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Epidemiologia
Profª. Thaysa
Vianna
Temas mais cobrados em concursos sobre
epidemiologia pela CESGRANRIO:
•Doenças de notificação compulsória;
•Níveis de prevenção;
•Medidas de frequência e indicadores de saúde;
•Definições
História natural das doenças
Profª. Thaysa
Vianna
A doença não pode ser compreendida apenas por medições fisiopatológicas, pois
quem estabelece o estado da doença é o sofrimento, a dor, o prazer, enfim os
valores e sentimentos expressos pelo corpo subjetivo que adoece (CANGUILHEM;
CAPONI apud BRÊTAS e GAMBA, 2006).
História natural das doenças
Saúde Coletiva e Epidemiologia
Prof. Thaysa Vianna
Conceito Ampliado de Saúde
A saúde é resultante das condições de alimentação, habitação, educação, renda, meio
ambiente, trabalho, transporte, emprego, lazer, liberdade, acesso e posse da terra e acesso a
serviços de saúde. É, assim, antes de tudo, o resultado das formas de organização social da
produção, as quais podem gerar grandes desigualdades nos níveis de vida. A saúde não é
um conceito abstrato. Define-se no contexto histórico de determinada sociedade e num
dado momento de seu desenvolvimento, devendo ser conquistada pela população em suas
lutas cotidianas (8° CNS, 1986).
História natural das doenças
Conceito Ampliado de Saúde:
Art. 3° Os níveis de saúde expressam a organização social e econômica do País, tendo
a saúde como determinantes e condicionantes, entre outros, a alimentação, a
moradia, o saneamento básico, o meio ambiente, o trabalho, a renda, a educação, a
atividade física, o transporte, o lazer e o acesso aos bens e serviços essenciais (8080/90)
História natural das doenças
Saúde Coletiva e Epidemiologia
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História natural da doença 
Determinantes e condicionantes da saúde
Saúde Coletiva e Epidemiologia
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História natural da doença 
Níveis de prevenção
Saúde Coletiva e Epidemiologia
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Níveis de prevenção
Primária
Ação tomada para remover causas e fatores de risco de um problema 
de saúde individual ou populacional antes do desenvolvimento de 
uma condição clínica.
Secundária
Ação realizada para detectar um problema de saúde em estágio 
inicial, muitas vezes em estágio subclínico.
Terciária
Ação implementada para reduzir os prejuízos funcionais ocasionados 
por problema agudo ou crônico, incluindo reabilitação 
Quaternária Ações para proteção de novas intervenções médicas inapropriadas.
Níveis de prevenção
Prevenir e prever antes que algo aconteça, ou mesmo cuidar para que não
aconteça. Prevenção em saúde pública é a ação antecipada, tendo por objetivo
interceptar ou anular a evolução de uma doença.
A prevenção pode ser feita nos períodos de pré-patogênese e patogênese.
(Rouquayrol,2013).
Saúde Coletiva e Epidemiologia
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Prevenção primária
Promoção da Saúde
•Moradia adequada.
•Escolas.
•Áreas de lazer.
•Alimentação adequada.
•Educação em todos dos níveis
Proteção Específica
•Imunização.
•Saúde ocupacional.
•Higiene pessoal e do lar.
•Proteção contra acidentes.
•Aconselhamento genético.
•Controle dos vetores.
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Prevenção secundária
Diagnóstico Precoce:
•Inquérito para descoberta de casos
na comunidade.
•Exames periódicos, individuais, para
detecção precoce de casos.
•Isolamento para evitar a propagação
de doenças.
•Tratamento para evitar a progressão
da doença
Limitação da Incapacidade:
Evitar futuras complicações.
Evitar sequelas.
Prevenção terciária
Reabilitação
•Fisioterapia.
•Terapia ocupacional.
•Emprego para o reabilitado.
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Prevenção quaternária
Evitar iatrogenias
•Detecção de indivíduos em risco de
tratamento excessivo
•Proteção de novas intervenções
médicas inapropriadas
•Sugestão de alternativas eticamente
aceitáveis
Saúde Coletiva e Epidemiologia
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(CESGRANRIO/2023) No que diz respeito à história natural de prevenção de doenças, tem-se,
respectivamente, como exemplo de prevenção secundária e de prevenção terciária
a) a educação em saúde e a imunização
b) a proteção contra acidentes e o controle de vetores
c) a limitação de incapacidades e o uso de preservativos
d) o aconselhamento genético e os exames periódicos para a detecção precoce de casos
e) os exames periódicos para detecção precoce de casos e a terapia ocupacional.
Saúde Coletiva e Epidemiologia
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(CESGRANRIO/2023) Prevenção em Saúde Pública é a ação antecipada com o objetivo de interceptar 
ou anular a evolução de uma doença.
Qual a medida de prevenção primária tem como resultado a manutenção da saúde e do bem-estar 
geral?
a) Fisioterapia
b) Isolamento
c) Educação sanitária
d) Terapia ocupacional
e) Aconselhamento genético
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(CESGRANRIO/2010) A prevenção da doença é uma medida abrangente, podendo ser feita no
período de pré-patogênese e patogênese.
A prevenção primária ocorre no período da pré-patogênese, sendo composta pela promoção à
saúde e pela proteção específica, que podem ser exemplificadas, respectivamente, por
a) inquérito para a descoberta de casos na comunidade e isolamento dos casos.
b) alimentação adequada e saúde do trabalhador.
c) fisioterapia e tratamento para evitar a progressão da doença.
d) exames periódicos e imunização.
e) atividade física regular e inquérito para a descoberta de casos na comunidade.
Saúde Coletiva e Epidemiologia
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(CESGRANRIO/2008) “O modelo ‘História Natural da Doença’ criado por Leavell e Clark, 1976, é um
método que permite focalizar a promoção da saúde e a prevenção da doença em seu sentido mais
amplo e pode ser aplicado a qualquer tipo de doença ou agravo à saúde.”
Dentre as atividades deste modelo aplicado à saúde do trabalhador, envolvendo a participação do
técnico de enfermagem, qual se refere à prevenção secundária?
a) Terapia ocupacional
b) Educação sanitária
c) Saneamento ambiental
d) Saúde ocupacional
e) Exames periódicos
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Dados importantes para a análise das condições de saúde:
Dados demográficos
Dados socioeconômicos
Dados ambientais
Dados sobre serviços de saúde
Dados de morbidade
Eventos importantes
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Dados importantes para a análise das condições de saúde:
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Medidas de Frequência de Morbidade
A morbidade é basicamente estudada através da análise de
quatro indicadores básicos: a incidência, a prevalência, a taxa
de ataque e a distribuição proporcional.
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Incidência:
Número de novos casos de uma doença específica em uma população de risco por um
período de tempo específico. Os cálculos de incidência são a forma mais comum de
medir e comparar a frequência de doenças na população (WALDMAN, 1998, p.41-42).
Esse indicador traz a ideia da intensidade com que acontece uma doença em uma
população, mede a frequência ou probabilidade ocorrer casos novos de doença. Alta
incidência significa alto risco coletivo de adoecer.
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Como calcular a incidência?
•Incluir somente casos novos no numerador (avaliar o estado de ausência da doença para
o de doença)
•A incidência mede o risco ou probabilidade de ocorrer o evento doença na
população exposta (WALDMAN, 1998, p.41-42).
•No cálculo da incidência, qualquer pessoa incluída no denominador deve ter a mesma
probabilidade de fazer parte do numerador.
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Medidas de Frequência de Morbidade - Taxa de ataque
É o coeficiente ou taxa de incidência de uma determinada doença para um grupo de
pessoas expostas ao mesmo risco limitadas a uma área bem definida. É muito útil para
investigar e analisar surtos de doenças ou agravos à saúde em locais fechados.
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Medidas de Frequência de Morbidade - Taxa de ataque
Calcule:
Entre os 257 estudantes que almoçaram no restaurante universitário no dia 25 de
setembro de 2020, 90 desenvolveram um quadro agudo de gastroenterite.
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Prevalência:
Frequência de casos existentes de uma determinada doença, em uma
determinada situação e em um determinado lugar.
É uma medida estática que registra a fração de indivíduos doentes naquele
instante de tempo (CARVALHO et al., 2017, 52).
Saúde Coletiva e Epidemiologia
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(CESGRANRIO/2014) Em um hospital, o enfermeiro, ao analisar a frequência de ocorrência de novos
acidentes de trabalho em um ano, está considerando uma medida epidemiológica de
a) Prevalência
b) Incidência
c) Razão
d) Risco
e) padronização
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(CESGRANRIO/2014) A proporção de uma determinada doença em uma população refere-se à(ao)
a) Prevalência
b) Incidência
c) risco relativo
d) periodicidade da doença
e) valor preditivo positivo
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(CESGRANRIO/2014) A proporção de uma determinada doença em uma população refere-se à(ao)
a) Prevalência
b) Incidência
c) risco relativo
d) periodicidade da doença
e) valor preditivo positivo
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Medidas de Frequência de Morbidade - Prevalência
FATORES QUE
AUMENTAM
• Introdução de fatores que prolongam a vida dos pacientes sem curá-los.
(Exemplo: introdução de terapêutica mais eficaz que, no entanto, não cura a
doença, levando a cronicidade.)
• Aumento da incidência.
• Aprimoramento das técnicas de diagnósticos.
• Correntes migratórias originárias de áreas que apresentam níveis endêmicos
mais elevados.
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Medidas de Frequência de Morbidade - Prevalência
FATORES QUE
DIMINUEM
• Introdução de fatores que diminuam a vida dos pacientes.
• Taxa elevada de letalidade da doença.
• Diminuição da incidência.
• Introdução de fatores que permitam o aumento da proporção de
curas de uma nova doença. (Exemplo: introdução de nova
terapêutica que permita a cura dos pacientes.)
• Correntes migratórias originárias de áreas que apresentam níveis
endêmicos mais baixos.
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Relação entre Prevalência e Incidência
•A prevalência pode aumentar com a elevação da incidência.
•A prevalência pode diminuir com a elevação do número de
curas e/ou mortes, mantido o mesmo nível da incidência ou
diminuição.
•Um determinado nível de prevalência é mantido quando
mantemos a incidência e mortes ou curas constantes.
•A prevalência pode ser expressa como o produto da
incidência pela sua duração média, quando a incidência é
constante.
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Mortalidade
•Mortalidade- verifica o risco de morte, ou seja, a probabilidade de ocorrência de
óbito em uma população ou subgrupo populacional.
São indicadores de mortalidade: a letalidade e a mortalidade proporcional.
Caso sejam incluídos na análise os óbitos por todas as causas, será encontrada a
taxa de mortalidade geral. Se forem incluídas somente as mortes por determinada
causa, teremos a taxa de mortalidade específica.
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Medidas de Frequência de Mortalidade Geral
Mede o risco de morrer por todas as causas em uma população de um dado local e
período. É muito utilizada como parâmetro de comparação entre os países e ajuda a
definir se um país é desenvolvido ou subdesenvolvido.
.
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Medidas de Frequência de Mortalidade específica
Mede o risco de morrer segundo um grupamento populacional de um dado local e
período.
Mortalidade específica por sexo:
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Medidas de Frequência de Mortalidade específica
Mede o risco de morrer segundo um grupamento populacional de um dado
local e período.
Mortalidade específica por causa
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Medidas de Frequência de Mortalidade específica
Mortalidade materna:
Mede o risco de mulheres morrerem por complicações da gravidez, parto e puerpério, até
42 dias após o parto (óbito materno), de um dado local e período.
Medidas de Frequência de Mortalidade específica
Mortalidade infantil
Mede o risco de morte de nascidos vivos morrerem no primeiro ano de vida, de um dado
local e período. É um dos mais sensíveis indicadores de condições de vida e saúde de uma
população.
Definições em relação à mortalidade
http://www.saude.gov.br/images/pdf/2018/setembro/13/Oficina-mortalidade-materna-e-infantil-CIT-MESA-Ana-
Nogales.pdf
(CESGRANRIO/2016) Indicadores de saúde são utilizados para avaliar as condições de saúde de
grupos populacionais e acompanhar sua evolução ao longo do tempo. Um dos indicadores mais
largamente utilizados como “resumo” dessas condições tem sido a taxa de mortalidade infantil, que
se encontra dividida em dois componentes de acordo com a idade na qual tenha ocorrido o óbito.
Um componente, que é mais tardio, é mais sensível às condições socioambientais. O outro
componente é mais precoce e mais dependente das condições associadas ao parto e aos cuidados
prestados ao recém-nato.
Esses componentes são, respectivamente:
a) neonatal precoce; perinatal
b) posneonatal; neonatal
c) perinatal; posneonatal
d) posneonatal; perinatal
e) neonatal; posneonatal
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Mortalidade específica por causa x letalidade
Mortalidade específica por causa:
Letalidade:
Vigilância em Saúde
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A PNVS deve contribuir para a integralidade na atenção à saúde, “incluindo as
ações de vigilância em saúde em todas as instâncias e pontos da Rede de
Atenção à Saúde do SUS, mediante articulação e construção conjunta de
protocolos, linhas de cuidado e matriciamento da saúde, bem como na
definição das estratégias e dispositivos de organização e fluxos da rede de
atenção (BRASIL, MS/CNS nº 588, 2018)”.
Vigilância em Saúde 
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1) a ‘vigilância’ de efeitos sobre a saúde, como agravos e doenças.
2) a ‘vigilância’ de perigos, como agentes químicos, físicos e biológicos que possam
ocasionar doenças e agravos.
3) a ‘vigilância’ de exposições, através do monitoramento da exposição de indivíduos
ou grupos populacionais a um agente ambiental ou seus efeitos clinicamente ainda
não aparentes (subclínicos ou pré-clínicos) (Freitas & Freitas, 2005; EPSJV, 2002).
Conformação do modelo de Vigilância em Saúde 
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• Coleta de dados;
• Processamento de dados coletados;
• Análise e interpretação dos dados processados;
• Recomendação das medidas de prevenção de controle;
• Promoção de ações de prevenção e controle de indicadores;
• Avaliação de eficácia e efetividade das medidas adotadas;
• Divulgação de informação pertinentes.
Funções da Vigilância em Saúde: 
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A vigilância e controle das doenças transmissíveis; 
A vigilância das doenças e agravos não transmissíveis; 
A vigilância da situação de saúde, 
Vigilância ambiental em saúde, 
Vigilância da saúde do trabalhador e a 
Vigilância sanitária.
Componentes da Vigilância em Saúde
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Vigilância
Epidemiológica
 Coleta e processamento de dados;
 Análise e interpretação dos dados Processados, divulgação das informações,
 Investigação epidemiológica de casos e surtos;
 Análise dos resultados obtidos e recomendações;
 Promoção das medidas de controle indicadas.
Componentes da Vigilância em Saúde
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Vigilância da
Situação de Saúde
Tem a função de desenvolverações de monitoramento contínuo do
país/estado/região/município/equipes, por meio de estudos e análises que
revelem o comportamento dos principais indicadores de saúde, enfatizando
as questões relevantes e contribuindo para um planejamento de saúde mais
abrangente.
Vigilância em
Saúde Ambiental
Centra-se nos fatores não biológicos do meio ambiente que possam promover
riscos à saúde humana: água para consumo humano, ar, solo, desastres naturais,
substâncias químicas, acidentes com produtos perigosos, fatores físicos e o
ambiente de trabalho.
Componentes da Vigilância em Saúde
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Vigilância da Saúde
do Trabalhador
Compõe um conjunto de atividades destinadas à promoção e proteção,
recuperação e reabilitação da saúde dos trabalhadores submetidos aos riscos e
agravos advindos das condições de trabalho.
Vigilância Sanitária É definida como um conjunto de ações capazes de eliminar, diminuir ou prevenir
riscos à saúde e de intervir nos problemas sanitários decorrentes do meio ambiente,
produção e circulação de bens e prestação de serviços de interesse da saúde.
Abrange o controle de bens de consumo que direta ou indiretamente se
relacionem com a saúde, compreendidas todas as etapas e processos, da
produção ao consumo; e o controle da prestação de serviços que direta ou
indiretamente se relacionam com a saúde.
Componentes da Vigilância em Saúde
• Alimentação saudável, 
• Prática corporal/atividade física, 
• Prevenção e controle do tabagismo, 
• Redução da morbimortalidade em decorrência do uso de álcool e outras drogas, 
• Redução da morbimortalidade por acidentes de trânsito, 
• Prevenção da violência e estímulo à cultura da paz, 
• Promoção do desenvolvimento (BRASIL, 2010, p. 19). 
As ações específicas da Vigilância em Saúde 
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Caracterização da
população:
Variáveis demográficas (número de habitantes com distribuição por
sexo, idade, local de residência, fluxos de migração, etc.);
Variáveis socioeconômicas (renda, inserção no mercado de trabalho,
ocupação, condições de vida, etc.);
Variáveis culturais (grau de instrução, hábitos, comportamentos, etc.);
As ações específicas da Vigilância em Saúde 
Saúde Coletiva e Epidemiologia
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Caracterização das
condições de vida:
Ambientais (abastecimento de água, coleta de lixo e dejetos, esgotamento
sanitário, condições de habitação, acesso a transporte, segurança e lazer);
Características dos sujeitos (nível educacional, inserção no mercado de
trabalho, tipo de ocupação, nível de renda, formas de organização social,
religiosa e política);
As ações específicas da Vigilância em Saúde 
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Caracterização do perfil
epidemiológico:
Indicadores de morbidade;
Indicadores de mortalidade;
Descrição dos
problemas:
O quê? (problema);
Quando? (atual ou potencial);
Onde? (territorialização);
Quem? (que indivíduos ou grupos sociais).
As ações específicas da Vigilância em Saúde 
Sistemas de informação em 
saúde
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Os sistemas de informação em saúde (SIS) são constituídos por instrumentos
padronizados que permitem o monitoramento e a coleta de dados, com o
objetivo de fornecer informações para análises e melhor compreensão dos
problemas de saúde da população. Tais sistemas subsidiam a tomada de
decisões nas diferentes esferas de gestão (BRASIL, 2018, online).
Sistemas de informação em saúde
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Um indicador consiste em uma medida que reflete uma característica ou
aspecto particular, em geral não sujeito à observação direta. Os indicadores de
saúde têm como propósito principal elucidar a situação de saúde de um
indivíduo ou de uma população (BRASIL, 2010; CARVALHO et al., 2017, p).
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Sistemas de informação em saúde
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Sistemas de informação em saúde
Dado
• É definido como “um valor
quantitativo referente a um fato ou
circunstância”, “o número bruto
que ainda não sofreu qualquer
espécie de tratamento estatístico”,
ou “a matéria-prima da produção
de informação”.
Informação
• É entendida como “o
conhecimento obtido a partir dos
dados”, “o dado trabalhado” ou “o
resultado da análise e combinação
de vários dados”, o que implica em
interpretação, por parte do usuário.
É “uma descrição de uma situação
real, associada a um referencial
explicativo sistemático”.
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Sistemas de informação em saúde
Realizar a análise da 
situação de saúde
Planejar as ações por 
prioridades 
Comparar indicadores, 
objetivos e metas
Documentar e analisar a 
qualidade da assistência
Avaliar os resultados 
obtidos ao longo do 
tempo
Documentar e permitir 
analisar a qualidade da 
assistência oferecida 
Fornecer subsídios para 
tomada de decisão
Disseminar informações 
rapidamente
Conferir transparência e 
confiabilidade aos 
serviços ofertados. 
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PRINCIPAIS SISTEMAS DE INFORMAÇÕES EM SAÚDE
SIGLA NOME ANO DE INÍCIO DOCUMENTAÇÃO
UTILIZADA PARA COLETA DE 
DADOS
SIM
Sistema de Informação
sobre
Mortalidade
1975 Declaração de óbito
SINASC Sistema de informações
sobre Nascidos Vivos
1990 Declaração de nascidos vivos
Sistemas de informação em saúde
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SIH Sistema de informação
Hospitalares
1991 Autorização de Internação
Hospitalar
SINAN Sistema de informações
de Agravos de
Notificação
1993 Ficha individual de notificação
Ficha Individual de investigação
SI-PNI Sistema de informações
do Programa Nacional de
Imunização.
1994 Vários
Sistemas de informação em saúde
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SIA-SUS Sistema de informações
Ambulatoriais do SUS
1994 Boletim de Produção
Ambulatorial
SIA-APAC Autorizações de
Procedimentos de Alto
Custo/Complexidade
1996 Vários
SIOPS Sistema de Informações
sobre Orçamentos
Públicos em Saúde
1999 Vários
Sistemas de informação em saúde
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CNES Cadastro Nacional de
Estabelecimentos de
Saúde
2000 Vários
SISREG Sistema de Regulação 2001 Vários
SISCAM Sistema de Informações
do Câncer da Mulher
2003 Fichas de requisição de
mamografia e exame
citopatológico
Sistemas de informação em saúde
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Sistemas de informação de Agravos de Notificação
O Sistema de Informação de Agravos de Notificação - Sinan é alimentado, principalmente,
pela notificação e investigação de casos de doenças e agravos que constam da lista
nacional de doenças de notificação compulsória.
Tem como objetivo coletar, transmitir e disseminar dados gerados rotineiramente pelo
Sistema de Vigilância Epidemiológica (BRASIL, 2007, p. 9).
A notificação compulsória tem caráter obrigatório para os médicos,
outros profissionais de saúde ou responsáveis pelos serviços públicos e
privados de saúde, que prestam assistência ao paciente e ainda pode ser
realizada à autoridade de saúde por qualquer cidadão que deles tenha
conhecimento.
Notificação Compulsória – Critérios para inclusão
Magnitude
Potencial de 
disseminação
Transcendência 
(severidade e 
relevância) 
Vulnerabilidade
Compromissos 
internacionais 
Regulamento 
Sanitário Internacional
Magnitude - doenças com elevada frequência que afetam grandes contingentes
populacionais, que se traduzem pela incidência, prevalência, mortalidade, anos potenciais de
vida perdidos.
Potencial de disseminação - expressa-se pela transmissibilidade da doença, possibilidade da
sua disseminação através de vetores e demais fontes de infecção, colocando sob risco outros
indivíduos ou coletividades.
Notificação Compulsória – Critérios para inclusão
Transcendência- que se tem definido como um conjunto de características apresentadas por
doenças e agravos, de acordo com sua apresentação clínica e epidemiológica, das quais as
mais importantes são:
• severidade medida pelas taxas de letalidade, hospitalizações e sequelas;
• relevância social que subjetivamente significa o valor que a sociedade imputa à
ocorrência do evento através da estigmatização dos doentes, medo, indignação quando
incide em determinadas classes sociais;
• relevância econômica devido a restrições comerciais, perdas de vidas, absenteísmo ao
trabalho, custo de diagnóstico e tratamento, etc.
Notificação Compulsória – Critérios para inclusão
· Vulnerabilidade - doenças para as quais existem instrumentos específicos de prevenção e
controle permitindo a atuação concreta e efetiva dos serviços de saúde sob indivíduos ou
coletividades.
· Compromissos internacionais - o governo brasileiro vem firmando acordos juntamente
com os países membros da Organização Panamericana de Saúde / Organização Munidal de
Saúde (OPS/OMS), que visam empreender esforços conjuntos para o alcance de metas
continentais ou até mesmo mundiais de controle, eliminação ou erradicação de algumas
doenças.
· Regulamento Sanitário Internacional: as doenças que estão definidas como de notificação
compulsória internacional, são incluídas, obrigatoriamente, nas listas nacionais de todos os
países membros da OPAS/OMS.
Notificação Compulsória – Critérios para inclusão
Notificação semanal
• Acidente de trabalho com exposição a material biológico
• Dengue – Casos
• Doença de Chagas Crônica
• Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ)
• Síndrome congênita associada à infecção pelo vírus Zika
• Esquistossomose
• Febre de Chikungunya
• Hanseníase
• Hepatites virais
• HIV/AIDS - Infecção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana ou Síndrome da Imunodeficiência
Adquirida
• Infecção pelo HIV em gestante, parturiente ou puérpera e Criança exposta ao risco de
transmissão vertical do HIV
• Infecção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV)
Notificação semanal
• Intoxicação Exógena (por substâncias químicas, incluindo agrotóxicos, gases tóxicos e metais
pesados)
• Leishmaniose Tegumentar Americana
• Leishmaniose Visceral
• Malária na região amazônica
• Óbito: a. Infantil b. Materno
• Sífilis: a. Adquirida b. Congênita c. Em gestante
• Toxoplasmose gestacional e congênita
• Tuberculose
• Violência doméstica e/ou outras violências
Notificação imediata SMS
• Acidente de trabalho
• Acidente por animal peçonhento
• Acidente por animal potencialmente transmissor da raiva
• Leptospirose
• Tétano: a. Acidental; b. Neonatal
• Violência sexual e tentativa de suicídio
Notificação imediata SMS e SES
• Coqueluche
• Difteria
• Doença de Chagas Aguda
• Doença Invasiva por “Haemophilus Influenza”
• Doença Meningocócica e outras meningites
• Doença aguda pelo vírus Zika em gestante
• Febre Tifoide
• Varicela - caso grave internado ou óbito
Notificação imediata SMS, SES e MS
• Botulismo
• Cólera
• b. Dengue – Óbitos
• Doenças com suspeita de disseminação intencional:a. Antraz pneumônicob. Tularemiac. Varíola
• Doenças febris hemorrágicas emergentes/reemergentes:a. Arenavírusb. Ebolac. Marburgd.
Lassae. Febre purpúrica brasileira
• Óbito com suspeita de doença pelo vírus Zika
• Evento de Saúde Pública (ESP) que se constitua ameaça à saúde pública (ver definição no art.
2º desta portaria)
• Eventos adversos graves ou óbitos pós vacinação
• Febre Amarela
• Febre de Chikungunya em áreas sem transmissão
• Óbito com suspeita de Febre de Chikungunya
• Febre do Nilo Ocidental e outras arboviroses de importância em saúde pública
Notificação imediata SMS, SES e MS
• Febre Maculosa e outras Riquetisioses
• Hantavirose
• Influenza humana produzida por novo subtipo viral
• Malária na região extra-Amazônica
• Poliomielite por poliovírus selvagem
• Peste
• Raiva humana
• Síndrome da Rubéola Congênita
• Doenças Exantemáticas: a. Sarampo b. Rubéola
• Síndrome da Paralisia Flácida Aguda
• Síndrome Respiratória Aguda Grave associada a Coronavírus a. SARS-CoV b. MERS- CoV
Notificação Compulsória
Imediata
• Acidente de trabalho.
• Dengue – Óbitos (MS/SES/SMS)
• Doença de Chagas Aguda (SES/SMS)
• Doença aguda pelo vírus Zika em gestante (SES/SMS)
• Óbito com suspeita de doença pelo vírus Zika
(MS/SES/SMS)
• Febre de Chikungunya em áreas sem transmissão 
(MS/SES/SMS)
• Malária na região extra-Amazônica (MS/SES/SMS)
• Doenças Exantemáticas:a. Sarampo b. Rubéola 
(MS/SES/SMS)
• Violência sexual e tentativa de suicídio (SMS)
• Tétano
• Monkeypox
Semanal
• Acidente de trabalho com exposição a material biológico
• Dengue – Casos
• Doença de Chagas Crônica
• Doença aguda pelo vírus Zika
• Febre de Chikungunya
• Malária na região amazônica
• Hepatites virais
• Hanseníase
• Tuberculose
• Sífilis:a. Adquirida b. Congênita c. Em gestante
• Óbito:a. Infantil b. Materno
• HTLV
Notificação Compulsória
Notificação 
Compulsória
Semanal: até 7 
dias
Imediata: até 24 
horas
Feita por 
profissionais 
de saúde ou 
qualquer 
cidadão
É sigilosa
Notificar a 
suspeita
Sinan – Instrumentos de coleta de dados:
FICHA DE NOTIFICAÇÃO A Ficha de Notificação deverá ser utilizada para: 
• Notificação negativa; 
• Notificação individual de casos suspeitos e/ou 
confirmados dos agravos de notificação compulsória 
A Ficha de Notificação não deverá ser utilizada para as doenças
que são notificadas somente após a confirmação: como aids
(menores de 13 anos e maiores de 13 anos), esquistossomose em
área não endêmica, hanseníase, gestante HIV +, leishmaniose
tegumentar americana, tuberculose, sífilis congênita, sífilis em
gestante e as doenças relacionadas à saúde do trabalhador
OBRIGADA
Profª. Thaysa Vianna
Profª. Thaysa Vianna
@profthaysavianna

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