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Determinantes Sociais de Saúde (DSS) Políticas em Saúde Mental 
SAÚDE MENTAL: REFORMA 
PSIQUIÁTRICA E RAPS
• Lei 10.216/2001: Lei Paulo Delgado ou Lei da 
Reforma Psiquiátrica
• Componentes da RAPS (Rede de Atenção 
Psicossocial): Atenção Básica, Atenção Psicossocial 
Estratégica, Atenção de Urgência e Emergência, 
Atenção Residencial de Caráter Transitório, Atenção 
Hospitalar, Estratégia de Desinstitucionalização e 
Estratégias de Reabilitação Psicossocial 
• Tipos de CAPS (Centro de Atenção Psicossocial)
• CAPS I (população > 15.000 hab.)
• CAPS II, CAPS AD e CAPS i (população > 70.000 hab)
• CAPS III e CAPS AD III (24 hs e população > 150.000 hab)
• CAPS AD IV (24 hs e população > 500.000 hab)
1. REFORMA PSIQUIÁTRICA 
• Reforma Psiquiátrica é o processo histórico de crítica 
teórica e prática que questiona e elabora propostas 
de transformação do modelo clássico e do paradigma 
da psiquiatria.
1.1 MODELO MANICOMIAL X 
DESINSTITUCIONALIZAÇÃO
Tabela 1 Modelo manicomial X desinstitucionalização
Característica Modelo manicomial Desinstitucionalização
Fundamento 
epistemológico
Serviços de saúde e 
comunitários de base 
territorial
Abordagem ampliada 
de saúde e integridade 
do sujeito e do cuidado
Lócus Instituição (manicômio)
Positivismo dualista que 
separa a doença mental 
da existência do sujeito 
e do cuidado
Lógica de atuação
Doença mental
Inclusão social e 
cidadania
Objeto
Encarceramento e 
anulação histórica do 
sujeito
Pessoa em sofrimento e 
portadora de 
subjetividade
Objetivo
Periculosidade e desrazão
Cuidado ampliado e 
integração social
Concepção sobre a 
pessoa com sofrimento 
mental
Cura/reabilitação/controle 
da periculosidade
Autonomia
Posição da pessoa com 
sofrimento mental
Paciente objeto da 
intervenção 
Sujeito protagonista de 
sua saúde e da própria 
história 
Resposável pela 
intervenção
Médico psiquiatra Equipes de saúde e de 
apoio social 
1.2 O QUE PROPÕE A REFORMA PSIQUIÁTRICA?
• Contesta o modelo asilar/manicomial de tratamento, 
propõe a desinstitucionalização;
• Ruptura com situações que ameaçavam a vida das 
pessoas, que as oprimiam ou as mantinham em uma 
condição de aprisionamento;
• Crítica ao paradigma psiquiátrico alienista de cuidado;
• Proposta de um modelo de atenção psicossocial 
orientado no sentido da comunidade; 
• Pessoas com sofrimento psíquico podem ser 
produtivas e viver no território reinseridas na 
comunidade e a tendo como parte de seus 
cuidados (Recovery: estado de recuperação ou 
restabelecimento de funções psíquicas, físicas e 
sociais no funcionamento cotidiano);
• Reconhecer os determinantes sociais de saúde 
do sofrimento psíquico, aprofundando a concepção 
de promoção da saúde mental e incluindo a 
perspectiva política;
• Estruturação da rede de serviços para cuidado integral 
e de base territorial.
1.3 MOVIMENTOS DE REFORMA PSIQUIÁTRICA 
NO MUNDO
• Psiquiatria democrática: movimento italiano liderado 
por Franco Basaglia; movimento que mais infl uenciou a 
Reforma Psiquiátrica Brasileira;
• Reforma Psiquiátrica Brasileira: desenvolver uma 
rede de serviços e equipamentos que superem a 
assistência manicomial, trazendo foco para serviços 
de base comunitária.
REFORMAS DO AMBIENTE ASILAR:
• Psicoterapia Institucional (francês)
• Comunidades Terapêuticas (inglês)
REFORMAS ALÉM DO AMBIENTE ASILAR:
• Psiquiatria de Setor (francês)
• Psiquiatria Preventiva ou Saúde Mental Comunitária 
(americano)
RUPTURAS COM O AMBIENTE ASILAR
• Anti-psiquiatria (inglês)
2. HISTÓRIA DA PSIQUIATRIA NO 
BRASIL 
1841 - 1964: Institucionalização da Saúde Mental 
• 1841: Criação do Hospício de Alienados Pedro II no Rio 
de Janeiro-RJ (inaugurado em 1852)
• Após 1889: ascensão da psiquiatria científi ca 
estimulada pelo modelo biomédico 
1964 - 1978: Autoritarismo e privatização da 
saúde mental 
• Força do modelo hospitalocêntrico e manicomial 
• Privatização e indústria da loucura
• Hospitais psiquiátricos superlotados, com serviços de 
má qualidade e iatrogênicos 
1978 - 2000: Origem e ascensão da Reforma 
Psiquiátrica Brasileira 
• Força do Movimento da Reforma Sanitária Brasileira 
julia - juliarachelfm@hotmail.com - 03439438325
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2
SUS
• 1978: criação do MTSM (Movimento dos Trabalhadores 
de Saúde Mental)
• Forte crítica ao modelo asilar, à violência 
institucionalizada e à privatização da assistência 
• 1987: II Congresso Nacional dos Trabalhadores em Saúde 
Mental em Bauru-SP. É lançada a Carta de Bauru com 
o lema “Por uma Sociedade sem Manicômios”. O MTSM 
torna-se Movimento da Luta Antimanicomial (MLA)
 2001:
• Lei 10.216/2001: é aprovada a Lei Paulo Delgado ou Lei 
da Reforma Psiquiátrica; “Dispõe sobre a proteção 
e os direitos das pessoas portadoras de transtornos 
mentais e redireciona o modelo assistencial em 
saúde mental.” Propõe a extinção progressiva dos 
manicômios e sua substituição por outros recursos 
assistenciais : um dos direitos da pessoa portadora de 
transtorno mental é ser tratada, preferencialmente, em 
serviços comunitários de saúde mental;
• Tipos de internação psiquiátrica: (I) internação 
voluntária, aquela que se dá com o consentimento 
do usuário; (II) internação involuntária, aquela que 
se dá sem o consentimento do usuário e a pedido 
de terceiro; (III) internação compulsória, aquela 
determinada pela Justiça.
2011: 
• Portaria 3088: institui no SUS a Rede de Atenção 
Psicossocial (RAPS)
2.1 REFORMA PSIQUIÁTRICA BRASILEIRA (RPB)
PROCESSO SOCIAL E COMPLEXO
• Pressupõe o estabelecimento de uma nova relação 
entre a sociedade, sofrimento mental e instituições 
com o intuito de ofertar outro lugar social para a 
loucura e promover o aumento das potências de vida 
das pessoas em sofrimento mental. 
Dimensões da RPB
Dimensão
Teórico - conceitual
Dimensão
Sociocultural
Dimensão
Jurídico-político 
Dimensão
Técnico-assistencial
Figura 1 Dimensões da RPB
3. REDE DE ATENÇÃO 
PSICOSSOCIAL 
• Confi ra na página seguinte a Figura 2
Na Atenção Básica
• Unidade Básica de Saúde;
• Núcleo de Apoio a Saúde da Família;
• Consultório na Rua;
• Apoio aos serviços do componente. Atenção 
Residencial de Caráter Transitório;
• Centros de Convivência e Cultura.
Atenção Psicossocial Estratégica
• Centros de Atenção Psicossocial nas suas diferentes 
modalidades.
Atenção de Urgência e Emergência
• SAMU 192;
• Sala de Estabilização;
• UPA 24 horas e portas hospitalares de atenção à 
urgência /pronto socorro, Unidades Básicas de Saúde.
Atenção Residencial de Caráter Transitório
• Unidade de Acolhimento;
• Serviço de Atenção em Regime Residencial.
Atenção Hospitalar
• Enfermaria especializada em hospital geral;
• Serviço Hospitalar de Referência (SHR) para atenção 
às pessoas com sofrimento ou transtorno mental 
e com necessidades decorrentes do uso de crack, 
álcool e outras drogas.
Estratégia de Desinstitucionalização
• Serviços Residenciais Terapêuticos (SRT);
• Programa de Volta para Casa (PVC).
Estratégias de Reabilitação Psicossocial
• Iniciativas de Geração de Trabalho e Renda;
• Empreendimentos Solidários e Cooperativas Sociais.
Tabela 2 Componentes da RAPS
Componentes 
Atenção Básica em Saúde
Atenção Psicossocial
Atenção de Urgência e Emergência
Unidade de Pronto Atendimento (UPA).
Serviço de Atendimento Móvel de Urgência 
(SAMU).
Sala de Estabilização.
Portas Hospitalares de Atenção à 
Urgência/Pronto-Socorro
Unidade de Acolhimento Adulto.
Unidade de Acolhimento 
Infanto-Juvenil.
Serviço Hospitalar de Referência.
Atenção Residencial de Caráter 
Transitório
Atenção Hospitalar
Pontos de Atenção
Unidade Básica de Saúde.
Equipes de Atenção Básica para populações em 
Situações Específicas (Consultório na Rua e Equipe 
de Apoio aos Serviços do Componente Atenção 
Residencial de Carácter Transitório.
Núcleo de Apoio à Saúde da Família.
Centro de Convivência e Cultura.
CAPS I
CAPS II
CAPS III
CAPS AD
CAPS AD III
CAPSfim desta aula e espero que tenha sido proveitosa para você.
Em casos de dúvidas ou sugestões, não hesite em utilizar o fórum ou nos contactar através das redes sociais.
Até breve, 
Professor Thales!
Venda Proibida!
. . .
Estratégia
MED
Psiquiatria Social e Reforma Psiquiátrica
Prof. Thales Thaumaturgo | Curso Extensivo | 2025 29
PSIQUIATRIA
Venda Proibida!
. . .
http://med.estrategia.comI
Leitos de psiquiatria em Hospital Geral.
Serviço Hospitalar de Referência.
Estratégias de Desinstitucionalização
Serviço Residencial Terapêutico.
Programa de Volta para Casa.
Estratégias de Reabilitação Psicossocial
Cooperativas Sociais, Empreendimentos 
Solidários e Iniciativas de trabalho e Renda.
3.2 CAPS (CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL)
• CAPS é um serviço de saúde aberto e comunitário do SUS;
• Lugar de referência e tratamento para pessoas que 
sofrem com transtornos mentais, cuja severidade 
e/ou persistência justifi quem sua permanência 
num dispositivo de cuidado intensivo, comunitário, 
personalizado e promotor de vida;
• Criado para viabilizar a mudança de foco do cuidado 
hospitalocêntrico em saúde mental para um cuidado 
de base comunitária.
3.3 TIPOS DE CAPS
CAPS I: 
• Indicado para municípios com população acima de 
15.000 habitantes;
julia - juliarachelfm@hotmail.com - 03439438325
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3
SAÚDE MENTAL: REFORMA PSIQUIÁTRICA E RAPS
CAPS II: 
• Indicado para municípios com população acima de 
70.000 habitantes;
CAPS III: 
• Indicado para municípios ou regiões com população 
acima de 150.000 habitantes;
CAPS AD: 
• Indicado para municípios ou regiões com população 
acima de 70.000 habitantes;
CAPS AD III: 
• Atende pessoas de todas as faixas etárias que 
apresentam intenso sofrimento psíquico decorrente 
do uso de crack, álcool e outras drogas. 
• Proporciona serviços de atenção contínua, com 
funcionamento 24 horas, incluindo feriados e fi ns de 
semana, ofertando retaguarda clínica e acolhimento 
noturno. Indicado para municípios ou regiões de saúde 
com população acima de 150.000 habitantes
CAPS I : 
• Atende crianças e adolescentes que apresentam 
prioritariamente intenso sofrimento psíquico 
decorrente de transtornos mentais graves e 
persistentes, incluindo aqueles relacionados ao uso 
de substâncias psicoativas e outras situações clínicas 
que impossibilitem estabelecer laços sociais e realizar 
projetos de vida. Indicado para municípios ou regiões 
com população acima de 70.000 habitantes.
CAPS AD IV : 
• Instituído pela Portaria nº 3.588/2017 - surgiu para 
atuação em locais de cena de uso de crack em 
grandes centros urbanos com população acima de 
500.000 habitantes. 
Figura 2 Diferentes componentes e práticas da Rede de Atenção Psicossocial
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PSIQUIATRIA SOCIAL E 
REFORMA PSIQUIÁTRICA
P R O F . T H A L E S T H A U M A T U R G O
Venda Proibida!
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Estratégia
MED
Prof. Thales Thaumaturgo | Psiquiatria Social e Reforma Psiquiátrica 2PSIQUIATRIA
PROF. THALES 
THAUMATURGO
APRESENTAÇÃO:
Seja muito bem-vindo, Estrategista e futuro Residente! 
Sou o professor Thales Thaumaturgo, de Foz do Iguaçu, Paraná, 
médico formado pela Universidade do Planalto Catarinense – 
UNIPLAC, em Lages, Santa Catarina, e especialista em Psiquiatria 
pelo Instituto de Psiquiatria de Santa Catarina – IPq - SC. 
Como muitos de vocês, estudei em uma faculdade particular, 
em uma cidade pequena (muito fria) do interior, localizada na 
serra catarinense. Ao mesmo tempo que isso me distanciou um 
pouco dos grandes polos acadêmicos, centros de pesquisa e das 
instituições mais renomadas do país, também me deu a chance 
de colocar “a mão na massa”. Isso aconteceu porque os alunos 
da faculdade em que estudei prestavam assistência médica para 
quase toda a cidade, com muitas oportunidades de aprendizado 
na “vida real”, associado a uma ótima carga teórica de ensino 
e grandes professores, que se tornaram amigos e colegas de 
profissão.
Após minha formação na faculdade, resolvi partir logo 
para a Residência Médica. Prestei muitas provas, em diversos 
estados do país, e conheci inúmeras bancas organizadoras 
durante minha preparação para entrar na Residência Médica. Vou 
contar para você: quando saí da faculdade, não tinha certeza de 
que carreira médica deveria seguir, por isso prestei provas para 
diversas especialidades. Na época, fui aprovado em Psiquiatria, 
Neurologia, Radiologia e Diagnóstico por Imagem, além de 
Clínica Médica. 
Dentre todas as opções em que havia sido aprovado, 
escolhi a especialidade que considerava a mais cômoda para os 
meus planos de vida: Radiologia e Diagnóstico por Imagem. Era 
Venda Proibida!
. . .
Estratégia
MED
Prof. Thales Thaumaturgo | Psiquiatria Social e Reforma Psiquiátrica 3PSIQUIATRIA
na minha cidade, eu estaria perto da minha família, dos meus 
amigos, com o hospital a poucos quilômetros da minha casa, 
na cidade onde eu já tinha contatos profissionais e já estava 
trabalhando em plantões nas emergências dos serviços de toda 
a região. Na verdade, já estava aprovado e prestes a iniciar a 
Residência de Psiquiatria, quando um amigo me perguntou 
durante um plantão: “você vai prestar a prova para Radio?” – 
eu nem sabia que, naquela altura, meados de fevereiro, ainda 
haveria uma prova de Residência Médica na cidade. Resolvi tentar. 
Poderia ter escolhido entre tentar a Radio, Gineco ou Anestesio. 
Passei em segundo lugar em Radio. Mas, rapidamente, descobri 
na prática que o comodismo pode ser um grande erro. E, para 
mim, foi. 
Não havia escolhido o que, de fato, queria fazer, havia sido 
seduzido por uma aparente comodidade. Após a empolgação 
inicial, quando a fase da novidade já havia acabado, estava 
vivendo uma rotina que não me agradava e logo percebi que 
não estava feliz. Tive ainda mais certeza disso lá pelo meio do 
R1, quando estava dando um plantão noturno de ultrassom no 
hospital. Só pensava nas minhas possibilidades, culpava-me 
constantemente pelo meu “erro”, achava que tinha “jogado um 
ano inteiro da minha vida fora”, que tinha “ficado para trás”. Nessa 
noite, procurei um dos meus preceptores, que estava no plantão 
da tomografia, e perguntei de maneira direta: “Professor, quando 
você percebeu que fez a escolha certa com a Radiologia?” Ele 
me respondeu: “Desde o meu primeiro dia na Residência. Eu me 
encontrei nisso aqui. Minha mãe não entende direito o que eu 
faço, fala que eu sou raio-xizeiro”. 
Depois disso, ainda levei uns meses para criar a coragem 
necessária para recomeçar. Mas, um dia pela manhã, lá pelo fim 
do ano, fui até a direção do hospital e pedi meu desligamento 
da Residência. Foi um dos dias mais estranhos que tive na vida, 
estava muito triste por abandonar um curso de que não gostava, 
mas senti que finalmente tinha feito o que era preciso. Demorei 
alguns meses para perceber que tudo o que tinha vivido não 
foi uma perda de tempo. Aprendi muito profissionalmente, mas 
aprendi muito mais pessoalmente. O desconforto me fez crescer 
e isso não tem preço. A partir de então, voltei a dar plantões, 
estudei por algumas semanas na minha casa e encarei novamente 
as provas, dessa vez decidido: queria entrar na Residência de 
Psiquiatria. Entrei.
Durante minha Residência em Psiquiatria, conheci uma outra 
realidade e tive a oportunidade de trabalhar em grandes hospitais 
na região de Florianópolis, como o Hospital Universitário da UFSC 
e meu querido IPq – SC, hospital de internação psiquiátrica, com 
cerca de 300 leitos, onde fiz grandes amigos, conheci profissionais 
incríveis, atendi pacientes que marcaram minha vida, aprendi o 
belo ofício da Psiquiatria (que hoje tenho o prazer de ensinar). 
Foi lá onde, finalmente, descobri o que gostaria de fazer para o 
resto de minha vida. Foi ali, a duras penas, que percebi que minha 
faculdade tinha me preparado à altura para encarar esse grande 
desafio profissional.
Hoje, sou muito realizado com as minhas escolhas e muito 
grato por tudo que aprendi na faculdade e nos meus anos de 
Residência Médica, seja em Rádio ou Psiquiatria. Acredite em 
mim, uma boa Residência faztoda a diferença em nossa carreira, 
nossa vida e no que podemos proporcionar a nossos pacientes! 
Por isso, estou aqui para ajudá-lo a conquistar sua sonhada vaga 
e espero que, em alguns anos, você também possa olhar sua 
trajetória e sentir orgulho dela.
Então, digo por experiência própria, siga o caminho que 
lhe trará realização profissional, mas, acima de tudo, que lhe dê 
satisfação pessoal, que o faça feliz. Não tenha medo de recomeçar, 
sempre valerá a pena.
@estrategiamed@estrategiamed
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Estratégia
MED
Psiquiatria Social e Reforma Psiquiátrica
Prof. Thales Thaumaturgo | Curso Extensivo | 2025 4
PSIQUIATRIA
SUMÁRIO
1.0 A SAÚDE MENTAL NO BRASIL 5
1.1 A REFORMA PSIQUIÁTRICA BRASILEIRA 6
1.1.1 LEI DA REFORMA PSIQUIÁTRICA 7
1.1.2 POLÍTICA NACIONAL ANTIDROGAS DE 2002 10
1.2 CRIAÇÃO DA REDE DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL (RAPS) 10
1.3 INCENTIVO À DESINSTITUCIONALIZAÇÃO DE PACIENTES E FECHAMENTO DE LEITOS PSIQUIÁTRICOS 11
1.3.1 FECHAMENTO DE LEITOS PSIQUIÁTRICOS NO BRASIL 12
2.0 UM NOVO PARADIGMA NA SAÚDE MENTAL BRASILEIRA 12
2.1 ABERTURA DE LEITOS E INCLUSÃO DE HOSPITAIS PSIQUIÁTRICOS NA RAPS 13
2.2 POLÍTICA NACIONAL SOBRE DROGAS 13
3.0 RAPS ATUAL 16
3.1 CENTROS DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL (CAPS) 16
3.2 UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE (UBS) 17
3.3 REDE DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA 18
3.4 SERVIÇOS RESIDENCIAIS TERAPÊUTICOS (SRT) 18
3.5 UNIDADES DE ACOLHIMENTO (UA) 18
3.6 AMBULATÓRIOS MULTIPROFISSIONAIS DE SAÚDE MENTAL 18
3.7 COMUNIDADES TERAPÊUTICAS 19
3.8 ENFERMARIAS EM HOSPITAIS GERAIS 19
3.9 HOSPITAL-DIA 19
3.10 HOSPITAIS PSIQUIÁTRICOS 19
3.11 LINHA DO TEMPO DAS POLÍTICAS PÚBLICAS EM SAÚDE MENTAL 24
3.12 LEI 10.216, DE 6 DE ABRIL DE 2001 - TEXTO NA ÍNTEGRA PARA CONSULTA 25
4.0 LISTA DE QUESTÕES 27
5.0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICA 28
6.0 CONSIDERAÇÕES FINAIS 28
Venda Proibida!
. . .
Estratégia
MED
Psiquiatria Social e Reforma Psiquiátrica
Prof. Thales Thaumaturgo | Curso Extensivo | 2025 5
PSIQUIATRIA
1.0 A SAÚDE MENTAL NO BRASIL
Preciso alertar: estudaremos uma “matéria viva”, dinâmica, que está em constante mudança e permanente 
evolução, pois tratam-se de leis, decretos e portarias, influenciados constantemente pela conformação política, 
econômica e social do nosso país. 
Observe abaixo a engenharia reversa dos temas de Psiquiatria nas provas de R1 entre 2014 e 2023 :
Estrategista, em breve iniciaremos o estudo das políticas públicas sobre a saúde mental no Brasil. Apesar de não ser um tema tão 
cativante para se estudar, possui imensa relevância para nossa vida como estudante, pois questões sobre o tema têm sido cada vez mais 
cobradas nas provas. Além disso, este conhecimento é fundamental para cada um de nós, seja estudante, médico, paciente ou familiar de 
paciente, pois tais políticas definem as diretrizes em saúde mental, às quais estamos expostos direta ou indiretamente.
Engenharia Reversa Psiquiatria 
1° Dependência Química 21,50%
2° Intoxicações Exógenas 17,15%
3° Transtornos do Humor 16,80%
4° Psiquiatria Infantil 10,25%
5° Psicofarmacologia 9,30%
6° Transtornos Ansiosos 5,25%
7° Reforma Psiquiátrica e Psiquiatria Social 5,10%
8° TOC, Transtornos somáticos, Dissociativos e do Estresse 5,00%
9° Transtornos Psicóticos 4,05%
10° Transtornos Alimentares 2,70%
11° Psicopatologia 2,05%
12° Transtornos de Personalidade 0,85%
Total 100,00%
CAPÍTULO
Venda Proibida!
. . .
Estratégia
MED
Psiquiatria Social e Reforma Psiquiátrica
Prof. Thales Thaumaturgo | Curso Extensivo | 2025 6
PSIQUIATRIA
1.1 A REFORMA PSIQUIÁTRICA BRASILEIRA
A chamada Reforma Psiquiátrica é um constante e atual processo social, que teve suas 
discussões iniciadas por volta dos anos de 1970 no Brasil, voltado para o cuidado dos portadores 
de doenças mentais.
Uma de suas principais origens ocorreu no Movimento dos Trabalhadores em Saúde 
Mental (MTSM), um grupo formado principalmente por trabalhadores dos hospitais psiquiátricos, 
pacientes e familiares de pacientes, sendo um dos precursores da luta por uma nova organização 
da assistência em saúde às pessoas portadoras de sofrimento mental.
Naquela época, o cuidado médico aos doentes mentais era principalmente baseado no modelo voltado 
à internação psiquiátrica ou “hospitalocêntrico”, ou seja, consistia na internação dos pacientes nos chamados 
manicômios, isolando-os da vida comunitária, num processo que ficou conhecido como institucionalização, e que 
podia estender-se por muitos anos.
Como vimos acima, mais de 5% das questões de Psiquiatria abordam o tema deste livro. Poucos anos atrás, esse número não chegava 
a 2% das questões. Isso nos mostra a relevância crescente do assunto na sociedade e também nas provas. 
A partir de agora, destacarei tudo o que for relevante para nosso objetivo: acertar questões, destacando os pontos-chave de cada 
política e suas principais mudanças recentes. 
Vamos lá!
Nesse contexto, surgiram grandes controvérsias sobre o tratamento dos pacientes com transtornos mentais, e ocorreram denúncias 
de abusos e violência contra os doentes naquelas instituições, que viviam à margem da sociedade e segregados de suas famílias. E foi 
justamente esse o contexto que serviu de estopim para o surgimento de organizações sociais e movimentos civis, como o Movimento da Luta 
Antimanicomial, que adotou o lema “por uma sociedade sem manicômios”.
Estrategista, cabe ressaltar que esse modelo de tratamento psiquiátrico não era exclusividade 
brasileira. Naquele período, não havia o conhecimento médico-psiquiátrico das doenças mentais 
que se tem hoje, tampouco existia uma variedade de psicofármacos para seu tratamento, como se 
dispõe atualmente. Para se ter ideia, o Prozac®, fórmula original do antidepressivo serotoninérgico 
fluoxetina, foi lançado no mercado norte-americado em 1988, tendo sido registrado no Brasil 
apenas no ano 2000, e comercializado a partir do ano seguinte. 
Apesar disso, não se pode negar que, de fato houve, em alguns locais, negligência e abusos contra os pacientes.
Fonte: Shutterstock.
Venda Proibida!
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Estratégia
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Psiquiatria Social e Reforma Psiquiátrica
Prof. Thales Thaumaturgo | Curso Extensivo | 2025 7
PSIQUIATRIA
Parágrafo único. São direitos da pessoa portadora de transtorno mental:
I - ter acesso ao melhor tratamento do sistema de saúde, consentâneo às suas necessidades;
II - ser tratada com humanidade e respeito e no interesse exclusivo de beneficiar sua saúde, visando alcançar sua 
recuperação pela inserção na família, no trabalho e na comunidade;
III - ser protegida contra qualquer forma de abuso e exploração;
IV - ter garantia de sigilo nas informações prestadas;
V - ter direito à presença médica, em qualquer tempo, para esclarecer a necessidade ou não de sua hospitalização 
involuntária;
VI - ter livre acesso aos meios de comunicação disponíveis;
VII - receber o maior número de informações a respeito de sua doença e de seu tratamento;
VIII - ser tratada em ambiente terapêutico pelos meios menos invasivos possíveis;
IX - ser tratada, preferencialmente, em serviços comunitários de saúde mental.
Em 1989 entra em tramitação no Congresso Nacional um projeto de lei, do deputado Paulo Delgado, para regulamentar os 
cuidados médicos aos portadores de doenças mentais, assegurando-lhes seus direitos, e propondo o fim da assistência manicomial e da 
institucionalização dos pacientes.
Em 6 de abril de 2001, foi sancionada a Lei no 10.216, também conhecida como “Lei Deputado Paulo Delgado” ou “Lei da Reforma 
Psiquiátrica”.
A então nova lei determinou a mudança da assistência centrada em hospitais e cuidados ambulatoriais para um modelo comunitário, 
preservando a individualidade e a autonomia do paciente, visando sua desinstitucionalizaçãoe reinserção social.
Dentre as principais conquistas desta lei, destacam-se: 
Art. 1o Os direitos e a proteção das pessoas acometidas de transtorno mental, de que trata esta Lei, são assegurados sem qualquer 
forma de discriminação quanto à raça, cor, sexo, orientação sexual, religião, opção política, nacionalidade, idade, família, recursos econômicos 
e ao grau de gravidade ou tempo de evolução de seu transtorno, ou qualquer outra.
Art. 2o Nos atendimentos em saúde mental, de qualquer natureza, a pessoa e seus familiares ou responsáveis serão formalmente 
cientificados dos direitos enumerados no parágrafo único deste artigo.
1.1.1 LEI DA REFORMA PSIQUIÁTRICA
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PSIQUIATRIA
Art. 4o A internação, em qualquer de suas modalidades, só será indicada quando os recursos extra-hospitalares se 
mostrarem insuficientes.
 § 1o O tratamento visará, como finalidade permanente, a reinserção social do paciente em seu meio.
§ 3o É vedada a internação de pacientes portadores de transtornos mentais em instituições com características asilares.
Estrategista, de acordo com esta lei, podem ocorrer 3 tipos de internação psiquiátrica:
1. Internação voluntária: aquela que ocorre com o consentimento do usuário, que também 
a pode encerrar voluntariamente.
2. Internação involuntária: aquela que se dá sem o consentimento do usuário e a pedido de 
terceiro, que ainda deverá ser comunicada ao Ministério Público Estadual (MPE) pelo médico 
responsável técnico da instituição em até 72 horas após a admissão hospitalar; nesta situação, a 
família ou representante legal pode encerrar a internação através de pedido formal e
3. Internação compulsória: aquela determinada pela Justiça.
CAI NA PROVA
(FMABC - 2022) A política de saúde mental brasileira, resultado da mobilização de usuários, familiares e trabalhadores da Saúde, iniciada 
na década de 1980,
A) foi inspirada no modelo francês, proposto e defendido pelo médico psiquiatra Christophe Dejours.
B) defende a luta antimanicomial, que contraindica a internação hospitalar por motivos psiquiátricos em qualquer situação.
C) parte do pressuposto de que a maioria das pessoas, mesmo sem se dar conta, enxerga o mundo a partir de uma integração total entre a 
mente e o corpo, de forma que um não se separa do outro de modo algum.
D) determina que, em caso de internação psiquiátrica voluntária, ela poderá ser encerrada por solicitação escrita do paciente ou por 
determinação do médico assistente.
E) restringe o atendimento nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) às pessoas com transtornos mentais leves ou moderados.
HOSPITAL PSIQUIÁTRICO
Comentários
Incorreta a alternativa A: o personagem em questão é um psiquiatra francês que teorizou sobre o sofrimento humano e sua relação com o 
trabalho. O psiquiatra italiano Franco Basaglia foi uma das principais inspirações do movimento.
Incorreta a alternativa B: o movimento defende, de fato, a luta antimanicomial (menos hospitais, mais tratamento nas comunidades), mas 
preserva a internação psiquiátrica em casos graves, em 3 modalidades: voluntária, involuntária e compulsória (determinada pela justiça).
Incorreta a alternativa C: pois o movimento alega justamente o contrário, que havia um modelo em que as pessoas dissociavam a saúde 
mental da saúde "física".
Correta a alternativa D:
 em caso de internação voluntária (em que o paciente deseja ser internado), pode haver o encerramento tanto 
por solicitação do paciente quanto através da alta médica.
Incorreta a alternativa E: pois o CAPS é para o atendimento de pacientes com transtornos mentais graves e persistentes.
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(FAMEMA - 2021) A Lei n.º 10.216/2001 dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o 
modelo assistencial em saúde mental. Esses direitos incluem:
I. ter livre acesso aos meios de comunicação disponíveis.
II. receber o maior número de informações a respeito de sua doença e de seu tratamento.
III. ser tratada, preferencialmente, em serviços comunitários de saúde mental.
IV. receber benefício de prestação continuada, em caso de vulnerabilidade social.
São direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais que devem ser formalmente cientificados à pessoa e seus familiares ou 
responsáveis legais em atendimentos em saúde mental de qualquer natureza, os apresentados nos itens:
Comentários
Vamos avaliar as assertivas que tratam do Art 2º, parágrafo único, da Lei 10.216 de 2001!
Correta a assertiva I. Item VI do parágrafo.
Correta a assertiva II. Item VII do parágrafo.
Correta a assertiva III. Item IX do parágrafo.
Incorreta a assertiva IV, pois a lei não menciona o BPC.
(UFT 2017) A Lei número 10.216, de abril de 2001, dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e 
redireciona o modelo assistencial em saúde mental. Além disso, essa lei define os diferentes tipos de internação psiquiátrica: a voluntária, a 
involuntária e a compulsória. Sobre essas internações, é CORRETO afirmar que:
A) Voluntária é aquela que se dá com o consentimento do usuário e é determinada, de acordo com a legislação vigente, pelo juiz competente, 
que levará em conta as condições de segurança do estabelecimento, quanto à salvaguarda do paciente, dos demais internados e 
funcionários.
B) Involuntária é aquela que se dá sem o consentimento do usuário e a pedido de terceiro, somente será autorizada por médico devidamente 
registrado no Conselho Regional de Medicina - CRM do Estado, onde se localize o estabelecimento e o seu término dar-se-á por solicitação 
escrita do familiar, ou responsável legal, ou quando estabelecido pelo especialista responsável pelo tratamento. 
C) Compulsória é aquela determinada pela sociedade e deverá, no prazo de setenta e duas horas, ser comunicada ao Ministério Público 
Estadual pelo responsável técnico do estabelecimento no qual tenha ocorrido, devendo esse mesmo procedimento ser adotado quando 
da respectiva alta.
D) Involuntária é aquela determinada pela Justiça, somente será autorizada por médico devidamente registrado no Conselho Regional de 
Medicina - CRM, do Estado, onde se localize o estabelecimento e o seu término dar-se-á por solicitação escrita do familiar, ou responsável 
legal, ou quando estabelecido pelo especialista responsável pelo tratamento.
E) Voluntária é aquela que se dá com o consentimento do usuário, mas seu término nunca dar-se-á por solicitação escrita do paciente e 
sempre por determinação do médico assistente.
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1.2 POLÍTICA NACIONAL ANTIDROGAS DE 2002
Um ano após a aprovação da Lei da Reforma Psiquiátrica, foi publicado o Decreto nº 4.345, que instituiu a Política 
Nacional Antidrogas. Fundamental ressaltar que, embora conceitos desse texto ainda sejam cobrados em muitas provas, 
esse decreto foi revogado em 2019, após a publicação da “nova” Política Nacional sobre Drogas (que veremos mais 
adiante).
Segundo a Associação Internacional de Redução de Danos, “a redução de danos é um conjunto de políticas e práticas cujo 
objetivo é reduzir os danos associados ao uso de drogas. Por definição, redução de danos foca na prevenção aos danos, ao invés da 
prevenção do uso de drogas; bem como foca em pessoas que seguem usando drogas. Refere-se a políticas, programas e práticas que 
visam primeiramente reduzir as consequências adversas para a saúde, sociais e econômicas do uso de drogas lícitas e ilícitas, sem 
necessariamente reduzir o seu consumo. Redução de Danos beneficia pessoas que usam drogas, suas famílias e a comunidade”.
a) internação voluntária:aquela que se dá com o consentimento do usuário;
b) internação involuntária: aquela que se dá sem o consentimento do usuário e a pedido de terceiro; e
c) internação compulsória: aquela determinada pela Justiça.
Incorreta a alternativa : internação voluntária se dá voluntariamente, ou seja, por vontade do indivíduo.
Correta a alternativa B: 
internações involuntárias são a pedido, geralmente, de um familiar, contra a vontade do paciente, avaliadas 
tecnicamente por um médico, deverão ser notificadas ao Ministério Público Estadual em até 72 horas e 
podem ser interrompidas pelo responsável. Além disso, a alta também deverá ser informada às autoridades.
Incorreta a alternativa C: internações compulsórias são determinadas pela Justiça. 
Incorreta a alternativa D: internações compulsórias são realizadas a pedidos de terceiros.
Incorreta a alternativa E: internação voluntária inicia-se por vontade do indivíduo. Seu término também pode ser a pedido do paciente.
Destaque para:
• 2.2. Reconhecer as diferenças entre o usuário, a pessoa em uso indevido, o dependente e o traficante de drogas, tratando-os de 
forma diferenciada.
• 2.3. Evitar a discriminação de indivíduos pelo fato de serem usuários ou dependentes de drogas.
• 6.2.2. Apoiar atividades, iniciativas e estratégias dirigidas à redução de danos.
1.3 CRIAÇÃO DA REDE DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL (RAPS)
Com a publicação da Portaria Nº 3.088, de 23 de dezembro de 2011, surgiu a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), com intuito de 
capilarizar o acesso da população aos cuidados em saúde mental, especialmente nas próprias comunidades, fornecendo cuidados contínuos 
e evitando internações psiquiátricas. 
Entre os principais trechos dessa portaria, destacamos:
Art. 1º: “Fica instituída a Rede de Atenção Psicossocial, cuja finalidade é a criação, ampliação e articulação de pontos de atenção à 
saúde para pessoas com sofrimento ou transtorno mental e com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas, no âmbito 
do Sistema Único de Saúde”.
Esse serviço foi originalmente constituído por 7 componentes, cada um deles dispondo dos chamados “pontos de atenção”: 
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Componentes da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e seus pontos de atenção:
1º componente: atenção primária.
Pontos de atenção: UBS, equipes de atenção para populações específicas (consultórios de rua e residenciais 
terapêuticos) e centros de convivência.
2º componente: atenção psicossocial especializada.
Pontos de atenção: Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), nas suas diferentes modalidades.
3º componente: atenção de urgência e emergência.
Pontos de atenção: SAMU, salas de estabilização, UPAs, prontos-socorros e UBS.
4º componente: atenção residencial de caráter transitório.
Pontos de atenção: unidades de acolhimento, serviços de atenção em regime residencial (comunidades terapêuticas e 
congêneres).
5º componente: atenção hospitalar.
Pontos de atenção: enfermarias especializadas em hospitais gerais e hospitais de referência (especializados).
6º componente: estratégias de desinstitucionalização.
Pontos de atenção: serviços residenciais terapêuticos (SRT).
6º componente: reabilitação psicossocial (programas para geração de trabalho e renda).
1.4 INCENTIVO À DESINSTITUCIONALIZAÇÃO DE PACIENTES E FECHAMENTO DE LEITOS 
PSIQUIÁTRICOS
Em 2014, como complemento à Lei da Reforma Psiquiátrica, foi publicada a Portaria Nº 2.840, que criou o “Programa de 
Desinstitucionalização", incentivando o fechamento de leitos psiquiátricos e a desinstitucionalização dos pacientes, instituindo um repasse 
financeiro aos municípios participantes.
Dentre esses equipamentos, destaca-se o CAPS, que, naquele momento, era considerado um “substitutivo” 
aos serviços ambulatoriais e hospitalares, relegados à obscuridade. Dessa forma, políticos, não a ciência médica, 
determinaram, hierarquicamente, a importância e validade de um serviço médico, em detrimento de outro.
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1.5 FECHAMENTO DE LEITOS PSIQUIÁTRICOS NO BRASIL
Segundo um levantamento publicado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), entre 2005 e 2016, houve uma 
redução de quase 40% no número de leitos psiquiátricos no Brasil, com o fechamento efetivo de cerca de 15 mil vagas 
nesse período. Os maiores destaques vão para os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco e Minas Gerais, 
que juntos perderam mais de 13,5 mil leitos hospitalares no período.A
De fato, ocorreu um incentivo não apenas político ou ideológico, mas também financeiro ao fechamento 
progressivo de leitos e hospitais psiquiátricos, associado ao fortalecimento dos serviços extra-hospitalares.
2.0 UM NOVO PARADIGMA NA SAÚDE MENTAL 
BRASILEIRA
Especialmente a partir do ano de 2017, foi publicada uma sequência de novos direcionamentos das políticas públicas em saúde 
mental no Brasil, pautados por valores éticos e por evidências científicas, garantindo uma expansão do modelo de cuidados, respeitando-se 
a vigente Lei 10.216, de 2001. 
CAPÍTULO
De acordo com novos posicionamentos publicados pelo Ministério da Saúde (MS) na Nota Técnica Nº 11/2019 
- CGMAD/DAPES/SAS/MS, não há evidência científica, em nenhum local do mundo, que justifique o fechamento de 
ambulatórios especializados e hospitais psiquiátricos, que são importantes retaguardas e devem estar disponíveis 
prontamente quando necessário.
O documento ainda ressalta que que há cerca de 0,1 leito por 1 mil habitantes no Brasil, enquanto o mínimo preconizado por diretrizes 
do próprio MS seria de 0,45 leito por 1 mil habitantes, e conclui que “o SUS lança diretrizes buscando oferecer uma rede assistencial equilibrada, 
ofertando tratamento, de acordo com as necessidades dos pacientes. Assim, a política pública passa a se adequar às demandas dos pacientes, 
e não o contrário.”
Estrategista, dessa forma, a RAPS, atualmente, deve ser considerada uma rede em que todos os seus 
serviços funcionam de forma integrada, harmônica e complementar.
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(SES-DF 2021) A rede de atenção à saúde mental do SUS define-se como de base individualizada, pressuposto utilizado para a construção do 
projeto terapêutico singular.
A) Certo.
B) Errado.
Comentários
Incorreto!
Estrategista, a Rede de Atenção Psicossocial é uma rede articulada com diversos pontos de atenção, que são integrados entre si, promovendo 
saúde, ressocializando o paciente e prevenindo internações hospitalares.
2.1 ABERTURA DE LEITOS E INCLUSÃO DE HOSPITAIS PSIQUIÁTRICOS NA RAPS
Em 2017, o MS, através da Resolução Nº 32, passou a “estimular a qualificação e expansão de leitos em enfermarias especializadas 
em Hospitais Gerais”. Além disso, hospitais psiquiátricos consolidam-se, de fato, como integrantes da RAPS.
Dentre as medidas presentes nessa resolução, devemos atentar-nos para:
• Incentivo à expansão de leitos psiquiátricos em hospitais gerais; 
• Incentivo e regulamentação das comunidades terapêuticas (CT);
• Criação do CAPS IV AD.
2.2 POLÍTICA NACIONAL SOBRE DROGAS
Em 2019, a nova “Política Nacional sobre Drogas”, publicada no Decreto Nº 9.761, mudou sensivelmente a condução do enfrentamento 
às drogas no território nacional, interrompendo a política anterior, voltada à “redução de danos”, e instituindo a abstinência completa como 
meta de tratamento, além de dispor sobre estratégias de desincentivo do uso inicial de drogas.
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(FMP 2019) Trecho do conto “Sorôco, sua mãe e sua filha”,de Guimarães Rosa, publicado em 1962 - “O que os outros se diziam, que Sorôco 
tinha tido muita paciência. Sendo que não ia sentir falta dessas transtornadas pobrezinhas, era até um alívio. Isso não tinha cura, elas não iam 
voltar, nunca mais. De antes, Sorôco agüentara de repassar tantas desgraças, de morar com as duas, pelejava. Daí, com os anos, elas pioraram, 
ele não dava mais conta, teve de chamar ajuda, que foi preciso. Tiveram que olhar em socorro dele, determinar de dar as providências de 
mercê. Quem pagava tudo era o Governo, que tinha mandado o carro. Por forma que, por força disso, agora iam remir com as duas, em 
hospícios”. Acerca da política de saúde mental brasileira, assinale a alternativa CORRETA, segundo os Cadernos de Atenção Básica:
A) A situação relatada no texto, apesar de datar da década de 60, diz respeito à prática hoje adotada pelo Ministério da Saúde.
B) Atualmente, o tratamento preconizado pela política de saúde mental para pessoas com transtornos mentais graves inclui frequentemente 
longas internações.
C) A reforma psiquiátrica brasileira em curso preconiza a redução de números de leitos psiquiátricos e a modernização dos hospitais 
especializados. 
D) Os hospitais gerais, como hospitais universitários, devem disponibilizar leitos para internações psiquiátricas quando estas são necessárias.
Comentários:
quando necessária, a internação psiquiátrica deverá, preferencialmente, ocorrer em leitos psiquiátricos 
de hospitais gerais e as internações devem ser breves.
Correta a alternativa D: 
Incorreta a alternativa A: visto que atualmente não são permitidas internações em instituições asilares.
Incorreta a alternativa B: pois as internações são consideradas apenas quando o suporte extra-hospitalar não é eficaz para garantir o manejo 
do paciente, devendo ser o mais breve possível.
Incorreta a alternativa C: de acordo com as políticas atuais, não deve mais haver redução de leitos e os hospitais psiquiátricos passam a 
compor a RAPS.
(SUS-BA 2021) Estaremos comemorando 20 anos da aprovação da Lei nº 10.216, de 6 de abril de 2001, que operacionalizou os principais 
aspectos da Reforma Psiquiátrica, a qual produziu uma série de ações do panorama assistencial em saúde mental. Entre essas ações constam: 
“a abertura de um grande número de serviços públicos de base comunitária, redução drástica do número de leitos psiquiátricos, inversão do 
financiamento prioritário dos hospitais para os serviços abertos, e uma maior atenção aos direitos dos pacientes…”
(Gama, J. A Reforma Psiquiátrica e seus críticos. Physis Revista de Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, 2012;22(4):1397-417).
A principal crítica formulada ao modelo de reforma psiquiátrica aplicado no Brasil, expressa nos diversos documentos da Associação Brasileira 
de Psiquiatria, advém de considerar que:
A) Os CAPS deveriam ser multiplicados pois são inteiramente adequados ao tratamento.
B) O SUS não tem qualidade suficiente para o atendimento adequado dos pacientes.
C) A Atenção Básica à Saúde não consegue resolver os transtornos mentais comuns.
D) Há desvalorização do cuidado especializado em situações mais graves e emergenciais.
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Comentários
Incorreta a alternativa A: pois a principal crítica não é a proliferação dos CAPS, que prestam um serviço fundamental, mas sim a falta de leitos 
hospitalares.
Incorreta a alternativa B: o SUS tem qualidade e profissionais habilitados, mas os leitos e hospitais psiquiátricos vêm sendo fechados 
irresponsavelmente devido a esse movimento.
Incorreta a alternativa C: justamente o oposto, é a atenção básica que resolve a maior parte dos transtornos mentais. Resta ao CAPS o 
tratamento dos casos graves, contudo os casos muito graves sofrem com a falta de assistência hospitalar.
Correta a alternativa D:
 correto, como vimos acima, pois os pacientes em situação de maior gravidade têm o acesso dificultado aos 
hospitais.
(SES-DF 2021) É importante perceber que a prática de cuidado psicossocial (como modalidade clínica da Reforma Psiquiátrica) precisa lidar 
com processos históricos bastante complexos e muito arraigados socialmente, o que, muitas vezes, dificulta significativamente o acesso 
dessas pessoas às políticas públicas como um todo. 
A) Certo.
B) Errado.
Comentários
Correto! 
Estrategista, de fato, com o fechamento progressivo de leitos e hospitais psiquiátricos que ocorreu no Brasil desde a aprovação da 
chamada “Lei Antimanicomial”, em 2001, que foi proposta originalmente por movimentos sociais contra o modelo de cuidados psiquiátricos 
“hospitalocêntricos, houve uma perda considerável do acesso a serviços qualificados de hospitais e enfermarias psiquiátricas, prejudicando, 
especialmente, os pacientes mais graves.
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3.0 RAPS ATUAL
• CAPS I: atendimento a todas as faixas etárias, para transtornos mentais graves e persistentes, inclusive pelo uso de substâncias 
psicoativas, atende cidades e/ou regiões com pelo menos 15 mil habitantes.
• CAPS II: atendimento a todas as faixas etárias, para transtornos mentais graves e persistentes, inclusive pelo uso de substâncias 
psicoativas, atende cidades e/ou regiões com pelo menos 70 mil habitantes.
• CAPS i: atendimento a crianças e adolescentes, para transtornos mentais graves e persistentes, inclusive pelo uso de substâncias 
psicoativas, atende cidades e/ou regiões com pelo menos 70 mil habitantes.
• CAPS AD: atendimento a todas as faixas etárias, especializado em transtornos pelo uso de álcool e outras drogas, atende 
cidades e/ou regiões com pelo menos 70 mil habitantes.
• CAPS III: atendimento 24 horas, com até 5 vagas de acolhimento noturno (limitado a 7 dias consecutivos ou 10 dias intercalados 
por mês) e observação; todas as faixas etárias; transtornos mentais graves e persistentes, inclusive pelo uso de substâncias 
psicoativas; atende cidades e/ou regiões com pelo menos 150 mil habitantes.
• CAPS AD III: atendimento 24 horas, com 8 a 12 vagas de acolhimento noturno (limitado a 14 dias por mês) e observação; todas 
as faixas etárias; transtornos pelo uso de álcool e outras drogas; atende cidades e/ou regiões com pelo menos 150 mil habitantes.
• CAPS AD IV: atendimento 24 horas, com 8 a 30 vagas de acolhimento noturno e observação; capacidade de assistência a 
urgências e emergências psiquiátricas; todas as faixas etárias; transtornos pelo uso de álcool e outras drogas; atende a capitais 
estaduais e cidades e/ou regiões com pelo menos 500 mil habitantes. 
Estrategista, finalizaremos esta aula revisando o funcionamento dos principais serviços da atual RAPS, de 
acordo com sua incidência e relevância para a preparação para a prova, ressaltando-se que, na prática, todos têm igual 
importância e complementam-se.
Vamos lá!
Os CAPS são serviços complexos que prestam atendimento às pessoas com 
transtornos mentais graves e persistentes, incluindo dependentes de substâncias 
químicas. Funcionam como uma unidade intermediária entre o hospital e o ambulatório, 
com acesso porta aberta. Nesses serviços são oferecidos atendimentos multidisciplinares, 
com equipe composta por médicos, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos, terapeutas 
ocupacionais, educadores físicos, entre outros profissionais.
Nas unidades 24 horas, é ofertado o acolhimento noturno, em que o paciente pode 
permanecer inserido na rotina do serviço, por vários dias consecutivos. Caso a necessidade 
da permanência se estenda, o paciente deve ser encaminhado para uma unidade de 
CAPÍTULO
3.1 CENTROS DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL (CAPS)
acolhimento. Dessa forma, é fundamental ressaltar que não existem internações nos CAPS. Além disso, destaca-se que a única modalidade 
considerada capacitada para oatendimento de urgências e emergências psiquiátricas é o CAPS AD IV.
Segundo o Ministério da Saúde, os CAPS são divididos em modalidades, da seguinte forma: 
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3.2 UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE (UBS)
As UBS são serviços de porta aberta essenciais para a 
atenção primária e para a saúde coletiva, dispondo de abordagem 
multiprofissional qualificada e resolutiva, com enfoque no cuidado 
coordenado e longitudinal. São responsáveis pela condução 
bem-sucedida da maior parte dos casos de transtornos mentais 
presentes na comunidade. 
CAPS I
CAPSi
infantojuvenil
Álcool e drogas Álcool e drogas Álcool e drogas
CAPS II CAPS III
Funcionamento
Diurno/Dias úteis
Atende pessoas com transtornos mentais graves e persistentes,
Podem atender pessoas com necessidades decorrentes do uso
de crack, álcool e outras drogas.
Funcionamento 24horas,
incluindo feriados e 
finais de semana
Município com população
acima de 15 mil habitantes
Município com população
acima de 70 mil habitantes
Município com população
acima de 150 mil habitantes
Município com população
acima de 500 mil habitantes
24h
24h 24h
24h
15mil
15mil
70mil
70mil
70mil
70mil
150mil
150mil
150mil
500mil
500mil
CAPS AD. CAPS AD III. CAPS AD IV.
Atende crianças e adolescentes com transtornos mentais
graves e persistentes e os que fazem uso de crack, álcool
e outras drogas.
Atende adultos ou crianças e adolescentes com necessidades
decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas.
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3.3 REDE DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
 São serviços de referência para casos de urgência e emergência, como 
SAMU, UPAs e prontos-socorros. Por intermédio desses serviços, os pacientes 
em crise psiquiátrica grave e aguda são tratados e estabilizados, e, se necessário, 
encaminhados para a internação, ou, posteriormente, liberados e direcionados 
para o acompanhamento médico extra-hospitalar.
3.5 UNIDADES DE ACOLHIMENTO (UA)
Unidade residencial que oferece, 24 horas por dia, acolhimento 
temporário, por até 6 meses, para pessoas com vulnerabilidade social ou 
familiar devido à dependência de álcool ou drogas. 
Existem 2 tipos de unidades de acolhimento:
• Unidade de Acolhimento Adulto (UAA): para usuários maiores de 18 
anos de idade; 
• Unidade de Acolhimento Infantojuvenil (UAI): acolhe crianças e 
adolescentes.
Esses serviços oferecem atendimentos multiprofissionais 
através de consultas ambulatoriais com especialistas em saúde 
mental. 
3.4 SERVIÇOS RESIDENCIAIS TERAPÊUTICOS (SRT)
São residenciais que acolhem pacientes com transtornos mentais egressos 
de uma internação hospitalar e que não possuem apoio familiar. Também 
assistem às pessoas em situação de vulnerabilidade social, como moradores de 
rua ou egressos do sistema prisional.
3.6 AMBULATÓRIOS MULTIPROFISSIONAIS DE SAÚDE MENTAL
Fonte: Shutterstock.
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HOSPITAL - DIA
HOSPITAL PSIQUIÁTRICO
3.7 COMUNIDADES TERAPÊUTICAS
3.8 ENFERMARIAS EM HOSPITAIS GERAIS
3.9 HOSPITAL-DIA
3.10 HOSPITAIS PSIQUIÁTRICOS
São ambientes residenciais comunitários, destinados a 
abrigar temporariamente, por no máximo 9 meses, dependentes 
químicos clinicamente estáveis, em que o principal instrumento 
terapêutico é a convivência entre os pares.
São serviços de referência para pacientes psiquiátricos 
gravemente descompensados, que necessitam de cuidados 
médicos avançados e intensivos. Caso um paciente psiquiátrico 
necessite de internação, a preferência é que ocorra nesses 
serviços. As internações devem ser breves, até a estabilização 
clínica. Posteriormente, o paciente deve ser encaminhado para 
acompanhamento em serviço extra-hospitalar.
É um serviço em que se realizam procedimentos diagnósticos 
ou terapêuticos rápidos, em que a permanência do paciente não 
ultrapassa 12 horas. 
Os hospitais psiquiátricos servem de retaguarda, especialmente 
para receber pacientes graves em fase aguda. Suas internações devem 
ser o mais breve possível e o paciente deve ser devolvido para seguir seus 
cuidados nos pontos de atenção extra-hospitalares.
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(Hospital Pequeno Príncipe - 2023) “A Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) de Curitiba encontra-se em momento de expansão e qualificação, 
a RAPS composta por Atenção Primária - Unidades de Saúde, Atenção Especializada - APS, e Urgências – UPAs e SAMU, tem ampliado a 
assistência ao paciente com transtorno mental e/ou usuário de substância psicoativa”.
Considerando os temas abordados nesta apresentação da Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba, assinale a alternativa correta:
A) Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) são serviços de saúde de caráter aberto e comunitário.
B) O CAPS AD (álcool de drogas) faz o atendimento para transtornos mentais graves e persistentes, inclusive pelo uso de substâncias 
psicoativas, para pessoas em todas as faixas etárias.
C) As Unidades de Atenção Especializada, que incluem os CAPS, só podem atender pessoas referenciadas pela Atenção Básica, a porta de 
entrada do Sistema Único de Saúde.
D) As equipes multiprofissionais que atuam no CAPS são compostas por: médico psiquiatra, psicólogo, enfermeiro, técnico e/ou auxiliar de 
enfermagem e agente comunitário de saúde.
Comentários
CAI NA PROVA
Correta a alternativa A: os CAPS, assim como as UBS, são serviços de porta aberta.
Incorreta a alternativa B: o CAPS-AD de fato faz tratamento para todas as idades, contudo apenas relacionados ao uso de substâncias.
Incorreta a alternativa C: visto que o CAPS é um serviço de "porta aberta".
Incorreta a alternativa D: de acordo com a PORTARIA nº 336, de 19 de fevereiro de 2002, a equipe mínima de um CAPS I deve contemplar:
a - 01 (um) médico com formação em saúde mental;
b - 01 (um) enfermeiro;
c - 03 (três) profissionais de nível superior entre as seguintes categorias profissionais: psicólogo, assistente social, terapeuta ocupacional, 
pedagogo ou outro profissional necessário ao projeto terapêutico.
d - 04 (quatro) profissionais de nível médio: técnico e/ou auxiliar de enfermagem, técnico administrativo, técnico educacional e artesão.
(SES-DF 2021) A posição estratégica dos CAPS é promotora de autonomia, já que articula os recursos existentes em variadas redes: 
sociossanitárias, jurídicas, sociais e educacionais, entre outras.
A) Certo.
B) Errado.
Comentários
Correto! O CAPS é o dispositivo extra-hospitalar destinado aos cuidados de pacientes com transtornos psiquiátricos graves e persistentes. 
Esses serviços não prestam apenas assistência médica, mas também são responsáveis pela articulação intersetorial, 
ressocialização do paciente, capacitação e promoção de saúde.
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(SES-DF 2021) Os CAPS I são Centros de Atenção Psicossocial de grande complexidade, uma vez que funcionam durante 24 horas em todos 
os dias da semana e em feriados.
A) Certo.
B) Errado.
(SCML - 2022) Assinale a alternativa correta em relação aos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).As pessoas com necessidades 
decorrentes do uso de álcool são minoritárias nos atendimentos dos CAPS AD.
A) O atendimento nos CAPS é restrito a crianças, adolescentes e adultos de até 28 anos de idade.
B) Pessoas com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas exigem internação para melhor resultado.
C) Incorreta a As modalidades dos CAPS são definidas de acordocom o número de habitantes de municípios ou regiões.
D) Os CAPS foram concebidos de forma a restringir o atendimento especificamente às pessoas com transtornos mentais leves.
Incorreta a alternativa A: pois o CAPS "álcool e drogas" funciona justamente para atender a esse público. Além disso, o álcool é largamente 
utilizado pela população no país, gerando um grande contingente de problemas mentais e sociais.
Incorreta a alternativa B: nas localidades sem CAPS "infantil", o CAPS (geral) deve atender a toda população.
Incorreta a alternativa C: não é possível fazer essa generalização.
Comentários:
Comentários
Incorreto. O CAPS I tem funcionamento em horário comercial. As unidades 24 horas são CAPS III, CAPS AD III e IV.
Correta a alternativa D: correto. O tipo de CAPS a ser instalado depende do tamanho da população local.
Incorreta a alternativa E: já que os CAPS são destinados prioritariamente para pacientes que têm transtornos mentais graves e persistentes.
(SMSCG 2018) O Centro de Apoio Psicossocial (CAPS) tem o papel de acolher as demandas de uma determinada localidade por meio de uma 
intervenção interdisciplinar. Além disso, é papel deste dispositivo: 
A) Promover a reinserção social do indivíduo por meio do acesso ao trabalho, lazer, exercício dos direitos civis e fortalecimento dos laços 
familiares e comunitários.
B) Prestar atendimento em regime emergencial e encaminhar pessoas para internações em hospitais psiquiátricos caso o quadro clínico não 
seja compatível com manutenção em ambiente aberto.
C) Promover o afastamento social intermitente das pessoas com transtornos mentais por meio de ações intersetoriais.
D) Acolher e atender as pessoas com transtornos mentais leves e instáveis em regime de tratamento do tipo Hospital-dia, procurando 
preservar os laços sociais do usuário. 
E) Manter todos os pacientes graves em atendimento no serviço, mesmo que estes estejam estáveis, pois a reabilitação se dá a longo prazo.
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Correta a alternativa A: uma das principais funções do CAPS, segundo a Portaria nº 3.088, de 23 de dezembro de 2011, é “pro-
mover a reabilitação e a reinserção das pessoas com transtorno mental e com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras 
drogas na sociedade, por meio do acesso ao trabalho, renda e moradia solidária”.
Incorreta a alternativa B: os atendimentos do CAPS são não emergenciais. Se necessária a internação, o paciente será encaminhado ao 
serviço hospitalar de referência.
Incorreta a alternativa C: as políticas atuais são inclusivas e o objetivo do serviço é “promover a reabilitação e a reinserção das pessoas 
com transtorno mental na sociedade”.
Incorreta a alternativa D: o público-alvo do serviço é a população com doença mental grave que não obteve êxito no tratamento na 
Unidade Básica de Saúde.
Incorreta a alternativa E: o serviço “devolverá” o paciente para sua referência, ou seja, a Unidade Básica de Saúde, assim que obtiver a 
estabilização do quadro clínico.
(UFT 2017) Os Centros de Atenção Psicossocial, CAPS, possuem caráter aberto e comunitário, dotados de equipes multiprofissionais e 
transdisciplinares, realizando atendimento a usuários com transtornos mentais graves e persistentes, a pessoas com sofrimento e/ou 
transtornos mentais, em geral, sem excluir aqueles decorrentes do uso de crack, álcool ou outras drogas. Estamos nos referindo ao seguinte 
CAPS:
A) CAPS I.
B) CAPS II.
C) CAPS III.
D) CAPS AD.
E) CAPS AD III.
Comentários
Incorreta a alternativa A: CAPS I: atendimento a todas as faixas etárias, para transtornos mentais graves e persistentes, inclusive pelo uso 
de substâncias psicoativas, atende cidades e/ou regiões com pelo menos 15 mil habitantes.
Incorreta a alternativa B: CAPS II: atendimento a todas as faixas etárias, para transtornos mentais graves e persistentes, inclusive pelo uso 
de substâncias psicoativas, atende cidades e/ou regiões com pelo menos 70 mil habitantes.
Correta a alternativa C: CAPS III: atendimento com até 5 vagas de acolhimento noturno e observação; todas as faixas etárias; 
transtornos mentais graves e persistentes, inclusive pelo uso de substâncias psicoativas; atende cidades e/ou regiões com pelo menos 
150 mil habitantes.
Incorreta a alternativa D: CAPS AD Álcool e Drogas: atendimento a todas as faixas etárias; especializado em transtornos pelo uso de álcool 
e outras drogas; atende cidades e/ou regiões com pelo menos 70 mil habitantes.
Incorreta a alternativa E:CAPS AD III Álcool e Drogas: atendimento de 8 a 12 vagas de acolhimento noturno e observação; funcionamento 
24 horas; todas as faixas etárias; transtornos pelo uso de álcool e outras drogas; atende cidades e/ou regiões com pelo menos 150 mil 
habitantes.
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Comentários:
(SUS-SP 2021) A atual Política Nacional de Saúde Mental, no Brasil, 
A) é fruto de um grande movimento de médicos psiquiatras de vários países, ocorrido na década de 1980.
B) tem o objetivo de controlar a sintomatologia dos pacientes e substituir hospitais psiquiátricos por hospitais gerais, para diminuir a 
discriminação contra os usuários.
C) decorre de um movimento impulsionado pela importância que o tema dos direitos humanos adquiriu no combate à ditadura militar na 
década de 1980.
D) foi concebida por especialistas em saúde mental de vários países na década de 1980, mas até o momento não foi implementada.
sofreu forte oposição de familiares de pessoas internadas em hospitais psiquiátricos, por acharem imprescindível o tratamento em regime
de internação.
Incorreta a alternativa A: o movimento tem origem social, através da organização da sociedade civil.
Incorreta a alternativa B: seu objetivo é a desinstitucionalização dos pacientes e fortalecimento da rede comunitária.
Correta a alternativa C: esse movimento foi impulsionado, de fato, pela importância da discussão de temas relacionados aos direitos 
humanos e da humanização dos cuidados em saúde, emergindo durante o governo militar.
Incorreta a alternativa D: o projeto de lei do deputado Paulo Delgado, conhecido como “Lei Antimanicomial” iniciou sua tramitação no 
Congresso Nacional em 1989 e foi sancionado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso no ano de 2001, após 12 longos anos: Lei Federal 
10.216 de 2001.
Incorreta a alternativa E: lutava-se, justamente, pelo tratamento de base comunitária.
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4.0 LINHA DO TEMPO DAS POLÍTICAS PÚBLICAS EM 
SAÚDE MENTAL
Início:
Modelo
histórico de
assistência
hospitalar
"manicomial"
e asilar.
Anos 1970:
Movimento
antimanicomial
luta por novo
modelo de
cuidado.
2019
"Nova Política"
RAPS é
complementar
e não
substitutiva.
2017
Reorientação
política:
Ampliar
a RAPS. 
Não fechar
hospitais
e leitos.
2011
Criação e
fortalecimento
da RAPS.
CAPS é
substituto
aos hospitais.
2001 Reforma
Psiquiátrica:
desinstitu-
cionalização e
fechamento
de leitos e
hospitais.
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5.0 LEI 10.216, DE 6 DE ABRIL DE 2001 - TEXTO NA ÍN-
TEGRA PARA CONSULTA
Art. 1o Os direitos e a proteção das pessoas acometidas de transtorno mental, de que trata esta Lei, são assegurados sem qualquer 
forma de discriminação quanto à raça, cor, sexo, orientação sexual, religião, opção política, nacionalidade, idade, família, recursos econômicos 
e ao grau de gravidade ou tempo de evolução de seu transtorno, ou qualquer outra.
Art. 2o Nos atendimentos em saúde mental, de qualquer natureza, a pessoa e seus familiares ou responsáveis serão formalmentecientificados dos direitos enumerados no parágrafo único deste artigo.
Parágrafo único. São direitos da pessoa portadora de transtorno mental:
I - ter acesso ao melhor tratamento do sistema de saúde, consentâneo às suas necessidades;
II - ser tratada com humanidade e respeito e no interesse exclusivo de beneficiar sua saúde, visando alcançar sua recuperação pela 
inserção na família, no trabalho e na comunidade;
III - ser protegida contra qualquer forma de abuso e exploração;
IV - ter garantia de sigilo nas informações prestadas;
V - ter direito à presença médica, em qualquer tempo, para esclarecer a necessidade ou não de sua hospitalização involuntária;
VI - ter livre acesso aos meios de comunicação disponíveis;
VII - receber o maior número de informações a respeito de sua doença e de seu tratamento;
VIII - ser tratada em ambiente terapêutico pelos meios menos invasivos possíveis;
IX - ser tratada, preferencialmente, em serviços comunitários de saúde mental.
Art. 3o É responsabilidade do Estado o desenvolvimento da política de saúde mental, a assistência e a promoção de ações de saúde aos 
portadores de transtornos mentais, com a devida participação da sociedade e da família, a qual será prestada em estabelecimento de saúde 
mental, assim entendidas as instituições ou unidades que ofereçam assistência em saúde aos portadores de transtornos mentais.
Art. 4o A internação, em qualquer de suas modalidades, só será indicada quando os recursos extra-hospitalares se mostrarem 
insuficientes.
§ 1o O tratamento visará, como finalidade permanente, a reinserção social do paciente em seu meio.
§ 2o O tratamento em regime de internação será estruturado de forma a oferecer assistência integral à pessoa portadora de transtornos 
mentais, incluindo serviços médicos, de assistência social, psicológicos, ocupacionais, de lazer, e outros.
§ 3o É vedada a internação de pacientes portadores de transtornos mentais em instituições com características asilares, ou seja, aquelas 
desprovidas dos recursos mencionados no § 2o e que não assegurem aos pacientes os direitos enumerados no parágrafo único do art. 2o.
Art. 5o O paciente há longo tempo hospitalizado ou para o qual se caracterize situação de grave dependência institucional, decorrente 
de seu quadro clínico ou de ausência de suporte social, será objeto de política específica de alta planejada e reabilitação psicossocial assistida, 
sob responsabilidade da autoridade sanitária competente e supervisão de instância a ser definida pelo Poder Executivo, assegurada a 
continuidade do tratamento, quando necessário.
Art. 6o A internação psiquiátrica somente será realizada mediante laudo médico circunstanciado que caracterize os seus motivos.
Parágrafo único. São considerados os seguintes tipos de internação psiquiátrica:
I - internação voluntária: aquela que se dá com o consentimento do usuário;
II - internação involuntária: aquela que se dá sem o consentimento do usuário e a pedido de terceiro; e
III - internação compulsória: aquela determinada pela Justiça.
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Art. 7o A pessoa que solicita voluntariamente sua internação, ou que a consente, deve assinar, no momento da admissão, uma declaração 
de que optou por esse regime de tratamento.
Parágrafo único. O término da internação voluntária dar-se-á por solicitação escrita do paciente ou por determinação do médico 
assistente.
Art. 8o A internação voluntária ou involuntária somente será autorizada por médico devidamente registrado no Conselho Regional de 
Medicina - CRM do Estado onde se localize o estabelecimento.
§ 1o A internação psiquiátrica involuntária deverá, no prazo de setenta e duas horas, ser comunicada ao Ministério Público Estadual pelo 
responsável técnico do estabelecimento no qual tenha ocorrido, devendo esse mesmo procedimento ser adotado quando da respectiva alta.
§ 2o O término da internação involuntária dar-se-á por solicitação escrita do familiar, ou responsável legal, ou quando estabelecido pelo 
especialista responsável pelo tratamento.
Art. 9o A internação compulsória é determinada, de acordo com a legislação vigente, pelo juiz competente, que levará em conta as 
condições de segurança do estabelecimento, quanto à salvaguarda do paciente, dos demais internados e funcionários.
Art. 10. Evasão, transferência, acidente, intercorrência clínica grave e falecimento serão comunicados pela direção do estabelecimento 
de saúde mental aos familiares, ou ao representante legal do paciente, bem como à autoridade sanitária responsável, no prazo máximo de 
vinte e quatro horas da data da ocorrência.
Art. 11. Pesquisas científicas para fins diagnósticos ou terapêuticos não poderão ser realizadas sem o consentimento expresso do 
paciente, ou de seu representante legal, e sem a devida comunicação aos conselhos profissionais competentes e ao Conselho Nacional de 
Saúde.
Art. 12. O Conselho Nacional de Saúde, no âmbito de sua atuação, criará comissão nacional para acompanhar a implementação desta 
Lei.
Art. 13. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
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CAPÍTULO
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7.0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICA
1. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. DAPE. Coordenação Geral de Saúde Mental. Reforma psiquiátrica e política 
de saúde mental no Brasil. Documento apresentado à Conferência Regional de Reforma dos Serviços de Saúde Mental : 15 anos depois de 
Caracas. OPAS. Brasília, novembro de 2005.
2. DECRETO Nº 4.345, DE 26 DE AGOSTO DE 2002 - Institui a Política Nacional Antidrogas e dá outras providências.
3. DECRETO Nº 9.761, DE 11 DE ABRIL DE 2019 - Aprova a Política Nacional sobre Drogas.
4. LEI Nº 10.216, DE 6 DE ABRIL DE 2001 - Dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona 
o modelo assistencial em saúde mental.
5. NOTA TÉCNICA Nº 11/2019-CGMAD/DAPES/SAS/MS - Assunto: Esclarecimentos sobre as mudanças na Política Nacional de Saúde Mental 
e nas Diretrizes da Política Nacional sobre Drogas. 
6. PORTARIA Nº 3.088, DE 23 DE DEZEMBRO DE 2011 - Institui a Rede de Atenção Psicossocial para pessoas com sofrimento ou transtorno 
mental e com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).
7. PORTARIA Nº 2.840 DE 29 DE DEZEMBRO DE 2014 - Cria o Programa de Desinstitucionalização integrante do componente Estratégias de 
Desinstitucionalização da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), e institui o respectivo incentivo 
financeiro de custeio mensal.
8. Portaria/SNAS nº 224 - De 29 de janeiro de 1992.
9. PORTARIA Nº 336, DE 19 DE FEVEREIRO DE 2002.
10. RESOLUÇÃO 01/2018 DO CONSELHO NACIONAL DE POLÍTICAS SOBRE DROGAS (CONAD).
11. RESOLUÇÃO Nº 32, DE 14 DE DEZEMBRO DE 2017 - Estabelece as Diretrizes para o Fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). 
8.0 CONSIDERAÇÕES FINAIS
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