Logo Passei Direto
Buscar
Material

Esta é uma pré-visualização de arquivo. Entre para ver o arquivo original

TÉCNICO EM EDIFICAÇÕES 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CIMENTOS 
 
 
 
 
SALVADOR 
2019 
Elieni G. A. Franco 
Lívia Domingues 
 
 
 
RELATÓRIO SOBRE CIMENTOS 
TIPOS, CARACTERISTICAS, ESPECIFICAÇÕES E APLICAÇÕES 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SALVADOR 
2019 
Relatório Concreto Armado – Tipos de 
cimentos, da disciplina de Concreto 
Armado do Curso Técnico em 
Edificação – Senai Dendezeiro, 
Salvador. Sob a orientação da docente 
Verônica Santos. 
Sumário 
 
1. INTRODUÇÃO 4 
2. PROPRIEDADES DO CIMENTO 4 
3. TIPOS DE CIMENTO E SUAS CARACTERÍSTICAS 5 
3.1. Cimento Portland Comum (CP I e CP I-S (NBR 5732)) 6 
3.2. Cimento Portland composto CP II (NBR 11578) 7 
3.2.1. Cimento Portland Composto CP II-Z (com adição de material 
pozolânico) 7 
3.2.2. Cimento Portland Composto CP II-E (com adição de escória 
granulada de alto-forno) 7 
3.2.3. Cimento Portland Composto CP II-F (com adição de material 
carbonático - fíler) 7 
3.3. Cimento Portland de Alto Forno CP III – (com escória - NBR 5735) 8 
3.4. Cimento Portland de Alto Forno CP III – (com escória - NBR 5735) 8 
3.5. Cimento Portland CP IV – 32 (com pozolana - NBR 5736) 8 
3.6. Cimento Portland CP V ARI - (Alta Resistência Inicial - NBR 5733) 8 
3.7. Cimento Portland CP (RS) - (Resistente a sulfatos - NBR 5737) 9 
3.8. Cimento Portland de Baixo Calor de Hidratação (BC) - (NBR 13116) 9 
3.9. Cimento Portland Branco (CPB) – (NBR 12989) 10 
3.10. Cimento para poços petrolíferos (CPP) - Regulamentado pela NBR 9831
 10 
3.11. Cimento Sorel 
3.12. Cimentos Resistentes à Ação de Ácidos 
3.12.1. Resinas Furan 11 
3.12.2. Cimentos Fenólicos 11 
3.12.3. Resinas Epóxi 11 
3.12.4. Enxofre 11 
3.13. Cimentos Asfálticos 12 
3.14. Cimentos Aluminosos 14 
3.15. Cimento Natural 15 
3.16. Cimento-amianto 15 
4. NORMATIZAÇÃO 18 
5. CURIOSIDADES 20 
6. CONSIDERAÇÕES FINAIS 21 
7. REFERÊNCIAS 21 
7.1. COMPLEMENTAR 21 
 
1. INTRODUÇÃO 
 
De suma importância para a Construção Civil (Arquitetura, Engenharia etc.), o 
cimento é um dos materiais mais utilizados em todo o mundo, perdendo apenas 
para a água. O cimento traz consigo não apenas características importantes, 
mas também subdivisões aumentando ainda mais a importância desse material. 
Quimicamente artificial, o cimento advém, da pedreira que moído, se transforma 
em um pó fino de calcário e quando misturado ao silício, ferro, cálcio e alumínio 
vai para o forno de calcinação, aquecido à 1500°C derretendo parcialmente suas 
moléculas e reagrupando-se novamente formando assim o clinker (cimento na 
sua forma mais básica). Após o resfriamento dessa mistura, adiciona-se gesso 
e pulveriza-o surgindo então o tão largamente usado cimento Portland. 
O consumo grande de energia no processo de fabricação de cimento motivou a 
busca por medidas para redução do consumo energético. Uma das alternativas 
de sucesso foi o uso de escórias granuladas de alto-forno e materiais 
pozolânicos. 
O cimento tem propriedade aglomerantes e aglutinantes dando ao material uma 
característica sólida ao sofrer hidratação, quando em contato com água. O uso 
dos tipos de cimento dependerá do FCK solicitado, as composições adicionais e 
sua aplicabilidade. 
Seu surgimento advém da procura por segurança e durabilidade para as 
edificações, conduzindo o homem à experimentação de diversos materiais 
aglomerantes. Os romanos chamavam esses materiais de caementum, termo 
que originou a palavra cimento. 
O engenheiro John Smeaton, por volta de 1756, procurava um aglomerante que 
endurecesse mesmo em presença de água, de modo a facilitar o trabalho de 
reconstrução do farol de Eddystone, na Inglaterra. Em suas tentativas, verificou 
que uma mistura calcinada de calcário e argila se tornava, depois de seca, tão 
resistente quanto as pedras utilizadas nas construções. 
Coube, entretanto, a um pedreiro, Joseph Aspdin, em 1824, patentear a 
descoberta, batizando-a de cimento Portland, numa referência à Portlandstone, 
tipo de pedra arenosa muito usada em construções na região de Portland, 
Inglaterra. No pedido de patente constava que o calcário era moído com argila, 
em meio úmido, até transformar-se em pó impalpável. A água era evaporada 
pela exposição ao sol ou por irradiação de calor através de cano com vapor. Os 
blocos da mistura seca eram calcinados em fornos e depois moídos bem finos. 
Poucos anos antes, na França, o engenheiro e pesquisador Louis Vicat publicou 
o resultado de suas experiências contendo a teoria básica para produção e 
emprego de um novo tipo de aglomerante: o cimento artificial. 
Aquele produto, no entanto, exceto pelos princípios básicos, estava longe do 
cimento Portland que atualmente se conhece, resultante de pesquisas que 
determinam as proporções adequadas da mistura, o teor de seus componentes, 
o tratamento térmico requerido e a natureza química dos materiais. 
O cimento Portland desencadeou uma verdadeira revolução na construção, pelo 
conjunto inédito de suas propriedades de moldabilidade, hidraulicidade 
(endurecer tanto na presença do ar como da água), elevadas resistências aos 
esforços e por ser obtido a partir de matérias-primas relativamente abundantes 
e disponíveis na natureza. A criatividade de arquitetos e projetistas, a precisão 
dos modernos métodos de cálculo e a genialidade dos construtores 
impulsionaram o avanço das tecnologias de cimento e de concreto, 
possibilitando ao homem transformar o meio em que vive, conforme suas 
necessidades. A importância deste material cresceu em escala geométrica, a 
partir do concreto simples, passando ao concreto armado e finalmente, ao 
concreto protendido. A descoberta de novos aditivos, com a sílica ativa, 
possibilitou a obtenção de concreto de alto desempenho (CAD), com resistência 
à compressão até 10 vezes superiores às até então admitidas nos cálculos das 
estruturas. Obras cada vez mais arrojadas e indispensáveis, que propiciam 
conforto, bem-estar – barragens, pontes, viadutos, edifícios, estações de 
tratamento de água, rodovias, portos e aeroportos – e o contínuo surgimento de 
novos produtos e aplicações fazem do cimento um dos produtos mais 
consumidos da atualidade, conferindo uma dimensão estratégica à sua produção 
e comercialização. 
 
2. PROPRIEDADES DO CIMENTO 
 
● Pega - período de fenômenos químicos, em que ocorrem desprendimento 
de calor e reações (endurecimento); 
● Endurecimento - período de fenômenos físicos entrelaçamento dos 
cristais Início de pega - tempo que decorre desde a adição de água até o 
início das reações com os compostos de cimento; 
● Fim de pega - situação em que a pasta não sofre mais nenhuma 
deformação em função de pequenas cargas e se torna um bloco rígido; 
● Falsa pega - o cimento adquire dureza, mas não tem resistência 
suficiente. 
 
3. TIPOS DE CIMENTOS E SUAS CARACTERISTICAS 
 
3.1. Cimento Portland Comum (CP I e CP I-S (NBR 5732)) 
 
Sem quaisquer adições além do gesso, é muito adequado para o uso em 
construções de concreto quando não há exposição a sulfatos do solo ou de 
águas subterrâneas; quando não são exigidas propriedades especiais do 
cimento; –Também é oferecido ao mercado o Cimento Portland Comum com 
Adições CP I-S, com 5% de material pozolânico em massa, recomendado para 
construções em geral, com as mesmas características. 
 
3.2. Cimento Portland composto CP II (NBR 11578) 
 
Cimento Portland composto CP II (NBR 11578) – Gera calor em uma velocidade 
menor do que o gerado pelo Cimento Portland Comum; – Seu uso é mais 
indicado em lançamentos maciços de concreto, onde o grande volume da 
https://cimento.org/cp-i-32-cimento-portland/
concretagem e a superfície relativamente pequena reduzem a capacidade de 
resfriamento da massa. Apresenta melhor resistência ao ataque dos sulfatos 
contidos no solo. Recomendado para obras correntes de engenharia civil sob a 
forma de argamassa, concreto simples,
armado e protendido, elementos pré-
moldados e artefatos de cimento. 
 
 
3.2.1. Cimento Portland Composto CP II-Z (com adição de 
material pozolânico) 
 
Empregado em obras civis em geral, subterrâneas, marítimas e industriais. 
 
3.2.2. Cimento Portland Composto CP II-E (com adição de 
escória granulada de alto-forno) 
 
Combina com bons resultados o baixo calor de hidratação com o aumento de 
resistência do Cimento Portland Comum; utilizado para assentamento de blocos, 
tijolos, placas cerâmicas. 
 
3.2.3. Cimento Portland Composto CP II-F (com adição de 
material carbonático - fíler) 
 
Para aplicações gerais. Pode ser usado em argamassas de assentamento, 
revestimento, argamassa armada, concreto simples, armado, protendido, 
projetado, rolado, magro, concreto-massa, elementos pré-moldados e artefatos 
de concreto, pisos e pavimentos de concreto, solo-cimento, dentre outros. 
 
3.3. Cimento Portland de Alto Forno CP III – (com escória - NBR 5735) 
 
Maior impermeabilidade e durabilidade, baixo calor de hidratação, alta 
resistência à expansão - reação álcaliagregado, resistente a sulfatos; – Pode ter 
aplicação geral, mas é particularmente vantajoso em obras de concreto-massa 
(barragens, fundações de máquinas, ambientes agressivos, tubulações e 
canaletas). 
 
3.4. Cimento Portland de Alto Forno CP III – (com escória - NBR 5735) 
 
Maior impermeabilidade e durabilidade, baixo calor de hidratação, alta 
resistência à expansão - reação álcaliagregado, resistente a sulfatos. Pode ter 
aplicação geral, mas é particularmente vantajoso em obras de concreto-massa 
(barragens, fundações de máquinas, ambientes agressivos, tubulações e 
canaletas). 
 
3.5. Cimento Portland CP IV – 32 (com pozolana - NBR 5736) 
 
Para obras correntes, sob a forma de argamassa, concreto simples, armado e 
protendido, elementos pré-moldados e artefatos de cimento. É especialmente 
indicado em obras expostas à ação de água corrente e ambientes agressivos; 
torna o concreto mais impermeável, mais durável, apresentando resistência 
mecânica à compressão superior à do concreto feito com Cimento Portland 
Comum, a idades avançadas. 
Apresenta características particulares que favorecem sua aplicação em casos 
de grande volume de concreto devido ao baixo calor de hidratação. 
 
3.6. Cimento Portland CP V ARI - (Alta Resistência Inicial - NBR 5733) 
 
Possui valores aproximados de resistência à compressão de 26 MPa a 1 dia de 
idade e de 53,0 MPa aos 28 dias. É recomendado no preparo de concreto e 
argamassa para produção de artefatos de cimento elementos arquitetônicos pré-
moldados e pré-fabricados; pode ser utilizado em todas as aplicações que 
necessitem de resistência inicial elevada e desforma rápida. O desenvolvimento 
dessa propriedade é conseguido pela utilização de uma dosagem diferente de 
calcário e argila na produção do clínquer, e pela moagem mais fina do cimento. 
 
3.7. Cimento Portland CP (RS) - (Resistente a sulfatos - NBR 5737) 
 
Oferece resistência aos meios agressivos sulfatados. De acordo com a NBR 
5737, cinco tipos básicos de cimento - CP I, CP II, CP III, CP IV e CP V-ARI - 
podem ser resistentes aos sulfatos, desde que se enquadrem em pelo menos 
uma das seguintes condições: • Teor de aluminato tricálcico (C3A) do clínquer e 
teor de adições carbonáticas de no máximo 8% e 5% em massa, 
respectivamente; • Cimentos do tipo alto-forno que contiverem entre 60% e 70% 
de escória granulada de alto-forno, em massa; • Cimentos do tipo pozolânico que 
contiverem entre 25% e 40% de material pozolânico, em massa; • Cimentos que 
tiverem antecedentes de resultados de ensaios de longa duração ou de obras 
que comprovem resistência aos sulfatos. 
 
3.8. Cimento Portland de Baixo Calor de Hidratação (BC) - (NBR 13116) 
 
Designado por siglas e classes de seu tipo, acrescidas de BC. Por exemplo: CP 
III-32 (BC) é o Cimento Portland de Alto-Forno com baixo calor de hidratação, 
determinado pela sua composição. Este tipo de cimento tem a propriedade de 
retardar o desprendimento de calor em peças de grande massa de concreto. 
 
3.9. Cimento Portland Branco (CPB) – (NBR 12989) 
 
Classificado em dois subtipos: 
Estrutural: aplicado em concretos brancos para fins arquitetônicos, com classes 
de resistência 25, 32 e 40, similares às dos demais tipos de cimento; 
Não estrutural: não tem indicações de classe e é aplicado, por exemplo, em 
rejuntamento de azulejos e em aplicações não estruturais. 
A cor branca é obtida a partir de matérias-primas com baixos teores de óxido de 
ferro e manganês, em condições especiais durante a fabricação, tais como 
resfriamento e moagem do produto e, principalmente, utilizando o caulim no lugar 
da argila. O índice de brancura deve ser maior que 78%. 
 
3.10. Cimento para poços petrolíferos (CPP) - Regulamentado pela NBR 
9831 
 
Sua composição não se observa outros componentes além do clínquer e do 
gesso para retardar o tempo de pega. No processo de fabricação do cimento 
para poços petrolíferos são tomadas precauções para garantir que o produto 
conserve as propriedades reológicas (plasticidade) necessárias nas condições 
de pressão e temperatura elevadas presentes a grandes profundidades, durante 
a aplicação nos poços petrolíferos. 
 
3.11. Cimento Sorel 
São cimentos de oxicloretos, mistura-se magnésia calcinada + cloreto de zinco 
ou óxido de zinco + cloreto de magnésia. A magnésia é pulverizada e misturada 
com o agregado, grão de quartzo, mármore, areia ou mesmo abrasivos. Feita a 
mistura a seco, acrescenta-se o cloreto de magnésio até obter-se uma 
argamassa trabalhável. Esse cimento dá pega em menos de 24 horas, e 
dependendo das proporções, endurece completamente antes de quatro meses. 
O material resultante é duro e resiste bem à abrasão, porém, sofre com a ação 
da água, deteriorando-se se constantemente molhado. 
 
3.12. Cimentos Resistentes à Ação de Ácidos 
Os aglomerantes resistentes à ação de ácidos são produtos orgânicos, resinas 
e plásticos; usualmente as resinas furan, resinas fenólicas, resinas epóxi etc. 
 
3.12.1. Resinas Furan 
Derivam do composto orgânico C4H4O e oferecem resistência a uma ampla 
variedade de agentes corrosivos. Entretanto, não resistem ao ataque de ácido 
nítrico, ácido sulfúrico concentrado, ácido crômico e cloro. Apresenta-se na 
forma de pó ou líquido e deve ser misturada no local de emprego. Produtos 
dessa categoria usualmente dão pega em aproximadamente 1 hora, 
endurecendo completamente após seis dias. É aplicado juntamente com um 
material inerte, sob a forma de argamassa (geralmente carvão pulverizado). 
 
3.12.2. Cimentos Fenólicos 
Semelhantes aos cimentos de resina furan; seu comportamento não é 
satisfatório em meio alcalino. 
 
3.12.3. Resinas Epóxi 
Também derivam do fenol; suas propriedades físicas e químicas se assemelham 
às dos cimentos fenólicos e resinas furan. Possui propriedades de adesão, por 
isso são utilizados para reparar concreto danificado, uma vez que permitem 
perfeita ligação entre o concreto novo é o concreto velho. 
 
3.12.4. Enxofre 
O enxofre fundido também é utilizado como aglomerante resistente a ácidos; não 
sendo usado em misturas com materiais inertes. 
 
 
 
3.13. Cimentos Asfálticos 
O cimento asfáltico é um subproduto do refinamento do petróleo, sendo 
produzido a partir de materiais residuais compostos de asfalto e óleo. Pode ser 
obtido por processo a vácuo, a vapor e vácuo ou precipitação. São classificados 
de acordo com ensaios de penetração (uma agulha de 100g que penetra o 
cimento durante 5 segundos, medindo-se a penetração em décimos de 
milímetros), onde o número obtido representa a consistência ou dureza do 
cimento asfáltico. Outro ensaio realizado a fim de determinar e controlar 
características do cimento asfáltico é o ponto de fulgor, que representa a 
temperatura crítica acima da qual é necessário tomar precauções
para afastar o 
perigo de incêndio durante seu aquecimento e manipulação. 
 
Tabela 1. Características Cimento Espaciais. Fonte: BAUER, L. A. Falcão. *Materiais de 
Construção. *5.ed. revisada. Rio de Janeiro. LTC, 2012. 
 
 
 
 
 
 
Imagem 1. Mecanismo cimento asfáltico. Fonte: BAUER, L. 
A. Falcão. *Materiais de Construção. *5.ed. revisada. Rio 
de Janeiro. LTC, 2012. 
Imagem 2. Ensaio Penetração. Fonte: BAUER, L. A. Falcão. 
*Materiais de Construção. *5.ed. revisada. Rio de Janeiro. LTC, 
2012. 
 
 
 
 
 
 
3.14. Cimentos Aluminosos 
É resultante do cozimento de uma mistura de bauxita e calcário. Inventado em 
1913, na França, como resultado da busca por um cimento resistente aos 
ataques químicos. É um cimento de pega lenta e oferece resistência a águas 
sulfatadas. É um cimento refratário que resiste a temperaturas superiores a 
1.200°C. proveniente da fusão da bauxita com calcário, possui resistência 
satisfatória à sulfatos, tendo, porém, um alto custo e emprego delicado. 
Imagem 3. Ensaio Ponto de Fulgor. Fonte: BAUER, L. A. Falcão. 
*Materiais de Construção. *5.ed. revisada. Rio de Janeiro. LTC, 
2012. 
Tabela 2. Características do cimento asfáltico. Fonte: BAUER, L. A. 
Falcão. *Materiais de Construção. *5.ed. revisada. Rio de Janeiro. LTC, 
2012. 
 
3.15. Cimento Natural 
Produto resultante do cozimento de rochas calcárias argilosas em temperatura 
abaixo da fusão, cerca de 1.000°C. Possui apenas interesse histórico, uma vez 
que já não é mais fabricado. 
 
3.16. Cimento-amianto 
É um material que pertence à categoria dos fibro-cimentos (dos quais outro 
importante elemento é a madeira aglomerada). As propriedades do cimento-
amianto são: baixa massa específica, alta resistência à tração, elevada 
resistência a agentes agressivos e bom isolante térmico. Em geral, a composição 
é uma (1) parte de amianto para seis (6) a dez (10) partes de cimento. Ele é 
particularmente indicado para uso em coberturas, principalmente pelo seu baixo 
peso; em geral, suas chapas possuem 6 ou 8 mm de espessura. 
 
Tabela 3. Influência do tipo de cimento. Fonte: Google. 
 
Tabela 4. Aplicabilidade dos tipos de cimento. Fonte: BAUER, L. A. Falcão. Materiais de 
Construção. 5.ed. revisada. Rio de Janeiro. LTC, 2012. 
 
 
4. NORMATIZAÇÃO 
 
Instituições que atuam na regulação da produção de cimento: 
● Associação Brasileira de Cimento Portland 
● Instituto Brasileiro de Concreto 
● Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) - a ABNT revisa as 
normas obrigatoriamente a cada cinco anos no máximo. Seguem as Nbrs: 
 
 
Tabela 5. Aplicabilidade dos tipos de cimento. Fonte: BAUER, L. A. Falcão. Materiais de 
Construção. 5.ed. revisada. Rio de Janeiro. LTC, 2012. 
NBR 5732 - Cimento Portland comum- Especificação 
NBR 5733 - Cimento Portland de Alta Resistência Inicial 
NBR 5735 - Cimento Portland de alto-forno - Especificação 
NBR 5736 - Cimento Portland pozolânico – Especificação 
NBR 5737 - Cimento Portland resistente à sulfatos 
NBR 5741 - Cimento Portland - Extração e preparação de amostras - Método de 
ensaio 
NBR 5742 - Análise química de cimento Portland – Processos de arbitragem 
para determinação de dióxido de silício, óxido férrico, óxido de alumínio, óxido 
de cálcio e óxido de magnésio - Método de ensaio 
NBR 5743 – Cimento Portland - Determinação de perda ao fogo - Método de 
ensaio 
NBR 5744 - Cimento Portland - Determinação de resíduo insolúvel - Método de 
ensaio 
NBR 5745 - Cimento Portland - Determinação de anidrido sulfúrico - Método de 
ensaio 
NBR 5752 - Determinação do índice de atividade pozolânica com cimento 
Portland – Método de ensaio 
NBR 5754 - Determinação teor de escória granulada em cimento Portland de 
alto-forno - Método de ensaio 
NBR 7215 - Cimento Portland - Determinação da resistência à compressão - 
Método de ensaio NBR 7224 - Cimento Portland e outros materiais em pó - 
Determinação área específica - Método de ensaio NBR 8347 - Cimento Portland 
pozolânico – Análise química - Método de ensaio 
NBR 9203 - Cimento Portland comum e clínquer - Análise química por 
complexometria - Método de ensaio 
NBR 11582 - Cimento Portland - Determinação da expansibilidade de Le 
Chatelier - Método de ensaio 
NBR 11578 - Cimento Portland composto 
NBR 11579 - Cimento Portland - Determinação finura por peneira 75μm (nº 200) 
- Método de ensaio 
NBR 11583 - Cimento Portland - Determinação anidrido carbônico (CO2) 
gasometria - Método de ensaio 
NBR 11580 - Cimento Portland - Determinação água da pasta consistência 
normal - Método de ensaio 
NBR 11581 - Cimento Portland - Determinação dos tempos de pega - Método de 
ensaio 
NBR 11582 - Cimento Portland - Determinação da expansibilidade de Le 
Chatelier - Método de ensaio 
NBR 12989 - Cimento Portland Branco 
 
5. CURIOSIDADES 
 
● Cimento de pega rápida: em 1796, Joseph Parker patenteia o "cimento 
romano" (nome indevido pois os romanos nunca usaram um material 
dessa natureza). A matéria-prima era constituída de nódulos que se 
desprendiam de depósitos de calcário; estes eram aquecidos a uma 
temperatura próxima da vitrificação e depois reduzidos a pó 
mecanicamente. 
 
● Cimento de pega normal: mistura de rocha calcária argilosa com um 
calcário relativamente puro, com cozimento até fusão incipiente (cimento 
Portland comum, cimento Portland de alta resistência, cimento Portland 
de baixo calor de hidratação, cimento Portland modificado e cimento 
Portland resistente a sulfatos). 
 
● Escória: escória siderúrgica é um subproduto obtido no alto-forno, 
resultado da combinação de constituintes argilosos do minério de ferro 
com calcário; a esse produto, que tem a propriedade de fazer pega 
quando na presença de um agente ativador, como a cal, dá-se o nome de 
escória granulada. 
 
● Cal hidráulica natural: em 1756, John Smeaton usou na reconstrução 
do farol Eddystone uma argamassa constituída de cal argilosa (cal 
hidráulica natural) e pozolana. 
 
● Cal hidratada artificial: em 1818, L. J. Vicat afirma que para obter 
produtos hidráulicos, bastava calcinar misturas convenientes de 
carbonato de cálcio e argila. Em 1811, o inglês James Frost havia 
denominado de Frost's cement o produto obtido pela mistura de duas 
partes de calcário com uma de argila. Já em 1824, Joseph Aspdin 
patenteou como "cimento Portland" um aglomerante obtido pela mistura 
(posteriormente cozida) de argila e calcário. 
6. CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
Sendo assim, o estudo de tipos de cimento traz subsídios significativos ao crescimento 
educacional e profissional aos profissionais na área da construção civil. 
7. REFERÊNCIAS 
 
BAUER, L. A. Falcão. Materiais de Construção –Volume 1. 5ª. Edição. Rio de 
Janeiro: Editora LTC, 2000. 
BAUER, L. A. Falcão. Materiais de Construção –Volume 2. 5ª. Edição. Rio de 
Janeiro: Editora LTC, 2000. 
FREIRE, Wesley Jorge & BERALDO, Antonio Ludovico. Tecnologias e 
materiais alternativos de construção. Editora da UNICAMP. 1ª Edição, 335 pgs. 
Campinas, 2003 
 
 
 
 
7.1. COMPLEMENTAR 
 
https://cimento.org/a-versatilidade-do-cimento-brasileiro/ 
http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:tB58KI_n-
i8J:www.ppec.ufba.br/site/system/files/Disserta%25C3%25A7%25C3%25A3o%
2520Catharine%2520Brand%25C3%25A3o%2520-
%2520MEAU%25202015.pdf+&cd=2&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br

Teste o Premium para desbloquear

Aproveite todos os benefícios por 3 dias sem pagar! 😉
Já tem cadastro?

Mais conteúdos dessa disciplina