Prévia do material em texto
IMUNIDADE INATA A primeira linha de defesa do organismo Seminário • TXI • Enfermagem =)☆ Imunologia – Cirley Gomes Geovanna Gomes, Pamella, Ana Cláudia, Maria Eduarda, Carlos Henrique, Eduarda, Valdirene, Camila, Laryssa, Jordanna, Gabriel, Liandra e João Pedro. IMU NI DA DE IN A T A Seminário de Imunologia Grupo 1 • Enfermagem Roteiro da apresentação Os nove eixos do seminário. 1. Conceito e características 2. Barreiras de defesa 3. Células da imunidade inata 4. Reconhecimento de microrganismos 5. Fagocitose 6. Inflamação 7. Sistema complemento 8. Células NK 9. Exemplo aplicado 2 IMU NI DA DE IN A T A Seminário de Imunologia Grupo 1 • Enfermagem 1. Conceito e características Resposta imediata, presente desde o nascimento e baseada no reconhecimento de padrões. O que é imunidade inata? Conjunto de mecanismos de defesa que atuam antes da resposta adaptativa. Inclui barreiras, células efetoras e proteínas solúveis capazes de reconhecer sinais comuns de microrganismos e de dano tecidual. Características centrais • Resposta em minutos a horas • Receptores codificados na linhagem germinativa • Reconhecimento de padrões conservados • Atua sem exposição prévia • Inicia e orienta a resposta adaptativa Rapidez É a defesa que entra em ação primeiro, limitando a disseminação do agente enquanto outros mecanismos são ativados. Especificidade Não reconhece cada antígeno individualmente; identifica padrões moleculares compartilhados por grupos de agentes. Memória Classicamente não gera memória antígeno-específica como a adaptativa, embora existam fenômenos de “imunidade treinada”. 3 IMU NI DA DE IN A T A Seminário de Imunologia Grupo 1 • Enfermagem Inata × adaptativa As duas respostas são integradas, mas diferem em velocidade, reconhecimento e memória. Aspecto Imunidade inata Imunidade adaptativa Início Minutos–horas Dias na primeira exposição Reconhecimento PAMPs/DAMPs por PRRs Antígenos específicos por BCR/TCR Receptores Pouca diversidade; herdados Grande diversidade; rearranjo gênico Memória Sem memória específica clássica Memória imunológica duradoura Principais componentes Barreiras, fagócitos, NK, complemento Linfócitos B e T, anticorpos A imunidade inata contém a infecção e fornece sinais que ajudam a ativar e direcionar a imunidade adaptativa. 4 IMU NI DA DE IN A T A Seminário de Imunologia Grupo 1 • Enfermagem 2. Barreiras de defesa Impedem a entrada, removem microrganismos e criam ambientes desfavoráveis à colonização. Pele Epitélio queratinizado, junções firmes, descamação, pH e lipídios. Mucosas Epitélio contínuo + secreções protegem tratos respiratório, gastrointestinal e geniturinário. Muco e cílios O muco aprisiona partículas; o batimento ciliar promove depuração mucociliar. Lágrimas e saliva Lavagem mecânica + lisozima, lactoferrina e outras moléculas antimicrobianas. Ácido gástrico pH muito baixo destrói ou inibe grande parte dos microrganismos ingeridos. Microbiota Compete por nutrientes e sítios de adesão e produz substâncias que dificultam patógenos. Antimicrobianos Defensinas, catelicidinas, lisozima e proteínas do complemento ajudam a neutralizar agentes. 5 IMU NI DA DE IN A T A Seminário de Imunologia Grupo 1 • Enfermagem 03 Células da imunidade inata Quem detecta, fagocita, sinaliza, libera mediadores e destrói células alteradas. 6 IMU NI DA DE IN A T A Seminário de Imunologia Grupo 1 • Enfermagem Células efetoras I Para cada célula: localização, ativação e função, conforme solicitado no roteiro. Neutrófilos Onde: Sangue; migram rapidamente para tecidos inflamados. Ativação: Quimiocinas, produtos bacterianos, C5a e sinais inflamatórios. Função: Fagocitose, degranulação, espécies reativas de oxigênio e NETs; essenciais contra bactérias e fungos. Monócitos / macrófagos Onde: Monócitos circulam; macrófagos residem em praticamente todos os tecidos. Ativação: PAMPs/DAMPs via PRRs, citocinas e produtos microbianos. Função: Fagocitose, produção de citocinas, remoção de células mortas, reparo e apresentação de antígenos. Células dendríticas Onde: Tecidos de interface e órgãos linfoides. Ativação: PRRs reconhecem microrganismos e dano; ocorre maturação e migração. Função: Capturam antígenos e são a principal ponte para ativar linfócitos T da resposta adaptativa. 7 IMU NI DA DE IN A T A Seminário de Imunologia Grupo 1 • Enfermagem Células efetoras II Células especializadas em citotoxicidade, inflamação, alergia e defesa contra parasitas. Células NK Onde: Sangue, baço, fígado, pulmões e outros tecidos. Ativação: Balanço entre receptores ativadores/inibitórios; citocinas como IL-12, IL- 15 e IL-18. Função: Eliminam células infectadas/tumorais por perforina e granzimas; produzem IFN-γ. Mastócitos Onde: Tecidos, sobretudo próximos a vasos, pele e mucosas. Ativação: Ligação a IgE; também PRRs, complemento e dano tecidual. Função: Liberam histamina e outros mediadores; participam da inflamação e defesa contra parasitas. Eosinófilos Onde: Sangue e tecidos, especialmente mucosas. Ativação: IL-5, quimiocinas e sinais associados a helmintos/alergia. Função: Degranulação contra parasitas multicelulares; participam de reações alérgicas. Basófilos Onde: Principalmente sangue; são pouco numerosos. Ativação: IgE, alérgenos e citocinas. Função: Liberam histamina, leucotrienos e citocinas; associados a hipersensibilidade e resposta tipo 2. 8 IMU NI DA DE IN A T A Seminário de Imunologia Grupo 1 • Enfermagem 4. Reconhecimento de microrganismos A imunidade inata reconhece “assinaturas” de perigo em vez de identificar cada antígeno individualmente. PAMPs Padrões moleculares associados a patógenos. Exemplos: LPS bacteriano, flagelina, RNA viral, DNA rico em CpG e componentes de fungos. DAMPs Moléculas liberadas ou expostas por células lesionadas, indicando dano tecidual mesmo sem infecção. PRRs Receptores de reconhecimento de padrões presentes em membranas, endossomos ou citosol das células inatas. Principais famílias de PRRs TLRs Membrana/endossomos; detectam LPS, lipoproteínas, ácidos nucleicos etc. NLRs Citoplasma; alguns formam inflamassomas e ativam IL- 1β/IL-18. RLRs Citoplasma; detectam RNA viral e induzem interferons tipo I. CLRs Reconhecem carboidratos, especialmente de fungos, e ativam fagócitos. 9 IMU NI DA DE IN A T A Seminário de Imunologia Grupo 1 • Enfermagem 05 Fagocitose Da atração do leucócito até a destruição do microrganismo no fagolisossomo. 10 IMU NI DA DE IN A T A Seminário de Imunologia Grupo 1 • Enfermagem Etapas da fagocitose Processo executado principalmente por neutrófilos e macrófagos. 1 Quimiotaxia Gradientes de quimiocinas, C5a e produtos microbianos direcionam a célula. 2 Adesão / reconhecimento PRRs e receptores para opsoninas ligam o microrganismo à superfície do fagócito. 3 Englobamento Pseudópodes envolvem o alvo e internalizam a partícula. 4 Fagossomo O microrganismo fica contido em uma vesícula intracelular. 5 Fagolisossomo Fagossomo se funde a lisossomos, acidificando e concentrando enzimas. 6 Destruição ROS, enzimas, proteases e outras moléculas matam e degradam o agente. 11 IMU NI DA DE IN A T A Seminário de Imunologia Grupo 1 • Enfermagem 6. Inflamação Resposta vascular e celular que leva mediadores e leucócitos ao local de infecção ou lesão. O que acontece? Células sentinelas reconhecem o perigo e liberam mediadores. O endotélio se torna mais permissivo, o fluxo sanguíneo muda e leucócitos são recrutados para controlar o agente e iniciar reparo. Sinais clássicos Rubor • calor • tumor (edema) • dor • perda de função. Eles refletem alterações vasculares, mediadores químicos e lesão tecidual. Alterações vasculares Vasodilatação aumenta fluxo local. Aumento da permeabilidade permite extravasamento de proteínas e líquido para o tecido. Histamina Mastócitos; vasodilatação e aumento rápido da permeabilidade.Prostaglandinas Derivadas do ácido araquidônico; dor, febre e vasodilatação. Citocinas TNF, IL-1 e IL-6 coordenam ativação endotelial e efeitos locais/sistêmicos. Quimiocinas Criam gradientes que direcionam leucócitos ao foco inflamatório. 12 IMU NI DA DE IN A T A Seminário de Imunologia Grupo 1 • Enfermagem Recrutamento de leucócitos Como neutrófilos e monócitos deixam o sangue e chegam ao tecido inflamado. 1. Marginação Com a vasodilatação e estase, leucócitos aproximam-se do endotélio. 2. Rolamento Selectinas promovem ligações fracas e transitórias. 3. Adesão firme Integrinas ativadas ligam-se a moléculas de adesão endoteliais. 4. Diapedese Leucócito atravessa o endotélio e a membrana basal. 5. Quimiotaxia Migra no interstício seguindo gradientes químicos até o foco. 13 IMU NI DA DE IN A T A Seminário de Imunologia Grupo 1 • Enfermagem 07 Sistema complemento Cascata de proteínas plasmáticas que opsoniza, inflama e pode formar poros na membrana do alvo. 14 IMU NI DA DE IN A T A Seminário de Imunologia Grupo 1 • Enfermagem As três vias do complemento Todas convergem na ativação de C3 e, depois, na via terminal. Via clássica Iniciada principalmente quando C1 reconhece anticorpos ligados ao antígeno. Gera a C3-convertase C4b2a. Via das lectinas MBL/ficolinas reconhecem carboidratos microbianos e ativam MASPs. Também gera C4b2a. Via alternativa Ativação basal de C3 é amplificada em superfícies microbianas; forma C3bBb. C3-convertases → C3a + C3b → C5-convertase → C5a + C5b Opsonização C3b recobre o alvo e facilita a fagocitose. Inflamação C3a e C5a aumentam inflamação; C5a é potente quimiotático. Lise C5b inicia C5b-9, o complexo de ataque à membrana (MAC). 15 IMU NI DA DE IN A T A Seminário de Imunologia Grupo 1 • Enfermagem 8. Células NK Linfócitos da imunidade inata especializados em reconhecer e eliminar células alteradas. Como reconhecem? A decisão depende do equilíbrio entre sinais ativadores e inibitórios. Células saudáveis expressam MHC I, que fornece sinal inibitório; células infectadas ou tumorais podem reduzir MHC I e expressar ligantes de estresse. Alvos principais • Células infectadas por vírus • Células tumorais • Células revestidas por anticorpos (ADCC via CD16) Citotoxicidade A NK forma uma sinapse com o alvo e libera perforina, que facilita a entrada de granzimas. As granzimas ativam vias de apoptose. NK perforina + granzimas ALVO apoptose 16 IMU NI DA DE IN A T A Seminário de Imunologia Grupo 1 • Enfermagem 09 Exemplo aplicado Infecção respiratória viral: passo a passo da atuação da imunidade inata. 17 IMU NI DA DE IN A T A Seminário de Imunologia Grupo 1 • Enfermagem Exemplo: infecção respiratória viral Uma sequência didática mostrando como barreiras, PRRs, interferons, fagócitos, NK e complemento se integram. 1. Entrada Vírus alcança a mucosa respiratória; muco, cílios e moléculas antimicrobianas tentam impedir sua fixação. 2. Detecção Células epiteliais e sentinelas detectam RNA viral por PRRs, como TLRs e RLRs. 3. Alarme São produzidos interferons tipo I e citocinas, criando estado antiviral e iniciando inflamação. 4. Recrutamento Quimiocinas e alterações endoteliais atraem células inatas para o local infectado. 5. Controle celular Macrófagos removem detritos; NK reconhecem células alteradas e induzem apoptose. 6. Complemento Pode favorecer opsonização e inflamação; sua importância varia conforme o vírus e o contexto. 7. Ponte adaptativa Células dendríticas processam antígenos e migram aos linfonodos, ativando linfócitos T. 8. Desfecho A resposta inata reduz a carga viral e contém a infecção até a resposta adaptativa se expandir. 18 IMU NI DA DE IN A T A Seminário de Imunologia Grupo 1 • Enfermagem Integração clínica Por que entender imunidade inata é importante para a Enfermagem? Reconhecer sinais Febre, dor, rubor, edema e alterações sistêmicas podem refletir mediadores inflamatórios. A avaliação clínica acompanha a evolução da resposta do organismo. Prevenir infecções Higiene das mãos, cuidado com pele e mucosas, técnica asséptica e manejo de dispositivos preservam barreiras e reduzem oportunidades de invasão. Entender exames e terapias Leucograma, neutrofilia/eosinofilia, marcadores inflamatórios e terapias anti-inflamatórias fazem mais sentido quando conectados aos mecanismos celulares e moleculares. A imunidade inata não é apenas “a primeira defesa”: ela determina o ambiente em que toda a resposta imune seguinte ocorrerá. 19 IMU NI DA DE IN A T A Seminário de Imunologia Grupo 1 • Enfermagem Resumo final A lógica da imunidade inata em uma única sequência. BARREIRAS RECONHECIMENTO INFLAMAÇÃO FAGOCITOSE / NK COMPLEMENTO PONTE ADAPTATIVA Detectar cedo → conter o agente → eliminar ameaças → limitar dano → ativar a resposta específica. Mensagem-chave: rapidez e reconhecimento de padrões são as marcas da imunidade inata. 20 IMU NI DA DE IN A T A Seminário de Imunologia Grupo 1 • Enfermagem Referências para aprofundamento Fontes usadas para estudo e conferência do conteúdo: ABBAS, A. K.; LICHTMAN, A. H.; PILLAI, S. Imunologia Celular e Molecular. Elsevier. MURPHY, K.; WEAVER, C. Janeway – Imunobiologia. Artmed. PARHAM, P. O Sistema Imune. Artmed. AGRADECEMOS PELA PACIÊNCIA ATÉ AQUI. VALEU! BJOS =)☆ 21 Slide 1 Slide 2 Slide 3 Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide 12 Slide 13 Slide 14 Slide 15 Slide 16 Slide 17 Slide 18 Slide 19 Slide 20 Slide 21