Logo Passei Direto
Buscar

Livro Digital - Lucro Presumido

Ferramentas de estudo

Mês do Cliente Passei Direto

Quer receber 70% de desconto para assinar o PasseIA?

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

LUCRO PRESUMIDO 
Juliana Maurilia Martins 
 
 
 
Patricia de Souza Timoteo - fiscal@suzantur.com.br - IP: 177.188.182.235
 
 
2 
Juliana Maurilia Martins 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Apuração do IRPJ e CSLL pelo Lucro Presumido 
 
Instrutora: Juliana Maurilia Martins 
 
Patricia de Souza Timoteo - fiscal@suzantur.com.br - IP: 177.188.182.235
 
SUMÁRIO 
1. CONCEITO .............................................................................................................. 5 
2. OPÇÃO AO LUCRO PRESUMIDO ...................................................................... 6 
2.1. Quem pode optar?...................................................................................................... 7 
2.1.1. Verificação do Limite de Receita ...................................................................... 7 
2.1.2. Limite de Receita Bruta Excedido no Ano-Calendário.................................. 9 
2.2. Quem não pode optar? .............................................................................................. 9 
3. DETERMINAÇÃO DO LUCRO PRESUMIDO .................................................. 11 
3.1. Percentuais ................................................................................................................ 13 
3.2. Determinação da Base de Cálculo do Imposto Por Meio de Percentual 
Favorecido ............................................................................................................................. 16 
4. CONCEITO DE RECEITA BRUTA E BASE DE CÁLCULO .......................... 17 
4.1. Valores Integrantes da Base de Cálculo............................................................... 17 
4.1.1. Receitas Financeiras ............................................................................................ 19 
4.1.2. Variações Monetárias Ativas .............................................................................. 20 
4.1.3. Ganho de Capital .................................................................................................. 22 
4.1.3.1. Valor Presente na Composição do Custo do Bem para fins do Ganho de 
Capital 24 
4.1.3.2. Custos de Empréstimos na Apuração do Ganho de Capital ......................... 24 
4.1.4. Ajuste a Valor Presente ....................................................................................... 25 
4.1.5. Concessão de Serviços Públicos ....................................................................... 26 
4.1.6. Preço de Transferência ....................................................................................... 27 
4.2. Receitas e Rendimentos não Tributáveis ............................................................. 28 
4.2.1. Avaliação a Valor Justo - AVJ ............................................................................ 28 
4.3. Receitas Tributadas na Fonte ................................................................................ 29 
5. DETERMINAÇÃO DO IRPJ E DA CSLL DEVIDA ........................................... 30 
5.1. Alíquota de IRPJ e CSLL ........................................................................................ 30 
5.2. Deduções do Imposto Devido ................................................................................ 31 
5.3. Compensações do Imposto de Renda Devido .................................................... 31 
5.4. Incentivos Fiscais ..................................................................................................... 32 
6. PAGAMENTO DO IMPOSTO ............................................................................. 32 
6.1. Local de Pagamento ................................................................................................ 32 
6.2. Documento a Utilizar ................................................................................................ 32 
Patricia de Souza Timoteo - fiscal@suzantur.com.br - IP: 177.188.182.235
 
 
4 
Juliana Maurilia Martins 
 
6.3. Prazo para Pagamento ............................................................................................ 32 
7. ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL OU LIVRO CAIXA? ......................................... 33 
7.1. Guarda de Documentos .......................................................................................... 34 
8. DISTRIBUIÇÃO DE LUCROS ............................................................................. 34 
8.1. Lucros Distribuídos que Excederem ao Valor Apurado na Escrituração ......... 35 
9. PIS E COFINS ....................................................................................................... 36 
 
 
Patricia de Souza Timoteo - fiscal@suzantur.com.br - IP: 177.188.182.235
 
 
5 
Juliana Maurilia Martins 
 
A apostila foi elaborada com base na legislação vigente em: 07/05/2024 
 
Apuração do IRPJ e CSLL pelo Lucro Presumido 
 
 
1. CONCEITO 
 
O lucro presumido é uma forma de tributação simplificada para determinação da 
base de cálculo do imposto de renda (IRPJ) e da contribuição social sobre o lucro 
líquido (CSLL) das pessoas jurídicas que não estiverem obrigadas, no ano-
calendário, à apuração do lucro real. O imposto de renda é devido 
trimestralmente, e presume-se qual será o lucro aplicando um percentual 
previamente estabelecido na legislação sobre a Receita Bruta auferida pela 
Pessoa Jurídica. 
 
As normas que tratam sobre o lucro presumido são: 
 
• Lei nº 8.383, de 1991, art. 65, §§ 1º e 2º; 
• Lei nº 8.981, de 1995, arts. 27 e 45; 
• Lei nº 9.065, de 1995, art. 1º; 
• Lei nº 9.249, de 1995, art. 1º, art. 9º, art. 10, art. 11, arts. 15 e 17, art. 21, 
art. 22, § 1º, 
• arts. 27, 29 e 30 e art. 36, inciso V; 
• Lei nº 9.250, de 1995, art. 40; 
• Lei nº 9.393, de 1996, art. 19; 
• Lei nº 9.430, de 1996, arts. 1º, 4º, 5º, 7º e 8º, art. 19, § 7º, art. 22, § 3º, 
arts. 24 a 26, 
• 51 a 54, 58, 70 e art. 88, inciso XXVI; 
• Lei nº 9.532, de 1997, art. 1º; 
• Lei nº 9.716, de 1998, art. 5º; 
• Lei nº 9.718, de 1998, arts. 13 e 14; 
• MP nº 2.158-35, de 2001, arts. 20, 30 e 31; 
• Lei nº 10.637, de 2002, art. 46 e art. 68, inciso III; 
• Lei nº 10.684, de 2003, art. 22 e art. 29, inciso III; 
• Lei nº 10.833, de 2003, arts. 30 a 33, 35, 36 e 93; 
• Lei nº 11.033, de 2004, art. 8º; 
• Lei nº 11.051, de 2004, arts. 1º e 32; 
Patricia de Souza Timoteo - fiscal@suzantur.com.br - IP: 177.188.182.235
 
 
6 
Juliana Maurilia Martins 
 
• Lei nº 11.196, de 2005, art. 34; 
• Lei nº 11.491, de 2009, art. 15, §§ 1º a 3º e art. 20, §§ 1º a 3º ; 
• Lei nº 11.941, de 2009, art. 20; e 
• Lei nº 12.249, de 2010, art. 22 
• Lei nº 12.814, de 2013, art. 7º. 
• Lei nº 12.973, de 2014. 
• RIR/2018, arts. 587 a 601. 
 
 
2. OPÇÃO AO LUCRO PRESUMIDO 
 
A opção pelo regime de tributação com base no lucro presumido é manifestada 
com o pagamento da primeira ou única quota do imposto devido, correspondente 
ao primeiro período de apuração de cada ano-calendário. 
 
NOTA! Não é permitido REDARF para alterar o código de receita identificador 
da opção manifestada. 
 
A pessoa jurídica que iniciar atividades a partir do segundo trimestre manifesta 
a opção com o pagamento da primeira ou única quota do imposto devido, relativa 
ao período de apuração do início de atividade. 
 
A opção pela apuração do imposto de renda e da contribuição social sobre o 
lucro líquido, com base no lucro presumido, é definitiva para o ano-calendário. 
 
PERGUNTAS E RESPOSTAS IRPJ 2023 – CAPÍTULO XIII 
 
005) Como deverá proceder para regularizar sua situação a pessoa jurídica que, embora 
preenchendo as condições exigidas para o lucro presumido, não tenha efetuado o 
respectivo pagamento da primeira quota ou quota única em tempo hábil, com vistas à 
opção? Nessa hipótese, estará ela impedida de adotar essa forma de tributação? 
 
Atendidos os requisitos legais, a pessoa jurídica poderá optar pelo lucro presumido, se ainda 
não tiver efetuado o pagamento do imposto com base em outro tipo de tributação naquelede 2010, DOU 
de 11/02/2010 
 
“Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins. 
Patricia de Souza Timoteo - fiscal@suzantur.com.br - IP: 177.188.182.235
 
 
37 
Juliana Maurilia Martins 
 
 
Ementa: A partir da revogação do § 1º do art. 3º da Lei nº 9.718, de 1998, a 
receita financeira e a receita de aluguel de imóvel próprio, quando estas 
atividades não fazem parte do objeto social da pessoa jurídica, não integram 
a base de cálculo da Cofins no regime de incidência cumulativo.”(grifou-se) 
 
Solução de Consulta Disit/SRRF07 Nº 100, de 30 de setembro de 2010, 
DOU de 21/10/2010 
 
“Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins. 
 
Ementa: Base de Cálculo. Receitas Financeiras. A partir de 28 de maio de 
2009, com a revogação do § 1º do art. 3º da Lei nº 9.718, de 1998, o 
faturamento, para fins de determinação da base de cálculo da Cofins apurada 
sob o regime de apuração cumulativa, passou a ser considerado como a soma 
das receitas oriundas das atividades empresariais, ou seja, como o conjunto 
das receitas decorrentes da execução dos objetivos sociais da pessoa jurídica. 
As receitas financeiras, portanto, desde que não incluídas no objeto social da 
pessoa jurídica, não devem fazer parte da base de cálculo dessa 
contribuição.”(grifou-se) 
 
 
 
As pessoas jurídicas optantes pelo regime de tributação do IRPJ com base no 
lucro presumido, e consequentemente submetidas ao regime de apuração 
cumulativa da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, poderão adotar o 
regime de caixa para fins da incidência das referidas contribuições, desde que 
adotem o mesmo critério em relação ao IRPJ e à CSLL. 
 
Fundamentação Legal: Lei nº 10.833/03, art. 10, inciso II; Lei nº 9.718/98; 
Medida Provisória nº 2.158-35, de 2001, art. 20; Instrução Normativa RFB nº 
2.121/22. 
 
Patricia de Souza Timoteo - fiscal@suzantur.com.br - IP: 177.188.182.235
 
 
38 
Juliana Maurilia Martins 
 
 
Patricia de Souza Timoteo - fiscal@suzantur.com.br - IP: 177.188.182.235
 
 
 
Contadora, registrada no CRC/SC sob o nº 031022/O-0, formada 
pela UFSC, e pós-graduada do curso “MBA em Planejamento 
Tributário” pela UCAM. 
 
Consultora na área Contábil e Tributária, com enfoque em 
Impostos e Contribuições Federais e suas obrigações acessórias 
desde 2009. 
 
Palestrante convidada pelo CRC/SC desde janeiro de 2011 para o 
Projeto Educação Continuada, promovido em parceria com as 
demais entidades contábeis de Santa Catarina. 
 
Também convidada como palestrante pelo Conselho Federal de 
Contabilidade para ministrar workshop para os Conselheiros do 
CFC, e como moderadora do Painel da Lei nº 12.973/14 na XXIX 
CONTESC. 
 
Professora de Pós-graduação em disciplinas de Malha Fiscal e 
Cruzamentos de Informações, ECD e ECF, e PIS e COFINS, 
Lucro Real, na FURB, Unidavi, Excelsu Educacional e BSSP. 
 
Cofundadora e professora da Plataforma SEFAZmeRIR. 
 
 
Para saber mais sobre o meu trabalho ou seguir nas redes sociais acesse o Link: 
https://julianammartins.com.br/links/ 
 
 
Patricia de Souza Timoteo - fiscal@suzantur.com.br - IP: 177.188.182.235
https://julianammartins.com.br/links/
TÍTULO 2 
Professor 
 
 
2 
 
 
 
 
Patricia de Souza Timoteo - fiscal@suzantur.com.br - IP: 177.188.182.235ano-calendário e desde que faça o pagamento do imposto e respectivos acréscimos legais 
(multa e juros de mora) incidentes em razão do atraso no recolhimento do imposto. 
 
Por fim, destaca-se que não podem optar pelo regime de tributação com base 
no lucro presumido as pessoas jurídicas que exercerem atividades de compra e 
venda, loteamento, incorporação e construção de imóveis, enquanto não 
concluídas as operações imobiliárias para as quais haja registro de custo orçado. 
 
Fundamentação Legal: Lei nº 9.718/98, art. 13, § 1º; Decreto nº 9.580/18, art. 
587. 
Patricia de Souza Timoteo - fiscal@suzantur.com.br - IP: 177.188.182.235
 
 
7 
Juliana Maurilia Martins 
 
 
 
2.1. Quem pode optar? 
 
Podem optar as pessoas jurídicas: 
 
a) cuja receita total no ano-calendário anterior tenha sido igual ou inferior 
a R$ 78.000.000,00 (setenta e oito milhões de reais) ou a R$ 6.500.000,00 
(seis milhões e quinhentos mil reais) multiplicado pelo número de meses 
em atividade no ano-calendário anterior, quando inferior a 12 (doze) 
meses; e 
 
b) que não estejam obrigadas à tributação pelo lucro real em função da 
atividade exercida ou da sua constituição societária ou natureza jurídica. 
 
NOTA! A receita bruta auferida no ano anterior será considerada segundo o 
regime de competência ou de caixa, observado o critério adotado pela pessoa 
jurídica, caso tenha, naquele ano, optado pela tributação com base no lucro 
presumido (Lei nº 9.718/98, Art. 13, § 2º). 
 
Podem, também, optar pela tributação com base no lucro presumido as pessoas 
jurídicas que iniciarem atividades ou que resultarem de incorporação, fusão ou 
cisão, desde que não estejam obrigadas à tributação pelo lucro real. 
 
As pessoas jurídicas, tributadas pelo lucro presumido, e que, em qualquer 
trimestre do ano-calendário, tiverem seu lucro arbitrado, podem permanecer no 
regime de tributação com base no lucro presumido relativamente aos demais 
trimestres do ano-calendário, desde que atendidas as disposições legais 
pertinentes. 
 
Fundamentação Legal: Lei nº 8.981/95, art. 47, § 2º; Lei nº 9.430/96, art.1º; Lei 
nº 9.718/98, Art. 13; Decreto nº 9.580/18, art. 587; Instrução Normativa no 
1.700/17, art. 235. 
 
 
2.1.1. Verificação do Limite de Receita 
 
O limite de R$ 78.000.000,00 (setenta e oito milhões de reais) para a opção no 
ano-calendário é calculado tomando-se por base o somatório das receitas totais 
mensais auferidas no ano-calendário anterior. 
 
Integram a receita total para fins de determinação do limite: 
 
a) da receita bruta mensal; 
 
Patricia de Souza Timoteo - fiscal@suzantur.com.br - IP: 177.188.182.235
 
 
8 
Juliana Maurilia Martins 
 
b) dos ganhos líquidos obtidos em operações realizadas em bolsa de 
valores, de mercadorias e futuros e em mercado de balcão organizado; 
 
c) dos rendimentos produzidos por aplicações financeiras de renda fixa e 
de renda variável; 
 
d) das demais receitas e ganhos de capital; 
 
e) das parcelas de receitas auferidas nas exportações às pessoas 
vinculadas ou aos países com tributação favorecida que excederem o 
valor já apropriado na escrituração da empresa, na forma prevista na 
Instrução Normativa RFB nº 1.312/12; e 
 
f) dos juros sobre o capital próprio que não tenham sido contabilizados 
como receita, conforme disposto no parágrafo único do art. 76 da 
Instrução Normativa RFB nº 1.700/17. 
 
Para os fins do item “a” acima, considera-se como receita bruta: 
I) o produto da venda de bens nas operações de conta própria; 
II) o preço da prestação de serviços em geral: 
III) o resultado auferido nas operações de conta alheia; e 
IV) as receitas da atividade ou objeto principal da pessoa jurídica não 
compreendidas nos itens I a III. 
Na receita bruta incluem-se os tributos sobre ela incidentes e o ajuste a valor 
presente de que trata o inciso VIII do caput do art. 183 da Lei nº 6.404/76, das 
operações vinculas à receita bruta. Na receita bruta não se incluem os tributos 
não cumulativos cobrados, destacadamente, do comprador ou contratante pelo 
vendedor dos bens ou pelo prestador dos serviços na condição de mero 
depositário (ICMS ST e IPI). 
 
NOTA! Não integram a receita total as saídas que não decorram de vendas, a 
exemplo das transferências de mercadorias para outros estabelecimentos da 
mesma empresa. 
Fundamentação Legal: Decreto nº 9.580/18, arts. 591, 592 e 595; Decreto-Lei 
nº 1.598/77, art. 12; Lei nº 12.973/14, art. 2º; e Instrução Normativa RFB nº 
1.700/17, art. 26, 59, §1º, e 214. 
 
Patricia de Souza Timoteo - fiscal@suzantur.com.br - IP: 177.188.182.235
 
 
9 
Juliana Maurilia Martins 
 
2.1.2. Limite de Receita Bruta Excedido no Ano-Calendário 
A pessoa jurídica que no curso do ano-calendário ultrapassar o limite da receita 
total de R$ 78.000.000,00 não estará obrigada à apuração do lucro real dentro 
deste mesmo ano, tendo em vista que o limite para opção pelo lucro presumido 
é verificado em relação à receita total do ano-calendário anterior. 
Quando a pessoa jurídica ultrapassar o limite legal em algum período de 
apuração dentro do próprio ano-calendário, tal fato não implica necessariamente 
mudança do regime de tributação, podendo continuar sendo tributada com base 
no lucro presumido dentro deste mesmo ano. 
Contudo, automaticamente, estará obrigada à apuração do lucro real no ano-
calendário subsequente, independentemente do valor da receita total que for 
auferida naquele ano. 
Daí por diante, para que a pessoa jurídica possa retornar à opção pelo lucro 
presumido deverá observar as regras de opção vigentes à época. 
 
Fundamentação Legal: Decreto nº 9.580/18, arts. 591, 592 e 595; Decreto-Lei 
nº 1.598/77, art. 12; Lei nº 12.973/14, art. 2º; e Instrução Normativa RFB nº 
1.700/17, art. 26, 59, §1º, e 214. 
 
 
2.2. Quem não pode optar? 
 
Não podem optar pelo Lucro Presumido aquelas pessoas jurídicas que, por 
determinação legal, estão obrigadas à apuração do lucro real, a seguir 
apresentadas: 
 
a) cuja receita total, no ano-calendário anterior, tenha excedido o limite de 
R$ 78.000.000,00 (setenta e oito milhões de reais) ou de R$ 6.500.000,00 
(seis milhões e quinhentos mil reais) multiplicado pelo número de meses 
do período, quando inferior a 12 (doze) meses. 
 
b) cujas atividades sejam de bancos comerciais, bancos de investimentos, 
bancos de desenvolvimento, caixas econômicas, sociedades de crédito, 
financiamento e investimento, sociedades de crédito imobiliário, 
sociedades corretoras de títulos e valores mobiliários, empresas de 
arrendamento mercantil, cooperativas de crédito, empresas de seguro 
privado e de capitalização e entidades de previdência privada aberta; 
 
c) que tiverem lucros, rendimentos ou ganhos de capital oriundos do 
exterior; 
Patricia de Souza Timoteo - fiscal@suzantur.com.br - IP: 177.188.182.235
 
 
10 
Juliana Maurilia Martins 
 
 
d) que, autorizadas pela legislação tributária, queiram usufruam de 
benefícios fiscais relativos à isenção ou redução do imposto de renda; 
 
e) que, no decorrer do ano-calendário, tenham efetuado o recolhimento 
mensal pelo regime de estimativa, na forma prevista no art. 32 da IN RFB 
nº 1.700, de 2017; 
 
f) que explorem as atividades de prestação cumulativa e contínua de 
serviços de assessoria creditícia, mercadológica, gestão de crédito, 
seleção e riscos, administração de contas a pagar e a receber, compras 
de direitos creditórios resultantes de vendas mercantis a prazo ou de 
prestação de serviços (factoring); 
 
g) que explorem as atividades de securitização de créditos imobiliários, 
financeiros e do agronegócio; e 
 
h) as pessoas jurídicas que explorem as atividades de compra de direitos 
creditórios, ainda que se destinem à formação de lastro de valores 
mobiliários (securitização). 
 
A obrigatoriedade a que se refere o item “c” acima não se aplica à pessoa jurídica 
que auferir receita de exportação de mercadorias e da prestação direta de 
serviços no exterior. Não se considera direta a prestação de serviçosrealizada 
no exterior por intermédio de filiais, sucursais, agências, representações, 
coligadas, controladas e outras unidades descentralizadas da pessoa jurídica 
que lhes sejam assemelhadas. 
 
A pessoa jurídica que houver pago o imposto com base no lucro presumido e 
que, em relação ao mesmo ano-calendário, incorrer em situação de 
obrigatoriedade de apuração pelo lucro real por ter auferido lucros, rendimentos 
ou ganhos de capital oriundos do exterior, deverá apurar o IRPJ e a CSLL sob o 
regime de apuração pelo lucro real trimestral a partir, inclusive, do trimestre da 
ocorrência do fato. 
 
O mesmo entendimento se aplica aos casos em que passar a exercer atividade 
obrigada ao lucro real no curso do ano-calendário, a exemplo da atividade de 
factoring, que foi objeto de questionamento por um contribuinte que obteve sua 
resposta na Solução de Consulta COSIT nº 284, de 30 de setembro de 2019, 
cujo trecho é transcrito a seguir: 
 
Patricia de Souza Timoteo - fiscal@suzantur.com.br - IP: 177.188.182.235
 
 
11 
Juliana Maurilia Martins 
 
Pessoa jurídica submetida à apuração do IRPJ com base no Lucro 
Presumido, que incorrer em situação de obrigatoriedade de apuração do 
Lucro Real, advinda no curso de um trimestre, deverá apurar o Lucro Real 
em relação a todo esse trimestre. 
 
Fundamentação Legal: Lei nº 9.718/98, art. 14; Decreto nº 9.580/18, art. 257; 
Instrução Normativa SRF nº 025/99, art. 2º; Lei nº 12.249/10, art. 22; ADI SRF 
nº 5/01; e Instrução Normativa RFB nº 1.700/17, art. 59 e art. 214, §§ 4º e 5º 
 
 
3. DETERMINAÇÃO DO LUCRO PRESUMIDO 
 
 
A base de cálculo do imposto de renda (IRPJ) e da contribuição social sobre o 
lucro líquido (CSLL), no regime do lucro presumido, será o valor resultante da 
aplicação dos percentuais de que trata o item 3.1 desta apostila, sobre a receita 
bruta definida no item 4 desta mesma apostila, relativa a cada atividade, 
auferida nos trimestres encerrados em 31 de março, 30 de junho, 30 de setembro 
e 31 de dezembro de cada ano calendário, deduzida das devoluções e vendas 
canceladas e dos descontos incondicionais concedidos. 
 
Ao resultado obtido na forma mencionada acima, deverão ser acrescidos: 
 
I - os ganhos de capital, demais receitas e resultados positivos decorrentes de 
receitas não abrangidas no item 4 desta mesma apostila (receitas 
operacionais), auferidos no mesmo período, inclusive: 
 
a) os ganhos de capital auferidos na alienação de participações 
societárias permanentes em sociedades coligadas e controladas, e de 
participações societárias que permaneceram no ativo da pessoa jurídica 
até o término do ano-calendário seguinte ao de suas aquisições; 
 
b) os ganhos auferidos em operações de cobertura (hedge) realizadas em 
bolsas de valores, de mercadorias e de futuros ou no mercado de balcão 
organizado; 
 
c) a receita de locação de imóvel, quando não for este o objeto social da 
pessoa jurídica, deduzida dos encargos necessários à sua percepção; 
 
Patricia de Souza Timoteo - fiscal@suzantur.com.br - IP: 177.188.182.235
 
 
12 
Juliana Maurilia Martins 
 
d) os juros equivalentes à taxa referencial Selic, para títulos federais, 
relativos a impostos e contribuições a serem restituídos ou compensados; 
 
NOTA! O julgamento do Recurso Extraordinário nº 1.063.187/SC , 
representativo do tema 962 da sistemática de repercussão geral do 
Supremo Tribunal Federal (STF), julgou que é inconstitucional a 
incidência do IRPJ e da CSLL sobre os valores atinentes à taxa Selic 
recebidos em razão de repetição de indébito tributário. 
 
e) os rendimentos auferidos nas operações de mútuo realizadas entre 
pessoas jurídicas ou entre pessoa jurídica e pessoa física; 
 
f) as receitas financeiras decorrentes das variações monetárias dos 
direitos de crédito e das obrigações do contribuinte, em função de índices 
ou coeficientes aplicáveis por disposição legal ou contratual; 
 
g) os ganhos de capital auferidos na devolução de capital em bens e 
direitos; 
 
h) em relação à base de cálculo do IRPJ, a diferença entre o valor em 
dinheiro ou o valor dos bens e direitos recebidos de instituição isenta, a 
título de devolução de patrimônio, e o valor em dinheiro ou o valor dos 
bens e direitos entregue para a formação do referido patrimônio; 
 
i) em relação à base de cálculo da CSLL, o valor em dinheiro ou o valor 
dos bens e direitos recebidos de instituição isenta, a título de devolução 
de patrimônio; 
 
II - os rendimentos e ganhos líquidos auferidos em aplicações financeiras de 
renda fixa e renda variável; 
 
III - os juros sobre o capital próprio auferidos; 
 
IV - os valores recuperados, correspondentes a custos e despesas, inclusive com 
perdas no recebimento de créditos, salvo se a pessoa jurídica comprovar não os 
ter deduzido em período anterior no qual tenha se submetido ao regime de 
tributação com base no lucro real e no resultado ajustado, ou que se refiram a 
período no qual tenha se submetido ao regime de tributação com base no lucro 
presumido ou arbitrado; 
 
Patricia de Souza Timoteo - fiscal@suzantur.com.br - IP: 177.188.182.235
http://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=5230634
 
 
13 
Juliana Maurilia Martins 
 
V - o valor resultante da aplicação dos percentuais de que tratam o item 3.1 
desta apostila, em relação ao IRPJ e em relação à CSLL, sobre a parcela das 
receitas auferidas em cada atividade, no respectivo período de apuração, nas 
exportações às pessoas vinculadas ou aos países com tributação favorecida que 
exceder o valor já apropriado na escrituração da empresa, na forma prevista na 
Instrução Normativa RFB nº 1.312, de 2012; 
 
VI - a diferença de receita financeira calculada conforme disposto no Capítulo V 
e no art. 58 da Instrução Normativa RFB nº 1.312, de 2012; 
 
VII - as multas ou qualquer outra vantagem paga ou creditada por pessoa 
jurídica, ainda que a título de indenização, por causa de rescisão de contrato, 
observado o disposto nos §§ 1º e 2º do art. 79 da Instrução Normativa RFB nº 
1.700/17. 
 
NOTA! O lucro presumido e o resultado presumido serão determinados pelo 
regime de competência ou de caixa. 
 
Fundamentação Legal: Decreto nº 9.580/18, Art. 591; e Instrução Normativa 
RFB nº 1.700/17, art. 215. 
 
 
3.1. Percentuais 
 
No ano-calendário na determinação do lucro presumido são aplicados os 
seguintes percentuais na determinação do lucro presumido sobre a receita bruta 
auferida na atividade, deduzida das devoluções, das vendas canceladas e dos 
descontos incondicionais concedidos: 
 
 
ESPÉCIE DE ATIVIDADES GERADORAS DE RECEITAS 
IRPJ CSLL 
% % 
a) revenda, para consumo, de combustível derivado de petróleo, 
álcool etílico carburante e gás natural 
1,60% 12,00% 
b) Venda de mercadorias ou produtos (exceto revenda de 
combustíveis para consumo) 
8% 12% c) Prestação de serviços hospitalares e de auxílio diagnóstico e 
terapia, fisioterapia e terapia ocupacional, fonoaudiologia, 
patologia clínica, imagenologia, radiologia, anatomia patológica 
e citopatologia, medicina nuclear e análises e patologias 
Patricia de Souza Timoteo - fiscal@suzantur.com.br - IP: 177.188.182.235
 
 
14 
Juliana Maurilia Martins 
 
clínicas, exames por métodos gráficos, procedimentos 
endoscópicos, radioterapia, quimioterapia, diálise e 
oxigenoterapia hiperbárica, desde que a prestadora desses 
serviços seja organizada sob a forma de sociedade empresária 
e atenda às normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária 
(Anvisa); 
d) Prestação de serviços de transporte de carga; 
f) Atividades imobiliárias relativas a desmembramento ou 
loteamento de terrenos, incorporação imobiliária, construção de 
prédios destinados à venda e a venda de imóveis construídos ou 
adquiridos para revenda; e 
g) Atividade de construção por empreitada com emprego de 
todos os materiais indispensáveis à sua execução, sendo tais 
materiais incorporados à obra; 
h) Qualquer outra atividade (exceto a prestação de serviços) 
paraqual não esteja previsto percentual específico. 
i) Serviços de transporte de passageiros 
16% 
12% 
j) Pessoas jurídicas exclusivamente prestadoras de serviços em 
geral, mencionadas nas alíneas "l", "m", "n", "p", "q" e "t" (abaixo) 
cuja receita bruta anual seja de até R$ 120.000,00 (cento e vinte 
mil reais). 
32% 
k) prestação de serviços relativos ao exercício de profissão 
legalmente regulamentada; 
32% 32% 
l) intermediação de negócios; 
m) administração, locação ou cessão de bens imóveis, móveis e 
direitos de qualquer natureza; 
n) construção por administração ou por empreitada unicamente 
de mão de obra ou com emprego parcial de materiais; 
o) construção, recuperação, reforma, ampliação ou 
melhoramento de infraestrutura, no caso de contratos de 
concessão de serviços públicos, independentemente do 
emprego parcial ou total de materiais; 
p) prestação cumulativa e contínua de serviços de assessoria 
creditícia, mercadológica, gestão de crédito, seleção de riscos, 
administração de contas a pagar e a receber, compra de direitos 
creditórios resultantes de vendas mercantis a prazo ou de 
prestação de serviços (factoring); 
q) coleta e transporte de resíduos até aterros sanitários ou local 
de descarte; 
Patricia de Souza Timoteo - fiscal@suzantur.com.br - IP: 177.188.182.235
 
 
15 
Juliana Maurilia Martins 
 
r) exploração de rodovia mediante cobrança de preço dos 
usuários, inclusive execução de serviços de conservação, 
manutenção, melhoramentos para adequação de capacidade e 
segurança de trânsito, operação, monitoração, assistência aos 
usuários e outros definidos em contratos, em atos de concessão 
ou de permissão ou em normas oficiais, pelas concessionárias 
ou subconcessionárias de serviços públicos; 
s) prestação de serviços de suprimento de água tratada e os 
serviços de coleta e tratamento de esgotos deles decorrentes, 
cobrados diretamente dos usuários dos serviços pelas 
concessionárias ou subconcessionárias de serviços públicos; e 
t) prestação de qualquer outra espécie de serviço não 
mencionada anteriormente 
u) as atividades de operação de empréstimo, de financiamento 
e de desconto de títulos de crédito realizadas por Empresa 
Simples de Crédito (ESC) 
38,4% 38,4% 
 
 
As atividades de corretagem (seguros, imóveis, etc.) e as de representação 
comercial são consideradas atividades de intermediação de negócios. 
 
Atenção 
 
1) No caso de atividades diversificadas, deve ser aplicado o percentual 
correspondente sobre a receita proveniente de cada atividade. 
 
2) As sociedades cooperativas de consumo e as demais quanto aos atos não 
cooperados, utilizam os percentuais de acordo com a natureza de suas 
atividades. 
 
3) A partir de 1º de janeiro de 2006, o percentual também passou a ser aplicado 
sobre a receita financeira da pessoa jurídica que explore atividades imobiliárias 
relativas a loteamento de terrenos, incorporação imobiliária, construção de 
prédios destinados à venda, bem como a venda de imóveis construídos ou 
adquiridos para a revenda, quando decorrente da comercialização de imóveis e 
for apurada por meio de índices ou coeficientes previstos em contrato. (Lei nº 
11.196, de 2005, art. 34; Instrução Normativa RFB nº 1.700/17, art. 215, § 26) 
 
4) A receita bruta auferida pela pessoa jurídica decorrente da prestação de 
serviços em geral, como limpeza e locação de mão de obra, ainda que sejam 
fornecidos os materiais, está sujeita à aplicação do percentual de 32% (trinta e 
dois por cento). 
 
5) Para fins de aplicação da letra “c” da tabela acima, entende-se como 
atendimento às normas da Anvisa, entre outras, a prestação de serviços em 
ambientes desenvolvidos de acordo com o item 3 - Dimensionamento, 
Patricia de Souza Timoteo - fiscal@suzantur.com.br - IP: 177.188.182.235
 
 
16 
Juliana Maurilia Martins 
 
Quantificação e Instalações Prediais dos Ambientes da Parte II - Programação 
Físico-Funcional dos Estabelecimentos Assistenciais de Saúde da Resolução 
RDC nº 50, de 21 de fevereiro de 2002, cuja comprovação deve ser feita 
mediante alvará da vigilância sanitária estadual ou municipal. Destaca-se ainda 
que este dispositivo não se aplica: 
 
I - à pessoa jurídica organizada sob a forma de sociedade simples; 
 
II - aos serviços prestados com utilização de ambiente de terceiro; e 
 
III - à pessoa jurídica prestadora de serviço médico ambulatorial com 
recursos para realização de exames complementares e serviços médicos 
prestados em residência, sejam eles coletivos ou particulares (home 
care). 
 
 
Fundamentação Legal: Decreto nº 9.580/18, Art. 592; e Instrução Normativa 
RFB nº 1.700/17, art. 33. 
 
 
3.2. Determinação da Base de Cálculo do Imposto Por Meio de Percentual 
Favorecido 
 
As pessoas jurídicas exclusivamente prestadoras de serviços em geral, 
mencionadas nas na letra “j” da tabela do item 3.1 desta apostila, cuja receita 
bruta anual seja de até R$ 120.000,00, podem utilizar, para determinação da 
base de cálculo do imposto de renda trimestral, o percentual de 16% (dezesseis 
por cento). 
 
A pessoa jurídica cuja receita bruta anual acumulada até determinado trimestre 
do ano-calendário exceder o limite anual de R$ 120.000,00 (cento e vinte mil 
reais) deve determinar nova base de cálculo do imposto com a aplicação do 
percentual de 32% (trinta e dois por cento), e apurar a diferença do imposto 
postergado em cada trimestre transcorrido, no trimestre em que foi excedido o 
limite. 
 
Esta diferença deve ser paga em quota única, por meio de Darf separado, no 
código 2089, até o último dia útil do mês subsequente ao trimestre em que 
ocorrer o excesso. Após esse prazo, a diferença será paga com os acréscimos 
legais. 
 
Fundamentação Legal: Decreto nº 9.580/18, art. 592, §3º a 6º; e Instrução 
Normativa RFB nº 1.700/17, art. 33 e art. 215 §§ 10 a 13. 
 
 
Patricia de Souza Timoteo - fiscal@suzantur.com.br - IP: 177.188.182.235
 
 
17 
Juliana Maurilia Martins 
 
4. CONCEITO DE RECEITA BRUTA E BASE DE CÁLCULO 
 
A receita bruta das vendas e serviços compreende o produto da venda de bens 
nas operações de conta própria, o preço dos serviços prestados, o resultado 
auferido nas operações de conta alheia e as receitas da atividade ou objeto 
principal da pessoa jurídica não compreendida nos itens anteriores, observando-
se que: 
 
a) Na receita bruta não se incluem os tributos não cumulativos cobrados 
destacadamente do comprador ou contratante dos quais o vendedor dos bens 
ou o prestador dos serviços seja mero depositário. 
 
b) Na receita bruta incluem-se os tributos sobre ela incidentes e os valores 
decorrentes do ajuste a valor presente, de que trata o inciso VIII do caput do art. 
183 da Lei nº 6.404, de 1976, das operações que compõe a receita bruta. 
 
Atenção: 
 
1) A pessoa jurídica optante pelo regime de tributação com base no lucro 
presumido pode adotar o critério de reconhecimento de suas receitas de venda 
de bens ou direitos ou de prestação de serviços pelo regime de caixa ou de 
competência. 
 
2) As receitas próprias da venda de unidades imobiliárias (bem assim, as receitas 
financeiras e variações monetárias decorrentes dessa operação) que compõem 
a incorporação imobiliária inscrita no regime especial de tributação (RET) de que 
tratam os arts. 1º a 4º da Lei nº 10.931, de 2 de agosto de 2004, alterados pelo 
art. 111 da Lei nº 11.196, de 2005, não deverão ser computadas na receita bruta 
para efeito de apuração do IRPJ e da CSLL com base no lucro presumido ou 
arbitrado. 
 
Fundamentação Legal: Decreto nº 9.580/18, art. 208, §3º a 6º; e Instrução 
Normativa RFB nº 1.700/17, art. 26. 
 
 
4.1. Valores Integrantes da Base de Cálculo 
 
O lucro presumido, apurado trimestralmente, é a soma dos seguintes valores: 
 
a) do valor obtido pela aplicação dos percentuais especificados no tópico 3.1 
desta apostila; 
 
b) dos valores correspondentes aos demais resultados e ganhos de capital, 
inclusive: 
 
Patricia de Souza Timoteo - fiscal@suzantur.com.br - IP: 177.188.182.23518 
Juliana Maurilia Martins 
 
b.1) os ganhos de capital nas alienações de bens e direitos, inclusive de 
aplicações em ouro não caracterizado como ativo financeiro. O ganho 
corresponde à diferença positiva verificada, no mês, entre o valor da 
alienação e o respectivo custo de aquisição, diminuído dos encargos de 
depreciação, amortização ou exaustão acumulada, ainda que a empresa 
não mantenha escrituração contábil; 
 
b.2) os ganhos de capital auferidos na alienação de participações 
societárias permanentes em sociedades coligadas e controladas, e de 
participações societárias que permanecerem no ativo da pessoa jurídica 
até o término do ano-calendário seguinte ao de suas aquisições; 
 
b.3) os ganhos de capital auferidos na devolução de capital em bens ou 
direitos; 
 
b.4) os rendimentos auferidos nas operações de mútuo realizadas entre 
pessoas jurídicas ou entre pessoa jurídica e pessoa física; 
 
b.5) os ganhos auferidos em operações de cobertura (hedge) realizadas 
em bolsas de valores, de mercadorias e de futuros ou no mercado de 
balcão; 
 
b.6) a receita de locação de imóvel, quando não for este o objeto social 
da pessoa jurídica; 
 
b.7) os juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de 
Liquidação e Custódia (Selic), para títulos federais, acumulada 
mensalmente, relativos a impostos e contribuições a serem restituídos ou 
compensados; 
 
b.8) as variações monetárias ativas; 
 
c) dos rendimentos e ganhos líquidos auferidos em aplicações financeiras de 
renda fixa e de renda variável; 
 
d) dos juros sobre o capital próprio auferidos; 
 
e) dos valores recuperados correspondentes a custos e despesas, inclusive com 
perdas no recebimento de créditos, salvo se a pessoa jurídica comprovar não os 
ter deduzido em período anterior no qual tenha se submetido ao regime de 
tributação com base no lucro real, ou que se refiram a período no qual tenha se 
submetido ao regime de tributação com base no lucro presumido, arbitrado ou 
simples; 
 
f) do valor resultante da aplicação dos percentuais de que trata o tópico 3.1 desta 
apostila sobre a parcela das receitas auferidas nas exportações às pessoas 
vinculadas ou aos países com tributação favorecida que exceder ao valor já 
Patricia de Souza Timoteo - fiscal@suzantur.com.br - IP: 177.188.182.235
 
 
19 
Juliana Maurilia Martins 
 
apropriado na escrituração da empresa, decorrente dos ajustes dos métodos de 
preços de transferências; 
 
g) do valor dos encargos suportados pela mutuária que exceder ao limite 
calculado com base na taxa Libor, para depósitos em dólares dos Estados 
Unidos da América, pelo prazo de seis meses, acrescido de três por cento anuais 
a título de "spread", proporcionalizados em função do período a que se referirem 
os juros, quando pagos ou creditados a pessoa vinculada no exterior e o contrato 
não for registrado no Banco Central do Brasil; 
 
h) da diferença de receita, auferida pela mutuante, correspondente ao valor 
calculado com base na taxa a que se refere a alínea “g” e o valor contratado, 
quando este for inferior, caso o contrato, não registrado no Banco Central do 
Brasil, seja realizado com mutuária definida como pessoa vinculada domiciliada 
no exterior; 
 
i) das multas ou qualquer outra vantagem recebida ou creditada, ainda que a 
título de indenização, em virtude de rescisão de contrato; 
 
j) da diferença entre o valor em dinheiro ou o valor dos bens e direitos recebidos 
de instituição isenta, a título de devolução de patrimônio, e o valor em dinheiro 
ou o valor dos bens e direitos entregue para a formação do referido patrimônio. 
 
NOTA! O resultado negativo ou perda apurados em uma operação não podem 
ser compensados com os resultados positivos auferidos em outras operações. 
Consideram-se resultados positivos as receitas auferidas diminuídas das 
despesas necessárias à sua obtenção, quando efetivamente realizadas. 
 
Fundamentação Legal: Decreto nº 9.580/18, art. 591 e 592, §3º a 6º; e Instrução 
Normativa RFB nº 1.700/17, art. 215; Lei nº 9.532, de 1997, art. 17, § 3º, e art. 
81, inciso II. 
 
 
4.1.1. Receitas Financeiras 
 
Os rendimentos auferidos em aplicações de renda fixa e os ganhos líquidos 
auferidos em aplicações de renda variável serão acrescidos às bases de cálculo 
do lucro presumido e do resultado presumido no período de apuração da 
alienação, resgate ou cessão do título ou aplicação, não lhes sendo 
aplicável o regime de competência. 
 
NOTA! Considera-se resgate, no caso de aplicações em fundos de investimento 
por pessoa jurídica tributada com base no lucro presumido ou arbitrado, a 
incidência semestral do imposto sobre a renda nos meses de maio e novembro 
de cada ano nos termos do inciso I do art. 9º da Instrução Normativa RFB nº 
Patricia de Souza Timoteo - fiscal@suzantur.com.br - IP: 177.188.182.235
 
 
20 
Juliana Maurilia Martins 
 
1.585/15. (Incluído(a) pelo(a) Instrução Normativa RFB nº 1720, de 20 de julho 
de 2017) 
 
Relativamente aos ganhos líquidos auferidos em aplicações de renda variável, o 
IRPJ sobre os resultados positivos mensais apurados em cada um dos 2 (dois) 
meses imediatamente anteriores ao do encerramento do período de apuração 
serão determinados e pagos em separado, nos termos da legislação específica, 
dispensado o recolhimento em separado relativamente ao 3º (terceiro) mês do 
período de apuração. Os ganhos líquidos, neste caso, relativos a todo o trimestre 
de apuração serão computados na determinação do lucro presumido e do 
resultado presumido, e o montante do imposto pago será considerado 
antecipação, compensável com o devido no encerramento do período de 
apuração. 
 
SOLUÇÃO DE CONSULTA COSIT Nº 335, DE 28 DE DEZEMBRO DE 2018 
 
ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ 
EMENTA: LUCRO PRESUMIDO. FUNDOS DE INVESTIMENTO DE LONGO 
PRAZO. RENDIMENTOS. INCIDÊNCIA DA TRIBUTAÇÃO 
 
No caso de pessoa jurídica tributada com base no lucro presumido, os rendimentos 
auferidos em aplicações financeiras serão adicionados ao lucro presumido somente 
por ocasião da alienação, resgate ou cessão do título ou aplicação (regime de caixa). 
 
Considera-se resgate, no caso de aplicações em fundos de investimento por pessoa 
jurídica tributada com base no lucro presumido, a incidência semestral do imposto 
sobre a renda nos meses de maio e novembro de cada ano, ou seja, o rendimento 
que sofreu a retenção deve ser acrescido à base de cálculo do lucro presumido 
apurado pela pessoa jurídica quando ocorrer a incidência semestral do imposto sobre 
a renda e o imposto retido deduzido na apuração do IRPJ. 
 
DISPOSITIVOS LEGAIS: Instrução Normativa RFB nº 1.585, de 2015, art. 9º, I e art. 
70, § 9º, II e § 9º-A. 
 
 
Fundamentação Legal: Decreto nº 9.580/18, art. 591 e 592, §3º a 6º; e Instrução 
Normativa RFB nº 1.700/17, art. 216. 
 
 
 
4.1.2. Variações Monetárias Ativas 
 
As variações monetárias dos direitos de crédito e das obrigações do contribuinte, 
em função da taxa de câmbio, serão consideradas, para efeito de determinação 
da base de cálculo do IRPJ e da CSLL, bem como da determinação do lucro da 
Patricia de Souza Timoteo - fiscal@suzantur.com.br - IP: 177.188.182.235
http://normas.receita.fazenda.gov.br/sijut2consulta/link.action?visao=anotado&idAto=97858
 
 
21 
Juliana Maurilia Martins 
 
exploração, quando da liquidação da correspondente operação, segundo o 
regime de caixa. 
 
À opção da Pessoa jurídica, as variações monetárias poderão ser consideradas 
na determinação dos tributos, segundo o regime de competência. Nesse caso, a 
opção aplicar-se-á, de forma simultânea, a todo o ano calendário. 
 
A partir do ano-calendário de 2011, o direito de optar pelo regime de competência 
somente poderá ser exercido no mês de janeiro ou no mês do início de 
atividades. A opção deverá ser comunicada à Secretaria da Receita Federal do 
Brasil (RFB) por intermédio da Declaração de Débitos e Créditos Tributários 
Federais (DCTF) relativa ao mês de adoção do regime, não sendo admitida 
DCTFretificadora, fora do prazo de sua entrega, para a comunicação: 
 
 
 
 
 
Procedida a opção pelo regime de competência, o direito de sua alteração para 
o regime de caixa, no decorrer do ano-calendário, é restrito aos casos em que 
ocorra elevada oscilação da taxa de câmbio comunicada mediante a edição de 
Portaria do Ministro de Estado da Fazenda, devendo tal alteração ser informada 
à RFB por intermédio da DCTF relativa ao mês subsequente ao da publicação 
da Portaria Ministerial que comunicar a oscilação da taxa de câmbio. 
Patricia de Souza Timoteo - fiscal@suzantur.com.br - IP: 177.188.182.235
 
 
22 
Juliana Maurilia Martins 
 
 
Ocorre elevada oscilação da taxa de câmbio quando, no período de um mês-
calendário, o valor do dólar dos Estados Unidos da América para venda apurado 
pelo Banco Central do Brasil sofrer variação, positiva ou negativa, superior a 
10% (dez por cento). A variação será determinada mediante a comparação entre 
os valores do dólar no 1º (primeiro) e no último dia do mês-calendário para os 
quais exista cotação publicada pelo Banco Central do Brasil. 
 
Verificada a hipótese de oscilação, a alteração do regime de competência para 
o regime de caixa para reconhecimento das variações monetárias poderá ser 
efetivada no mês-calendário seguinte àquele em que ocorreu a elevada 
oscilação da taxa de câmbio. Neste caso, o novo regime adotado será aplicado 
durante todo o ano-calendário. 
 
Fundamentação Legal: MP nº 1.858-10, de 1999, art. 31, e reedições; Instrução 
Normativa RFB nº 1.700/17, art. 215, §§ 27 e 28; Decreto nº 9.580/18, art. 407. 
 
 
4.1.3. Ganho de Capital 
Nas alienações de bens classificáveis no ativo não circulante, investimentos, 
imobilizados, intangíveis e de ouro não considerado ativo financeiro, 
corresponderá à diferença positiva verificada entre o valor da alienação e o 
respectivo custo contábil. 
Na alienação de ativo intangível a que se refere o inciso I do § 8º do art. 215 da 
IN RFB nº 1.700, de 2017, o ganho de capital corresponderá à diferença positiva 
entre o valor da alienação e o valor dos custos incorridos na sua obtenção, 
deduzido da correspondente amortização. 
NOTA! A não comprovação dos custos pela pessoa jurídica implicará a adição 
integral da receita à base de cálculo do lucro presumido. 
Caso na alienação de bem ou direito seja verificada perda essa não será 
computada para fins do lucro presumido. 
Na apuração dos ganhos de capital a que se refere os incisos II e III, do art. 215 
da IN RFB nº 1.700, de 2017, o aumento ou redução no valor do ativo registrado 
em contrapartida a ganho ou perda decorrente de sua avaliação com base no 
valor justo não será considerado como parte integrante do valor contábil. Este 
disposto não se aplica caso o ganho relativo ao aumento no valor do ativo tenha 
sido anteriormente computado na base de cálculo do imposto. 
Para fins de apuração dos ganhos de capital, considera-se custo ou valor 
contábil de bens e direitos o que estiver registrado na escrituração contábil do 
Patricia de Souza Timoteo - fiscal@suzantur.com.br - IP: 177.188.182.235
 
 
23 
Juliana Maurilia Martins 
 
contribuinte, diminuído, se for o caso, da depreciação, amortização ou exaustão 
acumulada e das perdas estimadas no valor dos ativos. 
 
SOLUÇÃO DE CONSULTA COSIT Nº 285, DE 26 DE DEZEMBRO DE 2018 
 
ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA – IRPJ 
 
EMENTA: LUCRO PRESUMIDO. GANHO DE CAPITAL. IMOBILIZADO. VALOR CONTÁBIL. 
DEPRECIAÇÃO. CUSTO DE AQUISIÇÃO. ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA. 
 
O ganho de capital nas alienações de bens e direitos do ativo não circulante classificados 
como imobilizado corresponde à diferença positiva entre o valor da alienação e o valor contábil 
do bem. 
 
Para fins de apuração do ganho de capital, a pessoa jurídica que apura o IRPJ com base no 
lucro presumido deverá considerar como valor contábil o custo de aquisição diminuído dos 
encargos de depreciação. 
 
Para bens adquiridos anteriormente ao ano de 1996, a pessoa jurídica poderá atualizar 
monetariamente o custo de aquisição até 31/12/1995, tomando-se por base o valor da UFIR 
vigente em 01/01/1996 (R$ 0,8287). 
 
DISPOSITIVOS LEGAIS: Lei nº 9.249, de 1995, art. 17, I; Decreto nº 9.580, de 2018, art. 595, 
§ 1º; IN RFB nº 1.700, de 2017, art. 39, § 10, III, art. 215, §§ 14 a 20, art. 200, § 1º. 
SOLUÇÃO DE CONSULTA PARCIALMENTE VINCULADA À SOLUÇÃO DE CONSULTA 
COSIT Nº 166, DE 14 DE DEZEMBRO DE 2016 
 
 
O valor contábil no caso de investimentos permanentes em participações 
societárias avaliado pelo valor de patrimônio Líquido será a soma algébrica dos 
seguintes valores: 
 
a) valor de patrimônio líquido pelo qual o investimento estiver registrado 
na contabilidade do contribuinte; 
b) mais ou menos-valia, que corresponde a diferença entre o valor justo 
dos ativos líquidos da investida, na proporção da porcentagem da 
participação adquirida, e o valor do patrimônio líquido na época da 
aquisição, determinado de acordo com o art. 21 do Decreto-lei nº 1.598, 
de 1977; 
c) ágio por rentabilidade futura (goodwill) que corresponde a diferença 
entre o custo de aquisição do investimento e o somatório dos valores de 
que tratam os incisos I e II do art. 20 Decreto-lei nº 1.598, de 1977; 
 
No caso das aplicações em ouro, não considerado ativo financeiro, o valor de 
aquisição, e no caso de outros bens e direitos não classificados no ativo não 
circulante, considera-se valor contábil o custo de aquisição. 
 
Fundamentação Legal: Decreto nº 9.580/18, art. 595; Instrução Normativa RFB 
nº 1.700/17, art. 215, § 3º, incisos I e II, §§ 14 a 18. 
 
Patricia de Souza Timoteo - fiscal@suzantur.com.br - IP: 177.188.182.235
 
 
24 
Juliana Maurilia Martins 
 
 
4.1.3.1. Valor Presente na Composição do Custo do Bem para fins do 
Ganho de Capital 
 
Para fins de determinação do Ganho de capital, poderão ser considerados no 
valor contábil, e na proporção deste, os respectivos valores decorrentes dos 
efeitos do ajuste a valor presente de que trata o inciso III do caput do art. 184 da 
Lei nº 6.404, de 1976. 
 
Para obter a parcela a ser considerada no valor contábil do ativo, a pessoa 
jurídica terá que calcular inicialmente o quociente entre: 
 
1) o valor contábil do ativo na data da alienação, e 
 
2) o valor do mesmo ativo sem considerar eventuais realizações 
anteriores, inclusive mediante depreciação, amortização ou exaustão, e a 
perda estimada por redução ao valor recuperável. 
 
A parcela a ser considerada no valor contábil do ativo corresponderá ao produto: 
 
1) dos valores decorrentes do ajuste a valor presente com; 
 
2) o quociente de que trata o parágrafo anterior. 
 
Fundamentação Legal: Decreto nº 9.580/18, art. 595; Instrução Normativa RFB 
nº 1.700/17, art. 215, § 3º, incisos I e II. 
 
4.1.3.2. Custos de Empréstimos na Apuração do Ganho de Capital 
 
Para fins de determinação do ganho de capital é vedado o cômputo de qualquer 
parcela a título de encargos associados a empréstimos, registrados como custo 
nos termos do inciso II do art. 145 da IN RFB nº 1.700, de 2017. 
 
Esta previsão decorre do fato da NBC TG 20 passar a permitir a capitalização 
dos juros de empréstimos como ativo e não mais como despesa financeira, 
enquanto o ativo estiver em fase de construção. Entretanto, essa capitalização 
(composição do custo do ativo) possui efeito somente contábil, não podendo ser 
computado para fins de apuração do ganho de capital. 
 
Fundamentação Legal: Decreto nº 9.580/18, art. 595; Instrução Normativa RFB 
nº 1.700/17, art. 215, § 18. 
 
 
 
Patricia de Souza Timoteo - fiscal@suzantur.com.br - IP: 177.188.182.235
 
 
25 
Juliana Maurilia Martins 
 
4.1.4. Ajuste a Valor Presente 
 
Os valores decorrentes do ajuste a valor presente de que trata o inciso VIII do 
caput do art. 183 da Lei nº 6.404/76, incluem-se na respectiva receita bruta 
tributável. 
 
Os valores decorrentes do ajuste a valor presente, apropriados como receita 
financeira no mesmo período de apuraçãodo reconhecimento da receita bruta 
ou em outro período de apuração, não serão incluídos nas bases de cálculo do 
lucro presumido e do resultado presumido. 
 
Exemplo: Considere que uma determinada empresa tenha realizado uma venda 
pelo valor de R$ 150.000,00 em 15 vezes de R$ 10.000,00, e que por força da 
NBC TG 12 ou da NBC TG 1.000, conforme o caso, tenha aplicado a regra do 
Ajuste ao Valor Presente e tenha chego à conclusão que o valor presente desta 
operação é de R$ 125.000,00. Com isso, reconheceu contabilmente uma receita 
de R$ 125.000,00, decorrente de uma Receita Bruta de R$ 150.000 e de uma 
redutora de $ 25.000,00: 
 
D – Clientes (AC ou AÑC) .............................................................. R$ 150.000,00 
D – Ajuste a Valor Presente – Redutora da RBV (Resultado) ......... R$ 25.000,00 
C – Ajuste a Valor Presente – Redutora de Clientes (AC ou AñC)... R$ 25.000,00 
C – Receita Bruta de Vendas (Resultado) ..................................... R$ 150.000,00 
 
Neste caso a DRE (visão ECF) apareceria assim: 
 
CÓDIGO DESCRIÇÃO R$ 
3 RESULTADO LÍQUIDO DO PERÍODO 
3.01 
RESULTADO LÍQUIDO DO PERÍODO ANTES 
DO IRPJ E DA CSLL - ATIVIDADE GERAL 
 
3.01.01 RESULTADO OPERACIONAL 
3.01.01.01 RECEITA LIQUIDA 125.000,00 
3.01.01.01.01 RECEITA BRUTA 150.000,00 
3.01.01.01.01.05 
Receita da Revenda de Mercadorias no Mercado 
Interno 
150.000,00 
3.01.01.01.02 DEDUÇÕES DA RECEITA BRUTA (25.000,00) 
3.01.01.01.02.01 (-) Vendas Canceladas e Devoluções de Vendas 
3.01.01.01.02.02 (-) Descontos Incondicionais e Abatimentos 
Patricia de Souza Timoteo - fiscal@suzantur.com.br - IP: 177.188.182.235
 
 
26 
Juliana Maurilia Martins 
 
3.01.01.01.02.03 (-) ICMS 
3.01.01.01.02.04 (-) COFINS Sobre Receita Bruta 
3.01.01.01.02.05 (-) PIS/PASEP Sobre Receita Bruta 
3.01.01.01.02.06 (-) ISS 
3.01.01.01.02.09 
(-) Demais Impostos e Contribuições Incidentes 
sobre Vendas e Serviços 
 
3.01.01.01.02.10 (-) Ajuste a Valor Presente sobre Receita Bruta (25.000,00) 
 
Desta forma, o valor a ser consideração para fins tributários é R$ 150.000,00 e 
não R$ 125.000,00. 
 
Destaca-se que, futuramente, quando a conta redutora de Clientes for realizada, 
ou seja, for baixada em contrapartida da Receita Financeira de AVP, este valor 
não deverá ser computado na base tributável, uma vez que já foi reconhecido no 
momento da venda. 
 
A conta de receita financeira de AVP na ECF é a seguinte: 
 
3.01.01.05.01.16 
Receitas Financeiras Decorrentes de Ajustes ao 
Valor Presente 
 
Fundamentação Legal: Instrução Normativa RFB nº 1.700/17, art. 215, §§ 4º a 
7º. 
 
 
4.1.5. Concessão de Serviços Públicos 
 
No caso de contratos de concessão de serviços públicos: 
 
I - exclui-se da receita bruta a receita reconhecida pela construção, 
recuperação, reforma, ampliação ou melhoramento da infraestrutura, cuja 
contrapartida seja ativo intangível representativo de direito de exploração; 
e 
 
II - integram a receita bruta para fins de tributação, os valores decorrentes 
do ajuste a valor presente de que trata o inciso VIII do caput do art. 183 
da Lei nº 6.404/76, vinculados aos ativos financeiros a receber pela 
prestação dos serviços de construção, recuperação, reforma, ampliação 
ou melhoramento da infraestrutura. 
 
Fundamentação Legal: Instrução Normativa RFB nº 1.700/17, art. 215, § 8º. 
Patricia de Souza Timoteo - fiscal@suzantur.com.br - IP: 177.188.182.235
 
 
27 
Juliana Maurilia Martins 
 
 
 
4.1.6. Preço de Transferência 
 
Serão acrescidos às bases de cálculo o valor resultante da aplicação dos 
percentuais de que tratam o tópico 3.1 desta apostila em relação ao IRPJ e em 
relação à CSLL, sobre a parcela das receitas auferidas em cada atividade, no 
respectivo período de apuração, nas exportações às pessoas vinculadas ou 
aos países com tributação favorecida que exceder o valor já apropriado na 
escrituração da empresa, na forma prevista na Instrução Normativa RFB 
nº 2.161/23. 
 
Nesse caso os valores serão apurados anualmente e acrescidos à base de 
cálculo do último trimestre do ano-calendário para efeitos de se determinar 
o tributo devido. 
 
Importante destacar que se consideram partes relacionadas: 
I - o controlador e as suas controladas; 
II - a entidade e a sua unidade de negócios, quando esta for tratada como 
contribuinte separado para fins de apuração de tributação sobre a renda, 
incluídas a matriz e as suas filiais; 
III - as coligadas; 
IV - as entidades incluídas nas demonstrações financeiras consolidadas, ou que 
seriam incluídas caso o controlador final do grupo multinacional de que façam 
parte preparasse tais demonstrações na hipótese de seu capital ser negociado 
nos mercados de valores mobiliários de sua jurisdição de residência; 
V - as entidades, quando uma delas possuir o direito de receber, direta ou 
indiretamente, no mínimo, 25% (vinte e cinco por cento) dos lucros da outra ou 
de seus ativos, em caso de liquidação; 
VI - as entidades que estiverem, direta ou indiretamente, sob controle comum ou 
em que o mesmo sócio, acionista ou titular detiver 20% (vinte por cento) ou mais 
do capital social de cada uma; 
VII - as entidades em que os mesmos sócios ou acionistas, ou os seus cônjuges, 
companheiros, parentes, consanguíneos ou afins, até o terceiro grau, detiverem 
no mínimo 20% (vinte por cento) do capital social de cada uma; 
VIII - a entidade e a pessoa natural que for cônjuge, companheiro ou parente, 
consanguíneo ou afim, até o terceiro grau, de conselheiro, de diretor ou de 
controlador daquela entidade; e 
Patricia de Souza Timoteo - fiscal@suzantur.com.br - IP: 177.188.182.235
 
 
28 
Juliana Maurilia Martins 
 
IX - a pessoa jurídica residente ou domiciliada no Brasil e qualquer entidade 
caracterizada nas hipóteses previstas nos arts. 24 e 24-A da Lei nº 9.430, de 
1996. 
A existência de vinculação, com pessoa física ou jurídica, residente ou 
domiciliada no exterior, relativamente às operações de compra e venda 
efetuadas durante o ano-calendário, será comunicada à Secretaria da Receita 
Federal do Brasil (RFB), por meio da Escrituração Contábil Fiscal (ECF). 
 
Fundamentação Legal: Instrução Normativa RFB nº 1.700/17, art. 215, §§ 24 e 
25. 
 
 
4.2. Receitas e Rendimentos não Tributáveis 
 
Consideram-se não tributáveis as receitas e os rendimentos relacionados 
abaixo: 
 
a) recuperações de créditos que não representem ingressos de novas receitas, 
e cujas perdas não tenham sido deduzidas na apuração do lucro real em 
períodos anteriores; 
 
b) a reversão de saldo de provisões anteriormente constituídas, desde que o 
valor provisionado não tenha sido deduzido na apuração do lucro real dos 
períodos anteriores, ou que se refiram ao período no qual a pessoa jurídica não 
tenha se submetido a esse regime de tributação (Lei nº 9.430, de 1996, art. 53); 
 
c) os lucros e dividendos recebidos decorrentes de participações societárias no 
Brasil, caso se refiram a períodos em que estes sejam isentos de imposto de 
renda. 
 
NOTA! O valor do vale-pedágio não integrará o valor do frete e não será 
considerado receita operacional (Decreto nº 9.580/18, art. 591, § 3º; Lei nº 
10.209, de 2001, art. 2º). 
 
Fundamentação Legal: Decreto nº 9.580/18, art. 595; Instrução Normativa RFB 
nº 1.700/17, art. 215. 
 
 
4.2.1. Avaliação a Valor Justo - AVJ 
O ganho decorrente de avaliação de ativo ou passivo com base no valor justo 
não integrará as bases de cálculo do lucro presumido e do resultado presumido 
no período de apuração: 
Patricia de Souza Timoteo - fiscal@suzantur.com.br - IP: 177.188.182.235
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9430.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9430.htm
 
 
29 
Juliana Maurilia Martins 
 
I - relativo à avaliação com base no valor justo, caso seja registrado 
diretamente em conta de receita; ou 
II - em que seja reclassificado como receita, caso seja inicialmente 
registrado em conta de patrimônio líquido. 
Na apuração dos ganhosmencionados acima (I e II), o aumento ou redução no 
valor do ativo registrado em contrapartida a ganho ou perda decorrente de sua 
avaliação com base no valor justo não será considerado como parte integrante 
do valor contábil. Porém, isto não se aplica caso o ganho relativo ao aumento no 
valor do ativo tenha sido anteriormente computado na base de cálculo do tributo. 
Fundamentação Legal: Decreto nº 9.580/18, art. 595, §§ 4º a 7º; Lei nº 9.430, 
de 1996, art. 25, §§ 3º a 5º; Instrução Normativa RFB nº 1.700/17, art. 217. 
 
 
4.3. Receitas Tributadas na Fonte 
 
As importâncias pagas ou creditadas à pessoa jurídica, sujeitas à incidência do 
imposto na fonte, têm o seguinte tratamento: 
 
a) quando decorrentes da prestação de serviços caracterizadamente de 
natureza profissional, de comissões, corretagens ou quaisquer outras 
remunerações pela representação comercial ou pela mediação na realização de 
negócios civis e comerciais e da prestação de serviços de propaganda e 
publicidade, são incluídas como receitas de prestação de serviços e o imposto 
retido na fonte pode ser compensado com o devido trimestralmente. 
 
b) os rendimentos de aplicações financeiras de renda fixa, renda variável ou juros 
sobre o capital próprio são incluídos na base de cálculo e o imposto pago ou 
retido incidente sobre esses rendimentos pode ser compensado com o devido 
trimestralmente. 
 
Quando o IRRF for superior ao devido no trimestre, o excesso (saldo negativo 
de IRPJ) pode ser compensado nos trimestres subsequentes, através de 
PER/Dcomp, acrescido dos juros equivalentes à taxa referencial do Sistema 
Especial de Liquidação e Custódia (Selic), para títulos federais, acumulada 
mensalmente, a partir do primeiro dia do trimestre subsequente até o mês 
anterior ao da compensação e de 1% (um por cento) no mês da compensação. 
 
Para efeitos de pagamento, a pessoa jurídica poderá deduzir do IRPJ apurado 
em cada trimestre o imposto sobre a renda pago ou retido na fonte sobre receitas 
que integraram a base de cálculo do imposto devido 
 
Fundamentação Legal: Decreto nº 9.580/18, art. 599; Instrução Normativa RFB 
nº 1.700/17, art. 221, § 1º; Instrução Normativa RFB nº 1.717/17, art. 14, 23 e 
161-A. 
Patricia de Souza Timoteo - fiscal@suzantur.com.br - IP: 177.188.182.235
 
 
30 
Juliana Maurilia Martins 
 
 
 
 
 
 
5. DETERMINAÇÃO DO IRPJ E DA CSLL DEVIDA 
 
5.1. Alíquota de IRPJ e CSLL 
 
O imposto de renda devido em cada trimestre é calculado mediante a aplicação 
da alíquota de 15% (quinze por cento) sobre a base de cálculo. 
 
A parcela do lucro presumido que exceder ao resultado da multiplicação de R$ 
20.000,00 (vinte mil reais) pelo número dos meses do respectivo período de 
apuração sujeita-se à incidência do adicional, à alíquota de 10% (dez por cento). 
Já a alíquota da CSLL poderá ser de: 
I - 15% (quinze por cento), exceto no período compreendido entre 1º de setembro 
de 2015 e 31 de dezembro de 2018, no qual vigorará a alíquota de 20% (vinte 
por cento), nos casos de: 
a) pessoas jurídicas de seguros privados e de capitalização; 
b) bancos de qualquer espécie e agências de fomento; 
c) distribuidoras de valores mobiliários; 
d) corretoras de câmbio e de valores mobiliários; 
e) sociedades de crédito, financiamento e investimentos; 
f) sociedades de crédito imobiliário; 
g) administradoras de cartões de crédito; 
h) sociedades de arrendamento mercantil; e 
i) associações de poupança e empréstimo; 
II - 15% (quinze por cento), exceto no período compreendido entre 1º de outubro 
de 2015 e 31 de dezembro de 2018, no qual vigorará a alíquota de 17% 
(dezessete por cento), no caso de cooperativas de crédito; e 
III - 9% (nove por cento), no caso de: 
a) administradoras de mercado de balcão organizado; 
Patricia de Souza Timoteo - fiscal@suzantur.com.br - IP: 177.188.182.235
 
 
31 
Juliana Maurilia Martins 
 
b) bolsas de valores e de mercadorias e futuros; 
c) entidades de liquidação e compensação; 
d) empresas de fomento comercial ou factoring; e 
e) demais pessoas jurídicas. 
 
 
Fundamentação Legal: Decreto nº 9.580/18, art. 623; Instrução Normativa RFB 
nº 1.700/17, art. 29; Lei nº 7.689, de 1988; Lei nº 13.169, de 6 de outubro de 
2015, art. 1º; IN RFB nº 1.591, de 5 de novembro de 2015. 
 
 
 
5.2. Deduções do Imposto Devido 
 
A pessoa jurídica optante pelo lucro presumido pode deduzir do imposto de 
renda apurado: 
 
a) o imposto de renda pago ou retido na fonte sobre receitas que integram 
a base de cálculo do imposto devido; 
 
b) o imposto de renda retido na fonte por órgãos públicos, conforme art. 
64 da Lei nº 9.430, de 1996; 
 
c) o imposto de renda retido na fonte por Entidades da Administração 
Pública Federal (Lei nº 10.833/2003, art. 34); 
 
d) o imposto de renda pago incidente sobre ganhos no mercado de renda 
variável. 
 
Fundamentação Legal: Decreto nº 9.580/18, art. 599; Instrução Normativa RFB 
nº 1.700/17, art. 221, § 1º; Instrução Normativa RFB nº 1.717/17, art. 14, 23 e 
161-A. 
 
 
 
5.3. Compensações do Imposto de Renda Devido 
 
A pessoa jurídica pode efetuar as seguintes compensações: 
 
a) pagamento indevido ou a maior que o devido de imposto de renda; 
 
b) saldo negativo de imposto de renda de períodos anteriores; 
 
Patricia de Souza Timoteo - fiscal@suzantur.com.br - IP: 177.188.182.235
 
 
32 
Juliana Maurilia Martins 
 
c) outras compensações efetuadas mediante Declaração de 
Compensação (Per/DComp) ou processo administrativo. 
 
As compensações efetuadas devem ser informadas na DCTF. 
 
Fundamentação Legal: Instrução Normativa RFB nº 1.717/17. 
 
 
 
5.4. Incentivos Fiscais 
 
A pessoa jurídica tributada com base no lucro presumido não é permitido 
qualquer dedução a título de incentivo fiscal (Lei nº 9.532, de 1997, art. 
10). 
 
Fundamentação Legal: Decreto nº 9.580/18, art. 599; Instrução Normativa RFB 
nº 1.700/17, art. 221, § 2º. 
 
 
6. PAGAMENTO DO IMPOSTO 
 
6.1. Local de Pagamento 
 
Os contribuintes devem pagar o imposto de renda da pessoa jurídica por 
intermédio dos Bancos integrantes da rede arrecadadora de receitas federais. 
 
6.2. Documento a Utilizar 
 
O pagamento do IRPJ deve ser feito mediante a utilização do Documento de 
Arrecadação de Receitas Federais (Darf), sob o código 2089. 
 
Já o pagamento da CSLL é realizado sob o código 2372. 
 
 
6.3. Prazo para Pagamento 
 
O imposto de renda devido, apurado trimestralmente, deve ser pago em quota 
única, até o último dia útil do mês subsequente ao do encerramento do período 
de apuração. 
 
À opção da pessoa jurídica, o imposto devido pode ser pago em até três quotas 
mensais, iguais e sucessivas, vencíveis no último dia útil dos três meses 
subsequentes ao de encerramento do período de apuração a que corresponder. 
Patricia de Souza Timoteo - fiscal@suzantur.com.br - IP: 177.188.182.235
 
 
33 
Juliana Maurilia Martins 
 
 
Nenhuma quota pode ter valor inferior a R$ 1.000,00 (mil reais) e o imposto de 
valor inferior a R$ 2.000,00 (dois mil reais) será pago em quota única. 
 
As quotas do imposto serão acrescidas de juros equivalentes à taxa referencial 
do Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic), para títulos federais, 
acumulada mensalmente, a partir do primeiro dia do segundo mês subsequente 
ao do encerramento do período de apuração até o último dia do mês anterior ao 
do pagamento e de 1% (um por cento) no mês do pagamento. 
 
As orientações desse tópico também se aplicam ao recolhimento da 
Contribuição Social sobre o Lucro Líquido. 
 
 
 
7. ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL OU LIVRO CAIXA? 
 
O parágrafo único do artigo 45 da Lei 8.981/95 e do artigo 600 do Decreto 
9.580/18 (RIR/18) permitem, que a pessoa jurídica tributada pelo Lucro 
Presumido, utilize a forma de escrituração que entender ser mais conveniente 
para fins tributários: contábil ou livro caixa, como se observa abaixo: 
 
A pessoa jurídica habilitada à opção pelo regime de tributação com base 
no lucro presumido deverá manter: 
 
I - escrituração contábilnos termos da legislação comercial; 
 
II - Livro Registro de Inventário, no qual deverão constar registrados os 
estoques existentes no término do ano-calendário abrangido pelo regime 
de tributação simplificada; 
 
III - em boa guarda e ordem, enquanto não decorrido o prazo decadencial 
e não prescritas eventuais ações que lhes sejam pertinentes, todos os 
livros de escrituração obrigatórios por legislação fiscal específica, bem 
como os documentos e demais papéis que serviram de base para 
escrituração comercial e fiscal. 
 
Parágrafo único. O disposto no inciso I deste artigo não se aplica à pessoa 
jurídica que, no decorrer do ano-calendário, mantiver livro Caixa, no qual 
deverá estar escriturado toda a movimentação financeira, inclusive 
bancária. 
 
Porém, para se utilizar da prerrogativa do parágrafo único (vide grifo acima) que 
dispõe sobre regra tributária, a pessoa jurídica estará ferindo as exigências do 
Código Civil em especial ao artigo 1.179 que dispõe que "o empresário e a 
sociedade empresária são obrigados a seguir um sistema de contabilidade, 
mecanizado ou não, com base na escrituração uniforme de seus livros, em 
Patricia de Souza Timoteo - fiscal@suzantur.com.br - IP: 177.188.182.235
 
 
34 
Juliana Maurilia Martins 
 
correspondência com a documentação respectiva, e a levantar anualmente o 
balanço patrimonial e o de resultado econômico". Desta forma, para atender 
todas as legislações, sejam elas Societárias, Contábeis e Fiscais, a 
empresa deverá manter a escrituração contábil e regular. 
 
Para fins societários o Livro Caixa não supre a exigência do Código Civil. 
 
Fundamentação Legal: Lei 8.981/95, art. 45; Decreto 9.580/18, art. 600; Lei 
nº10.406/02, art. 1.179. 
 
 
7.1. Guarda de Documentos 
 
A pessoa jurídica fica obrigada a conservar, em boa guarda, a escrituração, a 
correspondência e os demais papéis concernentes à sua atividade, enquanto 
não ocorrer prescrição ou decadência no tocante aos atos neles consignados. 
 
Na hipótese de extravio, deterioração ou destruição de livros, fichas, documentos 
ou papéis de interesse da escrituração, a pessoa jurídica fará publicar, em jornal 
de grande circulação do local de seu estabelecimento, aviso concernente ao fato 
e deste dará minuciosa informação, no prazo de quarenta e oito horas, ao órgão 
competente do Registro do Comércio, e remeter cópia da comunicação ao órgão 
da Secretaria da Receita Federal do Brasil do Ministério da Fazenda de sua 
jurisdição 
 
A legalização de novos livros ou fichas somente será providenciada depois de 
cumprido o disposto no parágrafo anterior. 
 
Os comprovantes da escrituração da pessoa jurídica, relativos a fatos que 
repercutam em lançamentos contábeis de exercícios futuros, serão conservados 
até que se opere a decadência do direito de a Fazenda Pública constituir os 
créditos tributários relativos a esses exercícios. 
 
Fundamentação Legal: Decreto-Lei nº 486, de 1969, art. 4º e art. 10; Decreto 
9.580/18, art. 278; e Lei nº 10.406, de 2002 - Código Civil, art. 1.194. 
 
 
8. DISTRIBUIÇÃO DE LUCROS 
 
Os lucros ou dividendos calculados com base nos resultados apurados a partir 
do mês de janeiro de 1996, pagos ou creditados pela pessoa jurídica tributada 
com base no lucro presumido ou arbitrado, não estão sujeitos à incidência do 
imposto de renda na fonte, nem integram a base de cálculo do imposto de renda 
Patricia de Souza Timoteo - fiscal@suzantur.com.br - IP: 177.188.182.235
 
 
35 
Juliana Maurilia Martins 
 
do beneficiário, pessoa física ou jurídica, domiciliado no País ou no exterior (Lei 
nº 9.249, de 1995, art. 10). 
 
Poderá ser distribuído, a título de lucros, sem incidência do imposto: 
 
a) o valor do lucro presumido ou arbitrado (base de cálculo do imposto), 
diminuído do imposto de renda da pessoa jurídica (IRPJ), inclusive adicional, 
quando devido, da contribuição social sobre o lucro líquido (CSLL), da 
contribuição para financiamento da seguridade social (Cofins) e das 
contribuições para o PIS/Pasep (ADN Cosit nº 4, de 29 de janeiro de 1996); ou
 
b) a parcela do lucro e dividendos excedentes ao valor determinado na alínea 
"a", desde que a pessoa jurídica demonstre, mediante escrituração contábil feita 
com observância da lei comercial, que o lucro efetivo é maior que o determinado 
segundo as normas para apuração do lucro presumido. 
 
NOTA! Essa isenção não abrange os valores pagos a outro título, tais como pró-
labore, aluguéis e serviços prestados, que se sujeitam à incidência do imposto 
de renda na fonte e na declaração de rendimentos dos beneficiários. 
 
Fundamentação Legal: Lei nº 9.249, de 1995, art. 10; IN RFB nº 1.700, de 2017, 
art. 238; ADN Cosit nº 4, de 1996. 
 
 
8.1. Lucros distribuídos que excederem ao valor apurado na escrituração 
 
A parcela dos rendimentos pagos ou creditados a sócio ou acionista ou ao titular 
da pessoa jurídica, a título de lucros ou dividendos distribuídos, ainda que por 
conta de período de apuração não encerrado, que exceder ao valor apurado com 
base na escrituração contábil, deve ser imputada aos lucros acumulados ou 
reservas de lucros de exercícios anteriores, ficando sujeita à incidência do 
imposto de renda calculado segundo o disposto na legislação específica, com 
acréscimos legais. 
 
O disposto no parágrafo acima não abrange a distribuição de lucros e dividendos 
efetuada, após o encerramento do trimestre correspondente, com base no lucro 
presumido ou arbitrado diminuído do imposto e das contribuições a que estiver 
sujeita a pessoa jurídica. 
 
Inexistindo lucros acumulados ou reservas de lucros em montante suficiente, a 
parcela excedente deve ser submetida à tributação, nos termos do art. 61 da Lei 
no 8.981/1995 (Art. 238, § 4o, da Instrução Normativa no 1.700, de 14 de março 
de 2017). 
 
Patricia de Souza Timoteo - fiscal@suzantur.com.br - IP: 177.188.182.235
 
 
36 
Juliana Maurilia Martins 
 
A distribuição de rendimentos a título de lucros ou dividendos que não tenham 
sido apurados em balanço sujeita-se à incidência do imposto de renda na forma 
prevista no parágrafo anterior. 
 
 
9. PIS E COFINS 
 
As pessoas jurídicas tributadas pelo lucro presumido estarão sujeitas 
obrigatoriamente ao Regime Cumulativo como forma de tributação para o 
Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor 
Público - PIS/PASEP e à Contribuição para o Financiamento da Seguridade 
Social - COFINS. 
 
A incidência do PIS e COFINS pelo regime cumulativo está regulamentado pela 
Lei nº 9.718/98 e Instrução Normativa RFB nº 2.121/22. 
 
A Contribuição para o PIS/Pasep e a Cofins, devidas no regime de apuração 
cumulativa, serão calculadas mediante aplicação das alíquotas de 0,65% 
(sessenta e cinco centésimos por cento) e 3% (três por cento), respectivamente, 
ressalvadas situações específicas de tratamento diferenciado. 
 
 
ATENÇÃO! 
 
O § 1º do artigo 3º da Lei nº 9.718/98 foi revogado pela publicação da Lei nº 11.941/09, 
art. 79, inciso XII, o que significa dizer que revogou o parágrafo que determinava a 
tributação do PIS e COFINS cumulativo sobre as “outras receitas”, incluindo as 
receitas financeiras. Portanto, desde maio de 2009 que as receitas financeiras são 
tratadas como “não incidência” no PIS e COFINS cumulativo. 
 
Porém, destaca-se que a RFB se manifestou por meio da Solução de Consulta COSIT 
nº 30, de 21 de janeiro de 2019, que o fator relevante para determinar se há a 
incidência do PIS e Cofins no regime de apuração cumulativa sobre 
determinada receita, inclusive receita financeira, é a existência de vinculação 
dessa receita à atividade negocial/empresarial desenvolvida pela pessoa 
jurídica. 
 
Veja um trecho da íntegra da Solução de Consulta COSIT nº 30, de 21 de janeiro de 
2019: 
 
22. Ademais, também esta RFB sempre ressaltou a vinculação entre receita 
bruta/faturamento e a atividade empresarial desenvolvida pela pessoa jurídica, 
conforme exemplos seguintes: 
 
Solução de Consulta Disit/SRRF06 Nº 8, de 9 de fevereiro

Mais conteúdos dessa disciplina