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Força e Potência Muscular

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Questões resolvidas

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Abordagem Fisioterapêutica para
recuperação da força e potência
Entender a estrutura do tecido muscular e os fatores de influência na geração da força muscular.
Prof. Caio Tramont
1. Itens iniciais
Propósito
A força muscular é o atributo sobre o qual diversas habilidades se fundamentam. É produzida pela contração
muscular, realizada graças às propriedades de contratilidade e transmissão de força do tecido muscular. É um
parâmetro muito importante para a funcionalidade do indivíduo, abordado com frequência na prática clínica da
Fisioterapia. Portanto, suas características e os fatores que influenciam no seu desenvolvimento devem ser
estudados com muita atenção.
Objetivos
Descrever a estrutura e a função do sistema muscular, assim como os aspectos importantes para a 
compreensão da produção da força, resistência e potência muscular.
Reconhecer os principais métodos de treinamento de força em Fisioterapia.
Aplicar os recursos fisioterapêuticos para ganho de força muscular.
Empregar um programa de Fisioterapia para o aumento da força e potência muscular.
Introdução
A força muscular é o resultado da contração do músculo e da transmissão da força dessa contração. Em sua
estrutura, o músculo contém miofibrilas, cujas unidades funcionais, os sarcômeros, apresentam contratilidade,
e o tecido conjuntivo, que reveste e organiza o músculo, transmite a força produzida pela contração muscular.
Os fatores que influenciam a eficiência da contração muscular, ou seja, a relação comprimento-tensão, a área
de secção transversa, a força, a potência e a resistência, serão descritos neste conteúdo, organizado de
maneira didática para facilitar o seu estudo. 
• 
• 
• 
• 
1. Força, potência e resistência muscular
Fatores para o desempenho muscular
O desempenho muscular é influenciado por três fatores-chave: força, potência e resistência. Além desses
fatores, podemos incluir:
Morfologia
Qualidade morfológica do músculo.
Influências
Neurológicas, bioquímicas e biomecânicas.
Funções
Cardiovascular, respiratória, metabólica,
cognitiva e emocional.
A contração muscular eficaz produz o movimento seguro, gerando a força e mantendo-a, bem como
regulando a tensão muscular, até finalizar o movimento.
Para facilitar o seu estudo, vamos revisar o mecanismo de contração muscular, com foco na produção de força
muscular, e abordar os três fatores-chave que influenciam no desempenho muscular nas seções a seguir.
Mecanismo de contração muscular
As fibras musculares, ou miócitos, são células multinucleadas compostas pela membrana plasmática, ou
sarcolema, sarcoplasma (citoplasma), retículo sarcoplasmático (retículo endoplasmático liso), demais
organelas e miofibrilas. Em sua extremidade, a fibra muscular liga-se a uma fibra tendínea que, por sua vez, se
reúne com outras fibras semelhantes, formando o tendão, que se insere no osso.
As fibras musculares contêm milhares de miofibrilas. As miofibrilas são compostas por diversas unidades
funcionais, os sarcômeros, que têm propriedades contráteis. Veja na imagem abaixo a estrutura do tecido
muscular.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para ver mais detalhes da imagem
abaixo.
Organização do músculo esquelético, do nível macroscópio ao molecular.
O sarcômero é delimitado pela distância entre duas linhas Z. É composto pelas semibandas I (claras) e pelas
bandas A (escuras), que se alternam, dando ao músculo, à microscopia, o seu aspecto estriado.
Entenda melhor essas duas bandas:
Bandas I
As bandas I são divididas em duas semibandas pela linha Z. Cada semibanda contém filamentos de
actina (ou finos), que deslizam para dentro da banda A durante a contração muscular, ao serem
puxados pelos filamentos de miosina (ou grossos).
Banda A
A banda A é formada pelos filamentos grossos. Em suas periferias, também há filamentos finos.
Nessas localizações, ocorrem as ligações entre os filamentos finos e grossos, com deslizamento dos
filamentos finos para o interior da banda A. Na parte central da banda A, existe a banda H, formada
somente por filamentos grossos e que, no seu centro, tem a linha M.
Os filamentos grossos são estabilizados pela ligação com a linha Z, a partir da flexível molécula de titina, e
com a linha M, pela ligação com a molécula de miomesina. 
Assim, a contração muscular consiste na diminuição do comprimento do sarcômero, com aproximação das
linhas Z, pelo deslizamento dos filamentos de actina sobre os de miosina.
Veja na imagem a seguir a estrutura do sarcômero.
Organização das proteínas no sarcômero
A ligação da cabeça de miosina com a actina resulta em novo alinhamento de forças, que faz com que haja
inclinação da cabeça de miosina, chamada de força de deslocamento, que, por sua vez, move o filamento de
actina. Logo após a inclinação, a cabeça de miosina automaticamente se desliga da actina e volta para a sua
posição inicial. Esse ciclo se repete ao longo da contração muscular. A força muscular produzida é
diretamente proporcional ao número de pontes formadas entre a miosina e a actina.
Como o músculo transmite a força da sua contração para os ossos?
O músculo é revestido por três camadas de tecido conjuntivo, que são:
Endomísio
É o revestimento de cada fibra muscular.
Perimísio
Reveste os fascículos musculares.
Epimísio
Envolve todo o conjunto de feixes musculares.
Na imagem a seguir é possível ver a estrutura do tecido muscular. 
Estrutura do tecido muscular.
O tecido muscular é responsável por:
Manter a união entre as fibras
musculares.
Permitir que a força de contração de
cada fibra muscular atue sobre todo o
músculo.
Transmitir a força da contração muscular
para tendões e ossos.
Formar redes de capilares, vasos
linfáticos e nervos entre as fibras
musculares.
A transmissão da força muscular se dá através do tecido conjuntivo que reveste o músculo. Para entender
melhor, é preciso saber as características das camadas de revestimento do músculo.
Comentário
Vamos facilitar para você dedicando uma subseção para cada uma delas. 
Endomísio
Lâmina basal associada a fibras reticulares, responsável pelo revestimento de cada fibra muscular. Tem
pouquíssimas células. Apresenta uma rede de fibras colágenas de fibras irregularmente onduladas. 
Embora seja sensível a variações na tensão muscular e sofra deformações com relativa facilidade por meio de
cada comprimento muscular fisiológico, o endomísio oferece resistência à aplicação de forças de
cisalhamento através de sua espessura.
Atenção
A distensibilidade (complacência) do endomísio pode proteger as fibras musculares da sobrecarga em
elevadas deformações, mas em comprimentos musculares bem acima daqueles experimentados na
função normal. As forças de cisalhamento são dirigidas paralelamente a uma superfície. 
Por ser a única estrutura que liga as fibras musculares dentro dos fascículos, o endomísio transmite a tensão
gerada nas fibras que terminam no interior do fascículo até as suas extremidades.
A maior eficiência do endomísio está na rigidez à aplicação de forças de cisalhamento a partir de sua
espessura. Essa rigidez é necessária para transmitir as forças das fibras musculares intrafasciculares para as
ligações tendinosas eficientemente.
Outra função importante do endomísio é manter a uniformidade das fibras ao longo do tecido muscular,
possibilitando:
O crescimento do tecido muscular (adição de sarcômeros);
O reparo dos sarcômeros danificados;
A remodelagem das miofibrilas;
A manutenção da contratilidade de toda uma coluna de miofibrilas e da uniformidade dos
comprimentos dos sarcômeros.
Consequentemente, o endomísio conecta fibras musculares adjacentes, coordenando a transmissão de força
entre as fibras em um fascículo, e mantém a uniformidade dessas fibras. 
Perimísio
Conjunto de feixes finos de tecido conjuntivo, que separa as fibras musculares em fascículos. É a ramificação
do epimísio para o interior do músculo. Divide-se em:
Primário
Delimita fascículos pequenos ou feixes de fibras
musculares.
Secundário
Corresponde à organização dos fascículosrítmica
	Técnicas para o aumento de força muscular
	Estiramento repetitivo ao início da amplitude de movimento
	Iniciação rítmica
	Métodos de treinamento muscular na fisioterapia
	Conteúdo interativo
	Vem que eu te explico!
	O exercício excêntrico
	Conteúdo interativo
	Contração isocinética
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	3. Recursos fisioterapêuticos
	Recursos para exercícios de treinamento resistido
	Resistência manual
	Atenção
	Tubos e faixas elásticas
	Faixas elásticas
	Tubos elásticos
	1
	2
	3
	4
	Resistência mecânica
	Comentário
	Pesos livres
	Bola
	Halter
	Munhequeira
	Caneleira
	Resistor de mão com mola de aço (handgrip)
	Atenção
	Sistema de polias
	Equipamentos de resistência na fisioterapia
	Conteúdo interativo
	Vem que eu te explico!
	Vantagens e desvantagens da resistência manual
	Conteúdo interativo
	Tubos e bandas elásticas
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	4. Emprego de programa terapêutico
	Respostas do sistema muscular ao fortalecimento muscular
	Comentário
	Adaptações neurais
	Saiba mais
	Alterações musculares
	Aumento (em tamanho e número)
	Aumento
	Atenção
	Contraindicações
	Precauções
	1
	2
	Resistência manual
	FNP
	Resistência mecânica
	Raciocínio clínico para elaborar um programa de fisioterapia visando o aumento da força e potência muscular
	Conteúdo interativo
	Vem que eu te explico!
	A eficácia e a segurança na prescrição de exercícios
	Conteúdo interativo
	DeLorme versus Oxford
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	5. Conclusão
	Considerações finais
	Podcast
	Conteúdo interativo
	Explore +
	Referênciasprimários em um fascículo maior, que tende a
ter espessura maior do que o perimísio primário.
Forma uma rede fenestrada por toda a área de secção transversa do músculo. Em vez de formar uma bainha
que envolve um fascículo, o epimísio é uma estrutura situada entre dois fascículos dividida por ambos. 
As fibras colágenas do perimísio se organizam em feixes que têm maior diâmetro e espessura em
relação ao endomísio. Têm ondulações sinusoidais regulares, com todos os feixes de fibras
colágenas paralelos entre si em cada camada, e com a mesma periodicidade.
As ligações entre os perimísios primário e secundário permitem que eles deslizem entre si e facilitam
alterações no formato do músculo durante a sua contração. 
Na superfície do músculo, o perimísio se funde, unindo-se perfeitamente ao epimísio.
Epimísio
• 
• 
• 
• 
Reveste externamente o músculo, define o seu volume e origina finos septos (perimísio), que vão para o
interior do músculo e o divide em feixes. Consiste em uma camada espessa de tecido conjuntivo composta
por grossas fibras de colágeno em uma matriz proteoglicana.
Apesar do arranjo das fibras colágenas variar de acordo com o formato e a função do músculo, suas fibras,
nas extremidades do músculo, engrossam e se fundem com o tendão.
Explicando a transmissão da força
A rede colágena é contínua através do músculo, desde o endomísio até o tendão. Assim, a força gerada pela
contração muscular é transmitida com eficiência através do tecido conjuntivo para o osso.
Força muscular
Fundamenta o aprimoramento das habilidades. É definida como a capacidade de gerar força em relação a uma
resistência externa. Sua atuação engloba mobilização ativa do segmento no espaço, que pode ser livre ou 
resistida e oposição à gravidade.
Seu conceito tem por base a segunda lei de Newton, ou da aceleração, onde:
A força aplicada é diretamente proporcional à aceleração da massa do corpo ou de um ou mais segmentos. O
conceito de força como fator primário para a eficácia do movimento é bastante defendido na literatura.
A força é desenvolvida durante a contração muscular e influenciada por dois fatores: a relação comprimento
versus tensão e a área de secção transversa.
Relação comprimento versus tensão
Refere-se à capacidade de geração de tensão de acordo com o grau de sobreposição dos filamentos de
actina e de miosina. Dessa forma, a geração de força:
Diminui conforme a sobreposição dos filamentos de actina e a miosina aumenta (encurtamento);
 
É maior quando se alcança um nível ótimo (platô) em que a sobreposição dos filamentos é menor;
 
Torna a diminuir porque, ao ultrapassar o platô, há menor sobreposição dos filamentos, diminuindo a
capacidade de gerar torque.
Veja a relação entre a geração de força e velocidade de alongamento e encurtamento dos filamentos:
• 
• 
• 
Relação entre a geração de força e velocidade de alongamento e encurtamento dos
filamentos.
Área de secção transversa
A área de secção transversa do músculo está diretamente relacionada à quantidade de tecido contrátil.
Portanto, quanto maior a “grossura” do ventre muscular, maior será a força desse músculo.
Formas de produção de força
Isométrica
Produção de força sem que haja alteração significativa do comprimento do músculo. É estabilizadora do corpo
e de seus segmentos.
Atenção
Aplicação prática: a isometria é um indicador geral do pico de força e pode ser indício de recuperação
motora. 
Isotônica
Produção de força com alteração do comprimento do músculo movimentação, com alteração da tensão. A
divisão é como se segue.
Trabalho e potência muscular
O trabalho, na Física, é dado pela equação:
Concêntrica 
Envolve aproximação entre a origem e a
inserção, com encurtamento do músculo. Há
a aceleração do movimento.
Excêntrica 
Há movimento, mas o músculo
distende. Produz mais força que a
concêntrica. Envolve a desaceleração
do movimento.
Ou seja, a força aplicada vezes a distância com a qual o corpo se moveu. A potência se refere à velocidade
com a qual se realiza o trabalho muscular. Assim:
Dessa forma, a potência também pode ser entendida como o produto da força pela velocidade. Portanto:
A velocidade é importante porque se refere à taxa de movimento em determinada direção. Veja a diferença
entre a contração concêntrica e excêntrica:
Resistência muscular
A resistência muscular se refere à capacidade de resistir à fadiga. Ela é influenciada pelas características 
contráteis e metabólicas das fibras musculares, que são divididas nos tipos I, IIa e IIb. Cada tipo tem
características específicas, que serão abordadas adiante.
Fibras tipo I
São chamadas de fibras vermelhas pelo alto teor de mioglobina, citocromos que contêm ferro, irrigação
abundante e grandes e numerosas mitocôndrias.
Têm metabolismo oxidativo, manipulam o cálcio lentamente e produzem menor força. Além disso, têm
velocidade lenta de contração e de relaxamento musculares.
Por essas características, produzem menos força muscular, têm maior resistência à fadiga e são
capazes de fazer trabalho muscular sustentado.
As fibras tipo I são especializadas em movimentos lentos e atividade aeróbica.
Fibras tipo II
Chamadas de fibras brancas, têm alta capacidade de transmissão dos potenciais de ação, captam e liberam
rapidamente os íons cálcio e renovam rapidamente as pontes cruzadas.
Contração concêntrica 
Na contração concêntrica, a velocidade da
contração muscular é inversamente
proporcional à força produzida
Contração excêntrica 
Na contração excêntrica de máximo
esforço, até certo ponto, a força
muscular é diretamente proporcional à
velocidade com a qual o músculo é
alongado.
Como o metabolismo é anaeróbico, utilizam a via glicolítica de obtenção de energia. Dessa forma,
produzem contrações rápidas e com mais tensão do que a fibras do tipo I.
Subdividem-se nos tipos IIa e IIb.
Fibras tipo IIa
São fibras intermediárias, que têm alta velocidade de contração e capacidade moderada de utilização das vias
metabólicas aeróbica e anaeróbica.
Suas características garantem mais resistência à fadiga do que as fibras IIb e menos resistência que as do tipo
I. Entretanto, a produção de força é intermediária.
Fibras tipo IIb
São as fibras brancas propriamente ditas. Têm o maior potencial anaeróbico e a maior velocidade de
encurtamento. Veja na tabela abaixo o resumo dos tipos de fibras musculares.
 Tipo IIB Tipo IIA Tipo I
Características Fásica Tônica
Atividade elétrica Alta frequência Baixa frequência
 
Morfologia
Cor Branca Branca/vermelha Vermelha
Diâmetro da fibra Grande Intermediário Pequeno
Capilares/mm2 Baixos Intermediários Altos
Volume mitocondrial Baixo Intermediário Alto
 
Bioquímica e histoquímica
Manipulação do cálcio Alta Média/Alta Baixa
Capacidade glicolítica Alta Alta Baixa
Capacidade oxidativa Baixa Média/Alta Baixa
 
Função e contratilidade
Velocidade de contração Rápida Rápida Lenta
Velocidade de relaxamento Rápida Rápida Lenta
Resistência à fadiga Baixa Moderada/alta Alta
Capacidade de gerar força Alta Intermediária Baixa
Tabela: Tipos de fibras musculares.
Caio Tramont.
Força, potência e resistência musculares
Confira os principais conceitos sobre a estrutura muscular e como ocorre a produção e a transmissão de
força.
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Vem que eu te explico!
Os vídeos a seguir abordam os assuntos mais relevantes do conteúdo que você acabou de estudar.
O sarcômero
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Tipos de contração
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Verificando o aprendizado
Questão 1
A contração muscular envolve o encurtamento do sarcômero que, pelo deslizamento dos filamentos de actina
sobre os de miosina, promove a diminuição da distância entre as duas linhas Z que o delimitam. Sobre a
ligação entre a actina e a miosina, marque a alternativa correta.
A
A cabeça de miosina faz a ligação sem se inclinar: o movimento é feito pela molécula de actina, que “escala”o
filamento de miosina.
B
A ligação é estável e dura o tempo que a contração muscular durar.
C
As pontes são formadas apenas uma vez, com acomodação as proteínas na nova conformação.
D
A força de deslocamento é decorrente do movimento da actina para a posição inicial, quando o sarcômero
retorna ao seu comprimento normal.
E
A cabeça de miosina inclina ao se ligar com a actina. Após a inclinação, a ligação se desfaz. Isto acontece de
forma cíclica, durante a contração muscular.
A alternativa E está correta.
A contração muscular ocorre quando a cabeça de miosina se liga à actina. Nesse processo, a cabeça de
miosina inclina, movendo o filamento de actina, encurtando o sarcômero. As ligações entre a miosina e a
actina têm curta duração e se repetem enquanto a contração muscular durar. Consequentemente, são
formadas diversas pontes entre as moléculas. A força de deslocamento é produzida quando a cabeça de
miosina se inclina e puxa o filamento de actina. A ligação entre as moléculas se desfaz logo após a
inclinação da cabeça de miosina, que volta à sua posição normal e reinicia esse processo com outro
segmento da molécula de actina.
Questão 2
A força é desenvolvida durante a contração muscular. Uma vez que equivale ao produto entre a massa e a
aceleração, marque a seguir a alternativa correta.
A
Sua aplicação, na prática, refere-se à diminuição da tensão muscular.
B
É influenciada pela quantidade de tecido contrátil: quanto maior a área de secção transversa, maior a
contratilidade.
C
É descrita pela velocidade com a qual se realiza determinado movimento.
D
Não tem relação com o volume muscular, já que depende, unicamente, da integridade do tecido contrátil.
E
Não há possibilidade de ser desenvolvida sem alterações significativas do comprimento do músculo.
A alternativa B está correta.
A diminuição da tensão muscular é decorrente do alongamento. A velocidade com a qual o trabalho
muscular é realizado caracteriza a potência muscular. A área de secção transversa se refere ao volume de
tecido contrátil. Quanto maior essa área, mais tecido contrátil o músculo terá e, consequentemente, maior
será a força muscular, que também depende da integridade desse tecido. Uma das formas de desenvolver
força muscular é a isometria, quando o músculo contrai, mas não sofre alterações significativas no seu
comprimento.
2. Treinamento muscular na fisioterapia
Isométrico
Também conhecido como exercício estático, sua realização consiste na contração muscular com produção de
força sem alteração significativa no comprimento muscular e sem movimento articular visível.
Oriente o paciente a realizar contração muscular resistida no sentido de manter a posição do segmento no
espaço. Para isso, você pode resistir manualmente ou solicitar que o paciente sustente o peso do segmento,
mantendo a sua posição ou, ainda, puxe ou empurre um objeto imóvel.
Saiba mais
Estudos recentes apontam efeitos analgésicos das contrações isométricas. Tais efeitos se devem pelas
alterações corticais induzidas pela isometria, que resultam em inibição intracortical. 
As vantagens de realizar exercícios de isometria são:
1
Menor indução de fadiga devido a uma menor demanda de energia em
comparação com os exercícios dinâmicos.
2
Maior aumento de força em ângulos articulares específicos do que as
contrações dinâmicas.
3
Fortalece a musculatura em posições biomecânicas desvantajosas em
um movimento específico.
4
Melhoram os movimentos que requerem, principalmente, a contração
isométrica.
5
Podem ser utilizadas em caso de limitação da mobilidade secundária a
lesões.
Utilize a isometria se você quiser:
Aumentar o trofismo muscular.
 
Aumentar a força muscular máxima (em múltiplos ângulos articulares e em ângulo articular específico).
 
Reduzir o risco de fadiga do paciente.
O uso da isometria deve ser feito de formas diferentes de acordo com o objetivo desejado:
A isometria também pode gerar aumento de força em angulações distantes entre 20° e 50° do ângulo
selecionado para o fortalecimento.
Dica
Utilize contrações balísticas para maximizar os resultados da isometria no ganho de força explosiva. 
Tipos de exercícios isométricos
Há várias formas de exercícios isométricos e cada uma tem uma aplicação específica. Veremos, nesta seção,
os principais tipos.
• 
• 
• 
Aumento do trofismo muscular 
Para aumento do trofismo muscular, utilize a
isometria na faixa entre 70% e 75% da
capacidade voluntária máxima de contração,
mantendo por 3 a 30 segundos. O tempo total
de contração deve variar entre 80 e 150
segundos por sessão. Sugere-se que o
número de sessões seja de 36 ou mais.
Aumento da força máxima 
Para aumento da força máxima, a
isometria deve ser aplicada entre 80% e
100% da capacidade voluntária máxima,
mantendo a contração por 1 a 5
segundos, com tempo total de
contração entre 30 e 90 segundos por
seção. Repita as contrações e múltiplos
ângulos articulares ou no ângulo de
escolha.
Exercícios isométricos leves
Contrações isométricas de baixa intensidade, com pouca ou nenhuma resistência. Utilize quando
quiser diminuir dor e espasmo muscular ou promover relaxamento e circulação, em casos de lesões
de tecidos moles e durante a fase aguda da cicatrização.
Devido ao fato de serem realizados com pouca ou nenhuma resistência, os exercícios isométricos
leves só aumentam a força muscular em caso de acentuada fraqueza. No entanto, auxiliam no retardo
da perda de trofismo muscular e na manutenção da mobilidade das fibras musculares durante
períodos de imobilização.
Exercícios de estabilização
Consistem em contrações submáximas e sustentadas, que visam aumentar a estabilidade estática e
dinâmica e também as formas de resistência (mecânica, manual e peso do segmento).
Nessa modalidade de exercício, as contrações ocorrem no meio da amplitude, em posições
antigravitacionais e em posturas com sustentação de peso.
Isometria em ângulos múltiplos
A contração é resistida de maneira manual ou mecânica, nos limites da amplitude de movimento do
paciente, em diversos ângulos. Utilize esse exercício quando a resistência dinâmica for dolorosa.
Dinâmico
Utiliza contrações musculares que produzem movimento visível. Você pode estabelecer uma resistência e
solicitar o movimento ao paciente. Divide-se em concêntrico e excêntrico.
A resistência pode ser aplicada das seguintes maneiras:
Constante
Variável
Isocinética
Produz aceleração (concêntrico) ou desaceleração (excêntrico) dos segmentos envolvidos.
Nos exercícios dinâmicos, exceto quando são realizados com equipamentos limitadores de amplitude de
movimento (ADM), o paciente controla a execução do movimento contra uma resistência que pode ser
constante ou variável. 
Excêntrico
Aqui, a carga estabelecida é superior à capacidade do músculo. Assim, você observa alongamento enquanto o
músculo tenta controlar a carga. Logo, observa-se alongamento sob tensão.
Produz desaceleração dos segmentos envolvidos. Além disso, ocorre absorção do choque durante
as atividades de alto impacto.
Comparativamente, o exercício excêntrico exerce mais força que o concêntrico. Veja:
A contração excêntrica envolve os componentes contráteis e não contráteis do músculo.
• 
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• 
• 
 
Na contração concêntrica, apenas os componentes contráteis atuam levantando a carga.
 
Para uma mesma carga, o exercício concêntrico recruta mais unidades motoras que o excêntrico.
 
O músculo sofre com fadiga mais rapidamente na contração concêntrica. Assim, podemos baixar
cargas maiores do que as que podemos levantar.
Na fraqueza muscular, use concentração excêntrica. É mais fácil controlar a descida do que erguer peso. Para
evitar lesões e dar maior conforto para o paciente, aplique a resistência e retire-a gradualmente.
Recomenda-se que você considere o uso dos exercícios excêntricos de alta intensidade na fase avançada do
tratamento, a fim de preparar o paciente para atividades de alta demanda, que podem ser ocupacionais ou
desportivas.
Atenção
A contração excêntrica gera maior sobrecargano sistema cardiovascular (aumento de pressão arterial e
de frequência cardíaca) do que a contração concêntrica. 
As contrações excêntricas consomem menos oxigênio e reservas de energia. Por isso, demora mais tempo
para ocorrer fadiga. Entretanto, tome cuidado ao prescrever exercícios excêntricos de alta intensidade devido
à maior probabilidade de ocorrer dor muscular de início tardio. 
Você pode evitar a ocorrência da dor tardia aplicando o exercício excêntrico gradualmente no que se
refere à intensidade e ao volume de exercício.
Utilize as contrações excêntricas se você quiser:
1
Reduzir o risco de lesões, durante programas de reabilitação
musculoesquelética ou pós-cirúrgico.
2
Reduzir o risco de novas lesões, em decorrência de atividades com
desaceleração de alta intensidade e mudanças rápidas de direção ou
contrações excêntricas repetitivas.
• 
• 
• 
3
Melhorar o desempenho físico na prática desportiva.
4
Trazer maiores benefícios para grupos específicos de pacientes, como os
idosos
Em idosos, devemos considerar o uso de contrações excêntricas na abordagem (terapêutica e preventiva) nos
casos de alterações de equilíbrio e risco de quedas, pacientes com doenças crônicas e aqueles com menor
tolerância a esforço, como cardiopatas e pneumopatas.
Atenção
Em pessoas que não estão acostumadas com o exercício excêntrico, há maior risco de lesão muscular,
dor e déficit de força. Tome muito cuidado ao prescrever esse exercício, especialmente com idosos! 
Concêntrico
Nesse tipo de exercício, o músculo vence a resistência que você determinou e o resultado é a produção de
movimento pela contração muscular. Entretanto, a carga que pode ser estabelecida é inferior à que pode ser
definida nos exercícios excêntricos. 
Proporciona menor ganho de força do que o exercício excêntrico. Além disso, gera fadiga mais
rapidamente. Em compensação, há menor incidência e gravidade da dor de início tardio do que o
exercício excêntrico.
A velocidade da contração influi nos níveis de tensão porque recruta maior número de unidades motoras em
relação à mesma carga de exercício excêntrico, já que o paciente faz mais esforço.
Influência da velocidade da contração concêntrica na tensão muscular.
O exercício excêntrico produz mais força excêntrica do que a força concêntrica produzida pelo exercício
concêntrico. Essa diferença se deve ao fato de a carga do exercício excêntrico ser maior do que a carga do
exercício concêntrico.
Resistência
A resistência se refere à carga imposta ao músculo. Para classificarmos esse importante elemento do
processo terapêutico, devemos considerar dois aspectos importantes: 
Recurso
Com qual recurso será aplicada (manual ou
mecânico);
Intensidade
Como a intensidade será aplicada (constante ou
variável).
Agora vamos analisar a intensidade.
Constante
A intensidade da resistência não se altera durante o período de contração muscular. O tipo de contração será
diferente dependendo do valor do torque de resistência em relação ao torque muscular, veja:
Sua maior limitação consiste no fato de ser realizada em apenas um ponto da ADM, no qual o torque máximo
da resistência tem a mesma intensidade do torque máximo do músculo. Entretanto, continua sendo uma das
bases dos programas de reabilitação. 
Contração concêntrica 
Se o torque da resistência for menor do que
o torque muscular, haverá contração 
concêntrica e aceleração da carga.
Contração excêntrica 
Se o torque da resistência for maior do
que o torque muscular, haverá
contração excêntrica, com 
desaceleração da carga.
Atenção
As modificações no torque do exercício e na relação comprimento tensão exigem que você modifique a
posição corporal e a resistência para compensar nas amplitudes onde a carga máxima deverá ser
aplicada. 
Variável
Você pode ajustar a resistência ao longo da ADM, baseando-se na resposta do paciente. Assim, é possível
adequar a carga de acordo com a amplitude do movimento. Essa adequação pode ser realizada manualmente,
com resistência elástica e com equipamentos hidráulicos.
Isocinético
Tipo de exercício dinâmico realizado com velocidade constante (iso = mesma; cinético, do grego kinetiké, que
significa “pôr em movimento”).
Para a sua realização, necessita-se do uso do dinamômetro isocinético, que predetermina e mantém
constantes as velocidades de:
Angulação do segmento
Encurtamento (muscular)
Alongamento (muscular)
Veja na imagem a seguir um dinamômetro isocinético:
Dinamômetro isocinético.
Conforme o segmento acelera, a partir do repouso, para atingir a velocidade angular predeterminada, o
dispositivo isocinético produz uma resistência com a mesma intensidade da velocidade isocinética, visando
manter a velocidade predeterminada.
A desaceleração começa quando a relação comprimento-tensão do músculo é atingida.
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Saiba mais
Alguns fisioterapeutas defendem o uso dos exercícios isocinéticos porque apoiam a cinemática
adequada, são mais seguros e atingem resultados melhores e com mais rapidez. 
No exercício isocinético, tem-se a vantagem de o paciente poder continuar com a contração dinâmica por
toda a ADM, mesmo quando sentir dor ou fadiga. Entretanto, haverá redução da produção de torque.
Veja a seguir quais são as características do exercício isocinético.
Velocidade constante
Pré-ajustada e controlada pelo equipamento ao longo da ADM.
Várias velocidades disponíveis
Da mais lenta à mais rápida, confira a classificação da velocidade de treinamento nos exercícios
isocinéticos concêntricos:
Classificação: Velocidade angular
Isométrico: 0°/segundo
Lenta: 30°-60°/segundo
Média: 60°-180° ou 240°/segundo
Rápida: 180° ou 240°-360°/segundo e acima
Embora o equipamento isocinético possibilite regulagens de velocidade de até 500°/segundo, não é
frequente utilizar treinamentos com velocidades superiores a 360°/segundo, pois o paciente tem que
acelerar o membro até o valor preestabelecido antes de “alcançar” a máquina, ou seja, antes de
atingir a resistência oferecida pelo dispositivo.
Treinamento muscular recíproco versus isolado
No recíproco, há o treino de agonistas e antagonistas, com ênfase na inversão rápida dos
movimentos, e, no isolado, o músculo-alvo realiza, de forma sequencial, as contrações concêntrica e
excêntrica, com um grupo muscular fortalecido por vez.
Especificidade
O treino é específico para a velocidade preestabelecida; assim, os pacientes treinam com diferentes
velocidades.
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Acomodação à fadiga
A força do paciente é diretamente proporcional à sua resistência. Em casos de fadiga, o paciente
pode fazer repetições adicionais, mesmo que a produção de força diminua temporariamente.
Acomodação ao arco doloroso
Em caso de dor, o paciente continua executando o movimento. Porém, com menor força, durante a
amplitude dolorosa. Pode, inclusive, interromper o movimento, eliminando, assim, a resistência.
Use o treinamento isocinético se você deseja:
Força.
Potência.
Resistência à fadiga.
Iniciar a fase avançada do tratamento, com ausência de dor e ADM completa ou incompleta (assim
você tira melhor proveito do recurso).
Limitações:
Velocidade máxima de treinamento
inferior à velocidade de execução das
atividades cotidianas.
Isola grupos musculares.
Trabalha com uma única articulação, é
uniplanar e não tem suporte de peso.
Custo elevado.
Cadeia cinética aberta (CCA)
As extremidades podem se mover livremente, mas nem sempre as articulações mais proximais se movem. A
origem é fixa e a contração muscular mobiliza a inserção. Geralmente, a CCA possibilita isolar o movimento em
uma única articulação. O movimento pode ser abordado nas formas uniplanar e multiplanar.
A CCA:
 
Aumenta forças de aceleração, distração e rotação;
Deforma mecanorreceptores articulares e musculares;
Diminui as forças de resistência.
Utilize a CCA caso você queira aumentar ADM e força muscular e, ainda, obter informações sobre a
capacidade de gerar torque de determinada articulação.
Cadeia cinética fechada (CCF)
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Sugere-seque os exercícios de CCF sejam mais seguros, porque não causam risco de lesionar as estruturas
em processo de recuperação. A inserção é fixa e a contração muscular atua na origem.
Por envolver a sustentação de peso, a CCF é utilizada com maior frequência nos membros inferiores.
Utilize a CCF caso você pretenda:
 
Aumentar a estabilidade articular;
Diminuir forças de cisalhamento;
Diminuir forças de aceleração;
Estimular proprioceptores;
Aumentar a estabilidade dinâmica;
Melhorar a sustentação de peso.
Utilize a CCF e a CCA em conjunto quando for tratar do seu paciente. A CCA isola movimentos específicos,
auxiliando a identificar e corrigir déficits que não serão aparentes se você tratar o paciente somente com a
CCF.
Facilitação neuromuscular proprioceptiva (FNP)
Utiliza input proprioceptivo, aferências cutâneas, auditivas e visuais numa redundância de estímulos que visa
facilitar a realização do movimento pela busca do nível funcional mais alto.
Baseia-se nas teorias de controle motor e de aprendizado motor. Por se basear no conceito de que o
movimento é a nossa forma de interagir com o ambiente, utiliza as esferas cognitiva, sensitiva e motora.
Um pilar importante da FNP é a interação com o paciente, que facilita o aprendizado de novas
tarefas.
Vamos ver, brevemente, os princípios básicos dessa filosofia de tratamento.
Subliminares são os estímulos que não têm intensidade suficiente para atingir o limiar de excitação dos
receptores. Lembrando que o limiar é de natureza “tudo ou nada”. Assim, o estímulo, para desencadear uma
resposta, tem que ter intensidade igual ou superior ao limiar (ponto a partir do qual ocorre um potencial de
ação).
Veja quais são os estímulos subliminares abaixo:
Efeito pós-descarga
O efeito do estímulo continua depois que ele cessa.
Somatório temporal
Estímulos subliminares ocorrem em intervalos de tempo bem próximos, e seus efeitos são
combinados (somatório), causando a estimulação.
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Somatório espacial
Estímulos leves são aplicados de forma simultânea em áreas diferentes do corpo. Suas intensidades
se somam, resultando no estímulo em que os somatórios temporal e espacial podem ser combinados
para ter maior atividade.
Irradiação
Disseminação e aumento da força da resposta. Pode ser excitatória ou inibitória.
Indução sucessiva
A contração do agonista é seguida pela contração dos antagonistas. É a base das técnicas que
envolvem a reversão de antagonistas. A indução aumenta a excitabilidade.
Inervação recíproca
Contração do agonista seguida pelo relaxamento do antagonista. Faz parte do movimento
coordenado, e é a base das técnicas de relaxamento.
A FNP combina padrões diagonais com técnicas facilitatórias, que visam obter respostas motoras, bem como
melhora do controle e da função neuromuscular. Os movimentos, na FNP, são executados em padrões
diagonais. Isso vale para cabeça, pescoço, tronco, membros superiores (MMSS) e membros inferiores (MMII).
Pense na FNP se você desejar:
Aumentar força muscular, mobilidade, controle neuromuscular e coordenação motora;
 
Incrementar a resistência à fadiga;
 
Facilitar a realização do movimento através de estabilidade, controle neuromuscular, coordenação
motora, utilização dos músculos mais fortes para fortalecer os mais fracos e inicialização do
movimento;
 
Dar resistência à fadiga.
Você pode utilizar a FNP do início ao final do tratamento. Essa filosofia utiliza contrações musculares
isométricas, concêntricas, excêntricas e combinação das contrações musculares.
Além de poder utilizar as diagonais com diferentes padrões (D1, D2 e suas variantes) e de forma unilateral ou
bilateral, você pode usar as técnicas específicas, descritas na seção a seguir.
As técnicas específicas foram elaboradas para oferecer um arsenal de recursos terapêuticos que
podem ser combinados de forma a se ajustarem às necessidades do paciente a partir da elaboração
de tratamentos personalizados.
Neste conteúdo, o foco é no fortalecimento e na potência muscular. Portanto, vamos abordar sucintamente as
técnicas de FNP que são voltadas para esses objetivos.
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Técnicas para o aumento de força muscular
A seguir, veremos a descrição sucinta das técnicas específicas de FNP que objetivam o aumento da força
muscular. As técnicas relacionadas ao ganho de potência muscular serão abordadas posteriormente.
Técnicas de FNP voltadas para o fortalecimento muscular
Combinação de isotônicas
Combina as contrações concêntrica, excêntrica e estabilizadoras dos agonistas, sem períodos de
relaxamento. Você pode começar pelo ponto de maior força ou de melhor coordenação.
Utilize esta técnica para:
Controle ativo do movimento
Coordenação
Aumento de amplitude ativa de movimento
Fortalecimento muscular
Veja a descrição da técnica:
1
Faça resistência à contração concêntrica do paciente.
2
Ao final do movimento, peça a ele para permanecer nessa posição (contração estabilizadora).
3
Inicie a fase excêntrica do procedimento.
4
Não há troca de contato manual e você moverá o segmento do paciente até a posição de origem,
durante a fase excêntrica.
A combinação de isotônicas aplicada aos músculos extensores de tronco:
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Combinação de isotônicas aplicada aos músculos extensores de tronco.
Reversão de estabilizações
Alterne contrações isotônicas com resistências capazes de evitar a mobilização ativa. Peça para o paciente
empurrar as suas mãos ou resista ao movimento, não permitindo que você seja empurrado. Permita apenas
um pequeno movimento.
Use essa técnica para aumentar a estabilidade e o equilíbrio, bem como o fortalecimento muscular, e
promover melhora da coordenação entre agonista e antagonista. Confira a descrição:
 
Ofereça resistência ao paciente a partir da direção mais forte.
 
Solicite que faça força contrária à sua. Permita pouco movimento.
 
Quando o paciente fizer força total, mova uma das mãos e inicie resistência em outra direção.
 
Assim que o paciente responder à nova resistência, mova a outra mão e faça resistência com ela nessa
nova direção.
Na imagem anterior, vimos a estabilização do tronco superior. Na imagem a seguir, uma das mãos continua no
tronco superior e a outra mão do terapeuta muda de posição para fazer resistência à pelve.
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Reversão de estabilizações aplicada no tronco.
Estabilização rítmica
Alterna contrações isométricas (de agonistas e de antagonistas) contra resistência. Não há movimento.
Utilize essa técnica para aumentar amplitudes passivas e ativas de movimento, a estabilidade articular,
diminuir a dor e fortalecer a musculatura.
Deve ser evitada em casos de extrema dificuldade do paciente devido a lesões cerebelares e incapacidade de
seguir as instruções. Veja a descrição:
 
Aplique resistência à contração isométrica do grupo agonista. O paciente manterá a posição sem se
mover.
 
Aumente lentamente a resistência conforme o paciente equipara as forças.
 
Quando o paciente der a resposta máxima, mova uma de suas mãos e oponha resistência ao grupo
antagonista, na porção distal. Nem você nem o paciente podem relaxar.
 
Aumente gradualmente a resistência. Conforme o paciente vai respondendo, mova a outra mão e
aplique, com ela, a resistência ao grupo antagonista. Use tração-aproximação de acordo com a
necessidade do paciente.
 
Reverta as contrações musculares o quanto for necessário.
 
Finalize com os comandos “fique parado” e “não mova”.
A estabilização rítmica do ombro na diagonal de flexão/abdução – extensão/adução:
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Estabilização rítmica do ombro na diagonal de flexão/abdução – extensão/adução.
Técnicas para o aumento de força muscular
A FNP também reúne técnicas que visam aumentar a potência muscular. Suas descrições estão nas
subseções seguintes.
Técnicas de FNP voltadas para o ganho de potência muscular.
Estiramento repetitivo ao início da amplitude de movimento
Ativação do reflexo de estiramento sob a tensão do alongamento.
Use essa técnica para facilitar a ativaçãomuscular, aumentar a força muscular e ter a consciência de
movimento diminuída.
As contraindicações são instabilidade articular, dor, instabilidade óssea e osteoporose e, ainda, lesão
muscular ou tendínea. Veja a descrição da técnica:
 
Posicione o membro no padrão desejado, com total alongamento dos músculos a ser tratados. Atenção
especial com a rotação.
 
Dê um estímulo de estiramento para ativar o reflexo miotático. Simultaneamente, solicite que o
paciente contraia voluntariamente, para unir o estiramento à contração muscular.
 
Resista à contração e repita o procedimento.
Iniciação rítmica
Movimento rítmico do segmento dentro de uma dada amplitude. Comece com a mobilização passiva e
progrida até a mobilização ativa-resistida.
Utilize essa técnica para facilitar a iniciação do movimento, melhorar a coordenação e a taxa de movimento
(acelere-a ou desacelere-a) e, ainda, regularizar ou normalizar o tônus muscular.
 
Comece mobilizando passivamente o segmento corporal do paciente. Em seguida, evolua para
mobilização ativa-assistida.
 
O retorno para a posição inicial é feito por você.
 
Use o comando verbal para estabelecer o ritmo.
 
Durante a sequência de movimento, inicie mobilização ativa-resistida, mantendo o ritmo com
comandos verbais.
 
Finalize solicitando que o paciente mobilize o segmento de maneira ativa-livre.
Métodos de treinamento muscular na fisioterapia
Confira uma abordagem sobre as principais formas de treinamento muscular utilizadas na prática clínica do
Fisioterapeuta.
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Os vídeos a seguir abordam os assuntos mais relevantes do conteúdo que você acabou de estudar.
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O exercício excêntrico
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Contração isocinética
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Verificando o aprendizado
Questão 1
Sobre os tipos de contrações musculares, marque a seguir a alternativa correta.
A
As contrações concêntricas envolvem os componentes contráteis e não contráteis dos músculos.
B
Nós podemos levantar cargas maiores do que as que podemos baixar porque acelerar o movimento é mais
fácil do que desacelerá-lo.
C
A contração isométrica não é vantajosa nos casos em que haja necessidade de aumento da força muscular em
ângulos específicos.
D
Apesar de resultar em fadiga mais rápida, o exercício concêntrico tem menor incidência de dor de início tardio
do que o exercício excêntrico.
E
O exercício isocinético deve ser interrompido em caso de fadiga.
A alternativa D está correta.
A utilização dos componentes contráteis e não contráteis do músculo ocorre quando a contração é
excêntrica. A desaceleração é mais fácil porque a contração excêntrica recruta menos fibras musculares do
que a contração concêntrica, o que resulta em maior resistência à fadiga. Além disso, o exercício excêntrico
permite que você aplique uma carga maior. A contração isométrica é indicada para aumentar a força em
ângulos específicos. Inclusive, pode ser aplicada em diversos ângulos. Uma das vantagens do exercício
isocinético é que o paciente pode continuar a fazê-lo mesmo que tenha sinais de fadiga.
Questão 2
Como se chama o exercício realizado com resistência ajustada, de forma a manter uma velocidade
predeterminada?
A
Excêntrico, e a sua resistência é constante.
B
Isocinético, de resistência proporcional ao torque.
C
Isométrico em múltiplos ângulos, com resistência de alta intensidade.
D
Concêntrico, de resistência mecânica constante.
E
Combinação de isotônicas, com resistência constante.
A alternativa B está correta.
O exercício excêntrico não se baseia na velocidade constante de exercício, mas na desaceleração da carga.
No exercício isométrico, a contração muscular não produz movimento aparente. A velocidade de contração
concêntrica é inversamente proporcional à tensão muscular. O foco da combinação de isotônicas é o uso
de diferentes tipos de contração muscular visando facilitar o movimento. O parâmetro velocidade não é
pré-ajustado
3. Recursos fisioterapêuticos
Recursos para exercícios de treinamento resistido
Há diversos equipamentos disponíveis para auxiliar na realização dos exercícios de treinamento resistido.
Você pode utilizar esses materiais para exercícios ativo-assistidos, estáticos, dinâmicos, excêntricos,
concêntricos e de cadeia cinética aberta ou fechada.
Considere os seguintes critérios para a escolha dos materiais:
Relacionamos, a seguir, os principais materiais utilizados na prática clínica do fisioterapeuta. Mas, antes,
vamos falar sobre a resistência manual.
Resistência manual
Você aplica a resistência em relação a contrações estáticas ou dinâmicas. Aplique-a ao longo da amplitude de
movimento, podendo, inclusive, utilizar movimentos combinados, como os padrões da FNP. 
Atenção
Tome cuidado com o seu posicionamento. Evite sobrecarga sobre a sua coluna lombar. Você pode
utilizar uma base alargada (afastar seus pés um do outro) para manter a postura estável durante a
aplicação da resistência e transferir o peso de acordo com o movimento do paciente. 
Veja quais são as vantagens e desvantagens da resistência manual:
Em relação a você 
Necessidades, habilidades e metas.
Em relação ao equipamento 
Disponibilidade no mercado, custo de
aquisição e manutenção, facilidade de
uso, versatilidade e o espaço
necessário.
Vantagens: 
Maior
eficiência
quando a
força
muscular
é, no
máximo,
grau 4;
 Eficiência
na
transição
para os
movimentos
com
resistência
mecânica;
 Ajuste da
resistência
ao longo da
mobilização
ativa;
 Prevenção de
movimentos
compensatórios;
 Monitoração
contínua do
desempenho
do paciente;
 Facilidade
para
ajustar a
posição da
resistência.
Desvantagens: 
A
subjetividade
da carga não
permite
quantificar a
melhora do
paciente;
 O módulo da
resistência é
limitado à
força
muscular do
fisioterapeuta;
 O paciente
não pode, na
maioria dos
grupos
musculares,
fazer os
exercícios de
forma
independente
 Pouca
praticidade
em relação
à melhora
da
resistência
à fadiga
pelo
consumo
excessivo
de tempo;
 Intensa para
o
fisioterapeuta
no que se
refere a
tempo e
trabalho.
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Tubos e faixas elásticas
Comumente empregadas para fins terapêuticos, tais como aumento da força muscular, mobilidade e
diminuição da dor articular, as faixas elásticas são utilizadas em diversos pacientes, incluindo os idosos e os
atletas. 
Os tubos e as faixas elásticas oferecem resistência variável, porque a força gerada varia conforme o
alongamento do material. A resistência aumenta conforme o material sofre estiramento. Observe que
a velocidade não influi na quantidade de resistência.
Para ambos os recursos, há uma escala de cores que estabelece os níveis de resistência. Também pode variar
de acordo com o instrumento utilizado. Veja:
Faixas elásticas
O que determina a resistência é a espessura, no
caso das faixas.
Tubos elásticos
A graduação de resistência também se dá pelo
diâmetro e pela espessura da parede de cada
tubo.
Um exemplo da graduação de resistência das fitas elásticas de acordo com suas cores pode ser visto na
imagem a seguir.
Graduação da Thera-Band, nome comercial da faixa elástica.
As vantagens dos tubos e faixas elásticas são baixo custo, versatilidade, facilidade de transporte, menor
restrição ao movimento (que pode ser realizado em várias direções) e podem, ainda, seguir a lógica do
exercício progressivo.
Extensíveis, conferem resistência elástica e são indicados para:
1
Tratamento de alterações posturais, déficits funcionais motores e déficits
do desempenho muscular.
2
Treinamento em distúrbios cardiorrespiratórios.
3
Treinamentos funcionais e desportivos para limitações funcionais.
4
Treino de equilíbrio.
Os fabricantes recomendam que o fortalecimento muscular tenha resistência progressiva.
São desvantagens dos tubos e das faixas elásticas a perda de elasticidade com o decorrer do uso ea menor
durabilidade devido à necessidade de estocar cuidadosamente para a manutenção das propriedades elásticas
e pelo fato de poderem ficar quebradiços com o uso prolongado.
Resistência mecânica
É a resistência aplicada por meio de equipamentos. Existe uma infinidade de equipamentos que variam em
termos de complexidade, tamanho e preço.
Comentário
Neste módulo, abordaremos os equipamentos que oferecem resistência fixa, amplamente utilizados na
prática fisioterapêutica para aumento de força, potência, resistência à fadiga e funcionalidade. 
Esses equipamentos devem ser utilizados para exercícios estáticos, dinâmicos (excêntricos e concêntricos) e
em cadeia cinética (aberta ou fechada).
Pesos livres
São pesos que podem ser segurados pelas mãos ou aplicados nos membros inferiores, superiores e no tronco.
Estão disponíveis no mercado com ampla variedade de opções e têm como vantagem o fato de poderem, com
exceção do sistema de polias, ser utilizados nos ambientes domiciliares.
São exemplos:
Bola Halter
Munhequeira Caneleira
Resistor de mão com mola de aço
(handgrip)
Você também pode improvisar a resistência com os materiais que o paciente dispuser. O importante aqui é
aplicar uma carga externa ao paciente. 
Atenção
A carga, ao levantar ou abaixar o peso, não pode ser maior do que o controle muscular na altura da ADM
onde a carga dá o torque máximo. 
Sistema de polias
Neste sistema, que tem carga fixa, o paciente exerce tração sobre um cabo de aço, que é transmitida para o
peso, resultando em seu levantamento. A polia cria um eixo que muda a direção e o sentido da força com que
o peso é puxado. 
Sistema de polias.
O sistema de polias pode ser utilizado em ambulatórios, consultórios e clínicas. Uma limitação é o custo
elevado de aquisição e de instalação.
Suas vantagens e desvantagens são as mesmas que as observadas nos pesos livres, veja:
Vantagens e desvantagens dos pesos livres e da carga fixa.
Equipamentos de resistência na fisioterapia
Assista ao vídeo para conhecer os principais equipamentos para imposição de resistência nos exercícios.
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Vantagens e desvantagens da resistência manual
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Tubos e bandas elásticas
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Verificando o aprendizado
Questão 1
Você avaliou um paciente em domicílio e decidiu implementar um programa de fortalecimento muscular com
resistência constante, de baixo custo, que fosse bastante prático e que possibilitasse que esse paciente
realizasse exercícios com carga nos intervalos entre os seus atendimentos. Qual dos seguintes recursos você
vai utilizar?
A
Resistência manual.
B
Sistema de polias.
C
Pesos livres.
D
Faixas ou tubos elásticos.
E
Sistema isocinético.
A alternativa C está correta.
Os pesos livres seriam a melhor opção. A resistência manual não pode ser utilizada nos intervalos entre os
atendimentos, porque é aplicada pelo fisioterapeuta. O sistema de polias é utilizado no ambulatório e tem
alto custo. As faixas e os tubos elásticos oferecem resistência variável. Os exercícios isocinéticos
dependem de equipamentos de alto custo; os exercícios são configurados pelo fisioterapeuta.
Questão 2
Esse recurso é utilizado com frequência para o fortalecimento muscular porque tem baixo custo. Você pode
levar para qualquer lugar, pode ser aplicado em movimentos isolados ou combinados, tem carga variável e
precisa ser estocado cuidadosamente para ter maior durabilidade. De qual recurso estamos falando?
A
Faixas ou tubos elásticos.
B
Sistema isocinético.
C
Sistema de polias.
D
Resistência manual.
E
Pesos livres.
A alternativa A está correta.
As faixas ou tubos elásticos são os recursos abordados na descrição. Os sistemas isocinético e de polias
não são portáteis. A resistência manual é aplicada pelas mãos do fisioterapeuta, tem carga subjetiva e
dependente da força do fisioterapeuta. Os pesos livres têm carga constante.
4. Emprego de programa terapêutico
Respostas do sistema muscular ao fortalecimento
muscular
Decorridas algumas semanas de tratamento, pode ser observado aumento significativo da força muscular.
Entretanto, tal aumento não é observado na área de secção transversa. Dessa maneira, a hipertrofia não é a
principal determinante do aumento de força muscular. 
O aumento de força resultante da cinesioterapia ativa pode ser atribuído ao maior recrutamento de unidades
motoras e às propriedades mecânicas dos músculos
Comentário
Discutiremos nas subseções seguintes as adaptações neurais e musculares decorrentes do
fortalecimento muscular. 
Adaptações neurais
O aumento inicial da força muscular, que ocorre no período entre duas e seis semanas, se deve,
principalmente, às adaptações neurais, que são:
Aumento dos impulsos neurais (recrutamento muscular e frequência de disparo);
 
Maior ativação dos agonistas;
 
Menor ativação dos antagonistas;
 
Melhor desempenho devido à maior sincronização e coordenação das unidades motoras que atuam no
movimento;
 
Inibição do órgão tendinoso de Golgi (OTG).
As adaptações neurais envolvem maior ativação voluntária do músculo, algo fundamental para a força e a
potência.
Mesmo em atletas que fazem treinamentos avançados, os fatores neurais parecem estar relacionados às
melhoras da força e da potência musculares.
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Saiba mais
Estudos apontam que a diminuição do limiar de recrutamento e o aumento da taxa de disparo do sistema
nervoso central (SNC) também são fatores neurais importantes no que se refere ao ganho de força e de
potência musculares. 
Em todas as formas de exercícios, considere estabelecer e progredir o número de repetições de acordo com a
resposta do paciente.
Alterações musculares
O treinamento com alta resistência diminui a rigidez músculo-tendinosa e, consequentemente, o retardamento
neuromecânico, que é a latência entre o drive neural para o músculo e a geração de força. Esse período de
latência é determinado pelas propriedades neurais e periféricas. Assim, o limiar de recrutamento muscular
diminui junto conforme a rigidez muscular decresce. O resultado disso é que a ativação do músculo fica mais
rápida.
Observa-se algum tipo de hipertrofia muscular a partir da sexta semana de fortalecimento. A partir desse
ponto, esse efeito passa a contribuir mais do que os componentes neurais para os ganhos de força e de
potência muscular. Todavia, a hipertrofia atinge seu ápice e mantém um platô.
Lembre-se que a hipertrofia é o aumento da área de secção transversa do músculo e que corresponde ao:
Aumento (em tamanho e número)
Das proteínas contráteis (actina e miosina);
Aumento
Do número de sarcômeros.
Cabe acrescentar que o exercício resistido pode induzir a transição da fibra muscular de um tipo para o outro.
É mais frequente observar a conversão das fibras IIb para as do tipo IIa, o que pode ser uma vantagem porque
as fibras IIa são mais resistentes à fadiga do que as fibras IIb.
Outra alteração importante é a angiogênese, ou seja, o aumento numérico de capilares, que resulta em maior
potencial de suprimento sanguíneo. Essa adaptação aumenta a capacidade da circulação de drenar o lactato
muscular das fibras tipo II, o que pode aumentar a tolerância ao esforço, conforme ocorre com as fibras tipo 
Atenção
Para desenvolver potência muscular: exercícios anaeróbicos. Para desenvolver endurance muscular:
exercícios aeróbicos. 
Os exercícios resistidos, especialmente na fase excêntrica, induzem danos musculares estruturais que,
geralmente, ocorrem na linha Z. Tais danos estimulam a ação das células-satélite, que são miogenitoras com
atividade mitótica, e que estão localizadas ao longo das fibras musculares, a iniciar os processos de reparo e
hipertrofia.
Como isso acontece?
As células-satélite proliferam,diferenciam-se em mioblastos e se fundem, formando novas miofibrilas ou
reparando as fibras musculares que estiverem lesadas. Além disso, parte dessas células originam outras
células-satélite, recompondo as reservas para eventuais lesões futura
Contraindicações
Ao prescrever exercícios terapêuticos para o aumento da força e da potência muscular, você deve tomar
bastante cuidado. Geralmente, as contraindicações envolvem casos de doenças e alterações agudas. Os
exercícios resistidos são contraindicados em casos de:
Hipertensão (pressão arterial superior a 140mmHg x 90mmHg)
Hipotensão (pressão arterial inferior a 90mmHg x 60mmHg)
Taquicardia (frequência cardíaca superior a 100bpm)
Bradicardia (frequência cardíaca inferior a 60bpm)
Fraturas não consolidadas
Trombose venosa profunda em início de anticoagulação ou sem anticoagulação
Dor articular intensa ao movimento ativo-livre
Inflamação articular aguda
Doença cardiopulmonar grave
Déficit cognitivo que impossibilite a participação ativa do paciente
Precauções
A eficácia e a segurança são elementos fundamentais da prescrição de exercícios terapêuticos para ganho de
força e de potência musculares. Veja a seguir as orientações que você pode dar ao paciente.
1
Avisar se ocorrer dor durante o exercício. Caso ocorra, você pode
diminuir a carga, o número de repetições ou suspender o exercício
2
Não prender a respiração durante os exercícios. Enfatize a expiração
durante o exercício. Do contrário, a manobra de Valsalva será realizada.
Tome os seguintes cuidados:
Evite sobrecargas sobre a coluna vertebral do paciente;
 
Evite movimentos incorretos ou compensatórios – você pode adequar a estabilização e o nível de
resistência;
 
Não use resistência pesada em crianças, idosos e pacientes com osteoporose;
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Saiba quais medicamentos estão em uso e que podem alterar as respostas ao exercício terapêutico;
 
Interrompa os exercícios em caso de dor, tontura e dispneia (não usual ou súbita).
Em relação à dor, peça ao paciente para relatar se sentiu dor no período entre 12 e 24 horas após a cessação
dos exercícios (dor tardia). Esses sintomas podem durar por mais de dez dias e dissipar-se gradualmente.
Possivelmente, a dor de início tardio pode estar associada a microtraumas.
Sabe-se que a dor de início tardio está associada a, além da percepção de dor, perda temporária de força.
Você pode minimizar os riscos de dor de início tardio pela implementação de uma rotina regular de
exercícios, especialmente os de contração excêntrica. Sabe por quê? Porque, dessa forma, o
músculo pode se adaptar às cargas físicas e, assim, é possível prevenir a dor de início tardio.
Os exercícios terapêuticos podem ser utilizados em diversas condições, tais como:
 
Doenças neurológicas;
Doenças reumatológicas;
Doenças ortopédicas;
Doenças cardiopulmonares;
Reabilitação pós-fraturas;
Traumatismos;
Reeducação Postural.
Observe nas subseções a seguir um guia sucinto para a prescrição dos métodos que abordamos ao longo
deste conteúdo.
Resistência manual
Para determinar o número de repetições e séries/intervalos de tempo:
Estabeleça a resistência de acordo com o desempenho do paciente e a sua força muscular;
 
Os intervalos devem ser planejados pensando no repouso do paciente e no seu;
 
Em geral, após oito a duas repetições, você e o paciente podem começar a ter sinais de fadiga;
 
A aplicação deve envolver movimentos isolados, combinação de movimentos com base na
funcionalidade e padrões de FNP e, ainda, deve haver resistência alternada.
Utilize a resistência manual se você quiser:
 
Basear o fortalecimento muscular na realização de movimentos opostos – a resistência será alternada.
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Iniciar o processo de reabilitação de pacientes com diminuição de força muscular.
 
Fortalecer de maneira estática ou dinâmica.
 
Controlar cuidadosamente a amplitude do movimento.
 
Fortalecer o músculo sem movimentos compensatórios.
Veja na imagem a seguir as características da resistência manual alternada:
Resistência manual alternada.
FNP
A filosofia de tratamento FNP utiliza as reservas do paciente por meio de uma abordagem positiva visando
otimizar o desempenho do movimento mediante treinamento funcional intensivo.
Para essa finalidade, identifique as áreas funcionais e disfuncionais do paciente durante a avaliação e
estabeleça seus objetivos para curto e longo prazos. Lembre-se de considerar os objetivos do paciente.
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Você deve avaliar e reavaliar sistematicamente o estado funcional do seu paciente para ajustar a
prescrição das técnicas de FNP.
Utilize a FNP com pacientes que sejam capazes de compreender os comandos verbais e executá-los
adequadamente. Treine o paciente, explicando-lhe como realizar a diagonal, bem como a técnica específica
que você prescrever.
Considere mudar a forma de exercício resistido caso o paciente não compreenda ou não realize
adequadamente os procedimentos que você adotar
Resistência mecânica
Sua prescrição depende de vários fatores:
Necessidades dos pacientes
Suas metas
Disponibilidade
Custo
Facilidade de uso
Versatilidade
Espaço para utilização
Você precisa determinar se o equipamento deve ser regulado e usado pelo paciente de maneira
independente. Além disso, você deve ensinar ao paciente como utilizar corretamente o equipamento a fim de
otimizar os resultados e prevenir lesões.
Utilize a resistência mecânica caso você deseje:
 
Trabalhar com as fases excêntrica e concêntrica do músculo a ser tratado.
 
Trabalhar isometria.
 
Aumentar força, potência e resistência.
 
Que o paciente realize os exercícios independentemente.
 
Trabalhar o movimento de maneira irrestrita.
 
Instruir o paciente a continuar os exercícios em domicílio, no período entre os seus atendimentos.
 
Tratar pacientes com força muscular a partir do grau 4.
A resistência pode ser fixa ou progressiva. No caso da resistência progressiva, estabeleça a repetição máxima
(RM) para, em seguida, progredir a resistência. Geralmente, prescreve-se de duas a três séries de seis a doze
repetições, com carga de 6 a 12 RM. Você pode, inclusive, optar entre os programas:
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Veja na tabela abaixo a diferença entre os dois programas:
Comparação de dois programas de exercício resistido progressivo 
DeLorme Oxford
Determinação de 10 RM Determinação de 10 RM
10 repetições com 50% de 10 RM 10 repetições com 100% de 10 RM
10 repetições com 75% de 10 RM 10 repetições com 75% de 10 RM
10 repetições com 100% de 10 RM 10 repetições com 50% de 10 RM
Tabela: Comparação de dois programas de exercício resistido progressivo.
Kisner e Colby (2016, p. 219).
Tenha em mente que o estabelecimento de séries e de repetições depende de uma boa avaliação funcional do
seu paciente. Você pode estabelecer esses parâmetros tendo por base os dados de exame físico. Reavalie
constantemente para progredir ou alterar a resistência. Os recursos abordados neste conteúdo, bem como
suas aplicações, considerando força e potência musculares, estão sumarizados na tabela a seguir.
Força
Contração muscular
Excêntrica
Concêntrica
Isométrica
Exercício isocinético
Cadeia cinética Aberta
Fechada
FNP
Combinação de isotônicas
Reversão de estabilizações
Estabilização rítmica
 
Potência
Exercício isocinético
FNP Estiramento repetitivo ao início da amplitude de movimento
Iniciação rítmica
Tabela: Prescrição de terapêutica das técnicas de fortalecimento muscular.
Caio Tramont.
Raciocínio clínico para elaborar um programa de fisioterapia visando o
aumento da força e potência muscular
DeLorme 
Que progride a resistência a cada série.
Oxford 
Que inicia com carga máxima e
regride a resistência a cada série.
Veja este vídeo sobre o raciocínio clínico que o fisioterapeuta deve ter para elaborar um programa terapêutico
visando o aumento da força e potência muscular.
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Vem que eu te explico!
Os vídeos a seguir abordam os assuntos mais relevantes do conteúdo que você acabou de estudar.
A eficácia e a segurança na prescrição de exercícios
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DeLorme versus Oxford
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Verificando o aprendizado
Questão 1
Após a sua avaliação em um paciente sedentário com 60 anos, você constatou que ele apresenta fraqueza e
rigidez muscular em membros superiores e inferiores. Sabe-se que um programa de fortalecimento muscular
gera alterações musculares e neurais ao longo do tempo. Assinale a seguir a alternativa verdadeira.
A
O aumento da área de secção transversa ocorre na primeira semana de tratamento.
B
O aumento da força muscular ocorre na sétima semana de tratamento.
C
Uma das alterações mais importantes é o aumento da sensibilidade do OTG.
D
A partir da sexta semana de fortalecimento, as alterações neurais passam a contribuir mais do que as
musculares para o aumento da força.
E
A rigidez muscular diminui com o decorrer do tempo.
A alternativa E está correta.
A rigidez muscular diminui com o decorrer do tempo, com o treinamento. A hipertrofia muscular e,
consequentemente, o aumento da área de secção transversa, ocorre a partir da sexta semana. A força
muscular começa a aumentar a partir da segunda semana de tratamento. O OTG é inibido pelo exercício
resistido. O aumento da área de secção transversa ocorre a partir da sexta semana e, consequentemente,
observa-se aumento progressivo do percentual de tecido contrátil até que seja alcançado um platô. Os
exercícios isocinéticos dependem de equipamentos de alto custo, os exercícios são configurados pelo
fisioterapeuta.
Questão 2
Você avaliou um paciente idoso e vai começar um programa de fortalecimento muscular com ele. Sobre os
cuidados necessários, assinale a alternativa correta.
A
Estimular a manobra de Valsalva.
B
Usar resistência pesada.
C
Tomar medidas para evitar a dor imediata, permitindo que inicie somente de forma tardia.
D
Evitar sobrecargas sobre a coluna vertebral.
E
Reduzir a atividade em casos de dispneia não usual ou súbita.
A alternativa D está correta.
Entre os cuidados necessários, deve-se evitar sobrecarga sobre a coluna vertebral; do contrário, pode
resultar em lombalgia. A manobra de Valsalva deve ser evitada, por possuir riscos como o aumento da
pressão arterial. A dor muscular de início tardio é uma complicação que ocorre de 12 a 24 horas após a
cessação de um esforço muscular excessivo, que é decorrente de resistência muscular pesada e, portanto,
desaconselhável para idosos. A dispneia é sinal de dificuldade respiratória que, no caso, pode ser
desencadeada quando um exercício excede a capacidade que o paciente tem de executá-lo. No caso do
seu aparecimento, a atividade deve ser interrompida imediatamente.
5. Conclusão
Considerações finais
Vimos que existem muitas formas de exercícios terapêuticos e de aplicação da resistência. Cada exercício tem
o seu objetivo, suas indicações, vantagens e desvantagens. Ao elaborar um plano de tratamento, considere a
importância de se trabalhar com a isometria, as contrações excêntrica e concêntrica, bem como os exercícios
isocinéticos e de FNP.
A base teórica deste conteúdo se fundamentou nas principais características de cada uma dessas técnicas,
com considerações, inclusive, sobre as cadeiras cinéticas aberta e fechada. Elaborar o tratamento de um
paciente é uma arte, que fica ainda mais requintada se soubermos quando usar cada um desses recursos de
forma isolada ou combinada.
Os recursos utilizados para o aumento de força muscular são bastante diversificados e podem ser usados em
vários casos. Saber as indicações, vantagens e desvantagens de cada um deles fará com que você prescreva
a forma de fazer resistência com maior precisão. Consequentemente, os resultados do tratamento serão mais
consistentes! Você pode começar pela resistência manual, que tem carga subjetiva e limitada à sua força
muscular para, em seguida, progredir para a resistência variável, conferida pelas faixas e tubos elásticos. Caso
prefira, pode evoluir da resistência manual para os pesos livres, que conferem resistência fixa e podem ser
improvisados em caso de tratamento domiciliar, onde os pesos não estão disponíveis.
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Ouça o podcast para entender os tipos de contração muscular estático, dinâmico e isocinético, bem
como as técnicas que visam à potencialização muscular e ao aumento da geração de força.
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Pesquise o artigo Efeito de um protocolo de facilitação neuromuscular proprioceptiva (FNP) no equilíbrio
postural de idosas, em que Igor Almeida Silva e outros autores tratam de um estudo com o objetivo de avaliar
os efeitos da FNP no equilíbrio de idosas.
Referências
ADLER, S. S.; BECKERS, D.; BUCK, M. PNF in practice: an illustrated guide. 3. ed. Chicago: Springer, 2008.
 
GUYTON, A. C.; HALL, J. E. Tratado de fisiologia médica. 12. ed. São Paulo: Elsevier, 2011. p. 74.
 
HOULGLUM, P. A.; BERTOTI, D. B. Cinesiologia clínica de Brunnstrom. 6. ed. Barueri, SP: Manole, 2014. p. 140.
 
JUNQUEIRA, L. C.; CARNEIRO, J. Histologia básica: texto e atlas. 11. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,
2008.
 
KISNER, C.; COLBY, L. A. Exercícios terapêuticos: fundamentos e técnicas. 6. ed. Barueri: Manole, 2016.
 
PRENTICE, W. E.; VOIGHT, M. L. Técnicas em reabilitação musculoesquelética. Porto Alegre: Artmed, 2007.
 
THERA-BAND. Resistance Band & Tubing - Instruction Manual. USA: The Hygenic Corporation, 2012.
	Abordagem Fisioterapêutica para recuperação da força e potência
	1. Itens iniciais
	Propósito
	Objetivos
	Introdução
	1. Força, potência e resistência muscular
	Fatores para o desempenho muscular
	Morfologia
	Influências
	Funções
	Mecanismo de contração muscular
	Conteúdo interativo
	Bandas I
	Banda A
	Como o músculo transmite a força da sua contração para os ossos?
	Endomísio
	Perimísio
	Epimísio
	Manter a união entre as fibras musculares.
	Permitir que a força de contração de cada fibra muscular atue sobre todo o músculo.
	Transmitir a força da contração muscular para tendões e ossos.
	Formar redes de capilares, vasos linfáticos e nervos entre as fibras musculares.
	Comentário
	Endomísio
	Atenção
	Perimísio
	Primário
	Secundário
	Epimísio
	Explicando a transmissão da força
	Força muscular
	Relação comprimento versus tensão
	Área de secção transversa
	Formas de produção de força
	Isométrica
	Atenção
	Isotônica
	Trabalho e potência muscular
	Resistência muscular
	Fibras tipo I
	Fibras tipo II
	Fibras tipo IIa
	Fibras tipo IIb
	Força, potência e resistência musculares
	Conteúdo interativo
	Vem que eu te explico!
	O sarcômero
	Conteúdo interativo
	Tipos de contração
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	2. Treinamento muscular na fisioterapia
	Isométrico
	Saiba mais
	1
	2
	3
	4
	5
	Dica
	Tipos de exercícios isométricos
	Exercícios isométricos leves
	Exercícios de estabilização
	Isometria em ângulos múltiplos
	Dinâmico
	Excêntrico
	Atenção
	1
	2
	3
	4
	Atenção
	Concêntrico
	Resistência
	Recurso
	Intensidade
	Constante
	Atenção
	Variável
	Isocinético
	Saiba mais
	Velocidade constante
	Várias velocidades disponíveis
	Treinamento muscular recíproco versus isolado
	Especificidade
	Acomodação à fadiga
	Acomodação ao arco doloroso
	Velocidade máxima de treinamento inferior à velocidade de execução das atividades cotidianas.
	Isola grupos musculares.
	Trabalha com uma única articulação, é uniplanar e não tem suporte de peso.
	Custo elevado.
	Cadeia cinética aberta (CCA)
	Cadeia cinética fechada (CCF)
	Facilitação neuromuscular proprioceptiva (FNP)
	Efeito pós-descarga
	Somatório temporal
	Somatório espacial
	Irradiação
	Indução sucessiva
	Inervação recíproca
	Técnicas para o aumento de força muscular
	Combinação de isotônicas
	1
	2
	3
	4
	Reversão de estabilizações
	Estabilização

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