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Questão 1: o paradoxo do trabalho na EJA A instituição escolar consolidada sob o modo de produção capitalista opera historicamente na lógica da preparação para o futuro, projetando o indivíduo para o mercado de trabalho a partir de uma rotina de disciplinarização, prazos rígidos e tempos diferidos. Ocorre um paradoxo estrutural quando esse mesmo modelo recebe o sujeito da Educação de Jovens e Adultos (EJA): um trabalhador que já está inserido no mundo do trabalho e cujas urgências pertencem ao tempo presente. A partir dessa contradição, analise criticamente as dificuldades que a escola tradicional enfrenta para acolher e incluir o público da EJA em sua dinâmica cotidiana. Em seu texto-resposta, articule obrigatoriamente os pontos A e B abaixo: (A) As divergências entre o “tempo da escola” (pautado pela rigidez curricular e temporal) e o “tempo do trabalhador” (atravessado pelo cansaço, pela jornada laboral e pelas demandas de subsistência); (B) De que forma a manutenção de práticas pedagógicas infantilizadas ou meramente compensatórias contribui para a alienação e a evasão desse estudante, em vez de promover sua emancipação. Questão 2: Círculos de Cultura e a reconstrução do espaço pedagógico Nos Círculos de Cultura propostos por Paulo Freire, a sala de aula tradicional, estruturada pela hierarquia e pela transmissão unidirecional do saber, dá lugar a um espaço dialógico focado na problematização do mundo. Em vez de uma grade curricular abstrata e desvinculada da realidade, o processo educativo articula-se em torno de temas geradores extraídos da própria experiência de vida e de trabalho dos alfabetizandos. Com base na proposta freiriana, discuta como os Círculos de Cultura rompem com a lógica da “educação bancária” e refundam a relação entre saber, cultura e autonomia no processo educativo. Para estruturar sua argumentação, contemple, obrigatoriamente, os pontos A e B abaixo: (A) O conceito de cultura em Freire como produção humana concreta e como ponto de partida para a tomada de consciência crítica (conscientização); (B) O papel do diálogo e da horizontalidade entre educador e educando na transformação da realidade social dos sujeitos.