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Roteiro de Aula – 10 minutos O Papel e as Atribuições do Mediador ABA Slide 1 – Abertura (1 minuto) "Bom dia/boa tarde a todos! Hoje vamos conversar sobre um profissional que tem ganhado cada vez mais espaço nos contextos escolar, clínico e domiciliar: o mediador ABA. Apesar de ser uma função bastante conhecida, ainda existem muitas dúvidas sobre suas atribuições, seus limites de atuação e sua importância dentro da equipe multiprofissional. Ao longo desta apresentação, vamos compreender qual é o verdadeiro papel desse profissional e como ele contribui para o desenvolvimento e a inclusão de pessoas com transtornos do neurodesenvolvimento." Slide 2 – Apresentação (30 segundos) "Meu nome é Pamela Tardivo, sou psicóloga, mestre em Educação e especialista em Intervenção ABA para Autismo e Deficiência Intelectual. Minha atuação é voltada para intervenções baseadas em evidências científicas e para a formação de profissionais que atuam na inclusão escolar." Slide 3 – O que é ABA? (1 minuto) "Antes de entendermos o papel do mediador, precisamos lembrar o que é a ABA. A Análise do Comportamento Aplicada é uma ciência baseada em evidências que utiliza princípios da aprendizagem para ensinar novas habilidades, promover autonomia e reduzir comportamentos que possam dificultar o desenvolvimento. Ela busca compreender como o ambiente influencia o comportamento e utiliza estratégias planejadas para favorecer a aprendizagem em diferentes contextos. Por isso, a ABA não acontece apenas na clínica; ela pode ser aplicada também na escola, em casa e em outros ambientes do cotidiano." Slide 4 – Quem é o Mediador ABA? (1 minuto e 30 segundos) "O mediador ABA é o profissional responsável por colocar em prática o planejamento elaborado pela equipe técnica. Em alguns serviços ele também pode ser chamado de aplicador, acompanhante terapêutico ou técnico comportamental. Seu trabalho não consiste apenas em acompanhar a criança. Ele ensina habilidades, aplica estratégias comportamentais, observa o comportamento, registra dados e favorece a participação da criança nas atividades do dia a dia. Ou seja, ele transforma o plano terapêutico em intervenções concretas e organizadas." Slide 5 – Principais Atribuições (2 minutos) "Entre as principais funções do mediador estão: A aplicação de estratégias comportamentais, utilizando recursos como modelagem, dicas ou prompts e retirada gradual dessas ajudas, conhecida como fading. Outra função muito importante é o registro sistemático de dados. Esses registros permitem que o supervisor acompanhe a evolução da criança e faça ajustes no plano de intervenção quando necessário. Além disso, o mediador utiliza constantemente o reforço positivo para fortalecer comportamentos adequados, favorecer novas aprendizagens e aumentar a motivação da criança durante as atividades. Vale lembrar que o mediador não cria intervenções por conta própria; ele executa estratégias previamente planejadas e sempre sob supervisão técnica." Slide 6 – Atuação no Contexto Clínico (1 minuto) "Na clínica, o ambiente costuma ser mais estruturado e controlado. Isso facilita o ensino de habilidades específicas, pois há menos distrações e maior possibilidade de organizar as atividades de acordo com os objetivos terapêuticos. Nesse contexto, o mediador aplica programas individualizados, acompanha o desempenho da criança e registra todas as respostas observadas durante a sessão." Slide 7 – Atuação na Escola e em Casa (2 minutos) "Na escola, o papel do mediador é diferente. Ele não substitui o professor e nem realiza atividades pedagógicas no lugar da equipe escolar. Sua função é favorecer a participação do aluno nas atividades propostas pelo professor, estimular a autonomia, facilitar a interação social e aplicar estratégias comportamentais quando necessário. No ambiente domiciliar, o foco geralmente está na generalização das habilidades aprendidas. São trabalhadas atividades da rotina, como alimentação, higiene, comunicação, brincadeiras e convivência familiar. Quando clínica, escola e família utilizam estratégias semelhantes, a aprendizagem acontece de forma muito mais consistente." Slide 8 – Vínculo e Pareamento (1 minuto) "Outro aspecto fundamental é o vínculo entre mediador e criança. Na ABA chamamos esse processo de pairing, ou pareamento. O objetivo é fazer com que a presença do mediador seja associada a experiências positivas. Quando existe confiança, acolhimento e respeito, a criança participa mais das atividades, aceita melhor os desafios e aprende com maior facilidade. Por isso, antes de exigir desempenho, o mediador precisa construir uma relação positiva." Slide 9 – Desafios Éticos e Conclusão (1 minuto) "Por fim, precisamos lembrar que atuar como mediador exige responsabilidade ética. É necessário respeitar os limites da própria função, manter sigilo profissional, registrar informações de forma correta e trabalhar sempre em parceria com a equipe técnica e com a família. Nenhum mediador trabalha sozinho. Seu sucesso depende da comunicação com supervisores, professores e responsáveis. Podemos concluir que o mediador ABA é uma peça fundamental na promoção da autonomia, da aprendizagem e da inclusão, sempre atuando de forma ética, técnica e baseada em evidências científicas." Encerramento (30 segundos) "Gostaria de finalizar destacando que o mediador ABA vai muito além de acompanhar uma criança. Ele é um agente de desenvolvimento, responsável por transformar estratégias planejadas em oportunidades reais de aprendizagem. Quando atua com conhecimento técnico, supervisão adequada e compromisso ético, contribui significativamente para que a criança desenvolva habilidades, participe dos diferentes ambientes e alcance maior autonomia. Muito obrigada pela atenção! Estou à disposição para perguntas."