Prévia do material em texto
TEORIA GERAL DO PROCESSO SLIDE: DIREITO PROCESSUAL E MATERIAL DIREITO MATERIAL E DIREITO PROCESSUAL Eles são a sustentação/pilares do ordenamento jurídico. Eles vão se diferenciar pela susbstancia e pelo meio DIREITO MATERIAL – Constituir os direitos, deveres, obrigações e relações jurídicas. Ele trás as definições e da nome as coisas, da sustentação a vida, proclama os direitos gerais. DIREITO PROCESSUAL – É o conjunto de regras e princípios que disciplina quando se é quebrado os direitos materiais. Ele resolve os conflitos encontrados nos direitos matérias, ele estabelece o “COMO”, ex: código do processo civil, código de processo penal. Um instrumento que FAZ o deverser acontecer. Existem diplomas normativos que possuem normas materiais e processuais mescladas e é preciso saber identificar pois elas possuem características diferentes Ex: contagem de prazo processual. DIPLOMA NORMATIVO = um agrupamento de normas ou dispositivos legais, que são agrupados em algum tipo de “direito” ex: constituição, código civil, lei do estatuto da criança e adolescente. FONTES DO DIREITO PROCESSUAL São os meios que as normas jurídicas se manifestam, existem outras origens fora as leis que trazem o direito pra PERTO. FONTES: Constituição Federal: é a fonte primária e fundamental, define as farantias processuais; Legislações infraconstitucionais - ORDINÁRIAS E COMPLEMENTARES: compõe a principal fonte do direito processual. Não é somente códigos; Custumes e Regras do negócio processual: são praticas reiteradas que quando autorizadas por lei influenciam a marcha do processo (tempo) ex: negócio jurídico processual, que permite ás partes adptem o procedimento que está ALEM DO COD. Doutrina: o estudo acadêmico e a produção cientifica dos juristas, elas ajudam a interpretar a lei, embora não tenha força vinculante, mas ela é um apoio para os legisladores para se defender sua causa. Princípios Gerais do Direito: conceitos genéricos de justiça, eles devem orientar e dar um norte das aplicações contratuais. Eles também auxiliam o magistrado, advogados e legisladores a resolver lacunas em causas. Ex: boa fé. Precedentes Judiciais e Súmulas Vinculantes: Decisoes proferidas por tribunais superiores que vinculam e orientam casos anteriores ou posteriores da emissão desses conceitos vinculantes. PRINCÍPIOS DO DIREITO PROCESSUAL Devido Processo Legal: é o principio de base de todo sistema. Garante que ninguém será privado da sua liberdade ou de seus bens sem um processo regular, não se faz processo de “qualquer forma”, ele tem um procedimento, uma ordem, uma sequencia, dos atos e dos , cada tipo de processo administrativo ou processual. Contraditório: as partes que figuram no processo elas tem o direito de serem cientificadas de todas as partes do processo, a parte tem o direito de exercer e ter a oportunidade de se manifestar sobre o SEU processo. Ampla defesa: fase probatória, de usar de todos os meios legais e legítimos para sustentar a argumentação, defense o endereço da parte contraditória. Isonomia/Paridade de Armas: Determina que o juiz deve tratar as partes com IGUALDADE. Assegurando os mesmos direitos, ex: ambas podem falar ou produzir um tipo de prova, confere oportunidade por ambas as partes. Juiz Natural: proíbe a criação de tribunais de exceção após o fato ocorrido, proíbe pedir que outro juiz de outra cidade seja chamado para a sua para julgar o caso isso garante que a causa será julgada por um órgão imparcial. Acesso a Justiça: a lei não pode excluir a apreciação do poder juridiciario nenhuma lesão ou ameada. Duração Razoavel do processo ou Celeridade (prazo suficiente): todos os direito a solução do processo em um prazo razoável, evitando demoras injustificadas ou causem prejuízo, não exatamente diz o prazo de ser julgado, mas esse principio ajuda as coisas não ficarem paradas, mas não pode demorar tanto tempo a ponto de ser injusto julgar após. Motivação das Decisões Judiciais: exige que todas as decisões do juiz sejam fundamentamentas e justificadas, sob pena de nulidade (de decisão) permitindo o controle da legalidade. Publicidade dos Atos Processuais: como regra os atos processuais são públicos, porem existem os casos de excessões legais, no caso de segredo de justiça, e isso precisa ficar claro no inicio do processo para que ela ocorra. PRINCÍPIOS ESPECÍFICOS DO PROCESSO CIVIL MODERNO Princípio da Cooperação: As partes, todos os envolvidos precisam colaborar entre eles para que o processo se desenrole, não somente autor e réu, mas juízes, advogados, partes, escrivão. Facilitando a resolução do processo, não distratar as partes. Princípio da Boa-fé Processual: Comportamento como lealdade, transparência e verdade. Princípio do Livre Convencimento Motivado (ou Persuasão Racional): O juiz é livre para apreciar os valores e provas constantes no processo, ele tem a liberdade de tomar uma decisão própria porem baseada em um ou mais MOTIVOS, em uma conclusão final, declarando exatamente o que e por que ele tomou cada decisão. Princípio do Primado da Decisão de Mérito: MÉRITO = Conflito da causa que foi levado ao judiciário, então apreciar o mérido analisa os fatos e dei uma resolução do conflito, deve sempre preferir analisar o mérito, o julgamento efetivo do conflito (o mérito da causa), em vez de ser extinto por falhas e vícios meramente formais que possam ser corrigidos. SLIDE: NORMA PROCESSUAL NO ESPAÇO E NO TEMPO NORMA PROCESSUAL NO ESPAÇO E NO TEMPO Arts. 13 a 15 do Código de Processo Civil "Toda lei, como criação humana, é sujeita a um princípio e um fim, isto é, a um começo de vigência e a um momento de cessação de eficácia" Humberto Theodoro Júnior A norma não é algo que sempre existiu ou sempre irá existir, tem inicio e fim, não existe norma perpetua, assim como o direito acompanha as normas sociais. · Qual são os limites espaciais e temporais de aplicação da norma processual? "O que acontece com um processo em andamento quando muda algum prazo?" "Qual lei processual é aplicável: a do tempo do fato ou a do tempo do processo?" "Fato ocorrido no estrangeiro e processo no Brasil: qual lei processual é aplicável?" Para responder essas perguntas, precisamos assumir as leis abaixo: A NORMA PROCESSUAL NO ESPAÇO CPC. Art. 13. A jurisdição civil será regida pelas normas processuais brasileiras, ressalvadas as disposições específicas previstas em tratados, convenções ou acordos internacionais de que o Brasil seja parte. Soberania estatal - Em cada território só pode vigorar as próprias leis processuais. Então esse é o principio da territorialiedade, aplicamos a lei processual brasileira, a excessão são tratados e acordos, convenções internacionais Ex.: o art. 83 do CPC - caução de litigante que mora no estrangeiro - diferente para países do Mercosul. Negócio jurídico no exterior e Sistema Probatório - Meio de se provar os negócios jurídicos feitos fora do Brasil, como provar a existência do negocio jurídico vem da FONTE onde ocorreu o negócio, ex: casamento no estrangeiro, precisasse ter a documentação que comprove isso em caso esse casamento exista um processo de divórcio. 1- Meios de prova: Quais instrumentos são válidos para demonstrar que o negócio existiu (Ex.: se o contrato exige forma escrita, escritura pública ou se aceita prova exclusivamente testemunhal). 2- Ônus de prova: Quem tem o dever de provar os fatos em juízo (se o ônus é do autor, do réu ou se há presunção de veracidade). A NORMA PROCESSUAL NO TEMPO CPC. Art. 14. A norma processual não retroagirá e será aplicável imediatamente aos processos em curso, respeitados os atos processuais praticados e as situações jurídicas consolidadas sob a vigência da norma revogada. Tempus RegitActum: o tempo rege o ato! Direito intertemporal - três teorias: · Unidade do Processo - A nova lei só se aplica a processos novos, então se você entra com uma ação e no meio do processo ela seja revogada, o processo continua até ser finalizado. · Fases do Processo - A nova lei atinge a fase seguinte (ex.: fase instrutória, recursal)- o processo tem muitas fases, e dentro de um processo pode utilizar a lei nova na próxima fase após o inicio da vigência da nova lei. · Isolamento dos Atos Processuais (ADOTADA NO Brasil) - Cada ato processual é regulado pela lei vigente no momento em que o ato processual é praticado. PRAZOS - Considera a LEI antiga, vigente na data do ato anterior, por ex: to no meio de um prazo para uma contestação, e saiu uma lei no MEIO do meu prazo, conta a partir da intimação e vale a data dela. Vale a lei vigente ao tempo da intimação. No caso dos prazos recursais, o marco regulatório é a data da intimação da decisão, e não a data do julgamento ou da interposição. OBSERVAÇÕES IMPORTANTES: Vacatio legis: 45 dias, com regra geral, se não houver previsão específica. Lei temporária: Prazo determinado de vigência. Ex.: pandemia e suspensão de prazos. Aplicação subsidiária do CPC: CPC Art. 15. Na ausência de normas que regulem processos eleitorais, trabalhistas ou administrativos, as disposições deste Código lhes serão aplicadas supletiva e subsidiariamente - A CPC é uma norma GERAL, então nos direitos especiais NÃO falam sobre atos específicos, é utilizada a regra do CPC. SLIDE: FUNÇÕES DO PODER ESTATAL Teoria da Separação de Poderes Aristoteles: Pensava na politica como um único poder soberano, que tinham 3 funcoes distintas: função de editar normas; função de aplicar ou administrar essas normas na prática; função de dirimir conflitos vindos da execução dessas normas. Mostesquieu: Essas três funções estão relacionadas a três órgãos distintos, autônomos e independentes entre si. Não há concentração em uma só pessoa. Cada Poder e exercia uma função típica individual TEORIA ATUAL: Cada Poder exerce uma função de maneira típica - é a atividade principal daquele Poder e também outras funções de maneira atípica/acessória. QUAL A RAZÃO PARA A SEPARAÇÃO DOS PODERES? 1. Combater o absolutismo de poderes 2. Impor a colaboração de todas as autoridades para a tomada de decisões 3. Promover equilíbrio e evitar abuso de autoridade 4. Mecaniscmo de fiscalização mutua denominado SISTEMA DE FREIOS E CONTRAPESOS Função jurisdicional: Resolver conflitos com definitividade, usando vários métodos de resolução. Conflito e Acesso à Justiça O que é Conflito: situação em que duas ou mais pessoas possuem interesses, necessidades e/ou pretensões incompatíveis. Cappelletti e Garth (1988): "O acesso à justiça pode, portanto, ser encarado como o requisito fundamental - o mais básico dos direitos humanos - de um sistema jurídico moderno e igualitário que pretenda garantir, e não apenas proclamar os direitos de todos." Ondas renovatórias do acesso à justiça: obstáculos e movimentos 1ª - Assistencia jurídica gratuita 2ª - Representação de interesses coletivos. 3ª - Criação e aperfeiçoamento de mecanismos procedimentais 4ª - Kim Economides - Humanização dos profissionais do direito e da resolução dos conflitos. 5ª - Roberto Portugal Bacellar Saída da justiça: métodos alternativos de resolução de conflito (CPC/2015) 6ª - Klaus Schwab - 4ª Revolução industrial da Era Digital. Os métodos de JUSTIÇA podem ser chamados de MULTIPORTAS, pois existem diferentes tipos de acesso a ela, considera-se então que pode existir até mais de um tipo adequado para cada conflito, porem nenhum deles é sobenado, mas foram se tornando acessíveis a todos. Os possíveis tratamento de conflitos estão agrupados em 3 - AUTOTUTELA / AUTO COMPOSIÇÃO E HETEROCOMPOSIÇÃO, · AUTOTUTELA - é a imposição da vontade de uma parte sobre a outra, utilizando FORÇA BRUTA. Porem pela lei do MONOPOLIO COERCITIVO, é dedada a AUTOTUTELA, não permitido fazer justiça pelas próprias mãos, porem existe a EXCESSÃO da legitima defesa ou o esforço imediato para proteção da posse ou propriedade. Fatos que não são possíveis aguardar o estado, porem, existe um limite definido para ambas situações. · AUTOCOMPOSIÇÃO - As partes mesmo fazem a construção da resolução do seu conflito, sem que uma terceira pessoa (juiz) solucione ou imponha a decisão, ela sempre leva consigo um intermediador do conflito, na maioria das vezes o próprio advogado, existem três formas clássicas: 1 - Desistência: uma parte renuncia à sua pretensão; 2 - Submissão: uma parte reconhece a pretensão da outra; 3 - Transação: ambas fazem concessões recíprocas para chegar a um acordo. Principais instrumentos autocompositivos: negociação, conciliação e mediação · HETEROCOMPOSIÇÃO - Um terceiro imparcial é chamado para solucionar o conflito, impondo uma decisão às partes na maioria das vezes o JUIZ, existem 2 tipos: 1- Jurisdição estatal - O juiz é o terceiro determinado pelas regras prévias de competência que imporá a solução do conflito. 2- Arbitragem - O árbitro é o terceiro acordado pelas partes que imporá a solução do conflito delas SLIDE: JURISDIÇÃO JURISDIÇÃO "Para desempenho da prestação estatal de Justiça, estabeleceu-se a Jurisdição, como uma das funções do Estado, mediante a qual este se substitui aos titulares dos interesses em conflito para, imparcialmente, buscar a pacificação do conflito que os envolve, com justiça." Humberto Theodoro Júnior Definição funcional: A jurisdição como poder, função e atividade. PODER: Ele decorre da soberania do estado que tem como monopólio a solução de conflitos, é a titularidade final que IMPOE DECISOES de forma IMPERATIVA e VINCULANTE. FUNÇÃO: Dever do ESTADO prestar tutela jurisdicional efetiva para a pacificação de conflitos e proteger os direitos da população dando SEMPRE a sua responsta DEFINITIVA E SATISFATÓRIA ao cidadão. ATIVIDADE: é uma SÉRIE SEQUENCIAL de ATOS PROCESSUAIS (O processo em SI e todos as suas partes) ela faz na PRÁTICA que o conflito chegue até a sua conclusão final. Caracteristicas essenciais da Jurisdição Brasileira: 1- Unidade: ela é uma só em todo território brasileiro, é o poder de se dizer o direito e de se solucionar conflitos de forma única. 2- Secundária ou substitutiva: O Estado, sendo o juiz do brasil substitui a vontade parcial de pessoas comuns pela vontade do estado que é o que está na lei, chamada de secundária por que pessoas comuns terceirizam o problema delas para outra pessoa (estado/juiz) para resolução do conflito. 3- Inércia: ART 2º CPC afirma que o Poder judiciário só atua sobre provocação do interessado pelo direito pedido. Art. 2º O processo começa por iniciativa da parte e se desenvolve por impulso oficial, salvo as exceções previstas em lei. 4- Definitividade: art. 5º, XXXVI, da CF, o Poder Judiciário é o único capaz de produzir uma decisão definitiva para as situações processuais, torndo-a imutável e indiscutível. 5- Imparcialidade: art. 5º, XXXVII e LIII, CF, o julgador sendo o ESTADO/PODER JUDICIÁRIO, trás a imparcialidade para a coisa julgada, conflito precisa ser visto sem interesse pessoal no resultado e sem favorecer qualquer uma das partes. Caracteristicas de Impedimento e Suspeição: Impedimento (art. 144, CPC) Situações OBJETIVA: Ex.: participou do processo antes (como juiz, advogado, membro do MP etc.); algum parente do juiz é advogado ou membro do MP na causa; seja parte instituição de ensino que o juiz tenha relação de trabalho etc.. Suspeição (art. 145, CPC) Situações subjetivas. Ex.: amigo íntimo ou inimigo das partes; recebeu presentes das partes; é credor ou devedor das partes etc.. Princípios da Jurisdição 1) Inafastabilidade da Jurisdição (art. 5º, XXXV, CF) Nenhuma lesão ou ameaça a direito pode ser excluída da apreciação do Judiciário. 2) Juiz Natural (art. 5º, XXXVII e LIII, CF) Proibe os tribunais a executarem e exigem pré-estabelecidas, isso condiciona que julgamento seja feito pelo órgão previamente definido pela lei. 3) Aderência ao Território (art. 42, CPC) O exercício da jurisdição pelos órgãos judiciais está sujeito aos limites legais de sua competência territorial. 4) Indeclinabilidade (art. 140, CPC) O juiz não pode deixar de julgar ou emitir uma decisão alegando lacuna na lei, mesmo diante da ausência de norma específica, ele deve solucionar a causa utilizando leis previstas.SLIDE: FUNÇÕES ESSENCIAIS Á JUSTIÇA Teoria da Separação de Poderes FUNÇÕES ESSENCIAIS À JUSTIÇA - são o conjunto de órgãos, instituições e profissionais estabelecidos da CF que, embora não integrem do Poder Judiciário, são indispensáveis para que a Justiça funcione, seja provocada e consiga efetivar direitos e resolver conflitos. Função essencial à Justiça ≠ Poder do Estado: São instituições que exercem funções indispensáveis ao sistema de Justiça, mas não são um quarto Poder!! MINISTÉRIO PÚBLICO: MP como fiscal da ordem jurídica, não é quem demanda e nem é o demandado, porem, é provocado para dar garantia ou opinião para algumas questões em algum processo legal, nos casos citado no ART. 178 do CPC. O Ministério Público será intimado para, no prazo de 30 (trinta) dias, intervir como fiscal da ordem jurídica nas hipóteses previstas em lei ou na Constituição Federal e nos processos que envolvam: I - interesse público ou social; II - interesse de incapaz; III - litígios coletivos pela posse de terra rural ou urbana. EXEMPLOS: TAC, AÇÃO CIVIL PUBLICA. ADVOCACIA PÚBLICA E AS PROCURADORIAS DO ESTADO - representam publicamente a UNIÃO, distrito federal, municípios funcações publicas, e NÃO da pessoa física que trabalham nas instituições publicas. Ela representa, defende ou da consultoria jurídica para a UNIÃO. CF. Art. 131. A Advocacia-Geral da União é a instituição que, diretamente ou através de órgão vinculado, representa a União, judicial e extrajudicialmente, cabendo-lhe, nos termos da lei complementar que dispuser sobre sua organização e funcionamento, as atividades de consultoria e assessoramento jurídico do Poder Executivo. CPC. Art. 182. Incumbe à Advocacia Pública, na forma da lei, defender e promover os interesses públicos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, por meio da representação judicial, em todos os âmbitos federativos, das pessoas jurídicas de direito público que integram a administração direta e indireta. ADVOCACIA PRIVADA - Advogados não estatais. CF. Art. 133. O advogado é indispensável à administração da justiça, sendo inviolável por seus atos e manifestações no exercício da profissão, nos limites da lei. Possui 3 caracteristicas: CAPACIDADE DE SER PARTE: possui capacidade em figurar em um dos polos judiciais, qualquer pessoa um SER de direito. CAPACIDADE PROCESSUAL: possui capacidade da vida civil, serve para representar a parte que é incapaz. CAPACIDADE POSTULATÓRIA: Possui técnica e conhecimento para advogar, ex: Advogados e membros do MP. O ADVOGADO é quem em regra e por excelência, patrocina, com capacidade postulatória, os interesses dos indivíduos em processos perante aos órgãos responsáveis. Exceções (quando a própria parte tem capacidade postulatória): Juizados Especiais Cíveis (para causas de até 20 salários-mínimos) Justiça do Trabalho (aplicação do jus postulandi no primeiro grau) Habeas Corpus (pode ser impetrado por qualquer pessoa) Pedidos de medidas protetivas de urgência na Lei Maria da Penha DEFENSORIA PÚBLICA - Exerce gratuitamente a defensoria jurídica para um parte seleta da população, garante justiça gratuita para pessoas em vulnerabilidade e sem recursos financeiros (hipossuficientes). CF. Art. 134. A Defensoria Pública é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe, como expressão e instrumento do regime democrático, fundamentalmente, a orientação jurídica, a promoção dos direitos humanos e a defesa, em todos os graus, judicial e extrajudicial, dos direitos individuais e coletivos, de forma integral e gratuita, aos necessitados. CPC. Art. 185. A Defensoria Pública exercerá a orientação jurídica, a promoção dos direitos humanos e a defesa dos direitos individuais e coletivos dos necessitados, em todos os graus, de forma integral e gratuita. PRINCIPAIS NICHOS da instituição: 1- Orientação e Consultoria Jurídica - Atender a população e tentar resolver conflitos de forma amigável; 2- Defesa Judicial (Cível e Criminal) - Entrar com ações e defender o assistido em processos judiciais de qualquer natureza; 3- Tutela de Direitos Coletivos - Promove Ações Civis Públicas e defende os direitos de grupos vulneráveis; 4- Promoção dos Direitos Humanos - Atua na fiscalização de presídios, abrigos e na garantia das liberdades e garantias fundamentais. SLIDE: ORGANIZAÇÃO DO PODER JUDICIÁRIO ORGANIZAÇÃO DO PODER JUDICIÁRIO O poder judiciário PRECISA de uma organização, para fixar as compentências e atribuições de cada jurisdição de modo que ele FUNCIONE como uma engrenagem para resolução dos problemas. JUSTIÇAS ESPECIALIZADAS: MILITAR, ELEITORAL E TRABALHISTA JUSTIÇA COMUM: Federal ou Estatal, qualquer justiça que não englobe as especias. ESTRUTURA CONSTITUCIONAL DO PODER JUDICIÁRIO - Art. 92. São órgãos do Poder Judiciário: I - o Supremo Tribunal Federal; STF I-A o Conselho Nacional de Justiça; CNJ II - o Superior Tribunal de Justiça; STJ II-A - o Tribunal Superior do Trabalho; TST III - os Tribunais Regionais Federais e Juízes Federais; TSF IV - os Tribunais e Juízes do Trabalho; V - os Tribunais e Juízes Eleitorais; VI - os Tribunais e Juízes Militares; VII - os Tribunais e Juízes dos Estados e do Distrito Federal e Territórios. HIERARQUIA ENTRE ELES: Não existe uma relação hierárquica simples entre STF, STJ, TJs, TRFs, TST etc Há sim, uma distribuição de competências constitucional, assim como nem todo os processos chegam até o STF, somente quando se trata de questões que CONTRARIA a CF. Funções distintas - O STF exerce a função de Corte Constitucional, O STJ é responsável, em linhas gerais, pela uniformização da interpretação da legislação federal. STF - Art. 102, CF. Trata de questões CONSTITUCIONAIS, a sua PRINCIPAL compentência recursal é o RE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NÃO É A TERCEIRA INSTÂNCIA, é um poder de RE! Composição do STF Art. 101, CF - O Supremo Tribunal Federal compõe-se de onze Ministros, escolhidos dentre cidadãos com mais de trinta e cinco e menos de setenta anos de idade, de notável saber jurídico e reputação ilibada. Parágrafo único. Os Ministros do Supremo Tribunal Federal serão nomeados pelo Presidente da República, depois de aprovada a escolha pela maioria absoluta do Senado Federal. STJ - Art. 105, CF. Trata de questões uniformização da legislação federal infraconstitucional, a sua PRINCIPAL compentência recursal é o RE RECURSO ESPECIAL. NÃO É A TERCEIRA INSTÂNCIA, O Recurso Especial está relacionado a uniformizar o entendimento de legislação federal, nos termos do art. 105, III, da CF. Composição do STJ Art. 104, CF - O Superior Tribunal de Justiça compõe se de, no mínimo, trinta e três Ministros. Parágrafo único. Os Ministros do Superior Tribunal de Justiça serão nomeados pelo Presidente da República, dentre brasileiros com mais de trinta e cinco e menos de setenta anos de idade, de notável saber jurídico e reputação ilibada, depois de aprovada a escolha pela maioria absoluta do Senado Federal. • 1/3 dos TRFs, 1/3 dos TJs e 1/3 do MP e da OAB alternativamente. REEXAME DE FATOS - Pela regra geral o STF e STJ não veem ou julgam simplesmente fatos, a excessão é que quando solicitado ele reveem as competências originárias pautadas pelos Tribunais. GRAUS DE JURISDIÇÃO E ÓRGÃOS JULGADORES Diferença entre grau de jurisdição, instância, juízo monocrático e tribunal: a) Grau: posição do órgão na estrutura do Poder Judiciário. b) Instância: nível ou etapa de apreciação do caso concreto. c) Juízo monocrático: um único julgador. d) Tribunal: órgão colegiado. - Obs.: decisão monocrática em órgão colegiado. CNJ - Art. 103B, CF. ELE NÃO EXERCE JURISDIÇÃO. Exerce controle administrativo, financeiro e disciplinar sobre o Poder Judiciário. Os seus objetivos são: Maiorcontrole do Judiciário, Transparência, Uniformização de políticas judiciárias, Eficiência administrativa e Controle disciplinar dos magistrados. Composição: 15 membros, entre eles: • Magistrados; • Membrosdo Ministério Público; • Advogados; • Cidadãos indicados pelo Legislativo. Obs.: O presidentedo STF preside o CNJ image6.png image7.png image8.png image1.png image2.png image3.png image4.png image5.png