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Prévia do material em texto

TEMPLATE PADRÃO ÚNICO DO DESAFIO PROFISSIONAL 
 
ORIENTAÇÕES IMPORTANTES ANTES DE COMEÇAR: 
 
Este é o template padrão único para a realização do seu Desafio Profissional. Para todas 
as disciplinas, o template será o mesmo. O que muda é a proposta do seu desafio. 
Portanto, para que você conheça o desafio proposto para a sua disciplina, é preciso: 
1) Acessar o seu AVA; 
2) Clicar na disciplina que será avaliada; 
3) Entrar em “Notas e Avaliações”; 
4) Clicar em “Responder Avaliação III”. 
 
Além disto, é fundamental que você faça a leitura atenta da questão na íntegra antes de 
iniciar o preenchimento deste template. 
 
Agora, vamos às etapas de realização do seu desafio profissional. 
 
ETAPA 1: Apresentação do Desafio Profissional 
Seu papel ativo nesta etapa é apenas ler tudo com atenção e entender qual solução 
(ou soluções) você apresentará ao final da atividade. Então, leia todas as orientações 
da Etapa 1 do seu Desafio Profissional. 
 
ETAPA 2: Materiais de referência (ambientação) do seu Desafio Profissional 
Nesta etapa, você deve analisar os materiais de referência e inteirar-se do conteúdo 
que o(a) professor(a) indicou para que você tenha mais segurança e conhecimento na 
hora de analisar o caso. Depois que você tiver feito a leitura e já estiver munido de mais 
informações, você deve eleger três aspectos do desafio proposto que sejam os mais 
relevantes, do seu ponto de vista, para a solução do desafio. Por exemplo: que 
estratégia inovadora foi usada? Que decisão polêmica ou uma atitude inesperada você 
localizou? Qual foi o erro do profissional que aplicou a fórmula? O que o profissional 
esqueceu de observar? Seu papel ativo nesta etapa é apontar esses três aspectos e 
justificar suas escolhas. 
 
 
Estudante, escreva aqui os três aspectos e justifique suas escolhas. Anote assim 
neste template: o que chamou atenção + por quê. 
Aspecto 1 – A fabricação clandestina e a rotulagem enganosa 
O primeiro aspecto que chamou minha atenção foi o produto ser fabricado em 
laboratório clandestino e apresentar rotulagem semelhante à de produtos legítimos. 
Esse fato é relevante porque a fabricação e a identificação correta dos produtos estão 
diretamente relacionadas à segurança do consumidor. A legislação sanitária exige 
regularidade, controle e condições adequadas para produtos sujeitos à vigilância 
sanitária, enquanto uma rotulagem que transmite aparência de legitimidade pode 
dificultar a percepção dos riscos envolvidos. 
 
Aspecto 2 – A presença de sibutramina e fluoxetina em composição não declarada 
O segundo aspecto foi a diferença entre o que era anunciado e o que realmente havia 
nas cápsulas. O produto era comercializado como “emagrecedor 100% natural”, mas 
continha substâncias farmacologicamente ativas, entre elas a sibutramina. Esse ponto 
é relevante porque a sibutramina está sujeita a controle especial, devendo sua 
prescrição e dispensação obedecer às regras estabelecidas pela Portaria SVS/MS nº 
344/1998. 
 
Aspecto 3 – O risco à saúde e a responsabilidade profissional 
O terceiro aspecto foi a consequência concreta da situação: uma jovem de 24 anos foi 
internada em UTI com falência hepática aguda após consumir o produto. O caso 
demonstra como uma irregularidade sanitária pode atingir diretamente a saúde da 
população. Caso seja identificada a participação de farmacêutico, sua conduta deverá 
ser apurada individualmente, considerando as normas éticas, sanitárias e profissionais 
aplicáveis. 
 
ETAPA 3: Levantamento de conceitos teóricos 
Aqui, você deve aproximar a teoria da prática. Seu papel ativo nesta etapa é pesquisar 
conceitos, autores, teorias etc., que possibilitem a compreensão da solução do desafio. 
Você pode usar o seu livro da disciplina ou ainda o material apresentado na etapa 2. 
Para isto, faça uma lista comentada de conceitos-chave, cada um explicado em duas 
ou três linhas. Por exemplo: Nome do conceito → definição curta → como ajuda a 
 
entender o caso. Lembre-se de que é como montar uma “maleta de ferramentas 
teóricas” para usar na próxima etapa. 
 
Vigilância Sanitária 
A Vigilância Sanitária atua no controle e na fiscalização de produtos e serviços que 
possam representar risco à saúde. Esse conceito ajuda a compreender por que um 
produto fabricado clandestinamente, com composição diferente da informada e 
comercializado pela internet, deve ser investigado e, quando constatado risco, retirado 
de circulação. 
 
Controle especial de substâncias 
A Portaria SVS/MS nº 344/1998 estabelece regras para substâncias e medicamentos 
sujeitos a controle especial. A sibutramina integra a lista B2 e está sujeita a controle 
especial, incluindo a exigência de Notificação de Receita B2 para sua dispensação. 
Esse conceito permite compreender por que a comercialização sem prescrição e fora 
de uma cadeia regular de dispensação representa uma grave irregularidade. 
 
Responsabilidade ética do farmacêutico 
A ética profissional estabelece deveres e proibições para o farmacêutico. Entre as 
condutas incompatíveis com o exercício profissional estão aquelas realizadas em 
desacordo com a legislação, bem como atos danosos ou fraudulentos e a produção, 
fabricação ou fornecimento de substâncias em contrariedade à lei. Esse conceito 
permite analisar eventual participação profissional sem presumir culpa antes da 
investigação. 
 
Responsabilidade técnica 
A responsabilidade técnica está relacionada ao dever profissional de assegurar que as 
atividades sob sua responsabilidade sejam realizadas de acordo com as normas 
aplicáveis. No caso analisado, a existência de um laboratório clandestino, sem 
regularização e sem controle técnico adequado, representa importante fator de risco 
sanitário. 
 
ETAPA 4: Aplicação dos conceitos teóricos ao Desafio Profissional 
 
Neste momento, você deve começar a construção da sua análise. É aqui que você vai 
usar sua “maleta de ferramentas” para solucionar o desafio. Seu papel ativo nesta 
etapa é aplicar cada conceito que julgue importante e conectá-lo com algo que acontece 
na situação analisada. Você fará isso por meio de uma lista de tópicos, respondendo: 
 Como o conceito X explica o que aconteceu na situação Y? 
 O que a teoria X nos ajuda a entender sobre o problema central? 
 Que soluções possíveis a teoria aponta (e por que elas fazem sentido)? 
 
1. Crime e penalidade: o que a fabricação clandestina representa? 
Conceitos: Vigilância Sanitária e legislação sanitária. O laboratório clandestino 
colocava no mercado um produto de composição diferente da anunciada e sem as 
garantias sanitárias exigidas. A Lei nº 6.360/1976 estabelece normas de vigilância 
sanitária para medicamentos, drogas, insumos farmacêuticos e outros produtos 
relacionados à saúde, enquanto a Lei nº 6.437/1977 define infrações e sanções 
sanitárias. Conforme os fatos comprovados, a conduta também poderá ser analisada à 
luz do art. 273 do Código Penal, relacionado à falsificação, corrupção, adulteração ou 
alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais. O enquadramento 
penal depende da comprovação dos fatos e da responsabilidade dos envolvidos. 
 
2. Controle especial: por que a sibutramina é um ponto central? 
Conceito: controle especial. A Portaria SVS/MS nº 344/1998 estabelece regras para 
substâncias sujeitas a controle especial. A sibutramina integra a lista B2 e está sujeita 
a controle especial, incluindo a exigência de Notificação de Receita B2 para sua 
dispensação. No caso analisado, a venda pela internet, sem prescrição e fora de uma 
cadeia regular, impediu os mecanismos de controle exigidos para esse tipo de 
substância. 
 
3. Papel da Anvisa: como ocorre a proteção da sociedade? 
Conceito: Vigilância Sanitária e fiscalização. A Lei nº 9.782/1999 estabelece 
competências da Anvisa relacionadas à regulamentação, ao controle e à fiscalização de 
produtos e serviços que envolvamrisco à saúde pública. Diante de um produto 
clandestino, com substâncias não declaradas e possível risco à saúde, são cabíveis 
medidas de fiscalização, apreensão, investigação e outras providências administrativas, 
em articulação com a Vigilância Sanitária e demais autoridades competentes. 
 
4. Responsabilidade ética: e se houver farmacêutico envolvido? 
Conceito: ética profissional. Se a investigação comprovar a participação de 
farmacêutico na produção, manipulação, armazenamento ou comercialização irregular, 
sua conduta deverá ser apurada individualmente. Conforme o Código de Ética 
Farmacêutica, são incompatíveis com o exercício profissional condutas realizadas em 
desacordo com a legislação, atos danosos ou fraudulentos e a produção, fabricação ou 
fornecimento de substâncias em contrariedade à lei. Assim, a responsabilidade 
profissional dependerá da participação efetivamente comprovada. 
 
5. O produto pode ser considerado um medicamento regular? 
Conceito: regularidade sanitária. A Lei nº 5.991/1973 relaciona o comércio de drogas, 
medicamentos e insumos farmacêuticos a estabelecimentos devidamente licenciados. 
Assim, denominar o produto como “suplemento natural” não é suficiente para afastar a 
análise de sua composição e regularidade. A RDC nº 44/2009 estabelece boas práticas 
de funcionamento, dispensação e comercialização em farmácias e drogarias, enquanto 
a fabricação clandestina deve ser analisada principalmente pelas normas sanitárias 
específicas de produção e fiscalização. 
 
A ETAPA 5 É A MAIS IMPORTANTE DE TODO O PROCESSO, POIS É A ETAPA 
QUE SERÁ AVALIADA! ENTÃO, PRESTE MUITA ATENÇÃO! 
 
ETAPA 5 – AVALIATIVA: Redação do produto - Memorial Analítico. 
Chegou a hora de transformar todo o seu percurso investigativo em um texto claro, bem 
estruturado e objetivo. Seu papel ativo nesta etapa é desenvolver um Memorial 
Analítico. Este será o produto final do Desafio Profissional, que será avaliado com nota 
de zero a dez e terá peso três na média final desta disciplina. 
 
Vamos reforçar o que é um memorial analítico? É basicamente você mostrando o 
caminho que percorreu: o que leu, como interpretou, que teorias usou, que conclusões 
tirou e o que aprendeu com tudo isso. 
Para ajudar você, segue o passo a passo do que não pode faltar no Memorial 
Analítico (ordem recomendada, pois cada item fará parte da composição da sua 
nota): 
 
 
 Resumo do que você descobriu (1 parágrafo) – vale 1 ponto 
 Contextualização do desafio (1 parágrafo): Quem? Onde? Qual a situação? – 
vale 0,5 ponto 
 Análise (1 parágrafo): use de 2 a 3 conceitos da disciplina, mostrando como eles 
explicam a situação. Dê exemplos diretos e contextualizados – vale 2 pontos 
 Propostas de solução (até 2 parágrafos): o que você recomenda? Por quê? Qual 
teoria apoia sua ideia? – vale 3 pontos 
 Conclusão reflexiva (até 2 parágrafos): O que você aprendeu com essa 
experiência? – vale 2 pontos 
 Referências (somente o que você realmente usou, incluindo o livro) – vale 0,5 
ponto 
 Autoavaliação (1 parágrafo): o que você percebeu sobre seu próprio processo 
de estudo? – vale 1 ponto 
 
Checklist rápido antes de entregar: 
 Meu texto não passou de 6000 caracteres. 
 Meus conceitos fazem sentido, e não estão só “porque sim”. 
 Conectei teoria + situação. 
 Apresentei soluções plausíveis. 
 Incluí referências. 
 Mostrei que aprendi algo. 
 Tenho orgulho do que escrevi. 
Lembre-se de que este trecho deve ser copiado e colado no campo de resposta 
da questão, dentro de Notas e Avaliações. 
Lembre-se também de salvar este documento em PDF e colocá-lo como anexo à 
sua resposta. 
 
Resumo 
A análise do caso demonstrou que as “cápsulas naturais” representavam grave risco à 
saúde pública, pois eram comercializadas como “emagrecedor 100% natural”, mas 
continham sibutramina e fluoxetina em doses alarmantes, eram produzidas 
clandestinamente e vendidas sem prescrição e sem nota fiscal. A situação envolve 
 
irregularidades sanitárias, possível adulteração ou falsificação e descumprimento das 
regras de controle especial. Os conceitos de Vigilância Sanitária, controle especial, 
responsabilidade técnica e ética profissional permitem compreender como a legislação 
busca proteger a população. 
 
Contextualização do desafio 
No caso proposto, atuo como farmacêutico fiscal de um Conselho Regional de Farmácia 
ou como perito criminal em conjunto com a Vigilância Sanitária. Uma jovem de 24 anos 
foi internada em UTI com falência hepática aguda após adquirir pelas redes sociais um 
produto anunciado como “emagrecedor 100% natural”. A investigação identificou 
sibutramina e fluoxetina em doses alarmantes, fabricação em laboratório clandestino e 
rotulagem semelhante à de produtos legítimos. Diante disso, é necessário analisar as 
infrações sanitárias e penais, o controle especial da sibutramina e a eventual 
responsabilidade profissional. 
 
Análise 
Os conceitos de Vigilância Sanitária, controle especial e ética profissional explicam os 
principais problemas encontrados. A Lei nº 6.360/1976 estabelece requisitos sanitários 
para produtos sujeitos à vigilância, enquanto a Lei nº 6.437/1977 prevê infrações e 
sanções sanitárias. A presença de sibutramina é relevante porque ela integra a lista B2 
da Portaria SVS/MS nº 344/1998, exigindo Notificação de Receita B2 e controle na 
dispensação. A venda pelas redes sociais, sem prescrição e fora de uma cadeia regular, 
impede esse controle. A RDC nº 44/2009 estabelece boas práticas de funcionamento, 
dispensação e comercialização em farmácias e drogarias; por isso, a fabricação 
clandestina deve ser analisada principalmente pelas normas sanitárias próprias de 
produção. A rotulagem que apresenta o produto como natural, apesar da presença de 
substâncias farmacologicamente ativas, aumenta o risco ao consumidor. Se houver 
farmacêutico envolvido, sua conduta deverá ser apurada individualmente conforme o 
Código de Ética e as demais normas aplicáveis. 
 
Propostas de solução 
A primeira medida deve ser interromper a comercialização e encaminhar a ocorrência à 
Vigilância Sanitária e às demais autoridades competentes. A apreensão e a análise dos 
produtos são necessárias para impedir que novas pessoas sejam expostas e para 
 
confirmar sua composição. Também devem ser investigados a origem das cápsulas, o 
local de fabricação, os responsáveis pela produção e a forma de comercialização. A Lei 
nº 9.782/1999 atribui à Anvisa competências relacionadas à regulamentação, ao 
controle e à fiscalização de produtos que envolvam risco à saúde pública, 
fundamentando a adoção das medidas administrativas cabíveis. 
Caso seja comprovada a participação de farmacêutico, devem ser apuradas as 
responsabilidades sanitárias, éticas e, quando cabível, penais. Também deve ser 
verificada a existência de responsável técnico e a regularidade do local de fabricação. 
Como medida preventiva, é necessário orientar a população sobre os riscos de adquirir 
produtos para emagrecimento sem procedência, regularização e orientação profissional. 
A fiscalização do comércio digital e a articulação entre os órgãos competentes são 
importantes para reduzir a circulação de produtos clandestinos. 
 
Conclusão reflexiva 
A realização deste desafio permitiu compreender que a legislação farmacêutica não é 
apenas um conjunto de regras burocráticas, mas um instrumento de proteção da saúde 
coletiva. O caso mostrou que a fabricação clandestina, a rotulagem enganosa e a venda 
sem controle podem transformar uma prática comercial irregular em um problema grave 
de saúde pública. 
Também compreendi que o farmacêutico deve unir conhecimento técnico, 
responsabilidade ética e domínio da legislação. A experiência aproximou a teoria de 
uma situação prática e reforçou que a atuação profissional responsável depende da 
capacidade de identificar riscos, cumprir as normas e priorizar a segurançada 
população. 
 
Referências 
DEFFERT, Flavia. Deontologia e Legislação Farmacêutica. Florianópolis: Arqué, 2024. 
BRASIL. Lei nº 5.991, de 17 de dezembro de 1973. 
BRASIL. Lei nº 6.360, de 23 de setembro de 1976. 
BRASIL. Lei nº 6.437, de 20 de agosto de 1977. 
BRASIL. Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940. Código Penal. 
BRASIL. Lei nº 9.782, de 26 de janeiro de 1999. 
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria SVS/MS nº 344, de 12 de maio de 1998. 
ANVISA. Resolução RDC nº 44, de 17 de agosto de 2009. 
 
CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA. Resolução nº 724, de 29 de abril de 2022. 
 
Autoavaliação 
Ao desenvolver este desafio, percebi que meu estudo ficou mais consistente quando 
passei a relacionar cada norma com um fato concreto do caso. A leitura do livro ajudou 
a organizar conceitos de deontologia, legislação, controle sanitário e responsabilidade 
profissional. Também compreendi que uma única norma não explica todo o problema: 
é necessário integrar fiscalização, controle de substâncias, responsabilidade ética e 
proteção da saúde pública. Essa experiência contribuiu para meu aprendizado e para 
uma visão mais responsável sobre a atuação do farmacêutico.

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