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Determinantes Sociais de Saúde (DSS) Políticas em Saúde Mental SAÚDE MENTAL: REFORMA PSIQUIÁTRICA E RAPS • Lei 10.216/2001: Lei Paulo Delgado ou Lei da Reforma Psiquiátrica • Componentes da RAPS (Rede de Atenção Psicossocial): Atenção Básica, Atenção Psicossocial Estratégica, Atenção de Urgência e Emergência, Atenção Residencial de Caráter Transitório, Atenção Hospitalar, Estratégia de Desinstitucionalização e Estratégias de Reabilitação Psicossocial • Tipos de CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) • CAPS I (população > 15.000 hab.) • CAPS II, CAPS AD e CAPS i (população > 70.000 hab) • CAPS III e CAPS AD III (24 hs e população > 150.000 hab) • CAPS AD IV (24 hs e população > 500.000 hab) 1. REFORMA PSIQUIÁTRICA • Reforma Psiquiátrica é o processo histórico de crítica teórica e prática que questiona e elabora propostas de transformação do modelo clássico e do paradigma da psiquiatria. 1.1 MODELO MANICOMIAL X DESINSTITUCIONALIZAÇÃO Tabela 1 Modelo manicomial X desinstitucionalização Característica Modelo manicomial Desinstitucionalização Fundamento epistemológico Serviços de saúde e comunitários de base territorial Abordagem ampliada de saúde e integridade do sujeito e do cuidado Lócus Instituição (manicômio) Positivismo dualista que separa a doença mental da existência do sujeito e do cuidado Lógica de atuação Doença mental Inclusão social e cidadania Objeto Encarceramento e anulação histórica do sujeito Pessoa em sofrimento e portadora de subjetividade Objetivo Periculosidade e desrazão Cuidado ampliado e integração social Concepção sobre a pessoa com sofrimento mental Cura/reabilitação/controle da periculosidade Autonomia Posição da pessoa com sofrimento mental Paciente objeto da intervenção Sujeito protagonista de sua saúde e da própria história Resposável pela intervenção Médico psiquiatra Equipes de saúde e de apoio social 1.2 O QUE PROPÕE A REFORMA PSIQUIÁTRICA? • Contesta o modelo asilar/manicomial de tratamento, propõe a desinstitucionalização; • Ruptura com situações que ameaçavam a vida das pessoas, que as oprimiam ou as mantinham em uma condição de aprisionamento; • Crítica ao paradigma psiquiátrico alienista de cuidado; • Proposta de um modelo de atenção psicossocial orientado no sentido da comunidade; • Pessoas com sofrimento psíquico podem ser produtivas e viver no território reinseridas na comunidade e a tendo como parte de seus cuidados (Recovery: estado de recuperação ou restabelecimento de funções psíquicas, físicas e sociais no funcionamento cotidiano); • Reconhecer os determinantes sociais de saúde do sofrimento psíquico, aprofundando a concepção de promoção da saúde mental e incluindo a perspectiva política; • Estruturação da rede de serviços para cuidado integral e de base territorial. 1.3 MOVIMENTOS DE REFORMA PSIQUIÁTRICA NO MUNDO • Psiquiatria democrática: movimento italiano liderado por Franco Basaglia; movimento que mais infl uenciou a Reforma Psiquiátrica Brasileira; • Reforma Psiquiátrica Brasileira: desenvolver uma rede de serviços e equipamentos que superem a assistência manicomial, trazendo foco para serviços de base comunitária. REFORMAS DO AMBIENTE ASILAR: • Psicoterapia Institucional (francês) • Comunidades Terapêuticas (inglês) REFORMAS ALÉM DO AMBIENTE ASILAR: • Psiquiatria de Setor (francês) • Psiquiatria Preventiva ou Saúde Mental Comunitária (americano) RUPTURAS COM O AMBIENTE ASILAR • Anti-psiquiatria (inglês) 2. HISTÓRIA DA PSIQUIATRIA NO BRASIL 1841 - 1964: Institucionalização da Saúde Mental • 1841: Criação do Hospício de Alienados Pedro II no Rio de Janeiro-RJ (inaugurado em 1852) • Após 1889: ascensão da psiquiatria científi ca estimulada pelo modelo biomédico 1964 - 1978: Autoritarismo e privatização da saúde mental • Força do modelo hospitalocêntrico e manicomial • Privatização e indústria da loucura • Hospitais psiquiátricos superlotados, com serviços de má qualidade e iatrogênicos 1978 - 2000: Origem e ascensão da Reforma Psiquiátrica Brasileira • Força do Movimento da Reforma Sanitária Brasileira julia - juliarachelfm@hotmail.com - 03439438325 MEDICINA LIVRE - t.me/medlivregrupoo - linktr.ee/medicinalivre https://t.me/medlivregrupoo https://linktr.ee/medicinalivre 2 SUS • 1978: criação do MTSM (Movimento dos Trabalhadores de Saúde Mental) • Forte crítica ao modelo asilar, à violência institucionalizada e à privatização da assistência • 1987: II Congresso Nacional dos Trabalhadores em Saúde Mental em Bauru-SP. É lançada a Carta de Bauru com o lema “Por uma Sociedade sem Manicômios”. O MTSM torna-se Movimento da Luta Antimanicomial (MLA) 2001: • Lei 10.216/2001: é aprovada a Lei Paulo Delgado ou Lei da Reforma Psiquiátrica; “Dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental.” Propõe a extinção progressiva dos manicômios e sua substituição por outros recursos assistenciais : um dos direitos da pessoa portadora de transtorno mental é ser tratada, preferencialmente, em serviços comunitários de saúde mental; • Tipos de internação psiquiátrica: (I) internação voluntária, aquela que se dá com o consentimento do usuário; (II) internação involuntária, aquela que se dá sem o consentimento do usuário e a pedido de terceiro; (III) internação compulsória, aquela determinada pela Justiça. 2011: • Portaria 3088: institui no SUS a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) 2.1 REFORMA PSIQUIÁTRICA BRASILEIRA (RPB) PROCESSO SOCIAL E COMPLEXO • Pressupõe o estabelecimento de uma nova relação entre a sociedade, sofrimento mental e instituições com o intuito de ofertar outro lugar social para a loucura e promover o aumento das potências de vida das pessoas em sofrimento mental. Dimensões da RPB Dimensão Teórico - conceitual Dimensão Sociocultural Dimensão Jurídico-político Dimensão Técnico-assistencial Figura 1 Dimensões da RPB 3. REDE DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL • Confi ra na página seguinte a Figura 2 Na Atenção Básica • Unidade Básica de Saúde; • Núcleo de Apoio a Saúde da Família; • Consultório na Rua; • Apoio aos serviços do componente. Atenção Residencial de Caráter Transitório; • Centros de Convivência e Cultura. Atenção Psicossocial Estratégica • Centros de Atenção Psicossocial nas suas diferentes modalidades. Atenção de Urgência e Emergência • SAMU 192; • Sala de Estabilização; • UPA 24 horas e portas hospitalares de atenção à urgência /pronto socorro, Unidades Básicas de Saúde. Atenção Residencial de Caráter Transitório • Unidade de Acolhimento; • Serviço de Atenção em Regime Residencial. Atenção Hospitalar • Enfermaria especializada em hospital geral; • Serviço Hospitalar de Referência (SHR) para atenção às pessoas com sofrimento ou transtorno mental e com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas. Estratégia de Desinstitucionalização • Serviços Residenciais Terapêuticos (SRT); • Programa de Volta para Casa (PVC). Estratégias de Reabilitação Psicossocial • Iniciativas de Geração de Trabalho e Renda; • Empreendimentos Solidários e Cooperativas Sociais. Tabela 2 Componentes da RAPS Componentes Atenção Básica em Saúde Atenção Psicossocial Atenção de Urgência e Emergência Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Sala de Estabilização. Portas Hospitalares de Atenção à Urgência/Pronto-Socorro Unidade de Acolhimento Adulto. Unidade de Acolhimento Infanto-Juvenil. Serviço Hospitalar de Referência. Atenção Residencial de Caráter Transitório Atenção Hospitalar Pontos de Atenção Unidade Básica de Saúde. Equipes de Atenção Básica para populações em Situações Específicas (Consultório na Rua e Equipe de Apoio aos Serviços do Componente Atenção Residencial de Carácter Transitório. Núcleo de Apoio à Saúde da Família. Centro de Convivência e Cultura. CAPS I CAPS II CAPS III CAPS AD CAPS AD III CAPSfim desta aula e espero que tenha sido proveitosa para você. Em casos de dúvidas ou sugestões, não hesite em utilizar o fórum ou nos contactar através das redes sociais. Até breve, Professor Thales! Venda Proibida! . . . Estratégia MED Psiquiatria Social e Reforma Psiquiátrica Prof. Thales Thaumaturgo | Curso Extensivo | 2025 29 PSIQUIATRIA Venda Proibida! . . . http://med.estrategia.comI Leitos de psiquiatria em Hospital Geral. Serviço Hospitalar de Referência. Estratégias de Desinstitucionalização Serviço Residencial Terapêutico. Programa de Volta para Casa. Estratégias de Reabilitação Psicossocial Cooperativas Sociais, Empreendimentos Solidários e Iniciativas de trabalho e Renda. 3.2 CAPS (CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL) • CAPS é um serviço de saúde aberto e comunitário do SUS; • Lugar de referência e tratamento para pessoas que sofrem com transtornos mentais, cuja severidade e/ou persistência justifi quem sua permanência num dispositivo de cuidado intensivo, comunitário, personalizado e promotor de vida; • Criado para viabilizar a mudança de foco do cuidado hospitalocêntrico em saúde mental para um cuidado de base comunitária. 3.3 TIPOS DE CAPS CAPS I: • Indicado para municípios com população acima de 15.000 habitantes; julia - juliarachelfm@hotmail.com - 03439438325 MEDICINA LIVRE - t.me/medlivregrupoo - linktr.ee/medicinalivre https://t.me/medlivregrupoo https://linktr.ee/medicinalivre 3 SAÚDE MENTAL: REFORMA PSIQUIÁTRICA E RAPS CAPS II: • Indicado para municípios com população acima de 70.000 habitantes; CAPS III: • Indicado para municípios ou regiões com população acima de 150.000 habitantes; CAPS AD: • Indicado para municípios ou regiões com população acima de 70.000 habitantes; CAPS AD III: • Atende pessoas de todas as faixas etárias que apresentam intenso sofrimento psíquico decorrente do uso de crack, álcool e outras drogas. • Proporciona serviços de atenção contínua, com funcionamento 24 horas, incluindo feriados e fi ns de semana, ofertando retaguarda clínica e acolhimento noturno. Indicado para municípios ou regiões de saúde com população acima de 150.000 habitantes CAPS I : • Atende crianças e adolescentes que apresentam prioritariamente intenso sofrimento psíquico decorrente de transtornos mentais graves e persistentes, incluindo aqueles relacionados ao uso de substâncias psicoativas e outras situações clínicas que impossibilitem estabelecer laços sociais e realizar projetos de vida. Indicado para municípios ou regiões com população acima de 70.000 habitantes. CAPS AD IV : • Instituído pela Portaria nº 3.588/2017 - surgiu para atuação em locais de cena de uso de crack em grandes centros urbanos com população acima de 500.000 habitantes. Figura 2 Diferentes componentes e práticas da Rede de Atenção Psicossocial julia - juliarachelfm@hotmail.com - 03439438325 MEDICINA LIVRE - t.me/medlivregrupoo - linktr.ee/medicinalivre https://t.me/medlivregrupoo https://linktr.ee/medicinalivre PSIQUIATRIA SOCIAL E REFORMA PSIQUIÁTRICA P R O F . T H A L E S T H A U M A T U R G O Venda Proibida! . . . Estratégia MED Prof. Thales Thaumaturgo | Psiquiatria Social e Reforma Psiquiátrica 2PSIQUIATRIA PROF. THALES THAUMATURGO APRESENTAÇÃO: Seja muito bem-vindo, Estrategista e futuro Residente! Sou o professor Thales Thaumaturgo, de Foz do Iguaçu, Paraná, médico formado pela Universidade do Planalto Catarinense – UNIPLAC, em Lages, Santa Catarina, e especialista em Psiquiatria pelo Instituto de Psiquiatria de Santa Catarina – IPq - SC. Como muitos de vocês, estudei em uma faculdade particular, em uma cidade pequena (muito fria) do interior, localizada na serra catarinense. Ao mesmo tempo que isso me distanciou um pouco dos grandes polos acadêmicos, centros de pesquisa e das instituições mais renomadas do país, também me deu a chance de colocar “a mão na massa”. Isso aconteceu porque os alunos da faculdade em que estudei prestavam assistência médica para quase toda a cidade, com muitas oportunidades de aprendizado na “vida real”, associado a uma ótima carga teórica de ensino e grandes professores, que se tornaram amigos e colegas de profissão. Após minha formação na faculdade, resolvi partir logo para a Residência Médica. Prestei muitas provas, em diversos estados do país, e conheci inúmeras bancas organizadoras durante minha preparação para entrar na Residência Médica. Vou contar para você: quando saí da faculdade, não tinha certeza de que carreira médica deveria seguir, por isso prestei provas para diversas especialidades. Na época, fui aprovado em Psiquiatria, Neurologia, Radiologia e Diagnóstico por Imagem, além de Clínica Médica. Dentre todas as opções em que havia sido aprovado, escolhi a especialidade que considerava a mais cômoda para os meus planos de vida: Radiologia e Diagnóstico por Imagem. Era Venda Proibida! . . . Estratégia MED Prof. Thales Thaumaturgo | Psiquiatria Social e Reforma Psiquiátrica 3PSIQUIATRIA na minha cidade, eu estaria perto da minha família, dos meus amigos, com o hospital a poucos quilômetros da minha casa, na cidade onde eu já tinha contatos profissionais e já estava trabalhando em plantões nas emergências dos serviços de toda a região. Na verdade, já estava aprovado e prestes a iniciar a Residência de Psiquiatria, quando um amigo me perguntou durante um plantão: “você vai prestar a prova para Radio?” – eu nem sabia que, naquela altura, meados de fevereiro, ainda haveria uma prova de Residência Médica na cidade. Resolvi tentar. Poderia ter escolhido entre tentar a Radio, Gineco ou Anestesio. Passei em segundo lugar em Radio. Mas, rapidamente, descobri na prática que o comodismo pode ser um grande erro. E, para mim, foi. Não havia escolhido o que, de fato, queria fazer, havia sido seduzido por uma aparente comodidade. Após a empolgação inicial, quando a fase da novidade já havia acabado, estava vivendo uma rotina que não me agradava e logo percebi que não estava feliz. Tive ainda mais certeza disso lá pelo meio do R1, quando estava dando um plantão noturno de ultrassom no hospital. Só pensava nas minhas possibilidades, culpava-me constantemente pelo meu “erro”, achava que tinha “jogado um ano inteiro da minha vida fora”, que tinha “ficado para trás”. Nessa noite, procurei um dos meus preceptores, que estava no plantão da tomografia, e perguntei de maneira direta: “Professor, quando você percebeu que fez a escolha certa com a Radiologia?” Ele me respondeu: “Desde o meu primeiro dia na Residência. Eu me encontrei nisso aqui. Minha mãe não entende direito o que eu faço, fala que eu sou raio-xizeiro”. Depois disso, ainda levei uns meses para criar a coragem necessária para recomeçar. Mas, um dia pela manhã, lá pelo fim do ano, fui até a direção do hospital e pedi meu desligamento da Residência. Foi um dos dias mais estranhos que tive na vida, estava muito triste por abandonar um curso de que não gostava, mas senti que finalmente tinha feito o que era preciso. Demorei alguns meses para perceber que tudo o que tinha vivido não foi uma perda de tempo. Aprendi muito profissionalmente, mas aprendi muito mais pessoalmente. O desconforto me fez crescer e isso não tem preço. A partir de então, voltei a dar plantões, estudei por algumas semanas na minha casa e encarei novamente as provas, dessa vez decidido: queria entrar na Residência de Psiquiatria. Entrei. Durante minha Residência em Psiquiatria, conheci uma outra realidade e tive a oportunidade de trabalhar em grandes hospitais na região de Florianópolis, como o Hospital Universitário da UFSC e meu querido IPq – SC, hospital de internação psiquiátrica, com cerca de 300 leitos, onde fiz grandes amigos, conheci profissionais incríveis, atendi pacientes que marcaram minha vida, aprendi o belo ofício da Psiquiatria (que hoje tenho o prazer de ensinar). Foi lá onde, finalmente, descobri o que gostaria de fazer para o resto de minha vida. Foi ali, a duras penas, que percebi que minha faculdade tinha me preparado à altura para encarar esse grande desafio profissional. Hoje, sou muito realizado com as minhas escolhas e muito grato por tudo que aprendi na faculdade e nos meus anos de Residência Médica, seja em Rádio ou Psiquiatria. Acredite em mim, uma boa Residência faztoda a diferença em nossa carreira, nossa vida e no que podemos proporcionar a nossos pacientes! Por isso, estou aqui para ajudá-lo a conquistar sua sonhada vaga e espero que, em alguns anos, você também possa olhar sua trajetória e sentir orgulho dela. Então, digo por experiência própria, siga o caminho que lhe trará realização profissional, mas, acima de tudo, que lhe dê satisfação pessoal, que o faça feliz. Não tenha medo de recomeçar, sempre valerá a pena. @estrategiamed@estrategiamed /estrategiamedt.me/estrategiamed Estratégia MED Venda Proibida! . . . https://www.instagram.com/estrategiamed/ https://www.tiktok.com/@estrategiamed https://www.facebook.com/estrategiamed1 https://t.me/estrategiamed https://www.youtube.com/channel/UCyNuIBnEwzsgA05XK1P6Dmw Estratégia MED Psiquiatria Social e Reforma Psiquiátrica Prof. Thales Thaumaturgo | Curso Extensivo | 2025 4 PSIQUIATRIA SUMÁRIO 1.0 A SAÚDE MENTAL NO BRASIL 5 1.1 A REFORMA PSIQUIÁTRICA BRASILEIRA 6 1.1.1 LEI DA REFORMA PSIQUIÁTRICA 7 1.1.2 POLÍTICA NACIONAL ANTIDROGAS DE 2002 10 1.2 CRIAÇÃO DA REDE DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL (RAPS) 10 1.3 INCENTIVO À DESINSTITUCIONALIZAÇÃO DE PACIENTES E FECHAMENTO DE LEITOS PSIQUIÁTRICOS 11 1.3.1 FECHAMENTO DE LEITOS PSIQUIÁTRICOS NO BRASIL 12 2.0 UM NOVO PARADIGMA NA SAÚDE MENTAL BRASILEIRA 12 2.1 ABERTURA DE LEITOS E INCLUSÃO DE HOSPITAIS PSIQUIÁTRICOS NA RAPS 13 2.2 POLÍTICA NACIONAL SOBRE DROGAS 13 3.0 RAPS ATUAL 16 3.1 CENTROS DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL (CAPS) 16 3.2 UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE (UBS) 17 3.3 REDE DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA 18 3.4 SERVIÇOS RESIDENCIAIS TERAPÊUTICOS (SRT) 18 3.5 UNIDADES DE ACOLHIMENTO (UA) 18 3.6 AMBULATÓRIOS MULTIPROFISSIONAIS DE SAÚDE MENTAL 18 3.7 COMUNIDADES TERAPÊUTICAS 19 3.8 ENFERMARIAS EM HOSPITAIS GERAIS 19 3.9 HOSPITAL-DIA 19 3.10 HOSPITAIS PSIQUIÁTRICOS 19 3.11 LINHA DO TEMPO DAS POLÍTICAS PÚBLICAS EM SAÚDE MENTAL 24 3.12 LEI 10.216, DE 6 DE ABRIL DE 2001 - TEXTO NA ÍNTEGRA PARA CONSULTA 25 4.0 LISTA DE QUESTÕES 27 5.0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICA 28 6.0 CONSIDERAÇÕES FINAIS 28 Venda Proibida! . . . Estratégia MED Psiquiatria Social e Reforma Psiquiátrica Prof. Thales Thaumaturgo | Curso Extensivo | 2025 5 PSIQUIATRIA 1.0 A SAÚDE MENTAL NO BRASIL Preciso alertar: estudaremos uma “matéria viva”, dinâmica, que está em constante mudança e permanente evolução, pois tratam-se de leis, decretos e portarias, influenciados constantemente pela conformação política, econômica e social do nosso país. Observe abaixo a engenharia reversa dos temas de Psiquiatria nas provas de R1 entre 2014 e 2023 : Estrategista, em breve iniciaremos o estudo das políticas públicas sobre a saúde mental no Brasil. Apesar de não ser um tema tão cativante para se estudar, possui imensa relevância para nossa vida como estudante, pois questões sobre o tema têm sido cada vez mais cobradas nas provas. Além disso, este conhecimento é fundamental para cada um de nós, seja estudante, médico, paciente ou familiar de paciente, pois tais políticas definem as diretrizes em saúde mental, às quais estamos expostos direta ou indiretamente. Engenharia Reversa Psiquiatria 1° Dependência Química 21,50% 2° Intoxicações Exógenas 17,15% 3° Transtornos do Humor 16,80% 4° Psiquiatria Infantil 10,25% 5° Psicofarmacologia 9,30% 6° Transtornos Ansiosos 5,25% 7° Reforma Psiquiátrica e Psiquiatria Social 5,10% 8° TOC, Transtornos somáticos, Dissociativos e do Estresse 5,00% 9° Transtornos Psicóticos 4,05% 10° Transtornos Alimentares 2,70% 11° Psicopatologia 2,05% 12° Transtornos de Personalidade 0,85% Total 100,00% CAPÍTULO Venda Proibida! . . . Estratégia MED Psiquiatria Social e Reforma Psiquiátrica Prof. Thales Thaumaturgo | Curso Extensivo | 2025 6 PSIQUIATRIA 1.1 A REFORMA PSIQUIÁTRICA BRASILEIRA A chamada Reforma Psiquiátrica é um constante e atual processo social, que teve suas discussões iniciadas por volta dos anos de 1970 no Brasil, voltado para o cuidado dos portadores de doenças mentais. Uma de suas principais origens ocorreu no Movimento dos Trabalhadores em Saúde Mental (MTSM), um grupo formado principalmente por trabalhadores dos hospitais psiquiátricos, pacientes e familiares de pacientes, sendo um dos precursores da luta por uma nova organização da assistência em saúde às pessoas portadoras de sofrimento mental. Naquela época, o cuidado médico aos doentes mentais era principalmente baseado no modelo voltado à internação psiquiátrica ou “hospitalocêntrico”, ou seja, consistia na internação dos pacientes nos chamados manicômios, isolando-os da vida comunitária, num processo que ficou conhecido como institucionalização, e que podia estender-se por muitos anos. Como vimos acima, mais de 5% das questões de Psiquiatria abordam o tema deste livro. Poucos anos atrás, esse número não chegava a 2% das questões. Isso nos mostra a relevância crescente do assunto na sociedade e também nas provas. A partir de agora, destacarei tudo o que for relevante para nosso objetivo: acertar questões, destacando os pontos-chave de cada política e suas principais mudanças recentes. Vamos lá! Nesse contexto, surgiram grandes controvérsias sobre o tratamento dos pacientes com transtornos mentais, e ocorreram denúncias de abusos e violência contra os doentes naquelas instituições, que viviam à margem da sociedade e segregados de suas famílias. E foi justamente esse o contexto que serviu de estopim para o surgimento de organizações sociais e movimentos civis, como o Movimento da Luta Antimanicomial, que adotou o lema “por uma sociedade sem manicômios”. Estrategista, cabe ressaltar que esse modelo de tratamento psiquiátrico não era exclusividade brasileira. Naquele período, não havia o conhecimento médico-psiquiátrico das doenças mentais que se tem hoje, tampouco existia uma variedade de psicofármacos para seu tratamento, como se dispõe atualmente. Para se ter ideia, o Prozac®, fórmula original do antidepressivo serotoninérgico fluoxetina, foi lançado no mercado norte-americado em 1988, tendo sido registrado no Brasil apenas no ano 2000, e comercializado a partir do ano seguinte. Apesar disso, não se pode negar que, de fato houve, em alguns locais, negligência e abusos contra os pacientes. Fonte: Shutterstock. Venda Proibida! . . . Estratégia MED Psiquiatria Social e Reforma Psiquiátrica Prof. Thales Thaumaturgo | Curso Extensivo | 2025 7 PSIQUIATRIA Parágrafo único. São direitos da pessoa portadora de transtorno mental: I - ter acesso ao melhor tratamento do sistema de saúde, consentâneo às suas necessidades; II - ser tratada com humanidade e respeito e no interesse exclusivo de beneficiar sua saúde, visando alcançar sua recuperação pela inserção na família, no trabalho e na comunidade; III - ser protegida contra qualquer forma de abuso e exploração; IV - ter garantia de sigilo nas informações prestadas; V - ter direito à presença médica, em qualquer tempo, para esclarecer a necessidade ou não de sua hospitalização involuntária; VI - ter livre acesso aos meios de comunicação disponíveis; VII - receber o maior número de informações a respeito de sua doença e de seu tratamento; VIII - ser tratada em ambiente terapêutico pelos meios menos invasivos possíveis; IX - ser tratada, preferencialmente, em serviços comunitários de saúde mental. Em 1989 entra em tramitação no Congresso Nacional um projeto de lei, do deputado Paulo Delgado, para regulamentar os cuidados médicos aos portadores de doenças mentais, assegurando-lhes seus direitos, e propondo o fim da assistência manicomial e da institucionalização dos pacientes. Em 6 de abril de 2001, foi sancionada a Lei no 10.216, também conhecida como “Lei Deputado Paulo Delgado” ou “Lei da Reforma Psiquiátrica”. A então nova lei determinou a mudança da assistência centrada em hospitais e cuidados ambulatoriais para um modelo comunitário, preservando a individualidade e a autonomia do paciente, visando sua desinstitucionalizaçãoe reinserção social. Dentre as principais conquistas desta lei, destacam-se: Art. 1o Os direitos e a proteção das pessoas acometidas de transtorno mental, de que trata esta Lei, são assegurados sem qualquer forma de discriminação quanto à raça, cor, sexo, orientação sexual, religião, opção política, nacionalidade, idade, família, recursos econômicos e ao grau de gravidade ou tempo de evolução de seu transtorno, ou qualquer outra. Art. 2o Nos atendimentos em saúde mental, de qualquer natureza, a pessoa e seus familiares ou responsáveis serão formalmente cientificados dos direitos enumerados no parágrafo único deste artigo. 1.1.1 LEI DA REFORMA PSIQUIÁTRICA Venda Proibida! . . . Estratégia MED Psiquiatria Social e Reforma Psiquiátrica Prof. Thales Thaumaturgo | Curso Extensivo | 2025 8 PSIQUIATRIA Art. 4o A internação, em qualquer de suas modalidades, só será indicada quando os recursos extra-hospitalares se mostrarem insuficientes. § 1o O tratamento visará, como finalidade permanente, a reinserção social do paciente em seu meio. § 3o É vedada a internação de pacientes portadores de transtornos mentais em instituições com características asilares. Estrategista, de acordo com esta lei, podem ocorrer 3 tipos de internação psiquiátrica: 1. Internação voluntária: aquela que ocorre com o consentimento do usuário, que também a pode encerrar voluntariamente. 2. Internação involuntária: aquela que se dá sem o consentimento do usuário e a pedido de terceiro, que ainda deverá ser comunicada ao Ministério Público Estadual (MPE) pelo médico responsável técnico da instituição em até 72 horas após a admissão hospitalar; nesta situação, a família ou representante legal pode encerrar a internação através de pedido formal e 3. Internação compulsória: aquela determinada pela Justiça. CAI NA PROVA (FMABC - 2022) A política de saúde mental brasileira, resultado da mobilização de usuários, familiares e trabalhadores da Saúde, iniciada na década de 1980, A) foi inspirada no modelo francês, proposto e defendido pelo médico psiquiatra Christophe Dejours. B) defende a luta antimanicomial, que contraindica a internação hospitalar por motivos psiquiátricos em qualquer situação. C) parte do pressuposto de que a maioria das pessoas, mesmo sem se dar conta, enxerga o mundo a partir de uma integração total entre a mente e o corpo, de forma que um não se separa do outro de modo algum. D) determina que, em caso de internação psiquiátrica voluntária, ela poderá ser encerrada por solicitação escrita do paciente ou por determinação do médico assistente. E) restringe o atendimento nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) às pessoas com transtornos mentais leves ou moderados. HOSPITAL PSIQUIÁTRICO Comentários Incorreta a alternativa A: o personagem em questão é um psiquiatra francês que teorizou sobre o sofrimento humano e sua relação com o trabalho. O psiquiatra italiano Franco Basaglia foi uma das principais inspirações do movimento. Incorreta a alternativa B: o movimento defende, de fato, a luta antimanicomial (menos hospitais, mais tratamento nas comunidades), mas preserva a internação psiquiátrica em casos graves, em 3 modalidades: voluntária, involuntária e compulsória (determinada pela justiça). Incorreta a alternativa C: pois o movimento alega justamente o contrário, que havia um modelo em que as pessoas dissociavam a saúde mental da saúde "física". Correta a alternativa D: em caso de internação voluntária (em que o paciente deseja ser internado), pode haver o encerramento tanto por solicitação do paciente quanto através da alta médica. Incorreta a alternativa E: pois o CAPS é para o atendimento de pacientes com transtornos mentais graves e persistentes. Venda Proibida! . . . Estratégia MED Psiquiatria Social e Reforma Psiquiátrica Prof. Thales Thaumaturgo | Curso Extensivo | 2025 9 PSIQUIATRIA (FAMEMA - 2021) A Lei n.º 10.216/2001 dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental. Esses direitos incluem: I. ter livre acesso aos meios de comunicação disponíveis. II. receber o maior número de informações a respeito de sua doença e de seu tratamento. III. ser tratada, preferencialmente, em serviços comunitários de saúde mental. IV. receber benefício de prestação continuada, em caso de vulnerabilidade social. São direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais que devem ser formalmente cientificados à pessoa e seus familiares ou responsáveis legais em atendimentos em saúde mental de qualquer natureza, os apresentados nos itens: Comentários Vamos avaliar as assertivas que tratam do Art 2º, parágrafo único, da Lei 10.216 de 2001! Correta a assertiva I. Item VI do parágrafo. Correta a assertiva II. Item VII do parágrafo. Correta a assertiva III. Item IX do parágrafo. Incorreta a assertiva IV, pois a lei não menciona o BPC. (UFT 2017) A Lei número 10.216, de abril de 2001, dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental. Além disso, essa lei define os diferentes tipos de internação psiquiátrica: a voluntária, a involuntária e a compulsória. Sobre essas internações, é CORRETO afirmar que: A) Voluntária é aquela que se dá com o consentimento do usuário e é determinada, de acordo com a legislação vigente, pelo juiz competente, que levará em conta as condições de segurança do estabelecimento, quanto à salvaguarda do paciente, dos demais internados e funcionários. B) Involuntária é aquela que se dá sem o consentimento do usuário e a pedido de terceiro, somente será autorizada por médico devidamente registrado no Conselho Regional de Medicina - CRM do Estado, onde se localize o estabelecimento e o seu término dar-se-á por solicitação escrita do familiar, ou responsável legal, ou quando estabelecido pelo especialista responsável pelo tratamento. C) Compulsória é aquela determinada pela sociedade e deverá, no prazo de setenta e duas horas, ser comunicada ao Ministério Público Estadual pelo responsável técnico do estabelecimento no qual tenha ocorrido, devendo esse mesmo procedimento ser adotado quando da respectiva alta. D) Involuntária é aquela determinada pela Justiça, somente será autorizada por médico devidamente registrado no Conselho Regional de Medicina - CRM, do Estado, onde se localize o estabelecimento e o seu término dar-se-á por solicitação escrita do familiar, ou responsável legal, ou quando estabelecido pelo especialista responsável pelo tratamento. E) Voluntária é aquela que se dá com o consentimento do usuário, mas seu término nunca dar-se-á por solicitação escrita do paciente e sempre por determinação do médico assistente. Comentários Venda Proibida! . . . Estratégia MED Psiquiatria Social e Reforma Psiquiátrica Prof. Thales Thaumaturgo | Curso Extensivo | 2025 10 PSIQUIATRIA 1.2 POLÍTICA NACIONAL ANTIDROGAS DE 2002 Um ano após a aprovação da Lei da Reforma Psiquiátrica, foi publicado o Decreto nº 4.345, que instituiu a Política Nacional Antidrogas. Fundamental ressaltar que, embora conceitos desse texto ainda sejam cobrados em muitas provas, esse decreto foi revogado em 2019, após a publicação da “nova” Política Nacional sobre Drogas (que veremos mais adiante). Segundo a Associação Internacional de Redução de Danos, “a redução de danos é um conjunto de políticas e práticas cujo objetivo é reduzir os danos associados ao uso de drogas. Por definição, redução de danos foca na prevenção aos danos, ao invés da prevenção do uso de drogas; bem como foca em pessoas que seguem usando drogas. Refere-se a políticas, programas e práticas que visam primeiramente reduzir as consequências adversas para a saúde, sociais e econômicas do uso de drogas lícitas e ilícitas, sem necessariamente reduzir o seu consumo. Redução de Danos beneficia pessoas que usam drogas, suas famílias e a comunidade”. a) internação voluntária:aquela que se dá com o consentimento do usuário; b) internação involuntária: aquela que se dá sem o consentimento do usuário e a pedido de terceiro; e c) internação compulsória: aquela determinada pela Justiça. Incorreta a alternativa : internação voluntária se dá voluntariamente, ou seja, por vontade do indivíduo. Correta a alternativa B: internações involuntárias são a pedido, geralmente, de um familiar, contra a vontade do paciente, avaliadas tecnicamente por um médico, deverão ser notificadas ao Ministério Público Estadual em até 72 horas e podem ser interrompidas pelo responsável. Além disso, a alta também deverá ser informada às autoridades. Incorreta a alternativa C: internações compulsórias são determinadas pela Justiça. Incorreta a alternativa D: internações compulsórias são realizadas a pedidos de terceiros. Incorreta a alternativa E: internação voluntária inicia-se por vontade do indivíduo. Seu término também pode ser a pedido do paciente. Destaque para: • 2.2. Reconhecer as diferenças entre o usuário, a pessoa em uso indevido, o dependente e o traficante de drogas, tratando-os de forma diferenciada. • 2.3. Evitar a discriminação de indivíduos pelo fato de serem usuários ou dependentes de drogas. • 6.2.2. Apoiar atividades, iniciativas e estratégias dirigidas à redução de danos. 1.3 CRIAÇÃO DA REDE DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL (RAPS) Com a publicação da Portaria Nº 3.088, de 23 de dezembro de 2011, surgiu a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), com intuito de capilarizar o acesso da população aos cuidados em saúde mental, especialmente nas próprias comunidades, fornecendo cuidados contínuos e evitando internações psiquiátricas. Entre os principais trechos dessa portaria, destacamos: Art. 1º: “Fica instituída a Rede de Atenção Psicossocial, cuja finalidade é a criação, ampliação e articulação de pontos de atenção à saúde para pessoas com sofrimento ou transtorno mental e com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas, no âmbito do Sistema Único de Saúde”. Esse serviço foi originalmente constituído por 7 componentes, cada um deles dispondo dos chamados “pontos de atenção”: Venda Proibida! . . . Estratégia MED Psiquiatria Social e Reforma Psiquiátrica Prof. Thales Thaumaturgo | Curso Extensivo | 2025 11 PSIQUIATRIA Componentes da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e seus pontos de atenção: 1º componente: atenção primária. Pontos de atenção: UBS, equipes de atenção para populações específicas (consultórios de rua e residenciais terapêuticos) e centros de convivência. 2º componente: atenção psicossocial especializada. Pontos de atenção: Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), nas suas diferentes modalidades. 3º componente: atenção de urgência e emergência. Pontos de atenção: SAMU, salas de estabilização, UPAs, prontos-socorros e UBS. 4º componente: atenção residencial de caráter transitório. Pontos de atenção: unidades de acolhimento, serviços de atenção em regime residencial (comunidades terapêuticas e congêneres). 5º componente: atenção hospitalar. Pontos de atenção: enfermarias especializadas em hospitais gerais e hospitais de referência (especializados). 6º componente: estratégias de desinstitucionalização. Pontos de atenção: serviços residenciais terapêuticos (SRT). 6º componente: reabilitação psicossocial (programas para geração de trabalho e renda). 1.4 INCENTIVO À DESINSTITUCIONALIZAÇÃO DE PACIENTES E FECHAMENTO DE LEITOS PSIQUIÁTRICOS Em 2014, como complemento à Lei da Reforma Psiquiátrica, foi publicada a Portaria Nº 2.840, que criou o “Programa de Desinstitucionalização", incentivando o fechamento de leitos psiquiátricos e a desinstitucionalização dos pacientes, instituindo um repasse financeiro aos municípios participantes. Dentre esses equipamentos, destaca-se o CAPS, que, naquele momento, era considerado um “substitutivo” aos serviços ambulatoriais e hospitalares, relegados à obscuridade. Dessa forma, políticos, não a ciência médica, determinaram, hierarquicamente, a importância e validade de um serviço médico, em detrimento de outro. Venda Proibida! . . . Estratégia MED Psiquiatria Social e Reforma Psiquiátrica Prof. Thales Thaumaturgo | Curso Extensivo | 2025 12 PSIQUIATRIA 1.5 FECHAMENTO DE LEITOS PSIQUIÁTRICOS NO BRASIL Segundo um levantamento publicado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), entre 2005 e 2016, houve uma redução de quase 40% no número de leitos psiquiátricos no Brasil, com o fechamento efetivo de cerca de 15 mil vagas nesse período. Os maiores destaques vão para os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco e Minas Gerais, que juntos perderam mais de 13,5 mil leitos hospitalares no período.A De fato, ocorreu um incentivo não apenas político ou ideológico, mas também financeiro ao fechamento progressivo de leitos e hospitais psiquiátricos, associado ao fortalecimento dos serviços extra-hospitalares. 2.0 UM NOVO PARADIGMA NA SAÚDE MENTAL BRASILEIRA Especialmente a partir do ano de 2017, foi publicada uma sequência de novos direcionamentos das políticas públicas em saúde mental no Brasil, pautados por valores éticos e por evidências científicas, garantindo uma expansão do modelo de cuidados, respeitando-se a vigente Lei 10.216, de 2001. CAPÍTULO De acordo com novos posicionamentos publicados pelo Ministério da Saúde (MS) na Nota Técnica Nº 11/2019 - CGMAD/DAPES/SAS/MS, não há evidência científica, em nenhum local do mundo, que justifique o fechamento de ambulatórios especializados e hospitais psiquiátricos, que são importantes retaguardas e devem estar disponíveis prontamente quando necessário. O documento ainda ressalta que que há cerca de 0,1 leito por 1 mil habitantes no Brasil, enquanto o mínimo preconizado por diretrizes do próprio MS seria de 0,45 leito por 1 mil habitantes, e conclui que “o SUS lança diretrizes buscando oferecer uma rede assistencial equilibrada, ofertando tratamento, de acordo com as necessidades dos pacientes. Assim, a política pública passa a se adequar às demandas dos pacientes, e não o contrário.” Estrategista, dessa forma, a RAPS, atualmente, deve ser considerada uma rede em que todos os seus serviços funcionam de forma integrada, harmônica e complementar. Venda Proibida! . . . Estratégia MED Psiquiatria Social e Reforma Psiquiátrica Prof. Thales Thaumaturgo | Curso Extensivo | 2025 13 PSIQUIATRIA CAI NA PROVA (SES-DF 2021) A rede de atenção à saúde mental do SUS define-se como de base individualizada, pressuposto utilizado para a construção do projeto terapêutico singular. A) Certo. B) Errado. Comentários Incorreto! Estrategista, a Rede de Atenção Psicossocial é uma rede articulada com diversos pontos de atenção, que são integrados entre si, promovendo saúde, ressocializando o paciente e prevenindo internações hospitalares. 2.1 ABERTURA DE LEITOS E INCLUSÃO DE HOSPITAIS PSIQUIÁTRICOS NA RAPS Em 2017, o MS, através da Resolução Nº 32, passou a “estimular a qualificação e expansão de leitos em enfermarias especializadas em Hospitais Gerais”. Além disso, hospitais psiquiátricos consolidam-se, de fato, como integrantes da RAPS. Dentre as medidas presentes nessa resolução, devemos atentar-nos para: • Incentivo à expansão de leitos psiquiátricos em hospitais gerais; • Incentivo e regulamentação das comunidades terapêuticas (CT); • Criação do CAPS IV AD. 2.2 POLÍTICA NACIONAL SOBRE DROGAS Em 2019, a nova “Política Nacional sobre Drogas”, publicada no Decreto Nº 9.761, mudou sensivelmente a condução do enfrentamento às drogas no território nacional, interrompendo a política anterior, voltada à “redução de danos”, e instituindo a abstinência completa como meta de tratamento, além de dispor sobre estratégias de desincentivo do uso inicial de drogas. Venda Proibida! . . . Estratégia MED Psiquiatria Social e Reforma Psiquiátrica Prof. Thales Thaumaturgo | Curso Extensivo | 2025 14 PSIQUIATRIA CAI NA PROVA (FMP 2019) Trecho do conto “Sorôco, sua mãe e sua filha”,de Guimarães Rosa, publicado em 1962 - “O que os outros se diziam, que Sorôco tinha tido muita paciência. Sendo que não ia sentir falta dessas transtornadas pobrezinhas, era até um alívio. Isso não tinha cura, elas não iam voltar, nunca mais. De antes, Sorôco agüentara de repassar tantas desgraças, de morar com as duas, pelejava. Daí, com os anos, elas pioraram, ele não dava mais conta, teve de chamar ajuda, que foi preciso. Tiveram que olhar em socorro dele, determinar de dar as providências de mercê. Quem pagava tudo era o Governo, que tinha mandado o carro. Por forma que, por força disso, agora iam remir com as duas, em hospícios”. Acerca da política de saúde mental brasileira, assinale a alternativa CORRETA, segundo os Cadernos de Atenção Básica: A) A situação relatada no texto, apesar de datar da década de 60, diz respeito à prática hoje adotada pelo Ministério da Saúde. B) Atualmente, o tratamento preconizado pela política de saúde mental para pessoas com transtornos mentais graves inclui frequentemente longas internações. C) A reforma psiquiátrica brasileira em curso preconiza a redução de números de leitos psiquiátricos e a modernização dos hospitais especializados. D) Os hospitais gerais, como hospitais universitários, devem disponibilizar leitos para internações psiquiátricas quando estas são necessárias. Comentários: quando necessária, a internação psiquiátrica deverá, preferencialmente, ocorrer em leitos psiquiátricos de hospitais gerais e as internações devem ser breves. Correta a alternativa D: Incorreta a alternativa A: visto que atualmente não são permitidas internações em instituições asilares. Incorreta a alternativa B: pois as internações são consideradas apenas quando o suporte extra-hospitalar não é eficaz para garantir o manejo do paciente, devendo ser o mais breve possível. Incorreta a alternativa C: de acordo com as políticas atuais, não deve mais haver redução de leitos e os hospitais psiquiátricos passam a compor a RAPS. (SUS-BA 2021) Estaremos comemorando 20 anos da aprovação da Lei nº 10.216, de 6 de abril de 2001, que operacionalizou os principais aspectos da Reforma Psiquiátrica, a qual produziu uma série de ações do panorama assistencial em saúde mental. Entre essas ações constam: “a abertura de um grande número de serviços públicos de base comunitária, redução drástica do número de leitos psiquiátricos, inversão do financiamento prioritário dos hospitais para os serviços abertos, e uma maior atenção aos direitos dos pacientes…” (Gama, J. A Reforma Psiquiátrica e seus críticos. Physis Revista de Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, 2012;22(4):1397-417). A principal crítica formulada ao modelo de reforma psiquiátrica aplicado no Brasil, expressa nos diversos documentos da Associação Brasileira de Psiquiatria, advém de considerar que: A) Os CAPS deveriam ser multiplicados pois são inteiramente adequados ao tratamento. B) O SUS não tem qualidade suficiente para o atendimento adequado dos pacientes. C) A Atenção Básica à Saúde não consegue resolver os transtornos mentais comuns. D) Há desvalorização do cuidado especializado em situações mais graves e emergenciais. Venda Proibida! . . . Estratégia MED Psiquiatria Social e Reforma Psiquiátrica Prof. Thales Thaumaturgo | Curso Extensivo | 2025 15 PSIQUIATRIA Comentários Incorreta a alternativa A: pois a principal crítica não é a proliferação dos CAPS, que prestam um serviço fundamental, mas sim a falta de leitos hospitalares. Incorreta a alternativa B: o SUS tem qualidade e profissionais habilitados, mas os leitos e hospitais psiquiátricos vêm sendo fechados irresponsavelmente devido a esse movimento. Incorreta a alternativa C: justamente o oposto, é a atenção básica que resolve a maior parte dos transtornos mentais. Resta ao CAPS o tratamento dos casos graves, contudo os casos muito graves sofrem com a falta de assistência hospitalar. Correta a alternativa D: correto, como vimos acima, pois os pacientes em situação de maior gravidade têm o acesso dificultado aos hospitais. (SES-DF 2021) É importante perceber que a prática de cuidado psicossocial (como modalidade clínica da Reforma Psiquiátrica) precisa lidar com processos históricos bastante complexos e muito arraigados socialmente, o que, muitas vezes, dificulta significativamente o acesso dessas pessoas às políticas públicas como um todo. A) Certo. B) Errado. Comentários Correto! Estrategista, de fato, com o fechamento progressivo de leitos e hospitais psiquiátricos que ocorreu no Brasil desde a aprovação da chamada “Lei Antimanicomial”, em 2001, que foi proposta originalmente por movimentos sociais contra o modelo de cuidados psiquiátricos “hospitalocêntricos, houve uma perda considerável do acesso a serviços qualificados de hospitais e enfermarias psiquiátricas, prejudicando, especialmente, os pacientes mais graves. Venda Proibida! . . . Estratégia MED Psiquiatria Social e Reforma Psiquiátrica Prof. Thales Thaumaturgo | Curso Extensivo | 2025 16 PSIQUIATRIA 3.0 RAPS ATUAL • CAPS I: atendimento a todas as faixas etárias, para transtornos mentais graves e persistentes, inclusive pelo uso de substâncias psicoativas, atende cidades e/ou regiões com pelo menos 15 mil habitantes. • CAPS II: atendimento a todas as faixas etárias, para transtornos mentais graves e persistentes, inclusive pelo uso de substâncias psicoativas, atende cidades e/ou regiões com pelo menos 70 mil habitantes. • CAPS i: atendimento a crianças e adolescentes, para transtornos mentais graves e persistentes, inclusive pelo uso de substâncias psicoativas, atende cidades e/ou regiões com pelo menos 70 mil habitantes. • CAPS AD: atendimento a todas as faixas etárias, especializado em transtornos pelo uso de álcool e outras drogas, atende cidades e/ou regiões com pelo menos 70 mil habitantes. • CAPS III: atendimento 24 horas, com até 5 vagas de acolhimento noturno (limitado a 7 dias consecutivos ou 10 dias intercalados por mês) e observação; todas as faixas etárias; transtornos mentais graves e persistentes, inclusive pelo uso de substâncias psicoativas; atende cidades e/ou regiões com pelo menos 150 mil habitantes. • CAPS AD III: atendimento 24 horas, com 8 a 12 vagas de acolhimento noturno (limitado a 14 dias por mês) e observação; todas as faixas etárias; transtornos pelo uso de álcool e outras drogas; atende cidades e/ou regiões com pelo menos 150 mil habitantes. • CAPS AD IV: atendimento 24 horas, com 8 a 30 vagas de acolhimento noturno e observação; capacidade de assistência a urgências e emergências psiquiátricas; todas as faixas etárias; transtornos pelo uso de álcool e outras drogas; atende a capitais estaduais e cidades e/ou regiões com pelo menos 500 mil habitantes. Estrategista, finalizaremos esta aula revisando o funcionamento dos principais serviços da atual RAPS, de acordo com sua incidência e relevância para a preparação para a prova, ressaltando-se que, na prática, todos têm igual importância e complementam-se. Vamos lá! Os CAPS são serviços complexos que prestam atendimento às pessoas com transtornos mentais graves e persistentes, incluindo dependentes de substâncias químicas. Funcionam como uma unidade intermediária entre o hospital e o ambulatório, com acesso porta aberta. Nesses serviços são oferecidos atendimentos multidisciplinares, com equipe composta por médicos, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos, terapeutas ocupacionais, educadores físicos, entre outros profissionais. Nas unidades 24 horas, é ofertado o acolhimento noturno, em que o paciente pode permanecer inserido na rotina do serviço, por vários dias consecutivos. Caso a necessidade da permanência se estenda, o paciente deve ser encaminhado para uma unidade de CAPÍTULO 3.1 CENTROS DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL (CAPS) acolhimento. Dessa forma, é fundamental ressaltar que não existem internações nos CAPS. Além disso, destaca-se que a única modalidade considerada capacitada para oatendimento de urgências e emergências psiquiátricas é o CAPS AD IV. Segundo o Ministério da Saúde, os CAPS são divididos em modalidades, da seguinte forma: Venda Proibida! . . . Estratégia MED Psiquiatria Social e Reforma Psiquiátrica Prof. Thales Thaumaturgo | Curso Extensivo | 2025 17 PSIQUIATRIA 3.2 UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE (UBS) As UBS são serviços de porta aberta essenciais para a atenção primária e para a saúde coletiva, dispondo de abordagem multiprofissional qualificada e resolutiva, com enfoque no cuidado coordenado e longitudinal. São responsáveis pela condução bem-sucedida da maior parte dos casos de transtornos mentais presentes na comunidade. CAPS I CAPSi infantojuvenil Álcool e drogas Álcool e drogas Álcool e drogas CAPS II CAPS III Funcionamento Diurno/Dias úteis Atende pessoas com transtornos mentais graves e persistentes, Podem atender pessoas com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas. Funcionamento 24horas, incluindo feriados e finais de semana Município com população acima de 15 mil habitantes Município com população acima de 70 mil habitantes Município com população acima de 150 mil habitantes Município com população acima de 500 mil habitantes 24h 24h 24h 24h 15mil 15mil 70mil 70mil 70mil 70mil 150mil 150mil 150mil 500mil 500mil CAPS AD. CAPS AD III. CAPS AD IV. Atende crianças e adolescentes com transtornos mentais graves e persistentes e os que fazem uso de crack, álcool e outras drogas. Atende adultos ou crianças e adolescentes com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas. Venda Proibida! . . . Estratégia MED Psiquiatria Social e Reforma Psiquiátrica Prof. Thales Thaumaturgo | Curso Extensivo | 2025 18 PSIQUIATRIA 3.3 REDE DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA São serviços de referência para casos de urgência e emergência, como SAMU, UPAs e prontos-socorros. Por intermédio desses serviços, os pacientes em crise psiquiátrica grave e aguda são tratados e estabilizados, e, se necessário, encaminhados para a internação, ou, posteriormente, liberados e direcionados para o acompanhamento médico extra-hospitalar. 3.5 UNIDADES DE ACOLHIMENTO (UA) Unidade residencial que oferece, 24 horas por dia, acolhimento temporário, por até 6 meses, para pessoas com vulnerabilidade social ou familiar devido à dependência de álcool ou drogas. Existem 2 tipos de unidades de acolhimento: • Unidade de Acolhimento Adulto (UAA): para usuários maiores de 18 anos de idade; • Unidade de Acolhimento Infantojuvenil (UAI): acolhe crianças e adolescentes. Esses serviços oferecem atendimentos multiprofissionais através de consultas ambulatoriais com especialistas em saúde mental. 3.4 SERVIÇOS RESIDENCIAIS TERAPÊUTICOS (SRT) São residenciais que acolhem pacientes com transtornos mentais egressos de uma internação hospitalar e que não possuem apoio familiar. Também assistem às pessoas em situação de vulnerabilidade social, como moradores de rua ou egressos do sistema prisional. 3.6 AMBULATÓRIOS MULTIPROFISSIONAIS DE SAÚDE MENTAL Fonte: Shutterstock. Venda Proibida! . . . Estratégia MED Psiquiatria Social e Reforma Psiquiátrica Prof. Thales Thaumaturgo | Curso Extensivo | 2025 19 PSIQUIATRIA HOSPITAL - DIA HOSPITAL PSIQUIÁTRICO 3.7 COMUNIDADES TERAPÊUTICAS 3.8 ENFERMARIAS EM HOSPITAIS GERAIS 3.9 HOSPITAL-DIA 3.10 HOSPITAIS PSIQUIÁTRICOS São ambientes residenciais comunitários, destinados a abrigar temporariamente, por no máximo 9 meses, dependentes químicos clinicamente estáveis, em que o principal instrumento terapêutico é a convivência entre os pares. São serviços de referência para pacientes psiquiátricos gravemente descompensados, que necessitam de cuidados médicos avançados e intensivos. Caso um paciente psiquiátrico necessite de internação, a preferência é que ocorra nesses serviços. As internações devem ser breves, até a estabilização clínica. Posteriormente, o paciente deve ser encaminhado para acompanhamento em serviço extra-hospitalar. É um serviço em que se realizam procedimentos diagnósticos ou terapêuticos rápidos, em que a permanência do paciente não ultrapassa 12 horas. Os hospitais psiquiátricos servem de retaguarda, especialmente para receber pacientes graves em fase aguda. Suas internações devem ser o mais breve possível e o paciente deve ser devolvido para seguir seus cuidados nos pontos de atenção extra-hospitalares. Venda Proibida! . . . Estratégia MED Psiquiatria Social e Reforma Psiquiátrica Prof. Thales Thaumaturgo | Curso Extensivo | 2025 20 PSIQUIATRIA (Hospital Pequeno Príncipe - 2023) “A Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) de Curitiba encontra-se em momento de expansão e qualificação, a RAPS composta por Atenção Primária - Unidades de Saúde, Atenção Especializada - APS, e Urgências – UPAs e SAMU, tem ampliado a assistência ao paciente com transtorno mental e/ou usuário de substância psicoativa”. Considerando os temas abordados nesta apresentação da Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba, assinale a alternativa correta: A) Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) são serviços de saúde de caráter aberto e comunitário. B) O CAPS AD (álcool de drogas) faz o atendimento para transtornos mentais graves e persistentes, inclusive pelo uso de substâncias psicoativas, para pessoas em todas as faixas etárias. C) As Unidades de Atenção Especializada, que incluem os CAPS, só podem atender pessoas referenciadas pela Atenção Básica, a porta de entrada do Sistema Único de Saúde. D) As equipes multiprofissionais que atuam no CAPS são compostas por: médico psiquiatra, psicólogo, enfermeiro, técnico e/ou auxiliar de enfermagem e agente comunitário de saúde. Comentários CAI NA PROVA Correta a alternativa A: os CAPS, assim como as UBS, são serviços de porta aberta. Incorreta a alternativa B: o CAPS-AD de fato faz tratamento para todas as idades, contudo apenas relacionados ao uso de substâncias. Incorreta a alternativa C: visto que o CAPS é um serviço de "porta aberta". Incorreta a alternativa D: de acordo com a PORTARIA nº 336, de 19 de fevereiro de 2002, a equipe mínima de um CAPS I deve contemplar: a - 01 (um) médico com formação em saúde mental; b - 01 (um) enfermeiro; c - 03 (três) profissionais de nível superior entre as seguintes categorias profissionais: psicólogo, assistente social, terapeuta ocupacional, pedagogo ou outro profissional necessário ao projeto terapêutico. d - 04 (quatro) profissionais de nível médio: técnico e/ou auxiliar de enfermagem, técnico administrativo, técnico educacional e artesão. (SES-DF 2021) A posição estratégica dos CAPS é promotora de autonomia, já que articula os recursos existentes em variadas redes: sociossanitárias, jurídicas, sociais e educacionais, entre outras. A) Certo. B) Errado. Comentários Correto! O CAPS é o dispositivo extra-hospitalar destinado aos cuidados de pacientes com transtornos psiquiátricos graves e persistentes. Esses serviços não prestam apenas assistência médica, mas também são responsáveis pela articulação intersetorial, ressocialização do paciente, capacitação e promoção de saúde. Venda Proibida! . . . Estratégia MED Psiquiatria Social e Reforma Psiquiátrica Prof. Thales Thaumaturgo | Curso Extensivo | 2025 21 PSIQUIATRIA (SES-DF 2021) Os CAPS I são Centros de Atenção Psicossocial de grande complexidade, uma vez que funcionam durante 24 horas em todos os dias da semana e em feriados. A) Certo. B) Errado. (SCML - 2022) Assinale a alternativa correta em relação aos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).As pessoas com necessidades decorrentes do uso de álcool são minoritárias nos atendimentos dos CAPS AD. A) O atendimento nos CAPS é restrito a crianças, adolescentes e adultos de até 28 anos de idade. B) Pessoas com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas exigem internação para melhor resultado. C) Incorreta a As modalidades dos CAPS são definidas de acordocom o número de habitantes de municípios ou regiões. D) Os CAPS foram concebidos de forma a restringir o atendimento especificamente às pessoas com transtornos mentais leves. Incorreta a alternativa A: pois o CAPS "álcool e drogas" funciona justamente para atender a esse público. Além disso, o álcool é largamente utilizado pela população no país, gerando um grande contingente de problemas mentais e sociais. Incorreta a alternativa B: nas localidades sem CAPS "infantil", o CAPS (geral) deve atender a toda população. Incorreta a alternativa C: não é possível fazer essa generalização. Comentários: Comentários Incorreto. O CAPS I tem funcionamento em horário comercial. As unidades 24 horas são CAPS III, CAPS AD III e IV. Correta a alternativa D: correto. O tipo de CAPS a ser instalado depende do tamanho da população local. Incorreta a alternativa E: já que os CAPS são destinados prioritariamente para pacientes que têm transtornos mentais graves e persistentes. (SMSCG 2018) O Centro de Apoio Psicossocial (CAPS) tem o papel de acolher as demandas de uma determinada localidade por meio de uma intervenção interdisciplinar. Além disso, é papel deste dispositivo: A) Promover a reinserção social do indivíduo por meio do acesso ao trabalho, lazer, exercício dos direitos civis e fortalecimento dos laços familiares e comunitários. B) Prestar atendimento em regime emergencial e encaminhar pessoas para internações em hospitais psiquiátricos caso o quadro clínico não seja compatível com manutenção em ambiente aberto. C) Promover o afastamento social intermitente das pessoas com transtornos mentais por meio de ações intersetoriais. D) Acolher e atender as pessoas com transtornos mentais leves e instáveis em regime de tratamento do tipo Hospital-dia, procurando preservar os laços sociais do usuário. E) Manter todos os pacientes graves em atendimento no serviço, mesmo que estes estejam estáveis, pois a reabilitação se dá a longo prazo. Venda Proibida! . . . Estratégia MED Psiquiatria Social e Reforma Psiquiátrica Prof. Thales Thaumaturgo | Curso Extensivo | 2025 22 PSIQUIATRIA Correta a alternativa A: uma das principais funções do CAPS, segundo a Portaria nº 3.088, de 23 de dezembro de 2011, é “pro- mover a reabilitação e a reinserção das pessoas com transtorno mental e com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas na sociedade, por meio do acesso ao trabalho, renda e moradia solidária”. Incorreta a alternativa B: os atendimentos do CAPS são não emergenciais. Se necessária a internação, o paciente será encaminhado ao serviço hospitalar de referência. Incorreta a alternativa C: as políticas atuais são inclusivas e o objetivo do serviço é “promover a reabilitação e a reinserção das pessoas com transtorno mental na sociedade”. Incorreta a alternativa D: o público-alvo do serviço é a população com doença mental grave que não obteve êxito no tratamento na Unidade Básica de Saúde. Incorreta a alternativa E: o serviço “devolverá” o paciente para sua referência, ou seja, a Unidade Básica de Saúde, assim que obtiver a estabilização do quadro clínico. (UFT 2017) Os Centros de Atenção Psicossocial, CAPS, possuem caráter aberto e comunitário, dotados de equipes multiprofissionais e transdisciplinares, realizando atendimento a usuários com transtornos mentais graves e persistentes, a pessoas com sofrimento e/ou transtornos mentais, em geral, sem excluir aqueles decorrentes do uso de crack, álcool ou outras drogas. Estamos nos referindo ao seguinte CAPS: A) CAPS I. B) CAPS II. C) CAPS III. D) CAPS AD. E) CAPS AD III. Comentários Incorreta a alternativa A: CAPS I: atendimento a todas as faixas etárias, para transtornos mentais graves e persistentes, inclusive pelo uso de substâncias psicoativas, atende cidades e/ou regiões com pelo menos 15 mil habitantes. Incorreta a alternativa B: CAPS II: atendimento a todas as faixas etárias, para transtornos mentais graves e persistentes, inclusive pelo uso de substâncias psicoativas, atende cidades e/ou regiões com pelo menos 70 mil habitantes. Correta a alternativa C: CAPS III: atendimento com até 5 vagas de acolhimento noturno e observação; todas as faixas etárias; transtornos mentais graves e persistentes, inclusive pelo uso de substâncias psicoativas; atende cidades e/ou regiões com pelo menos 150 mil habitantes. Incorreta a alternativa D: CAPS AD Álcool e Drogas: atendimento a todas as faixas etárias; especializado em transtornos pelo uso de álcool e outras drogas; atende cidades e/ou regiões com pelo menos 70 mil habitantes. Incorreta a alternativa E:CAPS AD III Álcool e Drogas: atendimento de 8 a 12 vagas de acolhimento noturno e observação; funcionamento 24 horas; todas as faixas etárias; transtornos pelo uso de álcool e outras drogas; atende cidades e/ou regiões com pelo menos 150 mil habitantes. Venda Proibida! . . . Estratégia MED Psiquiatria Social e Reforma Psiquiátrica Prof. Thales Thaumaturgo | Curso Extensivo | 2025 23 PSIQUIATRIA Comentários: (SUS-SP 2021) A atual Política Nacional de Saúde Mental, no Brasil, A) é fruto de um grande movimento de médicos psiquiatras de vários países, ocorrido na década de 1980. B) tem o objetivo de controlar a sintomatologia dos pacientes e substituir hospitais psiquiátricos por hospitais gerais, para diminuir a discriminação contra os usuários. C) decorre de um movimento impulsionado pela importância que o tema dos direitos humanos adquiriu no combate à ditadura militar na década de 1980. D) foi concebida por especialistas em saúde mental de vários países na década de 1980, mas até o momento não foi implementada. sofreu forte oposição de familiares de pessoas internadas em hospitais psiquiátricos, por acharem imprescindível o tratamento em regime de internação. Incorreta a alternativa A: o movimento tem origem social, através da organização da sociedade civil. Incorreta a alternativa B: seu objetivo é a desinstitucionalização dos pacientes e fortalecimento da rede comunitária. Correta a alternativa C: esse movimento foi impulsionado, de fato, pela importância da discussão de temas relacionados aos direitos humanos e da humanização dos cuidados em saúde, emergindo durante o governo militar. Incorreta a alternativa D: o projeto de lei do deputado Paulo Delgado, conhecido como “Lei Antimanicomial” iniciou sua tramitação no Congresso Nacional em 1989 e foi sancionado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso no ano de 2001, após 12 longos anos: Lei Federal 10.216 de 2001. Incorreta a alternativa E: lutava-se, justamente, pelo tratamento de base comunitária. Venda Proibida! . . . Estratégia MED Psiquiatria Social e Reforma Psiquiátrica Prof. Thales Thaumaturgo | Curso Extensivo | 2025 24 PSIQUIATRIA 4.0 LINHA DO TEMPO DAS POLÍTICAS PÚBLICAS EM SAÚDE MENTAL Início: Modelo histórico de assistência hospitalar "manicomial" e asilar. Anos 1970: Movimento antimanicomial luta por novo modelo de cuidado. 2019 "Nova Política" RAPS é complementar e não substitutiva. 2017 Reorientação política: Ampliar a RAPS. Não fechar hospitais e leitos. 2011 Criação e fortalecimento da RAPS. CAPS é substituto aos hospitais. 2001 Reforma Psiquiátrica: desinstitu- cionalização e fechamento de leitos e hospitais. CAPÍTULO Venda Proibida! . . . Estratégia MED Psiquiatria Social e Reforma Psiquiátrica Prof. Thales Thaumaturgo | Curso Extensivo | 2025 25 PSIQUIATRIA 5.0 LEI 10.216, DE 6 DE ABRIL DE 2001 - TEXTO NA ÍN- TEGRA PARA CONSULTA Art. 1o Os direitos e a proteção das pessoas acometidas de transtorno mental, de que trata esta Lei, são assegurados sem qualquer forma de discriminação quanto à raça, cor, sexo, orientação sexual, religião, opção política, nacionalidade, idade, família, recursos econômicos e ao grau de gravidade ou tempo de evolução de seu transtorno, ou qualquer outra. Art. 2o Nos atendimentos em saúde mental, de qualquer natureza, a pessoa e seus familiares ou responsáveis serão formalmentecientificados dos direitos enumerados no parágrafo único deste artigo. Parágrafo único. São direitos da pessoa portadora de transtorno mental: I - ter acesso ao melhor tratamento do sistema de saúde, consentâneo às suas necessidades; II - ser tratada com humanidade e respeito e no interesse exclusivo de beneficiar sua saúde, visando alcançar sua recuperação pela inserção na família, no trabalho e na comunidade; III - ser protegida contra qualquer forma de abuso e exploração; IV - ter garantia de sigilo nas informações prestadas; V - ter direito à presença médica, em qualquer tempo, para esclarecer a necessidade ou não de sua hospitalização involuntária; VI - ter livre acesso aos meios de comunicação disponíveis; VII - receber o maior número de informações a respeito de sua doença e de seu tratamento; VIII - ser tratada em ambiente terapêutico pelos meios menos invasivos possíveis; IX - ser tratada, preferencialmente, em serviços comunitários de saúde mental. Art. 3o É responsabilidade do Estado o desenvolvimento da política de saúde mental, a assistência e a promoção de ações de saúde aos portadores de transtornos mentais, com a devida participação da sociedade e da família, a qual será prestada em estabelecimento de saúde mental, assim entendidas as instituições ou unidades que ofereçam assistência em saúde aos portadores de transtornos mentais. Art. 4o A internação, em qualquer de suas modalidades, só será indicada quando os recursos extra-hospitalares se mostrarem insuficientes. § 1o O tratamento visará, como finalidade permanente, a reinserção social do paciente em seu meio. § 2o O tratamento em regime de internação será estruturado de forma a oferecer assistência integral à pessoa portadora de transtornos mentais, incluindo serviços médicos, de assistência social, psicológicos, ocupacionais, de lazer, e outros. § 3o É vedada a internação de pacientes portadores de transtornos mentais em instituições com características asilares, ou seja, aquelas desprovidas dos recursos mencionados no § 2o e que não assegurem aos pacientes os direitos enumerados no parágrafo único do art. 2o. Art. 5o O paciente há longo tempo hospitalizado ou para o qual se caracterize situação de grave dependência institucional, decorrente de seu quadro clínico ou de ausência de suporte social, será objeto de política específica de alta planejada e reabilitação psicossocial assistida, sob responsabilidade da autoridade sanitária competente e supervisão de instância a ser definida pelo Poder Executivo, assegurada a continuidade do tratamento, quando necessário. Art. 6o A internação psiquiátrica somente será realizada mediante laudo médico circunstanciado que caracterize os seus motivos. Parágrafo único. São considerados os seguintes tipos de internação psiquiátrica: I - internação voluntária: aquela que se dá com o consentimento do usuário; II - internação involuntária: aquela que se dá sem o consentimento do usuário e a pedido de terceiro; e III - internação compulsória: aquela determinada pela Justiça. CAPÍTULO Venda Proibida! . . . Estratégia MED Psiquiatria Social e Reforma Psiquiátrica Prof. Thales Thaumaturgo | Curso Extensivo | 2025 26 PSIQUIATRIA Art. 7o A pessoa que solicita voluntariamente sua internação, ou que a consente, deve assinar, no momento da admissão, uma declaração de que optou por esse regime de tratamento. Parágrafo único. O término da internação voluntária dar-se-á por solicitação escrita do paciente ou por determinação do médico assistente. Art. 8o A internação voluntária ou involuntária somente será autorizada por médico devidamente registrado no Conselho Regional de Medicina - CRM do Estado onde se localize o estabelecimento. § 1o A internação psiquiátrica involuntária deverá, no prazo de setenta e duas horas, ser comunicada ao Ministério Público Estadual pelo responsável técnico do estabelecimento no qual tenha ocorrido, devendo esse mesmo procedimento ser adotado quando da respectiva alta. § 2o O término da internação involuntária dar-se-á por solicitação escrita do familiar, ou responsável legal, ou quando estabelecido pelo especialista responsável pelo tratamento. Art. 9o A internação compulsória é determinada, de acordo com a legislação vigente, pelo juiz competente, que levará em conta as condições de segurança do estabelecimento, quanto à salvaguarda do paciente, dos demais internados e funcionários. Art. 10. Evasão, transferência, acidente, intercorrência clínica grave e falecimento serão comunicados pela direção do estabelecimento de saúde mental aos familiares, ou ao representante legal do paciente, bem como à autoridade sanitária responsável, no prazo máximo de vinte e quatro horas da data da ocorrência. Art. 11. Pesquisas científicas para fins diagnósticos ou terapêuticos não poderão ser realizadas sem o consentimento expresso do paciente, ou de seu representante legal, e sem a devida comunicação aos conselhos profissionais competentes e ao Conselho Nacional de Saúde. Art. 12. O Conselho Nacional de Saúde, no âmbito de sua atuação, criará comissão nacional para acompanhar a implementação desta Lei. Art. 13. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Venda Proibida! . . . Baixe na Google Play Baixe na App Store Aponte a câmera do seu celular para o QR Code ou busque na sua loja de apps. Baixe o app Estratégia MED Preparei uma lista exclusiva de questões com os temas dessa aula! Acesse nosso banco de questões e resolva uma lista elaborada por mim, pensada para a sua aprovação. Lembrando que você pode estudar online ou imprimir as listas sempre que quiser. Resolva questões pelo computador Copie o link abaixo e cole no seu navegador para acessar o site Resolva questões pelo app Aponte a câmera do seu celular para o QR Code abaixo e acesse o app Estratégia MED Psiquiatria Social e Reforma Psiquiátrica Prof. Thales Thaumaturgo | Curso Extensivo | 2025 27 PSIQUIATRIA https://bit.ly/3qtybB5 Venda Proibida! . . . https://bit.ly/3qtybB5 Estratégia MED Psiquiatria Social e Reforma Psiquiátrica Prof. Thales Thaumaturgo | Curso Extensivo | 2025 28 PSIQUIATRIA CAPÍTULO CAPÍTULO 7.0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICA 1. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. DAPE. Coordenação Geral de Saúde Mental. Reforma psiquiátrica e política de saúde mental no Brasil. Documento apresentado à Conferência Regional de Reforma dos Serviços de Saúde Mental : 15 anos depois de Caracas. OPAS. Brasília, novembro de 2005. 2. DECRETO Nº 4.345, DE 26 DE AGOSTO DE 2002 - Institui a Política Nacional Antidrogas e dá outras providências. 3. DECRETO Nº 9.761, DE 11 DE ABRIL DE 2019 - Aprova a Política Nacional sobre Drogas. 4. LEI Nº 10.216, DE 6 DE ABRIL DE 2001 - Dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental. 5. NOTA TÉCNICA Nº 11/2019-CGMAD/DAPES/SAS/MS - Assunto: Esclarecimentos sobre as mudanças na Política Nacional de Saúde Mental e nas Diretrizes da Política Nacional sobre Drogas. 6. PORTARIA Nº 3.088, DE 23 DE DEZEMBRO DE 2011 - Institui a Rede de Atenção Psicossocial para pessoas com sofrimento ou transtorno mental e com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). 7. PORTARIA Nº 2.840 DE 29 DE DEZEMBRO DE 2014 - Cria o Programa de Desinstitucionalização integrante do componente Estratégias de Desinstitucionalização da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), e institui o respectivo incentivo financeiro de custeio mensal. 8. Portaria/SNAS nº 224 - De 29 de janeiro de 1992. 9. PORTARIA Nº 336, DE 19 DE FEVEREIRO DE 2002. 10. RESOLUÇÃO 01/2018 DO CONSELHO NACIONAL DE POLÍTICAS SOBRE DROGAS (CONAD). 11. RESOLUÇÃO Nº 32, DE 14 DE DEZEMBRO DE 2017 - Estabelece as Diretrizes para o Fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). 8.0 CONSIDERAÇÕES FINAIS Chegamos ao