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MARIA JACIELE DA SILVA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO II 
 
 
 
 
 
 
PROFESSORA: Me.TATYANE CAVALCANTE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CARUARU 
OUTUBRO-2025 
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1. INTRODUÇÃO 
 
O estágio supervisionado permite ao estudantes aplicar os conceitos teóricos adquiridos 
em sala de aula em situações reais do ambiente profissional. Essa vivência proporciona um 
aprendizado significativo, pois permite o desenvolvimento de habilidades práticas, adaptações 
a desafios do cotidiano da profissão e a construção de uma visão mais ampla sobre a área de 
atuação. Com forme destaca Silva e Gaspar (2019) na revista Brasileira de educação, o estágio 
é considerado um espaço essencial onde teoria e prática se tornam instrumentos inseparáveis e 
indispensáveis á prática do docente. 
Além do aprimoramento técnico, o estágio é essencial para o desenvolvimento de 
competências comportamentais, como trabalho em equipe, comunicação eficiente e capacidade 
de resolução de problemas. A experiência prática também estimula mais consciente do seu 
papel social. Dessa forma, o estágio não apenas fortalece a formação acadêmica, mas também 
prepara profissionais mais capacitados. 
Realizado na clínica de fisioterapia – Unimed Caruaru (Unifisio), o estágio II ocorreu 
no período de 12 de setembro a 15 de outubro, de segunda a sexta-feira, das 13h ás 19h, 
totalizando 30 horas semanais. Com atuação nas áreas de traumatologia e reumatologia. 
 
 
 
 
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2. A INSTITUIÇÃO 
 
A Unifisio apresenta uma excelente infraestrutura, voltada para o atendimento em 
diversas áreas da fisioterapia, como traumatologia, reumatologia, ginecologia e 
neurologia. Dentre essas, as áreas de traumatologia e reumatologia se destacam por 
concentrarem a maior demanda de pacientes e contam com uma equipe de fisioterapeutas 
qualificada e comprometida com o processo de reabilitação. Essa equipe atua de forma 
integrada, composta por seis profissionais, duas no turno das 13h ás 19h e quatro das 15h 
ás 21h, o que garante uma melhor organização nos atendimentos. 
Na área de traumatologia ortopédica, as avaliações fisioterapêuticas são realizadas 
por uma fisioterapeuta específica, responsável por direcionar os pacientes aos 
profissionais com horários disponíveis. Embora esse modelo facilite a distribuição dos 
atendimentos e otimize a rotina clínica, pode haver uma limitação no processo de 
elaboração da conduta, já que a fisioterapêutica responsável por dar continuidade no 
tratamento não está presente na hora da avaliação. 
A clínica dispõe de recursos terapêutico de qualidade e adequados às necessidades 
de cada especialidade, possibilitando um atendimento eficaz. Além das salas amplas e 
bem estruturadas, a Unifisio conta com uma piscina terapêutica utilizada nos tratamentos 
neurológicos, pós-operatórios e nas atividades de hidroginástica. O espaço físico foi 
planejado para oferecer conforto e acessibilidade aos pacientes, além de contar com uma 
copa para os funcionários e banheiros adaptados para pessoas com PCD, reforçando o 
compromisso de inclusão dos pacientes. 
 
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3. PRÁTICA DESENVOLVIDA 
 
Durante o período de estágio, foi possível auxiliar e acompanhar em diversas 
condutas fisioterapêuticas com pacientes de patologia distintas, como fasciíte plantar, 
tendinites, epicondilite lateral e medial espondiloartrose, gonartrose, hérnia de disco, 
além de casos de pós-operatório de pé plano e de prótese de joelho. Os fisioterapeutas 
responsáveis explicavam cada caso clínico em detalhe, orientando sobre as condutas mais 
adequadas e demostrando o uso dos recursos da eletrotermofototerapia tão quanto a 
realização de algumas técnicas. No decorrer das práticas, foram utilizados diversos 
materiais e equipamento, como bola suíça, caneleiras, faixas elásticas, discos 
proprioceptivo, plataforma vibratório, espaldar, entre outros. 
Entre os atendimentos realizados, dois se destacaram pela relevância clínica. O 
primeiro caso foi de um paciente diagnosticado com espondiloartrose e sintomatologia de 
cervicobraquialgia, na qual foram aplicadas as seguintes condutas: Alongamentos de 
musculatura de cervical e peitoral, mobilidade neural, mobilidade de cervical no 
movimento de flexo-extensão com auxílio de bola de futebol, mobilidade escapular, 
retração e finalização com tração de cervical. Já no segundo caso, de uma paciente com 
múltiplas comorbidades nos membros inferiores, foram realizados alongamento de 
isquiotibiais, mobilidade de joelho e quadril em flexo-extensão, marcha estacionária no 
jump, fortalecimento de quadríceps no movimento de extensão de quadril com resistência 
de caneleira de 1kg, além de exercícios funcionais como subida e descida no step e 
agachamento associado ao toque em cones, finalizando com uso de US e TENS. 
 Embora o foco principal do estágio seja na área de traumato-Ortopedia, também 
foram acompanhados alguns atendimentos na parte de ginecologia e obstetrícia, onde 
realizei condutas fisioterapêuticas, como mobilidade da coluna lombar e da pelve no 
espaldar, agachamentos e caminhada de cocaras, fortalecimento de core e de 
musculatura estabilizadora da pelve, em gestantes com idade gestacional entre 28 e 36 
semanas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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4. ESTUDO DE CASO 
 
CASO CLÍNICO: 
Paciente A.A., sexo masculino, 68 anos, deu entrada na clinica apresentando 
quadro de dor intensa em região cervical, com início há aproximadamente trinta dias. 
Relata que a dor irradia para membro superior esquerdo associado com dormência. Refere 
piora significativa ao realizar movimentos de extensão e perda de funcionalidades como 
dirigir. 
DIAGNÓSTICO CLÍNICO: 
 De acordo com o laudo médico, o paciente apresenta diagnóstico de 
espondiloartrose cervical. No entanto, durante a avaliação clínica e a análise da 
ressonância magnética, foi possível observar também a presença de uma hérnia discal 
cervical posterior, póstero-lateral esquerda bem acentuada, localizada entre a sexta (C6) 
e a sétima (C7) vértebras cervicais, contribuindo para o quadro de radiculopatia cervical 
associado á cervicobraquialgia de MSE. 
PATOLOGIA: 
A espondiloartrose cervical é uma condição degenerativa da coluna cervical 
caracterizada pela perda de hidratação e altura de disco intervebral, formação de 
osteófitos e espessamento dos ligamentos, o que leva á redução da mobilidade e ao 
aumento da carga mecânica nas articulações vertebrais posteriores. Um estudo recente 
ressalta que esse processo degenerativo “ é mais comum das alterações patológicas da 
coluna” e que em muitos casos resulta em compressão das estruturas nervosas. 
(LACHMAN, 2015). 
Quanto a hérnia de disco cervical (protrusão ou extrusão do núcleo pulposo 
através do ânulo fibroso), ocorre em meio ao contexto degenerativo, pode haver 
compressão da raiz nervosa, produzindo sintomas radiculares, como dor irradiada, 
parestesia, dormência) e quadro de cervicobraquialgia. Estudos de imagem confirmam 
que os achados de degeneração ou hérnia de disco têm correlação, com dor cervical e 
limitação funcional (MOLEY, 2024). 
QUEIXA PRINCIPAL: 
 Dor cervical irradiada para membro superio esquerdo associada á dormência. 
AVALIAÇÃO FISIOTERAPÊUTICA: 
 Devido á alta demanda de pacientes na clínica, não foi possível realizar a 
avaliação fisioterapêutica em um único dia. Assim, o processo foi dividido em duas 
etapas: no primeiro dia foram coletadas as informações iniciais, realizado testes e 
observado possíveis alterações, já no segundo dia, foi realizado a goniometria e o teste de 
força muscular dos membros superiores 
1. No primeiro dia foram observados as seguintes alterações: 
• Positivo para o teste de SPURLING. 
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• Dor grau 8 associado a irradiação no movimento de extensão e rotação 
lateral á esquerda de cervical e na flexão de ombro. 
• Compensaçõesposturais ao realizar o movimento de rotações cervical 
• Na inspeção foi observada uma leve hipomobilidade escapular 
 
2. No segundo dia foram observados as seguintes situações: 
• Perda de amplitude de movimento na coluna cervical ao realizar extensão, 
flexão lateral á direita e á esquerda, rotação lateral para os dois lados e na 
flexão de ombro esquerdo. 
• Diminuição da força de musculatura dos flexores, extensores e abdutores de 
ombro esquerdo e direito. 
 
 GONIOMETRIA ARTICULAR 
 
 
 FORÇA MUSCULAR (ESCALA DE MRC) 
 
 
Vale ressaltar que o segundo dia de avaliação fisioterapêutica foi realizado após a terceira 
sessão de fisioterapia. 
 
OBJETIVOS: 
 Curto prazo: 
• Diminuir quadro álgico 
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• Melhorar mobilidade articular de cervical e escapular 
• Promover conscientização postural para evitar movimentos 
compensatórios 
 
 Médio prazo: 
• Reduzir irradiação dolorosa 
• Fortalecer musculatura de flexores, extensores e abdutores de ombro 
direito e esquerdo. 
 Longo prazo: 
• Promover estabilidade e equilíbrio muscular de cintura escapular e cervical 
• Restaurar a funcionalidade completa de cervical e ombro. 
 
CONTUDA PROPOSTA: 
• Eletroterapia(TENS), modo burst, 50HZ, DP: 100. Ser colocado no trajeto da 
irradiação, de região cervical para região distal de rádio 
• Liberação miofascial de trapézio e levantador da escápula 
• Alongamento de peitoral maior e ECOM (2x30s) 
• Mobilidade de cervical no movimento de flexo-extensão e rotação lateral com 
auxílio de bola de futebol no limite da dor do paciente. (3x6) 
• Mobilidade de ombro no movimento de flexão de ombro com auxílio de bastão 
(3x6) 
• Dissociação escapular na parede (3x6) 
• Retração cervical na parede com auxílio de almofada ( 4×3s) 
• Tração cervical 
• Fortalecimento de ombro com resistência de halteres de 1kg no movimento de 
flexão de ombro e abdução (3×8) 
• Exercício de estabilidade e fortalecimento de ombro e escapular com auxílio de 
bola de futebol e faixa elástica, no movimento abdução horizontal unilateral (3×8) 
• Exercício de propriocepção com auxílio de bola suíça. 
 
PROGNÓSTICO: 
 Espera-se que o paciente tenha uma redução do quadro álgico e da irradiação, 
melhora na ADM, na funcionalidade e na função muscular e escapular. 
 
CONDUTAS REALIZADAS COM O PACIENTE: 
• Alongamento de peitoral no espaldar (2x30s) 
• Mobilização neural do nervo mediano e radial 
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• Mobilidade de ombro no movimento de flexão com auxílio de bastão inicialmente 
realizado em uma angulação de 30° depois evoluindo gradativamente até chegar 
em 90° (3×6) nas primeiras sessões depois aumentando para (3×8) 
• Dissociação escapular na parede (3×6) 
• Mobilidade de cervical no movimento de flexo-extensão e rotação lateral 
associado com elevação de ombro. (3×8) 
• Retração cervical com auxílio de almofada. (6×3s) inicialmente evoluindo para 
(5×5s). 
• Liberação miofascial de trapézio 
• Tração cervical 
• Finalizando com o uso do TENS, de início usando os parâmetros de modo breve 
intensa, 100 HZ, DP: 150, T: 25 min, depois foi realizado o modo burst, 50HZ, 
DP: 100 e T: 25 min. 
 
 
EVOLUÇÃO: 
 Durante o período de tratamento fisioterapêutico, o paciente apresentou evolução 
positiva, relatando cerca de 60% de melhora do quadro álgico. Informou que consegue 
realizar o movimento de extensão cervical sem dor ou irradiação, além de ter retomado 
atividades que anteriormente não conseguia executar, como dirigir. 
 
REAVALIAÇÃO: 
 Infelizmente, não foi possível realizar a reavaliação fisioterapêutica durante o 
período de acompanhamento. No entanto, foi deixado um comunicado para a próxima 
estagiária, orientando a realização da reavaliação após a décima sessão do paciente. 
 
 
 
 
 
 
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5. CONCLUSÃO 
 
O estágio supervisionado na Unifisio proporcionou uma experiência 
enriquecedora e essencial para o desenvolvimento profissional na área da fisioterapia. 
Durante o período de atuação, foi possível aplicar os conhecimentos teóricos adquiridos 
ao longo da formação acadêmica, aprimorando habilidades práticas e aprofundando a 
compreensão sobre diferentes abordagens. 
Além do aprimoramento técnico, o estágio contribuiu significativamente para o 
desenvolvimento de competências interpessoais, como trabalho em equipe, comunicação 
e empatia no atendimento. A experiência prática reforçou a importância da fisioterapia na 
promoção da qualidade de vida e no tratamento de diversas condições. 
Dessa forma, o estágio se mostrou uma etapa fundamental na formação de 
profissionais, proporcionando aperfeiçoamento de habilidades clinicas, mas também uma 
maior compreensão sobre os desafios e responsabilidades da área da fisioterapia. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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6. REFERÊNCIAS 
 
LACHMAN, Dariusz. Análise do quadro clínico em pacientes com espondiloartrose da 
coluna vertebral em função do tipo e da gravidade das lesões na ressonância magnética. 
Reumatologia, v. 53, n. 4, pág. 186 – 191, 2015. 
 
MOLEY, Yasir. Hérnia de disco. Revista brasileira de ortopedia, v. 59, n. 3, pág. 80-
95, 2025 
 
SIVA, H.; GASPAR, M. Estágio supervisionado: a relação teorica e prátic reflexiva na 
formação de professores do curso de licenciatura em pedagogia. Revista brasileira de 
estudos pedagógicos, v.251, 2019.
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7. Anexos 
Anexo 1 – Ficha de Frequência 
 
 
 
 
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Anexo 02- Formulário de Avaliação (exemplo) 
 
 
 
 
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Anexo 3 – Termo de Compromisso 
 
 
 
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8. Apêndices 
Apêndice 1 – Ressonância magnética do paciente 
 
 Fonte: Acervo pessoal 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Apêndice 2 – Fotos do paciente 
 
 
FLEXO-EXTENSÃO DE CERVICAL 
 Fonte: Acervo pessoal 
 
 
 
 MOBILIZAÇÃO NEURA. RETRACÃO ESCAPULAR. 
Fonte: Acervo pessoal Fonte: Acervo pessoal 
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Apêndice 3 – Autorização de imagem

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