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Eletrocardiograma 2

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EletrocardiogramaEletrocardiograma
Catarina de Andrade, Maria Laize dos Santos, Laura Neres, 
Samira Albuquerque e Clara Quintino
O que é um vetor?O que é um vetor?
Representação gráfica de uma força que tenha amplitude direção e
sentido
Onda se aproximando: positivo
Onda se afastando: negativo
Como se dá a condução
eletrica no coração?
Como se dá a condução
eletrica no coração?
Nó sinoatrial → Átrios → Nó atrioventricular → Feixe de His → Ramos direito
e esquerdo → Fibras de Purkinje → Ventrículos
Onda POnda P
Despolarização atrial: Representa o momento exato em que o estímulo
elétrico originado no nó sinusal se espalha através dos átrios.
 Considere que o transdutor está no ponto A. 
A onda P é positiva pois ela sai do nó AV e se
aproxima do eletrodo.
Nó atrioventricular impede que os átrios e
ventrículos contraiam simultaneamente. 
É um retardo fisiológico do impulso elétrico.
Permite enchimento dos ventrículos
 Corresponde ao intervalo PR
Onda QOnda Q
Primeira onda negativa.
O impulso sai do Nó AV → Feixe de
Hiss → Parte superiro do septo
interventricular. 
Chega primeiro do lado esquerdo,
depois deflagra para o lado direito.
Assim, o vetor resultante se afasta do
eletrodo.
 Representa a despolarização inicial do septo interventricular
Onda ROnda R
Estimula a rede de purkinge
(ventriculos).
Como o ventrículo esquerdo
é maior que o ventriculo
direito, a resultante fica
para o lado esquerdo
VE>VD
A onda R é positiva pois se
aproxima do eletrodo.
Despolarização ventrícular inicial
Onda SOnda S Despolarização ventricular final: Ela mostra a ativação
elétrica das regiões basais e superiores dos ventrículos 
Onda TOnda T Repolarização ventricular
Segmento ST
O segmento ST representa o período em que os
ventrículos estão completamente despolarizados,
sem diferença de potencial elétrica.
Cada derivação é a combinação de 2 eletrodos
que registram uma corrente elétrica.
As derivações do ECG podem ser subdivididas em
dois tipos principais: bipolares e unipolares.
O ECG clínico padrão tem 12 derivações.
→ 3 bipolares (DI, DII e DIII)
→ 6 unipolares (V1 a V6)
→ 3 unipolares modificados (aVR, aVL e aVF)
DerivaçõesDerivações
Derivações BipolaresDerivações Bipolares
Derivações UnipolaresDerivações Unipolares
Posicionamento dos EletrodosPosicionamento dos Eletrodos
V1: 4º espaço intercostal, ao lado do esterno - lado direito 
V2: 4º espaço intercostal, ao lado do esterno - lado esquedo 
V4: linha hemiclavicular esquerda, 5º espaço intercostal 
V3: entre V2 e V4 
V5: 5º espaço intercostal - linha axilar anterior 
V6: 5º espaço intercostal - linha axilar média 
Brasil do lado esquerdo, Flamengo do lado direito. 
Cores mais claras em cima. 
Como posicionar os eletrodos
precordiais? 
Parede do coração e suas derivaçõesParede do coração e suas derivações
Entendendo o papel: No gráfico do ECG, a VOLTAGEM é representada pelo eixo vertical e
o TEMPO pelo eixo horizontal.
Princípios Básicos -ECGPrincípios Básicos -ECG
1 quadradinho
Um quadrado grande por sua vez
é formado por 5 quadrados
pequenos de altura e por 5
quadrados pequenos de largura 
e corresponde a 0,20 segundos.
Interpretanto o ECG 🫀Interpretanto o ECG 🫀
2) PADRONIZAÇÃO
O ECG é um registro gráfico da atividade elétrica do coração. Para que
a interpretação seja correta, é fundamental saber o que cada
quadradinho representa em termos de tempo e amplitude (voltagem) .
Para confirmar então que a padronização está normal,
devemos procurar o retângulo que fica nas laterais do papel
do ECG. Este retângulo deve ter 10 quadradinhos de altura e 5
quadradinhos de duração.
1) IDENTIFICAÇÃO
Avaliar se está registrado adequadamente
Nome 
Idade 
Sexo 
Biotipo 
Quadro clínico
Ou confirmar presença da velocidade 25mm/s
Ou confirmar presença da letra N, a qual
indica padronização
Interpretanto o ECG 🫀Interpretanto o ECG 🫀
COMO DEFINIR SE O RITMO É SINUSAL
O ritmo sinusal significa que o marca-passo natural do coração (nó sinusal) está comandando os batimentos. É o
ritmo normal e esperado.
 CRITÉRIOS ESSENCIAIS
1) Onda P positiva em D1, DII , aVF e negativa em aVR.
2) A cada onda P, se segue um QRS (em DI, DII e aVF).
3) Ondas P com formato igual, e o intervalo entre as ondas são semelhantes e constantes.
3) RITMO
Interpretanto o ECG 🫀Interpretanto o ECG 🫀
Uma vez confirmado que o ritmo é sinusal, classificamos a frequência:
A frequência cardíaca (FC) representa o número de batimentos do coração por minuto (bpm).
 No ECG, calculamos a FC a partir da distância entre o intervalo R-R.
Uma vez confirmado que o ritmo é sinusal, classificamos a frequência:
A frequência cardíaca (FC) representa o número de batimentos do coração por minuto (bpm).
 No ECG, calculamos a FC a partir da distância entre o intervalo R-R.
5) FREQUÊNCIA (RITMO IRREGULAR)
Ex: Há 19 QRS no D2 ao lado, ou seja:
19x6= 114bpm
Ex: Há 20 quadradinho entre R-R
 1500/20= 75bpm
Ex: Há 4 quadradões entre R-R
 300/40= 75bpm
4) FREQUÊNCIA (RITMO SINUSAL = REGULAR)
Interpretanto o ECG 🫀Interpretanto o ECG 🫀
6) DEFINIR O EIXO DO QRS
EIXO NORMAL
O eixo normal QRS deve estar entre
90º a -30º.
Normalmente, o vetor médio aponta
para baixo e para esquerda, se o
coração se desloca, o vetor também
se desloca.
As derivações DI e aVF encontram-se
na maior parte do eixo normal.
Eixo significa despolarização do septo, ventrículos e base
ventricular, ou seja, o vetor total da despolarização dos
ventrículos.
Interpretanto o ECG 🫀Interpretanto o ECG 🫀
6) DEFINIR O EIXO DO QRS
PASSO A PASSO
1) Sempre olhar D1 e aVF
primeiro.
2) Se D1 e aVF possuirem o
complexo QRS positivo, indica
que o eixo está normal.
QRS + EMQRS + EM
D1 E AVFD1 E AVF
QRS + EM
D1 E AVF
QRS + EM
D1 E AVF
QRS + EM
D1 E AVF
→→ → → → 
EIXO NORMAL
A deflexão principal do complexo QRS está
para cima (acima da linha de base).
DI +DI +DI +DI +DI +
AVF +AVF +AVF +AVF +AVF +
DI -DI -DI -DI -DI -
AVF -AVF -AVF -AVF -AVF -
Eixo QRS e patologiasEixo QRS e patologias
DESVIO DO EIXO
À ESQUERDA
Doenças que sobrecarregam o
VENTRÍCULO ESQUERDO (anti-
horário) 
HAS 
Miocardiopatia dilatada 
Infarto de VD 
Estenose aórtica 
Obesidade
DESVIO DO EIXO
À EXTREMA DIREITA
ACHADOS:
Erro técninco 
Extrema Hipertrofia de VD
 Embolia Pulmonar Maciça
DPOC
Sittus Inversus (Se paciente
jovem e assintomático)
DESVIO DO EIXO
À DIREITA
Doenças que sobrecarregam o
VENTRÍCULO DIREITO (horário): 
TEP 
Hipertensão pulmonar
Doenças congênitas
Hipertrofia de Ventrículo Direito
Indivíduo longilíneo
Infarto de VE.
DI +DI +DI +DI +DI +
AVF +AVF +AVF +AVF +AVF +
DI -DI -DI -DI -DI -
AVF -AVF -AVF -AVF -AVF -
TREINANDO OS OLHOS TREINANDO OS OLHOS 👀👀
QUAL O ACHADO?QUAL O ACHADO?
TREINANDO OS OLHOS 👀
QUAL O ACHADO?
DICA
DI +DI +DI +DI +DI +
AVF +AVF +AVF +AVF +AVF +
DI -DI -DI -DI -DI -
AVF -AVF -AVF -AVF -AVF -
1) Comece por DI e aVF.
TREINANDO OS OLHOS TREINANDO OS OLHOS 👀👀
QUAL O ACHADO?QUAL O ACHADO?
TREINANDO OS OLHOS 👀
QUAL O ACHADO?
RESPOSTA
DI +DI +DI +DI +DI +DI -DI -DI -DI -DI -
AVF -AVF -AVF -AVF -AVF -
Desvio à Direita, provável hipertrofia de VD. 
 É como se dois times estivessem puxando uma corda:
Normalmente, o VE (mais forte) puxa para a esquerda.
Com a hipertrofia, o VD (antes mais fraco) fica mais forte e puxa mais para a direita.
O resultado: a direção da força se desvia para a direita, deslocaindo o eixo QRS.
AVF +AVF +AVF +AVF +AVF +
 ECG PATOLÓGICO ❤️‍🩹 ECG PATOLÓGICO ❤️‍🩹
SÍNDROME CORONARIANA AGUDA
O infradesnível do segmento ST (ou infra de ST) é a depressão anormal do segmento ST abaixo da linha de base
(linha isoelétrica). 
É um achado que pode indicar isquemia miocárdica, sobrecarga ventricular ou outras condições.
≥ 0,5 mm (0,05 mV) já é sugestivo
≥ 1 mm (0,1 mV) é clinicamente significativo
INFRA DE ST
Linha de Base→
 
Sinais e Sintomas
→ Dor retroesternal ou epigástrica ou precordial
→ Irradiação para MMSS, mandíbula, clávícula esquerda
→ Em aperto ou queimação, associada ou não com esforços físicos→ Sudorese, náuseas, dispnéia.
→ Fazer ECG em até 10 minutos
 ECG PATOLÓGICO ❤️‍🩹 ECG PATOLÓGICO ❤️‍🩹
A medição do supradesnivelamento deve ser feita a partir do ponto J 
(junção entre o QRS e o segmento ST) em relação à linha de base (isoelétrica). 
Geralmente convexo para cima (em "cúpula" ou "dorso de gato")
Supra de ponto J ≥ 1mm em pelo menos 2 derivações contíguas (analisam regiões cardíacas iguais)
D2, D3 e aVF → parede inferior 
aVL e D1 → parede lateral alta
V3-V4 → parede anterior
V5-V6 → parede lateral baixa
V1→ septal
SCA COM SUPRA DE ST
Ponto J
Linha de BaseLinha de Base→
 
PERICARDITEPERICARDITE XX IAMIAMPERICARDITE X IAMPERICARDITE X IAMPERICARDITE X IAM
Supra Triste 
Aparece no
territorio artérial
afetado
Possui Supra
>5mm, geralmente
Sintomas +
relacionados a IAM
Supra Feliz 
É difuso (acontece
em todo o coração)
Possui Supra 5mm, geralmente
	Sintomas + relacionados a IAM
	Thank You