Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

1 
 
O CLASSICISMO 
 
 
 
2 
 
 
 
NOSSA HISTÓRIA 
 
 
A nossa história inicia com a realização do sonho de um grupo de empre-
sários, em atender à crescente demanda de alunos para cursos de Graduação 
e Pós-Graduação. Com isso foi criado a nossa instituição, como entidade ofere-
cendo serviços educacionais em nível superior. 
A instituição tem por objetivo formar diplomados nas diferentes áreas de 
conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a partici-
pação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua formação 
contínua. Além de promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos 
e técnicos que constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber atra-
vés do ensino, de publicação ou outras normas de comunicação. 
A nossa missão é oferecer qualidade em conhecimento e cultura de forma 
confiável e eficiente para que o aluno tenha oportunidade de construir uma base 
profissional e ética. Dessa forma, conquistando o espaço de uma das instituições 
modelo no país na oferta de cursos, primando sempre pela inovação tecnológica, 
excelência no atendimento e valor do serviço oferecido. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3 
 
 
 
Sumário 
 
1. INTRODUÇÃO .....................................................................................4 
1.1 A literatura produzida no renascimento: o classicismo ............7 
2. CLASSICISMO EM PORTUGAL .......................................................10 
3. LITERATURA CLASSICISTA ............................................................12 
4. PERÍODO CLÁSSICO (MÚSICA) ......................................................20 
5. A MÚSICA DO CLASSICISMO (1750-1820) – FREDERICO TOSCANO 
6. UMA SÍNTESE DO CLASSICISMO E SEUS PRINCIPAIS 
COMPOSITORES .................................................................................32 
7. REFERÊNCIAS .................................................................................35 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 
1. INTRODUÇÃO 
 
O Classicismo foi um movimento cultural que fez parte do Renascimento 
europeu, durante os séculos XV e XVI. Como o próprio nome aponta, a proposta 
do Classicismo era um retorno às formas e temas da Antiguidade Clássica, ou 
seja, Grécia e Roma antigas. Tudo isso foi possível graças ao Renascimento, 
movimento científico e cultural que tomou conta da Europa no século XV. Esqui-
vando-se da censura ideológica da Igreja, pensadores e cientistas elabora-
ram novas teorias e invenções: Nicolau Copérnico propõe o modelo heliocên-
trico do Universo, Galileu Galilei descobre as leis que regem a queda dos cor-
pos, Johann Gutemberg inventa os tipos móveis para imprimir os livros, tarefa 
antes delegada aos monges copistas. 
O horizonte cultural do Renascimento era a Antiguidade Clássica. A Grécia 
Antiga é considerada o berço do pensamento ocidental (tendo influenciado dire-
tamente a cultura dos romanos), por isso o retorno às formas clássicas foi o pro-
pósito estético dos renascentistas. O Classicismo tem sua gênese na Itália, ao 
final do século XIII, com o surgimento do pensamento humanista. A Europa saía 
da idade das trevas, como ficou conhecida a Idade Média, para encontrar-se 
com a luz, representada pelo conhecimento, que foi extremamente difundido 
no Renascimento, principalmente após a invenção da imprensa, que possibili-
tou a divulgação dos autores gregos e latinos. 
Esse período foi marcado pelas grandes navegações, o desenvolvimento 
da matemática, o estudo das línguas e o surgimento das primeiras gramáticas, 
com isso, o homem passou a achar-se poderoso, o centro do universo, origi-
nando, assim, o antropocentrismo (homem em evidência), em substituição 
ao teocentrismo (Deus em evidência) da Idade Média. A Igreja Católica, antes 
absoluta, começou a perder espaço, o que aconteceu especialmente após a 
Reforma Protestante. A crise religiosa afetou a visão do homem, que não se 
desligou totalmente da religião, mas passou a enxergá-la de forma diferente, 
com mais equilíbrio. A história e a literatura caminham sempre muito juntas, 
por isso, as modificações ocorridas na sociedade foram transmitidas na Lite-
ratura. 
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/renascimento.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/renascimento.htm
https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/historia/o-que-e-antiguidade.htm
https://brasilescola.uol.com.br/geografia/geocentrismo-heliocentrismo.htm
https://brasilescola.uol.com.br/geografia/geocentrismo-heliocentrismo.htm
https://brasilescola.uol.com.br/biografia/galileu-galilei.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/invencao-imprensa.htm
https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/historia/o-que-e-grecia-antiga.htm
https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/historia/o-que-e-grecia-antiga.htm
 
 
 
5 
Em Portugal, o Classicismo foi iniciado em 1527, com o poeta Francisco 
de Sá Miranda. Este, após viver um período na Itália, veio com grandes ideias 
de renovação literária, apresentando o soneto (14 versos com 10 sílabas, dis-
tribuídos em duas estrofes com quatro versos e duas estrofes com três ver-
sos), construção poética ainda desconhecida. Além de Sá de Miranda, também 
foram destaques do Classicismo português Bernardim Ribeiro e Antonio Fer-
reira. Entretanto, o nome mais célebre desse período foi, sem dúvida, Ca-
mões. Camões publicou, em 1527, o famoso poema épico “Os Lusíadas”, que 
narra os grandes feitos do povo português. Sua obra lírica também é destaque, 
sendo o soneto o ápice da lírica camoniana. O classicismo português findou 
no ano de 1580 com a passagem de Portugal para domínio espanhol e com a 
morte de seu célebre representante Camões. 
Inserido entre o fim da Idade Média e início da Idade Moderna, o Classi-
cismo chegou em um momento de transição de poderes e ideologias. Após um 
longo período de forte influência sobre governos e seus povos, a Igreja Católica 
começou a perder espaço. Ademais, o contato com povos do oriente resultou 
em novas descobertas para os europeus. Além de seu desenvolvimento mate-
mático, os povos da Ásia e África partilharam técnicas e tecnologias inéditas de 
navegação que permitiram o avanço marítimo que impulsionou as grandes na-
vegações. Todavia, isso só foi possível devido ao Renascimento. O movimento 
cultural que se expandiu pela Europa nesse período aproveitou o enfraqueci-
mento da Igreja para exercer a incentivar a liberdade de pensamento. Assim, 
pensadores e cientistas floresceram ideias que originaram imprescindíveis teo-
rias e invenções. 
Enquanto Nicolau Copérnico sugeriu o modelo heliocêntrico de uni-
verso, Galileu Galilei avançava em estudos da física. Além disso, o conheci-
mento deu um grande passo rumo à democratização graças à invenção da 
prensa móvel de Johannes Gutenberg que passou a imprimir livros e torná-los 
acessíveis. Dessa forma, o teocentrismo deu lugar ao humanismo e o modelo 
estético de valorização do homem adotado pela Grécia Antiga foi adotado pelo 
Renascentismo. Ao passo que diversas transformações e descobertas marca-
ram esse período, algumas tiveram maior impacto, como: 
https://conhecimentocientifico.r7.com/idade-media/
https://conhecimentocientifico.r7.com/idade-moderna/
https://conhecimentocientifico.r7.com/como-as-grandes-navegacoes-mudaram-o-mapa-do-mundo/
https://conhecimentocientifico.r7.com/como-as-grandes-navegacoes-mudaram-o-mapa-do-mundo/
https://conhecimentocientifico.r7.com/caracteristicas-do-renascimento/
https://conhecimentocientifico.r7.com/nicolau-copernico-biografia/
https://conhecimentocientifico.r7.com/galileu-galilei-2/
https://conhecimentocientifico.r7.com/grecia-antiga/
 
 
 
6 
Transformações mais marcantes do período Renascentista 
 Grandes navegações; 
 Reforma Protestante; 
 A invenção da imprensa por Gutenberg; 
 O fim do sistema feudal e início do capitalismo; 
 O cientificismo de Copérnico e Galileu.Diante desse contexto, a arte, que atua como um reflexo e registro social, 
não ficou de fora. Então, as características do Classicismo foram adotadas pelos 
diversos desdobramentos da mesma, incluindo a literatura. As grandes navega-
ções fazem com que o homem do início do século XVI se sinta orgulhoso e con-
fiante em sua capacidade criativa e em sua força: desafiar os mares, percorrer 
os oceanos, descobrir novos mundos, produzir saberes, desenvolver as ciências 
e transformá-las em tecnologia, tudo isso resulta no surgimento de um Homem 
muito diferente daquele existente na idade média e esse homem volta a ser o 
centro da sua própria vida (antropocentrismo). O que esse homem faz de melhor 
é em prol de si mesmo e isso se reflete também na arte e na literatura que ele 
produz nessa época. Esse caráter humanista ou antropocêntrico estava esque-
cido nas “trevas” da idade média, mas já havia existido na antiguidade (na civili-
zação grega, por exemplo) e é porque, no início do século XVI, ocorre o ressur-
gimento ou renascimento do Antropocentrismo, que esse período da história é 
chamado de renascimento. 
O renascimento é o momento histórico em que o homem produz grande 
quantidade e qualidade de obras artísticas e literárias; elas perdem o primiti-
vismo e a ingenuidade de obras medievais e ganham um aprimoramento técnico 
que supera até as obras da antiguidade: as cores se multiplicam, surge à noção 
de perspectiva, as formas humanas são concebidas de maneira mais nítida, no 
caso da arte. O “berço” do renascimento é a Itália. O tema predominante nas 
obras artísticas e literárias do renascimento é sempre o homem e tudo que diz 
respeito a ele. 
 
 
 
7 
 
1.1 A literatura produzida no renascimento: o classicismo 
 
À volta do mesmo espírito antropocêntrico da antiguidade faz com que o 
homem renascentista busque inspiração nos modelos artísticos e literários – nas 
obras – das antigas civilizações, principalmente nas da Grécia antiga. Assim, as 
características das obras da antiguidade são trazidas de volta e são também 
chamada de idade clássica e as obras produzidas naquela época são igualmente 
chamadas de clássicas. Como a obra renascentista possui as mesmas caracte-
rísticas da obra da antiguidade, também ela é chamada de clássica e esse perí-
odo artístico e literário, de classicismo. 
Características do classicismo renascentista: 
 Antropocentrismo 
 Presença de elementos da mitologia 
 Presença de elementos do cristianismo 
 Preciosismo vocabular 
 Obediência à versificação 
 Figuras (em especial de personificação) 
 Racionalismo (=objetividade) 
 Universalismo (=generalização) 
Características do classicismo: 
1- Imitação dos autores clássicos gregos e romanos da antiguidade: Homero, 
Virgílio, Ovídio, etc... 
2- Uso da mitologia: Os deuses e as musas, inspiradoras dos clássicos gregos 
e latinos a parecem também nos clássicos renascentistas: Os Lusíadas: (Vênus) 
= a deusa do amor; Marte (o deus da guerra), protegem os portugueses em suas 
conquistas marítimas. 
3- Predomínio da razão sobre os sentimentos: A linguagem clássica não é sub-
jetiva nem impregnada de sentimentalismos e de figuras, porque procura coar, 
 
 
 
8 
através da razão, todas os dados fornecidos pela natureza e, desta forma ex-
pressou verdades universais. 
4- Uso de uma linguagem sóbria, simples, sem excesso de figuras literárias. 
5- Idealismo: O classicismo aborda os homens ideais, libertos de suas necessi-
dades diárias, comuns. Os personagens centrais das epopeias (grandes poemas 
sobre grandes feitos e heroicos) nos são apresentados como seres superiores, 
verdadeiros semideuses, sem defeitos. Ex.: Vasco da Gama em os Lusíadas: é 
um ser dotado de virtudes extraordinárias, incapaz de cometer qualquer erro. 
6- Amor Platônico: Os poetas clássicos revivem a ideia de Platão de que o amor 
deve ser sublime, elevado, espiritual, puro, não-físico. 
7- Busca da universalidade e impessoalidade: A obra clássica torna-se a expres-
são de verdades universais, eternas e despreza o particular, o individual, aquilo 
que é relativo. 
Para o artista clássico renascentista, a perfeição estética havia existido na 
Antiguidade e, portanto, os artistas greco-romanos deveriam ser tomados como 
modelos de perfeição estética. Não seria possível superá-los, mas seria possível 
imitá-los. A imitação na arte recebe o nome de mimésis. A arte mimética é a arte 
da imitação fiel da natureza; pinta-se o corpo humano de acordo com a anatomia. 
A arte clássica não se preocupa com a originalidade. Mais do que imitação da 
natureza, a arte clássica imita modelos: devem-se imitar autores considerados 
perfeitos. A perfeição estética havia sido codificada pelos pensadores da Anti-
guidade, como Platão e Aristóteles na Grécia. A arte para Platão resulta de ins-
piração; para Aristóteles, resulta de um trabalho. 
Veja outras características: 
 Razão: a cultura e a arte voltam-se para o homem e suas potencialidades, 
como o raciocínio, a análise e a crítica. 
 Universalidade: a individualidade perde terreno para o aspecto universal, 
ou seja, os artistas passam a se preocupar com ideias relacionadas às 
verdades universais. 
 
 
 
9 
 Objetividade: em decorrência da preocupação com temas universais, o 
subjetivismo é superado pelo objetivismo, chegando a posturas científicas 
com base na observação da realidade. 
 Valores clássicos: tomados como exemplos de perfeição, esses valores 
tomam-se modelos para a criação artística, tanto em relação à forma (ri-
gor, regularidade), quanto ao conteúdo (assuntos nobres, grandiosos). 
 Valorização da inteligência: vista então como a principal qualidade do ho-
mem, a inteligência deverá expandir-se para o conhecimento e para o dom 
artístico. 
 Observação da natureza: os estudiosos, principalmente, passam a utilizar 
métodos experimentais e de observação da natureza e do universo. 
Características gerais do classicismo 
 Individualismo; 
 Universalismo; 
 Racionalismo; 
 Antropocentrismo; 
 Neoplatonismo; 
 Nacionalismo; 
 Paganismo; 
 Predomínio da razão; 
 Influência da cultura greco-romana; 
 Fusionismo: mitologia pagã e cristã; 
 Simplicidade, clareza e concisão; 
 Equilíbrio, harmonia e senso de proporção (rigor e perfeição formal); 
 Mimese (imitação da Natureza: Aristóteles); 
 Soneto (2 quartetos e 2 tercetos); 
 Versos com até dez sílabas métricas (estilo doce novo e medida nova); 
 Rimas consoantes, por vezes e até ricas. 
Luís de Camões 
Características da poesia de Luís Vaz de Camões 
 
 
 
10 
1- Poesia elaborada sobre uma experiência pessoal múltipla. 
2- Síntese entre a tradição literária portuguesa e as inovações introduzidas pelos 
italianos do "dolce stil nuevo": redondilhas > inovações formais (decassílabo) 
Mote glosado > inovações temáticas (amor platônico e seus paradoxos) 
A lira de Luís Vaz de Camões 
1- Visão da natureza (idal clássico que se caracteriza pela harmonia, ordem e 
racionalidade (a natureza é um exemplo)). 
2- Concepção do amor: (Platonismo: O verdadeiro amor, amor puro, está no 
mundo das ideias). 
3- O desconcerto do mundo (a razão desvenda o mundo sem sentido e sofre). 
2. CLASSICISMO EM PORTUGAL 
 
 
Em Portugal, o Classicismo tem início no ano de 1527, quando o poeta e 
intelectual Sá de Miranda retorna da Itália trazendo a Portugal as novas ideias e 
tendências literárias, como o uso do verso decassílabo, que ficará conhecido 
como “medida nova”, em oposição à métrica anterior, e o verso redondilho, que 
passará a ser conhecido com o nome de “medida velha”. O momento histórico 
(centralização do poder, expansão marítima) se mostra ideal para a aceitação 
dos valores renascentistas, uma vez que a emergente prosperidade econômica 
transforma Lisboa em centro comercial de grande importância, fazendo crer aos 
 
 
 
11 
lusitanos que o país atingira uma inalterável grandeza material.A atividade lite-
rária reflete essa atmosfera de exaltação épica e independência econômica, em 
obras que apresentam Portugal como grande nação vitoriosa. 
Foi no reinado de D. Manuel, o Venturoso, e no reinado de D. João III que 
o Renascimento floresceu em Portugal. Dentro e fora do país, as atividades in-
telectuais e culturais foram estimuladas, sendo introduzidos os estudos huma-
nistas na universidade. Datam dessa época as primeiras gramáticas da língua 
portuguesa. O principal poeta desse período foi Luís Vaz de Camões. O marco 
inicial do Classicismo português é em 1527, quando se dá o retorno do escritor 
Sá de Miranda de uma viagem feita à Itália, de onde trouxe as ideias de renova-
ção literária e as novas formas de composição poética, como o soneto. O período 
encerra em 1580, ano da morte de Luís Vaz de Camões e do domínio espanhol 
sobre Portugal. 
Características do Classicismo 
Imitação dos gregos e latinos: Ao redescobrirem os valores do ser humano, 
abafados pela Igreja durante a Idade Média, os artistas deste período voltam-se 
para a Antiguidade. O próprio nome desse estilo de época – Classicismo – tem 
sua origem no aprofundamento dos textos literários e filosóficos estudados nas 
escolas. Na Idade Média, esses textos eram reproduzidos nos conventos e di-
fundidos entre os estudiosos, mas passavam por uma censura religiosa, que só 
mantinha os aspectos que não feriam a moral cristã. Com o Renascimento, 
houve um retorno a esses textos, mas em sua versão original, completa. 
Foi da Arte Poética de Aristóteles que os artistas do Classicismo retiraram 
o conceito de imitação ou mímesis. Segundo Aristóteles, a poesia devia imitar a 
perfeição da natureza ou da sociedade ideal, além de retomar ideias de outros 
poetas, reconhecidamente importantes por sua obra. Não se trata de copiar ou-
tros autores, e sim de assemelhar-se à sua obra. Petrarca comparava está se-
melhança à que existe entre pai e filho: é inegável que se pareçam, mas o filho 
tem suas características próprias, que o individualizam. O mesmo aconteceria à 
https://www.coladaweb.com/biografias/luis-de-camoes
 
 
 
12 
obra literária: seria semelhante à de Virgílio, Horácio e outros autores da Antigui-
dade, usando o que eles tivessem de melhor, mas conservando seus traços pró-
prios. 
O universalismo: Para os clássicos, a obra de arte prende-se a uma rea-
lidade idealizada; uma concepção artística transcendente, baseada no Bem, no 
Belo, no Verdadeiro – valores passíveis de imitação. A função do artista é a de 
criar a realidade circundante naquilo que ela tem de universal. 
O racionalismo: Os autores clássicos submetem suas emoções ao con-
trole da razão. Ao abandonar o teocentrismo, o homem deste período afasta os 
temores da Idade Média e passa a crer em suas potencialidades, incluindo nelas 
a habilidade de raciocinar. A cultura clássica é uma cultura da racionalidade. 
A perfeição formal: Preocupados com o equilíbrio e a harmonia de seus 
textos, os autores clássicos adotam a chamada medida nova para os poemas: 
versos decassílabos e uso frequente de sonetos (anteriormente, usava-se me-
dida velha: redondilhas). 
Elitismo Os clássicos evitam a vulgaridade. O Classicismo tende à realiza-
ção de uma arte de elite, o que reflete a organização social da época (a aristo-
cracia era a classe dominante). A concepção clássica foi introduzida em Portugal 
por Sá de Miranda, ao regressar da Itália, onde conheceu novos conceitos de 
arte e novas formas poéticas. Uso da mitologia Voltados para os valores da An-
tiguidade, os autores clássicos utilizam-se, com frequência, de cenas mitológi-
cas, as quais simbolizam com propriedade as emoções que o autor quer exteri-
orizar. Assim, a imagem do Cupido, por exemplo, simboliza o amor. 
3. LITERATURA CLASSICISTA 
 
O classicismo espalhou-se rapidamente pela Europa, com a criação da im-
prensa as informações eram divulgadas com maior rapidez. O classicismo ocor-
reu dentro de um grandioso momento histórico social, o Renascimento, como o 
próprio nome sugere, o Renascimento foi um período de renovação, momento 
de grandes transformações culturais, políticas e econômicas. A Europa saía da 
 
 
 
13 
idade das trevas (visão depreciativa da idade média) como ficou conhecida a 
Idade Média, para encontrar-se com a luz, representada pelo conhecimento, que 
foi extremamente difundido no Renascimento, principalmente após a invenção 
da imprensa, que possibilitou a divulgação dos autores gregos e latinos. Esse 
período foi marcado pelas grandes navegações, o desenvolvimento da matemá-
tica, o estudo das línguas e o surgimento das primeiras gramáticas, com isso, o 
homem passou a achar-se poderoso, o centro do universo, originando, assim, 
ao (homem em evidência), em substituição ao teocentrismo, (Deus em evidên-
cia) da Idade Média. 
 
 
 
 
 
 
 
 
IMPOR-
TANTE: O Classicismo é uma tendência artística que revitalizou a tradição clás-
sica de afirmar a superioridade humana. 
Antropocentrismo, equilíbrio das composições, harmonia das formas e a 
idealização da realidade. Promoveu uma transformação radical no modelo me-
dieval, valorizando o esforço individual e as conquistas humanas, buscando a 
felicidade terrena. A Igreja Católica, antes absoluta, começou a perder espaço, 
o que aconteceu especialmente após a reforma protestante. A crise religiosa 
afetou a visão do homem, que não se desligou totalmente da religião, mas pas-
sou a enxergá-la de forma diferente, com mais equilíbrio. É uma literatura antiga 
que sofreu várias influências principalmente greco-latinas, devido à criação das 
 
 
 
14 
primeiras universidades que surgiram nesta época, com isto disseminando ou-
tras culturas. Surgimento dos mecenas, que é uma troca de interesses entre 
burgueses e artistas. 
Classicismo literário 
Os escritores classicistas retomaram a ideia de que a arte deve fundamen-
tar-se na razão, que controla a expressão das emoções. Por isso, buscavam o 
equilíbrio entre os sentimentos e a razão, procurando assim alcançar uma repre-
sentação universal da realidade, desprezando o que fosse puramente ocasional 
ou particular. Os versos deixam de ser escritos em redondilhas (cinco ou sete 
sílabas poéticas) – que passa a ser chamada medida velha – e passam a ser 
escritos em decassílabos (dez sílabas poéticas) – que recebeu a denominação 
de medida nova. Introduz-se o soneto, 14 versos decassilábicos distribuídos em 
dois quartetos e dois tercetos. Que tem como exemplo uns dos nossos grandes 
poetas Luís de Camões. 
CLASSICISMO E O PÙBLICO: Burguesia em ascensão, cultura para os 
filhos dos ricos comerciantes pois precisam de qualificação social, já que não 
tem sangue nobre. 
Características do classicismo: Criação e imitação (retomaram os princípios de 
Aristóteles). Razão: tentativas de explicar os sentimentos e as emoções huma-
nas. Resgate da poesia clássica: temas amorosos, ou seja, amor puro de abso-
luta devoção a mulher amada, dona de uma beleza perfeita OU bucólica, em que 
a natureza é caracterizada como espaço em que a harmonia a simplicidade e o 
equilíbrio são expressão da natureza. 
IMPORTANTÌSSIMO: uso de paradoxo, ou seja, uma associação de ideias 
contraditórias, ex: ´´viva a morte´ ´usado na tentativa de conciliar razão e senti-
mento. Uso de antítese: expressa modos diferentes e opostos de caracterizar 
um mesmo elemento, ex: ´´ coisa boa `` e coisa má (referindo-se do amor). Pers-
pectiva humanista, ou seja, compreender a mecânica dos movimentos, repre-
sentar o corpo humana de modo harmônico, proporção entre as partes do corpo, 
beleza, e simetria. EX: escultura do corpo de DAVI, REPRESENTA A BELEZA 
 
 
 
15 
DA PERFEIÇÃO HUMANA, de Michelangelo-expressividade no olhar, represen-
tação minuciosa de músculos e veias, proporção entre os membros. Tendência 
a UNIVERSALIDADE: em lugar de esperar que o conhecimento do mundo lhe 
seja dado por revelaçãodivina, o novo indivíduo procura observar a natureza, 
documentar e analisar o que vê. 
LINGUAGENS E FORMAS: Predomínio de sonetos versos de 10 sílabas 
métricas -decassílabas-chamadas de medidas nova substituindo a preferência 
medieval e humanista de 5 a 7 sílabas métricas(REDONDILHAS) chamadas de 
medida velha. Uso de antíteses e paradoxos. Influência greco-latina. Mitologia 
greco-romana, aborda temas com lendas e mitos clássicos, sereias, monstros, 
reis, reis. Ex: O Triunfo de Galateia de Rafael Sanzio. 
Literatura portuguesa classicista 
Em 1527, quando Francisco Sá de Miranda (Ele marca o momento inicial 
do classicismo em Portugal) retornava a Portugal (educado com uma mentali-
dade medieva, l), vindo da Itália, trazendo o doce estilo novo (soneto + medida 
nova). Clóvis Monteiro assinala que o classicismo em Portugal durou três sécu-
los de atividades literárias: iniciado em 1527 e encerrado em 1825, quando da 
publicação do poema Camões, de Almeida Garrett. Esse longo tempo pode ser 
dividido em três períodos: o primeiro, encerrado em 1580, quando a literatura do 
país recebeu influências da Itália e da França; o período Cultista, até 1756, data 
da fundação da Arcádia Lusitana, influenciado por Petrarca e com influência de 
Gôngora e Quevedo, na Espanha, e Marini, na Itália; e o último período, encer-
rado com o advento do romantismo no país. No Brasil Colônia, o classicismo 
português do período cultista também influenciou a literatura, como por exemplo 
na obra Prosopopéia de Bento Teixeira, que imitava os versos de Camões, até 
meados do século XVIII, quando surgiria uma literatura nacional ou brasileira. 
Características gerais 
 Imitação dos autores clássicos gregos e romanos da antiguidade 
 Uso da mitologia dos deuses e o uso de musas como inspiração 
 Racionalismo: Predomínio da razão sobre os sentimentos 
 
 
 
16 
 Universalismo: Abordagem de temas universais como, por exemplo, os senti-
mento humanos. 
 Antropocentrismo: o homem como o centro do Universo 
 Perfeição formal (rigor em busca da pureza formal) 
 Busca do equilíbrio entre razão e sentimento. 
 Influência do pensamento humanista 
Autores 
Portugal 
 Luís Vaz de Camões, Poesia Camoniana 
 Fernão Mendes Pinto 
 Bernardim Ribeiro 
 Antônio Ferreira 
 Francisco Sá de Miranda 
 Gil Vicente 
Surgimentos literários durante o Classicismo 
Épico: gênero de construção de uma narrativa nacional, seguindo o modelo 
greco-romano. Através desse gênero grandes feitos e conquistas eram conta-
dos, além de destacar o homem como o herói das histórias. 
Sátira: nesse gênero há uma ridicularização dos ideais e costumes medievais 
(clero e nobreza). 
Grandes escritores da época 
Dante Alighieri 
Principal obra: A Divina Comédia 
Resumo da obra: guiado pelo poeta romano Virgílio e em busca de sua amada 
Beatriz, Dante viaja entre o inferno, o purgatório e o paraíso. Geralmente dividido 
em três livros, o primeiro (Inferno) é o mais lembrado. Para Dante, o inferno é 
 
 
 
17 
divido em nove círculos que se constroem dentro da Terra. Até mesmo o clero 
(papa) pode ser vistos pagando pelos seus pecados. 
Francesco Petrarca 
Principal obra: O Cancioneiro 
Resumo da obra: poeta da língua “vulgar” (variação do latim semelhante ao 
italiano moderno), Petrarca é lembrado por descrições realistas sobre o amor e 
a sociedade italiana da época, criticando o Trovadorismo medieval e a nação de 
amor cortês. 
Giovanni Bocaccio 
Principal obra: Decamerão 
Resumo da obra: é uma coleção de cem novelas, com aspectos realistas. A 
temática se dá através dos efeitos da peste negra na Europa. Observador de 
costumes, ele se atentava para as reações diante do flagelo ou o hedonismo 
desenfreado, ou o ascetismo fanático. 
Nicolau Maquiavel 
Principal obra: O Príncipe 
Resumo da obra: obra filosófica que se apresenta como manual da arte da po-
lítica moderna. Destinada ao príncipe Lourenço de Médici, ela tinha como obje-
tivo esclarecer a postura política necessária ao governante para unificar e forta-
lecer o Estado Italiano. O objetivo do livro, contudo, não se tornou realidade. 
Mas, a obra de Maquiavel inspirou a formação das monarquias absolutistas eu-
ropeias. 
Thomas Morus 
Principal obra: A Utopia 
Resumo da obra: de caráter político e filosófico, analisa a pobreza e a miséria 
na Inglaterra do século XVI. Morus constrói a ideia de “utopia” (do grego “lugar 
https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/historia/peste-negra
 
 
 
18 
nenhum") que seria uma ilha flutuante vagando pelos mares. Nela, não haveria 
divisões sociais e o poder político seria descentralizado. 
William Shakespeare 
Principal obra: Hamlet 
Resumo sobre autor: as obras de Shakespeare eram dramatúrgicas em sua 
imensa maioria. Crítico das ambições políticas e questionador dos costumes so-
ciais ingleses, ele utilizava de histórias reais e mitos como alegoria para suas 
reflexões e costumes. 
Erasmo de Roterdã 
Principal obra: Elogio à loucura 
Resumo: a obra de Erasmo foi escrita em 1509 e foi em homenagem ao amigo 
Thomas Morus. Livro de caráter filosófico, alterna entre o satírico e o sombrio 
acerca da religiosidade católica. As críticas de Erasmo sobre a Igreja Católica 
ressoaram posteriormente nas obras da Reforma Protestante. 
Luís de Camões 
Principal obra: Os Lusíadas 
Resumo da obra: a obra de Luís de Camões é um dos maiores épicos da lite-
ratura europeia. Nela, dividida em dez contos, o autor narra a viagem de Vasco 
da Gama, contornando o Cabo de Boa Esperança e chegando até Goa, na Índia. 
Elementos mitológicos, bíblicos e um lusofoníssimo constante são algumas das 
características da obra. Ele faz uma exaltação dos portugueses como explora-
dores dos mares. 
Michel de Montaigne 
Principal obra: Ensaios 
Resumo da obra: de caráter cético e crítico ao moralismo, a obra de Michel 
Montaigne é caracterizada por uma série de escritos sobre a ética e a moral 
https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/historia/reforma-protestante
 
 
 
19 
conforme exemplos comuns da época – como o canibalismo de índios brasilei-
ros. Nos seus ensaios, o autor procurou fazer de relatos de viagem uma forma 
de contestar as posições dogmáticas e moralistas. 
Surgimento das artes plásticas durante o Classicismo 
Nas artes plásticas, mas especificamente na pintura e na escultura, houve uma 
grande diferença entre as artes do período medieval para a do período renas-
centista. Entre essas mudanças estão: 
Luz e Sombra: preocupação com a luminosidade nos quadros, inclusive na re-
ligiosidade. 
Perspectiva: as dimensões matemáticas eram testadas com novas relações de 
perspectiva. 
Cores Fortes: o uso de cores vibrantes quebrava a sobriedade da arte medie-
val. 
Grandes artistas da época 
Michelangelo 
Nas suas obras enaltecia o humanismo e a perfeição das formas do corpo. Pin-
tou uma série de afrescos de 1508 e 1541, no teto da Capela Sistina, entrando 
em uma forte polêmica com a Igreja. As esculturas englobam uma expressão 
corporal que garante o equilíbrio, revelando uma imagem humana de músculos 
levemente torneados e de proporções perfeitas, além das expressões das figu-
ras que refletiam sentimentos. Mesmo contrariando a moral cristã da época, o 
nu volta a ser utilizado, refletindo o naturalismo como forma de valorizar o ho-
mem como medida de todas as coisas. 
Rafael Sanzio 
Ficou conhecido por buscar sempre formas realistas ao retratar eventos da His-
tória Antiga, ou mesmo da Bíblia. Encontrou problemas com a Igreja por retratar 
o homem em harmonia e fugindo dos conflitos medievais. Famoso por suas Ma-
donas, série de quadro da Santíssima Virgem, diversos painéis nas paredes do 
https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/historia/historia-antiga
https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/historia/historia-antiga
 
 
 
20 
Vaticano e várias cenas da História Sagrada, conhecidas como Bíblias de Ra-
fael.Donatello 
A obra é marcada por vários valores simbólicos da cultura humanista que repre-
senta os sentimentos e comportamentos humanos, aproveitando em sua arte a 
força expressiva do ser perante acontecimentos de seu tempo. Ele privilegiava, 
especialmente, as expressões do rosto. 
4. PERÍODO CLÁSSICO (MÚSICA) 
 
 
 
 
 
 
 
O período clássico foi uma era da música clássica entre aproximadamente 
1730 e 1820. O período clássico situa-se entre os períodos barroco e român-
tico. A música clássica tem uma textura mais clara do que a música barroca e é 
menos complexa. É principalmente homofônico, usando uma linha melódica 
clara sobre um acompanhamento de acordes subordinados, mas o contraponto 
não foi de forma alguma esquecido, especialmente mais tarde no período. Tam-
bém faz uso do estilo galant que enfatiza a elegância leve em lugar da seriedade 
digna e grandiosidade impressionante do barroco. A variedade e o contraste 
dentro de uma peça tornaram-se mais pronunciados do que antes e a orquestra 
aumentou em tamanho, alcance e poder. 
O cravo foi substituído como instrumento de teclado principal pelo piano. 
Ao contrário do cravo, que dedilha as cordas com penas, os pianos batem nas 
cordas com martelos revestidos de couro quando as teclas são pressionadas, o 
https://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%BAsica_barroca
https://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%BAsica_do_romantismo
https://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%BAsica_do_romantismo
https://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%BAsica_cl%C3%A1ssica
https://pt.wikipedia.org/wiki/Acompanhamento_(m%C3%BAsica)
https://pt.wikipedia.org/wiki/Cravo_(instrumento_musical)
https://pt.wikipedia.org/wiki/Piano
 
 
 
21 
que permite ao músico tocar mais alto ou mais suave (daí o nome original "for-
tepiano"; em contraste, a força com que um executante toca as teclas do cravo 
não altera o som. A música instrumental foi considerada importante pelos com-
positores do período clássico. Os principais tipos de música instrumental fo-
ram sonata, trio, quarteto de cordas, quinteto, sinfonia (executado por uma or-
questra) e o concerto solo, que apresentava um músico virtuoso tocando uma 
obra solo para violino, piano, flauta ou outro instrumento, acompanhado por uma 
orquestra. A música vocal, como canções para um cantor e piano (nomeada-
mente a obra de Schubert), obras corais e ópera (uma obra dramática encenada 
para cantores e orquestra) também foram importantes durante este período. 
Os compositores mais conhecidos desse período são Joseph Haydn, Wolf-
gang Amadeus Mozart, Ludwig van Beethoven e Franz Schubert; outros nomes 
notáveis incluem Carl Philipp Emanuel Bach, Johann Christian Bach, Luigi Boc-
cherini, Domenico Cimarosa, Muzio Clementi, Christoph Willibald Gluck, André 
Grétry, Pierre-Alexandre Monsigny, Leopold Mozart, Giovanni Paisiello, Fran-
çois-André Danican Philidor, Niccolò Piccinni, Antônio Salieri, Mauro Giuli-
ani, Christian Cannabich e o Chevalier de Saint-Georges. Beethoven é conside-
rado um compositor romântico ou um compositor do período clássico que fez 
parte da transição para a era romântica. Schubert também é uma figura de tran-
sição, assim como Johann Nepomuk Hummel, Luigi Cherubini, Gaspare Spon-
tini, Gioachino Rossini, Carl Maria von Weber, Jan Ladislav Dussek e Niccolò 
Paganini. O período é às vezes referido como a era do Classicismo vie-
nense (em alemão: Wiener Klassik), já que Gluck, Haydn, Salieri, Mozart, 
Beethoven e Schubert trabalharam em Viena. 
Classicismo 
Em meados do século XVII, a Europa começou a se mover em direção a 
um novo estilo de arquitetura, literatura e artes, geralmente conhecido como 
Classicismo. Este estilo procurou emular os ideais da Antiguidade Clássica, es-
pecialmente os da Grécia Clássica. A música clássica usava formalidade e ên-
fase na ordem e hierarquia, e um estilo "mais claro" e "mais limpo" que usava 
divisões mais claras entre as partes (notavelmente uma melodia única e clara 
https://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%BAsica_instrumental
https://pt.wikipedia.org/wiki/Sonata
https://pt.wikipedia.org/wiki/Quarteto_de_cordas
https://pt.wikipedia.org/wiki/Sinfonia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Orquestra
https://pt.wikipedia.org/wiki/Orquestra
https://pt.wikipedia.org/wiki/Violino
https://pt.wikipedia.org/wiki/Piano
https://pt.wikipedia.org/wiki/Flauta
https://pt.wikipedia.org/wiki/Franz_Schubert
https://pt.wikipedia.org/wiki/Joseph_Haydn
https://pt.wikipedia.org/wiki/Wolfgang_Amadeus_Mozart
https://pt.wikipedia.org/wiki/Wolfgang_Amadeus_Mozart
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ludwig_van_Beethoven
https://pt.wikipedia.org/wiki/Franz_Schubert
https://pt.wikipedia.org/wiki/Carl_Philipp_Emanuel_Bach
https://pt.wikipedia.org/wiki/Johann_Christian_Bach
https://pt.wikipedia.org/wiki/Luigi_Boccherini
https://pt.wikipedia.org/wiki/Luigi_Boccherini
https://pt.wikipedia.org/wiki/Domenico_Cimarosa
https://pt.wikipedia.org/wiki/Muzio_Clementi
https://pt.wikipedia.org/wiki/Christoph_Willibald_Gluck
https://pt.wikipedia.org/wiki/Andr%C3%A9_Gr%C3%A9try
https://pt.wikipedia.org/wiki/Andr%C3%A9_Gr%C3%A9try
https://pt.wikipedia.org/wiki/Leopold_Mozart
https://pt.wikipedia.org/wiki/Giovanni_Paisiello
https://pt.wikipedia.org/wiki/Fran%C3%A7ois-Andr%C3%A9_Danican_Philidor
https://pt.wikipedia.org/wiki/Fran%C3%A7ois-Andr%C3%A9_Danican_Philidor
https://pt.wikipedia.org/wiki/Niccol%C3%B2_Piccinni
https://pt.wikipedia.org/wiki/Antonio_Salieri
https://pt.wikipedia.org/wiki/Mauro_Giuliani
https://pt.wikipedia.org/wiki/Mauro_Giuliani
https://pt.wikipedia.org/wiki/Christian_Cannabich
https://pt.wikipedia.org/wiki/Chevalier_de_Saint-George
https://pt.wikipedia.org/wiki/Johann_Nepomuk_Hummel
https://pt.wikipedia.org/wiki/Luigi_Cherubini
https://pt.wikipedia.org/wiki/Gaspare_Spontini
https://pt.wikipedia.org/wiki/Gaspare_Spontini
https://pt.wikipedia.org/wiki/Gioachino_Rossini
https://pt.wikipedia.org/wiki/Carl_Maria_von_Weber
https://pt.wikipedia.org/wiki/Niccol%C3%B2_Paganini
https://pt.wikipedia.org/wiki/Niccol%C3%B2_Paganini
https://pt.wikipedia.org/wiki/Viena
 
 
 
22 
acompanhada por acordes), contrastes mais brilhantes e "cores de tons" (alcan-
çado pelo uso de mudanças e modulações dinâmicas para mais chaves). Em 
contraste com a música rica em camadas da era barroca, a música clássica mo-
veu-se para a simplicidade ao invés da complexidade. Além disso, o tamanho 
típico das orquestras começou a aumentar, dando às orquestras um som mais 
poderoso. 
O notável desenvolvimento de ideias na " filosofia natural " já havia se es-
tabelecido na consciência pública. Em particular, a física de Newton foi tomada 
como um paradigma: as estruturas deveriam ser bem fundamentadas em axio-
mas e ser bem articuladas e ordenadas. Esse gosto pela clareza estrutural co-
meçou a afetar a música, que se afastou da polifonia em camadas do período 
barroco para um estilo conhecido como homofonia, em que a melodia é tocada 
sobre uma harmonia subordinada. Este movimento significava que acordes tor-
nou-se uma característica muito mais predominante da música, mesmo que in-
terrompesse a suavidade melódica de uma única parte. Como resultado, a es-
trutura tonal de uma peça musical tornou - se mais audível. 
O novo estilo também foi incentivado por mudanças na ordem econômica 
e na estrutura social. À medida que o século XVIII avançava, a nobreza se tornou 
a principal patrocinadora da música instrumental, enquanto o gosto do público 
preferia cada vez mais óperas cômicas engraçadas e leves. Isso levou a mudan-
ças na forma como a música era executada, a mais importante das quais foi a 
mudança para grupos instrumentais padrão e a redução da importância do con-
tínuo - a base rítmica e harmônica de uma peça musical, tipicamente tocada por 
um teclado (cravo ou órgão) e geralmente acompanhado por um grupo variado 
de instrumentos de baixo, incluindo violoncelo, contrabaixo, violão baixo eteorbo. 
Uma forma de rastrear o declínio do continuo e de seus acordes figurados é 
examinaro desaparecimento do termo obbligato, que significa uma parte instru-
mental obrigatória em uma obra de música de câmara. Em composições barro-
cas, instrumentos adicionais podem ser adicionados ao grupo contínuo de 
acordo com a preferência do grupo ou do líder; nas composições clássicas, todas 
as partes eram especificamente anotadas, embora nem sempre notadas, de 
modo que o termo "obbligato" tornou-se redundante. Em 1800, o basso continuo 
 
 
 
23 
estava praticamente extinto, exceto pelo uso ocasional de uma parte do continuo 
do órgão de tubos em uma missa religiosa no início do século XIX. 
As mudanças econômicas também tiveram o efeito de alterar o equilíbrio 
entre disponibilidade e qualidade dos músicos. Enquanto no barroco tardio, um 
grande compositor teria todos os recursos musicais de uma cidade para recorrer, 
as forças musicais disponíveis em uma cabana de caça aristocrática ou pequena 
corte eram menores e mais fixas em seu nível de habilidade. Isso foi um incentivo 
para ter partes mais simples para os músicos tocarem e, no caso de um grupo 
virtuoso residente, um incentivo para escrever partes idiomáticas espetaculares 
para certos instrumentos, como no caso da orquestra de Mannheim, ou partes 
de solo virtuoso para violinistas ou flautistas particularmente qualificados. Além 
disso, o apetite do público por um fornecimento contínuo de música nova herdou 
do barroco. Isso significava que as obras deveriam ser executadas com, no má-
ximo, um ou dois ensaios. Mesmo depois de 1790, Mozart escreve sobre "o en-
saio", com a implicação de que seus concertos teriam apenas um ensaio. 
Como havia uma ênfase maior em uma única linha melódica, havia maior 
ênfase na anotação dessa linha para a dinâmica e o fraseado. Isso contrasta 
com a era barroca, quando as melodias eram tipicamente escritas sem dinâmica, 
marcas de fraseado ou ornamentos, já que se supunha que o intérprete improvi-
saria esses elementos na hora. Na era clássica, tornou-se mais comum os com-
positores indicarem onde queriam que os executantes tocassem ornamentos, 
como trinados ou voltas. A simplificação da textura tornou esse detalhe instru-
mental mais importante, e também tornou o uso de ritmos característicos, como 
fanfarras de abertura que chamam a atenção, o ritmo da marcha fúnebre ou o 
gênero minueto, mais importantes para estabelecer e unificar o tom de um único 
movimento. 
O período clássico também viu o desenvolvimento gradual da forma so-
nata, um conjunto de princípios estruturais para a música que reconciliava a pre-
ferência clássica pelo material melódico com o desenvolvimento harmônico, que 
poderia ser aplicado em todos os gêneros musicais. A sonata em si continuou a 
ser a principal forma de solo e música de câmara, enquanto mais tarde, no perí-
odo clássico, o quarteto de cordas se tornou um gênero proeminente. A forma 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Aristocr%C3%A1tica
https://pt.wikipedia.org/wiki/Flautista
https://pt.wikipedia.org/wiki/Wolfgang_Amadeus_Mozart
https://pt.wikipedia.org/wiki/Minueto
https://pt.wikipedia.org/wiki/Sonata
https://pt.wikipedia.org/wiki/Sonata
 
 
 
24 
sinfônica para orquestra foi criada neste período (isso é popularmente atribuído 
a Joseph Haydn). O concerto grosso (concerto para mais de um músico), forma 
muito popular no período barroco, começou a ser substituído pelo concerto solo, 
apresentando apenas um solista. Os compositores começaram a dar mais im-
portância à habilidade do solista em mostrar habilidades virtuosas, com escalas 
rápidas e desafiadoras e corridas de arpejo. No entanto, alguns concerti 
grossi permaneceram, o mais famoso dos quais sendo a Sinfonia Concer-
tante para Violino e Viola em Mi bemol maior de Mozart. 
Características principais 
No período clássico, o tema consiste em frases com figuras e ritmos meló-
dicos contrastantes. Essas frases são relativamente breves, normalmente com 
quatro compassos de comprimento e podem ocasionalmente parecer esparsas 
ou concisas. A textura é principalmente homofônica, com uma melodia clara 
acima de um acompanhamento de acordes subordinado. Isso contrasta com a 
prática na música barroca, onde uma peça ou movimento normalmente teria ape-
nas um tema musical, que seria então trabalhado em várias vozes de acordo 
com os princípios do contraponto, enquanto mantém um ritmo ou métrica con-
sistente por toda parte. Como resultado, a música clássica tende a ter uma tex-
tura mais clara e clara do que o barroco. O estilo clássico baseia-se no estilo 
galant, um estilo musical que enfatiza a elegância leve no lugar da seriedade 
digna e grandiosidade impressionante do barroco. 
Estruturalmente, a música clássica geralmente tem uma forma musical 
clara, com um contraste bem definido entre a tônica e a dominante, introduzida 
por cadências claras. Dinâmicas são usadas para destacar as características 
estruturais da peça. Em particular, a forma sonata e suas variantes foram desen-
volvidas durante o período clássico inicial e eram frequentemente usadas. A 
abordagem clássica da estrutura contrasta novamente com o barroco, onde uma 
composição normalmente se moveria entre a tônica e a dominante e vice-versa, 
mas por meio de um progresso contínuo de mudanças de acordes e sem uma 
sensação de "chegada" à nova tonalidade. Embora o contraponto tenha sido 
menos enfatizado no período clássico, não foi de forma alguma esquecido, es-
https://pt.wikipedia.org/wiki/Joseph_Haydn
https://pt.wikipedia.org/wiki/Concerto_grosso
https://pt.wikipedia.org/wiki/Solista
https://pt.wikipedia.org/wiki/Sinfonia_concertante
https://pt.wikipedia.org/wiki/Sinfonia_concertante
https://pt.wikipedia.org/wiki/Viola
https://pt.wikipedia.org/wiki/Mi_bemol_maior
 
 
 
25 
pecialmente mais tarde no período, e os compositores ainda usavam o contra-
ponto em obras "sérias" como sinfonias e quartetos de cordas, bem como em 
peças religiosas, como missas. 
O estilo musical clássico foi apoiado por desenvolvimentos técnicos em ins-
trumentos. A adoção generalizada de temperamento igual tornou possível a es-
trutura musical clássica, garantindo que as cadências em todas as tonalidades 
soassem semelhantes. O forte piano e depois o pianoforte substituíram o cravo, 
permitindo um contraste mais dinâmico e melodias mais sustentadas. Durante o 
período clássico, os instrumentos de teclado tornaram-se mais ricos, mais sono-
ros e mais poderosos. A orquestra aumentou em tamanho e alcance e tornou-se 
mais padronizada. O papel de baixo contínuo de cravo ou órgão de tubos na 
orquestra caiu em desuso entre 1750 e 1775, deixando a seção de cordas os 
sopros se tornaram uma seção independente, consistindo de clarinetes, oboés, 
flautas e fagotes. 
Embora a música vocal, como a ópera cômica, fosse popular, grande im-
portância foi dada à música instrumental. Os principais tipos de música instru-
mental eram sonata, trio, quarteto de cordas, quinteto, sinfonia, concerto (geral-
mente para um instrumento solo virtuoso acompanhado por orquestra) e peças 
leves como serenatas e divertimentos. A forma Sonata se desenvolveu e se tor-
nou a forma mais importante. Foi usado para construir o primeiro movimento da 
maioria das obras de grande escala em sinfonias e quartetos de cordas. A forma 
de sonata também foi usada em outros movimentos e em peças únicas e inde-
pendentes, como aberturas. 
Primeira escola vienense 
A Primeira Escola Vienense é um nome usado principalmente para se re-
ferir a três compositores do período clássico na Viena do final do século 
XVIII: Haydn, Mozart e Beethoven. Franz Schubert é ocasionalmente adicio-
nado à lista. Em países de língua alemã, o termo Wiener Klassik (lit. era / arte 
clássica vienense) é usado. Esse termo é frequentemente aplicado de forma 
mais ampla à era clássica na música como um todo, como um meio de distingui-
https://pt.wikipedia.org/wiki/Primeira_Escola_de_Viena
https://pt.wikipedia.org/wiki/Joseph_Haydnhttps://pt.wikipedia.org/wiki/Wolfgang_Amadeus_Mozart
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ludwig_van_Beethoven
https://pt.wikipedia.org/wiki/Franz_Schubert
 
 
 
26 
la de outros períodos que são coloquialmente referidos como clássicos, nomea-
damente música barroca e romântica. O termo "Escola Vienense" foi usado pela 
primeira vez pelo musicólogo austríaco Raphael Georg Kiesewetter em 1834, 
embora ele contasse apenas com Haydn e Mozart como membros da escola. 
Outros escritores seguiram o exemplo e, por fim, Beethoven foi adicionado à 
lista. A designação "primeiro" é adicionada hoje para evitar confusão com a Se-
gunda Escola Vienense. 
Embora, à parte Schubert, esses compositores certamente se conheces-
sem (com Haydn e Mozart até mesmo sendo parceiros ocasionais de música de 
câmara), não há nenhum sentido em que eles estivessem engajados em um es-
forço colaborativo no sentido de que alguém associaria a escolas do século XX 
como a Segunda Escola Vienense, ou Les Six. Nem há nenhum sentido signifi-
cativo no qual um compositor foi "educado" por outro (da maneira que Berg 
e Webern foram ensinados por Schoenberg), embora seja verdade que Beetho-
ven por um tempo recebeu lições de Haydn. As tentativas de estender a Primeira 
Escola Vienense para incluir figuras posteriores como Anton Bruckner, Johan-
nes Brahms e Gustav Mahler são meramente jornalísticas e nunca encontradas 
na musicologia acadêmica. 
5. A MÚSICA DO CLASSICISMO (1750-1820) – FREDERICO TOS-
CANO 
 
 
 
 
 
 
Avançando na história da música após o Barroco (artigo anterior), chega a 
vez do período clássico. O termo “clássico” aqui se aplica ao período da música 
https://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%BAsica_barroca
https://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%BAsica_rom%C3%A2ntica
https://pt.wikipedia.org/wiki/Segunda_Escola_Vienense
https://pt.wikipedia.org/wiki/Segunda_Escola_Vienense
https://pt.wikipedia.org/wiki/Les_Six
https://pt.wikipedia.org/wiki/Anton_Webern
https://pt.wikipedia.org/wiki/Arnold_Sch%C3%B6nberg
https://pt.wikipedia.org/wiki/Anton_Bruckner
https://pt.wikipedia.org/wiki/Johannes_Brahms
https://pt.wikipedia.org/wiki/Johannes_Brahms
https://pt.wikipedia.org/wiki/Gustav_Mahler
 
 
 
27 
ocidental entre a segunda metade do século XVIII e o início do século XIX. Nesse 
contexto, a música dita clássica está diretamente ligada aos ideais da antiga 
Grécia, quais sejam: a objetividade, o controle emocional, a clareza formal e o 
respeito pelos princípios estruturais no discurso musical. O Classicismo nasceu 
a partir de um movimento de ideias vindas do período da Renascença, que teve 
como princípio a exaltação da beleza antiga. Esse período foi, na verdade, a 
grande realização dos últimos compositores do Barroco: a criação de uma arte 
abstrata. As obras dos compositores que inauguraram o Classicismo, como Carl 
Philipp Emanuel Bach, Johann Quantz e Baldassare Galuppi, eram uma reação 
à complexidade da música barroca, com sua polifonia, contraponto e ornamentos 
intricados. Em vez disso, imaginaram um estilo em que uma melodia simples 
fosse acompanhada por progressões harmônicas. 
O movimento iluminista, com seu foco nos ideais humanos e racionais, teve 
grande influência nessa mudança de valores estéticos, assim como o interesse 
pela elegância sóbria da arte e arquitetura greco-romana, inspirado em parte 
pela descoberta das ruínas de Pompéia em 1748. Era uma época de grandes 
mudanças sociopolíticas, com os efeitos da Revolução Industrial. Surgia uma 
ampla classe média ávida por consumir arte. As aristocracias da Europa, vítimas 
das devastações das Guerras Napoleônicas, tinham menos recursos para sus-
tentar músicos, e o velho sistema do mecenato começou a se desintegrar. Tra-
dicionalmente, os músicos contratados pelas cortes aristocráticas eram conside-
rados servos. Porém, com a difusão dos concertos públicos, passaram a receber 
dinheiro por suas apresentações, bem como a publicar suas composições, ga-
rantindo renda extra. Haydn, por exemplo, era contratado pela nobre família hún-
gara dos Esterházy, mas tinha licença para viajar. Mozart, que era músico do 
arcebispo de Salzburgo, não gozou dessas benesses e, desmotivado com sua 
posição servil, mudou-se para Viena e pediu demissão, tornando-se um dos pri-
meiros músicos freelance. Contudo, o mundo da música ainda não podia custear 
tal ambição, e ele passou por consideráveis dificuldades financeiras. Quando 
Beethoven mudou-se para Viena em 1794, viveu da riqueza de seus patronos, 
nunca se vendo obrigado a exercer cargo oficial. 
 
 
 
28 
À medida que a música instrumental tornava-se mais popular que a vocal, 
os compositores foram criando estruturas maiores e capazes de suportar uma 
audição mais intensa. O resultado foi o “princípio da sonata” (mais conhecido 
como “forma sonata”), estrutura musical dividida em três seções: a exposição do 
tema, o desenvolvimento e a recapitulação. O uso desse modelo de composição 
tornou-se quase sinônimo dos primeiros movimentos não apenas de sonatas, 
mas também de sinfonias e da maior parte da música instrumental do período. 
Permanece em uso até hoje. A sinfonia evoluiu da dimensão barroca, em pe-
quena escala, para um imponente gênero musical. Geralmente em quatro movi-
mentos, começa com um majestoso movimento, seguido por um lento. O terceiro 
movimento, em geral um elegante minueto, evoluiu para um scherzo, que pode 
ser jovial ou expressar paixão mais irônica e elementar. O finale era um rondó, 
entremeado, na melodia, em tempos fracos de suas cativantes repetições, por 
temas contrastantes. 
Outros gêneros também foram redefinidos. O concerto em três movimentos 
tornou-se veículo para um solista único, aliando os ideais de equilíbrio e elegân-
cia ao virtuosismo no instrumento, enquanto a sonata desenvolveu-se como 
composição mais formal para um ou dois instrumentos. A ascensão da música 
doméstica criou um mercado para novas formas de música de câmara, como o 
quarteto de cordas – criado por Haydn – e o trio com piano. As orquestras torna-
ram-se amplamente padronizada: menores, mas não muito distintas das orques-
tras de hoje. Com o som mais cheio da orquestra, o papel do baixo contínuo 
morreu gradualmente; no lugar dele, o primeiro-violino passou a reger a orques-
tra até ser finalmente substituído por um maestro especialista. As orquestras 
atuais possuem uma extensão dinâmica bem maior. Nos anos 1740, os recursos 
sonoros da orquestra de Mannheim, a mais importante da época, causaram sen-
sação, tornando-se um exemplo para toda a escrita sinfônica. Na ópera, sobre-
tudo as de Gluck e Mozart, os enredos eram agora escolhidos visando a um 
maior realismo dramático, e a música era composta antes para servir ao drama 
que para decorá-lo. Gradualmente os italianos começaram a perder a suprema-
cia, com obras importantes sendo compostas na Alemanha e na França. 
Principais compositores 
 
 
 
29 
Embora sem a versatilidade musical de seus rivais, Christoph Willibald 
Gluck (1714-1787) ganhou notável lugar na história da música com as reformas 
que introduziu na ópera. Ao adotar uma estrutura mais contínua, em que a mú-
sica obedecia mais à poesia do que ao virtuosismo do cantor, usou caracteriza-
ção expressiva, enredos simples e planos musicais de grande escala, dando vida 
a temas e emoções humanas universais. Começando com Orfeo ed Euridice, a 
obra de Gluck mudou permanentemente as normas líricas, ao mesmo tempo em 
que causou certa controvérsia, sobretudo na conservadora Paris. Seu grande 
triunfo veio em 1779, com a ópera Iphigénie en Tauride e sua música profunda-
mente dramática e expressiva. 
Possivelmente o compositor mais importante de sua geração, Carl Philipp 
Emanuel Bach (1714-1788) fez a ponte entre o estilo barroco de seu pai, Johann 
Sebastian Bach, e o estilo de Haydn e Mozart. Desenvolveu a sonata, sendo 
renomado tecladista e autor de A verdadeira arte da execução do teclado,maior 
tratado sobre a música do século XVIII. Na sua obra, destacam-se as Seis So-
natas Prussianas, compostas não para o cravo, e sim para o mais sereno e sen-
sível clavicórdio, instrumento capaz de expressar melhor as sutis, mas intensa-
mente emocionais; a Sinfonia em Mi bemol maior, WQ179, uma das oito Sinfo-
nias Berlinenses, que reflete claramente o novo estilo clássico, com seus efeitos 
homofônicos e simples (em lugar de polifônicos e complexos do Barroco); o Mag-
nificat em Ré maior, WQ125, que teve como modelo o do seu pai (BWV 243). 
Nascido na era barroca, e ainda vivo quando Beethoven compôs sua Sin-
fonia Pastoral, Franz Joseph Haydn (1732-1809) foi uma figura-chave na evolu-
ção do estilo clássico. Ao compor uma vasta obra nos limites protetores da corte 
dos Esterházy e estabelecer formas-padrão para a sinfonia, a sonata e o quar-
teto de cordas, despontou como uma personalidade internacional que influenciou 
Mozart e ensinou Beethoven. Rica em efeitos audaciosos, a música de Haydn 
não deixava de mostrar um lirismo íntimo, como se pode perceber em seu ora-
tório A criação. Compôs o primeiro concerto da história para o recém-inventado 
trompete de válvulas. Pedra angular para o violoncelo, o Concerto nº 1 é grandi-
oso do começo ao fim, exigindo extrema agilidade nos movimentos externos. 
Sua monumental Missa Nelson homenageia Lord Nelson, almirante inglês que o 
compositor conheceu em 1800. Criador do quarteto de cordas, o de nº 63 recebe 
 
 
 
30 
tem o título Aurora devido ao violino ascendente que abre a peça. Haydn inovou 
no gênero sinfônico, sendo famosa a Sinfonia nº 104 em Ré maior, de suas 
doze Sinfonias de Londres. 
Provavelmente o mais prodigioso músico de todos os tempos, as primeiras 
turnês de Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) pela Europa não apenas o 
tornaram famoso, como o familiarizaram com diversos estilos musicais que ele 
sintetizou em suas próprias obras cosmopolitas. Único na história da música pela 
excelência em todas as formas e gêneros e dono de espantosa fluência produ-
tiva, nenhum outro compositor foi tão bem-sucedido em veículos tão distintos e 
foi o primeiro músico a tentar se firmar como freelance. Embora sua grande pai-
xão tenha sido a ópera, terreno em que deixou importantes inovações, como em 
sua Flauta Mágica, a primeira ópera genuinamente alemã, Mozart foi o mais bri-
lhante pianista de sua época. Ele levou o concerto para piano a novos patamares 
de riqueza e virtuosismo, com efeito de longo alcance no século XIX. Na ópera, 
a partir das reformas líricas de Gluck, Mozart combinou vigorosa caracterização 
vocal e seus supremos dons melódicos com uma ênfase na cor e expressividade 
orquestrais para realizar uma concepção dramática jamais imaginada. 
Suas descrições de caráter, psicologia e interação humana revelam uma 
complexidade sutil que confunde as linhas entre opera seria e opera buffa, par-
ticularmente em As bodas de Fígaro, Don Giovanni e Così fan tutte. Mozart tam-
bém escreveu muitas músicas solo e corais, que vão desde o curto moteto Ave 
verum corpus, peça de serena beleza, ao jubiloso Exsultate, jubilate para so-
prano e orquestra. Entre as obras corais de grande escala, a Grande Missa em 
Dó menor e o Requiem exalam atmosfera séria e mais escura. As sinfonias, con-
certos e obras de câmara de Mozart dão especial atenção ao timbre instrumen-
tal, associando-o a sutilezas orquestrais, particularmente ao uso dos sopros. A 
obra mais famosa de Mozart é a serenata Eine kleine Nachtmusik, mas o ápice 
de sua evolução sinfônica é representado pela Sinfonia Júpiter. A causa de sua 
morte, aos 35 anos de idade, foi provavelmente febre reumática. 
Ícone da música ocidental, Ludwig van Beethoven (1770-1827) consolidou 
o conceito popular do artista que, isolado da sociedade, supera a tragédia pes-
 
 
 
31 
soal para realizar sua missão. Designando-se como Tondichter (em alemão, “po-
eta do som”), sua música espelhava sua crença no espírito superior do individu-
alismo, ao fazer a expressão pessoal prevalecer sobre a forma tradicional e, as-
sim, pavimentar o caminho para o Romantismo musical. A música invariavel-
mente intensa de Beethoven toca em todos os pontos da escala emocional, indo 
da melancolia mais soturna à celebração mais exultante. Sua luta para compor 
era árdua, com algumas obras levando vários anos em laboriosa gestação. A 
produção de Beethoven é geralmente dívida em três períodos. O primeiro come-
çou depois de sua chegada a Viena, aos 22 anos, e incluem seus Quartetos de 
cordas op. 18, três concertos para piano, duas sinfonias e as sonatas Ao 
luar e Patética. A fase intermediária começa em 1803 – um ano depois de ter 
compreendido a seriedade de sua surdez e ter rejeitado o suicídio para dar ao 
mundo, como disse, “toda a música que sinto dentro de mim”. 
Sua primeira manifestação foi a épica Sinfonia Heroica, obra de colossal 
energia e a mais longa sinfonia até então já escrita. Desse período vêm mais 
quatro sinfonias, o Concerto para violino, os Concertos para piano nº 4 e 5 e uma 
ópera, Fidelio. Contudo, seu crescente isolamento pela surdez marcou a mu-
dança para a última fase, explorando modos mais pessoais de expressão. Coro-
ando a produção de Beethoven, a Missa solemnis e a Nona Sinfonia foram ino-
vadoras, combinando escrita sinfônica e coral como nunca antes. Em 1827, o 
gênio alemão foi acometido de hidropisia e pneumonia. Morreu em março, e 
cerca de dez mil pessoas acompanharam seu funeral. Outros mestres merecem 
destaque na era clássica pela excepcional qualidade de seu legado, como Jo-
hann Adolph Hasse (alemão, 1699-1783), Johann Joachim Quantz (alemão, 
1697-1773), Johann Christian Bach (alemão, 1735-1782), Johann Albrechtsber-
ger (austríaco, 1736-1809), Karl Ditters von Dittersdorf (austríaco, 1739-1799), 
Giovanni Paisiello (italiano, 1740-1816), Luigi Boccherini (italiano, 1743-1805), 
Carl Stamitz (alemão, 1745-1801), Domenico Cimarosa (italiano, 1749-1801), 
Muzio Clementi (italiano, 1752-1832), Antonio Salieri (italiano, 1750-1825), Luigi 
Cherubini (italiano, 1760-1842) e Louis Spohr (alemão, 1784-1859). 
 
 
 
32 
6. UMA SÍNTESE DO CLASSICISMO E SEUS PRINCIPAIS COM-
POSITORES 
 
 
 
 
 
 
 
O nome clássico está diretamente ligado aos ideais da antiga Grécia, que 
se tornaram também ideais clássicos: a objetividade, controle emocional, a cla-
reza formal e o respeito pelos princípios estruturais no discurso musical. Em re-
lação ao estilo da arte desse período, o que marcou foi a delicadeza, a ornamen-
tação, as linhas curvas, o preciosismo, o refinamento, e a galanteria. O classi-
cismo faz parte e situa-se como a primeira fase da Arte Moderna (séc. XVII a 
XVIII). Nesse período é alcançada a música pura através de um grande desen-
volvimento equilibrado da música. O classicismo nasceu a partir de um grande 
movimento de ideias vindas do período da renascença, que teve como princípio 
a exaltação da beleza antiga. Esse período foi, na verdade, a grande realização 
dos últimos compositores do Barroco, a criação de uma arte abstrata. 
Essa tal arte abstrata foi o meio de obter a perfeição da forma, a linguagem 
para expressar a religião, o amor, ou qualquer outra coisa. Essa abstração foi 
alcançada através da forma sonata e a sinfonia. Entre o final do século XVIII e 
início do século XIX, ocorreu um período de transição onde aquele rígido forma-
lismo clássico entrou em decadência. Entre os séculos XVIII e XIX, após a de-
cadência do formalismo clássico, as formas musicais passaram por um longo 
desenvolvimento e aperfeiçoamento, os instrumentos atingem um grau de téc-
nica ainda não superada em sua época presente. Em relação às novas concep-
ções da melodia e harmonia, houve um novo estilo de compor, as melodias pas-
saram a articular em frases distintas dando origem a uma estrutura periódica. A 
 
 
 
33 
melodia podia ainda fazer uso apenas defigurações acórdicas, em algumas oca-
siões com ornamentos (notas de passagem, grupetos, appoggiaturas, etc.). 
A música do período clássico poderia ser caracterizada como música refi-
nada, ou bem construída. A música instrumental foi a que se destacou nesse 
período, com estruturas maiores e mais desenvolvidas. A partir do Classicismo 
os compositores começam a se preocupar com a sonoridade dos instrumentos, 
com o timbre dos instrumentos e com suas respectivas características técnicas 
ao compor uma frase pra tal instrumento. Com isso o colorido instrumental co-
meçou a aparecer A base instrumental moderna, ou a orquestração, surge no 
período clássico, e com isso surge a preocupação com as intensidades, deno-
minada dinâmica. Ou seja, as dinâmicas que temos hoje surgiram a partir daí, 
com os crescendose diminuendos, pois até então a única diferença de intensi-
dade utilizada era o piano e o forte (bem contrastante). 
 Em relação à orquestra, foi no período clássico que foi desenvolvido um 
modelo de agrupamento instrumental. Esse agrupamento ficou dividido em: cor-
das, sopros de madeira, sopros de metal, e percussão. As cordas foram divididas 
em 1os violinos, 2os violinos, violas, violoncelos, e contrabaixos (os contrabai-
xos tacavam a mesma coisa que os violoncelos). Já os sopros de madeira foram 
divididos em: uma ou duas flautas, dois oboés, duas clarinetas e dois fagotes. 
Os sopros de metal eram até então duas trompas e dois trompetes, os trombo-
nes e as tubas foram inseridas no século XIX. A percussão ficou representada 
pelos tímpanos, que eram apenas dois. Com grande destaque, a música instru-
mental passa por um desenvolvimento após passar, no período de transição, por 
Palestrina, passa por Bach e finaliza com Ludwig Van Beethoven, na qual suas 
obras puderam representar sua expressão máxima. Beethoven (1770 – 1827) foi 
um dos compositores que mais marcaram o período do classicismo por causa 
de suas sinfonias, suas músicas pianísticas e de câmara, óperas, missas, e ora-
tórios. Beethoven foi também quem fez a passagem para o estilo do romantismo. 
Joseph Haydn (1732 – 1809) foi outro grande compositor do período clás-
sico, foi ele que praticamente criou os gêneros utilizados até nos dias de hoje na 
música de concerto. Foi nas mãos de Haydn que a sinfonia deixou de ser uma 
simples peça instrumental e passou a ser o momento principal de um programa 
 
 
 
34 
musical. Assim como fez com a sinfonia, Haydn fez com o quarteto de cordas 
transformando-o em sinônimo da melhor música de câmera. Domenico Scarlatti 
(1685 – 1757) foi outro compositor do período do classicismo (maior compositor 
italiano para instrumentos de teclas do séc. XVIII). Contemporâneo de Bach, 
Scarlatti escreveu muitas sonatas através de relações tonais, na estrutura biná-
ria. Nas sonatas de Scarlatti a última parte da primeira seção é repetida sem 
nenhum tipo de mudança, mas desta vez na tônica ao término da segunda se-
ção. 
Outro grande compositor que firmou presença no período Clássico foi 
Christoph Willibald Gluck (1714-1787). Gluck fez uma grande reforma nos domí-
nios da ópera clássica. Ele “purificou” a ópera retirando todos os maneirismos e 
exageros da ópera da época, por consequência Gluck fez a ópera com o espírito 
verdadeiramente clássico. Além dessa mudança na ópera, o que tornou Gluck 
um ícone no período Clássico foi por eliminar uma espécie de badalação contida 
em libretos retomando os princípios da mitologia grega com base; a eliminação 
do virtuosismo supérfluo e a música que trabalha para a valorização do roteiro, 
do desenvolvimento emocional das situações; Gluck retomou o recitativo, o uso 
dramático do coro, isso tudo mas sem deixar de citar a qualidade de suas músi-
cas. 
Wolfgang Amadeus Mozart (1756 – 1791) foi também um dos principais 
compositores clássicos. Também compositor de óperas, Mozart se baseava em 
acontecimentos contemporâneos a sua época, influenciado por Gluck. No en-
tanto, seu talento fez com que suas óperas fossem as mais executadas no sé-
culo XVIII. Seu estilo mostra com clareza sua influência italiana. Mozart utilizou 
muito oparlando (declamando ou cantando) e sempre concentrou a ideia princi-
pal em grandes personagens. Mozart escrevia óperas mais extensas e mais dra-
maticamente desenvolvidas do que as outras de seu tempo. Ao longo de sua 
vida Mozart escreveu três tipos de ópera: Singspiel, opera seria, e opera 
buffa. As músicas religiosas do período clássico eram na verdade extrações de 
experiências com músicas instrumentais e operísticas. Sem muita importância, 
a música religiosa era apoiada na linguagem dramática e parecia ser escrita mais 
para salas de concertos do que para concertos religiosos ou solenidades religi-
 
 
 
35 
osas. Em se tratando de músicas religiosas, os compositores que mais se des-
tacaram foram Mozart e Haydn com várias missas, oratórios, ofertórios, ladai-
nhas, vésperas e Réquiens, entre outras peças curtas. Além dessas, havia ora-
tórios e motetos. Todos com coro, solistas e orquestra. 
Um fato importante do período do classicismo foi a presença do maestro 
que até então não existia. Quem exercia essa função era o spalla (primeira ca-
deira dos primeiros violinos) que fazia gestos indicando o início da obra e outra 
vez no término da peça instrumental. Com o desenvolvimento da orquestra os 
compositores começaram a explorar a mudança de andamentos em suas obras, 
com isso se tornou mais do que necessário a presença de uma pessoa para 
estar à frente da orquestra. Por estar em evidencia e comandar a orquestra, o 
maestro passou a ser o responsável pela execução da orquestra, assim, tornou-
se o intérprete da música, como se fosse um pianista interpretando uma peça 
em seu piano, nesse caso, a orquestra. 
7. REFERÊNCIAS 
CORRÊA, Sergio Ricardo S. Ouvinte Consciente: arte musical. São Paulo: Edi-
tora do Brasil, 1975. 
CRUZ, Marques da. História da literatura. São Paulo. Cia melhoramentos, s/d. 
FERREIRA, Joaquim. História da literatura portuguesa. Porto, Ed. Domingos 
Barreira, s/a. 
GROUT, Donald J., PALISCA Claude V., 5° edição, Lisboa, Gradiva, 2007. 
HORTA, Luiz Paulo. Sete noites com os clássicos: para entender os estilos 
musicais da renascença ao modernismo. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001. 
MEDAGLIA, Júlio. Música, maestro! do canto gregoriano ao sintetizador. 
São Paulo: Globo, 2008. 
MONTEIRO, Clóvis - Esboços de História Literária - Livraria Acadêmica - Rio 
de Janeiro - 1961, pgs. 31-39. 
 
 
 
 
36 
RIGONELLI, Yolanda; BATALHA, Yvete Valença. Lições de Análise e Apreci-
ação Musical. São Paulo: Irmãos Vitale, 1972. 
RAMOS, Feliciano. História da literatura portuguesa. Braga, Livraria Cruz, 
1967.

Mais conteúdos dessa disciplina