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30/09/2026 1 Imunologia Professora Ma. Cirley Gomes Araújo dos Santos Revisando... O que a IMUNOLOGIA estuda? O que a IMUNOLOGIA estuda? sistema imunológico, responsável pela defesa do corpo contra agentes estranhos como vírus, bactérias, fungos e parasitas O que é o sistema imunológico? É um sistema altamente homeostático, complexo, notavelmente adaptativo, que foi desenvolvido nos vertebrados para reconhecimento do próprio. Suas funções incluem: Proteção contra micro-organismos infecciosos e células tumorais Alguns conceitos.... IMUNIDADE: RESPOSTA IMUNOLÓGICA: Resistência a doenças infecciosas Reação coordenada dos integrantes do Sistema imunológico (células e moléculas) 30/09/2026 2 Como é composto o sistema imunológico? ÓRGÃOS CÉLULAS MOLÉCULAS Quais são os órgãos linfóides primários? Órgãos linfoides Primários Secundários Timo Medula óssea Fígado fetal Linfonodos Baço Tecido linfoide associado as mucosas (MALT) intestino íleo Amígdalas O que o órgão linfoide faz para ser chamado de primário ou secundário? Local de maturação dos linfócitos T Órgão bilobado situado no mediastino anterior Timo Nasce pronto e vai atrofiando aolongodos anos Órgão que faz hematopoese Local de geração das células sanguíneas Medula óssea Maturação celular produção, desenvolvimento e maturação de todas as células do sangue 30/09/2026 3 Locais de organização dos leucócitos Órgãos linfoides secundários Montagens de respostas imunes adaptativas Tecido linfoide associadoasmucosas Pequenos órgãos nodulares localizados em toda a extensão dos canais linfáticos aolongo do corpo Linfonodo O que são os linfonodos? Linfonodo Axila, virilha, ao longo dos grandes vasos do pescoço e em grande quantidade no tórax e abdômen. Onde estão localizados os linfonodos? Linfonodo O que acontece no linfonodo? Filtram a linfa, removendo partículas estranhas antes que a linfa retorne ao sistema circulatório sanguíneo. Mantem e produz os linfócitos B e alojaoslinfócitos T. Linfonodo O que é a linfa? É um fluido claro que circula pelo sistema linfático, sendo composta principalmente por plasma sanguíneo que extravasa para os tecidos, além de células de defesa (leucócitos) e outras substâncias. Origem: Começa como plasma sanguíneo que sai dos capilares sanguíneos para o espaço entre as células (fluido intersticial). Quando esse fluido é absorvido pelos capilares linfáticos, torna-se linfa. Linfonodo 30/09/2026 4 Linfonodo • Unidirecional. • Vasos linfáticos aferentes • Vasos eferentes. • Os vasos linfáticos aferentes possuem valvas que impedem o refluxo de linfa que entra em um linfonodo. Como é a circulação no linfonodo? Baço 150 g Filtragem do sangue e defesa imunológica Remover da circulação: Células sanguíneas velhas e danificadas Micro-organismos opsonizados Imunocomplexos Quadrante superioresquerdodoabdômen Resposta Imunológica a antígenos provenientes do sangue maior órgão linfoide secundáriodocorpo Baço 150 g Polpa vermelha: Polpa branca Filtro que remove hemácias velhas e danificadas e microrganismos da circulação sanguínea. É o componente imunológico do baço Tecidos linfoides associados à mucosa (MALT) 150 g Mucosa-associated lymphoid tissue Nasal Brônquios Intestino Células do sistema imunológico 150 g 30/09/2026 5 Linhagem mieloide 150 g Polimorfonucleares Monomorfonucleares Aparência de mais de 1 núcleo Funções das células da linhagem linfoide 150 g Célula T Células linfoides inatas Célula B Célula NK TCD4 TCD8 Célula T auxiliar Célula T citotóxica B-1 Anticorpos naturais e fagocitose B-2 Anticorpos convencionais Célula assassina natural Patógenos intracelulares Parasitas extracelulares e alérgenos Microrganismos extracelulares Funções das células da linhagem mieloide 150 g Macrófago Neutrófilo Eosinófilo Fagocitose Basófilo Mastócito Célula dendrítica convencional Célula dendrítica plasmocitóide Fagocitose Helminto Processos alérgicos Processos alérgicos início da inflamação Apresentadora de antígeno Resposta antiviral Moléculas 150 g Citocinas e Quimiocinas Comunicação entre células Direcionamento da migração de células para locais de infecção, inflamaçãoou lesão. Proteínas do sistema complemento Formam um mecanismo rápido e eficaz de defesa inata, que identifica, marca e destrói agentes infecciosos, além de reforçar a resposta imune adaptativa. 30/09/2026 6 Imunoglobulinas Também chamadas de anticorpos, são proteínas produzidas pelo sistema imunológico para combater infecções por vírus, bactérias e fungos. IgG (proteção de longo prazo) IgA (nas mucosas) IgM (primeira resposta a infecções) IgD (em células B) IgE (alergias) Complexo principal de histocompatibilidade (MHC) É um grupo de genes que codifica proteínas na superfície das células, essenciais para a resposta imune. Sua principal função é apresentar antígenos (fragmentos de patógenos) aos linfócitos T, ajudando o corpo a diferenciar entre células próprias e invasoras MHC I O MHC I está presente na maioria das células nucleadas do organismo. Ele apresenta fragmentos de proteínas que estão sendo produzidas dentro da própria célula. Célula infectada por vírus • Produz proteínas virais dentro dela • Essas proteínas são degradadas em Pequenos fragmentos • Os fragmentos são colocados no MHC I • MHC I apresenta o fragmento na superfície • T CD8⁺ reconhece • T CD8⁺ pode matar a célula infectada. MHC II O MHC II é encontrado principalmente nas chamadas células apresentadoras de antígenos (APCs): células dendríticas; macrófagos; linfócitos B. Essas células capturam materiais que estão fora delas, por exemplo, componentes de uma bactéria. • A célula dendrítica: • Captura a bactéria • Digere/processa suas proteínas • Gera fragmentos do antígeno • Coloca esses fragmentos no MHC II • Apresenta na superfície • T CD4⁺ reconhece é ativado • Coordena outras células da resposta imune. Inata Adaptativa Resposta Imune Superfícies epiteliais Fagócitos Macrófagos e Neutrófilos Célula NK Célula dendrítica Linfócitos T Horas Dias Linfócito B Plasmócitos Para cada tipo de patógeno, o organismos desenvolve um módulo de resposta imunequeémaisapropriado paraeliminá-lo (adaptação evolutiva). Tipos de patógenos Parasitas (helmintos) Parasitas (protozoários) Fungos Bactérias Vírus 30/09/2026 7 Antígeno é uma substância que pode ser reconhecida especificamente por componentes do sistema imunológico, principalmente: • anticorpos; • receptores de células B (BCR); • receptores de células T (TCR). O que é um antígeno? Eles podem ser partes de vírus, bactérias, fungos, toxinas ou até células do próprio corpo em doenças autoimunes. Exógenos Tipos de Antígenos Estes antí genos vêm do ambiente externo e entram no corpo através d a respiraç ão, ingestão, injeção ou ferimentos na pele. • Vírus, bac téri as, fungos, pólen, veneno de insetos e toxinas alimentares. As células de defes a c aptu ram estes invasores fluidos, processam-nos e ap resentam-nos aos linfócitos (células T e B) para iniciar o combate. Endógenos Tipos de Antígenos Estes antígenos s ão gerados dentro das p róp rias células do co rpo, mas resultam de um processo anormal ou invasão intracelular. • Proteínas virais p roduzidas por uma célula que foi infetada por um vírus, ou proteínas alteradas resultantes de mutações genéticas. A célula infetada ou modificada exibe estes pedaços de proteínas na sua superfície (através de moléculas chamadas MHC de classe I). O sistema imune reconhece que a célula está "doente" por dentro e destrói-a. Autoantígenos Tipos de Antígenos São componentes norm ais, proteínas ou tecidos do próprio organismo que não deveriam caus ar reação. • Por falh a na tolerância imunológic a, o corpo deixa de reconhecer estas estru turas como suas e confunde-as com invasores perigosos. O sistema imune ataca os p róp rios órgãos, origin ando as doençasnervoso O sistema nervoso tem comportamento diferente dependendo da região. Nervos periféricos Podem regenerar se o canal de Schwann estiver preservado. O axônio cresce novamente através desse canal. Quando o canal não existe Pode surgir um neuroma de amputação Que é um emaranhado de fibras nervosas. Isso causa dor local intensa. Regeneração em diferentes órgãos 30/09/2026 42 Regeneração Cérebro No cérebro a regeneração praticamente não ocorre. Quando ocorre lesão: • há necrose liquefativa • proliferação da glia • Isso gera gliose cicatricial. Regeneração em diferentes órgãos Processo de cicatrização Fatores que influenciam reparo e regeneração Vários fatores do organismo interferem na cicatrização. Estado nutricional Metabolismo Integridade vascular Ação hormonal Localização da lesão Bases Patológicas das Neoplasias O que são neoplasias? Neoplasia = crescimento descontrolado de células (tumor). Isso acontece porque a célula perde o controle normal de: •crescimento (proliferação) •reparo do DNA •morte celular Por isso, o câncer é considerado uma doença genética (alteração nos genes). Bases Patológicas das Neoplasias Uma célula saudável segue regras bem organizadas: • Só se divide quando necessário • Corrige erros no DNA • Morre quando está velha ou defeituosa (apoptose) Existe um equilíbrio entre nascer, viver e morrer. Na neoplasia, o controle da célula é perdido. Bases Patológicas das Neoplasias Neoplasia não é sempre câncer Benigna (menos grave) •cresce devagar •não invade outros tecidos •não faz metástase Maligna (câncer) •cresce rápido •invade tecidos •pode se espalhar (metástase) Bases Patológicas das Neoplasias Como um tumor se forma? O câncer não surge de uma vez. Ele acontece em etapas: 1. Iniciação: ocorre uma mutação no DNA 2.Promoção/expansão: células começam a se multiplicar 3.Progressão: tumor cresce, invade e pode dar metástase 30/09/2026 43 Bases Patológicas das Neoplasias Metástase É quando células tumorais: • se soltam do tumor original • entram no sangue ou linfa • chegam a outro órgão • formam um novo tumor Bases Patológicas das Neoplasias O que favorece o câncer? Não tem uma única causa. Ele surge pela combinação de fatores que aumentam a chance de ocorrerem mutaçõesnascélulas. 1. Predisposição genética 2. Fatores ambientais 3. Divisão celular Bases Patológicas das Neoplasias Tipos de genes importantes Proto-oncogenes São genes normais que existem em todas as células e têm funções importantes, como: •estimular o crescimento celular •ajudar na divisão celular •participar da sobrevivência da célula Eles são essenciais para o funcionamento normal do organismo. O problema acontece quando esses genes sofrem mutações. Quando isso ocorre, os proto-oncogenes se transformam em oncogenes. Bases Patológicas das Neoplasias Tipos de genes importantes Oncogenes são versões alteradas dos proto- oncogenes. Eles fazem a célula: • crescer de forma exagerada • se dividir sem parar • ignorar sinais decontrole Diferente do normal, o sinal de crescimento fica sempre ativo, mesmo quando não deveria. Bases Patológicas das Neoplasias Perda de adesão celular Nas células tumorais ocorre uma alteração nessas moléculas. •as células perdem a ligação comas vizinhas •se tornam mais soltas e móveis •conseguem atravessar os tecidos ao redor Isso é fundamental para que o tumor consiga invadir estruturas próximas. Além disso, a perda de adesão é um passo importante para a metástase, porque permite que as células saiam do tumor original. Bases Patológicas das Neoplasias Apoptose ou morte celular programada Em células normais: • quando há erro no DNA, a célula é induzida a morrer • isso evita que células defeituosas semultipliquem Nas células tumorais esse mecanismo ébloqueado. • Elas ignoraram sinais que induzem a morte • ativam proteínas que impedem a apoptose • sobrevivem mesmo com danos graves no DNA O resultado é que células defeituosas continuam vivas e se multiplicando. 30/09/2026 44 Bases Patológicas das Neoplasias Necrose e inflamação A necrose é um tipo de morte celular diferente da apoptose. •a célula se rompe •libera seu conteúdo no tecido ao redor •provoca inflamação Por isso é chamada de morte “desorganizada”. No contexto do tumor, isso tem um efeito importante. Quando as células tumorais morrem por necrose: •liberam substâncias inflamatórias •atraem células do sistema imune Bases Patológicas das Neoplasias Necrose e inflamação A inflamação decorrente da necrose pode ter dois efeitos: 1.Pode tentar combater o tumor 2.Mas muitas vezes acaba ajudando otumor Isso acontece porque a inflamação libera: •fatores de crescimento •substâncias que estimulama divisão celular •enzimas que facilitam a invasão do tecido Além disso, pode estimular a formação de novos vasos sanguíneos. Bases Patológicas das Neoplasias Angiogênese Para crescer, o tumor precisa de: •oxigênio •Nutrientes No início, ele consegue isso por difusão. Mas quando aumenta de tamanho, isso não é suficiente. Então o tumor ativa a angiogênese. •o tumor libera substâncias que estimulam os vasos •uma das principais é o VEGF O VEGF estimula: •crescimento de células dos vasos •formação de novos capilares •aumento da irrigação do tumor •o tumor cresce mais rápido •recebe mais nutrientes •tem maior chance de se espalhar Bases Patológicas das Neoplasias Invasão e metástase Para o câncer setornar grave, elenão podeficar apenas no local de origem. Ele precisa invadir e se espalhar pelo corpo. Esse processo acontece em etapas: • Primeiro, as células tumorais perdem a adesão entre si. Isso permite que elas se desprendam do tumor inicial • Depois, elas invadem os tecidos vizinhos Produzem enzimas que destroem a matriz extracelular ao redor. • Entram na circulação. • Após isso, sobrevivem na circulação mesmo enfrentando o sistema imune e o fluxo do sangue. • Saem dos vasos em outro órgão, pelo processo chamado de extravasamento Bases Patológicas das Neoplasias Invasão e metástase • Por fim, se adaptam ao novo local e começam a crescer formando um novo tumor, que é a metástase • Esse processo é complexo e nem todas as células conseguem completá-lo, por isso nem toda disseminação gera metástase. Slide 1 Slide 2 Slide 3 Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide 12 Slide 13 Slide 14 Slide 15 Slide 16 Slide 17 Slide 18 Slide 19 Slide 20 Slide 21 Slide 22 Slide 23 Slide 24 Slide 25 Slide 26 Slide 27 Slide 28 Slide 29 Slide 30 Slide 31 Slide 32 Slide 33 Slide 34 Slide 35 Slide 36 Slide 37 Slide 38 Slide 39 Slide 40 Slide 41 Slide 42 Slide 43 Slide 44 Slide 45 Slide 46 Slide 47 Slide 48 Slide 49 Slide 50 Slide 51 Slide 52 Slide 53 Slide 54 Slide 55 Slide 56 Slide 57 Slide 58 Slide 59 Slide 60 Slide 61 Slide 62 Slide 63 Slide 64 Slide 65 Slide 66 Slide 67 Slide 68 Slide 69 Slide 70 Slide 71 Slide 72 Slide 73 Slide 74 Slide 75 Slide 76 Slide 77 Slide 78 Slide 79 Slide 80 Slide 81 Slide 82 Slide 83 Slide 84 Slide 85 Slide 86 Slide 87 Slide 88 Slide 89 Slide 90 Slide 91 Slide 92 Slide 93 Slide 94 Slide 95 Slide 96 Slide 97 Slide 98 Slide 99 Slide 100 Slide 101 Slide 102 Slide 103 Slide 104 Slide 105 Slide 106 Slide 107 Slide 108 Slide 109 Slide 110 Slide 111 Slide 112 Slide 113 Slide 114 Slide 115 Slide 116 Slide 117 Slide 118 Slide 119 Slide 120 Slide 121 Slide 122 Slide 123 Slide 124 Slide 125 Slide 126 Slide 127 Slide 128 Slide 129 Slide 130 Slide 131 Slide 132 Slide 133 Slide 134 Slide 135 Slide 136 Slide 137 Slide 138 Slide 139 Slide 140 Slide 141 Slide 142 Slide 143 Slide 144 Slide 145 Slide 146 Slide 147 Slide 148 Slide 149 Slide 150 Slide 151 Slide 152 Slide 153 Slide 154 Slide 155 Slide 156 Slide 157 Slide 158 Slide 159 Slide 160 Slide 161 Slide 162 Slide 163 Slide 164 Slide 165 Slide 166 Slide 167 Slide 168 Slide 169 Slide 170 Slide 171 Slide172 Slide 173 Slide 174 Slide 175 Slide 176 Slide 177 Slide 178 Slide 179 Slide 180 Slide 181 Slide 182 Slide 183 Slide 184 Slide 185 Slide 186 Slide 187 Slide 188 Slide 189 Slide 190 Slide 191 Slide 192 Slide 193 Slide 194 Slide 195 Slide 196 Slide 197 Slide 198 Slide 199 Slide 200 Slide 201 Slide 202 Slide 203 Slide 204 Slide 205 Slide 206 Slide 207 Slide 208 Slide 209 Slide 210 Slide 211 Slide 212 Slide 213 Slide 214 Slide 215 Slide 216 Slide 217 Slide 218 Slide 219 Slide 220 Slide 221 Slide 222 Slide 223 Slide 224 Slide 225 Slide 226 Slide 227 Slide 228 Slide 229 Slide 230 Slide 231 Slide 232 Slide 233 Slide 234 Slide 235 Slide 236 Slide 237 Slide 238 Slide 239 Slide 240 Slide 241 Slide 242 Slide 243 Slide 244 Slide 245 Slide 246 Slide 247 Slide 248 Slide 249 Slide 250 Slide 251 Slide 252 Slide 253 Slide 254 Slide 255 Slide 256 Slide 257 Slide 258 Slide 259 Slide 260 Slide 261 Slide 262 Slide 263au toimunes (como o Lúpus, a Artrite Reumatóide). Aloantígenos Tipos de Antígenos São moléculas p resentes em indivíduos da mesma espécie, mas que são genetic amente dife rentes entre eles e podem ser reconhecidas como estranhas. • As proteín as que determinam os grupo s sanguíneos ( A, B, Rh) e as molécul as de transplante (MHC/HLA). • Se receber san gue ou um órgão de ou tra pesso a com caracte rístic as incompatíveis, o seu corpo reconhecerá essas molécul as como alo antígenos e rejeitará o transplante. Xenoantígenos Tipos de Antígenos São antígenos provenientes de outra espécie. O sistema imune pode reconhecer essas moléculas como extremamente estranhas. xenotransplantes imunologia experimental compatibilidade entre espécies 30/09/2026 8 O que é um Xenotransplante? O que são Epítopos? Antígeno = estrutura que pode desencadear uma resposta imune Epítopo = região específica do antígeno que é reconhecida O que são Epítopos? E quem reconhece o epítopo? Anticorpos e linfócitos B O anticorpo se liga diretamente ao epítopo do antígeno. O que são Epítopos? Um único antígeno pode possuir vários epítopos diferentes. Por exemplo: Vírus proteína A proteína B proteína C Cada proteína pode apresentar vários epítopos, e diferentes linfócitos/anticorpos podem reconhecer regiões diferentes. O que são Epítopos? Epítopos Lineares (Sequenciais): São formados por uma sequência contí nua de aminoácidos dispostos em linha. Se a proteí na sofrer desnatura ção (perder a sua forma tridimensional), o anticorpo ai nda consegue reconhecer este e pítopo porque a sequência linear permanece intacta. Tipos de Epítopos Epítopos Conformacionais (Descontínuos): São formados por amino ácidos que estão distan tes na sequência line ar, mas que ficam biologicamente p róximos de vido à dobragem tridimensional da proteína. Se a p roteín a perde r a sua fo rma tridimension al (desnaturaç ão), o epítopo desfaz-se e o an tico rpo deixa de o conse guir reconhecer. 30/09/2026 9 Tipos de Epítopos Importância Médica e Biotecnológica 1.Desenvolvimento de Vacinas: Em vez de utilizar o patógeno inteiro, a engenharia gen ética permite criar vacinas baseadas ap enas nos epítopos mais eficazes para gerar imunidad e protetora (vacinas de subunidades ou peptídicas), reduzindo os efeitos secundários. Tipos de Epítopos Importância Médica e Biotecnológica 2. Anticorpos Monoclonais: São anticorpos produzidos em laboratório programados para se ligarem a um único epítopo específico, muito utilizados no tratamento direcionado do cancro e de doenças autoimunes. Tipos de Epítopos Importância Médica e Biotecnológica 3. Diagnósticos de Precisão: Permitem desenhar testes que diferenciam infeções causadas por vírus muito semelhantes, evitando reações cruzadas e falsos positivos. Tipos de Epítopos Epítopos B e epítopos T Essa diferenciação é muito importante. Epítopos reconhecidos por células B Os linfócitos B reconhecem: • proteínas; • polissacarídeos; • lipídios; • algumas moléculas pequenas. O reconhecimento ocorre pelo: BCR ou anticorpo. O linfócito B pode reconhecer o antígeno em sua forma nativa. Tipos de Epítopos Epítopos B e epítopos T Epítopos reconhecidos por células T Os linfócitos T apresen tam uma característica diferente. O TCR normalm ente não reconhece o antígeno livre. Ele reconh ec e: peptídeos apresentados por moléculas do MHC. IMUNIDADE INATA Primeira linha de defesa. Resposta rápida (minutos–horas). Não é específica para cada patógeno. Sem memória imunológica duradoura. 30/09/2026 10 Componentes da Imunidade Inata Barreiras físicas: pele, mucosas. Barreiras químicas: pH, enzimas, lisozima. Células: neutrófilos, macrófagos, células NK, mastócitos. Moléculas: sistema complemento, interferons. Superfícies epiteliais Fagócitos Macrófagos e Neutrófilos Célula NK Horas Componentes da Imunidade Inata Sistema complemento Conjunto de proteínas presentes no sangue e nos tecidos, que atuam como parte da imunidade inata, ajudando a eliminar microrganismos de forma rápida. Componentes da Imunidade Inata Funções principais do complemento Opsonização: Marca o patógeno para ser “comido” por macrófagos e neutrófilos. A proteína C3b é a principal opsonina do complemento. Componentes da Imunidade Inata Funções principais do complemento Lise (destruição) de patógenos • Formação do Complexo de Ataque à Membrana (proteínas C5b–C9). • Perfura a membrana de bactérias, levando à morte. Componentes da Imunidade Inata Funções principais do complemento Inflamação • Fragmentos C3a e C5a atuam como anafilatoxinas, atraindo células da inflamação (quimiotaxia). Componentes da Imunidade Inata Funções principais do complemento Inflamação As anafilatoxinas são fragmentos de proteínas produzidos durante a ativação do sistema complemento. As principais são: C3a C4a C5a Entre elas, C5a é a mais potente. 30/09/2026 11 Componentes da Imunidade Inata As anafilatoxinas podem: • Recrutar células inflamatórias, especialmente neutrófilos. • Estimular quimiotaxia, principalmente o C5a, direcionando leucócitos para o local da inflamação. Componentes da Imunidade Inata Funções principais do complemento Clareamento de imunocomplexos Ajuda a remover complexos antígeno- anticorpo do sangue, evitando inflamação excessiva. Componentes da Imunidade Inata Vias do Sistema Complemento Via clássica: ativada por anticorpos ligados a antígeno (IgM ou IgG). Via alternativa: ativada diretamente por superfícies microbianas. Via da lectina: ativada pela lectina ligadora de manose (MBL). Componentes da Imunidade Inata O que são Interferons? Interferons são proteínas produzidas pelas células do corpo quando ocorre infecção viral. Eles pertencem ao grupo das citocinas e atuam como “mensageiros de alarme” entre as células Componentes da Imunidade Inata Função principal dos interferons Aumentar a resistência antiviral das células vizinhas. Eles “avisam” outras células que há vírus por perto e ativam mecanismos internos para impedir a replicação viral. PAMPs mas ausentes nas células humanas, por isso o sistema imune consegue reconhecê-los como sinais de perigo. Estruturas conservadas de microrganismos Ex.: LPS, ácido lipoteicoico, RNA viral de fita dupla. Padrões Moleculares Associados a Patógenos 30/09/2026 12 PAMPs • São comuns e repetitivos em muitos microrganismos. • Raramente sofrem mutações (porque são essenciais para a sobrevivência do patógeno). • Permitem que o sistema imune inato reconheça rapidamente um invasor. • São detectados pelos PRRs (Receptores de Reconhecimento Padrão), como TLRs, NLRs e CLRs. Características dos PAMPs Padrões Moleculares Associados a Patógenos PAMPs Bactérias • LPS (lipopolissacarídeo): Gram-negativas • Ácido lipoteicoico: Gram-positivas • Flagelina: flagelo bacteriano Exemplos de PAMPs Padrões Moleculares Associados a Patógenos PAMPs Vírus • RNA de fita dupla (dsRNA) • RNA de fita simples com padrões virais • DNA viral não metilado Exemplos de PAMPs Padrões Moleculares Associados a Patógenos PAMPs Fungos • β-glucanas • Mananas da parede celular Exemplos de PAMPs Padrões Moleculares Associados a Patógenos Protozoários • GPI (glicosilfosfatidilinositol) e outros lipídeos específicos PAMPs Porque ativam a imunidade inata, desencadeando: • produção de citocinas inflamatórias • ativação de macrófagos e neutrófilos • ativação de células dendríticas • ligação com a imunidade adaptativa • início da resposta contra patógenos Por que os PAMPs são importantes? Padrões Moleculares Associados a Patógenos PRRs (Receptores de Reconhecimento Padrão) PRRs reconhecem PAMPs e DAMPs. Estão em macrófagos, dendríticas, neutrófilos e epitélios. Tipos: TLRs, NLRs, RLRs, CLRs. São proteínas presentes nas células da imunidade inata que reconhecem moléculas típicas de microrganismos e sinais de dano celular. 30/09/2026 13 PRRs (Receptores de Reconhecimento Padrão) Eles são essenciaisporque permitem que o sistema imune detecte rapidamente uma ameaça, mesmo sem memória ou exposição prévia. Reconhecem estruturas comuns e conservadas dos patógenos. Iniciam respostas inflamatórias e ativam vias antimicrobianas. PRRs (Receptores de Reconhecimento Padrão) Principais funções dos PRRs Identificar PAMPs e DAMPs Ex.: LPS, RNA viral, β-glucanas, DNA bacteriano não metilado. Ativar fagocitose Ajudam macrófagos a fagocitar microrganismos. Ativar respostas inflamatórias Induzemcitocinas(IL-1, TNF-α, IL-6). Recrutam neutrófilos emonócitos. PRRs (Receptores de Reconhecimento Padrão) Principais funções dos PRRs Ativar o sistema complemento Ex.: viada lectina. Ativar células dendríticas essencial parainiciar arespostaadaptativa. PRRs (Receptores de Reconhecimento Padrão) Principais tipos de PRRs TLRs: Toll-Like Receptors • Reconhecem LPS, RNA viral, DNA bacteriano, flagelina etc. • Podem estar na membrana ou em endossomos. • Ativam produção de citocinas e interferons. PRRs (Receptores de Reconhecimento Padrão) Principais tipos de PRRs NLRs: NOD-Like Receptors • Detectam componentes bacterianos no citoplasma. • Formam o inflamassoma, que ativa IL-1β (febre, inflamação). PRRs (Receptores de Reconhecimento Padrão) Principais tipos de PRRs RLRs: RIG-Like Receptors • Detectam RNA viral no citoplasma. • Importantes contra infecções virais. CLRs: C-Type Lectin Receptors • Reconhecem carboidratos de fungos (ex.: β-glucanas). • Importantes na imunidade antifúngica. 30/09/2026 14 Consequências da ativação dos PRRs Produção de citocinas inflamatórias. Recrutamento de células da imunidade inata. Ativação do complemento. Ativação das células dendríticas: ponte para a imunidade adaptativa. • PRRs são sensores de perigo da imunidade inata. • Eles reconhecem padrões moleculares microbianos, ativam a inflamação e preparam o terreno para a resposta adaptativa. Característica PAMPs DAMPs PRRs O que são Padrões moleculares de patógenos Moléculas liberadas por células danificadas Receptores do sistema imune Origem Bactérias, vírus, fungos, protozoários Células do próprio hospedeiro Macrófagos, dendríticas, neutrófilos, epitélios Indicam Infecção Dano tecidual / necrose Presença de perigo (infecção ou dano) Função Sinalizar presença de microrganismos Sinalizar lesão celular Detectar PAMPs e DAMPs → ativar inflamação Exemplos LPS, flagelina, RNA viral, β-glucanas ATP extracelular, ácido úrico, HMGB1, DNA livre TLRs, NLRs, RLRs, CLRs Ativ am Resposta imune inata Inflamação estéril Produção de citocinas, fagocitose, inflamassoma Onde atuam Fora do corpo (patógenos invasores) Dentro do corpo (tecido lesionado) Células imunes e barreiras epiteliais IMUNIDADE ADAPTATIVA • Resposta mais lenta (dias). • Altamente específica. • Gera memória imunológica. • Envolve linfócitos T e B. Reconhecimento de Antígenos pelos Linfócitos Linfócitos reconhecem antígenos de forma específica. Cada linfócito possui um receptor único (TCR ou BCR). Receptor deCélula B Receptor deCélula T LINFÓCITOS B E T Como os Linfócitos B Reconhecem Antígenos? Possui um receptor chamado BCR (Receptor de Célula B), que é basicamente um anticorpo preso na membrana. Após ativação → diferenciação em plasmócitos produtores de anticorpos. O BCR “encaixa” diretamente no antígeno, como uma chave na fechadura. 30/09/2026 15 LINFÓCITOS B E T O que BCR reconhece? • Proteínas • Polissacarídeos • Lipídios • Toxinas • Vírus inteiros • Bactérias inteiras LINFÓCITOS B E T Como os Linfócitos T Reconhecem Antígenos? • Uma célula apresentadora (macrófago, dendrítica, célula B) captura o antígeno. • Ela o quebra em pequenos peptídeos. • Esses fragmentos são exibidos na superfície acoplados ao MHC. • O linfócito T reconhece o conjunto peptídeo + MHC através do TCR (T-cell receptor). LINFÓCITOS B E T Como os Linfócitos T Reconhecem Antígenos? O TCR reconhece peptídeos apresentados por MHC. CD4+ reconhecem MHC II (patógenos extracelulares). CD8+ reconhecem MHC I (patógenos intracelulares). MEMÓRIA IMUNOLÓGICA O que é Memória Imunológica? Persistência de linfócitos T e B de memória. Resposta secundária rápida e mais intensa. Base do funcionamento das vacinas. MEMÓRIA IMUNOLÓGICA Quando o organismo entra em contato com um antígeno pela primeira vez, o sistema imunológico realiza uma resposta primária, que é mais lenta e produz anticorpos gradualmente. MEMÓRIA IMUNOLÓGICA Linfócitos B de memória • Guardam a “informação” sobre o antígeno. • Na próxima infecção, produzem anticorpos rapidamente. Linfócitos T de memória • Reconhecem células infectadas. • Atuam destruindo células-alvo de forma muito mais eficiente. 30/09/2026 16 MEMÓRIA IMUNOLÓGICA Por que isso é importante? Base das vacinas • Elas simulam uma primeira infecção sem causar doença, criando células de memória. • Assim, quando o patógeno real aparece, o corpo responde rápido e evita a doença. MEMÓRIA IMUNOLÓGICA Por que isso é importante? Base da proteção duradoura • Algumas doenças geram memória por muitos anos (ex.: sarampo). • Outras precisam de reforços periódicos (ex.: tétano, gripe). VACINAS Estimulam o sistema imunológico a produzir anticorpos. Criam memória imunológica sem causar a doença VACINAS EDWARD JENNER O médico inglês em 1700 percebeu algo curioso e fez um experimento que revolucionou toda a história. Ele percebeu que: As mulheres que ordenahavam vacas, pegavam uma forma leve de a varíola bobina. Chamada cowpox e não pegavam a varíola Humana que era mortal VACINAS EDWARD JENNER • Retirou pus da ordenhadora, e injetou esse material no braço de um menino de 8 anos. • O menino teve sintomas leves e se recuperou . • Semanas depois expôs o garoto a varíola humana e não adoeceu VACINAS EDWARD JENNER • Retirou pus da ordenhadora, e injetou esse material no braço de um menino de 8 anos. • O menino teve sintomas leves e se recuperou . • Semanas depois expôs o garoto a varíola humana e não adoeceu 30/09/2026 17 VACINAS Tipos de Vacinas • Vivas atenuadas: febre amarela, tríplice viral. • Inativadas: hepatite A. • Subunitárias / Recombinantes: HPV, hepatite B. • Toxoides: tétano, difteria. • Vacinas de vetores virais: como a AstraZeneca. • Vacinas de mRNA: Pfizer, Moderna. VACINAS Vacinas de vírus vivos atenuados • Contêm o vírus enfraquecido, incapaz de causar doença em pessoas imunocompetentes. • Simulam a infecção natural: ativam forte imunidade e memória de longa duração. VACINAS Vacinas de vírus vivos atenuados Vantagens: • Resposta imune forte e duradoura • Poucas doses • Desvantagens: • Contraindicadas em imunossuprimidos e gestantes • Necessitam refrigeração intensa Tríplice viral (sarampo, caxumba, rubéola) Febre amarela VACINAS Vacinas inativadas (vírus mortos) Vantagens: • Seguras para imunossuprimidos • Não podem causar a doença • Desvantagens: • Resposta imune mais fracaPrecisa de reforços Usam o vírus morto/quebrado. Não se replicam no corpo, mas ainda apresentam antígenos. Raiva Hepatite A Influenza inativada (algumas formulações) VACINAS Vacinas de subunidades proteicas Vantagens: • Altamente segurasMenos efeitos colaterais Desvantagens: • Muitas vezes requer adjuvantes e reforços Contêm apenas pedaços do microrganismo, não o patógeno inteiro. São muito específicas. Hepatite B (antígeno de superfície) HPV Coqueluche acelular VACINAS Vacinas toxoides Vantagens: • Extremamente segurasMuito eficazes Desvantagens: • Necessitam reforços periódicos (a cada 10 anos para o tétano) Contêm toxinas inativadas produzidas por bactérias. Protegem contra a toxicidade, não contra a bactéria em si. Tétano Difteria 30/09/2026 18 VACINAS Vacinas conjugadas Vantagens: • Excelente resposta imunológica em crianças menores • Produzem memória imunológica • Desvantagens: • Custo mais alto Ligam (conjugam) um polissacarídeo bacteriano a uma proteína. Isso aumenta a resposta imune, principalmente em crianças. Pneumocócica (PCV10,PCV13)Meningocócica Ce ACWY VACINAS Vacinas de vetores virais Vantagens: • Resposta forte de anticorpos e células T. Não usam vírus vivo do patógeno Desvantagens: • Possível imunidade prévia ao vetor diminuir eficácia Usam um vírus não patogênico modificado para carregar um gene do patógeno. O corpo produz o antígeno e gera imunidade. Oxford/AstraZeneca(COVID-19) Janssen (COVID-19)rVSV-ZEBOV (Ebola) VACINAS Vacinas de RNA mensageiro (mRNA) Vantagens: • Rápida produção • Forte resposta imune • Não usam vírus nem material infeccioso Contêm um mRNA que ensina as células a produzir uma proteína viral. O sistema imune reconhece essa proteína e cria anticorpos e memória. Pfizer/BioNTech(COVID-19) Moderna (COVID-19) Desvantagens: • Requer armazenamento em temperaturas muito baixas • Efeitos colaterais como febre e dor são comuns VACINAS Mecanismos de Ação das Vacinas Estímulo da resposta adaptativa. Produção de anticorpos neutralizantes. Ativação de linfócitos T. Formação de células de memória. ANTICORPOS E DOENÇAS 1. Neutralização É quando o anticorpo bloqueia diretamente o patógeno ou sua toxina para impedir que ele entre nas células ou cause danos. • Anticorpos (principalmente IgG e IgA) se ligam a proteínas importantes do vírus, bactéria ou toxina. • Essa ligação impede a interação do patógeno com o receptor da célula. • Ele fica “neutralizado”, ou seja, inofensivo. ANTICORPOS E DOENÇAS 2. Opsonização É quando anticorpos marcam o patógeno para ser fagocitado por macrófagos e neutrófilos. • Anticorpo IgG se liga à superfície do micro- organismo. • A extremid ade Fc do anticorpo é reconhecida pelos fagócitos. • O patógeno é engolido e destruído. 30/09/2026 19 ANTICORPOS E DOENÇAS 3. Ativação do Sistema Complemento O complemento é um conjunto de proteínas do plasma que, quando ativadas, destroem patógenos e amplificam a imunidade. • Anticorpos se ligam ao antígeno na superfície do patógeno. • Isso ativa a via clássica do complemento (C1q → C4 → C2 → C3 → C5…). • A ativação gera três efeitos: ANTICORPOS E DOENÇAS 3. Ativação do Sistema Complemento A. Opsonização (C3b) C3b gruda nas bactérias e facilita a fagocitose. B. Inflamação (C3a e C5a) Chamam neutrófilos e causam vasodilatação. C. Formação do Complexo de Ataque à Membrana (C5b-9) Fura a membrana de bactérias, principalmente Gram-negativas. • A ativação gera três efeitos: ANTICORPOS E DOENÇAS 4. Citotoxicidade Celular Dependente de Anticorpos É quando anticorpos marcam células infectadas ou tumorais para serem destruídas por células NK • A célula infectada por vírus ou uma célula tumoral expõe antígenos na membrana. • Anticorpos (principalmente IgG) se ligam a esses antígenos. • A célula NK reconhece e lib era: Perforina (faz poros) e Granzimas (induzem apoptose) • A célula-alvo morre por apoptose, de forma limpa e rápida. SISTEMA COMPLEMENTO Conjunto de proteínas plasmáticas ativadas em cascata. Vias: clássica, alternativa e lectina. Funções: opsonização, lise de patógenos, quimiotaxia. DOENÇAS AUTOIMUNES Quebra da tolerância imunológica. Sistema imune ataca tecidos do próprio corpo. Exemplos: lúpus, artrite reumatoide, diabetes tipo 1, esclerose múltipla. Terapias Gênicas Introdução, edição ou silenciamento de genes. Aplicação em imunodeficiências, câncer e doenças hereditárias. 30/09/2026 20 CRISPR Ferramenta de edição genética precisa. Permite cortar, inserir ou modificar genes. Potencial para correção de mutações hereditárias. CAR-T Cell Therapy Linfócitos T modificados geneticamente para reconhecer tumores. Usada em leucemias e linfomas. Células CAR-T possuem um receptor sintético que reconhece antígenos tumorais. ELISA • Teste imunológico baseado em antígeno–anticorpo. • Detecta anticorpos ou antígenos. • Usa enzimas ligadas a anticorpos como reveladores. • É um dos métodos mais usados em diagnósticos de doenças infecciosas, autoimunes e hormonais. ELISA Para que serve o ELISA? O ELISA pode detectar: • Anticorpos produzidos pelo paciente Ex.: HIV, hepatites, toxoplasmose, rubéola • Antígenos do patógeno Ex.: HIVp24, antígeno de dengue, antígenoderotavírus • Proteínas e hormônios Ex.: insulina, HCG (gravidez),citocinas ELISA Princípio do ELISA Funciona pela ligação antígeno– anticorpo, seguida por uma reação de cor gerada pela enzima ligada a um anticorpo. Quanto mais cor: maior a quantidade de anticorpo ou antígeno na amostra. ELISA Passo a passo geral do ELISA Placa revestida com antígeno ou anticorpo • Cada poço daplaca de 96 poços contém a molécula alvo ou o anticorpo. Adiciona-se a amostra (soro do paciente) • Se houver anticorpo específico (ou antígeno), ele se liga. 30/09/2026 21 ELISA Passo a passo geral do ELISA Lava-se a placa • Retira tudo que não se ligou. Adiciona-se anticorpo secundário ligado a uma enzima • Esse anticorpo reconhece o anticorpo do paciente. Adiciona-se o substrato da enzima • A enzima converte o substrato em um produto colorido. ELISA Passo a passo geral do ELISA Leitura da cor no espectrofotômetro • A intensidade da cor = quantidade de anticorpo/antígeno.. ELISA Tipos de ELISA Direto Indireto Sanduíche Competitivo ELISA Direto • É o tipo mais simples do teste. • Ele detecta antígenos usando um único anticorpo primário ligado a uma enzima. ELISA Indireto • Detecta anticorpos do paciente. Antígeno fixado➝ anticorpodopaciente➝ anticorposecundário +enzima➝cor. • HIV (triagem) • Hepatite B, C • Rubéola IgM/IgG • Toxoplasmose IgM/IgG ELISA Sanduiche • Detecta antígenos. Anticorpo fixado➝ antígenodaamostra➝anticorpo dedetecção +enzima➝cor. (“Fica entredoisanticorpos →sanduíche”). • Antígeno p24 do HIV • Antígeno NS1 da dengue • Hormônios (HCG) 30/09/2026 22 ELISA Competitivo Usado quando a molécula é muito pequena para gerar duas ligações (ex.: hormônios). Cortisol Drogas Pequenas moléculashormonais • Antígeno da placa compete com o antígeno da amostra. • Quanto mais antígeno houver na amostra → menos cor. ELISA O que o resultado significa? ELISA positivo (muita cor) • Se for ELISA indireto: anticorpos presentes • Se for sanduíche: antígeno presente • Se for competitivo: pouca competição = pouca amostra ELISA negativo (pouca cor) • Ausência (ou níveis baixos) de anticorpos/antígenos. ELISA Por que o ELISA é tão importante? • Alta sensibilidade • Alta especificidade • Pode ser quantificado • Barato e padronizável • Automatizável • Base dos testes de triagem em massa (HIV, hepatites, dengue, Zika, toxoplasmose) IMUNIDADE x INFLAMAÇÃO A imunidade é a capacidade que o organismo tem de manter sua integridade diante de uma agressão, como microrganismos, substâncias químicas, traumas ou outros danos. A inflamação faz parte desse sistema de defesa e foi uma das primeiras manifestações observadas pelos pesquisadores, justamente por apresentar sinais clínicos bem evidentes (vermelhidão, calor, dor, inchaço). Tipos de imunidade Imunidade inata • Está presente desde o nascimento. • É inespecífica, ou seja, não depende de contato prévio com o agente agressor. • Atua de forma rápida. Ela possui dois mecanismos básicos: • Barreiras • Inflamação aguda Tipos de imunidade Imunidade adaptativa • É específica para determinado agente. • Depende de contato prévio com o agressor. • Desenvolve-se ao longo do tempo. 30/09/2026 23 Barreiras: primeira linha de defesa As barreiras são a primeira linha de defesa do organismo e incluem estruturas físicas, químicas e biológicas: • Pele e mucosas: barreiras físicas que dificultam a entrada de microrganismos. • Lisozima das lágrimas e substâncias do suor: têm ação bactericida. • Muco: presente em várias partes do corpo e o surfactante pulmonar: proteção físico-química. • Ácido clorídrico do estômago e a rápida mudança para um meio alcalino no duodeno: forte proteção química. • Bactérias comensais da pele, trato digestório e vagina: competem com microrganismos patogênicos, dificultando sua proliferação. Barreiras: primeira linha de defesaInflamação aguda: segunda linha de defesa A inflamação aguda ainda faz parte da imunidade inata e ocorre quando as barreiras não são suficientes. Ela acontece em fases bem definidas: • Reconh ecimen to do agente agressor como algo estranho. • Recrutamento de c élulas do próprio organismo para combatê-lo. • Inativação e remoção do agente agressor. • Regulaç ão da resp osta in flamatória, por meio de substâncias pró-inflamatórias e anti-inflamatórias. • Reparo do tecido que foi danificado. • Se o estímulo persistir, essas alterações podem evoluir para a inflamação crônica. O que pode causar inflamação? Vários estímulos podem desencadear o processo inflamatório, entre eles: • Infecções (a causa mais comum) • Necrose tecidual • Traumas físicos ou químicos • Corpos estranhos • Reações imunes Apesar de frequentemente associadas, infecção e inflamação não são sinônimos. Células que iniciam a inflamação A inflamação aguda é iniciada por células da imunidade inata que já estão no local, como: • Macrófagos (incluindo histiócitos e células de Kupffer) • Células dendríticas • Mastócitos Essas células possuem na membrana os Receptores de Reconhecimento de Padrões (PRR). Característica PAMPs DAMPs PRRs O que são Padrões moleculares de patógenos Moléculas liberadas por células danificadas Receptores do sistema imune Origem Bactérias, vírus, fungos, protozoários Células do próprio hospedeiro Macrófagos, dendríticas, neutrófilos, epitélios Indicam Infecção Dano tecidual / necrose Presença de perigo (infecção ou dano) Função Sinalizar presença de microrganismos Sinalizar lesão celular Detectar PAMPs e DAMPs → ativar inflamação Exemplos LPS, flagelina, RNA viral, β-glucanas ATP extracelular, ácido úrico, HMGB1, DNA livre TLRs, NLRs, RLRs, CLRs Ativ am Resposta imune inata Inflamação estéril Produção de citocinas, fagocitose, inflamassoma Onde atuam Fora do corpo (patógenos invasores) Dentro do corpo (tecido lesionado) Células imunes e barreiras epiteliais Fases da inflamação aguda 30/09/2026 24 Alterações vasculares na inflamação Antes que as células inflamatórias cheguem ao local da agressão, a inflamação provoca alterações nos vasos sanguíneos, chamadas de alterações vasculares. Essas mudanças acontecem principalmente na microcirculação. Alterações vasculares na inflamação O que é a microcirculação? A microcirculação é formada por: Arteríola s (0,3 a 0,4 mm de diâmetro), com endotélio e uma fina camada muscular; Capila re s, ainda menores (até 0, 07 mm), onde ocorrem as trocas; Vênulas, que recebem o sangue dos capilares. O fluxo de sa ngue nessa regiã o é cont rolado pelos esf íncte re s pré -capilare s. Quando a micr ocirculação sofre alteraçõe s, ocorre sa ída de fluido, proteína s e depois célula s do sangue para o interst ício (tecido ao redor). Alterações vasculares na inflamação Forças que regulam a troca de líquidos A passagem de substâncias entre o sangue e o interstício depende de três forças principais: Pressã o hidro stát ica: fo rça d o sang ue emp urran do o líquido para fora do vaso. Pressã o oncó tica (co lo ide): re lacio nada à concentração de p rote ína s, p rinc ipa lment e a albumina, que puxa o líquido de volta para o vaso. Pressão osmótica: ligada à concentração de íons. O eq ui líbrio e ntre essas força s ma ntém o líquido no local correto. Alterações vasculares na inflamação O que acontece quando há agressão tecidual? Quando o tecido sofre uma agressão, ocorre a chamada tríplice resposta de Lewis, que acontece em etapas: Vasoconstrição reflexa breve Dura poucos segundos. Provoca palidez local. Vasodilatação com aumento do fluxo sanguíneo Surge o rubor (vermelhidão) e o calor. Vasodilatação mais intensa com estase e extravasamento Ocorre saída de fluido e proteínas para o tecido. O principal mediador químico dessa resposta é a histamina, a primeira substância estudada nesse fenômeno. Alterações vasculares na inflamação Formação do edema, dor e tumor Com a saída de líquido e proteínas do sangue: Forma-se o edema, responsável pelo inchaço (tumor). Surge a dor, causada pela: Histamina: relacionada à coceira. Bradicinina: responsável pela dor propriamente dita. Mediadores inflamatórios Alterações vasculares na inflamação Aumento da permeabilidade vascular Além da vasodilatação, as substâncias vasoativas provocam aumento da permeabilidade vascular, principalmente nas vênulaspós-capilares. Isso acontece por: • Contração das células endoteliais, criando espaços entre elas; • Passagem de fluido, solutos e proteínas para o interstício. Entre as proteínasque extravasam estão: • Albumina • Fibrina • Anticorpos Componentes do complemento Essas proteínas são importantes para: • Opsonização de bactérias • Reparo e reconstrução tecidual 30/09/2026 25 Transudato x Exsudato De acordo com a quantidade de proteínas no líquido extravasado: Transudato : baixa concentração de proteínas Exsudato : alta concentração de proteínas (típico da inflamação) Transudato x Exsudato Edema nem sempre é inflamação O edema pode oc orrer sem inflamação, por exemplo: Insuficiênc ia cardíaca: a ume nto da pressão hidrostática Desnutrição o u insuficiê ncia hepát ica: queda da pre ssão oncótica por hipoalbumine mia Formação do pus Quando o líquido extravasado contém: Restos celulares Neutrófilos íntegros e degenerados Forma-se o pus, cuja coloração esbranquiçada se deve à presença de leucócitos (leuco = branco / kitos = células). Alterações nos vasos linfáticos Junto com asalterações nos vasos sanguíneos, ocorrem mudanças nos vasos linfáticos, que: • Drenam o excesso de fluido do local; • Levam macrófagos e células dendríticas aos linfonodos; • Permitem a apresentação de antígenos aos linfócitos, iniciando a imunidade tardia. Se o processo se espalha pelos linfáticos, ocorre: Linfangite (inflamação dos vasos linfáticos) Linfadenite (aumento dos linfonodos) Alterações nos vasos linfáticos Tuberculose Na tuberculose, essas alterações formam o Complexo de Ghon, caracterizado por: Nódulo subpleural (nódulo de Ghon) Linfangite local Comprometimento dos linfonodos do hilo pulmonar Na maioria dos casos, essas lesões: Cicatrizam Calcificam São típicas da lesão primária da tuberculose 30/09/2026 26 Recrutamento de células inflamatórias Após as alterações vasculares, começa o recrutamento dos leucócitos para o local da inflamação. Marginação de leucócitos. Entre os primeiros fenômenos da inflamação aguda temos a marginação e rolamento de neutrófilos pela parede vascular como mostra a figura. Recrutamento de células inflamatórias Marginação Com a estase do fluxo sanguíneo, os leucócitos, que normalmente circulam no centro do vaso, diminuem a velocidade e passam a se deslocar para a periferia, próximos à parede endotelial. Esse fenômeno é chamadode marginação. Recrutamento de células inflamatórias Rolamento Em seguida, os leucócitoscomeçama fazer ligações fracas e transitórias com o endotélio. Isso ocorre graçasàs selectinas: Selectina-P e Selectina-E: presentesno endotélio Selectina-L: presente nos leucócitos A expressão dessas moléculas é estimulada por citocinas inflamatórias, principalmente: IL-1 TNF-α As selectinas se ligam a oligossacarídeos sialilados, como o Sialil-Lewis X. Como essas ligações são fracas, os leucócitos “rolam” sobre o endotélio: fase chamada de rolamento. Recrutamento de células inflamatórias Adesão firme Ainda sob ação de IL-1 e TNF-α, surgem na membrana dos leucócitos proteínas chamadas integrinas. Essas integrinas se ligam fortemente a moléculas do endotélio: VCAM-1 (Vascular Cell AdhesionMolecule) ICAM-1 (Intercellular Adhesion Molecule) Essa ligação é estável, fixando o leucócito ao endotélio. Essa etapa é chamada de adesão. Recrutamento de células inflamatórias Diapedese Após a adesão, os leucócitos atravessam a parede do vaso, passando entre as células endoteliais. Esse processo é a diapedese. Ela ocorre graças à molécula PECAM-1, presente tanto:• no endotélio • quanto nos leucócitos Esse mecanismo permite a passagem da célula sem abrir completamente o espaço intercelular. Recrutamento de células inflamatórias Quimiotaxia Já no interstício, os leucócitos são guiados até o local exato da lesão por quimiotaxia, ou seja, deslocam-se em direção à maior concentração de substâncias quimiotáxicas. Essas substâncias podem ser: Exógenas→ produtos bacterianos Endógenas→ citocinas, C3a, C5a, leucotrienos O movimento ocorre por reorganização do citoesqueleto, estimulada por receptores de membrana. 30/09/2026 27 Quais células chegam primeiro? Neutrófilos predominam na inflamação aguda porque: • São os leucócitos mais abundantes no sangue • São recrutados mais rapidamente Depois deles: Macrófagos tornam-se predominantes Essas células, junto com as células residentes do tecido, iniciam: • combate aos microrganismos • limpeza do local • reparo tecidual Recrutamento de células inflamatórias Fagocitose Quando necessário, mais células são recrutadas por liberação de mediadores inflamatórios. Além disso, os neutrófilos podem formar redes extracelulares (NETs) feitas de: • cromatina nuclear • proteínas • enzimas • peptídeos antimicrobianos Essas redes aprisionam e inativambactérias. Outro mecanismo essencial é a fagocitose, que envolve: Reconhecimento Englobamento Digestão do microrganismo ou restos celulares Recrutamento de células inflamatórias Reconhecimento do alvo O reconhecimento ocorre por receptores na membrana dos leucócitos, como: • Receptores de glicoproteínas • Receptores ligados à manose Receptores scavenger, que reconhecem: • partículas de LDL modificada • estruturas presentes em bactérias Além disso, entram em ação mecanismos da imunidade tardia: Microrganismos opsonizados por: • IgG • C3b do complemento • Lectinas ligantes de manose Essas moléculas facilitam a fagocitose. Recrutamento de células inflamatórias Etapas da fagocitose Emissão de prolongamentos celulares Envolvimento do alvo: formação do fagossomo Fusão do fagossomo com o lisossomo: fagolisossomo Digestão por: • enzimas • espécies reativas Radicais livres e estresse oxidativo Durante a digestão, ocorrem reações de oxirredução, formando: • Radicais livres • Espécies reativas de oxigênio e nitrogênio Esse fenômeno é chamado de: explosão oxidativa ou estresse oxidativo Principais espécies reativas: • Superóxido (O₂⁻) • Peróxido de hidrogênio (H₂O₂) • Hidroxila (OH) • Oxigênio singleto (¹O₂) • Óxido nítrico (NO) • Peroxinitrito (ONOO⁻) Essas moléculas destroem: • proteínas • lipídios • DNA dos microrganismos Porém, também podem danificar células do próprio organismo. Sistema antioxidante Para controlar esse dano, o organismo possui sistemas antioxidantes. Sistema endógeno (o mais importante) Funciona por três vias integradas: Superóxido dismutase (SOD): inativa o superóxido Glutationa: atua com glutationa redutase e peroxidase Catalase: decompõe rapidamente o peróxido de hidrogênio Esse sistema depende de boa nutrição. Nutrientes essenciais: Glutationa: cisteína, riboflavina (B2), selênio SOD : manganês, zinco, cobre Catalase: ferro e manganês 30/09/2026 28 Sistema antioxidante Sistema exógeno (alimentar) Inclui antioxidantes da dieta: • Vitamina E (com cuidado na dose) • Vitamina C • Carotenos, licopenos, luteína • Polifenóis (chá verde) • Vitamina A Células envolvidas na inflamação aguda A inflamação aguda envolve células do sangue e dos tecidos, cada uma com funções específicas. No adulto, o sangue apresenta quantidades médias bem definidas dessas células. Composição celular do sangue (adulto) Hemácias: 4,3 a 5,7 milhões/mm³ Leucócitos: 3.500 a 10.500/mm³ Distribuição dos leucócitos: • Neutrófilos: 50–70% • Linfócitos: 18–43% • Monócitos: 2–11% • Eosinófilos: 1–3% • Basófilos: 0–2% • Plaquetas: 150.000 a 450.000/mm³ Células envolvidas na inflamação aguda Neutrófilos • São as células mais características da inflamação aguda. • São granulócitos polimorfonucleares (PMN) • Núcleo com 2 a 5 lóbulos • Representam 60–70% dos leucócitos circulantes Função principal: fagocitose • Produção eresposta inflamatória • Produzidos na medula óssea • Quando jovens, aparecem como bastonetes • Em infecção, ocorre aumento da produção • São as primeiras células a chegar ao foco inflamatório (6– 24h) • Não retornam à circulação • Morrem por necrose ou apoptose • Após 24–48h, são substituídos pelos monócitos/macrófagos, que sobrevivem mais tempo e podem se multiplicar no tecido. Células envolvidas na inflamação aguda Alterações quantitativas Neutrofilia: aumento de neutrófilos Geralmente indica infecção bacteriana Pode ocorrer também após exercício intenso ou uso de corticoides Neutropenia: diminuição de neutrófilos Comum em infecções virais Grânulos dos neutrófilos Grânulos específicos: lactoferrina, colagenase, lisozima, peptídeos antimicrobianos Grânulos azurófilos: mieloperoxidase, elastase, catepsinas, defensinas, enzimas digestivas. Células envolvidas na inflamação aguda Eosinófilos Granulócitos com núcleo bilobado Representam 2–3% dos leucócitos Vida média: ~8 dias Funções principais Associados a: Infecções parasitárias Reações alérgicas Nessas situações ocorre eosinofilia • Pouca capacidade fagocitária • Combatem parasitas liberando o conteúdo dos grânulos no interstício Células envolvidas na inflamação aguda Basófilos Granulócitos circulantes Núcleo bilobado ou em forma de “S” Grânulos ricos em: Histamina Heparina Basofilia é rara Geralmente associada a leucemias 30/09/2026 29 Células envolvidas na inflamação aguda Monócitos e macrófagos Monócitos Agranulócitos circulantes Vida longa Ao migrar para os tecidos: transformam-se em macrófagos Macrófagos São células fundamentais da inflamação: • Fagocitose • Limpeza de detritos celulares • Apresentação de antígenos Atuam tanto na fase aguda quanto crônica Células envolvidas na inflamação aguda Nomes conforme o tecido Pulmão: macrófagos alveolares (“dust cells”) Cérebro: microglia Tecido conjuntivo: histiócitos Osso: osteoclastos Fígado: células de Kupffer Placenta: células de Hofbauer Rim: células mesangiais São todos macrófagos, masrecebem nomes diferentes conforme o tecido onde atuam. Células envolvidas na inflamação aguda Células gigantes Macrófagos podem se fundir formando células multinucleadas: Tipo corpo estranho: partículas inertes (fio de sutura, sílica) Tipo Langhans: núcleos periféricos, associados a resposta antigênica (ex.: tuberculose) Sistema Retículo-Endotelial (SER) Conjunto de macrófagos do organismo, descrito por Aschoff, com função de limpeza geral por fagocitose. Núcleos distribuídos de forma irregular no citoplasma Núcleos organizados na periferia, em forma de ferradura ou arco Células envolvidas na inflamação aguda Células dendríticas Células residentes da pele e mucosas Funções: Fagocitar microrganismos Migrar para linfonodos Apresentar antígenos aos linfócitos Papel central na ativação da imunidade adquirida Células envolvidas na inflamação aguda Mastócitos Não são basófilos, apesar da semelhança São granulócitos residentes nos tecidos Grânulos ricos em: Histamina Heparina Funções Mediadores das alterações vasculares Fundamentais nas reações alérgicas Urticária Anafilaxia Atuam como “sentinelas” no trato digestivo e respiratório Células envolvidas na inflamação aguda Plaquetas Fragmentos celulares anucleados Derivadas de megacariócitos Medem 2–4 µm Quantidade: 150.000 a 450.000/mm³ Funções • Papel central na hemostasia • Participam da inflamação quando há lesão vascular • Ricas em grânulos com moléculas efetoras 30/09/2026 30 Etapas da hemostasia Hemostasia é o processo que impede a perda de sangue após uma lesão vascular. Vasoconstrição: Contração imediata do vaso sanguíneo Mediadores: serotonina (liberada pelas plaquetas Função: reduzir o fluxo sanguíneo no local da lesão Agregação plaquetária primária: Plaquetas aderem ao colágeno exposto da parede do vaso Forma o tampão plaquetárioinicial Ainda é instável Agregação plaquetária secundária Liberação de mediadores como ATP, ADP Recruta mais plaquetas O tampão fica mais firme Coagulação Ativação da cascata de coagulação Formação de fibrina, que: envolve o tampão plaquetário estabiliza o coágulo Etapas da hemostasia Hemostasia é o processo que impede a perda de sangue após uma lesão vascular. Retração do coágulo: Plaquetas se contraem O coágulo diminui de tamanho Aproxima as bordas da lesão Remoção do coágulo e reparo tecidual: Ativação da plasmina Ocorre a fibrinólise Início do reparo do tecido lesado Hemostasia = contrai vaso - plaqueta gruda - plaqueta chama mais plaqueta - fibrina estabiliza - coágulo retrai - plasmina remove Enzima do sangue que dissolve o coágulo processo fisiológico de dissolução do coágulo sanguíneo Células envolvidas na inflamação aguda Para fixar Neutrófilos: inflamação aguda bacteriana Eosinófilos: alergias e parasitas Linfócitos: infecções virais Macrófagos: limpeza, apresentação de antígeno e inflamação crônica Mediadores químicos da inflamação Quando ocorre uma agressão tecidual (infecção, trauma, necrose, corpo estranho), o organismo libera mediadores químicos que: • aumentam a permeabilidade vascular • promovem vasodilatação • atraem leucócitos (quimiotaxia) • ativam células inflamatórias • ajudam a eliminar o agente agressor e iniciar o reparo Esses mediadores vêm de duas grandes fontes: Derivados do plasma Derivados das células Mediadores químicos derivados do plasma São proteínas já presentes no plasma, que circulam de forma inativa e são ativadas em cascata enzimática. As três grandes cascatas plasmáticas: Cascata da coagulação (via Fator XII) Cascata das cininas Sistema complemento Esses sistemas conversam entre si e amplificam a inflamação. Fator XII (Fator de Hageman) Como é ativado? O Fator XII é ativado quando entra em contato com: • superfícies com carga negativa • membranas basais • lipopolissacarídeos bacterianos • cristais de urato • materiais estranhos Sinal clássico de lesão tecidual ou infecção. 30/09/2026 31 O que o Fator XII ativado faz? Ele é um grande amplificador da inflamação, porque: Ativa a coagulação contribui para formação do coágulo Ativa o sistema fibrinolítico converte plasminogênio em plasmina a plasmina: aumenta a permeabilidade vascular ativa o sistema complemento Ativa a cascata das cininas converte pré-calicreína em calicreína gera bradicinina (vasoativa) Pode ativar a via alternativa do complemento Fator XII = “botão liga tudo” da inflamação plasmática Proteín a pro duz ida pel o fíg ad o qu e circ ula n o sa ngu e em estado inat ivo. Ele é o precurs or da p lasmina, a pri ncip al en zima responsável por dissolver coágulos sanguíneos (fibrinólise) As cinin as são um grup o de poli pe ptíde os c om açã o vasodil atadora, qu e d esempe nh am pa pel c entral na resp osta inflamatória , no co ntrole d a pressão arterial e na se nsaçã o de dor. Plasmina Além de dissolver coágulos, aumenta a permeabilidade vascular. Hematoma pós-trauma: a plasmina ajuda a remover a fibrina do coágulo. Edema inflamatório: subprodutos da plasmina facilitam saída de líquido dos vasos. Infecção: a plasmina ativa o complemento: inflamação mais intensa. O que o Fator XII ativado faz? Ferida cirúrgica: exposição da membrana basal ativa o Fator XII leva a coagulação + inflamação. O que o Fator XII ativado faz? Infecção bacteriana : lipopolissacarídeos (LPS) ativam o fator= edema e dor local. O que o Fator XII ativado faz? Corpo estranho (farpa, vidro): superfície estranha ativa o fator = inflamação local. “O Fator XII é ativado quando o organismo encosta em algo que não deveria estar ali.” Cininas (ex: bradicinina) Principais efeitos da bradicinina: vasodilatação aumento da permeabilidade vascular dor estímulo à liberação de: TNF-α interleucinas óxido nítrico (NO) Resultado: amplificação da resposta inflamatória São mediadores de dor e vasodilatação. 30/09/2026 32 Cininas (ex: bradicinina) São mediadores de dor e vasodilatação. Exemplos : •Dor em inflamação aguda (apendicite): causada em parte pela bradicinina. •Edema inflamatório: bradicinina aumenta a permeabilidade vascular. •Inflamação tecidual intensa Sistema complemento Conjunto de proteínas plasmáticas (C1, C2, C3, C4, C5…) que: • ajudam anticorpos • eliminam microrganismos • participam diretamente da inflamação • São ativadas em cascata, gerando produtos inflamatórios potentes. Vias de ativação do complemento Via clássica • depende do complexo antígeno–anticorpo • típica da imunidade adquirida Via alternativa não depende de anticorpos ativada por: • endotoxinas bacterianas • polissacarídeos • Zimosan (parede celular de leveduras) • venenos • materiais estranhos Via da lectina (ligação à manose) • microrganismos com manose na superfície • ativação sem anticorpo • lembra a via clássica, mas começa em outro ponto Infecção bacteriana com anticorpos • anticorpo liga ao antígeno • ativa complemento • lise da bactéria Infecção por bactérias gram-negativas (LPS) Leveduras Veneno de cobra Material protético ou corpo estranho Mediadores inflamatórios do complemento Durante a ativação, surgem fragmentos altamente inflamatórios: Anafilatoxinas C3a, C4a, C5a causam: • degranulação de mastócitos • liberação de histamina • vasodilatação • aumento da permeabilidade vascular • Urticária • Choque anafilático • Inflamação alérgica Liberação de histamina e outros mediadores que causamos inchaços (urticas) e a coceira característica. Mediadores inflamatórios do complemento Durante a ativação, surgem fragmentos altamente inflamatórios: Anafilatoxinas C3a, C4a, C5a causam: • degranulação de mastócitos • liberação de histamina • vasodilatação • aumento da permeabilidade vascular • Urticária • Choque anafilático • Inflamação alérgica Forma mais grave de uma reação alérgica sistêmica, caracterizado por uma queda rápida e drástica da pres são arterial e disfunção de mú ltiplos órgãos, podendo ser fatal se não tratado imediatamente. Mediadores inflamatórios do complemento Durante a ativação, surgem fragmentos altamente inflamatórios: Anafilatoxinas C3a, C4a, C5a causam: • degranulação de mastócitos • liberação de histamina • vasodilatação • aumento da permeabilidade vascular • Urticária • Choque anafilático • Inflamação alérgica A inflamação alérgica é uma resposta imunológica exagerada, geralmente mediada por IgE, a substâncias inofensivas (alérgenos) . 30/09/2026 33 Mediadores inflamatórios do complemento Durante a ativação, surgem fragmentos altamente inflamatórios: Opsoninas C5a e iC3b “marcam” bactérias para fagocitose Pró-inflamatórios C5a e MAC • quimiotaxia (principalmente neutrófilos) • ativação de fagócitos • aumento da adesão leucocitária no endotélio Mediadores químicos derivados das células São produzidos por: • mastócitos • plaquetas • neutrófilos • macrófagos • células endoteliais • tecido lesionado Podem ser: 1. derivados de fosfolipídeos da membrana 2. pré-formados em grânulos 3. produtos metabólicos Derivados dos fosfolipídeos da membrana A lesão celular → entrada de Ca²⁺ → ativação enzimática Enzimas principais: Fosfolipase A2 Fosfolipase C Fosfolipase A2 → Fator Ativador de Plaquetas (PAF) •Atua em: • plaquetas • neutrófilos • endotélio •Provoca: • vasodilatação • ativação plaquetária • aumento da permeabilidade vascular Mediador inflamatório muito potente, mesmo em pequenas quantidades. Derivados dos fosfolipídeos da membrana Fosfolipase C → Ácido araquidônico O ácido araquidônico é a base dos eicosanoides, que incluem: • prostaglandinas • tromboxanos • leucotrienos • Lipoxinas Esses mediadores regulam: • tônus vascular • broncoconstrição/dilatação • dor • febre • quimiotaxia Derivados dos fosfolipídeos da membrana Prostaglandinas São eicosanoides derivados do ácido araquidônico, formados pela ação das ciclooxigenases (COX-1 e COX-2). Febre prostaglandina E₂ no hipotálamo Infecção→ liberação de IL-1, IL-6 e TNF-α Essas citocinas estimulam COX-2 no hipotálamo Aumenta a produção de PGE₂ A PGE₂ eleva o ponto de ajuste térmico do centro termorregulador O corpo passa a “achar” que está frio = calafrios = aumento da temperatura corporal. Ex clínico: febre em infecção bacteriana Antitérmicos (AAS, dipirona, paracetamol) funcionam: inibem COX →diminuem PGE₂ Derivados dos fosfolipídeos da membrana Dor inflamatória (muscular e articular) As prostaglandinas não causam dor diretamente Elas sensibil izam terminações nervosas para outros mediadores (bradicinina, histamina) Pequenos estímulos passam a causar muita dor. Ex: • Dor articular na artrite • Dor muscular pós-inflamatória 30/09/2026 34 Metabolismo do ácido araquidônico Via da COX (COX-1 e COX-2) COX-1: fisiológica proteção gástrica função renal agregação plaquetária COX-2: inflamatória dor febre inflamação Ácido Acetilsalicílico e Anti-Inflamatórios Não Esteroides inibem COX e diminuem prostaglandinas Produz prostaglandinas que: •estimulam secreção de muco e bicarbonato •reduzem secreção de ácido •mantêm o fluxo sanguíneo da mucosa gástrica Ativada por citocinas inflamatórias Produz prostaglandinas pró-inflamatórias Via da lipoxigenase Produz: leucotrienos (pró-inflamatórios, broncoconstritores) lipoxinas (anti-inflamatórias) Por isso: inibidores da 5-lipoxigenase são usados na asma Estimula, intensifica ou mantém a inflamação. Contração do músculo liso dos brônquios, diminuindo o calibre das vias aéreas e dificultando a passagem do ar. Reduzem, controlam ou encerram a inflamação, evitando dano excessivo ao tecido. E les bloqueiam a enzima 5-lipoxigenase, impedindo a formação dos leucotrienos. •Menos inflamação •Menos broncoconstrição •Melhora da passagem de ar nos pulmões Corticoides São os anti-inflamatórios mais potentes, pois: • inibem fosfolipases • inibem COX • reduzem citocinas pró-inflamatórias • atuam na transcrição gênica Exemplos clínicos: •Asma: diminue leucotrienos e citocinas •Artrite reumatoide: diminue inflamação crônica •Doenças autoimunes •Edema cerebral: diminue permeabilidade vascular Citocinas (mediadores pré-formados) O que são? Proteínas sinalizadoras que regulam: • inflamação • imunidade • hematopoese Incluem: • interleucinas • TNF • interferons • quimiocinas • fatores estimuladores de colônia Respostas sistêmicas à inflamação aguda O que é a resposta sistêmica da inflamação aguda? Quando ocorre uma inflamação aguda (por exemplo, uma infecção ou lesão), ela começa no local do dano. Mas se for intensa, o corpo inteiro passa a reagir. Isso é chamado de resposta inflamatória sistêmica. Essa resposta tem dois objetivos principais: • Aumentar a defesa, se o agente agressor ainda está Presente • Diminuir a inflamação , quando o corpo começa a resolver o problema Ela é chamada de inespecífica porque acontece em vários tipo s de inflamação, independentemente do agente (bactéria, vírus, trauma). Respostas sistêmicas à inflamação aguda A resposta sistêmica da inflamação ocorre por duas vias: • Via neural (sistema nervoso) • Via humoral (substâncias no sangue) Mecanismo de defesa mediado por componentes solúveis circulantes no sangue e nos fluidos corporais, em contraste com a imunidade celular. Mecanismos pelos quais o sistema nervoso detecta inflamação e modula a produção de citocinas inflamatórias para manter a homeostase. 30/09/2026 35 Papel do fígado na inflamação: proteínas da fase aguda O fígado responde às citocinas produzindo proteínas chamadas: proteínas da fase aguda Algumas aumentam, outras diminuem. Isso ajuda o organismo a combater a infecção e também permite monitorar inflamação por exames laboratoriais. Proteínas que aumentam na inflamação (proteínas positivas) Essas ajudam na defesa. Proteína C reativa (PCR) Função: • marca microrganismos para destruição (opsonização) É muito usada em exames. Exemplo clínico: PCR elevada indica inflamação, como: • pneumonia • infecção urinária • COVID-19 Usada par a detectar e ampl ifi car (criar mi lhõ es a bil hões de cóp ias ) peq uenas q uantid ades de material genétic o (DNA ou RNA) d e um patógeno, como vírus ou bactérias, tornando-o detectável. Proteínas que aumentam na inflamação (proteínas positivas) Complemento Funções: • destrói microrganismos • atrai leucócitos • facilita fagocitose Fibrinogênio Forma coágulos que: • isolam o microrganismo • impedem sua disseminação Proteínas que aumentam na inflamação (proteínas positivas) Ferritina • Armazena ferro. • É importante porque bactérias precisam de ferro para crescer. • Ao armazenar ferro, o corpo impede o crescimento bacteriano. Hepcidina • Bloqueia liberação de ferro. Resultado: • Menos ferro disponível para bactérias. Haptoglobina • Remove hemoglobina livre. • Protege tecidos contra dano oxidativo. Proteínas que diminuem na inflamação (proteínas negativas) O organismo reduz a produção dessas proteínas porque quer priorizar a produção das proteínas de defesa. Albumina Funções: • mantém pressão osmótica • transporta substâncias Na inflamação, diminui porque o fígado prioriza proteínas inflamatórias. Proteínas que diminuem na inflamação (proteínas negativas) Transferrina Transporta ferro. Diminui para evitar que bactérias usem ferro. Transtirretina Transporta hormônios e vitamina A. Também diminui. 30/09/2026 36 Febre, como ocorre? A febre é causada por substâncias chamadas pirogênios. Podem ser: Endógenos (produzidos pelo próprio corpo) Exemplos: • IL-1 • IL-6 • TNF-α Exógenos (vindos de microrganismos) Exemplos: • toxinas bacterianas • vírus • fungos Essas substâncias estimulam a produção de prostaglandina E2 no hipotálamo. Isso aumenta a temperatura corporal. Função da febre A febre ajuda o organismo porque: • aumenta metabolismo • aumenta atividade dos leucócitos • dificulta crescimento de microrganismos Exemplo clínico: Febre durante infecção bacteriana ajuda o sistema imune a eliminar o patógeno. Aumento de leucócitos no sangue (leucocitose) Inflamação aumenta produção de leucócitos. Valores normais: até cerca de 10.000 células/µL Inflamação: acima de 15.000 = leucocitose 40.000 a 100.000 = reação leucemoide Tipo de leucócito indica o tipo de infecção Bactérias: neutrofilia Exemplo: pneumonia bacteriana Vírus: linfocitose Exemplo: dengue, COVID-19 Parasitas ou alergia: eosinofilia Exemplo: •asma •verminose Algumas infecções: leucopenia Exemplo: •febre tifoide •alguns vírus aumento do número de neutrófilos no sangue aumento do número de linfócitos aumento do número de eosinófilos redução anormal do número de glóbulos brancos Alterações metabólicas na inflamação O corpo entra em estado de alerta. Aumenta produção de hormônios como: • cortisol • adrenalina • glucagon • hormônio do crescimento Isso causa: aumento do catabolismo (quebra de tecidos) Principalmente: • Músculos Objetivo: Fornecer energia para o sistema imune. Inflamação crônica: principais células Diferente da inflamação aguda, que tem neutrófilos, a crônica tem: Macrófagos Funções: • fagocitar • produzir citocinas Tipos: M1: pró-inflamatórios M2: anti-inflamatórios e cicatrização 30/09/2026 37 Inflamação crônica: principais células Linfócitos Tipos: T CD8: matam células infectadas T CD4: coordenam resposta imune B: produzem anticorpos NK: matam células tumorais ou infectadas Plasmócitos Produzem anticorpos. Eosinófilos Presentes em: •alergias •parasitoses Tipos de inflamação crônica Inflamação crônica inespecífica Tem: •linfócitos •macrófagos Sem granulomas. Inflamação granulomatosa Forma granulomas. Ex: tuberculose. Granuloma é uma tentativa do corpo de isolar o agente. Quando ocorre inflamação: Localmente: • vasodilatação • chegada de leucócitos Sistemicamente: • febre • aumento de leucócitos • produção de proteínas inflamatórias • aumento do metabolismo • ativação do sistema nervoso • ativação hormonal Objetivo final: • eliminar o agente agressor • repararo tecido • restaurar o equilíbrio Tipos de cicatrização: primeira e segunda intenção Cicatrização por primeira intenção Ocorre quando: • não há perda significativa de tecido • as bordas estão próximas • não há infecção • geralmente há sutura Ex: incisão cirúrgica com pontos. Características: • rápida • pouca inflamação • pouca cicatriz • resultado estético melhor Ex: cirurgia abdominal com sutura adequada: cicatriz fina. Tipos de cicatrização: primeira e segunda intenção Cicatrização por segunda intenção Ocorre quando: • há grande perda de tecido • há infecção ou contaminação • as bordas estão afastadas Ex: • queimadura de terceiro grau • úlcera profunda • ferida infectada Características: • cicatrização lenta • maior inflamação • formação de tecido de granulação abundante • cicatriz maior Etapas fundamentais da cicatrização Migração celular Proliferação celular Reconstrução da matriz extracelular (MEC) 30/09/2026 38 Etapas fundamentais da cicatrização Migração celular É o deslocamento das células até o local da lesão. Esse processo ocorre por quimiotaxia, ou seja, as células seguem sinais químicos. Esses sinais são liberados por: • mastócitos • plaquetas • células lesionadas • leucócitos Etapas fundamentais da cicatrização Migração celular Papel das plaquetas As plaquetas são as primeiras a atuar. • formam o coágulo • liberam o fator de crescimento derivado de plaquetas, que vão atrair fibroblastos, estimular cicatrização e estimular produção de colágeno Etapas fundamentais da cicatrização Migração celular Papel dos neutrófilos (primeiro dia) Funções: • fagocitar bactérias • remover tecido morto • liberar citocinas Se houver muitos neutrófilos mortos, forma-se o pus. Etapas fundamentais da cicatrização Migração celular Papel dos macrófagos São as células mais importantes da cicatrização. Funções: • continuar a fagocitose • liberar fatores de crescimento • iniciar formação do tecido de granulação Sem macrófagos, a cicatrização não ocorre adequadamente. Etapas fundamentais da cicatrização Formação do tecido de granulação É um tecido temporário que prepara o local para cicatrização. Contém: • capilares novos • fibroblastos • células inflamatórias Funções: • fornecer oxigênio • fornecer nutrientes • reconstruir o tecido Aspecto: • vermelho • úmido • granular Etapas fundamentais da cicatrização Migração das células epiteliais As células epiteliais se deslocam para cobrir a ferida. Isso ocorre melhor se a membrana basal estiver intacta. Ex: Lesão superficial da pele = cicatrização rápida. Se a membrana basal estiver destruída = cicatriz mais evidente. 30/09/2026 39 Etapas fundamentais da cicatrização Matriz extracelular A MEC é o suporte estrutural do tecido. Ela permite: • suporte mecânico • migração celular • organização do tecido Possui três componentes principais: Membrana basal Matriz provisória Matriz definitiva (estroma) Etapas fundamentais da cicatrização Colágeno: principal proteína da cicatrização Funções: • dar resistência mecânica • formar cicatriz Tipos importantes: Colágeno tipo I: principal na cicatriz Colágeno tipo III: fase inicial da cicatrização Colágeno tipo IV: membrana basal Exemplo clínico Escorbuto (falta de vitamina C): - deficiência de colágeno - cicatrização ruim - sangramentos Etapas fundamentais da cicatrização Elastina Função: dar elasticidade ao tecido. Presente em: • pele • pulmão • vasos sanguíneos Exemplo clínico: Envelhecimento= perda de elastina= rugas. Etapas fundamentais da cicatrização Glicoproteínas (fibronectina e laminina) Funções: • adesão celular • migração celular • organização tecidual Importantes na cicatrização. Etapas fundamentais da cicatrização Glicosaminoglicanos (GAG) Funções: • reter água • formar gel protetor • facilitar migração celular Exemplo: ácido hialurônico. Etapas fundamentais da cicatrização Exemplos de cicatrização anormal Queloide Produção excessiva de colágeno. Resultado: cicatriz elevada e grande. Mais comum em pessoas negras devido a uma predisposição genética e maior concentração de melanócitos. 30/09/2026 40 Resultado final da cicatrização Pode ocorrer: Regeneração Tecido original é restaurado. Reparação com cicatriz Tecido é substituído por colágeno. Exemplo: pele com cicatriz. Resultado final da cicatrização Após uma lesão: 1. Plaquetas formam coágulo 2. Neutrófilos limpam o local 3. Macrófagos coordenam reparo 4. Forma-se tecido de granulação 5. Fibroblastos produzem colágeno 6. Novos vasos se formam 7. Tecido é reconstruído Resultado: Regeneração ou cicatriz Sequência do reparo: 1. Trombose (0-4h) coágulo e crosta fibrino-hemática 2. Inflamação aguda (24h) neutrófilos limpam a ferida 3. Macrófagos (1-3 dias) continuam limpeza e controlam cicatrização 4. Tecido de granulação (5 dias) vasos novos + fibroblastos 5. Angiogênese formação de novos vasos 6. Reepitelização células epiteliais recobrem a ferida 7. Cicatriz final colágeno I + contração da ferida Regeneração O que é regeneração? Processo em que o organismo reconstrói o tecido perdido substituindo por células iguais às originais. Ou seja: o tecido volta praticamente ao normal. Isso é diferente de cicatrização, onde o tecido é substituído por fibrose (colágeno). Regeneração Regeneração nos seres humanos Ocorre regeneração, porém deforma. Limitada. O grau de regeneração depende principalmente do tipo decélula Por isso as células são classificadas em três grupos. 1. células lábeis 2. células estáveis 3. células permanentes Regeneração Células lábeis São células que se multiplicam continuamente. estão sempre se renovando. Exemplos • pele • epitélio do trato gastrointestinal • mucosas Como ocorre essa renovação? Ela ocorre através das células-tronco. As células-tronco fazem duas coisas quando se dividem: • formam uma célula diferenciada • formam outra célula-tronco Assim o estoque de células-tronco nunca acaba. 30/09/2026 41 Regeneração Células estáveis Essas células normalmente não se dividem, mas podem voltar a proliferar se houver lesão. ficam em estado de repouso (latente). Exemplos • fígado • células dos túbulos renais Exemplo importante: fígado O fígado tem uma enorme capacidade de regeneração. Mesmo tendo baixa divisão celular normalmente. Quando ocorre lesão ou cirurgia as células entram em hiperplasia (multiplicação). Regeneração Células permanentes São células altamente especializadas que não se reproduzem mais. Quando são destruídas a perda é definitiva. Exemplo: Neurônios Eles não se dividem. Por isso lesões cerebrais geralmente deixam sequelas permanentes. Mesmo sem se dividir, essas células conseguem: • renovar organelas • manter a função celular Regeneração Regeneração em diferentes órgãos Cada órgão reage de maneira diferente às lesões. Coração • O coração não possui regeneração significativa. • Quando ocorre morte de células musculares cardíacas (miócitos): o tecido morto é substituído por colágeno. • Isso ocorre por exemplo no: Infarto agudo do miocárdio Consequências Essa fibrose pode causar: • insuficiência cardíaca • arritmias • Principalmente se atingir o sistema de condução. Regeneração Regeneração em diferentes órgãos Fígado O fígado é o órgão com maior capacidade regenerativa. Mesmo após remoção cirúrgica, ele consegue crescer novamente. Quando ocorre regeneração normal Se a estrutura do fígado estiver preservada: o órgão volta à histologia normal. Quando ocorre cirrose • hepatite crônica • alcoolismo Ocorre destruição do arcabouço reticulínico. Isso gera: • traves fibrosas • regeneração desorganizada O resultado é a cirrose hepática. Regeneração Pulmão A regeneração pulmonar depende da membrana basal alveolar. Exemplo: pneumonia Se a membrana basal estiver intacta: • os pneumócitos regeneram. Se estiver destruída: • ocorre fibrose pulmonar. Outra possível consequência: • enfisema pulmonar Causado pela destruição dos septos alveolares. Regeneração em diferentes órgãos Regeneração Sistema