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1 TERAPIA SISTÊMICA FAMILIAR E MODELOS TERAPÊUTICOS

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TERAPIA SISTÊMICA FAMILIAR E MODELOS TERAPÊUTICOS
Estruturas familiares contemporâneas
Modelos familiares contemporâneos
O que de fato é uma família?
Conceitos de família
Ao longo do tempo, a concepção de família mudou para abraçar diversas configurações que refletem mudanças culturais e sociais. As famílias contemporâneas, independentemente de sua estrutura, oferecem apoio emocional e enfrentam desafios juntas. Já a diversidade familiar, incluindo arranjos multi e monoparentais, multiespécies, assim como famílias homoafetivas, reflete uma sociedade mais inclusiva e solidária (Teodoro; Baptista, 2020).
Função da família
A função familiar abrange socialização, educação, proteção e afeto.
O suporte emocional fornecido pelos pais e outros membros da família é fundamental para o bem-estar emocional e mental de todos os membros.
 A família proporciona um senso de pertencimento e segurança, criando um espaço onde os indivíduos podem se expressar livremente e serem aceitos sem julgamento. Essa dimensão afetiva da família contribui significativamente para a formação da identidade pessoal e o desenvolvimento de relações saudáveis ao longo da vida.
Elementos característicos das estruturas familiares contemporâneas
A análise dos modelos familiares contemporâneos revela uma riqueza de arranjos e dinâmicas que desafiam conceitos tradicionais e estereotipados de família.
Modelos de famílias contemporâneas
Modelos de famílias contemporâneas
Influências sociais, econômicas e culturais nas famílias modernas 
O panorama das estruturas familiares contemporâneas reflete uma diversidade crescente e uma evolução contínua das concepções tradicionais de família. Desde o declínio do modelo nuclear idealizado até o surgimento de arranjos familiares mais variados, como famílias com dois provedores, por exemplo.
Hoje em dia, na grande parte das famílias ambos os pais trabalham e enfrentam desafios para manter um padrão de vida modesto devido à falta de flexibilidade no trabalho e creches acessíveis.
A coabitação também é algo comum na atualidade, a qual, muitas vezes, é vista como um passo em direção ao casamento, enquanto mais pessoas optam por morar sozinhas ou escolher relacionamentos íntimos sem compartilhar residência. De outro lado, as taxas de divórcio estabilizaram, com a maioria dos divorciados se recasando ou coabitando, enquanto estudos mostram que o divórcio pode ter efeitos diversos nos filhos a depender de seu contexto familiar (Walsh, 2016).
Além disso, o número de adoções aumentou, especialmente em famílias monoparentais e do mesmo sexo, com uma ênfase crescente na adoção aberta para promover o desenvolvimento infantil. No entanto, um número crescente de crianças vive com parentes, principalmente avós, devido à incapacidade dos pais de cuidar, apresentando desafios financeiros e emocionais. Por fim, ainda segundo Walsh (2016), crescem a quantidade de família com casais do mesmo sexo ou pais solteiros LGBTQIA+.
Diante da complexidade e da diversidade das estruturas familiares contemporâneas, fica claro que a noção tradicional de família nuclear já não é mais a única forma de organização familiar. A evolução desses modelos reflete não apenas mudanças sociais e culturais, mas também desafios e oportunidades para a sociedade como um todo. Então, a compreensão desses diferentes arranjos familiares demanda uma abordagem inclusiva e sensível às necessidades específicas de cada grupo. 
É fundamental, portanto, desenvolver políticas e programas que atendam às demandas variadas das famílias modernas, garantindo acesso equitativo a recursos e suporte adequado. Isso não apenas promoverá o bem-estar das famílias, mas também fortalecerá os laços sociais e contribuirá para uma sociedade mais solidária e resiliente.
Referências
AGUIAR, Melanie de Souza de; ALVES, Cássia Ferrazza. A família multiespécie: um estudo sobre casais sem filhos e tutores de pets. Pensando Famílias, [s. l.], v. 25, n. 2, p. 19-30, 2021. Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/pdf/penf/v25n2/ v25n2a03.pdf. Acesso em: 22 fev. 2022.
CARDOSO, Hugo Ferrari; BAPTISTA, Makilim Nunes. Família e intergeracionalidade. In: TEODORO, Maycoln L. M.; BAPTISTA, Makilim Nunes. Psicologia de família: teoria, avaliação e intervenção. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2020. p. 4-14. CARNUT, Leonardo; FAQUIM, Juliana Pereira Silva. Conceitos de família e a tipologia familiar: aspectos teóricos para o trabalho da equipe de saúde bucal na estratégia de saúde da família. Journal of Management & Primary Health Care, [s. l.], v. 5, n. 1, p. 62-70, 2014. Disponível em: https://www.jmphc.com.br/jmphc/article/view/198. Acesso em: 31 jan. 2024. LUDIZACA, Blanca Emperatriz Pillcorema. Tipos de familia estructural y la relación con sus límites. 2013. 52 p. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Psicologia Educativa), Universidad de Cuenca, Cuenca, 2013. Disponível em: http://dspace.ucuenca.edu.ec/bitstream/123456789/4302/1/Tesis.pdf. Acesso em: 31 jan. 2024. TEODORO, Maycoln L. M.; BAPTISTA, Makilim Nunes. Psicologia de família: teoria, avaliação e intervenção. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2020. UNICEF. Declaração universal dos direitos humanos. Unicef, 2024. Disponível em: https://www.unicef.org/brazil/declaracao-universal-dos-direitos-humanos. Acesso em: 31 jan. 2024. WALSH, Froma. Processos normativos da família: diversidade e complexidade. Porto Alegre: Artmed, 2016.
Obrigado
Jardelnarezi@gmail.com
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