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Conferência – práticas médicas no sus 
Doenças crônicas não transmissíveis no Brasil: desafios e plano de enfrentamento 
DCNT: São as doenças com maior impacto na saúde pública do Brasil sendo que a população que vive em 
vulnerabilidade social são os mais afetados devido a maior exposição a risco e barreiras de acesso á saúde. 
De acordo com os dados do CID-10, as doenças do aparelho circulatório foram a principal causa de 
mortalidade no país. As principais causas de mortalidade são: doenças circulatórias, neoplasias malignas e 
doenças do aparelho respiratório. 
Plano DCNT 2011-2022: Objetivos e estratégias 
Objetivo central: promover politicas públicas integradas e baseadas em evidências para prevenção e controle 
das DCNT. 
O Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) 
2011-2022 foi uma política do Ministério da Saúde. O objetivo era reduzir mortes prematuras por problemas 
como câncer, diabetes, hipertensão e doenças respiratórias. Ele focava em diminuir o tabaco e o álcool, 
melhorar a alimentação e incentivar exercícios. 
Doenças e Fatores de Risco Focados 
O plano atuou fortemente nos quatro principais grupos de doenças crônicas e nos seus causadores: 
 Doenças: cardiovasculares, câncer, respiratórias crônicas e diabetes. 
 Fatores de risco: tabagismo, consumo nocivo de álcool, inatividade física, dieta inadequada e obesidade. 
Diretrizes de Ação 
As metas do plano foram divididas em três eixos principais para orientar os profissionais de saúde: 
• Vigilância e Monitoramento: rastrear dados para entender onde agir. 
• Promoção da Saúde: criar ações para evitar que as doenças apareçam. 
• Cuidado Integral: garantir tratamento adequado para quem já tem a doença. 
METAS NACIONAIS DO PLANO DCNT: 2011-2022 
O Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) 
no Brasil (2011–2022) estabeleceu 12 metas nacionais com o objetivo de deter o avanço das quatro principais 
DCNT (doenças cardiovasculares, câncer, diabetes e doenças respiratórias crônicas) e de seus fatores de risco. 
As 12 metas dividem-se em três eixos principais: 
1. Mortalidade Prematura 
• Redução da mortalidade prematura: Reduzir a taxa de mortalidade prematura (na faixa etária de 
30 a 69 anos) por DCNT em 2% ao ano. 
2. Fatores de Risco Modificáveis 
• Tabagismo: Reduzir a prevalência de tabagismo em adultos em 30%. 
• Álcool: Reduzir a prevalência do consumo nocivo/abusivo de álcool em 10%. 
• Atividade física: Aumentar a prevalência de prática de atividade física no tempo livre em 10%. 
• Alimentação saudável: Aumentar o consumo recomendado de frutas e hortaliças em 10%. 
• Sal: Reduzir o consumo médio de sal (meta deáreas de atuação que guiam todas as ações e metas do plano. Eles foram 
definidos para integrar a vigilância em saúde com a atenção à saúde e garantir ações de prevenção e promoção. 
De acordo com o documento, os eixos são quatro: 
• Promoção da Saúde: Este eixo é compreendido como o processo de capacitar indivíduos e 
comunidades para aumentarem o controle sobre os determinantes da saúde e, assim, melhorarem sua 
saúde. Vai além do comportamento individual, focando na criação de ambientes favoráveis, no 
fortalecimento da ação comunitária e no desenvolvimento de políticas públicas saudáveis. Envolve a 
articulação intersetorial para enfrentar os determinantes sociais da saúde. 
• Atenção Integral à Saúde: Este eixo engloba um conjunto de ações que vão desde a promoção da 
saúde e a prevenção de doenças até a assistência em todos os níveis de complexidade (da Atenção 
Primária à Alta Complexidade). Considera as dimensões biológica, social e cultural dos sujeitos, 
buscando um cuidado contínuo e integrado para as pessoas com doenças crônicas e em situação de 
violência. 
• Vigilância em Saúde: Este eixo é definido como o conjunto de práticas contínuas e articuladas para o 
conhecimento, a previsão, a prevenção e o enfrentamento de problemas de saúde da população. Inclui 
a vigilância epidemiológica de doenças transmissíveis e não transmissíveis, a vigilância de violências 
e acidentes, a vigilância em saúde ambiental, do trabalhador e a análise de situações de saúde. O foco 
é produzir informações para subsidiar a tomada de decisão e a implementação de ações. 
• Prevenção de Doenças e Agravos à Saúde: Este eixo compreende ações conjuntas entre a vigilância 
e a atenção à saúde com o objetivo de estruturar uma rede de proteção e cuidado. Envolve a produção 
e o uso de informações sociais e em saúde; ações antecipadas frente aos fatores de risco das doenças e 
acidentes; e ações intersetoriais que promovam intervenções estruturantes, como acordos regulatórios 
que incidam sobre os fatores de risco (ex: publicidade de alimentos, leis de trânsito). 
Sete linhas de ação do plano DANT 
As linhas de ação são os temas estratégicos que orientam a formulação de propostas dentro dos eixos. Elas 
garantem que as ações sejam atuais, inovadoras e correlatas às estratégias para o enfrentamento das Dant no 
Brasil e no mundo. Conforme o documento, são elas: 
1. Ambientes e Territórios Saudáveis: Considera os espaços onde as pessoas vivem e circulam como 
dimensões concretas do processo saúde-doença. As ações visam transformar esses locais (cidades, 
comunidades, locais de trabalho) em ambientes que promovam a saúde, com mobilidade sustentável, 
qualidade do ar, segurança e acesso a alimentos saudáveis e espaços de lazer. 
2. Desenvolvimento Saudável nos Ciclos da Vida: Reconhece que a saúde é influenciada por fatores 
hereditários, biológicos e do meio ambiente em todas as fases da vida, desde o nascimento até a morte. 
O foco é na atenção integral, destacando a importância dos primeiros mil dias de vida, o cuidado 
prolongado para doenças prevalentes em cada ciclo e a promoção de escolhas favoráveis à saúde em 
todas as idades. 
3. Equidade em Saúde: Trata de atender às necessidades de pessoas e coletivos de acordo com suas 
vulnerabilidades, promovendo ajustes sociais para melhorar as condições de vida. Envolve a 
implementação de ações governamentais voltadas para o atendimento de diferentes necessidades, com 
atenção prioritária a grupos ou populações vulneráveis, como negros, indígenas, LGBTQIA+, 
população em situação de rua, entre outros. 
4. Saúde Mental: Define-se como um estado de bem-estar no qual o indivíduo pode usar suas 
habilidades, recuperar-se do estresse, ser produtivo e contribuir com a comunidade. Esta linha de ação 
vincula-se ao acesso a ações e serviços de saúde para transtornos mentais em todos os níveis de 
complexidade, pressupondo uma rede de cuidado prolongado e compartilhado entre profissionais, 
indivíduos e familiares. 
5. Educação e Comunicação em Saúde: Embora agrupadas, são dimensões distintas e complementares. 
A Educação em Saúde envolve uma abordagem pedagógica sobre saúde, ampliando conhecimentos 
e promovendo autonomia. A Comunicação em Saúde é a estratégia de divulgação de informações 
para diversos públicos com o objetivo de promover a saúde, prevenir doenças e melhorar o diálogo 
entre profissionais e população. 
(Nota: O documento menciona "sete linhas de ações", mas descreve apenas cinco na seção "Processo de 
Elaboração". As duas linhas adicionais, inferidas pelo contexto do plano, seriam a Governança e Gestão em 
Saúde e Pesquisa e Inovação, que permeiam todas as outras e são essenciais para a implementação, 
monitoramento e avaliação das ações.) 
 
METAS ESPECIFICAS PARA DCNT (2021-2030) 
As metas para as Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) foram estabelecidas com base no balanço do 
plano anterior e visam à redução da mortalidade prematura. Todas têm como linha de base o ano de 2015 e 
devem ser alcançadas até 2030. 
De acordo com o documento, as metas são: 
1. Reduzir em 1/3 a taxa padronizada de mortalidade prematura (30 a 69 anos) por DCNT. 
o Objetivo: Impactar diretamente a mortalidade precoce por doenças cardiovasculares, câncer, 
diabetes e doenças respiratórias crônicas. 
2. Reduzir em 1/3 a probabilidade incondicional de morte prematura (30 a 69 anos) por DCNT. 
o Objetivo: Utilizar um indicador complementar para medir o risco de um indivíduo morrer de 
DCNT entre os 30 e 69 anos, independentemente de outras causas de morte. 
3. Reduzir a mortalidade prematura (30 a 69 anos) por câncer de mama em 10%. 
o Objetivo: Focar em um dos cânceres mais incidentes e com maior impacto na mortalidade 
feminina, incentivando ações de rastreamento e diagnóstico precoce. 
4. Reduzir a mortalidade prematura (30 a 69 anos) por câncer de colo do útero em 20%. 
o Objetivo: Diminuir a mortalidade por um câncer prevenível por meio de vacinação (HPV) e 
rastreamento organizado (exame Papanicolau). 
5. Reduzir a mortalidade prematura (30 a 69 anos) por câncer do aparelho digestivo em 10%. 
o Objetivo: Enfrentar um grupo de cânceres fortemente associados a fatores de risco 
modificáveis, como alimentação inadequada, obesidade, consumo de álcool e tabagismo. 
 
AÇÕES ESTRATÉGICAS DANT 
As ações estratégicas são a parte prática do plano, organizadas para atingir as metas. Elas são divididas em 
três grandes blocos, totalizando 226 ações. Conforme o documento: 
• Bloco 1: Ações Estratégicas: Ações que mobilizam várias áreas e setores, transversalizando os demais 
blocos. Elas são essenciais para contribuir com o alcance do conjunto de metas do Plano. 
o Exemplos: Elaborar plano de comunicação com influenciadores digitais; desenvolver 
ferramentas digitais para o autocuidado; promover a Agenda dos ODS nos estados; fortalecer 
mecanismos de custo-efetividade para novas tecnologias; criar um observatório nacional de 
violências e acidentes; apoiar a qualificação da vigilância de Dant nos estados e municípios. 
• Bloco 2: Ações Estratégicas para Promoção da Saúde, Prevenção, Produção do Cuidado e 
Assistência para Enfrentamento dos Fatores de Risco: Ações organizadas a partir da vinculação 
dos fatores de risco para as Dant (como álcool, tabaco, alimentação, atividade física) com os eixos 
(Promoção, Atenção, Vigilância e Prevenção). 
o Exemplos: Articular a proibição da publicidade de bebidas alcoólicas; implementar a linha de 
cuidado para pessoas com sobrepeso e obesidade; estimular a criação de ciclovias; realizar 
ações de advocacy para fortalecer a cultura de paz; implementar o Sistema Nacional de 
Vigilância de Causas Externas. 
• Bloco 3: Ações Estratégicas para a Promoção da Saúde, Prevenção e Cuidado Diante do Grupo 
de DCNT: Ações correlatas às especificidades de cada grupo de doenças crônicas (Câncer, Diabetes, 
Doenças Cardiovasculares e Doenças Respiratórias). 
oExemplos (Câncer): Aperfeiçoar o rastreamento de câncer de mama e colo do útero para um 
modelo organizado; implantar programa nacional de qualidade em mamografia; ampliar o 
tratamento radioterápico. 
o Exemplos (Diabetes): Aumentar a cobertura de serviços de identificação e manejo do diabetes 
na APS; garantir triagem de retinopatia diabética. 
o Exemplos (Cardiovasculares): Fomentar a implantação de meditação para controle da 
pressão arterial; qualificar profissionais para atendimento a AVE e IAM. 
o Exemplos (Respiratórias): Garantir acesso a medicamentos inalatórios na APS; promover 
iniciativas para reduzir a influência de agentes ambientais nas doenças respiratórias. 
 
ACÕES ESTRATÉGICAS: PROMOÇÃO DA SAÚDE 
Dentro do Bloco 1 (Ações Estratégicas), o Plano de Dant lista uma série de ações específicas para o Eixo 
Promoção da Saúde. O objetivo é criar ambientes e condições que favoreçam escolhas saudáveis, indo além 
do tratamento de doenças. Conforme a seção 7.1 do documento, as ações incluem: 
• Comunicação e Educação: Elaborar plano de comunicação com influenciadores digitais sobre temas 
como cidades sustentáveis e alimentação saudável; desenvolver ferramentas digitais para o 
autocuidado; elaborar itinerários formativos para a educação básica sobre prevenção de DCNT e 
agravos. 
• Parcerias e Setor Privado: Estimular programas de promoção da saúde na saúde suplementar; 
estabelecer parcerias com o setor privado para ações voltadas à saúde dos trabalhadores; articular com 
a iniciativa privada e o terceiro setor projetos de baixo custo e alta efetividade para aumento de 
atividade física e redução de acidentes. 
• Políticas Públicas e Ambientes Saudáveis: Articular para a criação de uma Convenção-Quadro para 
prevenção de DCNT na América do Sul; disseminar recomendações para que cidades usem 
planejamento urbano e de transporte para diminuir poluição e incentivar mobilidade ativa; promover 
a Agenda dos ODS em estados e municípios. 
• Formação e Educação Permanente: Desenvolver iniciativas de Educação Permanente em Saúde 
para profissionais do SUS sobre os temas do Plano de Dant; formar e qualificar profissionais para o 
desenho e implantação de cidades/territórios inteligentes, saudáveis e sustentáveis. 
• Equidade e Segurança: Promover ações de saúde e segurança no trabalho, priorizando grupos 
vulneráveis como trabalhadores informais, menores de 18 anos e gestantes; apoiar estudos avaliativos 
sobre a efetividade de ações de promoção da saúde na APS voltadas a grupos de maior vulnerabilidade 
para DCNT. 
AÇÕES ESTRATÉGICAS - ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE 
Este eixo concentra ações voltadas para a organização do cuidado em saúde em todos os níveis de 
complexidade, garantindo desde a prevenção até o tratamento e reabilitação das pessoas com DCNT e vítimas 
de violências e acidentes. Conforme a seção 7.1 do documento, as principais ações são: 
Organização do Cuidado e Linhas de Cuidado: 
• Fomentar a qualificação e ampliação da atuação clínico-assistencial dos profissionais de saúde, com 
ênfase em equipes multiprofissionais. 
• Elaborar, implantar e implementar linhas de cuidado, diretrizes e protocolos clínicos para as DCNT, 
com ênfase em hipertensão arterial, diabetes mellitus, sobrepeso, obesidade, tabagismo, câncer de colo 
do útero e câncer de mama. 
• Apoiar os entes federados na implementação do modelo de atenção às pessoas com condições crônicas, 
com ênfase em HAS, diabetes e obesidade. 
• Implantar estratégias de avaliação de risco global para DCNT em usuários vinculados à Atenção 
Primária em Saúde (APS). 
Atenção Psicossocial e Saúde Mental: 
• Coordenar ações de indução da política de atenção psicossocial focadas em abordagens breves na APS, 
com ênfase em transtornos mentais frequentes, dependência e abuso de álcool. 
• Desenvolver ações de advocacy para inclusão de procedimentos e ações de prevenção de violências, 
uso de álcool e tabaco nas carteiras de serviços da APS. 
Tecnologia e Insumos: 
• Fortalecer os mecanismos de verificação de custo-efetividade para incorporação de novas tecnologias 
voltadas às DCNT. 
• Fortalecer o complexo produtivo da saúde para ampliar a produção de insumos farmacêuticos 
destinados ao enfrentamento das DCNT. 
Populações Vulneráveis e Ciclos de Vida: 
• Desenvolver estratégias intersetoriais de organização do cuidado para gestantes, puérperas, recém-
nascidos e crianças de até 2 anos privadas de liberdade. 
• Ampliar estratégias de promoção do envelhecimento saudável ao longo de toda a vida. 
• Ampliar o acesso ao pré-natal odontológico para redução de cárie e doença periodontal. 
Resiliência em Situações de Crise: 
• Desenvolver estratégias de proteção e assistência às pessoas com DCNT em situações de epidemia ou 
pandemia, garantindo acesso e continuidade dos cuidados e aquisição de medicamentos. 
AÇÕES ESTRATÉGICAS - VIGILÂNCIA EM SAÚDE 
Este eixo concentra ações voltadas para a produção, análise e disseminação de informações em saúde para 
subsidiar a tomada de decisão e o monitoramento das Dant. Conforme a seção 7.1 do documento, as principais 
ações são: 
Fortalecimento da Vigilância de Dant: 
• Promover a implantação de vigilância de Dant (DCNT e agravos) integrada no País. 
• Publicar Guia de Vigilância de Dant integrada. 
• Apoiar estados e municípios para qualificação da vigilância de Dant, incluindo a qualidade dos dados, 
produção e utilização de informação em saúde. 
• Implantar programa de qualificação da informação e ampliação da captação de procedimentos não 
registrados no SUS, interoperabilidade dos sistemas e uso da análise de situação de saúde. 
Sistemas de Informação e Inquéritos: 
• Realizar anualmente o inquérito telefônico sobre fatores de risco e proteção para as DCNT – Vigitel. 
• Realizar a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) a cada cinco anos, incluindo medições antropométricas, 
pressão arterial e coleta de material biológico. 
• Realizar regularmente a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE). 
• Desenvolver e ofertar tecnologia para interoperabilidade de dados dos sistemas de informação em 
saúde para qualificar a vigilância de lesões por causas externas. 
Observatórios e Comitês: 
• Criar observatório nacional de violências e acidentes. 
• Incentivar a criação de comitês de investigação de óbitos como estratégia para melhoria da qualidade 
dos dados. 
Monitoramento Específico: 
• Monitorar os casos e óbitos de intoxicações exógenas acidentais e autoprovocadas por agrotóxicos, 
metais pesados, produtos de uso domiciliar, produtos químicos, alimentos, raticidas e produtos 
veterinários e por uso abusivo de álcool e outras drogas. 
• Apoiar a estruturação e fortalecimento da vigilância dos riscos de intoxicação por agrotóxicos, 
alimentos e metais por trabalhadores rurais, ribeirinhos, agentes de endemias, pescadores, 
quilombolas. 
Publicações e Disseminação: 
• Publicar boletins epidemiológicos sobre temáticas do Plano de Dant. 
• Realizar o monitoramento e divulgação de informações relativas aos indicadores dos Objetivos de 
Desenvolvimento Sustentável (ODS). 
Formação e Capacitação: 
• Disponibilizar ferramentas e estratégias de formação em vigilância de Dant e análise de iniquidades 
em saúde para profissionais do SUS. 
• Realizar o levantamento epidemiológico das condições de saúde bucal da população brasileira - SB 
BRASIL. 
AÇÕES ESTRATÉGICAS ESPECÍFICAS CONTRA: TABACO E OUTROS FATORES DE RISCO 
O documento detalha ações específicas para cada fator de risco na seção 7.2. Abaixo, apresento as ações para 
o tabagismo como exemplo principal, além de exemplos de outros fatores de risco. 
TABAGISMO 
Promoção da Saúde: 
• Apoiar e lançar campanhas pela proibição total da propaganda de cigarros, incluindo: exposição para 
venda, proibição de venda a menores, publicidade internacional e meios modernos de comunicação, 
adoção de embalagens padronizadas e comercialização, importação e propagandados dispositivos 
eletrônicos para fumar, incluindo o tabaco aquecido. 
• Induzir e articular a implementação de medidas regulatórias relacionadas à comercialização, 
propaganda, consumo e fiscalização contra a venda de produtos ilegais. 
• Mobilizar e articular os poderes e setores da sociedade para promover o aperfeiçoamento da legislação 
nacional quanto ao cumprimento da Convenção-Quadro do Controle do Tabaco e seus protocolos. 
• Intensificar estratégias intersetoriais de promoção da saúde, prevenção e estímulo à cessação do uso 
de produtos derivados de tabaco nos estados de fronteiras e naqueles com maior prevalência de 
consumo de cigarros ilegais. 
• Fornecer subsídios para instituição de serviços nacionais de apoio à cessação do tabagismo, com custo 
coberto e eficaz para toda a população. 
Atenção Integral à Saúde: 
• Desenvolver estratégias para inclusão e ampliação de procedimentos e ações de prevenção e cessação 
ao uso de produtos fumígenos nas carteiras de serviços da APS e demais níveis de atenção. 
• Ampliar o acesso, por meio do fortalecimento de Linhas de Cuidado, ao cuidado integral em todos os 
níveis de atenção para pessoas em uso de tabaco. 
• Apoiar e articular ações do Programa Nacional de Controle do Tabagismo, incluindo comunicação, 
produção de materiais e capacitações para populações em situação de iniquidade em saúde. 
Vigilância em Saúde: 
• Monitorar anualmente a prevalência de fumantes na população adulta, contemplando dados sobre 
consumo de novos produtos fumígenos, derivados ou não do tabaco, e produtos ilegais. 
• Desenvolver estudos para apoiar a implementação da proibição de aditivos de aroma e sabor em 
produtos fumígenos. 
Prevenção de Doenças e Agravos à Saúde: 
• Estimular o desenvolvimento de ambientes saudáveis no trabalho, na escola, na comunidade e nos 
serviços de saúde, por meio do incentivo à implementação de "ambientes livres de produtos 
fumígenos". 
• Estimular a adoção de medidas e leis para proibir o consumo de produtos fumígenos em áreas abertas 
como praças, parques, florestas, praias e campi universitários. 
• Disponibilizar materiais e estratégias para o fortalecimento do controle de tabagismo nas ações 
desenvolvidas pelos profissionais da APS, em parceria com escolas. 
EXEMPLOS DE AÇÕES PARA OUTROS FATORES DE RISCO 
Álcool: 
• Articular e promover subsídios técnico-científicos e políticos para proibições ou restrições abrangentes 
à publicidade, patrocínio e promoção comercial de bebidas alcoólicas. 
• Apoiar projetos de lei para alterar a Lei nº 9.294/1996 e vedar a propaganda comercial de bebidas 
alcoólicas nos meios de comunicação social. 
• Desenvolver campanhas de mídia nacional sobre uso de álcool e direção, trabalho, violência doméstica 
e doenças crônicas. 
Alimentação Adequada e Saudável: 
• Promover ações da alimentação saudável e adequada segundo o Guia Alimentar para a População 
Brasileira. 
• Implementar medidas protetivas dos ambientes alimentares, especialmente nas escolas, para reduzir o 
consumo de alimentos ultraprocessados e obesidade na primeira infância e adolescência. 
• Promover subsídios técnico-científicos e políticos para apoiar medidas regulatórias e fiscais para 
reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados. 
Atividade Física: 
• Subsidiar setores responsáveis com informações sobre a importância e ganhos para a saúde com a 
construção e definição de espaços de lazer como praças, parques e áreas livres com estrutura para 
prática de atividade física. 
• Promover articulação para o aumento da quilometragem de ciclovias e ciclofaixas nas capitais e 
grandes municípios. 
• Articular com o MEC a garantia da educação física escolar na educação básica da rede pública de 
ensino. 
 
DIMENSÕES ESTRUTURANTES PARA IMPLEMENTAÇÃO 
O documento, em sua seção 8, recomenda que os entes federados reforcem os objetivos do Plano de Dant com 
base em quatro dimensões estruturantes para a organização, produção de ações e serviços e gestão na saúde: 
1. Educação Permanente em Saúde voltada aos temas e às estratégias de implementação do Plano de 
Dant: 
• Garantir as temáticas nos planos estaduais e/ou municipais de Educação Permanente em Saúde (EPS). 
• Construir e reforçar competências e habilidades dos profissionais de saúde para abordagem e produção 
do cuidado frente às DCNT e aos agravos. 
• Incluir habilidades como construção de iniciativas intersetoriais, organização e produção de 
informações para pautar decisões técnicas e políticas, e mobilização da comunidade. 
• Garantir abordagens diante das DCNT e agravos na APS e vigilância em saúde. 
2. Implantação e fortalecimento dos serviços de saúde voltados à prevenção das DCNT e dos agravos: 
• As ações de prevenção dos fatores de risco para DCNT e agravos devem fazer parte dos constructos 
que caracterizam a vigilância em saúde e a APS. 
• Promover a integração entre vigilância em saúde e APS, com construção e compartilhamento do 
mesmo planejamento. 
• Organizar a vigilância em saúde na rede de saúde local, percorrendo todos os níveis de atenção (média 
e alta complexidades). 
• Responder a perguntas como: "quais as entregas da vigilância em saúde e da APS para enfrentamento 
das Dant?"; "quais processos de trabalho precisam ser estabelecidos ou revistos?"; "quais as 
habilidades e competências necessárias?". 
3. Construção de parcerias multisetoriais: 
• As DCNT e agravos estão fortemente relacionados aos determinantes sociais da saúde, exigindo 
abordagem que inclua componentes econômicos, sociais, políticos e culturais. 
• Ações voltadas à prevenção de acidentes requerem reestruturações e parcerias para além do setor 
saúde. 
• Espera-se que o Plano de Dant incentive e subsidie iniciativas com multissetores que envolvam a 
gestão pública, o mercado e o terceiro setor. 
• As ações propostas versam sobre a necessidade de articulação com outras políticas como educação, 
trânsito, assistência social e segurança pública. 
4. Desenvolvimento de capacidades e habilidades para a geração e uso de informações: 
• A informação é um dos principais recursos de trabalho na saúde pública. 
• No âmbito local, o acompanhamento de indicadores nacionais e locais é imprescindível para avaliar e 
nortear as ações e serviços. 
• Recomenda-se manter os bancos de dados atualizados e melhorar o preenchimento das fichas de 
notificação. 
• Avançar com a interoperabilidade de dados para compor um conjunto coeso e completo de 
informações. 
• Realizar análises interessantes como: relação entre acidentes de trânsito e consumo de álcool, 
violência, gênero e escolaridade, gravidez na adolescência e abandono escolar. 
• Saber comunicar a informação e utilizá-la para advogar em prol das ações do Plano de Dant. 
• Acompanhar da informatização da saúde e automação de processos para facilitar o trabalho dos 
profissionais. 
O PAPEL DO MINISTÉRIO DA SAÚDE NO PLANO DANT 
O documento, ainda na seção 8, estabelece claramente as responsabilidades do Ministério da Saúde (MS) em 
parceria com os demais entes federados. Caberá ao MS: 
a. Apoio Técnico e Subsídios: 
• Prestar apoio técnico e subsídios para implementação, monitoramento, revisão e avaliação do Plano 
de Dant. 
b. Dinamização da Agenda: 
• Dinamizar a agenda do plano e agendas convergentes para manter em alta as discussões pertinentes ao 
alcance das metas. 
c. Educação Permanente: 
• Desenvolver e apoiar iniciativas de educação permanente voltadas à construção de competências e 
habilidades para elaboração e respostas aos indicadores em saúde a nível estadual e municipal. 
d. Redes Multissetoriais: 
• Incentivar a criação de redes multissetoriais. 
e. Fortalecimento da Vigilância: 
• Fortalecer a vigilância de Dant integrada. 
f. Inclusão nos Planos de Saúde: 
• Apoiar a inclusão das ações e metas do Plano de Dant nos respectivos planos de saúde e nos planos de 
educação permanente dos estados, do Distrito Federal e dos municípios.g. Pesquisa e Avaliação: 
• Desenvolver e apoiar pesquisas sobre a implementação do Plano de Dant e seus resultados à saúde da 
população brasileira. 
h. Atualização e Alinhamento: 
• Manter as ações e as metas do plano atualizadas e alinhadas com as políticas, as diretrizes e os acordos 
internacionais dos quais o País é signatário. 
i. Organização da Vigilância na Rede: 
• Organizar a vigilância de Dant nas redes de atenção à saúde. 
j. Articulação com a Saúde Suplementar: 
• Articular com a saúde suplementar para apoio às ações e às metas do Plano de Dant. 
 
 ≠

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