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Otites 
OTITE MÉDIA AGUDA 
 Definição: surgimento rápido de sinais e sintomas 
de inflamação do mucoperiósteo da orelha média, de 
etiologia viral ou bacteriana. 
 Fatores de risco ambientais: IVAS, creche/escola 
e uso de chupeta 
 Fatores de risco do hospedeiro: idade, 
anormalidades craniofaciais e predisposição genética 
 Patogênese: a tuba auditiva é mais curta e 
encontra-se parcialmente fechada (horizontalizada) em 
crianças, o que facilita a migração do patógeno da 
rinofaringe para a orelha média. 
 Quadro clínico: otorreia, esfregar a orelha, febre, 
irritabilidade, coriza, audição diminuída, inapetência, 
diarreia, vômito e cefaleia. 
 Diagnóstico: otoscopia com abaulamento da 
membrana timpânica, além de estar hiperemiada em 
casos de etiologia viral e purulenta em casos de etiologia 
bacteriana. 
 Tratamento: observação com remissão 
espontânea e tratamento sintomático. Caso piore ou não 
haja remissão, ATB. 
OMA VIRAL 
 Otoscopia: degeneração do epitélio ciliar, edema 
de mucosa, obstrução da tuba auditiva, progressão 
negativa e acúmulo de secreção. 
 Tratamento: calor local, descongestionantes e 
analgésicos 
OTITE MÉDIA CRÔNICA 
 Definição: condução inflamatória associada a 
perfurações amplas e persistentes da membrana 
timpânica e otorreia. Duração ≥ 3 meses. 
Otoscopia: presença de líquido na orelha média, 
com ausência de sinais e sintomas que caracterizem OMA 
 Tipos: otite média secretora, otite média crônica 
simples, otite média crônica supurada não 
colesteatomatosa e otite média supurada 
colesteatomatosa. 
Otite média secretora: hipoacusia condutiva leve e não 
perceptível pelo paciente, com progressão, acompanhada 
ou não de zumbido e instabilidade do equilíbrio. Na 
otoscopia temos membrana timpânica translúcida, com 
nível líquido ou hidroaréreo na orelha média, além de 
diminuição da mobilidade. 
 
 
OMA SUPURATIVA 
 Etiologia: S.pneumoniae, H.influenzae e 
M.catarrhalis 
 Fase 1 - congestão: hiperemia ao longo do cabo e 
martelo, com leve retração e triângulo mais 
horizontalizado. Os sintomas são dor, orelha cheia, DA, 
irritabilidade, rejeição à mamadeira, choro contínuo, 
distúrbio do sono. Tratamento sintomático. 
 Fase 2 – exsudação: MT abaulada, espessada, 
com perda de brilho e transparência e coloração do pus. Os 
sintomas são piora da dor e da DA e febre alta (diarreia, 
vômito e desidratação em lactentes). Tratamento 
sintomático (evitar tópicos), ATB por 10 dias, corticoides e 
descongestionantes. 
 Fase 3 – supuração: secreção purulenta CAE e 
perfuração espontânea da MT. Os sintomas são diminuição 
da dor, da temperatura e da toxemia, além de melhora da 
audição. O tratamento é feito com aspiração do CAE e 
proteção contra entrada de água. Essa fase tende a evoluir 
para cura. 
 Fase 4 – coalescência: acúmulo de pus no antro e 
bloqueio ático-antral. O processo pode caminhar para 
dura-máter e seio lateral ou cotical. Os sintomas são 
recorrência de sintomas da fase 2. O tratamento é feito 
com ATB e drenagem cirúrgica. 
 Fase 5 – complicação: abscesso subperiosteral, 
paralisia facial, labirintite purulenta e tromboflebite do seio 
lateral. O tratamento é com ATB + cirurgia. 
 Fase 6 – resolução: cura completa sem sequelas 
 
OTITE MÉDIA CRÔNICA SECRETORA 
 Definição: presença de líquido na orelha, com 
membrana timpânica íntegra e sem sinais e sintomas de 
processo inflamatório agudo. 
 Fisiopatologia: alterações histológicas e função 
exercidas pela mucosa respiratória + disfunção tubária. 
 Diagnóstico: otoscopia e timpanometria 
 Tratamento clínico: vacinas, ATB, antivirais, 
AINES e ventilação da OM via tuba 
 Tratamento cirúrgico: miringotomia, tubo de 
ventilação e adenoidectomia. 
 
 
 
 
 
 OTITE MÉDIA CRÔNICA SIMPLES 
 Definição: perfuração permanente da membrana 
timpânica limitada a parte tensa, com longos períodos de 
acalmia. 
 Quadro clínico: alguns meses de evolução, 
otorreia intermitente e inodora associada a IVAS ou água e 
perda auditiva. 
 Exame físico: perfuração de MT de tamanho e 
formas variadas + mucosa pálida e fina 
 Exame complementar: audiometria 
 Tratamento: cirúrgico. O controle pré-op é feito 
com limpeza e gotas otológicas. 
 
 
OTITE MÉDIA CRÔNICA SUPURADA 
 Definição: otorreia mucoide ou mucopurulenta de 
longa duração, que se acentua durante episódios de IVAS 
 Quadro clínico: otorreia constante, erosões 
ossiculares frequentes e mucosa sobre o promontório 
inflamada 
 Exame complementar: audiometria e tomografia 
(mastóides diplóicas e veladas, assim como a caixa 
timpânica) 
 Tratamento: tratar infecção e estabilizar a mucosa 
(ATB oral e tópico e limpeza) + cirurgia 
 
 
OTITE MÉDIA CRÔNICA COLESTEATOMATOSA 
 Definição: presença de pele na cavidade da orelha média. Pode ser congênita ou adquirida. 
 Adquirido primário: comprometimento tubário gera pressões negativas e aspiração da MT na pars flácida. Pode 
haver infecção. 
Quadro clínico: perda auditiva inicialmente discreta e otorreia crônica com odor fétido, sem melhora com 
tratamento. 
 Otoscopia: aspiração atical com migração epitelial 
 Exames complementares: audiometria e TC 
 Tratamento: mastoidectomia 
 Complicações intratemporais: mastoidite, paralisia facial periférica, labirintite serosa ou purulenta e fístula 
perilinfática 
 Complicações intracranianas: abscesso extradural, meningite, empiema subdural e abscesso cerebral

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