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LEGISLAÇÃO CIVIL ESPECIAL 
por Concur se iro Fora da C ai xa 
RESUMO 
Legislação Civil Especial 
C o nc u rse i ro F o ra da Cai x a 
concurseiroforadacaixa.com.br | 01
Sumário 
Lei 12.016/09 – Mandado de Segurança ..................................................................................................................................................................2 
Lei 4.717/65 – Ação Popular .......................................................................................................................................................................................5 
Lei 7.347/85 – Ação Civil Pública ..............................................................................................................................................................................7 
Lei 9.507/97 – Habeas Data ........................................................................................................................................................................................9 
Lei 13.300/16 – Mandado de Injunção .................................................................................................................................................................. 10 
Lei 11.419/06 – Lei do Processo Judicial Eletrônico .......................................................................................................................................... 11 
Lei 9.099/95 – Juizados Especiais Cíveis .............................................................................................................................................................. 13 
Lei 12.153/09 – Juizados Especiais da Fazenda Pública ................................................................................................................................... 16 
Lei 10.259/01 - Juizados Especiais Federais (JEF) .............................................................................................................................................. 18 
Extra – Questões (TEC) .............................................................................................................................................................................................. 19 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
         Preparado exclusivamente para Victor Feitosa | CPF: 096.895.423-54
https://www.concurseiroforadacaixa.com.br/
https://www.concurseiroforadacaixa.com.br
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LEI 12.016/09 – MANDADO DE SEGURANÇA 
Conceder-se-á mandado de segurança para (art. 1º): 
 
Proteger direito líquido e certo, NÃO AMPARADO por habeas corpus ou habeas data 
 
Sempre que, ilegalmente ou com abuso de poder, qualquer PF ou PJ SOFRER violação ou houver justo RECEIO DE 
SOFRÊ-LA por parte de AUTORIDADE, seja de que categoria for e sejam quais forem as funções que exerça. 
 
NÃO cabimento do mandado de segurança contra (art. 1º, §2º cc art. 5º): 
 Atos de gestão comercial de adm. de empresas públicas, de sociedade de economia mista e de concessionárias; 
 Ato do qual caiba recurso administrativo com efeito suspensivo, independentemente de caução; 
 Decisão judicial da qual caiba recurso com efeito suspensivo; 
 Decisão judicial transitada em julgado. 
 
Procedimentos 
 
Despacho da Inicial 
No despacho da inicial, o juiz ordenará (art. 7º): 
1. Que se notifique o coator a fim de que, no prazo de 10 dias, preste as informações; 
2. Que se dê ciência ao órgão de representação judicial da PJ interessada; 
3. Que suspenda o ato, caso haja fundamento relevante. 
 IMPORTANTE O ingresso de litisconsorte ativo não será admitido após o despacho da inicial (art. 10, §2º) 
 
Medida Liminar 
• Na ADI 4296 o STF considerou inconstitucionais as hipóteses de não cabimento de liminar em MS do art. 7º, §2º 
• Os efeitos da medida liminar, salvo se revogada ou cassada, persistirão até a prolação da sentença (art. 7º, §3º) 
• Perempção ou caducidade de liminar concedida (art. 8º): 
o De ofício OU a requerimento do MP; 
o Hipótese 1: impetrante cria obstáculo ao normal andamento do processo; ou 
o Hipótese 2: impetrante deixa de promover por mais de 3 dias úteis atos e diligências que lhe cumprirem. 
 
Segurança Concedida 
• Sentença estará sujeita obrigatoriamente ao duplo grau de jurisdição (art. 14, §1º) 
• Sentença pode ser executada provisoriamente (art. 14, §3º) 
 
Decadência 
Após 120 dias, contados da ciência, pelo interessado, do ato impugnado (art. 23) 
O pedido poderá ser renovado dentro do prazo decadencial, se a decisão denegatória não lhe houver 
apreciado o mérito (art. 6º, §6º). 
 
NÃO cabem, no processo de mandado de segurança (art. 25): 
1. Interposição de embargos infringentes; 
2. Condenação em honorários, sem prejuízo da aplicação de sanções no caso de litigância de má-fé. 
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Recursos em Mandado de Segurança 
Objeto Instrumento 
INDEFERIMENTO da inicial em 1º grau (art. 10, §1º) Apelação 
Decisão de 1º grau que CONCEDER ou DENEGAR a 
liminar (art. 7º, §1º) 
Agravo de Instrumento 
Interposição de AI nas ações contra o poder público e seus 
agentes não prejudica nem condiciona o julgamento do pedido 
de suspensão da execução de liminar (art. 15, §3º) 
Sentença que CONCEDER ou DENEGAR o MS (art. 14, 
caput) 
Apelação 
INDEFERIMENTO da inicial pelo relator, se MS 
originário do Tribunal (art. 10, §1º) 
Agravo 
Decisão de relator que CONCEDER ou DENEGAR a 
liminar, se MS originário do Tribunal (art. 16, §único) 
Agravo 
Decisão do Presidente do Tribunal que SUSPENDA a 
execução de liminar ou de sentença (art. 15, caput) 
Agravo 
Decisão em única instância pelos Tribunais, 
CONCEDENDO a segurança (art. 18, caput) 
Recurso Extraordinário / Especial 
Decisão em única instância pelos Tribunais, 
DENEGANDO a segurança (art. 18, caput) 
Recurso Ordinário 
• STJ: quando TRF ou TJs (art. 105, II, “b” | CF/88) 
• STF: quando Tribunais Superiores (art. 102, II, “a” | CF/88) 
 
Obs: Estende-se à autoridade coatora o direito de recorrer (art. 14, §2º ) 
 
Mandado de Segurança Coletivo 
 
 
O MS Coletivo não induz litispendência em relação aos individuais, mas os efeitos da coisa julgada não 
beneficiarão o impetrante que não requerer a desistência de seu MS no prazo de 30 dias da ciência comprovada 
da impetração da segurança coletiva (art. 22, §1º) 
 
 
 
 
 
 
 
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Partido político com representação no 
Congresso Nacional
Na defesa de seus interesses legítimos relativos a seus 
integrantes ou à finalidade partidária.
Organização sindical, entidade de classe 
ou associação legalmente constituída e em 
funcionamento há, pelo menos, 1 ano
Em defesa de direitos líquidos e certos da totalidade, ou 
de parte, dos seus membros ou associados, na forma 
dos seus estatutos e desde que pertinentes às suas 
finalidades, DISPENSADA autorização especial. 
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Súmulas do STF e do STJ 
Súmula Enunciado 
STF, 101 O Mandado de Segurança não substitui a Ação Popular. 
STF, 266 Não cabe Mandado de Segurança contra lei em tese. 
STF, 267 Não Cabe Mandado de Segurança contra ato judicial passível de recurso ou correição. 
STF, 268 Não cabe Mandado de Segurança contra decisão judicial com trânsito em julgado. 
STF, 269 O mandado de segurança nãoé substitutivo de ação de cobrança. 
STF, 271 
Concessão de mandado de segurança não produz efeitos patrimoniais em relação a período pretérito, os quais 
devem ser reclamados administrativamente ou pela via judicial própria. 
STF, 405 
Denegado o mandado de segurança pela sentença, ou no julgamento do agravo, dela interposto, fica sem efeito 
a liminar concedida, retroagindo os efeitos da decisão contrária. 
STF, 429 
A existência de recurso administrativo com efeito suspensivo não impede impetração do MS contra omissão 
administrativa. 
STF, 430 Pedido de reconsideração na via administrativa não interrompe o prazo para o mandando de segurança. 
STF, 510 
Praticado o ato por autoridade, no exercício de competência delegada, contra ela cabe o mandado de segurança 
ou a medida judicial. 
STF, 512 Não cabe condenação em honorários de advogado na ação de mandado de segurança. 
STF, 624 
Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer originariamente de mandado de segurança contra atos de 
outros tribunais. 
STF, 625 Controvérsia sobre matéria de direito não impede concessão de mandado de segurança. 
STF, 626 
A suspensão da liminar em mandado de segurança, salvo determinação em contrário da decisão que a deferir, 
vigorará até o trânsito em julgado da decisão definitiva de concessão da segurança ou, havendo recurso, até a 
sua manutenção pelo Supremo Tribunal Federal, desde que o objeto da liminar deferida coincida, total ou 
parcialmente, com o da impetração. 
STF, 629 
A impetração de mandado de segurança coletivo por entidade de classe em favor dos associados independe da 
autorização destes. 
STF, 630 
A entidade de classe tem legitimação para o mandado de segurança ainda quando a pretensão veiculada 
interesse apenas a uma parte da respectiva categoria. 
STF, 632 É constitucional lei que fixa prazo decadencial para a impetração de mandado de segurança. 
STJ, 105 Na ação de mandado de segurança não se admite condenação em honorários advocatícios. 
STJ, 202 A impetração de segurança por terceiro, contra ato judicial, não se condiciona a interposição de recurso. 
STJ, 333 
Cabe mandado de segurança contra ato praticado em licitação promovida por sociedade de economia mista ou 
empresa pública. 
STJ, 376 Compete à turma recursal processar e julgar o mandado de segurança contra ato de juizado especial. 
STJ, 460 É incabível o mandado de segurança para convalidar a compensação tributária realizada pelo contribuinte. 
STJ, 604 
O mandado de segurança não se presta para atribuir efeito suspensivo a recurso criminal interposto pelo 
Ministério Público. 
STJ, 628 
A teoria da encampação é aplicada no mandado de segurança quando presentes, cumulativamente, os seguintes 
requisitos: a) existência de vínculo hierárquico entre a autoridade que prestou informações e a que ordenou a 
prática do ato impugnado; b) manifestação a respeito do mérito nas informações prestadas; e c) ausência de 
modificação de competência estabelecida na Constituição Federal. 
 
 
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LEI 4.717/65 – AÇÃO POPULAR 
 
 
 
Disposições importantes: 
• Ação de natureza COLETIVA de caráter PREVENTIVO ou REPRESSIVO 
• Prescrição da ação: 5 anos (art. 21) 
• O mandado de segurança não substitui a ação popular (Súmula 101, STF) 
 
 Processo 
 
Rito: ORDINÁRIO. 
 
Competência: juiz de primeiro grau, ficando a jurisdição preventa (art. 5º, caput cc §3º). 
 
Despacho da inicial: cita os réus, intima o MP e requisita documentos a serem apresentados no prazo de 30 dias (art. 7º, I). 
 
Prazos: 
➤ Contestação: 20 dias prorrogáveis por mais 20 dias (art. 7º, IV) 
➤ Alegações Finais: 10 dias (art. 7º, V) 
➤ Sentença (art. 7º, V) 
a) Caso não requerida produção probatória: 48 horas 
b) Caso requerida produção probatória: 15 dias (= RITO ORDINÁRIO) 
 
Desistência: serão publicados editais, ficando assegurado a qualquer cidadão, bem como o Ministério Público, dentro de 90 dias 
da última publicação, promover o prosseguimento da ação (art. 9º, caput) 
 
Ação 
Popular
Objetivo (art. 5º, LXXIII, CF/88): ANULAÇÃO ou DECLARAÇÃO de NULIDADE de ato lesivo à(ao): 
1. Patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe | cabe suspensão liminar (art. 5º, §4º)
2. Moralidade administrativa 
3. Meio ambiente
4. Patrimônio histórico e cultural
Sujeito Ativo: qualquer CIDADÃO é parte legítima para propor ação popular (art. 1º, caput).
➤ Prova de cidadania: título eleitoral ou documento correspondente (art. 1º, §3º)
➤ Qualquer cidadão pode habilitar-se como litisconsorte ou assistente do autor (art. 6º, §5º)
➤ Pessoa jurídica não tem legitimidade para propor ação popular (Súmula 365, STF)
Sujeito Passivo: pessoas públicas ou privadas, autoridades, funcionários ou administradores, sendo 
que a pessoa JURÍDICA de direito público ou privado, cujo ato seja objeto de impugnação, PODERÁ 
abster-se de contestar o pedido (art. 6º, caput cc §3º)
Ministério Público (art. 6º, §4º): acompanhará a ação.
 ➤ Apressa a produção da prova
➤ Promove a responsabilidade civil ou criminal
➤ VEDADO, em qualquer caso, assumir a defesa do ato impugnado ou dos seus autores
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Custas: autor isento das custas e do ônus de sucumbência, SALVO má-fé (art. 5º, LXXIII, CF/88) 
• Lide julgada manifestamente temerária: condena autor ao pagamento do DÉCUPLO das custas (art. 13) 
• As partes só pagarão custas e preparo a final (art. 10) 
 
 Sentença, Recursos e Execução 
 
Sentença: terá eficácia de coisa julgada oponível "erga omnes" (art. 18). 
Exceção: se ação julgada improcedente por deficiência de prova, caso em que qualquer cidadão poderá intentar outra 
ação com idêntico fundamento, valendo-se de nova prova. 
 
Pedido improcedente: sentença sujeita ao duplo grau de jurisdição (art. 19, caput) 
 
Recursos: 
a) Sentença que julga pedido procedente caberá APELAÇÃO com efeito suspensivo (art. 19, caput) 
b) Decisões interlocutórias: AGRAVO DE INSTRUMENTO (art. 19, §1º) 
Das sentenças e decisões proferidas contra o autor da ação e suscetíveis de recurso, poderá RECORRER qualquer 
cidadão e também o MP (art. 19, §2º) 
 
Execução: se após 60 dias da publicação da sentença de segunda instância o autor ou terceiro não promover a execução, o 
representante do MP a promoverá os 30 dias seguintes, sob pena de falta grave. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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LEI 7.347/85 – AÇÃO CIVIL PÚBLICA 
ACP busca responsabilidade por danos morais e patrimoniais causados (art. 1º): 
1. Ao Meio-ambiente; 
2. Ao Consumidor; 
3. A qualquer outro interesse difuso ou coletivo; 
4. Aos bens e direitos de valor artístico, estético, 
histórico, turístico e paisagístico; 
5. Por infração da ordem econômica; 
6. Ordem urbanística 
7. Ao patrimônio público e social. 
8. À honra e à dignidade de grupos raciais, étnicos ou 
religiosos. 
 
 
NÃO SERÁ CABÍVEL para veicular pretensões que envolvam tributos, contribuições previdenciárias, FGTS ou 
outros fundos institucionais cujos beneficiários podem ser individualmente determinados (art. 1º, §único) 
 
Local da ACP 
 
 
ACP será proposta no foro do LOCAL onde ocorrer o DANO, cujo juízo terá competência funcionalpara processar 
e julgar a causa (art. 2º). 
STJ (Súmula 489): Reconhecida a continência, devem ser reunidas na Justiça FEDERAL as ações civis públicas 
propostas nesta e na Justiça estadual. 
 
Legitimados (art. 5º) 
 
Têm legitimidade para propor a ação principal e a ação cautelar, bem como assumir a titularidade em caso de desistência 
infundada ou abandono: 
 
 
 
Facultado ao Poder Público e associações legitimadas habilitar-se como litisconsortes de qualquer das partes (art. 5º, §2º) 
L
E
G
I
T
I
M
A
D
O
S
Ministério Público
Se não intervier como parte, atuará obrigatoriamente como fiscal da lei
STJ (Súmula 601): O Ministério Público tem legitimidade ativa para atuar na 
defesa de direitos difusos, coletivos e individuais homogêneos dos 
consumidores, ainda que decorrentes da prestação de serviço público.
Defensoria Pública
União, Estados, DF e Municípios
Autarquia, Empresa Pública, Fundação ou Sociedade de Economia Mista - depende da pertinência temática 
entre suas finalidades institucionais e o interesse tutelado.
Associação que, concomitantemente:
1. Constituída há pelo menos 1 ano nos termos da lei civil ➤ PODE ser dispensado pelo juiz, quando houver 
manifesto interesse social ou pela relevância do bem jurídico a ser protegido.
2. Inclua, entre suas finalidades institucionais, a proteção ao patrimônio público e social, ao meio ambiente, 
ao consumidor, à ordem econômica, à livre concorrência, aos direitos de grupos raciais, étnicos ou religiosos 
ou ao patrimônio artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico.
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Termo de Ajustamento de Conduta 
Os órgãos públicos legitimados poderão tomar dos interessados compromisso de ajustamento de sua conduta às 
exigências legais, mediante cominações, que terá eficácia de título executivo extrajudicial (art. 5º, §6º). 
➤ STF (ADPF 165): A associação privada autora de uma ACP pode fazer transação com o réu e pedir a extinção do processo. 
 
 
Inquérito Civil (IC) 
 
 
Procedimento administrativo para apurar fato que possa autorizar a tutela dos interesses ou direitos a cargo do 
MP, servindo como preparação para o exercício das atribuições inerentes às suas funções institucionais. 
 
➤ Legitimidade exclusiva do Ministério Público para instauração e condução (art. 8º, §1º); 
➤ Procedimento FACULTATIVO (art. 8º, §1º); 
➤ IC não é condição de procedibilidade para ajuizamento das ações a cargo do MP (art. 1º, §único | Res. 23/2007 do CNMP); 
➤ Em regra, não há ampla defesa ou contraditório. 
➤ Autos do IC arquivado serão remetidos, sob pena de falta grave, ao CSMP, em 3 dias (art. 9º, §1º) 
 
Objeto e Sentença 
 
ACP poderá ter por objeto (art. 3º): 
 Cumprimento de obrigação de FAZER ou NÃO FAZER 
 Condenação em DINHEIRO 
Indenização reverterá a um fundo gerido por um Conselho Federal ou por Conselhos Estaduais, com participação 
do MP e representantes da comunidade, sendo os recursos destinados à reconstituição dos bens lesados (art. 13). 
 
 
Regra: sentença civil fará coisa julgada erga omnes (art. 16) 
Exceção: se a ação for julgada improcedente por deficiência de provas, hipótese em que qualquer legitimado 
poderá intentar outra ação com idêntico fundamento, valendo-se de nova prova. 
 
STF (RE 1.101.937): INCONSTITUCIONAL a delimitação dos efeitos da sentença proferida em sede de ação civil pública 
aos limites da competência territorial de seu órgão prolator. 
É possível a concessão de liminar? SIM, cabendo AGRAVO contra a decisão, podendo a execução da liminar ser suspensa pelo 
Presidente do Tribunal a que competir o conhecimento do recurso (art. 12 cc §1º). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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LEI 9.507/97 – HABEAS DATA 
Hipóteses de concessão do Habeas Data – HD (art. 7º) 
• RETIFICAÇÃO de dados, quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso, judicial ou administrativo; 
 
• Assegurar o CONHECIMENTO de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes de registro ou banco de 
dados de entidades governamentais ou de caráter público; 
 
• ANOTAÇÃO nos assentamentos do interessado, de contestação ou explicação sobre dado verdadeiro mas justificável e 
que esteja sob pendência judicial ou amigável. 
STJ (Súmula 2): não cabe o habeas data (CF, art. 5° , LXXII, letra "a") se não houve recusa de informações por parte da 
autoridade administrativa. 
 
Petição Inicial 
Apresentada em 2 vias, devendo ser instruída com prova (art. 8º): 
▪ Da RECUSA ao acesso às informações ou do decurso de mais de 10 dias sem decisão. 
▪ Da RECUSA em fazer-se a retificação ou do decurso de mais de 15 dias sem decisão. 
▪ Da RECUSA em fazer-se a anotação ou do decurso de mais de 15 dias sem decisão. 
 
 
INDEFERIMENTO: quando não for o caso de HD ou se lhe faltar algum requisito, cabendo APELAÇÃO (art. 10) 
 
 
ADMISSÃO: juiz ordenará que se notifique a autoridade coatora, com a cópia dos documentos, para que no prazo de 
10 dias preste as informações que julga necessárias (art. 9º). 
 
Sentença e Recurso 
 
➤ Sentença NEGA: cabe APELAÇÃO, cabendo renovação do pedido se a decisão não apreciou o mérito (art. 15 cc art. 18) 
➤ Sentença CONCEDE: cabe APELAÇÃO, com efeito meramente DEVOLUTIVO (art. 15 cc parágrafo único) 
Se o Presidente do Tribunal ao qual compete conhecer o recurso ordenar a suspensão da execução da 
sentença, desse ato caberá AGRAVO ao Tribunal a que presida (art. 16). 
 
Disposições Gerais 
 
o Requerimento adm.: será deferido ou indeferido em 48h (art. 2º) 
o Habeas Data tem prioridade sobre todos os atos judiciais, EXCETO Habeas Corpus e Mandado de Segurança (art. 19) 
o Tano os procedimentos adm. de acesso, retificação e anotação quanto a ação de Habeas Data são GRATUITOS (art. 21) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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LEI 13.300/16 – MANDADO DE INJUNÇÃO 
Sempre que a falta TOTAL OU PARCIAL1 de norma regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e liberdades 
constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania (art. 2º). 
1Parcial: quando forem insuficientes as normas editadas (parágrafo único). 
 
Petição, Deferimento e seus Efeitos 
 
 
Da decisão do relator que INDEFERIR a petição inicial, caberá AGRAVO, em 5 dias (art. 6º, parágrafo único) 
 
 
A injunção será DEFERIDA para (art. 8º): 
1. Determinar PRAZO RAZOÁVEL para que o impetrado promova a edição da norma regulamentadora, sendo DISPENSADO 
quando comprovado que o impetrado deixou de atender, em MI anterior, ao prazo estabelecido para a edição da norma. 
 
2. Estabelecer as CONDIÇÕES em que se dará o exercício dos direitos, das liberdades ou das prerrogativas reclamados ou, se for o 
caso, as condições em que poderá o interessado promover ação própria visando a exercê-los, caso não seja suprida a mora 
legislativa no prazo determinado. 
 
Eficácia da Decisão 
 
 
Regra: eficácia subjetiva LIMITADA ÀS PARTES, até advento da norma regulamentadora (art. 9º). 
 
Eficácia ultra partes ou erga omnes (art. 9º, §1º) 
Quando INDISPENSÁVEL ao exercício do direito, liberdade ou 
prerrogativa objeto da impetração. 
Trânsito em Julgado da decisão (art. 9º, §2º) 
Efeitos poderão ser ESTENDIDOS aos casos análogos por decisãomonocrática do relator. 
Indeferimento por insuficiência de prova (art. 9º, §3º) 
NÃO IMPEDE a renovação da impetração fundada em outros 
elementos probatórios. 
 
Norma Regulamentadora Superveniente 
 
 
Produzirá efeitos EX NUNC (= não retroativos) em relação aos beneficiados por decisão transitada em julgado, 
SALVO se a aplicação da norma editada lhes for mais favorável (art. 11º). 
E se a norma for editada ANTES da decisão? Ficará PREJUDICADA a impetração, caso em que o processo será extinto sem 
resolução de mérito (art. 11º, parágrafo único). 
 
Mandado de Injunção Coletivo – MIC 
 
São competentes para promover o MIC (art. 12): 
1. Ministério Público e Defensoria Pública 
2. Partido com Representação no Congresso 
3. Organização Sindical, entidade de classe ou associação em funcionamento há pelo menos 1 ano | DISPENSADA AUTORIZAÇÃO 
 
 
MIC não induz litispendência em relação aos individuais, mas os efeitos da coisa julgada não beneficiarão o 
impetrante que não requerer a desistência da demanda individual no prazo de 30 dias a contar da ciência 
comprovada da impetração coletiva (art. 13, parágrafo único) 
 
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LEI 11.419/06 – LEI DO PROCESSO JUDICIAL ELETRÔNICO 
 
O disposto na lei aplica-se, indistintamente, aos processos civil, penal e trabalhista, bem como aos juizados especiais, em 
qualquer grau de jurisdição (art. 1º, §1º). 
 
Considera-se ASSINATURA ELETRÔNICA as seguintes formas de identificação inequívoca do signatário (art. 1º, §2º, III): 
1) Assinatura digital baseada em certificado digital emitido por Autoridade Certificadora credenciada; 
2) Mediante cadastro de usuário no Poder Judiciário. 
 
 
O envio de petições, recursos e prática de atos processuais em geral serão admitidos mediante uso de assinatura 
eletrônica, sendo obrigatório o credenciamento prévio no Poder Judiciário (art. 2º) 
 
 
Consideram-se realizados os atos processuais por meio eletrônico no dia e hora do seu ENVIO ao sistema do Poder 
Judiciário, do que deverá ser fornecido protocolo eletrônico (art. 3º). 
 
 
 
Comunicação Eletrônica dos Atos Processuais (arts. 4º ao 7º) 
 
Os tribunais poderão criar Diário da Justiça Eletrônico (DJe), para publicação de atos JUDICIAIS e ADMINISTRATIVOS, sendo 
que a publicação eletrônica: 
a) SUBSTITUI qualquer outro meio e publicação oficial; e 
b) VÁLIDA para quaisquer efeitos legais, exceto os casos que a lei exige intimação ou vista pessoal 
 
 
Data da publicação: primeiro dia ÚTIL seguinte ao da DISPONIBILIZAÇÃO da informação no DJe. 
Início da contagem dos prazos: primeiro dia ÚTIL que seguir ao da PUBLICAÇÃO. 
Exemplo: 
Segunda Terça Quarta Quinta Sexta 
- Informação no DJE FERIADO Data da Publicação Início da contagem 
 
Intimações 
• Feitas eletronicamente ao que se cadastrarem, DISPENSANDO-SE publicação no órgão oficial, inclusive eletrônico; 
• Considerar-se-á realizada a intimação no dia em que o intimando efetivar a consulta eletrônica; 
• As intimações eletrônicas, inclusive da Fazenda Pública, serão consideradas PESSOAIS para todos os efeitos legais; 
 
Cartas 
As cartas precatórias, rogatórias, de ordem e, de um modo geral, todas as comunicações oficiais que transitem entre órgãos do 
Poder Judiciário, bem como entre os deste e os dos demais Poderes, serão feitas PREFERENTEMENTE por meio eletrônico. 
 
 
 
 
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Do Processo Eletrônico (arts. 9º ao 12) 
 
No processo eletrônico, todas as citações, intimações e notificações, inclusive da Fazenda, serão feitas por meio eletrônico. 
➤ Quando viabilizem o acesso à íntegra do processo, serão consideradas vista pessoal do interessado. 
➤ Quando tecnicamente inviável o uso eletrônico, os atos seguem as regras ordinárias, digitalizando-se o documento físico, 
que deverá ser posteriormente destruído. 
 
Distribuição e Juntada: podem ser feitas diretamente pelos advogados públicos e privados, sem necessidade da intervenção 
do cartório ou secretaria judicial, situação em que a autuação deverá se dar de forma automática, fornecendo-se recibo 
eletrônico de protocolo. 
➤ Se o ato tiver prazo, serão considerados tempestivos os efetivados até as 24h do último dia. 
➤ Se o sistema ficar indisponível, o prazo é automaticamente prorrogado para o primeiro dia útil após resolução do problema. 
➤ Os órgãos do Judiciário deverão manter equipamentos de digitalização e acesso à internet à disposição dos interessados. 
 
Documentos eletrônicos: serão considerados originais para todos os efeitos legais. 
 
Documentos digitalizados: e possuem a mesma força probante dos originais. 
Se pelo volume a digitalização for inviável, deverão ser apresentados ao cartório ou secretaria em 10 dias, contados do 
envio da petição eletrônica, sendo devolvidos após o trânsito em julgado. 
 
Conservação dos autos: poderá ser efetuada total ou parcialmente por meio eletrônico, sendo que os autos dos processos 
eletrônicos ser protegidos por sistemas de segurança de acesso e armazenados em meio que garanta a preservação e integridade 
dos dados, sendo DISPENSADA a formação de autos suplementares. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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LEI 9.099/95 – JUIZADOS ESPECIAIS CÍVEIS 
D A CO MP ETÊN CI A 
O Juizado Especial Cível (JEC) tem competência para conciliação, processo e julgamento das causas cíveis de MENOR 
COMPLEXIDADE, assim consideradas: 
• Valor de até 40 salários-mínimos 
• Ação de despejo para uso próprio; 
• As ações possessórias sobre IMÓVEIS de valor até 40 salários-mínimos. 
Compete ao JEC promover a EXECUÇÃO: 
• Dos seus julgados 
• Dos títulos executivos extrajudiciais (até 40 salários) 
Ficam EXCLUÍDAS da competência do JEC as causas 
 
 Alimentar 
 Falimentar 
 Fiscal 
 Interesse da Fazenda Pública 
 Acidentes de trabalho 
 Resíduos 
 Estado e capacidade das pessoas, ainda que de cunho patrimonial. 
 
Foro Competente 
 
1. Do lugar onde a obrigação deva ser satisfeita; 
2. Do domicílio do autor ou do local do ato ou fato, nas ações para reparação de dano. 
3. Do domicílio do RÉU ou, a critério do autor, do local onde aquele exerça atividades profissionais ou 
econômicas ou mantenha estabelecimento, filial, agência, sucursal ou escritório; 
Obs: Em qualquer hipótese, PODERÁ a ação ser proposta no foro previsto no item 3 da lista. 
A opção pelo procedimento previsto nesta Lei importará em RENÚNCIA ao crédito excedente ao limite estabelecido 
(40 salários), excetuada a hipótese de conciliação. 
D O JUI Z, D O S CO N CIL IA D O R ES E D O S JU Í ZES L EIG O S 
JUIZ 
Dirigirá o processo com liberdade para determinar as provas a serem produzidas, para apreciá-las e 
para dar especial valor às regras de experiência comum ou técnica. 
O Juiz adotará em cada caso a decisão que reputar mais justa e equânime, atendendo aos fins 
sociais da lei e às exigências do bem comum. 
CONCILIADORES 
E JUÍZES LEIGOS 
São auxiliares da justiça, sendo: 
✓ Conciliadores: PREFERENCIALMENTE bacharéis em direito 
✓ Juízes Leigos: ADVOGADOS com mais de 5 anos de experiência – ficarão impedidos de exercer a 
advocacia perante os JEC, enquanto no desempenho de suas funções. 
D AS P AR TES 
 
Não poderão ser PARTE (ou seja, ação no JEC não pode envolver): 
 Incapaz 
 Preso 
 Massa falida 
 Insolvente civil 
 PJ de direito público 
 Empresas Públicas da União 
 
 
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Quem pode propor ação perante o JEC? 
1. Pessoas Físicas CAPAZES, excluídos os cessionários de direito de PJ 
2. Pessoas enquadradas como MEI, ME e EPP (na forma da Lei do Simples Nacional) 
3. PJ qualificadas como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) 
4. Sociedades de crédito ao microempreendedor 
 O maior de 18 anos poderá ser autor, independentemente de assistência, inclusive para fins de 
conciliação. 
A SSI STÊN CI A P O R A D VO G AD O 
CAUSAS DE ATÉ 20 SALÁRIOS 
Assistência (advogado) é FACULTATIVA1 
CAUSAS ACIMA DE 20 SALÁRIOS 
Assistência (advogado) é OBRIGATÓRIA 
1Se uma das partes comparecer assistida por advogado, ou se o réu for pessoa jurídica ou firma individual, terá a outra 
parte, se quiser, assistência judiciária prestada por órgão instituído junto ao JEC, na forma da lei local. 
• O Juiz alertará as partes da conveniência do patrocínio por advogado, quando a causa o recomendar. 
• O mandato ao advogado PODERÁ ser verbal, salvo quanto aos poderes especiais. 
D EM A I S CA SO S 
 Réu PJ ou titular de firma individual PODERÁ ser representado por preposto credenciado, munido de carta de preposição 
com poderes para transigir, sem haver necessidade de vínculo empregatício. 
 Intervenção de terceiro ou assistência NÃO será admitida sob qualquer forma 
 Litisconsórcio SERÁ admitido 
 Ministério Público intervirá nos casos previstos em lei 
D O S A TO S P R O CESSU A I S 
 
Os atos processuais: 
Serão 
PÚBLICOS 
PODERÃO realizar-se em 
horário NOTURNO 
 Os atos serão VÁLIDOS sempre que preencherem as finalidades para as quais forem realizados 
 NÃO se pronunciará qualquer nulidade sem que tenha havido prejuízo. 
 A prática de atos em outras comarcas poderá ser solicitada por QUALQUER meio idôneo. 
 
Contagem de prazo em dias, estabelecido por LEI ou pelo JUIZ, para a prática de qualquer ato processual, 
inclusive para a interposição de recursos, computar-se-ão somente os DIAS ÚTEIS. 
 
Formalidade: apenas os atos considerados ESSENCIAIS serão registrados resumidamente, em notas 
manuscritas, datilografadas, taquigrafadas ou estenotipadas. 
Os demais atos poderão ser gravados em fita magnética ou equivalente, que será inutilizada após o 
trânsito em julgado da decisão. 
As normas locais disporão sobre a conservação das peças do processo e demais documentos que o instruem. 
 
 
 
 
 
 
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D O P EDI D O 
 
O processo se instaura com a apresentação do pedido, ESCRITO ou ORAL, à Secretaria do Juizado. O 
pedido deve conter, de forma SIMPLES e linguagem ACESSÍVEL: 
1. Nome, qualificação e o endereço das partes 
2. Fatos e fundamentos (de forma sucinta) 
3. Objeto e seu valor. 
É lícito pedido genérico? SIM, quando não for possível determinar, desde logo, a extensão da obrigação. 
Registrado o pedido, independentemente de distribuição e autuação, a Secretaria designará a sessão de 
conciliação, a realizar-se no prazo de 15 dias. 
Comparecendo inicialmente ambas as partes, instaurar-se-á, desde logo, a sessão de conciliação, 
DISPENSADOS o registro prévio de pedido e a citação. 
Havendo pedidos contrapostos, poderá ser dispensada a contestação formal e ambos serão apreciados 
na mesma sentença. 
 
D A S CI TA ÇÕ ES E I N TI M A ÇÕ ES 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
C
O
M
U
N
IC
A
Ç
Ã
O
 D
O
S
 A
T
O
S
CITAÇÕES
1) Correspondência, com aviso de recebimento em mão própria
2) Por Oficial de Justiça, se necessário, independentemente de mandado ou precatória
3) PJ ou firma individual, por entrega ao encarregado da recepção, identificado
Atenção! NÃO se fará citação por edital
O comparecimento espontâneo SUPRIRÁ a falta ou nulidade da citação
A citação conterá cópia do pedido inicial, dia e hora para comparecimento do citando 
e advertência de que, NÃO COMPARECENDO (revelia) este, considerar-se-ão 
verdadeiras as alegações iniciais, e será proferido julgamento, de plano.
INTIMAÇÕES
Feitas na forma prevista para citação, OU por qualquer outro meio idôneo de 
comunicação.
Dos atos praticados na audiência, considerar-se-ão desde logo cientes as partes.
As partes comunicarão ao juízo as mudanças de endereço no curso do processo, 
reputando-se EFICAZES as intimações enviadas ao local anteriormente indicado, 
na ausência da comunicação.
Pedido oral será reduzido 
a escrito pelo Secretaria. 
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LEI 12.153/09 – JUIZADOS ESPECIAIS DA FAZENDA PÚBLICA 
F O R MA ÇÃ O E ESTR U TUR A 
 
Os JEFPs, órgãos da JUSTIÇA COMUM serão: 
• CRIADOS pela União (no DF e Territórios), e pelos Estados 
• INSTALADOS pelos TJs dos Estados e do DF 
Serão designados, na forma da legislação dos Estados e do DF, conciliadores e juízes leigos dos JEFP. 
✓ Conciliadores: preferencialmente entre bacharéis em Direito 
✓ Juízes Leigos: advogados com mais de 2 anos de experiência | Cuidado! Não confundir com 5 anos do JEC 
Turmas Recursais: são compostas por juízes em exercício no 1º grau, na forma da legislação dos Estados e do DF, com 
mandato de 2 anos, e integradas, preferencialmente, por juízes do Sistema dos Juizados Especiais. 
CO M P ETÊN CI A 
É de competência dos JEFP processar, conciliar e julgar causas CÍVEIS de interesse dos Estados, DF, Territórios e dos 
Municípios, até o valor de 60 salários-mínimos. No foro onde estiver instalado JEFP, a sua competência é ABSOLUTA 
 
 
O juiz poderá, de OFÍCIO ou a REQUERIMENTO, deferir quaisquer providências cautelares e antecipatórias no curso do 
processo, para evitar dano de difícil ou de incerta reparação. 
Exceto nos casos de providências cautelares e antecipatórias, somente será admitido recurso contra a SENTENÇA. 
P A R TES 
 
❌
NÃO se incluem na 
competência do JEFP
Mandados de Segurança
Ações de desapropriação, divisão e demarcação
Ações Populares
Improbidade Administrativa
Execuções Fiscais 
Demandas sobre direitos ou interesses difusos e coletivos
IMÓVEIS dos Estados, DF, Territórios e Municípios, Autarquias e Fundações Públicas vinculadas
Impugnação da pena de DEMISSÃO imposta a servidores públicos civis
Impugnação de SANÇÕES DISCIPLINARES aplicadas a militares
Podem ser 
partes no JEFP
AUTORES
As pessoas físicas e as ME e EPP, assim definidas na LC 123/06 
(Simples Nacional)
RÉUS
Os Estados, DF, Territórios e os Municípios, bem como 
autarquias, fundações e empresas públicas a eles vinculadas
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P R A ZO S 
 
NÃO HAVERÁ prazo diferenciado para a prática de qualquer ato processual pelas PJ de direito público, inclusive 
a interposição de recursos. 
Prazos para memorizar: 
• Citação da ré para a audiência de conciliação: antecedência mínima de 30 dias 
• Ré fornecer a documentação para esclarecimento da causa: até instalação da audiênciade conciliação 
• Apresentação de laudo de exame técnico necessário à conciliação ou julgamento da causa: até 5 dias antes da audiência 
O U TR A S IN F OR M A ÇÕ ES IM P O R TA N TES 
Muito 
Cobrado 
Os representantes judiciais dos RÉUS presentes à audiência poderão conciliar, transigir ou desistir nos 
processos da competência dos Juizados Especiais, nos termos e nas hipóteses previstas na lei do respectivo ente. 
Muito 
Cobrado 
Nas causas de que trata esta Lei, NÃO HAVERÁ reexame necessário. 
Cobrança 
Média 
A obrigação de fazer, não fazer ou entregar coisa certa, será efetuado mediante ofício do juiz à autoridade 
citada para a causa, com cópia da sentença ou do acordo. 
Cobrança 
Média 
Caberá pedido de uniformização de interpretação de lei quando houver divergência entre decisões proferidas 
por Turmas Recursais sobre questões de direito MATERIAL. 
Pouco 
Cobrado 
Tratando-se de obrigação de pagar quantia certa, após o trânsito em julgado, o pagamento será efetuado: 
▪ No prazo máx. de 60 dias, independentemente de precatório, na hipótese do § 3o do art. 100 da CF (RPV); ou 
▪ Mediante precatório, caso o montante da condenação exceda o valor definido como RPV. 
Pouco 
Cobrado 
Aplica-se subsidiariamente o disposto no CPC, no Código Civil e na Lei 9.099/95 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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LEI 10.259/01 - JUIZADOS ESPECIAIS FEDERAIS (JEF) 
CO M P ETÊN CI A 
 
P A R TES N O P R O CESSO 
AUTORES 
• Pessoas físicas 
• Microempresas 
• Empresas de pequeno porte 
X 
RÉS 
• União 
• Autarquias Federais 
• Fundações Públicas Federais 
• Empresas Públicas Federais 
As partes poderão designar, por ESCRITO, representantes para a causa, advogado ou não. 
 
C
O
M
P
E
T
Ê
N
C
IA
COMPETE
Âmbito Criminal
Processar e julgar infrações de menor potencial ofensivo (IMPO) de 
competência da Justiça Federal.
Respeito às regras de conexão e continência, observando os institutos da 
transação penal e da composição de danos civis.
Âmbito Cível
Processar, executar suas sentenças, conciliar e julgar causas de competência da 
Justiça Federal até 60 salários-mínimos (valor total, parcelado ou não).
Obs: onde houver vara do JEF, sua competência é ABSOLUTA.
NÃO 
COMPETE
Estado estrangeiro ou órgão internacional x Município / pessoa no País
Tratado ou contrato da União com Estado estrangeiro ou órgão internacional
Disputa sobre direitos indígenas
Ações de mandado de segurança,
Ações de desapropriação,
Ações de de divisão e demarcação, 
Ações Populares
Execuções fiscais
Ações por improbidade administrativa 
Direitos ou interesses difusos, coletivos ou individuais homogêneos
Bens IMÓVEIS da UNIÃO, Autarquias e Fundações Públicas federais
Anulação ou cancelamento de ato administrativo FEDERAL.
Exceções:
1) Ato adm de natureza PREVIDENCIÁRIA;
2) Lançamento FISCAL;
Impugnação da pena de demissão imposta a servidores públicos civis ou de 
sanções disciplinares aplicadas a militares.
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P R A ZO S 
 
DESPENCA 
• Citação para audiência de conciliação: antecedência mínima de 30 dias. 
• NÃO HAVERÁ prazo diferenciado p/ prática de qualquer ato processual pelas PJ de direito 
público, inclusive a interposição de recursos. 
D O CU M EN TO S 
 
A entidade pública ré deverá fornecer ao Juizado documentação para esclarecimento da causa, 
apresentando-a até a instalação da audiência de conciliação. 
Danos resultantes de ilícito criminal: para a audiência de composição, o representante da entidade que 
comparecer terá poderes para acordar, desistir ou transigir. 
 
É admitida prova pericial (exame técnico) no âmbito dos JEF? 
SIM! O Juiz nomeará pessoa habilitada, que apresentará laudo em até 5 dias antes da audiência, 
independentemente de intimação das partes. 
P R O CED I M EN TO S 
Medidas Cautelares: Juiz poderá deferir, no curso do processo, de ofício ou a requerimento, para evitar dano de difícil reparação. 
Recurso: exceto no caso das medidas cautelares, só será admitido contra a sentença definitiva. 
Reexame necessário: nas causas dos Juizados Especiais Federais NÃO HAVERÁ reexame necessário. 
Uniformização de Interpretação de Lei Federal: quando houver divergência entre decisões sobre questões de DIREITO 
MATERIAL proferidas por Turmas Recursais na interpretação da lei. 
Quando a orientação acolhida pela Turma de Uniformização, em questões de direito material, contrariar súmula ou 
jurisprudência no STJ, a parte interessada poderá provocar a manifestação deste, que dirimirá a divergência. 
O U TR O S TÓ PI CO S R EL EV AN TES 
Legislação: aos Juizados Especiais Cíveis e Criminais da Justiça Federal se aplica, no que NÃO conflitar, o disposto na Lei 
9.099/95 (Juizados Especiais) – aplicação subsidiária. 
Os Juizados Especiais serão coordenados por Juiz do respectivo TRF, escolhido por seus pares, com mandato de 2 anos. 
STJ (Súmula 203): NÃO CABE recurso especial contra decisão proferida por órgão de segundo grau dos Juizados Especiais. 
STJ (Súmula 376): Compete à turma recursal processar e julgar o mandado de segurança contra ato de juizado especial. 
STJ (Súmula 428): Compete ao TRF decidir os conflitos de competência entre juizado especial federal e juízo federal da 
mesma seção judiciária. 
 
EXTRA – QUESTÕES (TEC) 
 
São questões de várias bancas (basta excluir das questões as bancas que não te interessam) e níveis (questões 
simples às complexas). Complemente esse caderno com questões que você já selecionou como favoritas / 
importantes, para revisar nas semanas anteriores à prova. Aliando este resumo com a resolução de questões 
você certamente estará MUITO bem preparado(a)! Link: https://www.tecconcursos.com.br/s/QbfnX 
 
 
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