10x ) 
 ⇒cada dermatófito apresenta macroconídias, 
microconídias e hifas com características próprias 
 
DERMATOFITOSE
Terapia:
Objetivos:
1) Encurtar o curso da infecção (ter.sistêmica)
2) Minimizar a disseminação de material 
infectante para o ambiente (ter.tópica + 
descontaminação ambiental)
 
DERMATOFITOSE
Dermatofitose localizada:
Lesão localizada X Pêlos infectados
→ Antifúngico tópico 
1) Creme ou loção BID 
(miconazol, clotrimazol, cetoconazol, clorexidine)
2) Shampoo – 2X/semana*
(micoconazol, clorexidine, cetoconazol)
 
DERMATOFITOSE
Primordial:
 resposta desfavorável (2-4 semanas)
→ Associar terapia sistêmica
Protocolo alternativo:
- Lufenuron: 50-60 mg/Kg q 21 dias
. no início da terapia tópica
. 95% casos→ 1 única dose (2ª dose, 5%)
 
DERMATOFITOSE
 Tosa
Desvantagens: 
- fratura dos pêlos
− ↑ contaminação ambiental 
 (remoção + desinfecção) 
Indicação: ambiente com múltiplos gatos 
I) Todos aqueles identificados por cultura
II) Obrigatoriamente associado a desinfecção
 
DERMATOFITOSE
Dermatofitose generalizada:
Terapia tópica e sistêmica + Descontaminação
→ Terapia sistêmica
1º) Griseofulvina PO
Microsized – 50 mg/Kg/dia (max. 120mg/Kg)
(÷ 2 tomadas; absorção lipídica dependente)
Ultramicrosized – 5-10 mg/Kg/dia
 
DERMATOFITOSE
Particularidades:
- teratogênico - evitar em FIV/FeLV +
- mielossupressão (hemograma q 2 semanas)
- uso somente em idade > 6 semanas
Efeitos adversos:
- náusea, vômito e diarréia*
- reações idiossincráticas(icterícia, ataxia) 
 
DERMATOFITOSE
Antes do início da terapia:
- hemograma e bioquímica sérica
2º) Azoles
→ Imidazoles: Cetoconazol PO
Dose – 10 mg/Kg/dia (c/refeição)
Obs: . 2ª opção no caso de resistência a 
griseofulvina em cães (evitar em gatos) 
 
DERMATOFITOSE
Efeitos adversos:
- anorexia, náusea, vômito e diarréia 
- depressão e perda de peso
 (dose dependentes; 25% dos gatos)
- hepatotoxicidade (rara)
(Mensal: enzimas hepáticas)
Cuidado: teratogênico
 
DERMATOFITOSE
Particularidades:
- ↓ colesterol, ↓ cortisol, ↓ hormônios 
esteroidais (doses > 10 mg/Kg/dia no cão)
Interações medicamentosas:
. Anticonvulsionantes . Glicocorticóides
. Ciclosporina . Cisaprida . Insulina
Eficácia nos cães resistentes à griseofulvina ?
 
DERMATOFITOSE
→Triazoles: . Itraconazol . Fluconazol
Itraconazol PO
Dose – 5-10 mg/Kg/dia (c/ refeição gordurosa)
Particularidades:
 - ↑ conc. cutâneas (3 a 10X/ plasma)
 - ↑ duração de efeitos (forte ligação a queratina)
 - ↓ toxicidade, ↓ interações medicamentosas
 
DERMATOFITOSE
Eleição: pseudomicetoma dermatofítico
Protocolo alternativo:
- terapia pulsátil⇒ administração diária por 15 
dias c/descanso de 15 dias (1 a 3 cursos)
Efeitos adversos (incomuns, princ. em ):
- anorexia() - Vômito e diarréia()
− ↑ ALT/FA() - Vasculite cutânea idiop.()
 
DERMATOFITOSE
Limitações:
- segurança na prenhez não estabelecida
- ↑ custo
Fluconazol PO (IV) 
Dose – 2,5 5,0 mg/Kg/dia (,)
Particularidades
- hidrossolúvel ( ↑ absorção/biodisponibilidade)
 
DERMATOFITOSE
- ↓ metabolização; eliminação renal
- ↑ conc. pele e unhas
Efeitos adversos: TGI (incomuns)
Limitação: ↑ custo
→Alilaminas: . Terbinafina PO
Dose experimental: 20 mg/Kg/dia
 
DERMATOFITOSE
Em humanos:
- ↓ efeitos adversos (TGI)
- sem interações medicamentosas 
- sem contra-indicação p/ gestantes
Avaliação da terapia sistêmica:
 - Início de melhora ⇒ 2 semanas
 - Tempo médio de terapia ⇒ 6-8 semanas
(ideal até 2-4 semanas após aparente cura clínica + cultura 
fúngica negativa)
 
DERMATOFITOSE
I) Lesões persistentes > 8 semannas de terapia
 - cepa resistente
 - desordem sistêmica de base 
 - predisposição genética (base individual)
II) Resolução completa das lesões e cultura + 
 - recontaminação de esporos ambientais
(medidas de controle amb. mais rigorosas)
 
DERMATOFITOSE
→Vacinas p/ Dermatófitos (M.canis) 
Uso: tratamento e prevenção dos sinais 
clínicos associados com a infecção
Obs: não previne a infecção, nem elimina o 
fungo
Indicação: terapia adjuvante em um programa 
de controle de área endêmica 
 
DERMATOFITOSE
Vacina inativada (SC)
- 1ª dose: > 4 meses
- 2ª dose: q 2semanas
- 3ª dose: q 4 semanas
Booster vacinal: não estipulado
Não recomendada p/uso rotineiro (profilaxia 
de gatos saudáveis) (A.F.M./A.A.F.P.)
 
DERMATOFITOSE
→ Controle ambiental (Descontaminação)
1º) Remoção mecânica
- vassoura, aspirador de pó, tosa 
2º) Produtos
- Água sanitária (no máximo, 1:10)
- Formalina 1% (tóxica – gatos/humanos)
(lavar previamente c/água quente e detergente)
 
DERMATOFITOSE
REVISÃO:
I) Paciente único
- tosa ±
- terapia tópica (2x/semana ⇒ shampoo)
- terapia sistêmica/ monitoramento q 15dias 
(forma generalizada/± forma localizada)
- descontaminação ambiental 
 
DERMATOFITOSE
II) Gatis
1ª Etapa:
 1 – Separar suspeitos e óbvios dos gatos ap.idôneos 
até resultado da cultura
 2 – Quarentena do gatil (,, e visitantes)
 3 – Tosar os positivos+descontaminação amb 
 4 – Terapia tópica c/shampoos (2x/semana) 
 
DERAMTOFITOSE
* Se lesões melhoram, novas lesões não 
aparecem e nenhum outro gato se torna 
infectado ⇒ manter todo protocolo até 1 
 mês após culturas negativas
* Protocolo ineficaz ⇒ Etapa 2
2ª Etapa:
 5 – Terapia sistêmica (griseofulvina/itraconazol) 
 
DERMATOFITOSE
 6 – Considerar o uso da vacina p/dermatófito
Ideal:
- culturas fúngicas mensais
- gato livre de infecção após 2-3 culturas 
negativas + ausência de lesões 
(12-16 semanas de terapia - ↑↑↑ custo)
→ 3 áreas:- /- pós terapia /+ em terapia
 
DERMATOFITOSE
Prevenção:
- Descontaminação ambiental (remoção dos 
pêlos SID; aspirador de pó – 2x/semana; 
desinfecção 2x/semana)
Obs: gaiolas e caixas de transporte (limpeza 
diária c/ clorexidine 1:4)/ utensílios de 
grooming e brinquedos (desinfectados)
 
DERMATOFITOSE
- Quarentena de novos gatos introduzidos 
ou aqueles que sairam e estão retornando 
até resultado da cultura ser conhecido 
(terapia tópica profilática c/xampu q 5 dias)
- Detecção precoce de quebra no controle 
antes da disseminação (culturas fúngicas 2 
vezes por ano)
 
DERMATITE POR 
MALASSEZIA
 
Dermatite por Malassezia
1) Classificação
Levedura saprofítica não micelial, lipofílica 
e de formato globoso a elipsoidal
Espécies conhecidas:
- M. pachydermatis - M. sympodialis (H,C,G,B)
- M. obtusa (H) - M. restricta (H) - M. furfur
- M. slooffiae (S*, H,B) - M. globosa (H,G,B) 
 
Dermatite por Malassezia
Espécie de importância em pets ():
→ Malassezia pachydermatis
Isolada ():
- pele normal e doente 
(dermatomicose superficial canina)
- ouvido normal e doente
- lábios e mucosa oral 
- sacos anais, vagina e mucosa anal 
 
Dermatite por Malassezia
Ate´o momento:
 M. Pachydermatis é membro da microbiota 
da pele e da mucosa normal de cães
↓ nº na pele X ↑ nº na mucosa
Malassezia tem sido isolada com ↓ F. em 

Gatos saudáveis: Malassezia globosa 
 Malasseziasympodialis
 
Dermatite por Malassezia
Patogenia:
- Infecções cutâneas e auriculares 
secundárias (natureza oportunista)
Fatores predisponentes:
1) Acúmulo de umidade + quebra de 
barreira epidérmica (ex:dobras cutâneas)
2) Excesso de cerumen ± acúmulo de 
umidade (ex: otites fúngicas) 
 
Dermatite por Malassezia
3) Mudanças nos lipídios de superficíe:
- Lipases bacterianas (Piodermites)
- Efeitos hormonais (Endocrinopatias)
- Desordens de queratinização (Seborréias)
- Doenças alérgicas
- Distúrbios nutricionais/metabólicos 
(ENM, Neoplasia, Def. de Zn)
 
Dermatite por Malassezia
4) Redução da função de barreira cutânea e 
alteração do sistema imune
- Doenças alérgicas 
- Endocrinopatias
- Distúrbios metabólicos
- FIV, FeLV ()
uso a longo prazo de corticosteroides 
 
Dermatite por Malassezia
Prevalência Racial:
- Basset hound, Dachshund, Pastor Alemão, 
Boxer, Cocker Spaniel, Maltês, Lhasa Apso, 
Bloodhound, Shitzu, Poodle toy, Schnauzer 
miniatura, Weimaraner, Shetland Sheepdog, 
Beagle, Collie, Chihuahua, Setter Inglês e Terriers
Predisposição hereditária
Dermatite por Malassezia X Desordens primárias
 
Dermatite por Malassezia
Sinais clínicos: 
1) Lesões (morfologia) 
- Prurido variável* - Alopecia traumática
- Eritrodermia esfoliativa (eritema e 
seborréia oleosa – odor forte) - Crostas
 - Hiperpigmentação - Liquenificação 
Padrões: maculopapular, papulonodular, 
 esfoliativo 
 
Dermatite por Malassezia
2) Lesões (distribuição)
- Face (lábios, focinho, orelhas)
- Cervical ventral e abdomen
- Patas (interdigital, leito ungueal)
- Dobras cutâneas 
- Regiões: axilar, perianal, coxas (medial)
 Fator perpetuante de otite externa (prurido, inflamação, 
exsudato ceruminoso marron-amarelado)
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Dermatite por Malassezia
Felinos:
-Otite externa (descarga ceruminosa escura)
-Acne mentoniana
-Eritrodermia esfoliativa generalizada
-Prurido
OBS: recorrência ⇒ pesquisar retroviroses
 
Dermatite por Malassezia
Diagnóstico:
1) Exame citológico
- raspados cutâneos superficiais ¹
- swab de algodão ¹
- impressão com fita de acetato ²
- impressão direta com lâmina ¹
 ¹ → fixados por calor e corados (Gram, Giemsa, Azul de 
metileno)
 ² → corado com azul de metileno
 
Dermatite por Malassezia
Resultado:
- ↓ nº a ↑ nº de organismos leveduriformes
(quantidade patogênica?)
:
 Suspeita clínica + evidência ± resposta a
(achados e história) citológica terapia
 
Dermatite por Malassezia
2) Cultura
 Meio: ágar dextrose Sabouraud (30ºC; 30% U)
(única espécie não dependente de lipídios p/ crescimento in 
vitro)
Resultado: interpretado de acordo com o caso
 2 tipos de colônias  Pequena (↓ crescimento)
  Grande (↑ crescimento)
Colônias pequenas ( 2 mm) ⇒ Ia e Ie
 
Dermatite por Malassezia
Crescimento: até 7 dias (colônias amarelo-laranja) 
OBS: atenção para avaliação de espécies dependente 
de lipídios 
3) HSTP (PAS)
 - identificar leveduras (↓ sensibilidade) e doença 
basal
Levedura: - extrato córneo
 - infundíbulo folicular
 - ductos e glândulas sebáceas 
 
Dermatite por Malassezia
Achados:
- Hiperqueratose ortoqueratótica
- Paraqueratose focal
- Hiperplasia epidérmica irregular
- Espongiose epidérmica e crostas
- Exocitose linfocitária e inf. neut. epidérmico
- Alinhamento subepidérmico de mastócitos*
- Inflamação intersticial/perivascular superficial 
(derme) 
 
Dermatite por Malassezia
Diagnósticos diferenciais:
- Dermatite alérgica (contato, atopia, alimentar)
- Erupção medicamentosa
- Foliculite bacteriana* 
- Demodicose*
- Escabiose
- Acne felina
Sinergismo: S. Intermedius + M. pachydermatis
 
Dermatite por Malassezia
Terapia:
1) Diagnosticar e tratar as causas de base ou fatores 
predisponentes (evita recidivas)
2) Medicamentos antifúngicos
Terapia sistêmica + Terapia tópica
⇒Azoles (fornecidos com alimentação)
Efeitos colaterais: anorexia, vômito e diarréia
(dose dependente) 
 
Dermatite por Malassezia
Efeitos adversos:
- ↑ conc. enzimas hepáticas, icterícia, 
hepatotoxicidade 
→ Cetoconazol 10 mg/Kg/SID ou BID PO
→ Itraconazol 5 mg/kg/dia PO
Duração: 21 a 30 dias ou 7 a 10 dias pós-cura
OBS: causa de base não controlada⇒ terapia 
antifúngica mais longa (terapia em pulso)
 
Dermatite por Malassezia
Monitoramento:
- bioquímica sérica hepática antes do início 
da terapia e a cada 4-6 semanas
- melhora inicial usualmente após 7-14 dias
- reavaliações a cada 21 dias (citologia)
Casos recidivantes:
- terapia tópica semanal + azole (2 x /sem.)
 
Dermatite por Malassezia
⇒Terapia tópica
Shampoos (1 – 2 vezes/ semana): 
- cetoconazol 2%; miconazol 2-3%; 
clorexidine 1-4%
Cremes (lesões localizadas):
- nistatina, miconazol, clotrimazol, 
enilconazol, cetoconazol, clorexidine 
 
Dermatite por Malassezia
Obs: 
- terapia adjuvante com shampoos 
queratolíticos
Terapias tópicas alternativas:
I) Shampoo desengordurante + solução 1:1 de 
vinagre e água (secar ao ar)
II) Solução de ácido acético 2% e ácido 
bórico 2% 
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