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18/10/2019
1
Fundamentos Semiológicos de 
Enfermagem
Aula prática 06
Fisiologia do sistema digestório e métodos 
propedêuticos para sua avaliação
Avaliação nutricional e cálculos de composição 
corporal
Objetivos
Objetivos de aprendizagem
Identificar as principais alterações no sistema digestório;
Conhecer métodos propedêuticos necessários para avaliar a região abdominal e sua 
ordem de realização.
Conhecer os sons normais e anormais decorrentes da percussão e ausculta abdominal; 
identificando os pontos de percussão.
Conhecer as principais nomenclaturas utilizadas 
na avaliação do abdome.
Compreender a importância da avaliação nutricional para 
realizar o planejamento dos cuidados de enfermagem.
Procedimento
Avaliação do sistema 
digestório
Sistema Digestório
Boca
Faringe
Esôfago
Estômago
Intestino Delgado
Intestino Grosso
Língua
Dentes
Saliva
Duodeno
Jejuno
Íleo
Ceco
Cólon
Reto
Ânus
Fonte: https://shutr.bz/2pGZq0R. Acesso em 11 set. 2019.
Tubo 
digestório
Funções dos componentes da boca
• Língua – envolve o alimento na saliva.
• Úvula – auxilia na deglutição e fonação.
• Glândulas salivares – produzem saliva e 
enzima ptialina que digere amido.
• Dentes – trituram, amassam, furam e rasgam 
os alimentos, transformando-os em partículas 
menores.
Fonte da imagem: Modificado de https://bit.ly/31U8ddK . Acesso 06 out.. 2019.
Ácido
Doce
Apimentado
Salgado
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Avaliação dos dentes
• Avaliar presença de lesões;
• Ausência de dentição;
• Presença de pontes móveis ou fixas e seu ajuste 
à boca do paciente;
• Investigar dor ou desconforto 
• à mastigação.
Fonte da imagem: https://bit.ly/2LSXFGu. Acesso em 06 out. 2019.
Avaliação das glândulas salivares
• A saliva fluidifica o bolo alimentar e 
facilita a deglutição;
• Inicia a digestão pela amilase salivar;
• Identificar alterações e desconforto 
relatado pelo paciente.
Fonte das imagens: https://shutr.bz/2nWNLdL; https://shutr.bz/2pB2X0o. Acesso em 11 set. 2019.
Instruções do procedimento
• A faringe possibilita a passagem 
do ar e dos alimentos para 
os sistemas respiratório e digestório.
• Tem cerca de 12 a 13 cm.
• A epiglote evita que o alimento 
vá para as vias respiratórias.
• O esôfago é um tubo longo 
e delgado com cerca de 25 cm.
Os movimentos 
peristálticos 
transportam 
o bolo alimentar.
Fonte da imagem: https://shutr.bz/2oM9zbV. Acesso em 11 set. 2019.
Instruções do procedimento
• O estômago tem capacidade de armazenar cerca de 2 
litros;
• O esfíncter superior é chamado de cárdia e inferior, de 
piloro;
• Produz suco gástrico: ácido clorídrico, enzimas 
digestivas (pepsina).
• Formado por camadas.
Fonte da imagem: https://shutr.bz/2pBc1SY. Acesso em 11 set. 2019.
Mucosa
Muscular
Submucosa
Serosa
Principais alterações: esôfago
Fonte das imagens: https://shutr.bz/2o9AONF https://shutr.bz/2o0dT7B. Acesso em 11 set. 2019.
Normal
Hérnia de hiato 
deslizante
Hérnia de hiato 
paraesofágica
Esôfago
Diafragma
Estômago
Esfíncter 
fechado
Esôfago
Estômago
Esfíncter 
aberto: 
refluxo
Esofagite
Hérnia de 
hiato
Principais alterações: estômago 
Úlcera péptica Gastrite
Úlcera
duodenal Úlcera
gástrica
Fonte das imagens: https://bit.ly/2Mkw9R0; https://bit.ly/2LR0yYb. Acesso em 06 out. 2019.
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Avaliação do fígado
O fígado produz bile, armazena 
glicose, vitaminas e minerais; além de 
metabolizar medicamentos.
A vesícula biliar pode armazenar até 
50ml de bile.
Fonte da imagem: https://shutr.bz/2oRurOQ. Acesso em 11 set. 2019.
Lobo direito
Canal 
hepático
Vesícula biliar Duodeno
Canal biliar comum
Canal cístico
Estômago
Lobo esquerdo
Esôfago
Ligamento
falciforme Avaliação do pâncreas
O pâncreas tem função exócrina 
(produzindo sucos digestivos e enzimas) 
e endócrina (produzindo hormônios, 
como a insulina e glucagon).
Fonte da imagem: https://bit.ly/2pF5s1L. Acesso em 03 out. 2019.
Avaliação do intestino
O intestino delgado tem cerca de 6m de 
comprimento e 3cm de diâmetro.
Produz suco entérico para absorção de nutrientes.
O intestino grosso faz a absorção da água e 
formação das fezes.
Fonte da imagem: https://shutr.bz/2pHc141. Acesso em 11 set. 2019.
Principais alterações
Fonte da imagem: https://bit.ly/2Oqin27. Acesso em 06 out. 2019.
Estomas
Fonte da imagem: https://shutr.bz/2oLcvFM. Acesso em 11 set. 2019.
Colostomia
Bolsa de 
colostomia
Estoma
Exame físico abdominal
O exame físico abdominal é primordial para 
o planejamento dos cuidados do paciente.
Deve-se realizar todos os métodos
propedêuticos para um exame de 
qualidade.
MÉTODOS 
PROPEDÊUTICOS
INSPEÇÃO
AUSCULTA
PERCUSSÃO
PALPAÇÃO
Fonte da imagem: https://shutr.bz/2odTonI. Acesso em 20 set. 2019.
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Quadrantes 
abdominais
Fonte da imagem: https://shutr.bz/2nb4zgd. Acesso em 11 set. 2019.
Hipocôndrio D
Flanco D
Fossa
ilíaca D
Hipocôndrio E
Flanco E
Fossa
ilíaca E
Região Epigástrica
Região 
Hipogástrica ou 
Suprapúbica
Sinais de alerta
Resistência da parede abdominal;
Presença de hérnias;
Sensibilidade;
Mobilidade; 
Pulsatilidade.
Fonte da imagem: https://bit.ly/2pJ8OB7. Acesso em 03 out. 2019.
Inspeção
Fonte da imagem https://bit.ly/2pQht4G; https://shutr.bz/2Omsncq. Acesso em 06 out. 2019.
Estática
• Tipos de abdome;
• Distensão 
abdominal;
• Abaulamentos, 
retrações, 
cicatrizes;
• Pele e anexos.
Dinâmica
• Hérnias;
• Respiração;
• Movimentos 
peristálticos;
• Pulsações.
Tipos de abdome
Escavado Plano Pendular
Globoso Em avental Gravídico
Fonte das imagens: https://shutr.bz/2MvmO9l; https://shutr.bz/2oiRfax; https://shutr.bz/2VffFxM; https://shutr.bz/2OoCNs8; https://shutr.bz/2AZ49gN; https://shutr.bz/2Iqq6t0. Acesso em 11 set. 2019. 
Tipos de hérnia
Epigástrica
Lateral
Inguinal
Umbilical
Incisional
Femoral
Fonte da imagem: https://shutr.bz/30MRyrb. Acesso em 06 out. 2019.
Artéria Femoral
Ausculta
Artéria Ilíaca
Ausculta antes da 
palpação para evitar 
aumento 
involuntário do 
peristaltismo.
Fonte da imagem: https://shutr.bz/2AOxjyQ. Acesso em 11 set. 2019.
Alças intestinais
Sopro Aorta
Artéria Renal
RHA Estômago
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Fonte da imagem: https://shutr.bz/31NNOqO. Acesso em 09 Set. 2019.
Com a percussão 
é possível localizar 
as bordas dos 
órgãos sólidos
TimpânicoMaciço
Órgãos que 
não contém ar
Órgãos 
cheios de ar
Sons
Fonte da imagem: https://shutr.bz/2nb4zgd. Acesso em 11 set. 2019.
Hipocôndrio D
Flanco D
Fossa
ilíaca D
Hipocôndrio E
Flanco E
Fossa
ilíaca E
Região Epigástrica
Região 
Hipogástrica ou 
Suprapúbica
Percussão
� Estômago;
� Intestino;
� Bexiga;
� Aorta; 
� Vesícula biliar; 
� Fígado;
� Baço;
� Pâncreas;
� Rins; 
� Útero.
Som timpânico Som maciço
Palpação
Superficial
Profunda
Específicas/Manobras especiais
Órgãos palpados somente em condições patológicas:
Apêndice cecal;
Vesícula biliar;
Flexuras do cólon;
Delgado;
Baço.
Vamos retomar alguns conceitos?
Resultados
Ao iniciar a avaliação de um paciente, 
observou-se na inspeção estática, que o 
mesmo apresentava um aumento 
importante do volume abdominal.
Qual a suspeita diagnóstica nesse caso? 
Simule um exame físico abdominal 
completo, utilizando os métodos 
propedêuticos e a manobra indicada 
para confirmar essa suspeita.
Ascite é o acúmulo de líquido no interior do abdome.
Esse líquido pode ter diversas composições, como linfa, bile, suco pancreático, 
urina e outras.
Na cirrose, a ascite é o extravasamento do plasma sanguíneo para o interior da 
cavidade abdominal, através do peritônio. É multifatorial.
Ascites podem ser detectadas clinicamente pela percussão, onde observa-se 
submacicez móvel.
Para pacientes com esse diagnóstico, recomenda-se
o registro diário do peso corporal e, quando possível,
rigoroso controle e balanço hídrico.
Resultados
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Procedimento
Avaliação nutricional 
e cálculos de 
composição corporal
Avaliação nutricional
É a análise de variáveis para determinar 
principalmentefatores de risco de problemas 
nutricionais e de patologias específicas.
A abordagem ao paciente deve ser efetiva para ser 
condizente à avaliação física que será realizada.
Fonte da imagem: https://shutr.bz/2OpbhL7. Acesso em 20 set. 2019.
Componentes da avaliação nutricional
Anamnese.
Avaliação antropométrica.
Análise laboratorial.
Avaliação recordatória da ingestão de nutrientes.
Fonte da imagem: https://shutr.bz/2nnOAvP. Acesso em 11 set. 2019.
Fatores que influenciam hábitos 
alimentares
Analfabetismo e barreiras do idioma;
Cultura e religião;
Isolamento social;
Baixa renda e falta de recursos; acesso limitado ao 
transporte;
Doenças; inatividade física;
Uso de drogas ilícitas; alcoolismo/tabagismo.
Fonte da imagem: https://shutr.bz/2pQVJpi. Acesso em 11 set. 2019.
Aspectos analisados
• Peso, altura e características morfológicas;
• Perda de peso não intencional (> 5%/30 dias);
• Exames laboratoriais;
• Integridade da pele;
• Apetite, dieta;
• Diagnóstico atual ou doenças;
• Estado funcional e alterações devido idade avançada.
Fonte da imagem: https://shutr.bz/31RMUcX. Acesso em 20 set. 2019.
Características 
morfológicas
Ectomorfo Mesomorfo Endomorfo
Fonte das imagens: https://shutr.bz/2MjZFGz; https://shutr.bz/2Vhy6le. Acesso em 11 set. 2019.
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Medidas antropométricas
Estatura: medida em pé, sem sapatos, com o uso 
do estadiômetro.
Peso: de preferência sempre na mesma balança, 
mesmo horário e com a mesma quantidade de 
roupas.
Fonte das imagens: https://shutr.bz/35lUy1s; https://shutr.bz/2ATDwcJ. Acesso em 11 set. 2019.
Índice de Massa Corporal
O índice de massa corporal (IMC) se faz 
muito útil para a avaliação nutricional 
simplificada.
Utiliza as medidas antropométricas para 
classificar os indivíduos.
Fonte da imagem: https://shutr.bz/2BVLNy5. Acesso em 11 set. 2019.
Índice de Massa Corporal
O IMC é uma ferramenta primária e um índice aceito pela Organização 
Mundial de Saúde.
Estabelece índices que indicam se uma pessoa está no peso considerado ideal.
CLASSIFICAÇÃO IMC
Abaixo do normal ≤ 18,5
Normal 18,5 a 25
Sobrepeso 25 a 30
Obesidade grau I 30 a 35
Obesidade grau II 35 a 40
Obesidade grau III ≥ 40
kg
cm
Circunferência do abdome
Os riscos de complicações metabólicas e 
cardiovasculares podem ser mensurados de 
acordo com a circunferência do abdome.
SEXO RISCO ALTO RISCO
FEMININO > 80 cm > 88 cm
MASCULINO > 92 cm > 102 cm
Fonte da imagem: https://shutr.bz/2Mk4Syg. Acesso em 11 set. 2019.
Distribuição do excesso de massa corporal
A distribuição do excesso de gordura no corpo apresenta duas classificações:
Fonte da imagem: https://shutr.bz/2IsVqHv. Acesso em 11 set. 2019.
GINOIDEANDROIDE
Relação cintura/quadril
CC é a medida entre a última costela e a 
espinha ilíaca antero-superior;
CQ é a medida horizontal, da projeção 
posterior dos glúteos até anterior do quadril. 
Fonte das imagens: https://shutr.bz/2ojnIgs; https://shutr.bz/2onBqPy. Acesso em 11 set. 2019.
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Relação cintura/quadril
Risco de saúde Mulher Homem
Baixo Inferior a 0,80 Inferior a 0,95
Moderado 0,81 a 0,85 0,96 a 1,0
Alto Superior 0,86 Superior 1,0
Fonte da imagem: https://bit.ly/2yqQhL0. Acesso em 06 out. 2019.
Resultados
Simule uma entrevista com um paciente e 
elabore seu histórico alimentar.
Faça os cálculos relativos a composição 
corporal do seguinte paciente: 
• Sexo feminino, 45 anos;
• Peso: 82 kg;
• Altura: 169 m
• CC: 96 cm;
• CQ: 110 cm.
Resultados
Realize perguntas onde o paciente consiga descrever a quantidade e o 
tipo de alimento que consome nas refeições.
Peça que ele descreva hábitos alimentares incomuns.
Horário das refeições e onde as realiza.
Quantidades e tipos de bebidas consumidas.
Intolerância ou alergia a alimentos
Medicações utilizadas, entre outros.
Resultados
Circunferência de cintura: 96 cm
SEXO ALTO RISCO
FEMININO > 88 cm
kg
cm
IMC
Exemplo: 82
1,692
82
2,85
28
SOBREPESO
96
110
RCQ = 0,87
RISCO ALTO
Resultados
Check-list
O aluno soube conduzir o procedimento primando pelo bem estar do 
paciente e seguindo o passo a passo recomendado na aula?
Conseguiu realizar a simulação do exame físico abdominal completo, 
utilizando os 4 métodos propedêuticos e a manobra indicada para 
confirmar essa suspeita (sinal de piparote)?
Conseguiu realizar os cálculos relativos a composição corporal do 
paciente e agrupar as orientações adequadas a ele?
Atentou-se para os cuidados necessários e orientações 
a um paciente com essa suspeita diagnóstica?

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