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Manual de Petições

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no supra mencionado dispositivo, mister se
observe e se dê importância ao binômio possibilidade-necessidade, isto é, a possibilidade
do alimentante e a necessidade do alimentando, pois injusto e antinômico do direito, permitir-
se o enriquecimento sem causa deste último, amparando-se unicamente nas possibilidades
de ganho do alimentante, como aliás, o insigne Clóvis Beviláqua já prelecionava: “os alimentos
são devidos aos necessitados e não para permitir ou propiciar o ócio”.
Por outro lado, também é previsto no art.401 do CC que, se fixados os alimentos,
sobrevier mudança na fortuna de quem os supre, ou na de quem os recebe, poderá o
interessado reclamar ao juiz, conforme as circunstâncias, exoneração, redução, ou agravação
do encargo..
Assim, combinados os dois dispositivos, o Requerente encontra fulcro para ajuizar a
presente e buscar amparo legal para seu pedido de redução nos alimentos, que foram
determinados por sentença trânsita em julgado, supra mencionada, quando na época tinha
outras condições econômico-financeiras.
O pedido
“Ex positis”, com base nos retro mencionados dispositivos legais, o Suplicante vem,
com o devido acato, à presença de V.Excia., requerer:
a) a citação de sua filha, Requerida, na pessoa de sua representante legal, para responder
aos termos da presente, sob pena de revelia;
b) os benefícios do art. 172, parágrafo 2º do CPC, para fins da citação;
c) a redução dos alimentos de 30% (trinta por cento), para o valor correspondente a 15%
(quinze por cento), pois conforme comprovado, somente lhe resta valor ínfimo para seu
próprio sustento e de sua nova família;
d) a procedência do presente pedido, com a consequente condenação da Suplicada ao
pagamento das custas e honorários advocatícios na razão de 20% do valor da causa corrigido;
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e) a concessão de gratuidade, pois não pode arcar com as custas processuais e honorários
advocatícios, sem que prejudique seu próprio sustento e de sua nova família;
f) a distribuição por dependência para a ..... Vara desta Comarca, face o processo nº
....................., da Ação de Alimentos.
Protesta por todo gênero de prova em direito admissível, documental, testemunhal,
perícia e, em especial, o depoimento pessoal da representante legal da Requerida, cuja
intimação desde já requer, sob pena de confissão.
D.R.A. esta , dá à causa o valor de R$ ................. .
Termos em que
Pede e espera deferimento.
(Local e data)
(Nome do advogado)
 (Número da OAB)
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Contestação à exceção de incompetência relativa em
procedimento comum
Exmo. Sr. Dr. Juiz de Direito da ...... Vara da Comarca de (cidade) - UF
 (deixar aproximadamente, 20 linhas em branco)
Processo nº ......................
(NOME DO EXCEPTO), devidamente qualificado nos autos do processo
principal, ao qual se encontra apensado o presente feito, vem, mui respeitosamente por seu
advogado e bastante procurador, conforme instrumento de mandato, às fls. ..... do processo
nº (Processo principal), dizer que é esta para constestar e impugnar a EXCEÇÃO DE
INCOMPETÊNCIA, promovia por (NOME DO EXCIPIENTE), nos autos do processo em
epígrafe, em curso neste ínclito juízo, pelos motivos fáticos e de direito a seguir expostos.
Inobstante a diligência e percuciência dos ilustres e cultos patronos ex-
adversos, qualidades essas que abrilhantam e enobrecem seu ministério privado, não
merecem acolhida suas alegações, por não virem as mesmas amparadas por qualquer tipo
de prova e por não existir qualquer relação entre a incompetência relativa arguida e o fato
de ter sido ajuizado anteriormente, processo em outra comarca, eis que tal fato, remete a
discussão à litispendência e não à incompetência, como se provará ao longo desta.
Prima facie, o fato de ter sido ajuizado anteriormente processo similar na
Comarca de ...................., dispensa maiores comentários no presente feito, eis que em se
tratando de uma exceção de incompetência, o assunto relativo à litispendência é totalmente
impertinente, sendo certo que o excipiente nos autos principais já arguiu a mesma, sem ter
tido melhor sorte, uma vez que nada provou, ante a ausência de prova da citação da excepta.
Por outro lado, verifica-se que está sendo arguída a incompetência relativa
por fato alegado pelo excipiente, de que a excepta reside na cidade de .................................,
mas como pode bem notar V.Excia., foi alegado, mas não provado, eis que a exordial não
se fez acompanhada do competente substrato probatório. Ora, alegar e não provar é
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simplesmente o mesmo que nada ter dito, o que conduz à ilação de ter nascida morta a
presente exceção, sendo inócua a mesma.
Cabe a quem alega, o ônus da prova, portanto, ao excipiente caberia provar
que a excepta reside na Comarca de ........................, o que contudo não fez e não poderia
fazê-lo, pois a mesma já reside há dois anos nesta cidade serrana, como comprova com os
recibos de aluguel, acostados aos autos principais às fls. ..... e, data maxima respecta,
atente o ilustre julgador, que são respectivamente, o primeiro e o último recibo de locação
em favor da excepta.
Além do mais, a simples alegação de que a excepta tem conta bancária em
...................... e recebe seus proventos, nada prova, mormente, por não haver impedimento
legal para que alguém tenha conta bancária fora de seu domicílio e, o fato de possuir imóvel
em outra comarca, também, nada diz, eis que extreme de dúvidas, poder qualquer pessoa,
possuir bens em outra parte do território nacional.
O domícilio, que no caso em tela determina a competência do foro para o
divórcio é o domicílio da mulher, como visto no art. 100, Inciso I do CPC:
“Art. 100 - É competente o foro:
I - da residência da mulher, para a ação de separação dos cônjuges e a conversão
desta em divórcio, e para a anulação de casamento;”
DE PLÁCIO E SILVA , em seu vocabulário jurídico assim se expressa acerca
do termo domicílio:
DOMICÍLIO
Derivado do latim domicilium (morada, habitação), de domus (casa, morada,
residência), é, em sentido lato, empregado para designar o lugar em que temos
nossa habitação ordinária ou em que mantemos a nossa residência habitual.
Mas, na acepção propriamente jurídica, domicílio tem significação mais estrita.
E, assim, indica o centro ou sede de atividades de uma pessoa, o lugar em que
mantém o seu estabelecimento ou fixa a sua residência com ânimo definitivo.
É a residência mantida com o animus manendi, capaz de gerar uma situação de
direito, objetivada pelo domicílio.
Daí porque entre domicílio e residência há certa diferença.
A residência, apresentando uma situação meramente de fato, é o local em que
a pessoa vive, sem esse caráter definitivo ou de tê-lo como centro de atividades,
advindo da permanência ou efetividade, e a intenção de mantê-la nesse sentido.
O domicílio, assim, pode compreender a residência.
Mas, esta, nem sempre indica o domicílio, por vezes tido como a sede legal, ou
eleita, da pessoa, para nele centralizar todos os seus negócios ou atividades.
Segundo as circunstâncias, o domicílio toma vários aspectos: é voluntário ou
necessário; é legal ou eletivo; é civil ou político; é de fato ou de direito, real ou
aparente.
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Ora, a excepta há dois anos reside em ......................, com ânimus definitivo,
tanto é que faz parte de grupo religioso e o frequenta regularmente, tendo seu círculo de
amizade nesta cidade, apenas mantendo o apartamento de ......................., para temporadas,
sendo certo que irá alugar o mesmo, ante às suas necessidades de sustento.
Mediante ao exposto e principalmente pela inexistência de provas do alegado
pelo excipiente, a excepta vem, com o devido acato, requerer seja julgada improcedente
a presente exceção, com a declaração da competência deste ínclito juízo, requendo,
desde já, a continuidade do processo principal.
Termos em que
Pede e espera deferimento.

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