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ROTEIRO DE EVOLUÇÃO PRONTO SOCORRO, UPA, UTI Registro que orienta o cuidado, evolução que transforma vidas. Docente: Wendrel Gonçalves Furtado Mestre em gestão e saúde na Amazônia pela FSCMPA Contatos: (94) 99276-6968 (consciente, orientado, letárgico) CONSCIENTE ORIENTADO LETÁRGICo Acordado Responde adequadamente • Orientado no tempo, espaço e pessoa Acordado Responde adequadamente Orientado no tempо, espaço e pessoa Sonolento, difícil de manter acordado Respostas lentas ou inadequadas Pode estar desorientado ou pouco responsivo Respiração (espontânea, ar ambiente, MNB, 02 CIRCULANTE, VM, FIO2) ESPONTÂNEA AR AMBIENTE MNB (MÁSCARA DE NÃO REINALAÇÃO) 02 CIRCULANTE (CÂNULA NASAL) VM (VENTILAÇÃO MECÂNICA) Fi02 O Fi02 50% Respira por conta própria, sem auxílio de dispositivos. Respira ar ambiente, sem suporte de oxigênio. Máscara de não reinalação com reservatório. Oxigênio fornecido por cânula nasal. Suporte ventilatório invasivo. Sem suporte FiO2 = 21% FiO2: 60% a 90% FiO2: 24% a 44% FiO2: variável (conforme prescrição) FiO2 = fração inspirada de oxigênio (percentual de oxigênio fornecido ao paciente) 02 Fração inspirada de oxigênio definida no ventilador ou dispositivo. Ajustada conforme necessidade do paciente Acesso Venoso (central, periférico, membros superior e esquerdo) ACESSO VENOSO CENTRAL ACESSO VENOSO PERIFÉRICO MEMBRO SUPERIOR E ESQUERDO Cateter inserido em uma veia de grande calibre, geralmente no pescoço (jugular interna), tórax (subclávia) ou virilha (femoral). Utilizado para terapias intensivas, medicações vasoativas, NPT, hemodiálise e acesso prolongado. Maior risco de complicações (infecções, trombose, pneumotórax). Exemplos de locais Cateter inserido em veias superficiais, geralmente em membros. Indicado para hidratação, medicações e tratamentos de curta duração. Menor risco de complicações em comparação ao central. Membros superiores Jugular interna Subclávia Femoral Membros Membros inferiores Preferir membro superior, especialmente o esquerdo, quando possível. Veias do membro superior esquerdo (ex.: cefálica, basílica) são frequentemente escolhidas para acessos periféricos. Pode ser utilizado para infusões de curta a média duração. Membro superior esquerdo Principais veias Cefálica Basílica Mediana cubital A escolha do tipo de acesso venoso depende da terapia, duração do tratamento e condições do paciente. Sondas (SOG, SNG, N°, GTT: ABERTA OU GAVAGEM) SOG (SONDA OROGÁSTRICA) SNG (SONDA NASOGÁSTRICA) N° (NÚMERO DA SONDA) O número da sonda refere-se ao seu CALIBRE (diâmetro externo), medido em French (Fr). GTT (GASTROSTOMIA) FORMAS DE UTILIZAÇÃO GTT ABERTA Sem conexão a sistema ou equipo. Utilizada para administração de dieta, medicações ou lavagem. 4Fr 8Fr 10Fr 12Fr 14Fr 16Fr 18Fr Inserida pela boca até o estômago. Indicada para drenagem gástrica, descompressão e lavagem gástrica. Menor risco de lesão nasal. CARACTERÍSTICAS Via de inserção: bocа Destino: estômago Uso principal: drenagem e descompressão gástricа Inserida pelo nariz até o estômago. Indicada para alimentação enteral, medicações е drenagem gástrica. Maior conforto para drenagem e alimentação contínua. CARACTERÍSTICAS Via de inserção: nariz Destino: estômago Uso principal: alimentação enteral, medicações e drenagem RESUMO COMPARATIVO SONDA VIA DE INSERÇÃO DESTINO SOG Boca Estômago SNG Nariz Estômago GTT ABERTA Estoma (parede abdominal) Estômago GTT GAVAGEM Estoma (parede abdominal) Estômago Quanto maior o número (Fr), MAIOR o diâmetro da sonda. GTT GAVAGEM Conectada a sistema fechado (equipo de gavagem). 4 a 8 Fr 10 a 12 Fr EXEMPLOS DE USO 14 a 18 Fr ou + Sondas finas: medicações, alimentação neonatal Alimentação enteral em adultos Drenagem gástrica, lavagem gástrica USO PRINCIPAL Drenagem, descompressão, lavagem gástrica Alimentação enteral, medicações, drenagem Administração de dieta, medicações ou lavagem Alimentação contínua por gravidade Utilizada para alimentação contínua por gravidade. CUIDADOS GERAIS Verificar posicionamento da sonda antes do uso. Manter cabeceira elevada (30° a 45°) durante e após administração. Higienizar sonda e estoma conforme protocolo. Observar sinais de intolerância ou complicações (náuseas, vômitos, dor, distensão abdominal). i Dreno: local Dreno é um dispositivo utilizado para remover secreções, sangue, exsudatos ou ar de uma cavidade ou ferida operatória. PRINCIPAIS TIPOS DE DRENOS E SEUS LOCAIS DE INSERÇÃO DRENO DE TÓRAX (TORÁCICO) DRENO ABDOMINAL (INTRA-ABDOMINAL) DRENO DE SUCÇÃO (EX.: JACKSON-PRATT) DRENO DE PENROSE DRENO EM MEMBROS SUPERIORES DRENO EM MEMBROS INFERIORES Local: Tórax, espaço pleural (entre pulmão e parede torácica). Indicação: Pneumotórax, hemotórax, derrame pleural. Local: Cavidade abdominal (ex.: pós-operatório de cirurgias, coleções). Indicação: Abscessos, coleções, controle de secreções. Local: Subcutâneo ou cavidades após cirurgias (ex.: mamas, abdome, ortopedia). Indicação: Drenagem de secreções, sangue ou líquidos pós-operatórios. Local: Tecidos subcutâneos, feridas abertas ou pós- operatórios. Indicação: Drenagem de secreções, seromas ou sangue em pequena quantidade. Local: Braço, axila ou região subcutânea do membro superior. Indicação: Drenagem de secreções, coleções ou controle pós-operatório. Local: Coxa, perna ou região subcutânea do membro inferior. Indicação: Drenagem de secreções, coleções ou controle pós-operatório. CUIDADOS GERAIS COM DRENOS Higienizar as mãos antes e após qualquer manuseio. Observar o local de inserção: sinais de infecção, edema, vermelhidão ou dor. Avaliar quantidade e características do dreno: cor, odor e consistência. Manter o sistema fechado e fixado adequadamente. Esvaziar o reservatório conforme orientação e registrar o volume drenado. Comunicar alterações: aumento súbito da drenagem, coágulos, obstrução ou saída acidental do dreno. 1. HIGIENE CORPORAL: (Insatisfatória, regular, boa, ótima) INSATISFATÓRIA REGULAR BOA ÓTIMA Sujeira evidente em todo o corpo. Pele oleosa, descamada ou com odores fortes. Cabelos sujos e oleosos. Unhas grandes e sujas. Roupas sujas ou malcheirosas. • Sujeira moderada em algumas áreas do corpо. Pele com aspecto opaco ou oleoso. Cabelos pouco limpos ou desalinhados. Unhas com sujeira visível. Roupas levemente sujas ou amassadas. • • Corpo limpo, sem sujeiras evidentes. Pele com aspecto saudável. Cabelos limpos e penteados. Unhas limpas e aparadas. Roupas limpas e adequadas. Corpo muito limpo e bem cuidado. Pele hidratada e com aspecto saudável. Cabelos limpos, bem cuidados. Unhas limpas, aparadas e cuidadas. Roupas limpas, cheirosas e bem apresentadas. i Necessita de higiene completa e imediata. Necessita de higiene parcial e orientação. Higiene adequada, com pequenos ajustes, se necessário. Higiene excelente, manter cuidados habituais. A avaliação da higiene corporal deve considerar banho, cuidados com a pele, cabelos, unhas, boca e uso de roupas limpas. 2. PELE: (normocorada, hipocorada, hidratada, desidratada) NORMOCORADA HIPOCORADA HIDRATADA DESIDRATADA Coloração rósea ou levemente amarelada. Aspecto saudável. Bem perfundida. Sem alterações evidentes. Coloração mais clara que o habitual. Pode estar associada a anemia, má perfusão ou outras condições. Aspecto pálido. Pele macia, elástica e suave ao toque. Sem descamações ou rachaduras. Turgor preservado. Aspecto viçoso. Pele seca, áspera e com descamação. Pode apresentar fissuras ou rachaduras. Perda de elasticidade. Aspecto opaco e sem brilho. Pele com coloração normal, aspecto saudável e boa perfusão. i Pele com coloração pálida ou mais clara que o habitual. Pele com boa umidade, elástica e com aspecto saudável. Pele seca, áspera, sem elasticidade e com aspecto opaco. A avaliação da pele deve considerar coloração, umidade,textura, temperatura e integridade. i 3. PERFUSÃO TISSULAR: (satisfatória, comprometida) A perfusão tecidual adequada garante o fornecimento de oxigênio e nutrientes aos tecidos e órgãos. Sua avaliação é fundamental para identificar precocemente sinais de hipoperfusão. SATISFATÓRIA Coloração da pele Normocorada, rósea. Temperatura da pele Morna, adequada. Tempo de preenchimento capilar (TPC) ≤ 2 segundos. Leito ungueal Róseo. Pulsos periféricos Presentes, simétricos e com boa amplitude. Hidratação Mucosas úmidas. Estado geral Alerta, orientado, diurese adequada. COMPROMETIDA Coloração da pele Pálida, cianótica ou marmórea. Temperatura da pele Fria, pegajosa ou sudorese fria. Tempo de preenchimento capilar (TPC) > 2 segundos. Leito ungueal Pálido, cianótico. Pulsos periféricos Ausentes, diminuídos ou filiformes. Hidratação Mucosas secas. Estado geral Letárgico, confuso, agitado, oligúria ou anúria. Atenção: alterações na perfusão tecidual podem indicar comprometimento circulatório e requerem avaliação e intervenção imediata. 4. PUPILAS: (isocóricas, anisocóricas, midríase, miose) Fotorreagentes: (sim ou não) ISOCÓRICAS (diâmetros iguais) ANISOCÓRICAS (diâmetros diferentes) MÍDRIASE (dilatação pupilar) MIOSE (contração pupilar) Pupilas com diâmetros iguais. Pode ser normal ou patológico, dependendo do contexto clínico. FOTORREAGENTES • Pupilas com diâmetros diferentes. Pode indicar alterações neurológicas ou oculares. FOTORREAGENTES Pupilas aumentadas (> 5 mm em ambiente iluminado). Pode estar associada a causas neurológicas, uso de drogas, dor, hipóxia, entre outras. FOTORREAGENTES Pupilas contraídas ( 5 mm REGIÃO CERVICAL (normal, linfadenopatia) NORMAL LINFADENOPATIA • Sem aumento de linfonodos palpáveis. Pescoço com contornos normais. Indolor à palpação. Pele íntegra, sem sinais inflamatórios. Presença de linfonodos aumentados. Podem ser móveis ou fixos. Podem ser dolorosos ou indolores. Avaliar tamanho, consistência, mobilidade e sensibilidade. Pode estar associada a sinais de infecção ou outras condições clínicas. i Achado: NORMAL Sem linfonodos aumentados. Sem sinais de alteração. ! Achado: LINFADENOPATIA Linfonodos aumentados palpáveis. Avaliar características e investigar causa. A avaliação da região cervical deve incluir inspeção e palpação dos linfonodos (tamanho, consistência, mobilidade, sensibilidade) e estruturas da região (tireoide, jugulares, massas). 6. RESPIRAÇÃO (eupneico, taquipneico, dispneico, bradipneico) EUPNEICO (respiração normal) TAQUIPNEICO (respiração rápida) DISPNEICO (respiração dífícil) BRADIPNEICO (respiração lenta) C • Respiração em frequência e profundidade adequadas. Ritmo regular. • Sem esforço respiratório. Boa troca gasosa. i Padrão esperado em condições normais. COMO AVALIAR: • Aumento da frequência respiratória (> 20 irpm em adultos). Pode ou não haver aumento da profundidade. Pode estar associado a febre, dor, ansiedade, hipóxia, entre outras causas. ! Requer investigação da causa. • Sensação de falta de ar. Aumento do esforço respiratório. Uso de musculatura acessória (esternocleidomastoideo, intercostais, tiragem). Pode apresentar taquipneia, alterações do ritmo e da profundidade. Pode estar associado a cianose, ansiedade e sudorese. Requer avaliação imediata. Observe a frequência respiratória por 1 minuto completo (irpm). Avalie o ritmo, a profundidade e o esforço respiratório. Observe sinais associados: uso de musculatura acessória, tiragens, batimento de asas do nariz, cianose, sudorese. ATENÇÃO: A avaliação da respiração deve ser contínua e integrada ao estado geral do paciente. Qualquer alteração deve ser comunicada à equipe e documentada. Diminuição da frequência respiratória ( 100 bpm (adultos). Ritmo pode ser regular ou irregular. Pode haver palpitações, ansiedade,dispneia e dor torácica. Investigar causas: febre, dor, hipovolemia, hipóxia, anemia, uso de medicações, entre outras. i Pode indicar: Compensação fisiológica ou patológica. Requer investigação da causa. Frequência cardíaca: 100 bpm 9. PRESSÃO ARTERIAL (normotenso, hipertenso, hipotenso) A pressão arterial deve ser medida preferencialmente no braço, com o paciente em repouso por pelo menos 5 minutos, na posição sentada, com o braço na altura do coração e após esvaziar a bexiga. Utilizar manguito adequado ao braço. CLASSIFICAÇÃO NORMAL Pressão ideal PRESSÃO ARTERIAL DIASTÓLICA (mmHg) 1. Posicione o paciente em decúbito dorsal, com os joelhos ligeiramente fletidos. 2. Observe o abdômen de frente e de perfil. 3. Verifique forma, volume, simetria e movimentos. 4. Palpe gentilmente, avaliando tônus da parede abdominal e presença de dor ou massas. 5. Realize a ausculta dos ruídos hidroaéreos e percussão conforme necessário. SINAIS DE ALERTA Abdômen tenso e doloroso. Distensão súbita. • Ausência de ruídos hidroaéreos. Vômitos persistentes. Sangramento intestinal. Dor intensa ou defesa abdominal. REGISTRE SEMPRE Forma e volume do abdômen. Características da parede abdominal (tensa, flácida, etc.). Presença de dor à palpação. Ruídos hidroaéreos. Outros achados relevantes. LEMBRE-SE: A avaliação abdominal deve ser integrada ao quadro clínico do paciente, correlacionando com queixas, exames complementares e sinais vitais. 14. MMІI – МЕMBROS INFERIORES (normal, edema? acamado? deambula?) A avaliação dos membros inferiores inclui inspeção, palpação, avaliação de perfusão, presença de edema e verificação da mobilidade.i 1. NORMAL 2. EDEMA 3. AСAMADO +1 (leve) +2 (moderado) +3 (intenso) +4 (importante) 4. DEAMBULAÇÃO Simétricos. Coloração normocorada. Temperatura adequada. Sem edema. • Pulsos periféricos palpáveis. Força e sensibilidade preservadas. Mobilidade preservada. ACHADO NORMAL Manter observação rotineira. Aumento de volume com depressão à digitopressão (fóvea). Classificação do edema (escala de Godet): - +1: depressão de 2 mm, desaparece rapidamente -+2: depressão de 4 mm, desaparece em até 15 s - +3: depressão de 6 mm, desaparece em até 1 min -+4: depressão > 8 mm, desaparece lentamente Causas comuns: insuficiência cardíaca, venosa, hepática, renal, linfedema, hipoalbuminemia, uso de medicamentos, imobilidade, entre outras. ATENÇÃO Investigar causa e comunicar à equipe. • Paciente restrito ao leito. • Avaliar risco de complicações: - Trombose venosa profunda (TVP) - Úlceras por pressão - Perda de massa muscular - Contraturas Avaliar circulação, sensibilidade e integridade da pele. Realizar mudanças de decúbito conforme protocolo. ATENÇÃO Observar sinais de imobilidade prolongada e complicações. Paciente deambula. Avaliar padrão da marcha: - Marcha normal Marcha lenta - Marcha antálgica - Marcha instável Avaliar força muscular, equilíbrio e coordenação. Observar necessidade de auxílio (andador, muletas, bengala, cadeira de rodas). ACHADO ADEQUADO Manter incentivo à mobilidade segura e supervisionada. i COMO AVALIAR 1. Inspecione: simetria, coloração, presença de edema, lesões ou varizes. 2. Palpe: temperatura, turgor, dor à palpação, edema (fóvea). 3 Avalie a perfusão: pulsos (pedioso e tibial posterior), tempo de enchimento capilar ( 200 mL ou conforme protocolo). Diarreiapersistente. Sinais de aspiração (tosse, engasgo, dispneia, mudança na ausculta pulmonar). REGISTRE SEMPRE IMPORTANTE: A avaliação da dieta deve ser contínua e realizada em conjunto com a equipe multiprofissional, visando segurança, nutrição adequada e prevenção de complicações. Tipo de dieta e via utilizada. Quantidade ofertada e ingerida. Tolerância da dieta. Intercorrências. Condutas realizadas e orientações. 17. DIURESE (espontânea, Sonda Vesical de Demora? aspecto - turvo, concentrado, hematúria, anúria, oligúria) 1. TIPO DE ELIMINAÇÃO ESPONTÂNEA Micção sem utilização de dispositivos. SVD-SONDA VESICAL DE DEMORA Presença de sonda vesical de demora para drenagem urinária. IMPORTANTE: manter sistema fechado, bolsa coletora abaixo do nível da bexiga, sem toque no chão e com aferição rigorosa do débito urinário. 2. DÉBITO URINÁRIO (ADULTO) 3. ASPECTO DA URINA ≥ 0,5 mL/kg/h NORMAL ou ≥ 30 mL/h OLIGÚRIA