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Relatório Separação de Misturas(Grupo6) (2)

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Técnico em Química 
Firjan/Senai 
 
 
 
 
 
 
 
 
Relatório de Separação de Misturas 
 
 
 
 
 
Alunos: 
Camila dos Santos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Rio de Janeiro, 09 de julho de 2026 
Sumário 
 
Introdução......................................................................................................................................3 
 
Objetivos....................................................................................................................................... 3 
Metodologia.................................................................................................................................. 4 
Procedimentos............................................................................................................................... 4 
Resultados e Discussões................................................................................................................5 
Conclusão...................................................................................................................................... 5 
Referências Bibliográficas............................................................................................................ 5 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Introdução 
 
Prática 1: Comparação de Métodos de Aquecimento de Soluções Líquidas 
1. Introdução e Objetivo 
O aquecimento de líquidos é uma etapa fundamental e rotineira em procedimentos 
laboratoriais. A escolha do método adequado influencia diretamente a eficiência do processo, o 
tempo de execução e a segurança do operador. Este ensaio teve como objetivo comparar a 
eficiência de três métodos de aquecimento bico de Bunsen com tela de amianto, placa 
aquecedora e manta aquecedora na tarefa de elevar a temperatura de 50 mL de água da 
temperatura ambiente até 60°C, identificando o tempo necessário para atingir a 
temperatura-alvo, as diferenças operacionais e as precauções de segurança necessárias para 
cada equipamento. 
2. Procedimento Experimental 
Em um béquer de 50 mL, adicionou-se água à temperatura ambiente. O procedimento de 
aquecimento foi realizado, de forma independente, utilizando três métodos ajustados para a 
potência/intensidade máxima até atingir a temperatura de 60°C: 
Bico de Bunsen com tela de amianto: O béquer foi posicionado sobre uma tela de amianto 
apoiada em um tripé/suporte e aquecido diretamente pela chama exposta do bico de Bunsen. 
Placa aquecedora: O béquer foi posicionado diretamente sobre a superfície da placa aquecedora 
com a função de aquecimento ajustada na potência máxima. 
Manta aquecedora: O béquer foi encaixado na cavidade da manta aquecedora ajustada para a 
potência máxima. 
O tempo decorrido até o líquido atingir 60°C foi cronometrado em cada um dos procedimentos. 
3. Resultados Obtidos 
Método de Aquecimento 
Tempo até 60°C 
Observações Operacionais 
 
Bico de Bunsen + Tela de Amianto 
2 min 47 s 
Aquecimento rápido e constante, sem intercorrências durante a prática. 
Placa Aquecedora 
4 min 30 s (incompleto) 
 
Apresentou falha mecânica no controle de potência (botão travado). A água atingiu apenas 
28°C no intervalo. 
Manta Aquecedora 
5 min 28 s 
Aquecimento gradual e uniforme até atingir a temperatura-alvo de 60°C, sem falhas. 
 
4. Discussão e Comparação dos Métodos 
Dentre os três métodos avaliados, o bico de Bunsen com tela de amianto demonstrou maior 
velocidade de transferência térmica, necessitando de apenas 2 min 47 s. O contato direto da 
chama proporciona um fluxo térmico intenso. Entretanto, apresenta menor controle fino de 
temperatura e maior risco operacional devido à chama exposta. 
A manta aquecedora apresentou um aquecimento mais lento (5 min 28 s), porém mais gradual e 
uniforme. Seu formato envolvente distribui o calor uniformemente pelo recipiente, sendo o 
método ideal para evitar choques térmicos ou para manipulação de substâncias e solventes 
inflamáveis. 
A placa aquecedora não permitiu a conclusão da medição devido a uma falha mecânica no 
ajuste de potência, atingindo apenas 28°C em 4 min 30 s. Apesar da limitação observada neste 
ensaio específico, a placa aquecedora é amplamente indicada quando há necessidade de 
agitação magnética simultânea ao aquecimento, garantindo a homogeneização do sistema. 
5. Cuidados e Precauções Específicas por Equipamento 
Bico de Bunsen: Manter a bancada limpa e isenta de materiais combustíveis ou solventes 
voláteis; verificar se as conexões de gás estão vedadas; utilizar pinças adequadas para 
manusear o béquer aquecido; nunca deixar a chama exposta sem supervisão. 
Manta Aquecedora: Garantir o encaixe adequado e o dimensionamento correto do frasco em 
relação à cavidade da manta; evitar o derramamento de líquidos no interior do elemento 
aquecedor para prevenir curto-circuito; não utilizar recipientes trincados ou danificados. 
Placa Aquecedora: Evitar contato direto com a superfície aquecida após o uso; utilizar barreiras 
térmicas ou luvas adequadas ao retirar recipientes; não derramar reagentes corrosivos sobre a 
superfície metálica/cerâmica. 
6. Importância da Manutenção Preventiva 
 
A falha observada na placa aquecedora evidencia a relevância crucial da manutenção 
preventiva e corretiva nos equipamentos de laboratório. Defeitos em seletores de potência, 
termostatos ou cabos elétricos comprometem a reprodutibilidade dos dados experimentais, 
geram atrasos na rotina de trabalho e representam riscos à segurança dos operadores. A 
inspeção periódica e o teste preventivo previnem paradas não planejadas e asseguram a 
integridade dos ensaios. 
Prática 2: Balanças, Limpeza, Nivelamento e Calibração 
1. Objetivos 
Executar os procedimentos de limpeza, manutenção preventiva, nivelamento e calibração de 
balanças laboratoriais (analíticas e/ou semianalíticas), compreendendo a importância dessas 
etapas operacionais para assegurar a precisão e a confiabilidade das medições analíticas. 
2. Equipamentos, Materiais e EPIs 
Equipamentos e Acessórios: Balança analítica (desnivelada/nivelada), kit de pesos padrão 
calibrados, nível de bolha embutido, escova macia, pano de microfibra, álcool isopropílico e 
manual/POP do equipamento. 
EPIs Obrigatórios: Jaleco de manga comprida, óculos de segurança, luvas de látex e touca 
descartável. 
3. Procedimento Experimental 
Limpeza e Manutenção Preventiva: Desligou-se o equipamento da rede elétrica. Com auxílio 
de escova macia, removeram-se os resíduos sólidos do prato e da câmara de pesagem. A 
limpeza externa foi concluída utilizando pano de microfibra levemente umedecido em álcool 
isopropílico, evitando a aplicação direta de líquidos ou solventes agressivos. 
Nivelamento: Inspecionou-se a bolha do nível embutido. Ajustaram-se os pés niveladores 
giratórios até que a bolha ficasse perfeitamente centralizada no visor de controle. 
Calibração e Medição: Após religar o equipamento e aguardar a estabilização térmica, 
efetuaram-se as pesagens das amostras e pesos padrão para comparação das condições de 
medição. 
4. Resultados e Cálculos 
A partir dos dados coletados nas pesagens da substância (sacarose) e do béquer nas condições 
de balança desnivelada e nivelada, realizaram-se os seguintes cálculos de erro absoluto e erro 
relativo: 
Dados Registrados: 
Balança Desnivelada: Massa do Béquer = 51,40 g | Massa da Sacarose = 20,70 g 
Balança Nivelada: Massa do Béquer = 66,35 g | Massa da Sacarose = 20,40 g 
 
Cálculo do Erro Absoluto (EAbs): 
 
EAbs = | Valor Medido - Valor de Referência | 
EAbs = | 20,70 g - 20,40 g | = 0,30 g 
 
Cálculo do Erro Relativo (ERel): 
 
ERel = ( EAbs / Valor de Referência ) * 100% 
ERel = ( 0,30 g / 20,70 g ) * 100% = 1,45% 
5. Tabela de Comparação de Medições 
Condição da Balança 
Massa do Béquer (g) 
Massa da Sacarose (g) 
Erro Absoluto (g) 
Erro Relativo (%) 
 
Desnivelada 
51,40 
20,70 
0,30 
1,45% 
Nivelada (Referência)66,35 
20,40 
- 
- 
 
6. Discussão e Avaliação da Precisão Analítica 
O nivelamento inadequado da balança provocou um erro absoluto de 0,30 g na determinação da 
massa da sacarose, correspondendo a um erro relativo de 1,45%. Em procedimentos analíticos 
quantitativos, variações dessa magnitude são inaceitáveis, pois alteram a concentração teórica 
de soluções e afetam os cálculos estequiométricos subsequentes. 
 
A limpeza periódica evita incrustações e contaminações cruzadas no prato de pesagem, 
enquanto a verificação contínua da calibração através de pesos padrão garante a rastreabilidade 
metrológica das medições. Essas rotinas são indispensáveis para garantir a repetibilidade e a 
exatidão em laboratórios de controle de qualidade e pesquisa. 
7. Conclusão Geral 
A realização das duas práticas reforça que a escolha criteriosa dos equipamentos e a rigidez na 
execução das manutenções e verificações operacionais são pilares essenciais para a 
confiabilidade analítica e segurança no laboratório. Enquanto a escolha do método de 
aquecimento adequado equilibra velocidade e segurança operacional, os procedimentos de 
nivelamento, limpeza e calibração de balanças garantem medições precisas e isentas de erros 
sistemáticos. 
 
 
 
	 
	Introdução

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